Half Bad

Half Bad Sally Green




Resenhas - Half Bad


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Robson 30/08/2014

Longe de ser perfeito, mas cativante!
Sally Green entra para o mercado editorial mundial com um enredo encantador e muito bem narrado. Half Bad, seu livro de estreia, promete nos agraciar com uma sociedade distópica onde as bruxas são divididas em boas e más (Luz e Sombras). Essa premissa é, de fato, encantadora e bem pensada, mas no decorrer de sua trama, Sally acaba se perdendo em alguns pontos.

Apesar de clichê, a trama de Green me chamou a atenção desde o anuncio do livro. Eu tenho essa coisa de gostar de clichês, quando bem trabalhados. O que acontece é o seguinte: Eu gostei e não gostei de Half Bad ao mesmo tempo.

A narrativa de Sally foi o que mais me agradou neste primeiro livro. A autora consegue ter uma narrativa bem elaborada, explorando muito bem a parte psicológica de seu personagem. Além disso, Sally inova ao se utilizar da narrativa em segunda pessoa (em algumas partes). Para quem não sabe, quando um autor narra seu texto em segunda pessoa, ele se refere ao personagem com o sujeito você, não com o eu ou ele. Confesso que no inicio eu fiquei um pouco receoso, nunca tinha lido nada narrado desse jeito, mas logo me acostumei e achei a ideia maravilhosa, de encher os olhos.

O texto de Sally Green flui rapidamente, as páginas passam sem que o leitor perceba. Isso é mais um grande ponto positivo para autora, a maioria dos livros sobre bruxas não apresenta essa fluidez, essa satisfação em ler.

As coisas começam a me incomodar quando a autora perde aquele ritmo frenético e dá aquela freada na história, tornando as coisas um pouco vagarosas. Ela inicia Half Bad com capítulos curtos e objetivos, ideais para o desenvolvimento de seu enredo, mas, de repente, a mulher enlouquece e decide que vai procrastinar a fase de entendimento do personagem. Isso não seria ruim, no caso de não estarmos entendendo também, mas acontece que ela deixa bem claro tudo que está acontecendo na vida do personagem e o motivo, mas ao mesmo tempo, insiste em cegar o dito cujo para essas coisas.

Um dos grandes problemas dos YA sobrenaturais que lidam com as bruxas é que, muitas vezes, os autores se focam demais no drama pessoal do personagem principal (no caso de Half Bad, Nathan) e acabam se esquecendo de lidar com a magia. A magia, espera-se, deve ser algo constante na narrativa de um livro sobre bruxas. Infelizmente são poucas coisas abordadas em Half Bad, alguns rituais e alguns feitiços não muito animadores.

Eu achei muito interessante a autora criar toda essa trama de sombra e luz, com um garoto composto dos dois lados, em uma sociedade distópica. Essa sociedade, para a minha tristeza, fica bem no plano de fundo do livro. Algumas coisas se mostram logo no começo, mas nisso a autora deixa algumas pontas soltas sobre como funciona a sociedade, como as bruxas chegaram aquele esquema e principalmente, onde ficam os humanos (denominados Felix) em toda aquela ditadura criada pelos bruxos da luz.

Apenas para concluir bem o meu raciocínio. Eu creio que o livro seja tão mal falado lá fora por conta destas falhas citadas acima e também porque a autora termina o livro com muitas pontas soltas, que poderiam ter sido solucionadas logo de cara. Mas, em suma, Half Bad é uma leitura extremamente agradável e rápida, que vale a pena.

Eu não me senti muito incomodado com as coisas ruins citadas nesta resenha, e digo que vocês devem ler o livro e tirar suas próprias conclusões. Digo isso principalmente sobre os personagens, amei cada um deles, mas a complexidade deles me diz que serão diferentes para cada leitor.

Agora não se acanhem, não achei que o livro é uma merda, porque ele não é. Ele só não é um livro perfeito, como dá a entender que é. Mas ele pode se tornar muito interessante no decorrer das páginas.

site: http://www.perdidoempalavras.com/resenha-half-bad-half-life-1-sally-green/
Thay 07/07/2016minha estante
Concordo exatamente com cada palavra dessa resenha.




Sergio 29/11/2014

Fantástico ou Distópico?
Nathan, um jovem Brux, foi rejeitado durante toda a sua vida. Sendo filho de uma bruxa da Luz e o mais poderoso, cruel e destemido bruxo das Sombras, o adolescente sempre sofreu preconceito e 'bullying' por ser filho de Marcus. Como a mãe se suicidou e o pai não quis saber dele, Nathan cresceu com a avó e os meio-irmãos, sendo visto como uma aberração por toda a sociedade de Bruxos. Isso se deu porque todo os bruxos da Sombra são considerados altamente perigosos e são caçados pelos bruxos da Luz.

Sendo o único com metade do seu sangue das Sombras e a outra metade da Luz (meio-código), o protagonista se vê ameaçado: o Conselho dos Bruxos da Luz o vê como um perigo iminente, que precisa ser domado e exterminado. Prestes a completar dezessete anos (período em que todos os brux passam por uma cerimônia para revelar seu dom e denominação como bruxo da Luz ou das Sombras), Nathan terá que correr contra o tempo e sair em uma busca frenética ao encontro de um realizador de sua cerimônia, alguém que lhe dê três presentes para, assim, libertar o seu poder.

Com sua obra de estreia, Sally Green nos traz um enredo muito mais distópico que fantástico. O livro, que já é um sucesso mundial, possuía grande potencial para ser um dos best seller's mais comentados do ano, mas aos poucos foi se mostrando um livro que poderia ter sido melhor trabalhado em inúmeros quesitos.

