Estudo Independente

Estudo Independente Joelle Charbonneau




Resenhas - Estudo Independente


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Letícia 16/09/2019

Um pouco decepcionada.
Apesar de ter gostado muito de O Teste, esse livro pra mim foi apenas... chato. Sabe? Teve seus momentos legais, mas como um todo, foi extremamente arrastado e poderia facilmente ter sido menor, com certeza poderiam ter juntado com o terceiro livro e ser apenas um.

Cia, ao invés do que se mostrou no primeiro livro, nesse pareceu depender demais dos outros. Entendo que na situação ela não teria acesso etc, mas... não sei. Confiou demais e acabou quebrando a cara.

Sem falar que a autora fica repetindo a história da guerra, várias e várias vezes... já sabemos tudo o que houve na guerra!
Me irritou profundamente o livro. Decepcionada, já que o primeiro foi tão bom.
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De repente, no último livro 27/08/2019

Resenha do blog "De repente, no último livro"
Estudo Independente é a segunda parte da trilogia O Teste, uma série que me deixou fascinada com sua primeira parte eletrizante, que aliás lembrou bastante o icônica Jogos Vorazes em muitos momentos.

Fazia bastante tempo que queria saber como seguiria a continuação de O Teste. Uma parte de mim sentia certo receio. A primeira parte foi carregada de ação, um ritmo frenético que eu já sabia de antemão que não se manteria na segunda parte. Além disso, ao longo dos meses fui encontrando algumas resenhas decepcionantes sobre essa continuação, o que acabou minando um pouco a vontade de dar sequência imediata à série. No entanto, decidi que essa será uma das trilogias que terminarei nesse próximo ano e apesar das baixas expectativas me lancei na leitura. Ao fim, gostei bastante, inclusive gostei mais do que esperava.

É verdade que Estudo Independente perde um pouco de ritmo. Essa segunda parte é mais monótona já que nos dispõem a mostrar a rotina da protagonista Cia Vale na universidade. As primeiras partes são as extensas apresentações de seus novos colegas e as desconfianças da protagonista que tem que lidar com a descoberta sinistra que fez logo ao fim da primeira parte. O livro vai ganhando fôlego apenas a partir da metade, quando Cia e os colegas começam a se enveredar mais nas tramas ocultas por detrás do sistema perfeito que aparenta ser a organização de Tosu City.

Apesar de ser uma trama mais lenta, Estudo Independente é um livro bem importante, porque ele introduz o leitor aos segredos dentro da sociedade que rege a vida destes personagens. Há todo um novo rol de personagens que são introduzidos e fica difícil saber quem é mocinho ou vilão, uma dúvida que acho que é característica marcante em distopias.

Como disse, é um livro sem muita ação, nada comparado à primeira parte, porém, a trama está repleta de quebra cabeças, momentos intrigantes que deixam o leitor em pura tensão, pois quando parece que algo vai se resolver, surge uma reviravolta que derruba todas as velhas teorias e apresenta um cenário inimaginável em um primeiro momento.

Eu pessoalmente gosto da narrativa da Charbonneau, apesar de sentir que falta carisma em seus personagens (incluindo a Cia), a trama é gostosa de ler, daquelas histórias que a gente vai lendo e quando se dá conta já estamos no finalzinho. Muitos dizem que o gênero distopia se tornou previsível. Acho que até certo ponto as críticas tem fundamento, mas sempre que leio esses livros ainda desfruto bastante com essas sociedades bizarras que os autores tão astutamente conseguem criar e imergir o leitor. A ambientação de Estudo Independente é bem convincente e obscura. Apesar do primeiro livro, O Teste, ser melhor porque tem mais ação, Estudo Independente, a segunda parte, possuí, ao meu ver, uma ambientação melhor trabalhada, e mais crível ao leitor.

O final já deixa bem claro os rumos que a história deve seguir e eu fiquei com vontade de conferir logo a terceira parte.

