Oliver Twist

Oliver Twist Charles Dickens




Resenhas - Oliver Twist


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Simone Chyz 03/11/2009

É incrível como determinados livros "mudam" quando lemos novamente, depois de muitos anos!! Quando lí Oliver Twist pela primeira vez, com 12, 13 anos, foi apenas um livro sobre um garotinho órfão...
Acabei de reler e, óbvio, minha percepção da história foi drasticamente mudada.
Realmente, precisamos ter um pouco mais de experiência para perceber toda a ironia destilada pelo autor em todas as páginas do livro. Apesar do foco continuar sendo as peripécias de um pobre órfão, desta vez conseguí perceber toda a crítica a uma sociedade hipócrita e egoísta! Vale muito pela descrição dos personagens, da época e pelo final moralista, onde tudo se encaminha para o melhor!
Ana 17/04/2012minha estante
E no final, como a maioria dos livros de Dickens, deixam uma impressão forte na gente.




Marcos 03/12/2011

o homem não é produto do meio
Um orfão é criado em um ambiente de pobreza e opressão, por fim passa a viver com um grupo de ladrões, que procuram iniciá-lo em uma vida de crimes. Sem nenhuma referência positiva, sem perspectiva de futuro, que escolha tem ele? Nada mais natural e justificado que se transformasse em um criminoso.

Mas aí não seria Dickens; não seria um autor em contato com a essência da alma humana, com a realidade das coisas. Para Dickens, essa essência se traduz na capacidade de tomar decisões morais, de não ser escravo das situações em que se está vivendo, em transcender o espaço tempo. Isso acontece quando temos fidelidade à realidade, quando temos respeito pelos fundamentos eternos que não estão sujeito a época em que se vive.

Oliver Twist tem sua fonte de moral na Bíblia e nos princípios cristãos, mesmo que ensinado por religiosos hipócritas. A mensagem é mais poderosa do quem a transmite. Para o garoto com 12 anos, roubar era um pecado e quando percebeu em que estava se metendo ficou horrorizado e negou-se a participar. A alma de uma pessoa é seu último refúgio, seu santuário diante da opressão que se está sujeito. Para um cientista moderno, a atitude de Oliver é inconcebível, pois aceitá-la seria negar a hipótese da origem social do crime, esse terrível engano que está na origem na explosão de criminalidade em muitos lugares no mundo. Fica claro que Dickens rejeita a princípio do homem como produto do meio. O meio tem grande influência, mas não define o caráter de uma pessoa. O homem é um ser capaz de transcender sua situação concreta atual e se posicionar no plano da eternidade. Dickens acredita que existem verdades universais imutáveis, que valem desde o início dos tempos e estarão conosco enquanto durar o mundo.

Alguns personagens memoráveis habitam as páginas do romance. Do lado bom, o Sr Brownlow, Rose, Sra Beldwin, Harry. Do lado ruim, Silkes, Brundle e, principalmente, um dos melhores vilões já criados, o judeu Fagin. Sua presença é demoníaca e domina cada cena que aparece. Impossível esquecê-lo. Dickens o descreve com uma riqueza de detalhes tão grande que a sua imagem ficar marcada na mente de um leitor atento. E, por fim, a personagem mais ambígua, e talvez por isso mesmo mais fascinante, Nancy.

Dickens também rejeita a luta de classes. No livro existem ricos bons e ruins; pobres bons e ruins. Por duas vezes Oliver é confundido com um bandido, nas duas vezes suas vítimas não só o perdoam como se tornam seus protetores. Ao descrever a situação miserável dos orfanatos paroquiais, faz uma crítica às leis dos pobres, como ficaram conhecidas, leis que supostamente protegiam os mais desafortunados mas acabavam por criar indústrias de exploração da pobreza, como fica evidenciado pela incrível fazenda de orfãos mantida pela inefável Sra Mann. Como se percebe, Dickens tinha muito a ensinar para os governos atuais.

