A Escola do Bem e do Mal

A Escola do Bem e do Mal Soman Chainani




Resenhas - A Escola do Bem e do Mal


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Psychobooks 21/07/2014

- Releitura de conto de fadas, gentes!

Recebi o livro "A escola do bem e do mal" em uma prova antecipada para leitura! Estava superanimada com o enredo, pois a premissa prometia! Vou contar para vocês.

O livro conta a história de duas amigas, Agatha e Sophie. As duas vivem em uma vila no meio de uma floresta chamada Gavaldon. A cada 4 anos, 2 crianças acima de 12 anos some da vila. Ninguém sabe quem as leva, mas todos sabem para onde elas vão parar: em contos de fadas!
Com inúmeras pistas coletadas durante os anos e os recorrentes sequestros, os habitantes do povoado sabem que há uma "Escola do Bem e do Mal", onde crianças são treinadas para virarem ou vilãos ou mocinhos. Esse ano as duas mais cotadas para o sequestro são Sophie, uma linda garota, superfútil e preocupada com a aparência e Agatha, uma garota que vive no cemitério e é feia e não dada a amizades.

As duas têm uma amizade incomum e quando são levadas para a escola, são surpreendidas pelo curso escolhido para cada uma delas.

Aí está o enredo, gente e sério: é de chorar ajoelhada de amor! O potencial da criação do ator e as possibilidades de inserção nesse novo mundo eram infinitas!

Mas bora para:

- Narrativa e desenrolar da história

A narrativa é em primeira pessoa, pelas visões de Sophie e Agatha. Desde o início já é possível perceber quais são as intenções do autor e no que ele pensou para os cursos na Escola do bem e do mal, mas mesmo assim ele é criativo ao nos surpreender.
O livro é dividido em antes e depois do "sequestro" e como cada uma das meninas enfrenta essa nova realidade. Como ficam separadas a maior parte do tempo, o autor escolheu mostrar o dia a dia de cada uma e construir a personalidade delas em separado. Uma é mais focada em si, a outra se preocupa apenas com o bem da amiga.
O legal da história é a metalinguagem. Um livro onde um livro é escrito. Personagens que se tornam personagens. É muito legal acompanhar essa história dentro da história e onde uma leva a outra.

- Mas nem tudo são rosas no reino da Escola do Bem e do Mal...

Tive sérios problemas com a fluência da história e apesar de gostar do enredo, me vi em inúmeros momentos entediada com a escrita de Soman. Foi comum perceber os personagens perdidos, correndo na história sem muito objetivo, tendo conversas que não acrescentavam nada à história ou vendo cenas com um desenrolar que fazia o personagem chegar a uma conclusão já percebida anteriormente.

Essa necessidade absurda de Soman de reforçar por meio de duas ou três cenas o que o leitor já havia concluído com o uso apenas de uma, foi bem cansativo.

O livro tem apenas 350 páginas, mas por conta da escrita truncada a leitura se estende a perder de vista. Achei também as cenas de ação um pouco confusas; tive que retomar a leitura em algumas delas para entender aonde o autor estava me levando.

- Personagens

A construção das protagonistas é boa, mas os personagens coadjuvantes deixam a desejar, não ajudando muito o plano de fundo do enredo.
Agatha e Sophie são bem-construídas e apelativas para o leitor, mas a transferência para nelas. A forma como o autor construiu certos personagnes me fez duvidar das regras de seu próprio mundo - onde o bem e o mal são superbem-delimitados.

- Vale a pena, Alba

Apesar dos pontos apontados, a leitura é boa. O grande problema para mim foi ler um livro que sabia ter potencial para ser um 5 estrelas. Em muitos momentos tive vontade de chamar Soman de canto e convencê-lo a reescrever sua história tirando, no mínimo, 100 páginas. Me pareceu que não houve uma linha de criação e segmento congruente na narrativa. O autor apenas escreveu dando voz à sua imaginação do momento o que, por vezes, não era a escolha mais assertiva.