Apesar de já intuir alguns dos eventos que virão, acredito que Joelle Charbonneau ainda conseguirá inovar e surpreender. Espero em breve poder confirmar se A Formatura terá um desfecho realmente digno à essa trilogia que, até aqui, considero muito boa.

site: www.derepentenoultimolivro.com
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Luana Teles 13/05/2019

Os desafios mortais contiuam
Em “Estudo independente”, segundo volume da Trilogia “O Teste”, seguimos acompanhando a história de Cia, uma jovem de 16 anos que saiu da pequena colônia de cinco lagos e sobreviveu às provas letais do Teste.

Depois de enfrentar provas mortais e se tornar uma das futuras líderes da Comunidade Unidade, Cia está cheia de dúvidas, desconfianças e medos. Ela tem consciência de que passou no Teste, de que entrará para a universidade e isso deveria ser motivo de orgulho, mas algo a intriga: ela tem pouquíssimas lembranças do que viveu depois que chegou em Tosu City, tem sonhos estranhos, flashs de lembranças que confundem sua mente e, para piorar, ouviu sua própria voz (em um dispositivo eletrônico) fazendo revelações quase inacreditáveis, o que faz a jovem relembrar, aos poucos, todas as crueldades as quais os selecionados para o Teste são submetidos.

No que podemos chamar de “primeira parte” deste livro, há uma iniciação para os novos universitários, os veteranos têm um jeito bem particular e perigoso de dar as “boas vindas”. Os acontecimentos da iniciação parecem bastante com as provas do Teste que acompanhamos no primeiro livro, mas não têm o mesmo ritmo empolgante, embora os alunos sejam submetidos a várias provas perigosas, senti que elas não foram tão emocionantes como poderiam ter sido, parecia apenas uma releitura, menos animada, de vários trechos dos testes do livro anterior.

A segunda parte tem um ritmo melhor. Cia consegue um estágio importante, tem várias atividades a fazer, obrigações a cumprir e, nesse meio tempo, passa a investigar e a descobrir mais sobre um “grupo Rebelde” que pretende por fim ao modo de seleção utilizado no Teste. Há uma revolução se estruturando. Cia se sente empolgada e esperançosa com a possibilidade de mudança, mas, ao mesmo tempo, sente medo por saber que a rebelião significará conflitos armados, mortes, pânico e destruição, tudo que aconteceu nos sete estágios da guerra e que devastou a humanidade, repetir os erros não lhe prece a coisa certa a se fazer, mesmo que seja em nome de uma seleção sem crueldades e injustiças.

Novamente há mortes inesperadas ao final das provas. Quando você percebe, já foi… um a menos. Há uma falsa comoção por parte de professores, governo e alunos mais antigos, pouco tempo depois das mortes, sumiços e redirecionamentos, tudo é esquecido, esses ocorridos são considerados partes do processo e no fim das contas as coisas acabam por ficar naquela famosa e omissa frase: “poxa, acontece...” .

Ao caminhar para a reta final da história, temos uma grande traição que deixa Cia sem chão e confirma que seu pai tinha razão desde o início ao dizer para ela não confiar em ninguém. Uma figura central do grupo dos Rebeldes é morta por mãos inesperadas e nesse momento Cia começa a perceber que a Revolução está destinada ao fracasso, que será um banho de sangue muito pior do que ela imaginava. Os líderes do governo souberam manipular toda a situação a favor deles mesmos e da manutenção do Teste. Todos que possuem qualquer relação com a revolução correm perigo.

O livro é bom, mas por ser o segundo volume de uma trilogia cai naquele padrão complicado de ser uma preparação para o desfecho e acaba se perdendo na monotonia em alguns momentos, parece que algumas coisas acontecem só pra preencher folhas e não chegar logo ao final. Ainda assim, gostei da leitura, quero continuar a saga e saber como tudo vai terminar, afinal, Cia agora precisará ser uma líder, mesmo que ela não tenha certeza sobre qual caminho seguir. Precisará fazer escolhas e, como nas provas do Teste, uma escolha errada poderá custar muito caro.
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Débora Teixeira 01/04/2019

Amando essa trilogia até o momento.
Esse segundo livro a história foi mais parada. Demorou mais tempo para que eu pegasse o ritmo de leitura, mas, mesmo assim, foi muito boa. Tem muita explicação que pode incomodar um pouco quem está lendo os três livros seguidos um do outro, mas que são essenciais para quem lê os livros com intervalos grandes entre cada um.

