As Sete Irmãs

As Sete Irmãs Lucinda Riley




Resenhas - As Sete Irmãs


141 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Thila 14/09/2014

*clap* *clap* Sra Riley.
Conhecida por seus romances individuais "A Casa Das Orquídeas", "A Luz Através da Janela", "A Garota do Penhasco", "A Rosa da Meia Noite", "Italian Girl" (ainda não lançado no Brasil), Lucinda Riley embarca em sua primeira saga "As Sete Irmãs".
A história do livro em si é baseada na mitologia das Sete Irmãs das Plêiades, um aglomerado de estrelas existente na constelação de Touro, no qual cada personagem (irmã) do livro recebeu um nome de cada estrela em sua devida ordem. Como em todos os livros da Lucinda, ela retrata uma história no presente e suas certas relações e conexões com passado.
O presente, no geral, se passa em Genebra, retratando o personagem Pa Salt que é um marinheiro apaixonado por sua profissão que viaja ao redor do mundo. Com o tempo e suas devidas razões, ele acaba adotando seis meninas (falo isso porque até agora não houve indícios de uma sétima) levando as suas amadas ao seu lar batizado como Atlantis. Antes de morrer, ele escreve uma carta para cada uma de suas filhas e deixa uma pista gravada em um monumento do jardim, um globo com sete anéis como poder se visto na capa do livro, onde cada um desses anéis possuem seus nomes e coordenadas que revelam os locai exatos onde cada uma nasceu, cabendo à elas quererem ou não saber sobre sua origem. O sétimo anel encontra-se em branco, o que faz qualquer leitor imaginar se existia ou não uma sétima irmã.
No caso desse primeiro livro, o foco principal é a filha mais velha Maia, uma tradutora de português e russo, que descobre sua origem brasileira e parte para o Rio de Janeiro a fim de conhecer o seu passado. Ela é a única entre as irmãs Ally, Star, Cece, Tiggy e Electra que nunca tinha deixado o seu lar.
A principal pista sobre a família biológica de Maia é uma pedra de sabão deixada juntamente com a carta de Pa Salt que fazia parte do revestimento do Cristo e nela encontram-se dois nomes essenciais para desvendar seu passado.
Maia, ao chegar ao Brasil, adentra na história do local com a ajuda de um escritor brasileiro chamado Floriano Quintelas para quem traduziu um livro. Juntos, procuram saber sobre os Cabral na época cafeeira brasileira, o velho mundo Europeu (Paris, em especial), a construção dos mistérios até, enfim, ir atrás da história do tão conhecido Cristo Redentor.
No geral, achei tudo muito encantador, ainda mais porque dessa vez, o leitor brasileiro conhece o cenário. A descrição parece mais viva com os belos cenários das praias, o samba, as favelas e a desigualdade social.
Confesso que no início eu comecei a estranhar o modo que a Lucinda estava narrando a história, porque algumas pistas no presente adiantavam partes da história que ela narrava no passado. Logo, quando o passado começava a ser contado você já sabia basicamente tudo o que ia acontecer, o que não era possível nos outros livros da autora já que a mesma guardava todas as revelações para o final. Isso acontece até chegar nas últimas 50 ou 70 páginas, quando ela relata uma surpresa de Maia que finalmente traz um pouco daquelas revelações bombásticas dos outros livros que surpreende tantos os leitores e os fazem gostar tanto das narrativas de Lucinda.
As últimas páginas foram de tirar o fôlego e tudo acabou fazendo muito sentido. Mas a última página, em si, especialmente o finalzinho, foi tão chocante que fez pensar que estavam faltando páginas ou que tinha algum erro de impressão! Não consegui dormir por um tempo porque a necessidade de ler o próximo era tão grande que eu não parava de pensar o que acontecerá na continuação.
Assim como todos os livros da Lucinda Riley, a saga de As Sete Irmãs, se continuar nesse nível, promete ser envolvente e encantadora que prenderá seus leitores do primeiro livro ao final do sétimo.

Obs: Só é preciso ter estômago suficiente pra esperar todos os livros saírem, que pra mim, já está sendo uma tortura enorme desde que eu terminei esse.
Confira mais no nosso blog Nunca Desnorteados ;)

site: http://nuncadesnorteados.blogspot.com.br/2014/09/resenha-as-sete-irmas.html
Ana Laura 11/08/2014minha estante
CARAMBAA! Já estava morta de vontade de ler esse livro. Com essa tua resenha então, sinto que vai ser difícil me segurar hahaha. Vou entrar de cara nessa nova história :) Lucinda nunca nos decepciona.


Geovanna Ferreira 11/08/2014minha estante
THILA BART nao me deixa insana por causa desse livro amiga!!!


Thila 11/08/2014minha estante
Depois de ler um livro da Lucinda é impossível não ler os outros! Hahahahah


Gessi 16/08/2014minha estante
Acabei de ler. Excelente, como todos os outros da Lucinda. Muito ansiosa também para ler o próximo.


