O Que Restou de Mim

O Que Restou de Mim Kat Zhang




Resenhas - O Que Restou de Mim


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Fernanda 19/10/2021

Queria!!! Talvez.
Eu gostei muito do desenvolvimento das protagonistas, das brigas entre elas.
O desenvolvimento do livro é muito bom, um livro pra se ler em um ou dois dias, porque ele te prende.
Fiquei até com vontade de dividir o mesmo corpo com outra alma, porque eles nunca estão sozinhos, mas nós sempre estamos.
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yasmin 25/08/2021

O Que Restou de Mim
Conhecemos uma realidade onde os seres humanos nascem com duas almas/consciências em um só corpo (chamados de híbridos) e conforme vão crescendo, uma das almas "morre" e a outra permanece.
A história é narrada pela Eva, a alma que é considerada recessiva e portanto, deveria desaparecer. Mas ela não desaparece. Addie (a alma dominante) vive de aparências para proteger ela e Eva, já que os híbridos são vistos como perigosos e são caçados.
O livro me prendeu logo no começo, Eva é uma personagem muito cativante, gostei dela ser a narradora. Infelizmente, conforme tudo vai se desenrolando a história se perde. O começo é muito bom, traz questionamentos interessantes sem deixar o enredo chato, foi a parte que li super rápido. Mas quando a história muda de rumo (!!!SPOILER!!!: quando as meninas vão para a Nornand !!!SPOILER!!!) parece que outra pessoa começa a escrever o livro. Os personagens parecem de repente ficar rasos, os plots que deveriam ser chocantes não te chocam tanto assim por que a história simplesmente fica chata (em comparação com o começo) justamente em um momento que tinha TUDO pra ser instigante e tenso. Chegando no final, o cenário muda rápido demais, não teve desenvolvimento suficiente para aqueles acontecimentos.
Em geral, é um livro bom que poderia ser melhor, começa com muito potencial e infelizmente vai caindo. Vamos ver o que vem por aí na sequência dessa trilogia!
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larissa 23/07/2020

apenas gostei
eu comprei esse livro super barato
não conhecia a autora e muito menos o livro
me desanimei muito quando tava lendo
mas no final vai melhorando bastante
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Maah 27/01/2015

Um livro que se perdeu na metade
Definir-se. Esta é uma palavra que Addie e Eva escutam frequentemente desde pequenas. Elas nasceram como todas as crianças: duas almas no mesmo corpo. Com o passar do tempo, uma das almas mostra-se dominante, e a outra recessiva. A recessiva deve desaparecer, deixando a dominante como única dona daquele corpo. É um processo natural que todos enfrentam.

Mas isso não acontece com Addie e Eva, e pessoas assim não podem existir. Elas são chamadas de híbridas e são conhecidas por serem instáveis, claras ameaças à paz da sociedade. Diante do desespero dos pais para que elas se definam, as duas resolvem fingir que estão definidas. Eva perde por completo o controle do corpo, e passa a ser apenas uma consciência na cabeça de Addie em segredo.

Mas que segredo fica guardado para sempre, não é?

O que restou de mim me fisgou com facilidade. Eu não tinha intenção de comprar nenhum livro quando entrei na Saraiva (cof sem grana cof cof), mas a capa dele me chamou de longe, seu nome me interessou e sua sinopse me seduziu. Não havia mais como esquecê-lo ou não comprá-lo.

Enfim. O começo da leitura me deixou empolgada, querendo descobrir qual seria o destino daquelas duas garotas que dividiam um mesmo corpo. Ver as duas convivendo juntas e brigando era fascinante. Hally e seu irmão, Devon, também são igualmente interessantes. Há um ar de mistério sobre os dois que me deixou ainda mais presa à leitura.

E aí, a magia acabou. Não de uma vez. Aos pouquinhos. O tão gostoso conhecer dos personagens acaba abruptamente, seguido por uma ação sem graça e depois páginas e mais páginas de personagens aparentemente vazios.