Muitas coisas foram bem previsíveis. Porém, outras, fiquei muito chocada.

Esse quase não tem romance. É muito mais focado na parte política e na mente da Malencia.

Por, imcrivel que pareça, por mais que eu tenha achado esse livro um pouco mais cansativo no começo, eu o li em menos tempo que o primeiro. Li mais de 230 páginas em um único dia, e quase não parei de le-lo até terminar. Só parei por realmente precisava dormir. Cheio de reflexões sobre as pessoas, sobre confiança e sobre como as pessoas se comportam quando estão no poder.
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Andréia 11/07/2018

Resenha Estudo Independente - www.starbooks.com.br
Cia passou no Teste, mas teve suas memórias apagadas, assim como seus colegas. Ela ainda precisa lidar com o que encontrou no gravador revelando a realidade vivida durante O Teste (vol. 1 da série), e sua vida na Universidade está prestes a começar e há novas perspectivas que a deixam sem saber ao certo qual deverá ser o próximo passo a ser dado. Mas de uma coisa ela tem certeza: falhar não é uma opção.

Cia ainda tem mais algumas provas a realizar antes de saber qual será sua área de estudo, ex. medicina, engenharia, entre outros. E a cada prova mais e mais alunos são redirecionados e o verdadeiro significado disso mostra o quanto a permanência de cada um dos jovens é frágil e incerta. Após essa fase ainda há os estágios e não é surpresa quando descobrimos que não existem vagas para todos e que aqueles que falham... bem, é um mistério o que acontece.

‘‘Se eu não tivesse visto Obidiah depois do Redirecionamento, senão tivesse ouvido minhas próprias lembranças do Teste, eu me sentiria segura com suas palavras; acreditaria no ar de preocupação materna no rosto da professora Holt. No entanto, eu tinha visto e as palavras no gravador estão impressas na minha memória. Não importa qual a carga do curso, não vou reclamar. Mais ainda, não vou fracassar.’’

Estudo Independente é uma distopia e há um governo a ser derrubado. Mas nesse caso não se trata necessariamente do governo em si, mas sim da área que é responsável pela educação da nação, que toma decisões independentemente de quem está na presidência e como no livro anterior, há um grupo de rebeldes que querem derrubar o responsável pelo Teste para que mudanças efetivas sejam implantadas e nesse livro descobrimos um pouco sobre como O Teste funciona e quem está por trás dele.

O plot mesmo não sendo algo surpreendentemente único é instigante e foi o que me fez virar as páginas, já que estava curiosa para saber o desfecho da obra e o que mais a Universidade aprontaria com os alunos e quais situações de vida ou morte eles teriam que lidar.

‘‘O fato de a gente pensar que uma coisa é verdadeira não faz com que ela seja. A percepção é quase tão importante quanto a realidade.’’

Cia é uma protagonista-prodígio-perfeitinha-demais, ela sempre tinha a resposta para tudo. TUDO ou ela sabia através do seu estudo ou o pai já tinha feito, ou o irmão já tinha vivido... enfim, em nenhum momento há uma incógnita que ela precisa de fato descobrir como ultrapassar, ela tem a resposta de tudo de forma muito fácil, tudo o que ela usa para se safar ou resolver uma situação, ela sabe que dará certo pois já foi previamente vivenciado, em nenhum momento ela simplesmente tenta. Ah e com certeza não há fracassos com essa personagem, de nenhum tipo! (Cadê o realismo?) Ou melhor, até há fracassos, mas quando há a Cia sabe que esse é o resultado esperado por aqueles que o aplicaram. (Louco não?).