Oliver Twist foi o segundo romance do autor, que já demonstrava todo o talento que o tornariam um dos melhores romancistas da história. Seu testemunho das condições inglesas da revolução industrial é tudo que Karl Marx achava estar fazendo. A diferença é que Dickens retratava o mundo real, em suas condições materias históricas e na forma permanente do espírito humano. Marx retratou um mundo imaginário. Em um desses paradoxos, Dickens é considerado um autor de ficção enquanto que o outro é quase um profeta para uma intelectualidade corrompida pela ideologia.

A abertura do homem à transcendência, sua capacidade de superar o momento histórico-cultural, demole um princípio que joga toda teoria materialista no ralo e mostra que um grande romancista pode ensinar muito mais do mundo em que vivemos do que uma intelectualidade completamente desconectada do mundo, imersa em seus sistemas fechados, coerentes e completamente errados. Quer entender a revolução industrial? Leia Dickens de cabo a rabo, depois leia os historiadores. Se começar pelos últimos, pode entrar em um mundo de fantasia que aprisionará sua mente.

Esse é o poder da grande literatura. E grande literatura é, entre outros, Charles Dickens.
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Roberta Nunes 15/09/2009

Um clássico...
"Oliver Twist" é uma história triste e realista que consegue mexer com as emoções humanas. Charles Dickens, o autor, teve uma infância sofrida e começou a trabalhar muito cedo em uma fábrica de graxa, então talvez por isso ele saiba narrar tão bem e de forma tão real todos os pesares e sofrimentos vividos pelo personagem central deste livro, Oliver.

O livro é interessante porque é ambientado numa Inglaterra pobre e sofrida, em plena Revolução Industrial, mostrando assim várias faces desse país naquele momento em particular. Nós podemos ver os ladrões, os marginais de todos os tipos e todos os sofredores que viviam num submundo à parte... mas ao mesmo tempo o leitor também tem a oportunidade de ver laços de amizade e amor, inocência e pureza.

O final é meio clichê, visto que os "heróis" alcançam êxito e redenção e os vilões têm destinos sórdidos. Mas o que eu mais destacaria da leitura deste livro é o estilo do autor. Dickens é de uma sagacidade explêndida! Irônico, crítico e está sempre dialogando com os leitores, o que é muito legal.

Um livro diferente, indicado para quem realmente goste de clássicos e consiga assimilar uma linguagem um pouco mais rebuscada.
Valdir Vidal 22/07/2012minha estante
Dickens em Oliver, assim como em Canção de Natal,parece querer retratar-talvez inspirando-se nele mesmo- uma diminuta parcela das pessoas, que apesar dos sofrimentos infringidos pela vida, se recusam a tornarem-se amargas. No fim é uma ótima história de moral.




Victor 07/12/2011

Li este livro quando tinha por volta de 13 anos e morava nos EUA. Prentendo reler agora em Português.
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Lipe 17/01/2010

Um menino inocente, um romance não tão quanto.
Apenas ao terminar minha leitura que vim descobrir que estava lendo um livro de mais de 170 anos. Charles Dickens transmite com maestria a ética hipócrita de uma Inglaterra cinzenta e suja, dada pela época da Revolução Industrial que fez com que a economia inglesa acelerasse em declínio das condições de vida.

Oliver Twist, como não poderia deixar de ser, é uma criança orfã que sofre por carregar tais status. Tem como sua primeira infãncia uma vida solitária em um asilo. Muda-se para um orfanato, juntando-se à realidade de seus iguais, trabalho árduo e maltratos. Resolve fugir em busca de uma vida melhor, para uma Londres, desordeira e ainda mais gélida. Oliver se involve com um grupo de ladrões, que se aproveitam de sua inocência.

Com uma trama envolvente, embora por motivos não tão felizes, e personagens dos mais diversos caráters, Oliver Twist é um romance para se ler em casa, e refletir sobre as lições de vida que o autor nos herda.


