Despedaçada

Despedaçada Teri Terry




Resenhas - Despedaçada


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Robson 20/08/2014

A Trilogia Slated é Fechada com Chave de Ouro
Antes que qualquer coisa seja dita, eu preciso desabafar. É difícil chegar ao final de uma trilogia tão rápido como aconteceu com Slated. Teri Terry realmente ganhou um fã, eu me apaixonei por sua obra e acabei me envolvendo profundamente com a história de Kyla, eu me emocionei com a personagem, enfrentei diversas situações com ela e ao finalizar Shattered tive diversos sentimentos, mas dentre eles o que mais se destacou foi o sentimento de ter sido recompensado por ter gasto tempo e dinheiro com a trilogia, que hoje é a minha favorita nesse universo de livros chamados distopia.

É difícil dizer adeus para os personagens que nos mostraram tanto, nos ensinaram coisas que somente eles podiam ensinar, mas é chegada uma hora que precisamos deixa-los ir e viver sua vida, nós somente podemos mantê-los vivos em nossa imaginação e lembrarmos-nos dos momentos bons e ruins que passamos com eles. Teri Terry finaliza sua história de uma maneira de tirar o folego, respondendo às questões dos leitores e criando um jeito de manter seus personagens em nossa mente. Estava comentando com alguns amigos íntimos e agora irei comentar com vocês, hoje, após ter finalizado Shattered, cheguei à conclusão de que essa é, sem duvidas, a trilogia mais bem finalizada que li até hoje. Teri nos dá motivos para não soltar o livro em momento algum, criando situações que nos fazem ficar formando teorias e mais teorias sobre o passado de Kyla e o envolvimento daqueles ao redor dela. Em momento algum consegui de fato me desligar totalmente leitura, apesar de querer ler o mais devagar possível.

Shattered promete ser um final que todos os leitores desejam e cumpre isso me maneira única e convincente. A autora cria diversas situações que, pelo menos por mim, nunca foram sequer imaginadas pelos leitores e que podem desagradar muitos no inicio, mas se tem algo que eu posso dizer com total segurança, é que a autora justifica cada uma de suas ações de maneira satisfatória e convincente. Nada fica encoberto em Shattered, até os mínimos detalhes são levados em conta para o fechamento da trilogia, por isso, vocês podem ter certeza de que não irão se decepcionar em nada com o livro.

Eu não quero estragar as surpresas de vocês, mas posso dizer que Teri Terry dá o final merecido para cada um de seus personagens. Todos eles recebem o que merecem por suas ações e cada um tem uma importância enorme nos acontecimentos finais de Shattered. Acho que não preciso ficar falando que Teri criou personagens ótimos e criveis, isso fica ainda mais claro em Shattered, quando podemos nos conectar a cada um e entender os seus motivos. Uma coisa importante: Todos os personagens têm pelo menos um dedo sequer nos grandes planos da autora, no final todos eles se conectam de uma forma ou de outra, por isso vale a pena ler prestando um pouco mais de atenção para não deixar nada passar despercebido.

Agora é com grande pesar que me despeço de Kyla, Ben, Sandra, Aiden, Amy e muitos outros. A ligação entre mim e os personagens de Teri foi muito forte e ainda é, esse com certeza não é um adeus definitivo, pois pretendo ler a trilogia inteira quando lançamento brasileiro for feito, dai sim terei que dizer um adeus real, pois saberei que não terei uma nova história com esses personagens maravilhosos. Eu espero que vocês, leitores do blog, gostem desse final tanto quanto eu gostei, porque se vocês buscam ação, drama psicológico e muita emoção, vocês fizeram a escolha certa ao começar a ler a trilogia Slated. No gran finale Teri Terry nos presenteia com uma lição de moral maravilhosa, que creio eu, poucos serão capazes de entender.

Finalizo essa resenha com lagrimas nos olhos e com um muito obrigado pra lá de especial diretamente para Teri Terry e para a editora Farol Literário, que trouxeram essa história maravilhosa até a mim.

site: http://www.perdidoempalavras.com/resenha/resenha-shattered/
Mari 10/09/2014minha estante
Oi Robson, gostei muito da sua resenha, amei o primeiro e segundo livro, gostei da história do terceiro, mas achei que o final não convenceu. Infelizmente fiquei bem decepcionada em relação a alguns personagens. Mas concordo que a história em si, o desfecho, foi genial.




