A Vida Secreta das Abelhas

A Vida Secreta das Abelhas Sue Monk Kidd




Resenhas - A Vida Secreta das Abelhas


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Marina 28/12/2010

Este livro é para quem gosta de um bom drama.
Lily é uma amável menina de 14 anos que já teve sua dose de sofrimento para uma vida inteira. Ela vive com seu pai, T. Ray, um homem que não carrega um mínimo de sentimento paternal e a trata pior que um cachorro. Sua mãe morreu quando ela ainda era criança, num acidente envolvendo uma arma, e Lily estava presente, mas sua memória é confusa quanto ao que aconteceu.

Cansada dessa vida de sofrimento, Lily foge com a sua governanta Rosaleen, a única pessoa que pode considerar sua amiga. Rosaleen é negra, e havia sido presa por cuspir nos sapatos de uns homens brancos. O cenário do livro é na época em que os brancos americanos não aceitavam dividir o mesmo espaço que as pessoas negras, e muito menos garantir-lhes os mesmos direitos.

As duas vão parar numa fazenda cujas donas são 3 irmãs negras que cultivam mel para vender. Lily encontra nessas pessoas a família amorosa que nunca teve, amadurece, acompanha de perto as injustiças raciais e ao mesmo tempo procura informações sobre como era sua mãe quando ainda era viva.
Edméia 27/04/2016minha estante
*Bom, vou colocarr este livro na Lista dos Livros que quero Ler !!! Gostei desta resenha ! Ela ajudou-me ! Obrigada, Mahana !!! Um abraço.




*Rô Bernas 03/12/2009

Tocante!!!
Um livro tocante onde os negros não se misturavam aos brancos e mesmo assim, uma garota de 14 anos, enfrenta a tudo e a todos por causa de uma determinação que é saber sobre sua mãe e por amizade a uma negra que cuidou dela e por quem ela nutre muito amor, amizade e respeito. Muitas passagens me emocionaram e fizeram refletir, mas destaco duas:

"(...)Como a cor de uma casa faz diferença num esquela total de vida? Levantando o espirito de uma pessoa, isso sim importa" [esta passagem mostra que a cor que foi pintada ca casa não era uma cor agradável, mas se levantava o espírito de uma pessoa...por que não fazer??? - isso é pensar no outro]

"(...) por mais que tentasse não conseguia entender porque no mundo os pretos haviam se tornado os mais baixos na escala da vida. Bastava olhar para eles para ver como eram especiais, uma verdadeira realeza oculta entre nós..." [nem preciso comentar nada, não é?]

Eu sou o tipo de pessoa que ou leio o livro ou vejo o filme, pois perco o interesse, mas neste caso... quero muito ver o filme, ainda mais que tem Queen Latifah no elenco.

Vale muito a pena ler este livro!!!
psyche 23/06/2010minha estante
Eu vi o filme inicialmente, e quando soube que era baseado num livro fiquei louca para ler. Não sei o quanto o filme é fiel ao texto (e isso é o que mais importa para mim no caso de adaptações para o cinema), mas têm interpretações muito sensíveis, incluindo da moça que interpreta a May (não lembro o nome da atriz). Assista o filme se quiser, mas não ponha grandes expectativas, pois como disse, não sei o quanto é fiel à obra original.




Mi 17/08/2010

Uma história de amizade e auto-conhecimento.
A vida secreta das abelhas conta a história de Lily, uma menina branca de 14 anos, que vive assombradapela culpa de ter matado sua mãe, acidentalmente, aos 4 anos. Cansada de ser maltratada pelo pai, Lily foge de casa e parte em uma jornada rumo ao desconhecido, em uma época marcada pelos conflitos raciais. Nessa incrível jornada ela testemunhará a violência do racismo, viverá o seu primeiro amor e aprenderá a conhecer-se e a perdoar-se. Em uma casa habitada por 3 irmãs negras, Lily conhecerá a verdadeira amizade, a compreensão e encontrará o amor de mãe pelo qual ansiou durante toda a sua vida. Para quem gostou do filme, vale a pena ter o livro, pois a adaptação para o cinema foi bastante fidedgna ao romance.
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Fernanda @condutaliteraria 21/08/2015

Emocionante!
A história se passa nos anos 60 e tem como pano de fundo a luta dos negros americanos contra o racismo e pela conquista dos direitos civis.