Não sei se a autora se perdeu um pouquinho no desenvolvimento ou se ela apenas prolongou demais algo que não precisava ser prolongado, mas a leitura vai de interessantíssima para algo maçante e aparentemente interminável. Os personagens não são mais desenvolvidos, e nem sequer aparentam mais serem quem eram no começo do livro. Só sabemos quem eles são por causa de seus nomes.

Não que o livro tenha sido um desastre da metade pra frente. É só que ele poderia ter sido infinitamente melhor, mas não foi. Não conhecemos os personagens direito, e por isso acabamos não conseguindo simpatizar com nenhum deles. Addie e Eva se mostram tolas onde não deveriam, não poderiam ser, e muitas vezes colocam tudo a perder por tolice. As atitudes delas, os outros personagens sem sal e o ambiente tosco em que todos se relacionam não abrem brechas para simplesmente nada.

Mesmo as revelações que deveriam ser chocantes perdem todo o sentido, já que o livro não lhe dá a chance de amar aquele mundo ou sequer se interessar por ele. A leitura é cansativa, demorando-se demais em coisas chatas e desnecessárias.

Apesar de tudo, não perco as esperanças. Mesmo com as burradas da Eva para perto do final do livro (que foram feias), eu ainda me recordo da garota que amei nos primeiros capítulos, e é ela que espero ver nos próximos livros dessa trilogia.
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AndyinhA 22/12/2014

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

Com uma pegada meio ficção cientifica e meio distopia, ‘O Que Restou de Mim’ traz os dilemas de um novo tipo de situação. Como seria viver com duas almas/entidades/pessoas/consciência no mesmo corpo? Numa América onde isso é considerado errado e proibido, mas no restante do mundo é normal, as protagonistas Addie e Eva se alternam para contar a história da mudança de suas vidas.

Apesar de ideia um tanto diferente, senti que deixou muitos pontos faltando ou mal elaborados, e o desenvolvimento dessa história, deixou de ser a teoria dos híbridos para focar em crianças presas em lugares para pesquisa e afins que também não foi tão bem trabalhado. Ou seja, a ideia nadou e morreu na praia.

A narrativa foi bem irritante, tem muito blábláblá desnecessário até chegar ao que interessa, e isso pode ser um tanto desafiador, a todo momento a gente sente que está sendo jogado em rumos diferentes. Em determinado momento a gente tem as meninas tentando entender porque elas são diferentes e no outro, essa situação com o hospital que perde e muito o foco.

O tema não é ruim, mas a ideia ficou mal elaborada. Principalmente por ser uma série, deixou muitas coisas em aberto e a pergunta que fiquei me fazendo ao final do livro era; ‘o que de verdade a autora queria falar? Queria mostrar na sua história?’. Eram muitos caminhos, mas nenhum bem desenvolvido.

Para saber mais, acesse:

site: http://www.monpetitpoison.com/2014/12/poison-books-o-que-restou-de-mim-kat.html
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Fernanda 19/12/2014

Resenha: O que restou de mim
CONFIRA A RESENHA NO BLOG SEGREDOS EM LIVROS:

site: http://www.segredosemlivros.com/2014/12/resenha-o-que-restou-de-mim-kat-zhang.html
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Kari 14/12/2014

"Addie e eu nascemos dentro do mesmo corpo, os dedos fatasmagóricos
de nossas almas entrelaçados antes de inspirarmos pela primeira vez.
Os primeiros anos que passamos juntas foram também os mais felizes.
Depois vieram as preocupações, as rugas de tensão em torno da boca de
nossos pais, os olhares de censura de nossos professores do jardim de
infância, a pergunta que todos sussurravam quando achavam que não
estávamos escutando.
Por que elas não estão se definindo?"
Pág.7

Addie seria comum, porém ela esconde um segredo; deveria ter se definido, mas esconde Eva dentro de si. Todos nascem com duas almas, sendo que uma, se desvanece com o tempo, deixando a alma dominante, porém com Addie não foi assim; mesmo Eva não conseguindo tomar posse do corpo delas, ela está lá na mente de Addie como uma expectadora da própria vida, ou de como seria sua vida se fosse ela a se mover, falar e interagir com o mundo.