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Peterson Boll 28/02/2012

Mesmo que contenha os tradicionais personagens ultra-sofridos/cavalheirescos da Revolução Industrial Inglesa, "Oliver Twist" traz uma fina ironia de Dickens, encontrada em menor grau em suas outras obras. As instituições inglesas são quase ridicularizadas tendo sempre como objetivo mostrar o quão desamparada era a classe pobre do país naquela época. Os dirigentes são quase sempre vilões, mas não vilões cientes de sua maldade, e sim vilões que acham que estão fazendo o bem, mesmo que estejam causando um grande sofrimento.

Excelente retrato e excelente estória.
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Pedro 18/04/2010

Morning drew on apace. The air became more sharp and piercing, as its first dull hue - the death of night, rather than the birth of day -
Oliver Twist. Nem sei mais há quanto tempo estava lendo esse livro. Antes de qualquer coisa, quero constatar que essa resenha é completamente amadora, não estou em posição de julgar o gigantesco valor literário desse livro; no mais, são apenas impressões pessoais acerca do que eu gostei ou não durante a experiência.

Charles Dickens tem um talento descritivo incrível, tanto para com os personagens quanto na montagem de uma Inglaterra de meados do século XIX. Sonhei mais de uma vez com o cenário invernoso e os personagens do livro. Não perde o fio da história e domina o enredo com grande sobriedade e romantismo.

Porém, o livro é geralmente bom em todos os pontos em que Oliver não aparece ou está numa pior. É um garoto demasiadamente “perfeito”: inocente, generoso, humilde, justo, praticamente um Jesus Cristo britânico; um heroi. Eu [infelizmente, talvez] não gosto de herois. Um personagem que claramente não possui o menor senso de malandragem ou traços de personalidade marcantes e abrasivos, plano, e que, apesar de todos os obstáculos, MILAGROSAMENTE se dá bem nos finais. Um garoto fraco. Animei-me muito mais com os vilões e de um ou outro heroi, mas o Oliver Twist em si me impediu de ler o livro com maior prazer.

Acredito que há uma linha visível entre o idealizado romantismo e a seriedade inglesa. Como não gosto de histórias ideais com “ovelhas” adoecendo por falta de amor ou excesso de desventuras, prefiro não julgar a qualidade de um clássico – não quero desmerecê-lo de maneira alguma.

A maestria das palavras de Dickens e sua aguçada crítica e denúncia social me levam a recomendá-lo. Afinal, é realmente um clássico. Só não gostaria que qualquer um esperasse um mar de aventuras e aventuras capaz de alterar seu estado de espírito ou sua visão sobre o mundo: apesar de tudo, é um livro de núcleo sério.

Enfim: ainda prefiro, de longe, “The Adventures of Tom Sawyer”.
Filipe.Philipps 03/08/2016minha estante
Perfeito, é a mesma sensação que eu tive. A escritura do Dickens é um deleite, mas o personagem Oliver Twist em si é muito genérico, muito sem força. Não me peguei torcendo ou temendo por ele em nenhum momento. David Copperfield e o Pip de Grandes Esperanças ganham com larga vantagem.

Mas não deixa de ser uma boa leitura, do ponto de vista técnico. As descrições da Londres invernal são perfeitas, você imiscui-se no cenário.




Waalk 13/08/2010

Livro Maravilhoso, sugestão de edição
A edição com as ilustrações do Eric Kincaid é linda!As imagens complementam perfeitamente a história, recomendo muito pra quem pretende adquirir o livro.
Vale pela história, é claro, e pela beleza do traço do artista.
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Tici 24/09/2009

Essa é uma das historias mais lindas que ja li!!! Ja li o livro umas 3 vzs e ja assisti o filme umas 5! Oliver Twist é um encantador de coracoes! Amo!
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Léo 26/06/2016