Narrada em primeira pessoa por Lily, uma adolescente de 14 anos órfã de mãe, maltratada pelo pai e que encontra em Rosaleen, sua babá negra, a única pessoa que lhe demonstra algum tipo de afeto.

Cansada do descaso de seu pai, Lily resolve fugir e ir em busca de respostas sobre sua mãe e de si mesma. Junto com Rosaleen, irá conhecer as irmãs August, May e June Boatwright, as produtoras do mel da Madona Negra.

Pelos olhos de Lily, somos transportados para um período marcado pelo racismo e pelo machismo. Onde somos levados a refletir sobre a vida, a morte, fé e o ser humano.

“Quem acha que morrer é a pior coisa do mundo não sabe nada sobre a vida.” Pág 16
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Elis 12/08/2010

Uma história triste e bela, que nos mostra que para o amor não há cor.
Enquanto percorria as páginas notei o quanto o preconceito pode machucar as pessoas, e fiquei extramente feliz por não conhece-lo, afinal para mim somos todos unicos e ao mesmo tempo iguais.
Achei a vida das abelhas fascinante, até pensei que gostaria de trabalhar num lugar assim.
A fé retratada no livro não me é diferente de qualquer outra. Sei que tem gente que quando o ler vai dizer que é impossível uma coisa dessas, porém eu acredito no impossível.


A autora sabe nos envolver na história,de uma maneira que você se perde no tempo e esquece que somos apenas leitores.

Recomendo.....Nota 10!!!

Beijokas elis!!!
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Dirce 20/04/2009

Imã
A quem indiquei este livro, eu brinquei dizendo que ele tem imã.
Fiquei magnetizada e li num folego só.
É tocante conhecer a estória de Lily, uma menina solitária, que tem como amiga uma criada negra. Lily conhece a solidariedade,quando é acolhida e se deixa acolher, por 3 irmãs negras, numa epóca e num lugar, em que a segregação racial imperava.
Lindo!!!
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Letícia 29/04/2013

A vida secreta das abelhas - Livro que todos deveriam ter de cabeceira
Sabe aquele livro que todos devem ler antes de morrer? Este deveria entrar na lista, um livro lindo e emocionante!
Tratando de assuntos como preconceito, saudade, abandono, o livro conta com personagens que simplesmente encantam a quem lê, é bem o lance de conquistar mesmo, a gente se apaixona pelas irmãs que aí estão presentes e ajudam a personagem principal na sua busca que toma o tema principal do livro, a busca pela identidade de si e de sua mãe.
No livro, "a solidariedade humana é a abelha rainha que congrega todos os corações a sua volta"...
É simplesmente lindo!
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Manuella 10/01/2015

Depois de ler o encantador A invenção das Asas, queria mais livros de Sue Monk Kidd. A Vida Secreta das Abelhas (Paralela, 256 páginas) veio em boa hora: é uma comovente história de busca, encontros e redenção.

Lily Melissa Owens tem 14 anos e mora com o pai, T. Ray, um homem frio e negligente, que a maltrata e castiga. Órfã de mãe desde os quatro anos, só encontra apoio e carinho em Rosaleen, a babá negra. Vive um eterno conflito pela ausência da mãe, morta após um tiro, que imagina ter partido de suas mãos, acidentalmente. Mas as lembranças são confusas e a dor que carrega é imensa.

"Quem acha que morrer é a pior coisa do mundo não sabe nada sobre a vida."

A trama se passa em 1964, numa pequena cidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, ano da conquista dos direitos civis. Nesse ambiente ainda marcado pela segregação racial, Rosaleen é espancada e injustamente presa após uma briga com homens brancos. Não suportando mais uma perda, Lily resgata a amiga e juntas fogem para a pequena Tiburon, uma cidade vizinha, onde a garota imagina conseguir decifrar o passado de sua mãe. Lá encontram abrigo na casa das irmãs Boatwright: August, June e May, mulheres negras independentes e criadoras de abelhas.

A identificação com aquelas mulheres é total: Lily sente-se em casa, amparada, enquanto August lhe ensina a criar abelhas e extrair o mel. Dessa relação tão próxima nasce um afeto legítimo, profundo, que há muito Lily buscava. Mas ela mentiu para as irmãs sobre a fuga com Rosaleen e, à medida que o tempo passa, sente-se pressionada para revelar seu segredo.