Comecei a leitura com bastante expectativa, achando que tinha em mãos um bom livro de fantasia, imaginando uma história tão incrível quanto a de Harry Potter. Quebrei a cara. As cem primeiras páginas do livro são altamente convidativas e deixam o leitor em êxtase, querendo saber o que acontece em seguida. Porém, a medida que avançamos na leitura, percebemos que há um declínio notável na obra e sua qualidade cai consideravelmente. O que no início era instigante, torna-se clichê e altamente repetitivo durante o enredo.

Em muitos livros 'fantásticos' voltado ao público young-adult, os autores acabam focando muito na vida do personagem e esquecem de construir o mundo místico e cheio de bruxarias ao seu redor. Esse foi um dos MAIORES pecados da autora. A luta pessoal do Nathan e sua corrida contra o tempo e adversidades que aconteceram durante o enredo foram tão focadas que todo o resto ficou como um borrão.

A luta do bem contra o mal é marcada de forma explícita na obra. Entretanto, há uma crítica severa a isso. Sally expõe que nem sempre o bem é bom e o mal é ruim. Em inúmeras passagens conseguimos detectar traços de ódio e violência sem motivo provinda dos Bruxos da Luz. Essa violência gratuita, jogada em toda a obra, deixa o enredo um tanto quanto pesado demais. A tentativa que a autora realiza para nos fazer ficar com 'pena' de Nathan falha. O inverso (Bruxo da Sombra bom) também é notável, com o personagem Gabriel.

A escrita da autora é leve e indutiva. Os personagens, de maneira geral, são razoavelmente construídos. Há um número muito maior de personagens secundários que o necessário, mas isso não influencia diretamente na qualidade intelectual da obra.

A edição da Editora Intrínseca está fantástica. A arte da capa é bela e o material usado, de primeira qualidade. Não percebi nenhum erro ortográfico e/ou gramatical durante e leitura, o que nos mostra que a revisão também está excelente.


site: www.decaranasletras.blogspot.com
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steph (@devaneiosdepapel) 02/05/2015

Half Bad - Sally Green
[Resenha originalmente postada no blog Devaneios de Papel]

Half Bad me conquistou pela capa. De um lado, preta; do outro, branca. Tudo a ver com a história. E tem aquela textura meio emborrachada, bem macia, dá vontade de ficar acariciando o livro, sabe? Apesar de ficar cheio de marcas de dedos :( li a sinopse e achei interessante, até porque bruxaria era um assunto totalmente inédito pra mim (rolava até um pequeno preconceito). Aproveitei um preço convidativo na Amazon e levei esse bonito, com aquele medinho de me decepcionar. Foi uma experiência morna, e eu explico o porquê.


Imagina um personagem sofrido. Agora multiplica por mil. Nathan é tipo isso. Uma criança sem culpa de sua condição (ele é um meio-código, filho de uma bruxa da Luz com o maior bruxo das Sombras), que passa por diversas torturas durante boa parte da história, tanto físicas quanto psicológicas. Isso me incomodou bastante. Por mais que eu entenda toda a cautela do Conselho a respeito de Nathan, achei algumas atitudes extremamente exageradas por se tratar de um menino tão novo. Se tudo fosse feito com um adulto, seria mais crível.

Sally Green tem uma escrita simples porém diferente. O livro é narrado em primeira pessoa por Nathan, que muitas vezes parece estar sentado ao seu lado, tentando descrever as situações que ele passou te colocando nelas. Não sei explicar direito, mas é algo que sentimos nos primeiros capítulos e é bem estranho. Gostei bastante, mas dei graças aos céus que não durou muito. É meio perturbador.


Os personagens de Half Bad são um pouco estereotipados. Temos a mocinha perfeita, um ou outro personagem super-mega-maligno, tudo bem definidinho. Só Nathan que é mais “normal”, luta com seu lado bom e mau o tempo todo e nos faz torcer por ele. Arran, um dos irmãos de Nathan, é um amor, e adorei ver a devoção que um tem pelo outro. Destaque para Gabriel (lindo de viver) e Ellen (quase não aparece, mas gostei tanto!).

O enredo me desanimou em várias partes. Tem tanto sofrimento e drama que acaba ficando monótono. As coisas só começam a melhorar (depende do ponto de vista) lá pela metade do livro. Depois disso, terminei bem rapidinho. Não teve ação demasiada, apenas o suficiente para dar um gás na história e fazer com que eu ficasse ansiosa pelo próximo capítulo.


O final que me deixou maluca! Não revelou um dos grandes dilemas de Nathan e parou uma cena no meio. Não foi bem um cliffhanger, e sim um tranco, o livro simplesmente acaba e a gente fica lá, com cara de wtf. Mesmo assim, é claro que pretendo continuar a série e já estou ansiosa por Half Wild (adorei que mantiveram os nomes originais!).

Se eu recomendo? Sim, pra quem curte um YA com cenas um pouco pesadas psicologicamente, e também para os fãs de magia, bruxaria, sociedades secretas e coisas do tipo.

site: http://www.devaneiosdepapel.com.br/post/115418462133/resenha-half-bad
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Samuel Simões 22/03/2015

Fraco
Não sei se eu estava numa "vibe" diferente quando li este livro mas não curti NEM um pouco! Leitura rasa e até achei que o Edward Cullen fosse aparecer na história! Fraco demais!!
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May Tashiro | @slcontagiante 07/07/2015

#MLI2015 Half Bad & Half Lies, de Sally Green
Olá!
Não sei como anda a maratona de vocês, mas a minha começou fodidamente bem. Desculpa o palavreado de baixo escalão, mas não existe um advérbio que se encaixe melhor. Talvez maravilhosamente cruel e monstruoso funcione também... Difícil dizer.