'"Só uma voltinha". Agatha passoou por ela com um passo arrastado. "Mas se você disser algo arrogante ou fútil, eu vou mandar o Reaper segui-la até em casa."
Sophie saiu correndo atrás dela. "Mas assim eu não vou poder falar nada!"'
Página 15


Mands 19/02/2020

Proposta interessante
" Uma escola que treina vilões e mocinhos para viver suas próprias histórias "

Aqui temos uma proposta interessante , porém , não foi bem estruturada .

Um ponto bem negativo são alguns dos personagens . Temos muitos exemplos , só que citarei só um caso :

Sophie , é uma garota que não aceita que foi mandada para a escola do mal e fica fazendo pirraça e se iludindo o TEMPO TODO!!! . Se diz do bem , mas é uma personagem : chata , egoísta , arrogante , não pensa muito nós outros e se acha superior a todos ( pelo menos ao meu ver ).

Podia fazer uma resenha só falando de como todos os homens são machistas nesse livros e as meninas ( do bem ) são fúteis e superficiais.

Porém , o autor consegue explicar a origem dos contos de fadas e de como tudo acontece dentro e fora da escola , fora a origem de alguns personagens que é interessante .

O segundo problema seria o final que é bastante corrido e sem muito sentindo . Tem cenas e cenas ao decorrer do livro que eu só serve para encher linguiça , que poderia ter desenvolvido melhor para chegar no final .

Em geral , o livro tem vários pontos positivos . Mas infelizmente são ofuscados pelos negativos , e espero que o autor trabalhe com isso melhor no próximo livro.
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Amanda 02/10/2015

Sabe quando você vê um livro com uma ideia que parece muito boa, mas ai se decepciona vendo que o escritor não conseguiu ser tão bom quanto a ideia? Esse livro é um belo exemplo disso.
Ok. Temos duas garotas, uma boa, porém estranha, uma fútil e vazia, porém com todas caracteristicas de uma princesa. (E eu quero deixar claro aqui que essa é a ideia básica do musical Wicket, com uma bruxa boa que parece má e é verde, e uma bruxa ruim que é linda - assim como no livro, as duas são amigas e mesmo que sejam diferentes, no fim se ajudam).
O livro todo eu fiquei pensando em Wicket, e tenho certeza que o autor tirou bastante inspiração dessa história.

Enfim. Essas duas garotas moram em uma vila onde, de tempos em tempos, duas crianças somem e são levadas para uma escola. Nessa escola, eles aprenderão a ser heróis ou vilões - ou pior, princesas ou bruxas.
As duas acabam sendo sequestradas e levadas para a escola. Mas, claro, a que é loira e linda e quer ser uma princesa acaba indo pra escola do Mal e a que é a esquisita acaba indo pra escola do Bem. Típico.

E então o livro transcorre com cenas que são descritas de uma maneira super confusa, situações bobas, uma perda de tempo em diálogos e pensamentos dos personagens que os leitores já sabem que não vão funcionar ou que não serão daquela maneira - enfim.
A leitura fica cansativa porque o autor fica insistindo em fazer você, leitor, "se confundir" ou pensar de um jeito, quando o que vai acontecer é de outro. Mas é tudo tão obvio que isso fica apenas cansativo, atrasando a leitura.
Outra coisa é que o autor, o Soman, é produtor de vídeos. Ou seja, as cenas que ele quer descrever são bem visuais, mas acabam não funcionando no papel. Várias vezes eu via uma cena que ficaria perfeita em um filme, mas que perdia a surpresa no papel.

Apesar disso, me peguei ansiosa pra saber o que podia acontecer, o que viria a seguir.
Por isso, no fim das contas, é um livro legal, que dá pra distrair.
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Taty Assis 16/09/2014

Na Floresta Primitiva
Há duas torres erguidas
Na Escola do Bem e do Mal,
A Pureza e a Malícia.
Quem nelas ingressar
Não tem como escapar
Se um Conto de Fadas
Não vivenciar.




Quando recebi a carta da Editora Gutenberg me informando que eu tinha sido aceita na Escola do Mal, eu fiquei em êxtase, me senti o Harry Potter recebendo as cartas de Hogwarts rsrs Fiquei encantada pela premissa do livro, sem contar que a capa é a coisa mais linda de meu Deus, e com isso eu fiz minha matrícula, e por isso hoje eu vos falo sobre esse livro, encantadoramente perigoso, cheio de surpresas, e totalmente inovador.