Camila Márcia 23/10/2014

Um desfecho coerente!!!!
Neste desfecho, completamente coerente com todo o desenvolver da história no decorrer dos três livros, nos colocou diante de uma nova Kyla, que agora após os acontecimentos do livro anterior e passar por transformações estéticas da TAI (Tecnologia de Aperfeiçoamento de Imagem) passa a se chamar Riley, nome bastante peculiar e que demonstra que a ex-Kyla/Lucy/Chuva está tentando se encontrar.
Após as transformações, Riley, vai encontrar-se com sua mãe [mãe antes de ser reiniciadas] através das artimanhas do DEA (Desaparecidos em Ação) e na nova cidade e ao lado de sua mãe ela começa a fazer muitas ligações de sua antiga vida, sua vida de reiniciada e a atual vida. Em sua casa ela acaba tendo lembranças de fatos e acontecimentos que ocorreram dentro daquelas paredes.
Muita coisa acontece desde o momento em que Riley/Kyla fica ligando os pontos soltos de sua vida: a sociedade ainda vive temerosa com os Lordeiros que ao invés de proteger a população acabam se tornando ditadores e apavorando a todos. Muitas surpresas, perigos e descobertas sobre o programa de reiniciação das pessoas vêm à tona.
O que acho mais impressionante na distopia criada por Teri Terry é a capacidade que ela tem de dar uma reviravolta tremenda nos fatos, soltar pistas no decorrer da narrativa e sempre deixar um suspense pairando.
Outro ponto que me faz gostar ainda mais desse livro é que a personagem principal Riley/Kyla é muito madura e forte, bastante objetiva e apesar de seus medos e dúvidas ela não é o tipo de personagem que faz drama, ela é forte e decidida. Até mesmo diante de um massacre horroroso que acontece o livro, surpreendi-me com ela.
Sobre o desfecho, não quero soltar spoiler, mas só digo uma coisa: foi surpreendente e coerente. Sei que vai surpreender a uns e frustrar a outros, mas que tiver o bom senso de analisar desde o primeiro livro até este, vai ver que o destino que a Teri proporcionou para Kyla, Ben, Aiden, doura Lysander e outros personagens que encontramos neste livro e que nem pensávamos que existiam foi um destino que agrada, que não tem final completamente feliz quando a sociedade mudou drasticamente, mas que há recomeços mesmo diante de tantas perdas.
Despedaçada foi um livro maravilhoso, no geral, a trilogia toda foi fabulosa e incrível. Esta distopia foi uma surpresa incrível e já se tornou uma de minhas queridinhas, antes de saber como ela terminaria já indicava a leitura imagina agora que sei o que acontece e que achei um final bom: claro que indico ainda mais!

Camila Márcia

site: www.delivroemlivro.com.br
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Emi 09/09/2014

Final eletrizante.
Das distopias que eu tenho lido por ai, essa sem dúvida é a melhor. Vc começa lendo Reiniciados e se apaixona, Fragmentada consegue ser ainda melhor e então Despedaçada supera os dois anteriores fechando a trilogia de forma brilhante.
A história é de arrepiar e vai te deixar com a respiração presa até vc sentir que está ficando azul. Kyle é uma das personagens mais completas que eu já li. Ela é doce, forte, inteligente e tem suas fraquezas que a deixa ainda mais encantadora. Fiquei estarrecida com o caminho que a autora tomou com alguns personagens como o Ben, por exemplo, e ainda mais porque tudo se encaixa e não fica nada para trás. Nenhum detalhe foi esquecido ou ignorado e todas as pistas estavam lá, desde o primeiro livro, e a gente não percebe. INCRÍVEL. Merecia SEIS estrelas.
Super recomendo. Eletrizante, sensível, dramático, intenso. Vai partir seu coração ao mesmo tempo que vai te encantar.
Duds 25/10/2014minha estante
Oh Lord, que maravilhoso




Marcos 24/02/2015

Kyla é uma jovem que vive em um mundo distópico, em 2048, em que jovens deliquentes passam por um tipo de lavagem cerebral em que todas as suas memórias são apagadas. Ela é uma Reiniciada. Porém, seu processo sofreu um pequeno equívoco: aos poucos ela consegue ter lembranças do seu passado, o que faz com que ela seja alvo constante de ataques do governo afim de liquidar a sua vida.

À medida que vai se lembrando de quem ela era e do que fazia, Kyla começa a desconfiar daqueles que a rodeiam. Seria Ben, um amigo que sempre esteve ao seu lado, confiável? Em virtude de tudo o que ele passou, seria ele um agente do governo infiltrado em sua vida, para lhe controlar? A verdade que ela tanto busca cairá como uma bomba em sua vida e transformará de vez toda a sua visão de mundo.

Despedaçada é o terceiro livro da trilogia Slated. Nele vemos Kyla indo a fundo em suas dúvidas sobre o governo que comanda a sociedade em que vive e descobrindo fatos assustadores. Agora, crianças estão sendo reiniciadas sem terem cometido o menor dos atos infracionários. Aparentemente está havendo um abuso de poder e autoridade por parte dos governantes em produzir em série jovens reiniciados afim de se manter a ordem e o controle.

A resenha ficará um pouco curta, pois, em virtude desse ser o terceiro livro da trilogia, há muitos spoilers sobre o enredo e sobre o passado da protagonista que se tornam pontos-chave da narrativa. Porém o que eu posso adiantar é que os níveis de ação e suspense continuam tão altos quanto nos dois primeiros livros. A narrativa de Teri é ágil e objetiva. Há alguns momentos de clímax em que a abordagem psicológica dos personagens, sobretudo de Kyla, são muito bem abordadas.

O final da história me agradou bastante. Teri conseguiu tirar o enredo dos comumentes triângulos amorosos que vemos com frequência nos livros distópicos infanto-juvenis atuais. Ao contrário disso, a tensão e a busca de respostas, elementos presentes nos três livros, fazem dessa trilogia uma das melhores no gênero.

