Despedaçada

Despedaçada Teri Terry




Resenhas - Despedaçada


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Robson 20/08/2014

A Trilogia Slated é Fechada com Chave de Ouro
Antes que qualquer coisa seja dita, eu preciso desabafar. É difícil chegar ao final de uma trilogia tão rápido como aconteceu com Slated. Teri Terry realmente ganhou um fã, eu me apaixonei por sua obra e acabei me envolvendo profundamente com a história de Kyla, eu me emocionei com a personagem, enfrentei diversas situações com ela e ao finalizar Shattered tive diversos sentimentos, mas dentre eles o que mais se destacou foi o sentimento de ter sido recompensado por ter gasto tempo e dinheiro com a trilogia, que hoje é a minha favorita nesse universo de livros chamados distopia.

É difícil dizer adeus para os personagens que nos mostraram tanto, nos ensinaram coisas que somente eles podiam ensinar, mas é chegada uma hora que precisamos deixa-los ir e viver sua vida, nós somente podemos mantê-los vivos em nossa imaginação e lembrarmos-nos dos momentos bons e ruins que passamos com eles. Teri Terry finaliza sua história de uma maneira de tirar o folego, respondendo às questões dos leitores e criando um jeito de manter seus personagens em nossa mente. Estava comentando com alguns amigos íntimos e agora irei comentar com vocês, hoje, após ter finalizado Shattered, cheguei à conclusão de que essa é, sem duvidas, a trilogia mais bem finalizada que li até hoje. Teri nos dá motivos para não soltar o livro em momento algum, criando situações que nos fazem ficar formando teorias e mais teorias sobre o passado de Kyla e o envolvimento daqueles ao redor dela. Em momento algum consegui de fato me desligar totalmente leitura, apesar de querer ler o mais devagar possível.

Shattered promete ser um final que todos os leitores desejam e cumpre isso me maneira única e convincente. A autora cria diversas situações que, pelo menos por mim, nunca foram sequer imaginadas pelos leitores e que podem desagradar muitos no inicio, mas se tem algo que eu posso dizer com total segurança, é que a autora justifica cada uma de suas ações de maneira satisfatória e convincente. Nada fica encoberto em Shattered, até os mínimos detalhes são levados em conta para o fechamento da trilogia, por isso, vocês podem ter certeza de que não irão se decepcionar em nada com o livro.

Eu não quero estragar as surpresas de vocês, mas posso dizer que Teri Terry dá o final merecido para cada um de seus personagens. Todos eles recebem o que merecem por suas ações e cada um tem uma importância enorme nos acontecimentos finais de Shattered. Acho que não preciso ficar falando que Teri criou personagens ótimos e criveis, isso fica ainda mais claro em Shattered, quando podemos nos conectar a cada um e entender os seus motivos. Uma coisa importante: Todos os personagens têm pelo menos um dedo sequer nos grandes planos da autora, no final todos eles se conectam de uma forma ou de outra, por isso vale a pena ler prestando um pouco mais de atenção para não deixar nada passar despercebido.

Agora é com grande pesar que me despeço de Kyla, Ben, Sandra, Aiden, Amy e muitos outros. A ligação entre mim e os personagens de Teri foi muito forte e ainda é, esse com certeza não é um adeus definitivo, pois pretendo ler a trilogia inteira quando lançamento brasileiro for feito, dai sim terei que dizer um adeus real, pois saberei que não terei uma nova história com esses personagens maravilhosos. Eu espero que vocês, leitores do blog, gostem desse final tanto quanto eu gostei, porque se vocês buscam ação, drama psicológico e muita emoção, vocês fizeram a escolha certa ao começar a ler a trilogia Slated. No gran finale Teri Terry nos presenteia com uma lição de moral maravilhosa, que creio eu, poucos serão capazes de entender.