O livro conta a história de duas amigas improváveis, Sophie e Agatha. As duas vivem em um vilarejo, em meio a uma floresta, chamado Gavaldon. Todos (menos Sophie) na vila temem a Escola do Bem e do Mal, pois a cada quatro anos, duas crianças acima de 12 anos são levadas para o interior da floresta, e nunca mais voltam. A única certeza que eles tem, é que essas crianças vão parar em um contos de fadas.

Enquanto Sophie é uma garota toda delicada, preocupada com a aparência e que sonha em se tornar uma princesa, Agatha é uma menina que só usa preto, não tem um pingo de vaidade e odeia contos de fadas. Sophie acredita veementemente na Escola do Bem e do Mal, e fará de tudo para conseguir ser levada pelo "diretor" da escola, já Agatha não acredita na existência dessa escola, e fará de tudo para impedir que sua amiga seja levada.
Mas, o que nenhuma das duas esperava era que elas seriam levadas para a tal escola, e que o curso escolhido para cada uma delas arremeteria total surpresa para ambas.


"Somente quando destruírem o que acham que são é que poderão abraçar quem verdadeiramente são!"

O livro é inovador, pode parecer clichê por se tratar de uma releitura de conto de fadas, ma não é! O autor foi inteligente ao escrever esse livro, uma pena que toda essa inovação em muitas partes se tornou algo muito descritivo, em outras partes um tanto apressadas, mas a história em si é muito, muito boa! Soman, soube trazer a essência dos contos de fadas, com uma perspectiva um pouquinho diferente do que estamos acostumadas... Claro que todos os elementos necessários para um conto de fadas estão presentes na história, temos princesas, príncipes, bruxas, amor, inveja, vinganças, lutas, duelos, maldades, surpresas, enfim tudo o que esperamos encontrar em um conto de fadas. Mas, o autor levantou a seguinte questão: O que os contos de fadas tem em comum? Acreditem, não é o amor, e quando soube o que era, conclui que nunca tinha pensado daquela forma, e outra coisa que conclui, as aparências quase sempre nos enganam.

As protagonista foram bem construídas, gostei logo de cara da Agatha, ela é daquelas que sempre quer o bem dos outros, enquanto Sophie apenas pensa no seu felizes para sempre. A ideia de ter uma escola do Bem e do Mal foi algo genial, é sempre bom saber o que se passa em cada lado da história.

"Bom, na Escola do Bem, eles ensinam meninos e meninas como eu a se tornar heróis e princesas, a governar seus reinos de forma justa e a encontrar o felizes para sempre", disse Sophie. "Na Escola do Mal, eles ensinam como tornarem-se bruxas malvadas e trolls corcundas, e como lançar maldições e pragas."

O livro é narrado em terceira pessoa, o que faz com que tenhamos uma visão mais ampla do que acontece com cada personagem.
O final foi o que mais me incomodou, aconteceu tudo muito rápido, sem muitas explicações, mas acredito que minhas dúvidas serão todas saciadas no próximo volume da trilogia. Enfim, para aqueles que como eu amam releituras de contos de fadas, o livro está super recomendado. Tenho certeza que vão amar o livro, além de ter uma boa história, a edição está a coisa mais linda, em cada capítulo uma ilustração, achei tudo lindo.


"1. O Mal ataca. O Bem defende.
2. O Mal pune. O Bem perdoa.
3. O Mal machuca. O Bem ajuda.
4. O Mal toma. O Bem dá.
5. O Mal odeia. O Bem ama."


site: http://aculpaedosleitores.blogspot.com.br/2014/09/resenha-escola-do-bem-e-do-mal.html
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Juliana 03/07/2015

Rótulos
O que aprendi com esse livro? que nem tudo que reluz é ouro.
Sophie sempre quis para escola para formação de princesas, faz tudo para ir. Agatha tem uma mãe que fez a mala pois ela tem todas as características para ser uma bruxa. E o que acontece o inverso e através da narrativa percebemos que o coração das personagens é que define (isso no caso delas que são pessoas). No decorrer da história é nos mostrado o amadurecimento das personagens e que todos nós dependendo do momentos somos bruxos ou heróis.!
Recomendo leitura!