Recomendo muitíssimo a quem gosta de distopias que abordam o psicológico dos protagonistas e as teorias de dominação e controle do estado.

site: http://www.capaetitulo.com.br/2015/02/resenha-despedacada-slated-3-de-teri.html
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Pedro 18/10/2015

Despedaçada, de Teri Terry
Despedaçada é o terceiro volume da trilogia distópica Slated composta por Reiniciados e Fragmentada. A trilogia começou a ser publicada aqui no Brasil pela editora Farol Literário em meados de 2013. Na Bienal do ano passado, os brasileiro receberam o último volume podendo conferir o fechamento da história da Kyle. E eu saliento que a autora conseguiu nos passar algo bem plausível.

Nesse futurista mundo, os adolescente infratores têm o cérebro reiniciado através de um procedimento cirúrgico, onde logo em seguida são adotados e voltam a sociedade. Kyle foi uma das reiniciadas, mas algo deu errado nesse processo e o que aparentava ser um erro médico acabou tomando proporções inesperada, até ela descobrir os motivos de ter sido reiniciada.

Depois de dada como morta no livro anterior, em Despedaçada a garota vai buscar o seu passado e suas origens numa cidadezinha. Mas antes de ir ao encontro de sua mãe, com a ajuda do TAI (Tecnologia de Aperfeiçoamento) Kyle muda a cor do cabelo e para despistar ainda mais o TAG e os Lordeiros, ela passa a se chamar Riley Kain.

Cidade nova, nome novo, vida nova. Morando agora em um abrigo juvenil e sob a tutela da mãe verdadeira, Riley não deixa o lado curioso e mesmo crendo que sua vida vai melhorar, ela acaba investigando e encontrando as chaves para desvendar todos os mistérios que permeiam a trilogia.

"Depois de tudo o que o TAG fizeram comigo. Roubando minha infância, minha vida, matando meu pai, me programando para ser uma assassina. Sinto uma pontada de fúria."

A principio, a autora apresenta personagens novos a trama e inclusive criar novas perguntas a partir deles, levando a crer que não dará para fechar tudo no último livro. A narrativa em primeira pessoa continua de fácil leitura e consequentemente rápida.

Tirei uma estrela pois o primeiro livro me fez crer que a autora iria trazer algo bem maior do que me deu. A narrativa em primeira pessoa isolou muito o mundo criado - tudo bem que é sob o ponto de vista de uma garota e ela é uma peça importante -, mas tudo girava em torno da Riley mesmo quando ela estava "lutando" por uma liberdade coletiva. Parecia que era mais para seu bel prazer. A autora deu uma atenção redobada à esta personagem quando poderia ter posto um ponto de vista diferente, até mesmo dentro da oposição.

"Ninguém nunca diz nada. Não é esse o maior problema de todos? Se todos nos uníssemos e disséssemos Já Chega!, isso não acabaria?"

Os momentos finais foram até convincentes e adequados, poderia ter sido algo maior como eu disse, mas a autora fez algo bem isolado para libertar uma nação, quando A NAÇÃO toda poderia ter lutado contra o sistema.

A trilogia não foca muito no romance, isso é não é muito explorado, o pouco que temos é bem suave, mas acabou decepcionando porque Teri Terry traz isso desde o primeiro livro e no fim acontece algo que nem vou explorar aqui para não estragar as surpresas.

Apesar dos pesares, volto a dizer que é uma boa trilogia e que recomendo. Reiniciados ainda consegue nos fazer pensar sobre essa questão (que não vi ainda trabalhada em outros livros) de mexer nos cérebros alheios e a que ponto catastrófico poderíamos chegar caso essa ferramenta governamental caísse nas mãos de pessoas erradas. Poder demais é perigoso!

site: http://decaranasletras.blogspot.com.br/2015/10/resenha-112-despedacada-teri-terry.html
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Clã 19/06/2015

Clã dos Livros - Despedaçada
O último livro da trilogia distópica Reiniciados começa com Kyla sendo transformada fisicamente pelo TAI. Ela quer ir em busca de sua mãe que teria denunciado seu desaparecimento no site do DEA. Agora, Kyla ganha uma nova identidade, mas continua interessada em saber, de fato, quem ela é... Ela já foi Chuva, Lucy e Kyla e agora passa a se chamar Riley.

“Ter usado o TAI para mudar minha aparência, criado um nome e identidades falsos também aumenta meus pecados.”

Riley vai morar em uma república de estudantes e reencontra sua mãe, mas esse reencontro não atende às suas expectativas e ela percebe que há algo que não se encaixa nesta história. Assim começa mais um mistério, novas lembranças vão surgindo e novas interrogações também.

Ben continua sumido e Riley continua se sentindo culpada pelas coisas que aconteceram a ele.

“Não importa o que ele tenha escrito, eu achava que a culpa era minha por Ben ter tido vontade de cortar seu Nivo, e por tudo o que veio a seguir... Ele foi encontrado pelo DEA, mas os Lordeiros o modificaram de alguma forma, e ele nem sequer sabia quem eu era.”