"Será que se eu contasse a May que T. Ray me fazia ajoelhar em grãos de milho, que fazia outras pequenas crueldades, que eu tinha matado minha mãe, ela sentiria tudo que eu tinha sentido? Eu queria saber o que acontecia se duas pessoas sentissem isso. A dor seria dividida pelo meio, seria mais fácil de suportar, da mesma forma que sentir a alegria de alguém parece tornar essa alegria maior?”

Em plena adolescência, os conflitos de Lily são acentuados pelos questionamentos que faz da vida. O maior deles é a necessidade de ser amada. A falta da mãe, a dúvida sobre o motivo de sua morte, a carência que crescera em seu peito na convivência com um pai tão rude e ausente. Ao lado das irmãs, mas especialmente com August, Lily descobre que é preciso perdoar, antes de tudo, a si mesma, para lidar com a dor e do sofrimento tirar lições valiosas. É muito bonito acompanhar o crescimento emocional de nossa protagonista nesse turbilhão de emoções, enquanto sente o coração bater mais forte pelo amigo Zach, garoto negro que sonha ser advogado.

"Olhei para ele, com ternura e tristeza, procurando entender o que nos tornava tão ligados. Seriam os sofrimentos dentro das pessoas que fazem com que se identifiquem, que criam uma espécie de amor entre elas?"

Um dos pontos fortes da leitura é apresentar uma sociedade dividida pelo racismo. E Lily sente na própria pele a crueldade do preconceito ao conviver com June, a irmã Boatwright que a rejeita por ser a única branca numa casa de mulheres negras. Outro destaque do livro é a religiosidade das irmãs, que são devotas de Nossa Senhora das Correntes, e manifestam ardentemente sua fé, transmitindo ensinamentos importantes para Lily. A nova crença preenche o vazio que sentia, trazendo um sentimento de esperança na vida e nas pessoas, uma força que a leva a enfrentar os próprios medos.

Em cada começo de capítulo há uma citação técnica relacionada à vida das abelhas, numa precedente menção ao que vamos ler. A vida das abelhas funciona numa sintonia perfeita, tal qual a convivência entre as três irmãs e as duas novas moradoras.

"Nós não podemos pensar em mudar a cor da nossa pele. É preciso mudar o mundo, é assim que devemos pensar", ele disse."

Os personagens são extremamente humanos, inseridos em momentos históricos importantes. Cada uma das mulheres da trama tem sua força e importância. A escrita madura me levou a crer que é uma Lily adulta quem escreve o livro, mostrando que as dificuldades enfrentadas são agora reminiscências de uma mulher que olha para trás orgulhosa do que a vida lhe ensinou.

"Você tem de encontrar uma mãe dentro de você. Todos nós temos de encontrar. Mesmo quem tem uma mãe precisa encontrar essa parte dentro de si mesmo. (...) Você não precisa pôr a mão no coração de Maria para ter força, consolo e salvação, e todas as outras coisas que precisamos ao longo da vida. Basta pôr a mão bem aqui no seu próprio coração. No seu próprio coração."

É uma leitura densa, não posso deixar de avisar. O texto de Sue Monk Kidd é sensível, aborda temas fortes como o racismo e a opressão, a dor da perda e a sensação de inadequação. Mas é uma história contada de forma delicada, triste em muitos momentos, mas imbuída de beleza e várias reflexões. Delicadeza é a palavra que define a escrita da autora.

Há um filme adaptado do livro, com o mesmo título, estrelado por Dakota Fanning, Queen Latifah, Alicia Keys e Jennifer Hudson.

Resenha publicada no blog As Meninas que Leem Livros:
http://www.asmeninasqueleemlivros.com/2015/01/a-vida-secreta-das-abelhas-sue-monk-kidd.html
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Leitora Viciada 27/10/2014