Meewy Wu 10/11/2015

Com um quê de Ever After High
Até onde você é bom? Até onde é mal? O que real, e o que é obra das circunstâncias? E se tiver alguém interferindo na sua história? Se tudo fosse diferente, que rumo as coisa iriam tomar? Essas são apenas alguma perguntas que me sufocaram durante a incomparável leitura de Escola do Bem e do Mal.
Agatha e Sophie são uma dupla improvável. Sophie sonha em ser levada para a escola do bem e encontrar seu príncipe. Agatha desfaz do fato da escola sequer existir. Mas quando no meio da noite, as duas são levadas, o inesperado acontece. Uma princesa entre as bruxas, uma bruxa entre as princesas. E a história tem seu início.
Confesso que, por todo o livro, esperei pateticamente que Tedros (o galã da história) ficasse por fim com Sophie, enquanto ele convergia cada vez mais e mais para Agatha.
Soman Chainani Nos apresenta personagens complexos nesta obra.
A aparentemente doce Sophie, que na verdade é egoísta e luta com todas as forças por aquilo que quer. Na minha opinião, Sophie foi a que mais sofreu com as circunstâncias. Ela foi, de todas as formas possíveis, induzida a ser má. Agatha, por outro lado, ficou bonita e puf... Era boa!
Apesar de tudo, achei Agatha egoísta. Não sei explicar,acho que foram pequenos detalhes que me deram essa opinião.
Também não tenho muito o que falar do fim, na verdade eu esperava algo como: Tudo voltava ao início e as garotas iam para as escolas certas. Mas não... Chainani nos oferece não um final, mas um gostinho de quero mais indispensável.
Afinal, se o fim é apenas o começo, está na hora de conhecer como é Um Mundo sem Príncipes


Vctr 16/02/2020

Melhor do que esperava
No início confesso que achei que nao seria muito bom e cheguei a parar de ler o livro por não gostar da narrativa. Porém quando voltei acabei de pegando imersa na história das protagonistas e em qual seria o próximo acontecimento que iria acontecer no livro.
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Sophia 13/08/2014

A Escola do Bem e do Mal por Soman Chainani
*Resenha originalmente postada no blog https://lepaperwings.wordpress.com*

A Escola do Bem e do Mal é o livro de estréia do autor Soman Chainami. A história se passa em um povoado chamado Gavaldon, onde a cada quatro anos, na décima primeira noite do décimo primeiro mês, dois adolescentes somem misteriosamente. Como esses eventos ocorrem a mais de 200 anos e toda a população deste povoado tem medo dos mesmos, os pais trancam e protegem seus filhos dentro de casa sempre nas noites anteriores a este evento. Mas isso tudo acontece segundo uma antiga lenda: os jovens desaparecidos são levados para a Escola do Bem e do Mal, onde estudam para se tornar os heróis e os vilões das histórias de contos de fadas.

Essa história tem como personagens principais duas meninas: Sophie, que torce para ser uma das escolhidas e admitida na Escola do Bem, tem como um de seus maiores sonhos o de se tornar uma princesa, casar com o seu príncipe perfeito e viver feliz para sempre. Já a sua melhor amiga, Agatha, ela não acredita em contos de fadas, acredita que todas as teorias das pessoas da cidade não passam de uma bobagem. Ela é o oposto da amiga, que, mesmo assim, é a única que a entende.

Pelo fato de ser o primeiro livro de uma trilogia de gênero fantasioso, nós sabemos que é necessário um pouco mais de informações e desenvolvimento do universo que estamos imersos para que realmente entremos de cabeça na história. Muitas pessoas acham isso algo chato, mas eu acho algo necessário e eu acho que o Soman Chainami fez isso muito bem neste livro! Mesmo com umas falhas aqui e ali, gostei muito da relação que ele fez da origem da lenda da Escola do Bem e do Mal junto com os contos de fadas já existentes, como ele descreveu cada uma das escolas desde os elementos arquitetônicos até a vestimenta do uniforme dos alunos e os professores.