Romance maravilhoso, muitas aventuras e reflexões
''Oliver Twist'', romance que se passa em meados do século XIX, escrito por Charles Dickens, retrata com perfeição entre muitos outros temas que também serão identificados no decorrer da análise, principalmente as condições precárias da sociedade inglesa — que porventura influenciaram diretamente na formação marginal do nosso querido personagem órfão, Oliver Twist. De início, veremos a sorte de Oliver se formar mediante a consequências de acontecimentos dolorosos, marcas de uma infância ruim e miserável na grande Inglaterra. O menino foi levado para uma paróquia — onde viveu até os seus nove anos — após a morte de sua mãe durante o parto em uma casa de correção. O que não imaginava é que voltaria para essa casa de correção onde viveria momentos infelizes ainda pequeno, passando por maus-tratos, tanto físico quanto psicológico, atingindo diretamente a sua parte moral, ainda em criação. Após uma série de desventuras humilhantes, Oliver vai se empenhando como aprendiz em algumas atividades enquanto era ''comercializado'' e passava de ''mãos em mãos'', parando sob a guarda de alguns ''tutores'' que se responsabilizavam por ele. Muito engenhoso e dinâmico o garoto, em meio as durezas que encontrava, aproveitava para retirar boas lições de cada momento.

O protagonista, que evolui muito durante a história, demonstra para o leitor o seu jeito meigo e inocente — pelo menos até certo ponto ou em alguns trechos da obra —, e tenta sobreviver do seu jeito, transitando entre aventuras e desventuras que o moldam precocemente. Oliver mostra-se um bravo e insubmisso menino que gosta de contestar as ordens de seus ''tutores momentâneos'', opressivos e gananciosos. Falando em personagens, o romance apresenta uma variedade enorme de figuras, cada quais com seus papéis importantes na construção geral do fundamento central. Praticamente todos eles influenciam diretamente no produto final e os efeitos sobre essa inferência são sintomáticos. ''Oliver Twist'' está longe de ser um romance superficial. O filme — ao menos o de 2005, que vi diversas vezes — é bem fiel a apresentação encontrada no livro. Os relatos são fantásticos e mesmo representados por uma ficção, ostentam um grau forte de crítica e costumes da sociedade inglesa daquele século como também as doenças que rondavam a parte pobre da população.

É exibido um repertório sinalizador de lastimáveis feitos. Alguns personagens exploram o lado inocente de Oliver Twist e, ao mesmo tempo em que ajuda o menino, o coloca de vez no mundo da delinquência infantil. Os pequenos roubos e as sucessivas mentiras logo fazem parte dos costumes de Oliver, assim como certamente existiam em meados do século XIX, naquela mesma população que Charles Dickens via escurecer. As reviravoltas encontradas no romance são pontos chave para conceituar uma análise final da obra; entende-se que serviram, assim como em muitas outras obras literárias, para retirar o conjunto intrincado do centro comum e pensativo onde tudo pareceria apenas mais uma história óbvia, sem graça e repetida. O pequeno menino transmuta-se entre erros e acertos diversas vezes e por trás disso, claro, há as influências. Alguns personagens causam indignação pois levam Oliver aos piores momentos e ao caminho da transgressão; e o menino que se mostra doce, inteligente, promissor e muito intuitivo — um personagem que pode ser perfeito para qualquer leitor —, independente de ser criança, também passa a trazer com suas ações, às vezes, certa intolerância e desgosto.