Finalizo essa resenha com lagrimas nos olhos e com um muito obrigado pra lá de especial diretamente para Teri Terry e para a editora Farol Literário, que trouxeram essa história maravilhosa até a mim.

site: http://www.perdidoempalavras.com/resenha/resenha-shattered/
Mari 10/09/2014minha estante
Oi Robson, gostei muito da sua resenha, amei o primeiro e segundo livro, gostei da história do terceiro, mas achei que o final não convenceu. Infelizmente fiquei bem decepcionada em relação a alguns personagens. Mas concordo que a história em si, o desfecho, foi genial.




Mariana Cota 15/05/2020

Que fechamento
Que triologia maravilhosa! Não esperava me cativar tanto com a história da Kyla, Lucy, Riley, Rain, Hope !! Incrível!!
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Nnamzloh 30/01/2021

?
Essa resenha é o resumo dos três.Essa série é uma distopia intensa, é bem adolescente, porém ressalta muitos assuntos, que deveríamos discutir como sociedade e refletir que caminho estamos seguindo,recomendo ler comendo um belo mousse de maracujá.
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Bru 26/01/2021

Despedaçada
Fechando o ciclo dessa trilogia, Kyla, Chuva, agora é a vez da Lucy descobrir sua própria história.

No início, escondida dos Lordeiros, a personagem irá se passar por Riley, que viajará para reencontrar sua mãe, porém não acontece como imaginava, surgindo ainda mais segredos e mistério.

Esse é um livro que não canso de falar, se você é fã de ficção científica e suspense, essa trilogia é perfeito, que a história não cansa e sempre tem novas surpresas.

E de fato ela era mesmo, a Esperança.

(AGORA PODE CONTER SPOILER)
Mas, o que me decepcionou foi que, mesmo no final ela de fato teve todos seus segredos e perguntas revelados, que não iram mais reiniciar as pessoas, fiquei um pouco triste pelo Ben não ter ficado com a personagem principal. E entendo que como ele não é mais um reiniciado, ele pode não ser o mesmo que era no 1 livro e acabou ficando no passado a relação dos dois, mas achei um pouco desnecessário o romance entre o Aiden e ela, achei forçado.
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Sabrina 12/12/2020

Sinto que meus sentimentos sobre esse livro estão em conflito.
Quando pensei que tudo se desenrolava, voltamos para o início. Acho que meio que me senti reiniciada também. Faz uns dois dias que terminei e desde então venho pensando em como colocar as minhas conclusões um pouco confusas em uma resenha.

Neste último livro da trilogia, Kyla parte em uma jornada em busca de seu próprio passado e de suas memórias. Abandonamos o território já conhecido e passamos a conhecer uma nova perspectiva do universo, com novos personagens e novos dramas. Os acontecimentos dos dois primeiros livros, para os quais eu esperava um “fechamento” mais concluso, foram deixados um pouco de lado aqui. Para mim, foi como se tivesse iniciado uma nova trilogia sem exatamente terminar a anterior. Foi um pouco confuso, e tive a impressão de a autora começou tudo de novo por outro caminho. Achei arriscado incluir certos elementos nessa altura da história… Ficou tudo meio atrapalhado e acho que nessa confusão muita coisa se perdeu pelo caminho. Ainda que, no final, algumas coisas tenham sido explicadas e algumas também passaram a fazer sentido.

“— É o seguinte: como é que podemos ser qualquer coisa juntos quando não sabemos quem somos? [...] — Não. Kyla, tudo o que somos é o que nós somos aqui e agora.”

Não acho que Kyla tenha sido uma protagonista memorável. É intrigante, sim, desperta aquela curiosidade para descobrir como e quando as coisas aconteceram com ela, passeamos pelos seus fragmentos de memória, mas passamos três livros inteiros fazendo isso e é como se ainda não tivesse chegado ao fim. Acho que falta um pouco de força mas compreendo o contexto no qual ela estava inserida e o quanto a confusão dela pode ter sido refletida na história. Não é fácil descobrir quem você é quando você não faz a menor ideia de como fazer isso e existem muitas influências opostas sobre você.