Por falar neles... os Lordeiros continuam abusando do poder, as pessoas continuam a sumir e Riley em suas ousadas buscas, descobre algo que pode ser fatal para o governo se for denunciado pelo DEA.

Daí pra frente Riley foge mais uma vez dos Lordeiros, do governo e de sua avó, que descobrimos ser chefe de um grupo de Lordeiros.

Em sua fuga, Riley conta com a ajuda de Aiden do DEA e juntos eles organizam planos e informações para denunciar o governo e acabar com todos os abusos e barbaridades que estão ocorrendo. Mas, nem tudo é perfeito.
Seus planos dão errado e Riley mais uma vez vai ter que se superar e correr atrás para modificar sua trajetória e descobrir a chave para seu maior mistério: Quem ela é?.

“- É o seguinte: como é que podemos ser qualquer coisa juntos quando não sabemos quem somos?
Ele balança a cabeça.
- Eu também não tenho nenhuma ideia de onde venho, nem nada do que aconteceu antes de eu ter sido Reiniciado, então você está a minha frente sobre isso. Pelo menos você sabe quem criou você. Mas isso não importa.
- Não?
- Não Kyla, tudo o que somos é o que somos aqui e agora.”

A série toda é muito envolvente e os livros prendem o leitor, pois são cheios de ação, mistério e muitas reviravoltas. Há ainda um pouquinho de romance estilo adolescente, daqueles que o leitor espera que no fim a personagem principal acabe com seu príncipe encantado.

Em especial nesse último livro, a autora é fiel a declaração que faz na capa quando diz: “Tudo o que ela pensou saber era mentira...” . De fato, tudo o que ela pensou e principalmente o que nós imaginamos que poderia acontecer termina por nos enganar.
Teri Terry dá um fim inusitado a história e em nenhum momento se perde nos fatos. Ela consegue encaixar e explicar todas as mudanças que faz, durante os últimos capítulos e nestes então, é impossível parar de ler.

Não sei se gostaria que a história terminasse desta forma, mas confesso que o suspense e a trama envolvente dos últimos capítulos me fizeram roer as unhas.

Bom gente, não preciso nem dizer que recomendo. Despedaçada é ótimo, alucinante e imperdível.


site: http://cladoslivros.blogspot.com.br/2015/06/resenha-despedacada-livro-3-da-trilogia.html
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Naty 01/05/2015

Estou despedaçada. Nunca achei que essa trilogia seria tão forte e tocante.
Com a protagonista, o leitor acaba sendo dando voltas, pois nunca consegue encaixar direito todos os fatos. pensar em como é difícil ser ela é realmente algo que fiz durante todo o texto. O final não é tão forte como outras partes do livro, mas não acaba com nenhuma das possibilidades que maquinei.
Eu realmente acho que esse livro meche com o psicológico do leitor e se mostrou para mim como uma distopia legitima sem muitos cortes para amorzinhos ou outras coisas fúteis, mas focando em como mudar a realidade de uma sociedade tão caótica e como entender quem ela realmente é.
Parabéns para a autora pelo trabalho magnífico e para a editora farol pelos livros excepcionais publicados por ela.
Leiam!
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PorEssasPáginas 20/08/2015

Antes de mais nada, esqueçam o foco romântico. Graças a Deus, sumiu a obsessão de Kyla por Ben, mesmo que temporariamente. Esse terceiro livro foi muito mais focado em Kyla e na recuperação de sua vida (ou a criação de uma nova), além também de ser focado no universo criado pela Teri Terry.

Recordar é viver: No final do segundo livro... Enfim, o que vocês podem saber é que Kyla agora tem a oportunidade de ir em busca de seu passado de forma incógnita (para algo não resumido, leia o spoiler).

Vemos então, nesse terceiro livro, uma mudança drástica de cenário – e muito bem-vinda, aparentando ser até menos opressora do que o lugar que Kyla morava antes. Claro, ela não pode se descuidar, então outras mudanças são muito necessárias, inclusive físicas. Com uma nova aparência e um novo nome, Kyla consegue encontrar Stella, a pessoa que colocou o nome de Kyla no site do DEA, anos antes. Mas Kyla não se sente bem em chamá-la de mãe, assim como Stella não se sente à vontade quando Kyla pergunta sobre seu pai.

Outra figura sinistra que aparece é a mãe de Stella, que teve um papel fundamental na criação dos lordeiros e também na vida de Kyla.

A trama não deixa a desejar: Quando você pensa que desvendou algum mistério, você descobre na verdade que tem muito mais mistérios a serem desvendados. Eu achei muito inteligente – e até corajosa – a forma como a Teri Terry entrelaça a história de Kyla com a criação dos lordeiros e todo o desenvolvimento dos personagens, inclusive Ben.

Aliás, como eu disse acima, o livro não é focado no romance (por um momento no segundo livro eu cheguei a me preocupar), tanto que achei muito repentino e mesmo fraco a forma como foi mostrado o interesse de Aiden por Kyla, sem a oportunidade de ver se esse relacionamento se desenvolver.