Os personagens secundários têm tanto a mostrar, gostaria de conhecer mais sobre alguns deles, suas verdades, o que vivenciaram e no que acreditam; mas infelizmente, eles ficaram bem apagados e até o personagem Tomas, que é o par romântico da Cia, se é que posso considerar o que eles têm como um romance, pois as cenas entre eles são parcas, tem um papel fraco na narrativa. Sem falar que, estou me questionando o motivo de autora ter feito a Cia confiar somente nos homens, todas as mulheres/garotas apresentadas ao longo da narrativa, mesmo que a Cia fale algo positivo, em seguida vem algum comentário mental pejorativo sobre a personagem, dizendo que seus olhos estavam sempre a espreita como se fosse atacar, ou sobre a forma do seu sorriso, enfim, dá a entender logo de cara que elas são falsas, só que Cia nem as conhece! E o oposto acontece com personagens masculinos, os quais a Cia não tem tanta dificuldade em confiar, pelo contrário, para alguns ela já sai revelando segredos importantíssimos sem nem pestanejar.

A forma como a Universidade funciona, como os alunos brilhantes são separados dos não tão brilhantes... não me convenceu. Não posso soltar spoilers, mas simplesmente não vejo lógica nisso! Enfim, vou ler o terceiro livro que finalizará essa trilogia, mas mesmo tendo um enredo plausível, a protagonista ferrou com a estória nesse segundo volume.

site: http://www.starbooks.com.br
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Caroline.Weber 10/07/2018

Depois de sobreviver ao Teste, os alunos sobreviventes realizam um prova de conhecimentos gerais, estilo vestibular, para saber para qual ?curso? eles irão: Engenharia, Biologia/Medicina, Governo, etc., e ao final da prova cada aluno deve escrever uma dissertação convencendo os professores e o Dr. Barnes (cientista que conduz todo o Teste e estadia dos estudantes na universidade) que serão a escolha certa para esse curso. A escolha de Cia é Engenharia, então ela tem uma enorme surpresa ao descobrir que foi escolhida para outro curso/estágio.

E a matança não chegou ao fim: alguns alunos não conseguem sobreviver o primeiro teste da universidade e os que não se adaptarem à vida universitária e aos seus respectivos estágios, serão redirecionados? os famosos alunos dos quais as pessoas nunca mais ouvem falar e acabam acreditando, pela falta de uma comunicação eficiente, que eles estão em alguma colônia distante, trabalhando em projetos menores. Doce ilusão.
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Matt 28/09/2017

Resenha: Estudo Independente
O segundo livro repete os meus erros do primeiro, de forma que a resenha também poderia repedir de maneira quase idêntica.

Falta profundidade. O enredo tem potencial que não é trabalhado das 318 dos livros. Coincidentemente, os três livros tem 318 páginas.

A reviravolta ao final do livro se mostra um grande ponto positivo, mas infelizmente, logo a empolgação que ela conseguiu causar é neutralizada pela forma de como a protagonista reage a ela.

Mesmo com todos os seus defeitos, ainda espero algum potencial no terceiro livro.
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Jully 17/07/2017

Após aprovação no Teste, Cia tem tudo o que sempre quis, um lugar na universidade, um amor perfeito e um futuro como líder de sua nação. O que ela não tem é paz, pois apesar dos esforços para apagar sua memória ela lembra de tudo o que aconteceu no teste e as implicações de tudo o que viu. Agora ela tenta de todas as maneiras lutar contra o teste.

Texto completo no blog

site: http://comentandolivroslidos.blogspot.com.br/2017/07/trilogia-o-teste.html
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Luiza Helena (@balaiodebabados) 28/06/2017

Originalmente postada em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/
Em Estudo Independente, vemos como Cia está lidando com tudo o que aconteceu depois d’O Teste. Ela, Tomas e alguns de seus amigos estão no lugar onde muitos queriam estar: a Universidade. Agora ela não tem mais nada do que se preocupar a não ser os estudos, certo? ERRADO!

Quem pulou a fila da sorte e por que foi a Cia? Gente, a bichinha não tem um minuto de paz sequer. Além de toda pressão dos estudos, ela não perdeu a memória completamente e tudo isso a assombra. Mas se você pensa que ela deixa isso abater, está muito enganado.