Só não posso acreditar que demorei tanto para começar a ler a Trilogia Half Bad e mergulhar de cabeça nesse mundo onde existem os bruxos das Sombras e os bruxos da Luz, que obviamente se odeiam e se matam mutuamente. O plano de fundo é a Europa e seus personagens são de diversos lugares, sempre tendo a magia como ponto em comum. Nesta estória devemos esquecer que o bem é representado por um símbolo e que o fato de tratar-se de bruxos exime-os de serem tão cruéis, se não mais, nas torturas físicas. Não há essa de eu sou um representante da paz, da justiça e de tudo que há de bom no universo, esse tipo é o pior monstro, é aquele que te torna uma massa sangrenta e ri em cima do seu cadáver. Se tiver uma coisa que posso afirmar sem culpa nenhuma de spoiler é que Half Bad é crueldade crua e nua, um misto de intolerância e impertinência.

Acompanhamos a trajetória de Nathan e sua evolução de menino a homem, um menino afastado de sua própria sociedade por ser o que eles chamam de meio-código – meio bruxo da Luz e meio bruxo das Sombras. Se fosse simples, o que com certeza não é, ser um mestiço entre duas facções de bruxos que se odeiam, Nathan é filho do bruxo das Sombras mais procurado do globo e o mais maligno de todos, conhecido por caçar e matar bruxos de não importa qual facção e comer seus corações para obter seus poderes. Nathan foi criado pelo lado da Luz de sua genética sendo odiado por sua meia irmã mais velha Jessica e criando um laço de amizade e companheirismo com seu meio irmão Arran; ele se apaixonou no início da adolescência por uma linda bruxa da Luz da mais pura linhagem chamada Annalise, levou umas surras, bateu de volta... O básico para um menino. A coisa é que o Conselho dos Bruxos da Luz o vê como uma de duas armas profetizadas que podem matar Marcus, o pai de Nathan. Agora chegamos ao ponto que eu queria, Nathan não fica de mimimi “eu não quero ser que nem meu pai e eu vou atrás dele e matá-lo para provar que eu sou bom e blábláblá”. Ele sente no fundo do âmago que o pai dele é de algum jeito bom, que ele se importa com Nathan, que ele sempre o tem vigiado e que o ama. Ele quer encontrar esse pai, quer provar que nunca o mataria. E essa ideia é reforçada quando Nathan é tirado de sua família pelo Conselho e entregue a uma ditadora que ninguém sabe se odeia ou se gosta. Nathan tem que escapar de qualquer modo e encontrar uma bruxa, Mercury, que pode ajudá-lo a se tornar um bruxo de verdade, pois eles têm que passar por um ritual elaborado aos 17 anos.

“— Tanto em termos de violência quanto de fama, sua família supera a minha.”
— Gabriel, p. 227.
Nesse quesito o livro não peca. Sally Green conseguiu construir uma cultura envolvendo esses dois povos e seus vários outros componentes, recheou o livro com a necessidade que Nathan tem de passar por esse ritual de transição e descobrir o seu dom. A narrativa na primeira parte do livro, posto que ele é dividido em seis partes, me deixou com um pé atrás. Acontece que ele narra em segunda pessoa, eu nunca tinha lido nada assim, mas é só na primeira parte mesmo. Depois, quando entendi o porquê daquele início, eu só conseguia ficar abismada e xingar de tão incrível que a escritora conseguiu externar o fato de que o personagem estava andando na corda bamba da loucura. E o Nathan, minha gente, é um filho da mãe impertinente. Existem poucos personagens principais que nós podemos encher a boca para falar que adoramos, que são incríveis, Nathan é assim para mim. Acho que é muito culpa da autora também, ela te liga ao personagem e você se aferra às necessidades dele como se fossem suas.

“— Ela é uma bruxa velha e maluca — digo. — Ninguém mais na família foi convidado. Não a conheço e não devo ir a lugar nenhum sem a permissão do Conselho. — Sorrio, para o deleite de Arran. — É claro que vou.”
— Nathan, p. 96.
Além de o livro trazer toda uma ideia sobre preconceito e intolerância, ele me fez questionar se podemos ser bons fazendo o mal. É nisso que Nathan acredita sobre o pai e é nisso que Arran acredita em relação ao irmão. E durante a trajetória de Nathan, a escritora nos prova que é possível. A sobrevivência vem em primeiro lugar.

Agora eu preciso falar um pouquinho de um dos meus personagens favoritos, Gabriel. Gabriel aparece depois da metade do livro como um contato na Suíça que pode ou não levar o nosso protagonista à bruxa Mercury; ele é gay e se apaixona pelo Nathan. É através dele que sabemos que Nathan é um tipo de celebridade, mas também descobrimos um lado sutil do mesmo. A coisa é que eles se tornam amigos, algo que os dois necessitavam. Mesmo depois que Nathan tem jogado na cara dele por um terceiro que o Gab é apaixonado por ele, ele não se afasta e nem tem aquelas reações homofóbicas. É sutil e ao mesmo tempo lindo e desesperador. Eu shippo os dois, mas sabemos que o Nathan ainda tem aquele amor de infância...