O resultado de toda essa história cheia de reviravoltas e mistérios foi muito além do que eu havia imaginado. Algumas pessoas podem ter achado o final muito rápido, mas na verdade aconteceu do ponto de vista da Kyla e, na minha opinião, não tinha como ser diferente.

Então, eu recomendo essa série por três motivos: Um começo cheio de tensão e mistério; uma continuação em que a ação é bem dosada e ainda temos o fator tensão e uma conclusão coerente, sem chororô e sem pontas soltas. É bem no estilo thriller psicológico.

Fica como uma das melhores leituras do ano.

site: http://poressaspaginas.com/resenha-despedacada
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Minha Velha Estante 31/12/2015

Olá, queridos,


Hoje, finalmente, terminamos a saga da vida de Kyla. Despedaçada é o último livro da trilogia Reiniciados que já teve seus livros anteriores, Reiniciados e Fragmentada, resenhados aqui.



Claro que, para me deixar tão ansiosa pelo final, estamos falando de uma distopia. E recapitulando para quem não leu as resenhas anteriores, Kyla é uma garota de 16 anos que foi Reiniciada, punição para os jovens que cometeram algum crime. Mas Kyla começa a se lembrar do seu passado, o que não deveria acontecer, e vai em buscar dele.

Kyla vai ao encontro de sua mãe verdadeira, o que não a impedirá de se deparar com mais mentiras no seu caminho. E é claro que os Lordeiros estarão diretamente envolvidos com mais esse mistério. Temos muitos personagens novos e o retorno de alguns personagens antigos. Ben reaparecerá mas não será o mesmo, já que passou nas mãos dos Lordeiros, e isso pode tê-lo afetado de uma maneira inimaginável, mas descobriremos que o amor é um santo remédio mesmo em um mundo distópico. Suspeitos se tornarão amigos, bons mostrarão o seu outro lado, e tudo em que você tinha como certo no início da história sofrerá uma reviravolta.

"Todos vivem procurando por alguma coisa, ou por alguém. A parte que falta para serem completos. Por que eu deveria ser diferente?"

A narrativa continua em primeira pessoa, sempre narrado por Kyla, o que aumenta o nosso sofrimento por saber o que ela sabe. Vamos encontra-la após a explosão da bomba que deveria tê-la matado, como ela sobrevive, ai está uma ótima oportunidade para recomeçar como outra pessoa ao ser dada como morta e ter a sua aparência e identidade mudadas pelo TAI, e com a ajuda dos rebeldes Aiden e Mac. Kyla vai em busca do seu verdadeiro passado, o que, nem no último livro, será encontrado com facilidade.

“Não parece grande coisa visto aqui de fora. Mas é basicamente isso que se consegue ao olhar algo pelo lado de fora. As pessoas, principalmente, podem ser tão diferentes do que aparentam que você nunca imaginaria o que elas guardam dentro de si. Do que são capazes. No meu caso, o que espreitava em meu interior estava tão bem escondido que nem mesmo eu tinha conhecimento.”

Todas as pontas soltas, todos os mistérios, todas as perguntas sem respostas levantadas ao longo da história serão amarradas, solucionadas e respondidas nesse último livro e a sua vontade de quero mais se dará apenas pelo desejo de não se afastar de um protagonista tão forte quanto Kyla e de uma escrita tão boa quanto a de Teri Terry. Apaixonei pela Kyla desde o primeiro livro, mas nesse desfecho ela amadureceu muito, nunca foi uma menina boba, inocente, mas agora demonstra ter crescido com todas as experiências pelas quais passou e se torna uma mulher forte, decidida e inconformada como as mazelas que um mau governo pode trazer para o seu povo, consciente dos seus direitos e disposta a lutar por uma causa maior do que ela mesmo.


A autora está de parabéns, conseguiu fazer um desfecho surpreendente para uma história cheia de reviravoltas, onde nada é o que parece, com uma leitura que flui tão facilmente quanto no primeiro livro.

Parabéns a Farol, que publicou um material de primeiríssima qualidade visual, ótima revisão e conteúdo perfeito, além de não deixar os leitores sofrendo por milênios esperando pelo desfecho da história.


Recomendadíssimo!!!!!

site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2014/11/leitura-da-drica-despedacada-teri-terry.html
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Vanessa 11/09/2014

Despedaçada - Despedaçou meu coração.
Como sobreviver até o final?
Até agora estou me perguntando como consegui.

Teri concluiu sua trilogia com uma maestria de ser aplaudida de pé.

Nada parece grande coisa visto aqui de fora. Mas é basicamente isso que se consegue ao olhar algo pelo lado de fora. As pessoas, principalmente, podem ser tão diferentes do que aparentam que você nunca imaginaria o que elas guardam dentro de si. Do que são capazes. No meu caso, o que espreitava em meu interior estava tão bem escondido que nem mesmo eu tinha conhecimento.