Desde o livro passado, o que mais gostei da Cia foi sua inteligência, perspicácia e raciocínio rápido. Como falei, de trouxa ela tem só a cara e isso pode até ser um ponto positivo pra ela. Aqui, vemos como tudo o que ela passou n’O Teste mudou alguns de seus conceitos para com a Comunidade Unida. A Cia que foi recrutada para O Teste já não existe mais.

Por conta desse amadurecimento forçado, Cia se tornou uma pessoa mais segura de si, confiante e destemida na medida certa. Ela ainda quer sim ajudar na recuperação de seu país, mas sabe que não pode confiar em todo mundo.

Outro ponto que fez Cia se tornar uma das minhas mocinhas favoritas de distopia é que ela não deixa seu relacionamento com Tomas tirar o foco principal da situação. Aqui, esse relacionamento um tanto frágil fica mais balançado do que nunca, já que Tomas escondeu algo muito importante para ela. Mas, ao invés de ficar se choramingando pelos cantos (OK que ela pode e sofre um cadinho), Cia sabe e faz com que isso não a distraia do seu foco na universidade.

Esse livro tem menos ação que o outro, porém isso não é um ponto negativo. Ao longo da narração, vamos descobrindo um pouco mais sobre os governantes e todo o sistema político da Comunidade Unida, algo que ficou muito por alto no livro anterior. Fora isso, temos inserções de conspirações para golpes (Braseeel mandou lembranças #ForaTemer) e uma possível ameaça rebelde querendo acabar com esse primo rico e malvado do ENEM.

Temos a inserção de novos personagens bem interessantes e que, de alguma forma, estão interessados na Cia, como a presidente Annelline Collinda e a diretora Holt. Também temos a volta dos que não foram e que tiveram um maior destaque nessa história, como o doutor Barnes (que eu imagino como o Aidan Gillen).

Com uma narrativa que te prende do começo ao fim, Estudo Independente construiu um ótimo ambiente para o arremate final da história em A Formatura.

Leia mais resenhas em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/

site: https://balaiodebabados.blogspot.com.br/2017/06/resenha-182-estudo-independente.html
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Reinaldo (Estante X - @reeiih) 30/01/2017

O Teste não terminou. Você está preparado para encarar seus inimigos?
Cia está na Universidade e junto com Tomas, destaca-se como uma das alunas mais promissoras. Ela conseguiu sobreviver a primeira parte do Teste e agora está apta a se tornar uma líder de sua comunidade. Ao contrário dos demais alunos, Cia não perdeu sua memória por completo e isso lhe atormenta todos os dias. Ela escuta a gravação que fez no comunicador do seu irmão momentos após concluir o Teste e tenta não acreditar nas palavras que ouve. Mas não pode contar a ninguém. Precisa sofrer sozinha.

Após presenciar um acontecimento com um colega de sua classe, ela descobre que ao realocar acadêmicos, na verdade, eles são eliminados. Isso a deixa chocada e com muito medo, então decide fugir da universidade com Tomas, mas sabe que ao fazer isso poderá condenar a vida de toda a sua família também. Sem saber o que fazer, ela é abordada por um oficial de Tosu City que anteriormente se mostrou ser seu único amigo ali dentro.

“Por mais que sempre quisesse acreditar no meu pai, quando ele dizia que sou capaz de fazer qualquer coisa, sei que não sou. Não posso deliberadamente fazer uma escolha que poderia acabar com a minha vida. Não sou líder. Sou covarde.”

O oficial então se revela um espião do movimento rebelde que aguardava o momento certo para recrutar a jovem Cia, já que ela é extremamente inteligente e se mostraria uma ótima aliada na revolução. Cia não quer confiar nas palavras daquele homem, mas decide lhe ajudar por hora. Com isso, após algumas semanas ela começa a se encontrar com pessoas que supostamente também são parte integrante dos rebeldes.