Outra coisa que eu também gosto é que ele conseguiu aproveitar disso tudo e ainda assim fez uma história diferente dos contos de fadas comuns no momento quando se trata de Agatha e Sophie, sem contar que você também tinha o ponto de vista de ambas as personagens. Devo admitir que a Sophie me irritou por muitas vezes ao longo da história, por ser uma personagem com pensamentos mais superficiais, sem contar que é muito materialista; Já Agatha que é uma personagem que te surpreende do começo ao fim da história, e eu gostei demais de todo o desenvolvimento dela neste livro.

A única coisa que eu realmente me senti um pouco incomodada foi com o final. Achei que tudo aconteceu de forma muito rápida e meio confusa, dando a idéia de que o autor teve um pouco de pressa na hora de terminar o livro. Eu não sei qual que vai ser o contexto do resto da trilogia, mas acho que parte do final foi meio que desnecessária e, mesmo se excluísse a parte que eu achei desnecessária, ainda teria um cliff hanger bem grande para a continuação da série.

De forma geral é um livro super divertido, com bastante ação e é bem rápido! Se você é um fã de conto de fadas eu totalmente recomendo a leitura, e mesmo você não sendo muito fã (assim como eu), ainda acho que vale muito a pena pegar este livro e aproveitar bastante a leitura!

Avaliação: 4.5/5 estrelas.

site: http://lepaperwings.wordpress.com/
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Cortedoslivros 02/08/2018

Nem tudo é o que parece.
Oi gente!
Tudo bom?

Hoje trago para vocês a resenha de A Escola do Bem e do Mal, primeiro livro de uma trilogia do Soman Chainani | @editoragutenberg

O livro conta a história de duas amigas Agatha e Sophie, que vivem em um povoado chamado Gavaldon. A cada 4 anos duas crianças são sequestradas e magicamente acabam tendo seus rostos ilustrados nas histórias dos contos de fadas, desempenhando papéis de heróis e vilões.

Sophie sonha em ser levada e se tornar uma princesa, e Agatha acha tudo isso uma besteira, e não entende como todos acreditam nessas histórias, até que um dia  são levadas magicamente para um novo mundo cheio de magia.

Dívidas em duas escolas, em que na Escola do Bem, princesas e príncipes aprendem a conquistar seu famoso felizes para sempre, e a Escola do Mal onde os alunos são treinados para serem poderosos e destruírem aqueles que se atrevem a entrar em seus caminhos.

Eu quando comecei esse livro achei tudo muito óbvio, e bem superficial, porém fui surpreendido com várias coisas que eu realmente não esperava, Chainani trouxe um novo frescor as histórias dos contos de fadas, além de mostrar da forma mais sutil, que beleza não é bondade, é que atos bondosos não faz ninguém puramente bom.

"A magia segue o sentimento. Essa é a nossa única regra".

Os papéis se invertem várias vezes, eu me questionei muito para entender o que de fato o livro queria dizer, e pra não estragar a experiência eu recomendo que você mesmo procure por entre as páginas essa resposta, afinal do que você seria capaz pra alcançar um "final feliz?"
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Renata 29/12/2015

A Escola do Bem e do Mal - Soman Chainani
Na vila de Gavaldon a cada quatro anos duas crianças são sequestradas por uma sombra misteriosa. Sempre são levados uma criança boa e uma má. Depois de alguns anos e de notarem que os rostos de várias crianças apareceram em livros de contos de fadas, os aldeões apelidaram a sombra de Diretor da Escola, e tentavam se proteger fortemente dos ataques, mas nunca adiantava. Sophie, uma garota que acha que sua vida na vila é medíocre e infeliz, acredita com todas as suas forças que será escolhida para a escola do Bem e será uma princesa de contos de fadas. Ela até faz amizade com a garota mais esquisita e solitária da vila, Agatha, que mora em um cemitério, é rabugenta e todo mundo diz que é uma bruxa. Afinal, para Sophie, isso é uma Boa Ação! E, quem sabe, Agatha seja escolhida para a escola do Mal. Até que chega o grande dia…

Só que as coisas não são bem como todo mundo imaginava. E aí que as coisas começam a ficar interessantes.