Para quem não conhece a série, Despedaçada é o último livro da série Reiniciados.
Em Reiniciados você conhece um governo futurista pós revoltas, onde todos os jovens com menos de dezesseis anos que fossem pegos em alguma espécie de ato contra o governo, seria julgado e condenado a ser Reiniciado.
Ser Reiniciado consiste em ter um chip plantado em seu cérebro e suas memórias apagadas. Você começa do zero, em todos os sentidos. Após os procedimentos necessários, você é designado para uma nova família para ter uma segunda chance.
Kyla foi Reiniciada, mas diferentes dos demais Reiniciados, ela tem muitos questionamentos, o que a impede de seguir em frente e aproveitar a sua segunda chance.
Em Despedaçada, todas as pontas se conectam.
A cada capítulo lido, você vai ficando cada vez mais surpreso com o caminho tomado pela autora.
Muitas vezes, em histórias que envolvem uma continuação, acabamos tendo que lidar com pontas soltas que geram uma frustração sem tamanho; Fragmentos da história que ficaram ao vento, e que ninguém sabe te explicar o motivo.
Em outras vezes, nos esbarramos com um final rápido, onde o autor (a) não consegue fazer com que a história tenha um final crescente, e com isso, simplesmente tentam jogar todas as explicações de uma única vez e o leitor que se vire para entender de onde veio tanta informação.
Com Teri não foi assim. Em todos os livros, você vai descobrindo as coisas junto com a personagem, e quando chega ao final, você fica tão desesperada quanto ela, e com cada nova descoberta, você fica imaginando junto com Kyla quem ela é, e porque todas essas coisas aconteceram com ela.
Teve momentos que Teri me tirou o ar, e que pisoteou o meu coração, mas eu a perdoo, pois nem tudo pode ser maravilhoso, mas as vezes, segundas chances são melhores do que as primeiras.
Como uma tempestade, que depois de passar e levar tudo, mostra as flores como recompensa para quem conseguiu sobreviver.

Lições que aprendi com a série:
1) As vezes, a vida nos oferece uma segunda chance, e nem sempre essa segunda chance é boa, mas por outro lado, nem sempre é ruim.
2) Nada é por acaso.



site: http://entree-virgulas.blogspot.com.br/2014/09/resenha-despedacada-teri-terry.html
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lu 18/12/2014

Tudo o que você pensou saber era mentira...
No último livro dessa trilogia,a autora nos leva, junto com Kyla,a uma busca pelo passado da protagonista.Nesse livro,Kyla mudara de nome,de família ,de lugar.....E ao mesmo tempo vai refletir sobre quem ela realmente é.Kyla vai fazer novos amigos,vai finalmente acreditar no DEA, vai correr a trás do passado e vai descobrir que muitas coisas que ela pensou serem certezas não passavam de mentiras.
Esse é daqueles livros meio difíceis de explicar a história.Cada capítulo é cheio de revelações(algumas até são desmentidas posteriormente...) e esse excesso de mudanças e reviravoltas fazem com que ou eu dê spoilers ou conte a história errada.É um bom livro,fecha bem a série ,mas tem sim suas falhas e algumas ...decepções.
Adorei essa citação do livro e acho que ela resume bem a história:
''Como possoser eu mesma se nem sei quem eu sou?''
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Tatyane 17/07/2017

INCRÍVEL
Esse foi um dos melhores desfeixos de uma história que eu já vi! A cada página tinha algo que me fazia não querer parar de ler e eu fiquei totalmente louca ao descobrir coisas que não vou contar pois spoiler não é legal. Foi magnífico de todas as formas e agora eu não tenho um rumo para seguir após esse livro, espero ler outros com o mesmo entusiasmo que eu li esse.
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Kamila 10/07/2016

Este é o terceiro volume da série Reiniciados e nossa protagonista Kyla continua sua jornada exatamente de onde parou o volume anterior, Fragmentada. Pra variar, os Lordeiros e o TAG (Terroristas Anti Governamentais) continuam atrás dela. Lembrando que os Lordeiros são os guardas do governo de Coalizão Central, em que o Reino Unido se fechou para o resto do mundo (tipo Coreia do Norte) e o TAG é o grupo que quer acabar com os Lordeiros na base da bala.

Mas agora, Kyla tem uma nova informação: sua mãe foi localizada. Seu nome é Stella Connor e mora em Keswick. Quem conseguiu essa informação foi o DEA, os Desaparecidos em Ação, órgão não oficial que ajuda os parentes de Reiniciados a encontrarem seus sumidos. Stella é diretora de um orfanato na cidade, que cuida de várias adolescentes.

Mas antes, Kyla precisaria (de novo) mudar de nome e visual. Agora ela seria Riley Kain (mistura de Lucy, seu nome de batismo; Chuva (seu nome como integrante do TAG, do inglês Rain) e Kyla. Chegando em Keswick, uma torrente de verdades são trocadas entre mãe e filha. Mas, por causa de uma Lordeira infiltrada no orfanato, Kyla/Riley precisa fugir de novo, para junto de Aiden, um dos líderes do DEA. Mas, qual a surpresa da jovem quando ela encontra Ben! Sim, o Ben lá do primeiro livro, o primeiro amor de Kyla, logo que ela foi Reiniciada, estava ali, junto com Aiden. Mas, será que é o mesmo Ben?