“Ele sorri, depois me dá um beijo no rosto, diz algumas palavras e, apesar de ser em francês, sei o significam. Damos um abraço apertado.”
— Nathan, p.277.
Eu estou querendo muito ler a continuação, Half Wild, e ontem quando terminei ainda não queria me desligar desse mundo incrível. Existe um conto que foi publicado pela Editora Intrínseca em formato e-book chamado Half Lies, é uma estória que se passa nos Estados Unidos com a irmã do Gabriel, antes de ele se mudar para a Suíça. Ele tem por volta de 62 páginas, mas a prova viva que Sally Green sabe fazer narrativas incríveis não importa a quantidade de páginas. Half Lies é o diário de Michèle, retrata seu dia-a-dia, seu amor por um garoto chamado Sam, sua nova vida em um país novo com seu pai alcoólatra e inútil. Não posso falar muito senão conto tudo, mas no fim foi como se eu estivesse de luto por um membro da minha família. Esse conto me fez gostar ainda mais do Gabriel. Aqui vai um trecho sobre como é um bruxo das Sombras do ponto de vista de um:
"artista
bêbado
fumante
mulherengo
assassino
todas as alternativas anteriores
O típico bruxo das Sombras."
— Michèle sobre o pai.

Fiquem ligados no Instagram e descubra as minhas próximas leitura da #MLI2015.

Beijos, May.


site: http://wp.me/p2bY3h-Fa
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Claudinha Mil 28/07/2015

Uma livro interessante.
Half Bad é um livro YA com uma pegada de fantasia, escrito pela autora Sally Green e é o primeiro livro de uma trilogia.
O livro conta a história de Nathan que é filho de uma bruxa da luz com um bruxo das sombras, o que o torna um meio-código para o conselho. Marcus o pai de Nathan é o bruxo das sombras mais poderoso e temido. Nathan não tem contato com o pai, na verdade nunca o conheceu e sua mãe cometeu suicídio quando ele era muito pequeno, por este motivo Nathan mora com sua avó materna e seus irmãos. Eles vivem em uma comunidade da Inglaterra de bruxos da luz e por ser filho de um bruxo das sombras todos evitam qualquer tipo de contato com Nathan, o que acaba o tornando um garoto tímido.
Em vários momentos do livro Nathan recebe notificações do conselho, essas notificações tentam a todo custo controlar sua vida, pois o conselho não sabe se quando Nathan completar 17 anos irá se tornar um bruxo da luz ou da sombra. Todos os brux, só se tornam bruxos se quando completar 17 anos receberem três presentes e tomarem do sangue de um de seus ancestrais, tendo assim seu dom revelado, caso o ritual não aconteça o brux adoece e morre.
O que me chamou bastante a atenção neste livro é que nem sempre quem é da luz é o bonzinho e vice-versa. Dei apenas três estrelas no Skoob, pois achei que faltou um pouco de ação no livro, passamos a maior parte da leitura conhecendo Nathan, a sociedade, e as pessoas a sua volta. Porém a autora tem uma escrita rápida e o livro tem os capítulos bem pequenos, o que ajuda a ler naqueles 10 minutinhos que você tem sem ter que parar e cortar a cena ao meio. Bom, concluindo, eu penso sim em ler o segundo livro Half Wild, afinal quero muito saber o que irá acontecer com Nathan e demais personagens
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Resenhoteca 25/08/2014

Uma coisa que você precisa saber antes de ler sobre o livro. Half Bad é o primeiro livro de uma trilogia. O segundo livro, Half Wild, só será lançado em Março de 2015 pela autora. Esse é o primeiro livro da autora Sally Green. Sabe qual a parte mais surpreendente disso? É que o livro já teve os direitos de publicação vendidos para mais de 45 países, rendendo o registro no Guiness World Records como o livro inédito de autor estreante mais negociado mundialmente. Sem contar que seus direitos cinematográficos já foram vendidos para a Fox 2000. Com isso em mente já posso te contar sobre o livro.

No começo eu achei meio estranho a maneira como a autora contava a história. É uma mistura de primeira pessoa e terceira pessoa. Às vezes me dava à sensação que era eu dizendo aquelas palavras e a maneira como ela faz isso é incrível. Não tinha visto isso antes em qualquer outro livro.

A história é contada por Nathan. Ele tem 16 anos e mora com a sua avó. Sua mãe, uma bruxa da Luz, morreu quando ele era pequeno ainda. O pai dele é o mais poderoso e cruel bruxo das Sombras. O que torna ele meio bruxo das sombras e meio bruxo da luz. O único do tipo, por sinal. Ao fazer 17 anos ele saberá qual dos lados ele irá seguir, o da Luz ou o das Sombras. Além disso, é nessa idade que acontece uma cerimônia. O Brux, bruxo menor de 17 anos, bebe o sangue de um ancestral, recebe três presentes, ouve as palavras secretas do ritual e descobre qual será o seu poder.

O livro começa com ele preso em uma jaula. Ele parece não gostar de estar ali e quando é liberado para fazer seu treinamento diário, ele tenta fugir. Após quase perder a mão nessa tentativa ele é capturado novamente por Celia, a mulher responsável por tomar conta dele e de treina-lo. Ele foi capturado pelo conselho dos bruxos da luz, por desobedecer às ordens do conselho.

Antes de ser aprisionado pelo conselho, Nathan tentou viver uma vida normal perto dos Felix, humanos que não são bruxos, em uma escola local. Por não saber ler ou escrever, e até mesmo não conseguir prestar atenção na aula, era tratado como burro por todos. Até mesmo pela sua meia irmã Jessica, que o odiava e o culpava pela morte da mãe. Nathan vivia também com seus outros dois meio irmãos, Arran, a quem era muito apegado, e Deborah.

Um dia na escola uma bruxa da luz, Annalise, chamou sua atenção ao olhar para ele e sorrir. Ninguém nunca havia sorrido pra ele. Os dois começam a conversar, algo proibido pelo conselho e nada bem visto pelos dois irmãos dela. Nathan acaba realmente gostando dela. O problema todo é que agora ele tem que ficar longe de todos para tentar salvar sua vida e descobrir mais sobre o lado das sombras de sua família.

site: http://www.resenhoteca.com/2014/08/resenha-half-bad.html
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Betinha 15/04/2015

Gostei!