Porém, algo inesperado vai acontecer e mudar todos os seus planos. Agora, Cia tem a prova que precisava para desmascarar o Teste e tentará usar isso ao seu favor e iniciar a rebelião. Buscando apoio dos rebeldes infiltrados, eles combinam o dia específico para dar início a batalha de vida ou morte que estão prestes a enfrentar. Só não imaginavam que para isso, teriam de enfrentar um inimigo próximo ao Teste e, pior de tudo, que até agora escondia o seu verdadeiro propósito.

MINHA OPINIÃO

Depois de ler o primeiro livro, eu fique bastante ansioso para saber como Cia iria fazer para seguir com o seu plano de derrubar o teste e os organizadores dele. A história do segundo livro é mais densa e com um pouco menos de ação, mas focada nos passos que a protagonista toma em relação ao Teste, e também sobre o fato de não lembrar de praticamente nada dele, pelo menos não de início.

“Preciso conservar ar, mas minha respiração fica apressada e desconfortável. Saber que minha vida está nas mãos de alguém que no passado tentou me matar me enche de terror.”

O segundo livro conduz a personagem pelo segundo nível do Teste: a Universidade. Nessa etapa, a personagem não terá que correr de animais mutantes ou de pessoas tentando matá-la o tempo todo, mas também não estará a salva de emboscadas criadas pelos veteranos. Na faculdade, além de ela ter que direcionar os seus estudos sobre as áreas governamentais, ela precisará aprender a confiar em seus novos colegas – e a desconfiar de outros – se quiser continuar viva em sua missão.

A Malencia Vale dessa vez é mais segura de si e ao mesmo tempo mais destemida. Muito de sua inocência do primeiro livro desaparece nesse. E claro que isso condiz com tudo o que a personagem já passou. Após ficar cara a cara com a morte, não seria de se espantar que ela desejasse com todas as forças a vingança e o fim de seus opressores. Além disso, a evolução emocional e da personagem dá um grande salto e não temos uma Cia morrendo de amores por seu amigo de infância, Tomas. E o interessante, também, é que ela usará qualquer palavra, pensamento ou ação contra seus colegas, se assim julgar necessário.

“A professora Holt falou sobre a importância da confiança. No entanto, à minha frente está a evidência do contrário.”

Por essa mudança na personalidade da personagem, que se torna mais “fechada” e com pensamento e ações mais complexas, a narrativa acaba ficando mais pesada e muitas vezes cansativa, já que é constante as explicações que a autora precisa fazer para não deixar lacunas na narrativa. Além disso, esse livro também preenche alguns deslizes do anterior, dando mais informações sobre o passado da sociedade e praticamente abolindo o romance da história. A presença de Tomas é quase zero, sendo que a justificativa que a autora criou é a de que ele vai estudar em outro bloco da universidade, deixando Cia completamente sozinha na sua jornada.

“Apesar dos pesadelos que têm me atormentado, tentei evitar a lembrança do tempo que passei trancada dentro de uma caixa de aço ou da vingança que queria exigir quando fui solta. A única coisa que a vingança traz é mais destruição. Mais morte.”

Há dois momentos de tensão grande na narrativa, que é quando ela precisa novamente confiar em pessoas desconhecidas para passar no teste criado pelos veteranos e também no momento em que o grupo rebelde começa a ser apresentado. No primeiro caso, alguns conflitos pessoais vão surgir, e não é de se espantar de ela criar novas inimizades. Afinal, ela quer pensar da melhor forma possível antes de agir, enquanto alguns querem agir antes de pensar. Já o segundo momento de tensão começa a surgir após Cia descobrir as intenções que estão por trás da organização do grupo rebelde.

Ainda que o livro tenha uma estrutura distópica clichê (problema – rebelião – solução), o foco nos rebeldes quase fica em segundo plano, sendo que função disso é preparar o terreno para o próximo livro. Por esse motivo, a história ficou exaustiva em vários momentos. Se o livro tivesse ido mais direto ao ponto, a narrativa teria ficado mais fluida e atrativa. Claro que o final surpreende pois nesse momento a autora quebra o raciocínio do leitor, que até aquele ponto praticamente já sabe quem são os vilões e quem são os mocinhos. Logo no final, a entrada de dois personagens já apresentados no primeiro livro farão com que o leitor se pergunte: afinal, quem é quem na história toda? Essa pergunta, entretanto, somente o terceiro livro poderá nos contar.