Além de Aiden e da Mamãe, a primeira, não existe nenhum personagem em particular que tenha realmente chamado a minha atenção. Nenhum é intrigante o suficiente para isso, e o máximo que ocorreu comigo foi desenvolver um carinho especial por um aqui e por outro ali. Mas é estranho chegar nessa conclusão e ainda assim não poder dizer que não gostou da série, porque gostou.

Não é uma história ruim, é apenas um desfecho incompleto, na minha opinião. Talvez a autora tenha criado um universo complexo demais e tardou a desenvolvê-lo, não sei dizer. Senti falta das “intrigas” políticas que geralmente encontramos em distopias e fiquei com inúmeras perguntas sem respostas, além de me sentir um pouco frustrada quanto à parte científica, pois esperava ter tido uma imersão um pouco maior.

Um ponto positivo sobre Reiniciados, é que é bastante único, ao menos considerando tudo o que já li até então; Nunca li nada parecido com isso. Pontos e detalhes aqui e ali, sim, elementos da história que fazem com que ela se encaixe em determinada categoria, e só. Acho que o cenário criado é instigante e faz você querer descobrir mais e ler mais e saber mais. Foi uma ótima ideia, que foi bem desenvolvida mas que tinha potencial para ser ainda muito melhor.
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Georgiana 31/01/2021

Maravilhoso
Da trilogia inteira, esse foi o melhor. Livro me prendeu bastante. Amo historias que finalizam com tudo bem explicado.
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Mila F. @delivroemlivro_ 23/10/2014

Um desfecho coerente!!!!
Neste desfecho, completamente coerente com todo o desenvolver da história no decorrer dos três livros, nos colocou diante de uma nova Kyla, que agora após os acontecimentos do livro anterior e passar por transformações estéticas da TAI (Tecnologia de Aperfeiçoamento de Imagem) passa a se chamar Riley, nome bastante peculiar e que demonstra que a ex-Kyla/Lucy/Chuva está tentando se encontrar.
Após as transformações, Riley, vai encontrar-se com sua mãe [mãe antes de ser reiniciadas] através das artimanhas do DEA (Desaparecidos em Ação) e na nova cidade e ao lado de sua mãe ela começa a fazer muitas ligações de sua antiga vida, sua vida de reiniciada e a atual vida. Em sua casa ela acaba tendo lembranças de fatos e acontecimentos que ocorreram dentro daquelas paredes.
Muita coisa acontece desde o momento em que Riley/Kyla fica ligando os pontos soltos de sua vida: a sociedade ainda vive temerosa com os Lordeiros que ao invés de proteger a população acabam se tornando ditadores e apavorando a todos. Muitas surpresas, perigos e descobertas sobre o programa de reiniciação das pessoas vêm à tona.
O que acho mais impressionante na distopia criada por Teri Terry é a capacidade que ela tem de dar uma reviravolta tremenda nos fatos, soltar pistas no decorrer da narrativa e sempre deixar um suspense pairando.
Outro ponto que me faz gostar ainda mais desse livro é que a personagem principal Riley/Kyla é muito madura e forte, bastante objetiva e apesar de seus medos e dúvidas ela não é o tipo de personagem que faz drama, ela é forte e decidida. Até mesmo diante de um massacre horroroso que acontece o livro, surpreendi-me com ela.
Sobre o desfecho, não quero soltar spoiler, mas só digo uma coisa: foi surpreendente e coerente. Sei que vai surpreender a uns e frustrar a outros, mas que tiver o bom senso de analisar desde o primeiro livro até este, vai ver que o destino que a Teri proporcionou para Kyla, Ben, Aiden, doura Lysander e outros personagens que encontramos neste livro e que nem pensávamos que existiam foi um destino que agrada, que não tem final completamente feliz quando a sociedade mudou drasticamente, mas que há recomeços mesmo diante de tantas perdas.
Despedaçada foi um livro maravilhoso, no geral, a trilogia toda foi fabulosa e incrível. Esta distopia foi uma surpresa incrível e já se tornou uma de minhas queridinhas, antes de saber como ela terminaria já indicava a leitura imagina agora que sei o que acontece e que achei um final bom: claro que indico ainda mais!