"Ninguém sabia que no meio da noite Addie me deixava
emergir e andar pelo nosso quarto com minhas últimas forças,
tocando os vidros frios da janela e chorando minhas próprias lágrimas."
pág.9

Neste mundo onde Addie vive escondendo Eva, pessoas que não se definem, é vistas como um perigo a sociedade e chamados de híbridos. Os mesmos são recolhidos e não se sabe ao certo o que acontece com eles.

"Então entendia porque os líderes revolucionários tinham
fundado as Américas como um país livre de híbridos, por que
haviam se esforçado tanto para erradicar aqueles que existiam
na época, para que pudessem ter um recomeço limpo e imaculado.
Eu até conseguia entender, com as partes mais racionais de mim,
por que pessoas como Addie e eu não podiam, de forma geral,
ter rédeas frouxas. Mas compreender e aceitar são coisas muito diferentes."
pág.30



Elas conseguem viver bem juntas, até que Hally aparece e convida Addie para sua casa com intuito de explicar que mesmo as almas que perderam a força há algum tempo, ainda podem tomar o controle de volta, e oferece a ambas essa oportunidade. Addie quer sair correndo, enquanto Eva, claro, quer conseguir se expressar para o mundo novamente, mesmo que as duas corram risco. Para Eva isso é um sonho, poder tomar o controle novamente, enquanto para Addie isso é um jogo perigoso. Na opinião dela, elas vivem muito bem como estão; o que gera um conflito entre as duas, pois Eva alega que Addie não sabe como é ser refém no próprio corpo.

Acontece que Hally (Lissa) é pega e em seguida Devon (Ryan) e Addie (Eva) também e é aí que eles descobrem que por detrás dos Híbridos há muito mais do que dizem nas escolas e televisão. Eles são levados para a Normand, uma clínica psiquiátrica que faz testes e cirurgias em crianças, chegando a perdê-las na maioria das vezes. Tudo em uma tentativa de matar a alma não dominante, sendo que eles decidem quem é a alma dominante e o que fazer com elas, sem dar qualquer poder de escolha as crianças, e talvez a própria família, já que dizem aos mesmos que as crianças estão gravemente doentes e representa um perigo a sociedade e a si mesmas.

Será que essas crianças terão um destino frio e cruel ou será que algo poderá salvá-las?

"As vezes me pergunto como teria sido. Se nunca tivéssemos nos definido.
Se nunca tivéssemos aprendido a odiar a nós mesmas. Nunca tivéssemos
permitido que o mundo enfiasse uma divisão entre nós, forçando-nos a nos
tornar Addie-ou-Eva, não Addie-e-Eva. Tínhamos nascido com os dedos de
nossas almas entrelaçados. E se nunca os soltássemos?"
pág.201

No meio de toda essa confusão Eva se apaixona por Ryan, ambas as almas recessivas dos corpos de Addie e Devon; o pior é que Addie não suporta Ryan e mais uma vez é algo a estar entre as almas que dividem o mesmo corpo.

Uma história muito interessante, e também um tanto confusa de tentar se imaginar, afinal como seria ter outra alma pensante dentro do seu próprio corpo? Só consegui imaginar que me causaria grande horror e medo, pois entendo Addie, perder o controle do próprio corpo ao qual sempre dominou e se tornar expectadora da própria vida, não deve ser muito fácil! E também são como duas pessoas dentro de um mesmo ambiente, com conflitos, personalidades diferentes, opiniões diferentes e etc.. Então, acredito que todos podem imaginar tamanha confusão isso pode causar; na tv dizem que muitos híbridos enlouquecem, pois não conseguem viver constantemente em conflito consigo mesmas. Suas metades sempre querendo coisas opostas e não chegando a um denominador comum. Porém a autora nos mostra que mesmo que haja conflitos internos em cada alma, elas possuem um amor uma pela outra fora do comum. Como Addie e Eva, mesmo que ambas em alguns momentos queiram coisas diferentes para si, elas sempre avaliam a situação e cede uma para a outra. Afinal são duas metades de um todo! Achei isso fascinante, pois eu realmente como disse no começo, sentiria pavor, na verdade, se passasse por algo assim!