Eu li em algum lugar que este livro tentava ser uma cópia de Harry Potter ou algo parecido. Sinceramente, não há nada de semelhante fora o fato de tratarem de histórias de bruxos!

Eu gostei bastante da história, ela mostra um lado que realmente não somos acostumados a ver, em regra os protagonistas são do lado bom, heróis, cheios de amigos, inteligentes e etc. Aqui é diferente, o protagonista não tem essa vontade de ser um herói, ele não é o mais inteligente ou cheio de amigos. Acho que isso foi o que mais me chamou atenção na narrativa.

Gostei bastante e recomendo, mas não pensem que se trata de algo parecido com Harry Potter.
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Tracinhas 26/08/2015

por Raquel Santiago
Tio Voldermort é bom te reencontrar novamente, senti bastante a sua falta! Kkk brincadeiras a parte, HalfBad tinha tudo para ser bom, mas acabou sendo um livro sobre bruxos sem bruxaria (como seprocede produção?!). Como já dizia uma amiga minha, esse livro é basicamente a história de Severus Snape, se Voldemort tivesse sido seu pai, com uma LilíanPotter para confortá-lo e alguns projetos de Marotos para bater nele.

Você, fã de Harry Potter como eu, vai achar algumas similaridades, o que não vai atrapalhar em nada sua leitura.Na verdade, vai enriquecer, já que a autora montou tudo de um jeito muito pobre.Não sabemos onde se passa direito a história, em que ano estamos — nadica de nada.

HalfBad tem alguns excelentes personagens.Um personagem principal simpático (oh, vamos lá, QUEM NÃO AMA SNAPE?!), mas quase nenhuma mágica para um livro com bruxos.

O enredo é vago, o cenário é incerto, podemos dizer que ele é bem escrito em apenas uma perspectiva: a do personagem principal — e esse é o limite deste livro.O enredo é enfadonho, há uma série de espancamentos, um monte de tortura, um monte de discriminação e ódio, um monte de angústia, e definitivamente nenhum monte de história ou uma visão do mundo em que acontece o livro.

Como eu mencionei, há uma série de semelhanças com Harry Potter neste livro, porém não tem comparação com a série original. Neste livro, temos um Conselho corrupto (Ministério da Magia), temos Caçadores (Aurores), temos o sBruxos da Luz (Sangue Puros), um termo para os seres humanos não-mágicos, Félix (Trouxas) e, pelo amor de Deus, nós temos um Beco Diagonal (quase isso).

O livro deixou toda a leitura com mil pulgas atrás da orelha e muita raiva pelo tempo perdido, meus amigos.Esse definitivamente não é um livro feliz.

Nathan Byr, nosso protagonista é desprezado. Ninguém o ama, a não ser sua família (a maior parte dela pelo menos). Sua irmã mais velha o odeia. Seus outros irmãos e avóo amam e tentam protegê-lo, mas eles não podem fazer muito contra um mundo que está inclinado a discriminar aqueles com meio sangue, ou como são chamados no livro meio-códigos.Ao longo do livro, vemos como o mundo se volta contra Nathan. Começando por sua própria irmã, que constantemente tenta intimidá-lo, aos valentões da escola, e por fim toda a parte branca do mundo bruxo.
Dor, sofrimento e tortura. Essa é a extensão da vida de Nathan. E nunca para .Isso é praticamente o livro todo. Um monte de tortura, um monte de dor, e alguns planos vagos para encontrar seu pai. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado (Voldemort?). Na verdade, seu nome é Marcus. O cenário do livro é uma grande porcaria, sabemos que se passa na Europa, mas precisamente na Inglaterra, mas tirando isso não tem como saber como é a natureza, a paisagem, em que maldito ano se passa o livro, eu sei que eles tem celulares e aparentemente assistem televisão, mas tá e daí?

Teve muitas partes do livro em que eu me senti mal pelo Nathan (eu não sou sem coração, galera, sou sonserina, mas não é pra tanto) todo mundo o odeia. Ele é pequeno, insignificante, e ao contrário do Snape, Nathan é burro pra caralho. Ele fica intimidado. Ele é espancado. Felizmente, ele tem uma Lilían (Annaliseo nome da garota nojenta) que faz amizade com ele. Uma menina inteligente e bonita. Annalise é uma sangue puro, no caso, uma Bruxa da Luz, se isso fosse no universo de Harry Potter ela seria uma Sonserina, uma espécie fofa e legal de Sonserina (eu sou fofa e legal também! Sqñ). Nathan é tão solitário, sério, gente! Ele é digno de pena!

Seus outros irmãos, Deborah e Arran o amam incondicionalmente, mas isso não é suficiente quando ele sabe que o mundo inteiro não gosta dele por ser um meio-código e por ser filho de seu pai. O que é triste. Enfim, o livro é mal escrito, tinha tudo para ser massa e acabou sendo bléh!

Why?!

1. Como um livro sobre mágica não tem mágica?!

2. Cadê as razões?Porque o mundo é assim? Como esse mundo surgiu?

3. Porque os bruxos das sombras são tão ruins? Qual a motivação? Tem certeza de que eles são ruins aqui?

4. Sarah Green, querida, você bate bem da cabeça? Você precisa de um ghostwriter?

5. Que enredo é esse, minha gente? Ele não existe! Pasmem! Nós temos o Nathan, a sua evolução de criança até os seus 17 anos. Nesse meio tempo ele foge, é preso, foge novamente, é torturado e só. Temos algumas dicas do que pode acontecer e no fim acontece tudo diferente e se torna uma grande porcaria.