Camila Márcia

site: www.delivroemlivro.com.br
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Emi 09/09/2014

Final eletrizante.
Das distopias que eu tenho lido por ai, essa sem dúvida é a melhor. Vc começa lendo Reiniciados e se apaixona, Fragmentada consegue ser ainda melhor e então Despedaçada supera os dois anteriores fechando a trilogia de forma brilhante.
A história é de arrepiar e vai te deixar com a respiração presa até vc sentir que está ficando azul. Kyle é uma das personagens mais completas que eu já li. Ela é doce, forte, inteligente e tem suas fraquezas que a deixa ainda mais encantadora. Fiquei estarrecida com o caminho que a autora tomou com alguns personagens como o Ben, por exemplo, e ainda mais porque tudo se encaixa e não fica nada para trás. Nenhum detalhe foi esquecido ou ignorado e todas as pistas estavam lá, desde o primeiro livro, e a gente não percebe. INCRÍVEL. Merecia SEIS estrelas.
Super recomendo. Eletrizante, sensível, dramático, intenso. Vai partir seu coração ao mesmo tempo que vai te encantar.
Duds 25/10/2014minha estante
Oh Lord, que maravilhoso




Louise 06/09/2020

Dica de onde comprar
Não sou de fazer resenha, então vou deixar passar. Mas para quem deseja muito ter esse livro no físico eu quero deixar uma dica.
Tava a anos procurando ele para comprar até que achei no site da Editora DCL. Essa trilogia não é mais publicada e não achava nem na estante virtual, então fiquei MUITO feliz.
O valor tá semelhante aos outros dois livros e o prazo de entrega é bem legal. Além de parecer ter bastante estoque.
Li ele em 2015/16 e tenho um apego emocional bem grande, to feliz em finalmente ter o livro físico na minha estante.
Espero ter ajudado, qualquer coisa é só ignorar! 😉✌
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Damy 30/11/2020

costurou diretinho?
A autora acabou criando um universo muito grande e complexo nos ideais. o final supre muitas necessidades do leitor, mas o deixa sem saber se era aquilo mesmo o ?certo? ou o mais ?plausível?
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Eme Pê 05/08/2020

lobo em pele de cordeiro
A grande reflexão que o livro me causou é que nem todos são o que parecem ser, e rever nossos conceitos é mais importante do que a gente pode imaginar.
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Jess 11/09/2019

Poderia ser mais
"Não foi naquele dia, mas em outros dias, quando o sol brilha e derrete o gelo de outro inverno, para convocar as flores silvestres que brotam da terra; quando o céu escurece com súbitas pancadas de chuva antes que o sol retorne - é então que eu me dou conta de que tanto a dor quanto a alegria são necessários para que a vida cresça."

Uns 40% da leitura me fizeram crer que eu estava de volta ao início. De volta às rotinas chatas da personagem central, com personagens secundários para servirem de pano de fundo e nada mais. De volta ao mistério (que antes me atraia, mas agora só consigo sentir raiva dessa enrolação toda), de volta ao "em que posso confiar?". Por várias vezes quase desisti da leitura, mas não podia abandonar já que cheguei até aqui vamos até o fim.

Infelizmente essa trilogia não me cativou de forma alguma, os dois outros livros foram ok, enquanto que esse foi decepção total. Uma enrolação sem fim, personagens rasos e chatos, personagem central que não consegui sentir o mínimo de simpatia, interesse romântico sem sal, acontecimentos arrastados e finalizações fáceis e por muitas vezes risíveis. O final foi a coisa mais irritante possível, me senti assistindo aqueles filmes da sessão da tarde, onde no fim tudo se ajeita num estalar de dedos. Alguns personagens tiverem uns finais muito toscos e no final não entendi o sentido deles no livro.