Uma das coisas que eu gostei muito foi ver o quanto Addie e Eva são diferentes e mesmo assim sempre conseguem se entender no meio dos conflitos que surgem!



A história é narrada pelo ponto de vista de Eva, a alma recessiva, a expectadora, que pouco a pouco vai ganhando forma e vida e redescobrindo o mundo ao seu redor.

Mas confesso que fiquei curiosa para ler o ponto de vista de Addie, que algumas vezes me passou a impressão de não estar realmente satisfeita com algumas escolhas que fez em prol de Eva. Mesmo ela tendo deixado Eva assumir o controle em diversos momentos, fica claro que ela não está feliz ou satisfeita e quero entender os motivos dela pelo próprio ponto de vista, não pelo que Eva acha que ela sente ou pensa. Afinal elas são pessoas distintas.

Eu gostei do livro e da história que é singular; nunca havia lido nada igual. Mas senti falta de mais adrenalina e situações de interação geral, pois o livro quase que todo, temos os pensamentos de Addie ou Eva.. Não elas de fato vivendo e agindo; isso ocorre claro, mas a maior parte foi como uma conversa delas com elas mesmas e isso algumas vezes tornou a coisa meio parada dentro de uma redoma, não sei se vocês me entendem? Mas compreendo o que a autora fez, pois ela precisava mostrar as duas e suas personalidades, desejos, pensamentos para então diferenciá-las e fazer com que o leito compreendesse as escolhas e situações.

Estou curiosa pelo próximo volume da série!
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Michele Bowkunowicz 10/12/2014

Recomendo para quem curte distopia
Eva e Addie vivem em um mundo onde todo mundo nasce com duas almas entrelaçadas no mesmo corpo. À medida que crescem, eles se revezam no controle, até que uma alma dominante assuma e alma recessiva morre. Isto é aceito como normal e apropriado, e quando as almas recessivas não morrem vira uma anomalia de desenvolvimento; o resultado é um híbrido, alguém a ser considerado perigoso e assustador...

Leia mais em meu blog Lost Girly Girl

site: http://www.lostgirlygirl.com/2014/11/resenha-484-o-que-restou-de-mim-kat.html
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Andréa Bistafa 08/12/2014

www.fundofalso.com
Será que vai funcionar?

O Que Restou de Mim, lançamento da editora Galera Record, promete nos trazer uma distopia um pouco diferente do que conhecemos.
Temos um cenário futurista, uma América dividida e separada do restante do mundo. Aqui foi erguida uma sociedade mais próxima do normal, de como conhecemos hoje digamos.
Entretanto a diferença está em que, antes da guerra todos que habitavam o planeta tinham duas almas e um único corpo. As duas almas dividiam a controle, alternando em comunhão quem domina os movimentos e quem apenas coexistia. Por algum motivo do qual ainda não sabemos, o governo dos Estados Unidos levantou uma revolução, uma grande guerra onde todos os híbridos do pais foram exterminados.
Addie e Eva vivem nessa nova fase, onde é permitido pelo governo apenas uma alma por corpo. O que ninguém sabe é que Eva continua ali.
Normalmente a partir dos cinco anos as crianças começam a se definir, uma das almas vai enfraquecendo enquanto a outro toma posse definitiva do corpo, e assim, um morre e o outro continua a vida, o que é completamente normal. Mas não para Addie, ela não sente vontade de se livrar de Eva, e muito menos Eva quer simplesmente desaparecer, com isso passam a viver com esse segredo. Eva já muito fraca não consegue mais ter controle sobre o corpo, estando somente ao lado de Addie, em sua mente, sendo boas amigas, mais que isso, irmãs.
A problema surge quando elas conhecem Hally que também é hibrida, ou seja, são duas almas em um corpo. XXX irá apresentar à Addie e Eva uma perspectiva totalmente diferente do que elas viveram até hoje, e até mesmo pretende ensinar Eva a controlar o corpo físico novamente. E claro que então irão se meter em um grande problema quando descobertas pelo governo e encaminhadas a "cura".