Bom, por ser o terceiro volume da trilogia, se eu disser mais qualquer coisa além disso, vira spoiler, aliás, nesses dois parágrafos têm spoilers, mas não posso resenhar sem antes contar a história, certo? Pois bem, os Lordeiros estão com tudo! Estão atrás de Kyla/Lucy/Chuva, porém, oficialmente, ela foi dada como morta. O motivo da "morte" da personagem só será revelado no fim do livro.

Ainda não é descoberto o líder dos Lordeiros, mas o primeiro-ministro planeja algo. E Olivia, mãe de Stella, que é uma espécie de "líder" também está atrás de Kyla/Chuva/Lucy, mas Riley, que está novamente mudada, precisará fugir, caso queira salvar seu país. Mal sabe ela que não é uma ex-Reiniciada qualquer...

Acabou a trilogia. To no chão com esse final. Eu sabia que Kyla sabia demais, mas dessa vez, a Teri jogou vários segredos assim, na cara, sem anestesia. Cada vez que lia uma página, tinha uma novidade. Lá na primeira resenha (link abaixo da primeira foto), eu disse que esperava um final positivo. O final me surpreendeu - não vou dizer como acabou, porque seria demais. Os personagens criados pela Teri foram tão bem feitos que não esperava outro final. E ainda deu tempo de rolar um início de romance, mas senti falta de algumas coisas.

Não nos é revelado quem lidera (de verdade) os Lordeiros, mas em troca, a autora conta a verdade sobre Kyla. Ben, a paixão de Kyla, não é tudo isso que acreditamos. Aliás, sem os Nivos, as pessoas aproveitaram e mostraram suas personalidades. Enfim, uma série de fatos novos que foram colocados no lugar certo e na hora certa, mostrando o talento de Terry.

Li esse livro na semana anterior ao referendo em que o Reino Unido optou por sair da UE (independente do resultado e das consequências que ele trará, parabéns aos envolvidos, por perguntar a opinião do povo, diferente de um certo país aí que troca de presidente na calada...). Então, para mim, me parecia irreal o Reino Unido estar fora da UE. Mas o jogo virou, não é mesmo? E o mais incrível é que, parte dos motivos que levaram o RU, no livro, a se isolar do mundo foi a desvalorização da moeda. Olhem aí o que levou o Reino Unido a sair da UE.

No livro ainda temos a Irlanda Unida, provavelmente a junção da Irlanda do Norte com a República da Irlanda. A Irlanda Unida está separada do Reino Unido, logo não estão isolados. E não é que se especula uma possível junção das Irlandas para que possam voltar para a UE? Espero que não aconteça de verdade o que aconteceu no livro, mas que é, olha, a autora mais parecia uma vidente...

Vou sentir falta dos personagens e dessa história tão maravilhosa que a Teri nos proporcionou. Foi com ela que conheci o maravilhoso mundo das distopias, então com certeza virei fã dela, agora só me resta a saudade da trama, mas agora vou ficar de olho na próxima série dela, que eu não sei como se chama, mas sei que saiu pela Farol Literário, rs. Preciso dizer que vocês devem ler?


site: http://resenhaeoutrascoisas.blogspot.com.br/2016/07/resenha-despedacada.html
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Amanda Thais 14/08/2017

Como posso ser eu mesma se nem sei quem eu sou?
Acabouuuuuu!
Só depois de fragmentada, que eu fiquei louca pra ler o terceiro, li os dois em 3 dias ;o primeiro eu gostei, mais não me pegou tanto assim (acho que por causa do ben).
A trilogia no geral, é um thrillher psicólogico envolvente, cheio de ações, mistério, muitas reviravoltas, revelações, só o romance que deixou a desejar (obsessão da kyla).
comentários(0)comente



LauraaMachado 30/10/2017

Um final quase perfeito
Faz uma semana que eu comecei a ler essa trilogia e preciso dizer que estou exausta agora no final dela. Quando eu descobri esses livros, fiquei completamente louca para ler. Sabe aquele tipo de livro que você ama tanto a ideia e não encontra muitas resenhas contra, então já ama antes de até tê-lo em mãos? Exatamente assim. Mas o primeiro ficou longe de ser tão bom quanto eu esperava, chegando bem perto de uma mega decepção. O segundo foi melhor que ele e esse último foi muito melhor que os dois outros juntos. Mas não consegui me livrar da sensação de incômodo que o primeiro me deu em nenhum momento.

Acho que tem uma lição aí. O primeiro livro de uma série/trilogia não precisa ser perfeito, mas precisa dar o tom certo, ou é fácil perder leitores e fazer os que continuam lendo ficarem incomodados. Tem alguma coisa faltando nessa trilogia. Em nenhum momento, eu estava realmente me divertindo com a leitura. Falta alguma coisa, um apelo, uma faísca que te coloca dentro da história. Mesmo com as cenas bem mais interessantes e melhores desse livro, nunca cheguei perto de criar uma conexão de verdade com a história. E isso é bem triste.