Thila 16/08/2014minha estante
Siiim ,ela é sensacional! Tive o prazer de conhecer e conversar com ela hoje! Super³³ simpática!


Carla Cristina 30/12/2014minha estante
Adoreeeeeeeei! Confesso que quando comecei o livro eu estava achando que seria chato mas ele prendeu minha atenção e amei. Principalmente pq moro no Rio de Janeiro e adorei ver Maia, e tbm Izabela, passar pelas mesmas ruas que eu passo todos os dias. Agora olho o Copacabana Palace imaginando os personagens interessantíssimos que devem ter passado por lá.
Já estou ansiosa para saber quando será lançado o próximo livro. Mas enquanto ele não sai lerei A Casa das Orquídeas. =)


Sonia 23/01/2015minha estante
Eu li As sete irmãs e adorei . Já saiu os outros livros . li o primeiro que fala da irmã mais velha maia.


Edméia 07/02/2017minha estante
*Thila, obrigada pela tua resenha ! Vou iniciar hoje a leitura deste livro e espero mesmo me empolgar ! Verei teu blogue ! Um abraço.


Caroline Fortunato 17/02/2018minha estante
Uma senhora de 83 anos (que conheci hoje numa livraria e que está aguardando ansiosa o 4º livro da série) me recomendou. Gostei da resenha. A Lucinda as vezes é bem cruel. Fiquei meio de bronca com ela, mas vou ler esse pra ver.


debora 03/10/2018minha estante
amei, amei amei


Silvia 07/07/2020minha estante
"O amor não conhece a distância, não tem continente. Seus olhos são para as estrelas".




Giuliana.Fiori 25/03/2020

Leve e divertido!
comentários(0)comente



julia 13/06/2020

Resenha: As Sete Irmãs
Leitura rápida! As Sete Irmãs foi bem fácil de ler e a escrita me envolveu bastante. A proposta do livro era bem intrigante e a maneira como a Riley desenvolvou a história foi muuuito boa. Existem duas perspectivas diferentes no livro, de pontos de vista diferentes, e elas se conectaram de uma maneira tocante e muito bem escrita.

Meu aspecto favorito do livro foi uma parte da história acontecendo no Brasil. É sempre uma surpresa boa ver meu país mencionado em livros de literatura estrangeira e a Riley capturou bem a vida aqui e a desigualdade de classe que ainda existe. E talvez um pouco mais técnico, mas os nomes de todo mundo me fizeram acreditar que os personagens realmente eram brasileiros--as vezes escritores não entendem como nomes funcionam aqui no Brasil ou acabam escolhendo nomes espanhóis para personagens brasileiros e usam espanhol em certas frases/diálogos. Aqui não!

O romance foi legal? Eu esperava que fosse um pouco mais desenvolvido. Eu achei que o livro focou mais na Maia em busca de onde ela veio do que romance, mas por causa disso, quando o romance se tornou parte do enredo, ele não me convenceu muito.

Uma coisa que eu não gostei foi a história do Cristo. Eu achei legal que a Riley usou um fato histórico real e pessoas históricas no livro dela, mas o jeito que ela escolheu mesclar isso com a ficcção com toda a enrolação sobre as mãos do Cristo não funcionou para mim. Mesmo assim, As Sete Irmãs foi uma boa leitura e eu estou na expectativa para ler sobre as outras irmãs!
comentários(0)comente



Joyce Silva 08/07/2020

Boa história
Tenho que confessar, esperava muito mais, é uma história boa, as informações brasileiras foram ótimas, coisas que eu não sabia, que me fizeram pesquisar, ver fotos daquela época... Adorei essa parte, porém o livro não tem um clímax, não tem um momento, nenhum sequer que pensei, nossa! Eu amo tal personagem... O que mais me tocou foi ler tudo que as mulheres enfrentavam na época, mas isso é em qqr lugar, não particularmente no livro, achei os personagens muito mornos, história morna, fim DA HISTORIA da MAIA morna, poooorem... Já decidida a não ler a sequência agora, mas daqui um tempo, cheguei no último capítulo e no último parágrafo da uma tchanzinho, mas é realmente na última frase, então... Fiquei animada com o próximo, mas ainda assim vou ler uns dois livros antes da sequência.
comentários(0)comente



Lu 30/05/2020

Fraquinho
Depois de muito tempo namorando os livros da Lucinda Riley em livrarias à fora, com suas capas lindíssimas, nomes poéticos como "A Casa das Orquídeas" e "A Rosa da Meia- noite", resolvi lhe dar uma chance. Acabei escolhendo esse "As Sete Irmãs".

Eu sempre gostei de sagas familiares. Talvez porque a minha seja pequena, adoro histórias de vários irmãos e os conflitos que costumam envolvê-las. Alguns dos meus livros favoritos giram em torno desse tema, com abordagens diferentes, como o belíssimo "A filha da floresta", da Juliet Marrilier, o trágico "Pássaros Feridos", de Colleen McCoullough, o fofo "Eu fui a melhor amiga de Jane Austen", da Cora Harrison e, por que não?, "Fogo e sangue", de George R.R. Martin, pois poucas famílias conseguem ser tão disfuncionais quanto os Targeryens.