Mas porque mencionei no inicio, será que vai funcionar?

Porque a ideia é realmente boa e original, só li algo parecido em "Interligados" da autora Gena Showalter onde o protagonista convive com quatro almas no corpo, mas a proposta é totalmente diferente.
Sendo assim tão original não achei que a autora conseguiu desenvolver bem a ideia.
Posso fazer mil indicações boas para esse livro como a ótima narrativa, e a curiosidade permanente de intendermos como tudo aquilo é possível, porque e até onde vai, o enredo é realmente bom, mas preciso fazer criticas sobre ele, mas o que mais me deixou decepcionada foi a falta de maturidade dos personagens. Os pais de Addie e Eva acompanharam todo o drama das filhas na hora de se definir, correram atrás e lutaram para prazos estendidos e conseguiram ficar com a filha, mas é obviou que as duas estão ali, mas os pais simplesmente fingem não saber disso para viverem em paz, até ai tudo bem, mas de repente pais tão determinados se tornam muito passivos, abrindo mão de tudo que lutaram para simplesmente abandonarem Addie a própria sorte na clinica de "recuperação", como se todo sentimento que tinham tivesse simplesmente sido esmagado, isso me deixou muito triste.
Personagens que começaram muito determinados acabaram quase sumindo da metade pra frente. Os vilões não meteram o medo que a autora gostaria que eles tivessem metido, eles fazem coisas e tomam atitudes não condizentes com o contexto aplicado.
Em contra partida temos uma protagonista que amadurece e ressalta como as duas almas podem ser tão diferentes, personalidade e expressões bem distintas.

Claro que existe um romance muito fofo e sútil próprio dos ya's, que irá surgir entre Eva e Ryan (que é irmão de Hally) e o toquezinho de conflito que existe no casal é que Addie e Devon, as outras almas envolvidas nesses corpos, se detestam! É muito gostoso vem o crescimento de Eva quando está na presença de Ryan, e como ela torce para ser ele o dominante quando se encontram!

Durante a narrativa é preciso ficar atenta para não se perder, principalmente no início enquanto ainda não estamos acostumados com a narradora, que é Eva o tempo todo, se referindo a um único personagem como eles ou elas.

Eu quero lembrar que esse é o primeiro volume de uma trilogia, e eu realmente não sei o que esperar dos outros. Eu realmente acredito que a trama pode ser imensamente explorada ainda e que a autora irá aprimorar os erros desse primeiro, ou até mesmo explicar que esses "erros" foram propositais.
Eu pretendo com certeza ler o restante da trilogia, pois tudo que eu possa avaliar como irregular é engolido pela ideia, adorei a trama e quero muito que a autora capriche nos próximos! Principalmente por ter sido citado nossa Amazônia em um grande bombardeio, ardendo na Revolução!

site: http://www.fundofalso.com/2014/12/resenha-o-que-restou-de-mim-kat-zhang.html
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Jacqueline 30/11/2014

Finalmente uma distopia brilhante
Kat Zhang passou a infância vivendo de livro em livro, e resolveu criar suas próprias histórias para outras pessoas viajarem. O que restou de mim é seu primeiro romance.

Mais uma distopia veio parar em minhas mãos. O que eu posso dizer? Além da capa bonita, o livro de estreia de Kat Zhang tem sustentação. Personagens maravilhosamente explorados, uma trama consistente, mistérios na medida certa, e um romance que não sobrepuja o enredo principal. Com esses ingredientes, O que restou de mim conseguiu me tirar da ressaca literária, e lembrar o porquê do meu amor pelo gênero.