HalfBad, não foi legal. Eu espero que HalfWild seja um pouco mais legal (duvido muito); e é isso pessoal!



site: http://jatracei.com/post/127630698247/resenha-77-s%C3%A9rie-half-bad
Gurgel 26/11/2015minha estante
BEM ISSO: Como um livro sobre bruxos pode não ter magia?! Concordo em absoluto contigo, o livro não tem enredo algum, a história não chega em nada, o final é abrupto e sem sentido, milhões de questões em aberto... Deixar o leitor curioso pra continuar é uma coisa, não amarrar uma narrativa é outra. Eu detestei esse livro com todas as minhas forças, cheguei a ficar com raiva, de verdade.




Aline 20/10/2014

Impressionante
Half Bad é o primeiro livro da trilogia Half Life. A obra narra a história de Nathan, fruto da relação entre uma bruxa da Luz e um bruxo das Sombras, portanto ele é um meio código. Todavia, esse bruxo das Sombras é o mais poderoso e brutal de todos, culpado por diversos assassinatos, e, no entanto está desaparecido.

A vida de Nathan é um verdadeiro inferno. A mãe se matou pouco tempo depois do nascimento do garoto, e, além disso, possui três meio-irmãos, cujo pai foi assassinado pelo pai do garoto. Jessica, sua meia-irmã, vê o garoto como uma aberração e por isso trata-o diferente dos outros. Ele e os meio-irmãos são cuidados pela vó, que é uma pessoa compreensiva e gentil.

Na escola, a coisa piora. Ele tem dificuldade em aprender e não possui amigos. Annalise, uma filha de bruxos da Luz, é terminantemente proibida de manter qualquer contato com Nathan. Contudo, é a única que troca palavras bondosas e sorrisos honestos com o garoto. O que vai custar ao personagem principal, torturas insuportáveis realizadas pelos irmãos de Annalise.

O livro prende de uma forma inesperada o leitor, as páginas vão passando, e simplesmente não dá para largar a história. Nem de longe é um livro espetacular, não é tão eletrizante, pois não acontecem aqueles momentos que tiram o fôlego. Mas, não deixa de ser um livro bom. A escrita é direta e bem fácil de ser compreendida, uma circunstância que me agradou bastante ao decorrer da leitura. Sally explorou bastante a crítica ao preconceito que Nathan sofria, garantindo momentos de pura revolta a quem lê a obra.

Não posso deixar de falar que a personalidade do Nathan me impressiona, mesmo sofrendo com o preconceito, o personagem jamais pensa em ceder e sempre resiste. Ele demonstra traços de um psicológico forte e possui um corpo forte, uma vez que ele também é metade das Sombras. Sally me fez repensar sobre os conceitos de bom e mau ao longo da obra, e isso me intrigou de uma forma que não consigo explicar em meras palavras. Há um breve romance em Half Bad, que dá gostinho de quero mais.

O final foi totalmente do modo que eu esperava, porém, bateu aquela ansiedade louca para ler o segundo livro da trilogia para saber o que acontece com Nathan e os outros personagens. Mal vejo a hora de ler Half Wild.
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Vinicius Takaki 04/09/2014

Fantasia jovem adulto ou crítica ao racismo e preconceito?
Half Bad é o livro de estréia da britânica Sally Green, e é o primeiro da trilogia Half Life (embora na edição brasileira não exista menção ao nome da trilogia), e foi publicada em 2014 no Reino Unido pela Puffin Books (selo da toda poderosa Penguin), nos EUA pela Viking e no Brasil pela Intrínseca. É a detentora do recorde de livro mais vendido de uma autora não publicada, tendo sido publicada em 36 países e traduzido para 31 línguas até então. A edição nacional tem 304 páginas e a capa tem aquele acabamento emborrachado que entrou na moda na época do Cinquenta Tons de Cinza… a sensação tátil é gostosa, mas mancha que é uma beleza rs. O livro pertence aos gêneros jovem adulto e fantasia.

Acompanhamos a história de Nathan, que deu o azar de ser filho de uma bruxa da Luz e do bruxo das Sombras mais poderoso, Marcus. Ele foi criado por sua avó e mora com os meios irmãos Jessica (que o odeia), Arran (com quem se dá muito bem) e Deborah, já que seu pai o abandonou e sua mãe morreu. Por causa disso ele sofre de bullying, não tem amigos, e simplesmente não consegue entender direito porque é tratado assim. A história é contada em trechos alternados de primeira pessoa, narrados pelo próprio Nathan, e em segunda pessoa, e tende a seguir um tom um pouco triste e sombrio em geral.

Neste mundo os bruxos e humanos compartilham o mesmo espaço, mas não se misturam. Os bruxos da Luz se autodenominam bons e mantedores da ordem, sendo que inclusive quase conseguiram acabar com todos bruxos das Sombras do Reino Unido. Tudo é muito interessante, existem vários detalhes que a autora nos apresenta sobre a sociedade bruxa, seus costumes, o fato de que cada um tem um dom Ao completar 17 anos, os bruxos passam por um ritual e descobrem qual seu dom, e Nathan é costantemente vigiado: não se sabe se ao completar 17 anos seu dom será da Luz ou das Sombras. Alternando entre o presente e o passado, acompanhamos todos os perrengues pelo qual Nathan passa por causa de sua condição de não definido e seu crescente medo do futuro desconhecido, e é claro que isso resultou em algumas sequelas que afetaram o seu amadurecimento. Como se isso não bastasse, ele ainda tem dificuldades para aprender e para se relacionar com outros ao seu redor, ou seja, sua vida não é nada fácil, sendo que os únicos que tem certo apreço por ele são Arran, seu meio irmão e Annalise, uma colega de escola. Somos apresentados também a outros vários e interessantes personagens, como os Caçadores, responsáveis por lidar com os bruxos das Sombras; o Conselho dos bruxos da Luz, que além de agir como líderes dos bruxos da Luz, ainda acompanham de perto a vida de Nathan, sendo os responsáveis pelo seu futuro; alguns bruxos renegados que não concordam com o status quo… a lista pode não ser muito grande, mas é bem variada e colorida.