A estrutura clássica apresentada por Dickens em ''Oliver Twist'' é maravilhosa, e embora muitos atualmente não a considerem tão verdadeira assim, há valiosas referências de planos históricos. A sociedade inglesa da época vivia o período da Era Vitoriana — época do reinado da Rainha Vitória — e a plebe passava por situações precárias. Foi um período onde a prosperidade existiu para os burgueses e o país vivia um forte avanço tecnológico — a consolidação da Revolução Industrial. Para o populacho a miséria era o que lhes cabia. A mão-de-obra barata sobrava para os adultos e crianças que não tinham família — o pequeno Twist e outros personagens como Fagin, o velho que o recebeu no abrigo e o treinou junto aos outros meninos para roubos, eram parte desses. Um dos exemplos mais comuns sobre essa diferença entre classes da época era expressada também na forma de se vestir. O livro, quando bem analisado, torna-se um verdadeiro estudo sobre a sociedade inglesa e seu progresso, que também exibia uma disciplina rígida em relação ao moralismo, com preconceitos fortes e proibições severas. Para aqueles que gostam de obter conhecimentos históricos, o obra transmitirá muito sobre essas questões.

Essa proporção histórica torna o romance um dos mais importantes escritos na época. A partir da verdade que vivia aquela sociedade, as consequências na vida daqueles que não tinham uma família abastecida por um forte poder econômico são exibidas abertamente em meio as aventuras empolgantes em ''Oliver Twist''. O ponta pé crucial para o desenrolar de toda a história é justamente isto, a crítica social de Dickens.

A obra é maravilhosa, o estilo clássico de Dickens assemelha-se em certos momentos ao encontrado nos livros de Machado de Assis, contudo Dickens utiliza uma escrita mais direta. A edição que li apresenta algumas melhorias ortográficas para facilitar a leitura dos mais jovens. É uma versão escolar para uso principalmente do Ensino Fundamental II. O livro é mesmo indicado para leitores acima de seus doze ou treze anos que poderão até entender algumas das amplas mensagens do romance, se não, se sentirão empolgados e atraídos pela boa aventura. Há belas figuras e a diagramação torna a leitura muito agradável.

Uma ênfase para o ''desperdício'' de talento e raciocínio, que ainda hoje é comum na parte menos favorecida das sociedades. A entrada para o mundo marginal é consequência direta de falhas graves de governo, mas em alguns casos a famosa ''falta de opção'' é usada como justificativa. Verdade ou não, é inegável a perspicácia de aliciadores que usam suas técnicas de domínio psicológico — principalmente em menores — estimulando-os a práticas marginais, barganhando alimentos e abrigos como recompensas. Fica claro também as consequências penais perante a lei e isso, independente de geração. sempre será uma das possíveis consequências finais para transgressores. Nos 53 capítulos Oliver passa por maus bocados e se envolve em muitas desventuras, porém, é possível ver que o garoto tem um bom coração e de certa forma, como muitos acreditam, estava em uma busca incessante por algo ou alguém, que lhe estendesse as mãos e lhe mostrasse uma saída. Apesar dos estragos impostos em seu destino, os amigos que encontrou após a fuga para Londres, lhes serviram como esse apoio. Vi e entendi a dificuldade humana e suas delinquências pré-anunciadas e pré-julgadas [de e por] ambos os lados. Senti a ignorância pousar em almas bondosas e preenchê-las de ganância num âmbito de lutas pela sobrevivência em torno de conflitos sociais.

O destino de todos é selado de maneira leal às suas ações e algumas surpresas aguardam aqueles que folhearem as páginas de ''Oliver Twist''. O clássico é figurativo, muito simbólico entre os romances clássicos da literatura mundial. Eu recomendo até mesmo para quem já ou somente tenha assistido aos filmes. Doloroso, cruel que expressa uma realidade. Guinado, com muitos revertérios e tocante por envolver personagens tão jovens e puros em situações pesadas e desafortunadas. Além disso, levando em consideração o entretenimento, a aventura vai rolar solta. 5 estrelas com louvor para este belíssimo e marcante clássico mundial.

site: http://leootaciano.blogspot.com.br/
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Gláucia 08/07/2011

Oliver Twist - Charles Dickens
O resumo da história, que narra as agruras de um órfão, faz parecer se tratar de uma historinha banal, tipo sessão da tarde. Não nos esqueçamos porém que o autor é Charles Dickens, e seus livros nunca são banais mas sim cheios de emoção, surpresas e, principalmente, crítica mordaz. Aqui, o alvo são os bedéis e diretores de entidades "pilantrópicas" que "cuidam" de pequenos órfãos e os abusos cometidos contra a infância desamparada.
Leitura inesquecivelmente deliciosa.
someone told that he is crazy 26/04/2019minha estante
Neste, concordamos.