Enfim, poderia ficar horas aqui falando mal, mas não gosto disso. O livro simplesmente não era para mim e tudo bem, a história é boa, só acho que a autora viajou demais e não soube desenvolver ela de uma maneira atrativa sem ficar arrastada. Mas isso não quer dizer que o livro é ruim, ele só não alcançou as MINHAS expectativas.
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Lauraa Machado 30/10/2017

Um final quase perfeito
Faz uma semana que eu comecei a ler essa trilogia e preciso dizer que estou exausta agora no final dela. Quando eu descobri esses livros, fiquei completamente louca para ler. Sabe aquele tipo de livro que você ama tanto a ideia e não encontra muitas resenhas contra, então já ama antes de até tê-lo em mãos? Exatamente assim. Mas o primeiro ficou longe de ser tão bom quanto eu esperava, chegando bem perto de uma mega decepção. O segundo foi melhor que ele e esse último foi muito melhor que os dois outros juntos. Mas não consegui me livrar da sensação de incômodo que o primeiro me deu em nenhum momento.

Acho que tem uma lição aí. O primeiro livro de uma série/trilogia não precisa ser perfeito, mas precisa dar o tom certo, ou é fácil perder leitores e fazer os que continuam lendo ficarem incomodados. Tem alguma coisa faltando nessa trilogia. Em nenhum momento, eu estava realmente me divertindo com a leitura. Falta alguma coisa, um apelo, uma faísca que te coloca dentro da história. Mesmo com as cenas bem mais interessantes e melhores desse livro, nunca cheguei perto de criar uma conexão de verdade com a história. E isso é bem triste.

De qualquer jeito, tenho mesmo que falar que esse livro é bem melhor. Preciso elogiar as cenas de tensão que a autora colocou, porque elas foram muito tensas mesmo, a ponto de eu querer parar de ler só para parar de me sentir tão encurralada como a protagonista. Gostei do desenvolvimento também quase na sua maioria, mesmo quando algumas partes pareciam meio sem propósito (ou, pelo menos, sem propósito digno de final de trilogia). E a última coisa que eu preciso elogiar é que a protagonista é terrivelmente coerente, desde o começo, mesmo tendo tantas camadas. Se a autora queria criar uma personagem com três mil dimensões, conseguiu.

Agora, vamos falar do que não gostei, porque passei a leitura inteira um pouco desgostosa, mesmo conseguindo ver claramente todos os elementos bons da história.

Como eu disse, as cenas de tensão são boas. Meu único problema com elas é que elas acontecem demais. Ou seja, existem umas dez cenas nesse livro em que "tudo dá errado". E, sério, existe um limite antes de se tornar overkill (exagero daqueles que você chuta mil vezes quem já tá morto, parece) e deixar a solução parecendo intervenção divina. E esse foi um problema da trilogia toda. A autora criou praticamente uma conspiração com tantas ramificações, que todas pareciam banais, em vez de focar em umas três ou quatro que tivessem mais peso. É tanto, que a protagonista acaba o livro com quatro nomes. É muita informação sendo desenterrada, muito segredo, muitos personagens diversos com mais segredos e quase nenhum parece ter uma conexão firme com outro. Não é nem que eu não tenha conseguido acompanhar, só não consegui realmente me importar quando eles eram revelados. Mesma coisa no segundo livro.

No final das contas, você fica pensando que quer que tudo se revolva, mas nem tem ideia do que exatamente precisa acontecer, porque tudo fica muito em aberto. E, a última cena, a última chance de dar errado e se resolver ficou, como eu imaginei, parecendo intervenção divina. Todo mundo junto praticamente, aquelas pessoas certas que aparecem no último milésimo de segundo antes de um fim sem volta. Depois de tanta tragédia, de tanta coisa dando errado, essa dando perfeitamente certo ficou forçada. E, daí para a frente, tudo foi em corrido, só para amarrar pontas, até as que não precisavam ser amarradas.