No livro, somos apresentados ao mundo onde os humanos nascem com duas almas em um mesmo corpo. Com o passar do tempo, uma das almas - a recessiva -, parte, deixando apenas a alma dominante comandando o corpo.
Eva e Addie nasceram como qualquer outra criança: duas almas em um mesmo corpo. Só que com o passar do tempo, elas não se definiram. Eva, a alma recessiva, continuava dentro do corpo, escondida, e esquecida por todos. Ava e Addie são híbridas.
Os híbridos são considerados instáveis e extremamente perigosos, motivo pelo qual era perseguidos, e eliminados.
Mesmo vivendo sob segredo da maioria das pessoas, ambas sabem o destino que elas teriam caso alguém viesse a descobrir que ainda permaneciam híbridas na adolescência. Só que elas descobrem que há mais híbridos do que possam imaginar. E que talvez exista uma chance de Eva voltar a andar, falar e sorrir por conta própria, e ela fará tudo ao seu alcance para conseguir isso. (resumo adaptado da sinopse oficial)

O que restou de mim já começa empolgante, nos apresentando a um mundo que em um primeiro momento parece extremamente bizarro, mas que foi claramente elucidado por Zhang.
A narração é feita em primeira pessoa por Eva, a alma recessiva. Um dos grandes destaques da trama, é justamente o relacionamento entre Eva e Addie.
Eva e Addie são completamente diferentes. Junte isso ao fato que elas tinham pensamentos , expressão facial, e trejeitos completamente distintos. Eu sei que parece insano, mas parte do charme do livro está em quão crível a autora faz parecer toda a história.

O vínculo das duas é impressionante, e às vezes emocionante. Ambas tem seu temperamento perfeitamente retratado, bem como suas qualidades e defeitos. A autora faz um perfeito trabalho ao conectar o leitor com as duas garotas. Talvez pela narração ser feita por Eva, eu tenha me influenciado pelos seus pensamentos, e pelo drama de não poder se revelar. Dessa forma me afeiçoei mais a Eva. Contudo, Addie também conquista a simpatia por permitir que Eva assuma o controle do corpo em algumas vezes. Mas nem tudo era simples. Ambas também brigavam frequentemente, e tinham discussões mentais homéricas.

Kat surpreende em sua estreia pelo domínio sobre seus personagens. Criar um personagem com uma personalidade atraente e explorá-la plenamente já é tarefa difícil, imagina lidar com duas personalidades em um só corpo? É de aplaudir em pé a desenvoltura com a qual a autora explora suas personagens. E o trabalho perfeito não se restringe a Eva e Addie. Existem outros híbridos, e suas particularidades também são retratadas com maestria.

O cuidado também se estende na criação do enredo. Há mistérios que nos mantém conectado o tempo inteiro, como o motivo dos híbridos serem tão temidos e desprezados. Já adianto que muita coisa fica no ar, aliás, estamos falando do primeiro volume de uma trilogia. Porém, permanecer no escuro em algumas questões é apenas um aperitivo para que o leitor crie diversas teorias sobre o que está por vir, e o que acontecerá com as garotas. Não posso relevar muito mais da história, pois as reviravoltas me pegaram completamente desprevenida, e foi bem melhor assim.
O romance está presente, de forma bem sutil, e me agradou completamente. Engraçado que eu não esperava por um interesse amoroso nesse livro, e nem tinha expectativa sobre encontrá-lo, mas gostei da forma como Zhang o abordou.
A meia estrelinha tirada da classificação foi por conta do final, que eu esperava ser um pouco mais impactante, apesar de não ter decepcionado.

O que restou de mim além de ser uma brilhante estreia, me deixou eufórica para conferir o que a autora trará na sequência. Amantes de distopia com traços de Si-fi, encontrarão uma história que definitivamente merece toda atenção. Recomendo.

site: www.mybooklit.com
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Moonlight Books 23/11/2014

Leia esta e outras resenhas no blog Moonlight Books, www.moonlightbooks.net
O Que Restou de Mim traz uma história original e interessante, de sentimentos confusos e desejos conflitantes, aguardo ansiosa a continuação para saber como seguirá a vida de Eva e Addie.

site: Leia o restante da resenha em http://www.moonlightbooks.net/2014/11/resenha-o-que-restou-de-mim.html
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