A coisa mais incrível desse livro para mim foi o fato de que ele subverte os contos de fadas a que estamos acostumados, uma tendência tanto nos livros quanto no cinema que apenas mostra que estamos evoluindo e aceitando nossa condição de humanos, com uma mistura qualidades e defeitos. Apesar de existirem as escolas do Bem e a Mal e dos heróis e vilões serem separados e educados para terem seus papéis específicos nas histórias, o livro vai gradualmente provando que, na verdade, nada é preto no branco: as pessoas têm nuances e assim é também para os príncipes, princesas, bruxas e vilões. No final, todos eles são apenas humanos. E os personagens de A Escola do Bem e do Mal são extremamente humanos.

De cara simpatizei com Agatha; ela é brilhante, inteligente, solitária, “esquisita” e tem uma certa inocência que é cativante. Porém até mesmo a fútil e mimada Sophie foi me conquistando aos poucos, bem como o arrogante príncipe Tedros, que, no final, era apenas humano como todo mundo e tinha seus próprios motivos para ser como era. Isso é algo brilhante no livro: os personagens não estão estáticos naquele momento, eles têm um passado, uma história por trás que os solidifica como pessoas e os torna reais. O problema é que isso acontece apenas com os protagonistas e um ou outro personagem além deles. Um ponto que o livro pecou bastante foi a quantidade enorme de personagens e o gerenciamento deles; por muito tempo (e, algumas vezes, até mesmo nas páginas finais do livro), eu confundi alguns personagens; para estes o autor não conseguiu dar brilho e vozes próprias e o resultado é um leitor confuso com tantos nomes.

O livro é narrado em terceira pessoa por vários pontos de vista. A escolha narrativa foi ótima e crucial: é importantíssimo que tenhamos essas várias visões, visões além das narrativas das protagonistas. No entanto, às vezes o autor era brusco demais nessa troca de vozes, novamente confundindo o leitor. Faltou um pouco de calma e planejamento nesses momentos. A ideia parecia ser a leitura se tornar mais dinâmica, mas o que acabou acontecendo foi que eu me perdia e precisava reler um ou dois parágrafos acima para me situar. Na verdade, o fato é que a primeira metade do livro é bastante confusa e ligeiramente arrastada; talvez pelo fato de que o autor está nos apresentando seu universo, que é extremamente rico, e também seus personagens. Mas fiquei com a impressão de que, algumas vezes, Soman Chainani era descritivo demais, especialmente em detalhes que não eram tão importantes, como o cenário, e outras vezes, em momentos que realmente importavam, ele era excessivamente rápido e brusco.

A boa notícia é que a escrita evolui durante o livro, tornando-se mais clara e dinâmica à medida que a história avança, até que chega num ponto que o texto prende o leitor de tal forma que é impossível largar o livro. As duzentas páginas finais são simplesmente enebriantes, compensando o texto arrastado e confuso do começo. E o melhor é que você nunca sabe para quem torcer e, no final, está tão envolvido com os personagens que desiste de escolher um lado e apenas torce para que todos alcancem seu final feliz. O livro acaba por mostrar que, na realidade, não existem lados, todos têm bondade e maldade dentro de si, e principalmente, sentimentos.

Mas além de tudo isso é uma delícia encontrar referências aos nossos queridos contos de fadas clássicos. Às vezes elas são claras, às vezes sutis, mas para quem curte esse tipo de histórias não tem jeito: elas sempre trazem um sorriso ao rosto, fazendo com que esse livro seja um prato cheio. A edição da Gutenberg está sensacional: cheia de detalhes e ilustrações belíssimas, uma diagramação agradável e pouquíssimos erros de revisão. Eu adorava ficar observando as ilustrações e, após ler o capítulo, voltava para admirá-las novamente, agora que faziam sentido após a leitura. Apesar de uma coisa aqui e outra ali previsíveis, o autor conseguiu me surpreender e emocionar no final, completamente alucinante, e estou ansiosa para ler as continuações. Vou arriscar ser clichê mas ler esse livro é, inevitavelmente, mergulhar em um conto de fadas. Mas com vilões irresistíveis.
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Laís Helena 24/05/2016

Resenha do blog Sonhos, Imaginação & Fantasia
Existe uma lenda que há muitos anos assombra o povoado de Gavaldon: a cada quatro anos, 2 crianças são sequestradas. Elas são levadas para a Escola do Bem e do Mal, onde aprenderão a ser bondosas ou maldosas para que possam viver seu próprio conto de fadas. Sophie anseia por ser uma princesa, por isso caminha por todo o povoado distribuindo boas ações, na intenção de chamar a atenção do Diretor da Escola. Agatha, por sua vez, não acredita nas lendas, e, sendo uma garota considerada feia e esquisita pelos habitantes do vilarejo, apenas deseja poder viver sua vida. Porém, tudo muda quanto Agatha e Sophie são sequestradas e, a despeito de todas as expectativas, deixadas na Escola do Bem e na Escola do Mal, respectivamente.