Tem outra coisa que me incomodou e quase me fez tirar mais meia estrela (só não tirei para não ficar igual ao segundo e porque realmente acho que merece quatro). Esse livro parece um pouco correr atrás de falhas dos anteriores de um jeito bem desnecessário. Na verdade, eu nem deveria chamar de falhas, e sim de faltas. Logo no começo, aparecem tecnologias que nunca tinham aparecido antes. Parece que, do nada, a autora lembrou que a história se passa no futuro e quis introduzir algumas tecnologias em coisas públicas e ficou bem estranho. E tem outro personagem que aparece pouco, mas ganha fácil o coração dos leitores, que parece ter saído do Capitol de Panem. Sério, a história teria sido mais realista e interessante sem isso. Ir atrás de detalhes assim agora, nos quarenta minutos do segundo tempo, só deixou parecendo que era uma exigência de distopias e não colou nem um pouco.

Uma outra coisa que me incomodou, mas que é bem besta e vai fazer todo mundo pensar que eu sou crítica com as coisas mais inúteis (sou mesmo): todo mundo nesse livro se toca demais! Ou, pelo menos, toca a protagonista demais. Tem mil braços em volta dos ombros dela. Eu, brasileira, estava me sentindo desconfortável já no meio do livro. Como esses ingleses do futuro estavam de boa? Haha.

Tem outros mini problemas, como falta de personagens femininas da idade da protagonista que fossem importantes. Todo mundo nesse meio é homem, é incrível. E todo mundo é apaixonado por ela (será essa outra exigência de distopias ou só de livros jovens mesmo?). É tão difícil assim existir um único cara mais ou menos da mesma idade que não caia de amores por ela?

No final das contas, continuo com a opinião de que a expectativa do leitor e sua experiência com outras distopias vão contribuir muito para o quanto ele pode se divertir com essa. Resolvi dar quatro estrelas para esse livro, porque ele realmente foi bem escrito e a ideia é muito boa mesmo! Mas ainda fico com a sensação de que todo esse potencial ficou um pouco bagunçado e não foi tão bem aproveitado. Fico feliz de ter lido, mas mais feliz ainda ter acabado (li esse de uma só vez), porque não sei se aguentaria mais muito tempo nesse universo. Como eu disse, estou um pouco exausta. Talvez seja bom também eu recomendar que leiam os livros com bastante tempo entre eles, porque, apesar de tudo que reclamei, preciso admitir que fiquei realmente tensa com o mundo e estou bem feliz de não me sentir mais tão sem saída!
Andréa Araújo 30/10/2017minha estante
Que bom que acabou! Ai ai, não acho que vou ler essa trilogia, não pelo menos num futuro próximo. Mas estou até surpresa com a pontuação. Mostra que um livro não precisa ser necessariamente ruim pra ter nota baixa e que nem uma ideia ótima basta para tornar um livro maravilhoso.


Lauraa Machado 30/10/2017minha estante
Acho que mostra principalmente que eu não preciso gostar de um livro para dar nota alta. Nesse, eu sei que ele merece quatro, mas não me conquistou como poderia.


Nica 26/09/2019minha estante
Acabei de terminar o livro e concordo 100% com a sua crítica. Principalmente a parte dos homens, manoo. Acho que é uma fantasia inconsciente da autora, transmitida nos livros, de ser cercada e idolatrada por todos os homens da terra pq n é possível haha




Emys 06/05/2020

Esse é o último livro da minha primeira trilogia lida, e UAU, ele superou todas as minhas expectativas e o final foi completamente inesperado!! Embora tenha sido um livro que me chocou de certa forma (até me deixou de ressaca literária hahaha), hoje eu tenho um grande carinho por esse "ponto final".
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Bia 30/09/2020

Que livro meu povo, devo dizer que demorei para ler esse último livro porque os últimos dois não me chamaram muita atenção, porém esse livro final foi realmente muito legal, uma luta épica e muitas descobertas, fiquei de queixo caído várias vezes. Nota 10!
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