A escrita do livro é muito boa e instigante. Os trechos em primeira pessoa sempre deixam um comentário do narrador sobre sua situação atual, que chega a ser cômica e trágica ao mesmo tempo. A narração em segunda pessoa dá um toque interessante e diferenciado ao texto. A história é boa e dá vontade de saber como termina, e mesmo esse sendo o primeiro livro de uma trilogia, há uma conclusão satisfatória para esta parte da trama, no sentido clássico de responder uma ou duas perguntas e criar o dobro de novas dúvidas pras sequências. Os personagens são carismáticos, mas a maioria é um tanto quanto unilateral, são bons ou ruins, e isso fica claro logo de cara: nada das nuances de Guerra dos Tronos aqui onde cada personagem pode ser bom ou ruim em diferentes níveis, sendo as grandes excessões o protagonista Nathan e seu misterioso pai, que se por um lado é pintado como um grande vilão, neste primeiro livro não descobrimos quase nada sobre ele, sendo que inclusive o próprio Nathan fica o tempo todo ponderando sobre como ele seria.

Gostei do livro: ele tem um ritmo rápido e as mudanças em estilo de narração ajudam a nos manter interessados na história. O protagonista não é exatamente uma pessoa amável, mas criei um certo apego por ele, principalmente depois de todo preconceito que ele passa pelo simples motivo de ter nascido mestiço. Ele não pode confiar em ninguém, não sabe o que seu futuro lhe reserva, não sabe onde está seu pai… enfim, está na merda foda e mesmo assim não desiste! O final como já disse é bem interessante, a tensão se acumula de maneira vertiginosa no quarto final, terminando de maneira satisfatória com direito a reviravolta. Espero que a sequência continue nesse bom ritmo, mantenha o tom sombrio e traga de volta alguns personagens interessantes, assim como mais dons bruxos, que não foram muito explorados dessa vez. Tem bastante potencial, principalmente se pensarmos que seu principal “concorrente” é a atrocidade conhecida como Bruxos e Bruxas, do James Patterson + algum autor qualquer. Respondendo à pergunta do título, é ambos, e muito bem feito.

* * * / - (3,5 de 5) gostei bastante! Se gostou (ou mesmo se não gostou) da resenha, deixe um comentário, até a próxima!

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De Cara Nas Letras 14/03/2015

Half Bad - Sally Green
Nathan, um jovem Brux, foi rejeitado durante toda a sua vida. Sendo filho de uma bruxa da Luz e o mais poderoso, cruel e destemido bruxo das Sombras, o adolescente sempre sofreu preconceito e 'bullying' por ser filho de Marcus. Como a mãe se suicidou e o pai não quis saber dele, Nathan cresceu com a avó e os meio-irmãos, sendo visto como uma aberração por toda a sociedade de Bruxos. Isso se deu porque todo os bruxos da Sombra são considerados altamente perigosos e são caçados pelos bruxos da Luz.

Sendo o único com metade do seu sangue das Sombras e a outra metade da Luz (meio-código), o protagonista se vê ameaçado: o Conselho dos Bruxos da Luz o vê como um perigo iminente, que precisa ser domado e exterminado. Prestes a completar dezessete anos (período em que todos os brux passam por uma cerimônia para revelar seu dom e denominação como bruxo da Luz ou das Sombras), Nathan terá que correr contra o tempo e sair em uma busca frenética ao encontro de um realizador de sua cerimônia, alguém que lhe dê três presentes para, assim, libertar o seu poder.

Com sua obra de estreia, Sally Green nos traz um enredo muito mais distópico que fantástico. O livro, que já é um sucesso mundial, possuía grande potencial para ser um dos best seller's mais comentados do ano, mas aos poucos foi se mostrando um livro que poderia ter sido melhor trabalhado em inúmeros quesitos.

Comecei a leitura com bastante expectativa, achando que tinha em mãos um bom livro de fantasia, imaginando uma história tão incrível quanto a de Harry Potter. Quebrei a cara. As cem primeiras páginas do livro são altamente convidativas e deixam o leitor em êxtase, querendo saber o que acontece em seguida. Porém, a medida que avançamos na leitura, percebemos que há um declínio notável na obra e sua qualidade cai consideravelmente. O que no início era instigante, torna-se clichê e altamente repetitivo durante o enredo.

Em muitos livros 'fantásticos' voltado ao público young-adult, os autores acabam focando muito na vida do personagem e esquecem de construir o mundo místico e cheio de bruxarias ao seu redor. Esse foi um dos MAIORES pecados da autora. A luta pessoal do Nathan e sua corrida contra o tempo e adversidades que aconteceram durante o enredo foram tão focadas que todo o resto ficou como um borrão.

A luta do bem contra o mal é marcada de forma explícita na obra. Entretanto, há uma crítica severa a isso. Sally expõe que nem sempre o bem é bom e o mal é ruim. Em inúmeras passagens conseguimos detectar traços de ódio e violência sem motivo provinda dos Bruxos da Luz. Essa violência gratuita, jogada em toda a obra, deixa o enredo um tanto quanto pesado demais. A tentativa que a autora realiza para nos fazer ficar com 'pena' de Nathan falha. O inverso (Bruxo da Sombra bom) também é notável, com o personagem Gabriel.