A princípio, A Escola do Bem e do Mal nos apresenta um mundo bastante maniqueísta: a Escola do Bem é decorada com cores vibrantes e bonitas, e seus alunos são bonitos, bem vestidos e bem educados; já a Escola do Mal é feia e malcheirosa, seus alunos são feios e deformados e se sentem bem com seu uniforme escuro e pútrido. Mas essa visão vai sendo desfeita ao longo do livro, e de uma maneira muito interessante. Como exemplo, temos alguns alunos do bem preocupando-se apenas com futilidades, enquanto na Escola do Mal garotos e garotas são tratados igualmente.

Além disso a história discute, em suas entrelinhas, diversos outros temas, como a busca por si mesmo, a autoestima e, é claro, o que verdadeiramente define bondade e maldade.

Quanto aos personagens, gostei muito da maneira como foram trabalhados. Agatha não se sente confortável na Escola do Bem, ao mesmo tempo em que sente medo de se identificar com os princípios da Escola do Mal. Sophie, por sua vez, está plenamente convencida de que está na escola errada, e procura provar isso a qualquer custo. Ao longo do livro, entretanto, as duas vão se descobrindo e demonstram que talvez não tenha havido engano, e é interessante, especialmente no caso de Agatha, observar seu crescimento como pessoa, ou a transformação em vilã de Sophie.

Outros personagens que têm destaque são Tedros, um príncipe que se encaixa no estereótipo de beleza e perfeição, apesar de sentir falta de algo, Hester, colega de quarto de Sophie na Escola do Mal e, é claro, o misterioso Diretor da Escola. Além disso, são citados diversos personagens dos contos de fadas originais, que fazem pequenas participações aqui e ali.

A narrativa, dividindo-se entre os pontos de vista de Sophie e Agatha, demorou a me prender no início, mas quando o fez, foi até o fim. Algumas descrições e cenas foram desenvolvidas de maneira um pouco apressada, mas durante a maior parte do tempo a escrita foi envolvente, me fazendo sentir dentro da história.

A história segue para o final mostrando um rumo diferente do esperado pelo leitor, e nele temos um bom clímax, fechando os mistérios propostos ao longo do livro e levantando outras questões, que serão tratadas no próximo volume.

A Escola do Bem e do Mal é um livro voltado ao público juvenil, mas que nem por isso deixa de divertir pessoas mais velhas, trazendo, ainda, interessantes reflexões sobre a oposição entre o Bem e o Mal.

site: http://contosdemisterioeterror.blogspot.com.br/2015/10/resenha53.html
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Lord Ozera 14/06/2016

Um dos livros de minha vida!
Bem, só posso dizer que esse livro entrou nos meus favoritos, até agora não superei que terminei e já estou ansiando pelo segundo. :3

Não é sempre que alguém consegue reinventar todos os contos de fadas de uma forma cativante e que continue com a mesma magia que as originais, mas eis que o Soman conseguiu essa façanha. As protagonistas são super diferentes, mas cativantes, tanto Agatha quanto Sophie são amorzinhos, porém minha favorita é a Agatha... E tem o Tedros que não fica para trás.
Uma bela história de amizade, traições e heroísmo, que nos faz revisar todos os conceitos sobre o "Felizes Para Sempre" e o "Nunca Mais...". Em uma narrativa ágil e empolgante, onde a ação não para em nenhum momento, o autor faz com que nos percamos nas páginas até chegar ao final, que por sinal, é surpreendente e encantador.
Como eu disse antes, esse é um dos meus livros favoritos, então classifiquei com 5/5 e mega favoritei com todas as forças do meu coração!

para mais resenhas, confiram meu Instagram: @ragnor.fell
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