ValQueiroz 21/07/2011

Um menino inocente e nobre de caráter. Órfão, Oliver passa por diversas provações, mas jamais perde sua doçura. O leitor se envolve nas palavras de Dickens e nas desventuras do pobre protagonista em meio aos antagonismos de um mundo de nobreza e de podridão. Por fim, o que se demosntra é que a essência do caráter nunca se perde e Oliver salva-se por seu bom espírito. O filme é muito bonito e vale a pena ver, mas nada substitui a emoção do livro, em que a história é contada com muito mais sentido. Atenção: a tradução para o português possui algumas diferenças (embora um tanto sutis) no final!
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Sanoli 15/05/2015

http://surteipostei.blogspot.com/2015/04/oliver-twist.html
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Mary Dourado 10/07/2013

Havia um tempo que eu vinha pretendendo ler esse livro, mas nunca tomava a iniciativa, até que certo dia, estava procurando livros mais curtos, pois sabia que se fosse um livro extenso não teria tempo para lê-lo. Decidi procura-lo na seção de HQs da biblioteca, entre os diversos HQs estava esse livro. Nunca tinha pesquisado sobre o enredo do livro, me orientava mais pela fama de Charles Dickens. E agora que conclui a leitura, posso dizer com certeza que quero ler o livro comum.
Mas deixando um pouco a minha opinião de lado, o enredo do livro é muito instigante. Dickens surpreendeu a sociedade de sua época com a temática de seu livro, - que antes era escrito para um jornal semanal - a média e alta sociedade da primeira metade do século XIX não mostrava interesse pela vida dos pobres, por seus problemas pessoais e sociais. Mas enfim, quebrar tabus, foi isso que Dickens fez na Inglaterra Vitoriana. O personagem Oliver Twist, representa a distância que separa a sociedade rica da sociedade pobre, entre outros aspectos daquele período, como a criminalidade infantil e falta de uma estrutura familiar, como é o caso de Oliver que é órfão.
Recomendo a leitura, tanto do livro, quanto do HQ.
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Paula 27/02/2014

Excelente


Oliver Twist (1838) é o segundo romance de Charles Dickens, publicado inicialmente com o subtítulo The Parish Boy`s Progress. Oliver Twist nasce em uma casa de caridade em uma pequena cidade da Inglaterra. Sua mãe morre após o parto e ele é criado nessa casa pelo pároco Mr. Bumble, em condições miseráveis. Um dia, por ter pedido um pouco mais de comida, Oliver é vendido a um agente funerário. Lá ele encontou Noah Claypole, um menino que o hostilizava e debochava das origens de Oliver.

Cansado dessa forma de vida, Oliver foge para Londres, onde entra em contato com a gangue do Mr. Fagin, um homem que treinava pessoas para praticar furtos. Em sua primeira experiência, quando dois de seus companheiros roubam, sem fazer alarde, o lenço de um senhor, perto de uma loja, Oliver sai correndo, chamando a atenção das pessoas ao redor e acaba preso. No decorrer da obra, acompanhamos a trajetória de Oliver e descobrimos suas origens.

Dickens faz uma grande crítica em relação à legislação e à corrupção do século XIX, especialmente atacando as Poor Laws em voga na época. Além disso, criou uma história cheia de personagens, cativantes, sejam eles vilões ou heróis. A narrativa é nem descritiva e as descrições correspondem às situações em que Oliver se encontra. Se ele está mal, tudo são trevas; se ele está feliz, o céu fica azul e as flores desabrocham.
Livro excelente, super recomendado! :)
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