Após ter me apaixonado por A Invenção das Asas (The Invention of the Wings), publicado no Brasil em 2013 pela Editora Paralela (Companhia das Letras), me interessei pela obra mais famosa da autora. Sue Monk Kidd publicou (em inglês) em 2002 A Vida Secreta das Abelhas (The Secret Life of Bees). Em 2008 foi lançado o filme baseado no romance, com Queen Latifah e Dakota Fanning nos papéis principais. Em 2014 uma nova edição brasileira foi publicada, com a capa seguindo o mesmo padrão de A Invenção das Asas.
Pode soar fútil, mas adorei ter as capas combinando. Ambas possuem material acolchoado, mesmas fontes e silhuetas das personagens em primeiro plano. Embora simples, as imagens se adequam perfeitamente aos conteúdos dos livros, com delicadeza.
Meu primeiro contato foi com o filme, assistido por acaso e sem estar ciente de se tratar da adaptação de um livro. Após alguns anos afirmo que é uma boa versão, fiel à história original. Além disso, funciona por si só, é um filme válido, com excelentes atuações.
Por conhecer a trama, o livro não trouxe surpresas, mas mesmo assim foi uma leitura encantadora e especial. A obra é centrada em personagens femininas fortes e críveis, a mesma característica principal de A Invenção das Asas.
Basicamente os mesmos aspectos são encontrados em ambos os livros, portanto, quem gosta de um certamente também apreciará o outro. A principal diferença é que achei A Vida Secreta das Abelhas uma leitura mais leve que A Invenção das Asas, não pela temática, mas pela própria escrita da autora. Talvez seja o resultado de uma narrativa de uma adolescente. Escolher contar a história em primeira pessoa trouxe frescor e suavidade ao drama presente, pois o ponto de vista jovem da protagonista transforma o sofrimento em esperança.

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada.
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2014/10/a-vida-secreta-das-abelhas-de-sue-monk.html
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Lorena 26/06/2017

Um tesouro!
Encontrei esse livro numa biblioteca pública cheia de "livros velhos". Escondido entre tantos outros, a capa não me encheu os olhos, mas o nome me deixou curiosa, lembrei me que havia um filme de mesmo nome. Se alguém se dá ao trabalho de adaptar um livro para o cinema, algo de bom tem aí.
E a verdade é que não esperava que fosse ser tão bom assim. Apesar de ter virado filme, tenho certeza que o livro não ganhou o reconhecimento que merecia. Pelo menos não por esta parte do mundo. Me surpreende que o livro tenha tão poucos leitores. Pois ele é realmente maravilhoso. A autora escreve com tamanha sensibilidade que atinge profundamente nossas emoções. Em alguns momentos simplesmente não conseguia parar de ler.
Lily, a menina branca, e todas aquelas mulheres, aquelas pretas, que a acolheram com todo aquele amor. Amor que não vê cor, classe ou credo. Amor que preenche todos os buracos que a vida cava em nossos corações ao longo do caminho. Amor que está dentro de nós. Amor que se basta. Amor próprio. Amar a si mesmo para poder amar o mundo.
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Ju 04/11/2015

Parece biografia
Narrado pelo que parece ser uma criança o texto é muito simples e a linguagem bem atual. O estoria que parece autobiografia nos faz pensar em tudo o temos e nao damos valor. Toda a tristeza dessa criança que cresceu sem a mae e se sentindo culpada por isso nos envolve e vamos torcendo para que ela se encontre e seja feliz durante a leitura.
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Mara 06/09/2015

Sensibilidade
A Vida Secreta das Abelhas é um livro leve, de rápida leitura e envolvente, mas tb profundo e de uma sensibilidade incrível. Lily é uma menina de 14 anos negligenciada pelo pai e que vive atormentada pela culpa de ter matado a mãe, embora não lembre muito bem do que aconteceu. Sua vida miserável a leva a fugir junto com Rosaleen, uma mulher negra, empregada de seu pai. Elas partem com destino incerto e acabam encontrando três irmãs que fabricam Mel. Lá, passa a ter a vida e o carinho que não tinha com seu pai, e as mulheres as aceitam sem questionar suas histórias, dando tempo e elas de se descobrirem.
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Só Sobre Livros 24/05/2013

Uma época de turbulência e descobertas
Confira resenha no blog http://sosobrelivros.blogspot.com.br/2012/08/uma-epoca-de-turbulencia-e-descobertas.html
Kelly 25/09/2013minha estante
Eu adorei o filme , nem sabia que tinha livro
vou procurar




naomi 28/04/2009

Surpresa agradável
A primeira vez que ouvi falar de A Vida Secreta das Abelhas foi numa notícia a respeito do filme independente indicado a premiações deste ano como o People’s e o Critic’s Choice. Ou um pouco antes, talvez, porque tento acompanhar a carreira da Dakota Fanning e da Queen Latifah, as duas atrizes principais, mas nem sabia que se tratava da adaptação de um livro.

A inguinorânça que astravanca os pogresso!