A escrita da autora é leve e indutiva. Os personagens, de maneira geral, são razoavelmente construídos. Há um número muito maior de personagens secundários que o necessário, mas isso não influencia diretamente na qualidade intelectual da obra.

A edição da Editora Intrínseca está fantástica. A arte da capa é bela e o material usado, de primeira qualidade. Não percebi nenhum erro ortográfico e/ou gramatical durante e leitura, o que nos mostra que a revisão também está excelente.


site: www.decaranasletras.blogspot.com
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Quel 28/02/2016

Um livro surpreendente!
Half Bad é o romance de estréia da autora Selly Green e é o primeiro volume de uma série. .
Não vou mentir que comprei esse livro pela capa, quem nunca? e confesso que acertei em cheio ao jugar um livro pela capa! .

Um livro totalmente diferente de tudo que já li. A história gira em torno de Nathan, um Brux (bruxos ou meio sangue menores de 17 anos), que vive com sua avó e seus meio-irmãos após perder a mãe. Porém Nathan é tratado de forma diferente dos outros bruxos por ser filho de uma bruxa da luz e do bruxo das sombras mais perigoso da Inglaterra, Marcus! Todo brux, seja ele meio sangue ou não, ao completar 17 anos receberá três presentes de seus pais ou responsável, e beberá do seu sangue se tornando assim um Bruxo completo. .

Até completar seus 17 anos, Nathan passa os piores anos de sua vida, é torturado, descriminado, encarcerado e sendo tratado como um lixo. Eu fiquei muito agoniada durante a leitura, pois é muito triste a situação em que o jovem bruxo se encontra. e de uma forma estranha durante a leitura podemos comparar com o preconceito que infelizmente ainda nos rodeiam na vida real. .

Os personagens criados por Selly Green são todos cativantes e com personalidade forte. O personagem principal, Nathan, é um dos que mais gostei, apesar de passar por situações cada vez mais difíceis, ele não se deixa abalar e nem fica lamentando durante o livro, muito pelo contrario, ele consegue sair de cada situação de cabeça erguida. E durante toda essa trajetória é difícil não se apegar ao garoto e ficar curiosa com os acontecimentos até virar a última página.

site: https://colecionandohistoria.wordpress.com/2016/02/28/half-bad-selly-green/
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Renata 20/12/2016

Half Bad - Sally Green

Pela sinopse, pode-se lembrar de “Dezesseis Luas”, da Kami Garcia, mas garanto que é bem diferente. Na verdade, não indico esse livro para pessoas de estômago fraco, pois ele é tão ou mais pesado do que “Jogos Vorazes”. Tenham isso em mente antes de lê-lo; eu, particularmente, prefiro romances fantásticos envolvido de aventura, e esse livro não é nada disso. Mas isso não tira seus méritos nem a escrita espetacular da Sally Green, que motivaram as 5 estrelas (e não minha preferência pessoal).

A escrita de Sally é bem diferente, possível de se notar logo na primeira página. Ela mescla a narração de primeira pessoa com terceira pessoa, causando um efeito interessante e que não é possível de ser feito por amadores, sobre pena de sair um fiasco. Mas em seu livro, funciona muito bem!

“Half Bad” é bem dark, e acho difícil definir um gênero para ele, assim como uma faixa etária. Tendo maturidade, qualquer idade serve; já do gênero, ele é definido de fantasia por ter bruxos no meio, mas sua ideia central passa bem longe disso.

Mas “Half Bad“ não é depressivo, assim como não é um filme (mas vai ser – e como será fácil transformá-lo!). E, no entanto, ao lê-lo você se sente em um mundo sombrio, com personagens sombrios. Você mergulha no pensamento de Nathan e como ele vê o mundo à sua volta, quase como se visse tudo com sombras. Não sei se me fiz explicar mas, se um dia você ler esse livro, talvez entenda o que eu quis dizer ^^'


A autora construiu o livro de uma forma em que é difícil gostar dos Bruxos da Luz. Eles tem um Conselho, que comanda essa sociedade, mas de bons eles não tem nada. Acredito que a intenção da autora foi exatamente essa: mostrar que não existe o “bem” e o “mal”, mas que mesmo os declaradamente bonzinhos na verdade fazem maldades no intuito de manter suas crenças. E isso, leitoras, está na raiz da sociedade humana: basta ver as Cruzadas da Igreja Católica, por exemplo.

Nathan, nosso personagem principal, é um rapaz de dar pena. O coitado meio que só se ferra o livro inteiro, faz algumas escolhas ruins e em alguns momentos perde o controle sobre si mesmo. Mas até isso a autora construiu bem; não sentimos raiva dele por agir estupidamente nem nada do tipo, porque conseguimos compreender bem o personagem ao longo do livro.

E ele é bem construído; começamos com Nathan preso em uma jaula, e não conseguimos parar de ler até descobrir o motivo. Depois, não paramos de ler até saber o que acontece depois. Devo dizer que eu sou uma monstrinha comedora de livros, e não passo pelo que os leitores mortais passam ao levar dias em uma leitura. No máximo, eu dou pausas durante, geralmente pelo livro estar chato. ”Half Bad” eu li sem parar para comer e mal respirei durante a leitura.

Enfim, não sou de encher de elogios leituras que não merecem, muito menos por ser o “livro da vez” nas prateleiras de livrarias. Mas “Half Bad” merece, sim, todos os elogios. E repito minha advertência inicial: pessoas de estômago fraco não irão gostar. Se você é uma pessoa que só curte romances mais superficiais, definitivamente não verá graça nesse livro, porque ele é pesado e mais profundo do que aparenta ser. E, ainda assim, incrivelmente bom!
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