De qualquer jeito, tenho mesmo que falar que esse livro é bem melhor. Preciso elogiar as cenas de tensão que a autora colocou, porque elas foram muito tensas mesmo, a ponto de eu querer parar de ler só para parar de me sentir tão encurralada como a protagonista. Gostei do desenvolvimento também quase na sua maioria, mesmo quando algumas partes pareciam meio sem propósito (ou, pelo menos, sem propósito digno de final de trilogia). E a última coisa que eu preciso elogiar é que a protagonista é terrivelmente coerente, desde o começo, mesmo tendo tantas camadas. Se a autora queria criar uma personagem com três mil dimensões, conseguiu.

Agora, vamos falar do que não gostei, porque passei a leitura inteira um pouco desgostosa, mesmo conseguindo ver claramente todos os elementos bons da história.

Como eu disse, as cenas de tensão são boas. Meu único problema com elas é que elas acontecem demais. Ou seja, existem umas dez cenas nesse livro em que "tudo dá errado". E, sério, existe um limite antes de se tornar overkill (exagero daqueles que você chuta mil vezes quem já tá morto, parece) e deixar a solução parecendo intervenção divina. E esse foi um problema da trilogia toda. A autora criou praticamente uma conspiração com tantas ramificações, que todas pareciam banais, em vez de focar em umas três ou quatro que tivessem mais peso. É tanto, que a protagonista acaba o livro com quatro nomes. É muita informação sendo desenterrada, muito segredo, muitos personagens diversos com mais segredos e quase nenhum parece ter uma conexão firme com outro. Não é nem que eu não tenha conseguido acompanhar, só não consegui realmente me importar quando eles eram revelados. Mesma coisa no segundo livro.

No final das contas, você fica pensando que quer que tudo se revolva, mas nem tem ideia do que exatamente precisa acontecer, porque tudo fica muito em aberto. E, a última cena, a última chance de dar errado e se resolver ficou, como eu imaginei, parecendo intervenção divina. Todo mundo junto praticamente, aquelas pessoas certas que aparecem no último milésimo de segundo antes de um fim sem volta. Depois de tanta tragédia, de tanta coisa dando errado, essa dando perfeitamente certo ficou forçada. E, daí para a frente, tudo foi em corrido, só para amarrar pontas, até as que não precisavam ser amarradas.

Tem outra coisa que me incomodou e quase me fez tirar mais meia estrela (só não tirei para não ficar igual ao segundo e porque realmente acho que merece quatro). Esse livro parece um pouco correr atrás de falhas dos anteriores de um jeito bem desnecessário. Na verdade, eu nem deveria chamar de falhas, e sim de faltas. Logo no começo, aparecem tecnologias que nunca tinham aparecido antes. Parece que, do nada, a autora lembrou que a história se passa no futuro e quis introduzir algumas tecnologias em coisas públicas e ficou bem estranho. E tem outro personagem que aparece pouco, mas ganha fácil o coração dos leitores, que parece ter saído do Capitol de Panem. Sério, a história teria sido mais realista e interessante sem isso. Ir atrás de detalhes assim agora, nos quarenta minutos do segundo tempo, só deixou parecendo que era uma exigência de distopias e não colou nem um pouco.

Uma outra coisa que me incomodou, mas que é bem besta e vai fazer todo mundo pensar que eu sou crítica com as coisas mais inúteis (sou mesmo): todo mundo nesse livro se toca demais! Ou, pelo menos, toca a protagonista demais. Tem mil braços em volta dos ombros dela. Eu, brasileira, estava me sentindo desconfortável já no meio do livro. Como esses ingleses do futuro estavam de boa? Haha.

Tem outros mini problemas, como falta de personagens femininas da idade da protagonista que fossem importantes. Todo mundo nesse meio é homem, é incrível. E todo mundo é apaixonado por ela (será essa outra exigência de distopias ou só de livros jovens mesmo?). É tão difícil assim existir um único cara mais ou menos da mesma idade que não caia de amores por ela?

No final das contas, continuo com a opinião de que a expectativa do leitor e sua experiência com outras distopias vão contribuir muito para o quanto ele pode se divertir com essa. Resolvi dar quatro estrelas para esse livro, porque ele realmente foi bem escrito e a ideia é muito boa mesmo! Mas ainda fico com a sensação de que todo esse potencial ficou um pouco bagunçado e não foi tão bem aproveitado. Fico feliz de ter lido, mas mais feliz ainda ter acabado (li esse de uma só vez), porque não sei se aguentaria mais muito tempo nesse universo. Como eu disse, estou um pouco exausta. Talvez seja bom também eu recomendar que leiam os livros com bastante tempo entre eles, porque, apesar de tudo que reclamei, preciso admitir que fiquei realmente tensa com o mundo e estou bem feliz de não me sentir mais tão sem saída!
Andréa Araújo 30/10/2017minha estante
Que bom que acabou! Ai ai, não acho que vou ler essa trilogia, não pelo menos num futuro próximo. Mas estou até surpresa com a pontuação. Mostra que um livro não precisa ser necessariamente ruim pra ter nota baixa e que nem uma ideia ótima basta para tornar um livro maravilhoso.


LauraaMachado 30/10/2017minha estante
Acho que mostra principalmente que eu não preciso gostar de um livro para dar nota alta. Nesse, eu sei que ele merece quatro, mas não me conquistou como poderia.




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