Há pouco tempo vi o livro num saldão e o comprei sem muita expectativa - OK, para ser bem honesta, foi para completar o valor mínimo e conseguir o frete grátis mesmo, heh - e no fim foi o que gostei mais do pacote.

A autora Sue Monk Kidd disse que a história de Lily Owens é autobiográfica em parte. A história se passa no início dos anos 60, numa região dos EUA afetada pelo racismo e pela intolerância de raça, de classe e de religião. Lily é uma menina branca de 14 anos, órfã de mãe e maltratada pelo pai, que foge de casa para salvar Rosaleen, a mulher negra que toma conta dela desde que a mãe de Lily morreu num acidente com um revólver. As duas acabam se refugiando na propriedade de três irmãs negras que vivem da apicultura.

August estava sentada no balanço preso por duas correntes no teto. Balançava-se para a frente e para trás, tomando uma laranjada e lendo seu novo livro comprado na livraria ambulante. Virei a cabeça para ler o título. Jane Eyre.
[...]
- O que você está lendo? - perguntei, sabendo que ia só bater um papo inconsequente, mas como eu estava errada.
- É um livro sobre uma menina que perdeu a mãe quando era criança - disse, olhando para mim de uma forma que me deu voltas no estômago, a mesma coisa que eu tinha sentido quando ela contou a história de Beatriz.
- O que acontece com a menina? - perguntei, tentando manter a voz tranquila.
- Eu comecei o livro agora. Mas nesse momento ela está se sentindo perdida e sozinha. [pág. 134]

Vida Secreta… entrou na minha lista de Top Favoritos Foréva por várias razões, a começar pela citação do livro de Charlotte Brontë; pelo fundo político e histórico que a autora incluiu para situar a trama, o que é muito importante neste caso; pelas irmãs Boatwright August, May e June [a mãe delas gostava da primavera e do verão]; e pela jornada de redenção e autoconhecimento de Lily, principalmente.

O elenco é predominatemente feminino e chega a ir pelo caminho do romance, em um momento, mas este não é um livro de mulherzinha e nem de autoajuda: é uma história que não se prende a uma categoria, mas que faz rir, chorar, rever conceitos, torcer por uma personagem, detestar outra, reavaliar esses sentimentos e terminar a leitura determinada a se tornar uma pessoa mehor.

Bom, pelo menos foi assim que funcionou pra mim.

Por coincidência, no dia que comecei a ler A Vida Secreta das Abelhas, li também um post no blog Te Dou Um Dado? - que não tem nada a ver com este livro - em que os autores lá comentam o significado de alguns nomes hebraicos. Confirmei depois em outros sites que Deborah significa “abelha’ ou “uma espécie de abelha”.

“Ora,” direis, “o que tem a ver?”

Deborah é o nome da mãe da Lily Owens.

Parece bobeira, mas um detalhe tão simples deu outro sentido pra história, que já escancarava a parábola da história de Lily com a sociedade abelhífera nas citações de início de capítulo.

A Vida Secreta das Abelhas - à venda no Submarino
Título original: The Secret Life of Bees [EUA/2002]
Autor: Sue Monk Kidd
Editora: Ediouro
Tradução: Maria Ignez Duque Estrada
ISBN: 8500015780
Ano: 2004
Edição: 1
Número de páginas: 304

O filme, com produção de Will Smith e Jada Pinkett-Smith, estreia no Brasil em 29 de maio.

Oh, a tag 90210? É que neste filme a Dakota Fanning protagoniza seu primeiro beijo cenográfico, e seu parceiro é o ator que interpreta o Dixon na série. :)

P.S.: Não sei pra quê a segunda versão da capa…
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DanuzaEosLivros 25/09/2015

Emocionante
Uma história que emociona e nos faz refletir sobre as agruras que tantas pessoas já passaram e ainda passam para ter seus direitos respeitados. No caso em questão, Lily é uma menina que perdeu a mãe de forma trágica e criada pelo pai que, não tem por ela o mínimo de carinho, encontra em Rosaleen sua babá a única pessoa com quem contar.
Rosaleen uma negra que luta nos anos 1960 pelo direito de votar, direito concedido com a assinatura da Lei dos Direitos Civis nos Estados Unidos, onde o preconceito racial era muito arraigado naquela época. O livro conta a história dessas personagens e a luta para sobreviver nesse mundo de preconceitos contra a mulher e contra os negros.
A descoberta de uma forma nova de vida, com amor e amizade. Gostei muito.
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