“A professora Holt falou sobre a importância da confiança. No entanto, à minha frente está a evidência do contrário.”

É válido dizer que para quem gosta de distopias e, principalmente, já leu e gostou do primeiro livro, não irá se decepcionar com este segundo. Mesmo com um ritmo mais lento, Estudo Independente é cheio de críticas sociais e ideológicas, e o tempo todo o leitor precisa manter a mente aberta para compreender e julgar as ações das personagens.

Quer ver essa resenha e outras? Acompanhe o blog Resenhando Sonhos :D

site: http://resenhandosonhos.com/estudo-independente-joelle-charboneau
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Nat 19/07/2016

Cia agora está na faculdade. Sobrevivente do Teste, ela começa a estudar na universidade junto com Tomas, Will e todos os outros que, sem memória do que aconteceu e do que fizeram durante o Teste, começam os exames para saber em que carreira irão trabalhar no futuro. O problema é que Cia não esqueceu de nada, ela conseguiu gravar um relato dos acontecimentos e mais tarde acaba lembrando. Sem querer acreditar, mas tendo que permanecer em Tosu City, a moça começa a prestar mais atenção aos professores e a situação política ao seu redor. Durante as seleções dos alunos, ela começa a entender o mecanismo do Teste e se horroriza ao perceber que os que falham nessa nova etapa de provas também não voltam. Para deixá-la mais assustada, um rebelde a convida a fazer parte do grupo que quer acabar com o Teste de uma vez por todas. Ao ser selecionada para estagiar com a Presidente, Cia começa a entender mais sobre a verdadeira posição dos rebeldes, e uma forte perda leva a moça a se posicionar de forma decisiva contra o Teste.

Mais uma continuação de tirar o fôlego. A narrativa é contagiante, não diminuiu o ritmo em nenhum momento, o que é bom, porque se não o livro se tornaria uma chata repetição de lágrimas, choros engolidos e vontades reprimidas de vomitar de Cia. Isso foi o que mais achei chato nesse livro; por outro lado, a história te prende, a descrição da situação política – que é constantemente analisada – mantém o leitor pregado no livro. Tem muita ação, muita reviravolta, uma morte inesperada (e isso que é legal, porque apesar de Joelle, nesse segundo livro, seguir o mesmo parâmetro de outras escritoras de distopia como Marie Lu e Suzanne Collins – tem uma morte que ninguém espera, aquele personagem sacana é só uma vítima que acaba lidando com a perda da pior maneira, o aliado não é aliado coisa nenhuma, etc – a autora consegue surpreender a cada capítulo). Completamente indicado.

site: http://ofantasticomundodaleitura.blogspot.com.br/2016/07/estudo-independente-joelle-charbonneau.html
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Vanessa Sueroz 30/06/2016

Neste segundo livro a autora de preocupa em nos explicar um pouco sobre o primeiro livro, então para quem ler os dois em seguida esta parte vai ficar um pouco maçante. Este livro começa alguns meses após o primeiro, já sendo uma das calouras da universidade.

“A desconfiança e a raiva levaram governos a gritar palavras furiosas. Palavras furiosas fazem com que bombas sejam jogadas. Um mundo destruído.”
Cia ainda esta na dúvida sobre tudo, principalmente por que suas memórias se foram, mas ela resgatou algo com o gravador. Ela tenta descobrir se mais alguém se lembra de algo. As coisas pioram quando ela se vê em meio a mais testes. Assim que entra na faculdade os testes reiniciam, afinal, algumas pessoas de classe alta não haviam passado por nenhum teste, então ela e os outros passam por mais alguma provas.

Ela descobre que eles têm poucas vagas para cada área, ou seja, você tem mesmo que vencer seus colegas de classe serão será descartado.

Resenha completa:

site: http://blog.vanessasueroz.com.br/estudo-independente/
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