Voltando à Lucinda, as minhas expectativas eram altas, porque eu sabia que ela tinha fãs dedicadas e apaixonadas por sua escrita. Por isso, eu imaginava uma história meio fantasiosa, mas com narrativa eficiente e personagens apaixonantes.

Não foi bem assim.

Veja bem, a sinopse já deixa claro que a história é um tanto fantasiosa, mas tenho que reconhecer que a falta de verossimilhança, especialmente nos capítulos iniciais, incomoda, porque ela segue uma escalada ascendente. Reconhecendo isso, resolvi abstrair e ver até onde a autora poderia ir.

E, de fato, o seu livro tem os seus méritos. A ambientação da história no Rio de Janeiro dos anos 1920 é um presente agradável. Reconhecer os nomes, os lugares e partes da nossa história foi muito legal. E a autora foi muito delicada ao retratar a cidade onde eu moro tanto no passado quanto no presente. Embora dê para perceber que houve uma boa pesquisa, ela, me parece, foi incompleta. O que achei compreensível.

O que me fez desistir do livro foram os diálogos, que me soaram artificiais desde o primeiro capítulo. Todos os personagens parecem conhecidos distantes, do tipo que se vê em romances de época, em que as regras sociais ditam esse distanciamento. Mas isso se estendeu às irmãs, que, supostamente cresceram juntas, melhores amigas. A autora não consegue passar naturalidade às palavras, expressão. O resultado é que dá a impressão de que se está assistindo a uma peça.

Isso, para mim, prejudicou e muito a leitura. Porque ler é mergulhar no universo do livro e nas emoções contidas ali. Não basta a autora me dizer que o casal se ama, se eu não sinto qualquer intimidade, qualquer proximidade entre eles. E isso, eu senti nos dois casais, que não me pareceram mais do que conhecidos distantes. Assim como os demais personagens.

Somando-se a isso a história inverosímel e cheia de clichês bobos, perdi o embalo da curiosidade inicial em relação ao mistério prometido pela sinopse ou mesmo por comentários de amigas skoobers nos históricos que eu fiz de que a história era maravilhosa e que ia ficar boa em breve. A vida é muito curta, ainda mais em uma época difícil como uma pandemia, para eu ficar me chateando com algo que não está me agradando. E eu me conheço o suficiente para saber que, se eu continuar, vou simplesmente ficar reparando nos defeitos.

Por isso, encerro a minha leitura na página 300. Pra mim, já deu. O comentário de um amigo dizendo que os diálogos em outros livros da Lucinda seguem a mesma linha não me anima muito a me aventurar a ler outros livros dela. Acho que simplesmente rei que colocar a Lucinda na mesma lista da Sophie Kinsella e a Julia Quinn: a das autoras que todo mundo ama, menos eu. É a vida.

Vou dar nota 2,5.

Não recomendo.

Polyana.Pereira 22/06/2020minha estante
Terminei de ler agora e senti a mesma coisa, em dúvida se leio outros, porque esse é beeem fraco


Lu 03/07/2020minha estante
Eu realmente não estou com vontade de jogar dinheiro fora, Polyana. Se você resolver ler outro e gostar, me avise.




Analu 30/07/2020

Viciante!
Em menos de 24 horas devorei o primeiro livro da série. Excelente! A autora escreve detalhadamente e de forma cativante todo o enredo da saga. Trata-se da história de seis irmãs adotivas que, após o falecimento do pai adotivo - Pa Salt, elas emergem na missão de descobrir a origem biológica. Antes de falecer, Pá Salt deixa pistas nas coordenadas geográficas e uma mensagem na direção das estrelas de cada filha - elas possuem nomes em homenagem a constelação de Touro.

O primeiro livro da série tem a filha mais velha, Maia, como narradora e junto dela vivemos todo o mistério em busca da sua origem - que é no Rio de Janeiro! O livro trata de maneira muito interessante sobre dados históricos da construção do Cristo Redentor junto com uma linda historia de amor! Recomendo e alerto sem viciante - já estou no final do segundo livro, sobre a filha Ally.
comentários(0)comente



Giordana.Scolaro 11/06/2020

Puta merda
Conheci mais sobre o meu país lendo um livro do que vivendo nele kkkkk
Essa história é linda, envolvente e muito especial para mim.
Cheia de personagens inspiradores e que me davam vontade de bater kkkk
Esse final foi de acabar, preciso terminar essa coleção logo para saber mais sobre essas incríveis irmãs
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



katinha 14/02/2020

Lucinda arrasando no romance histórico novamente!
Resenha: "As sete irmãs" - Lucinda Riley ?

Maia D'Apliése sempre soube que era a primeira filha adotiva de uma família de seis irmãs.
Seu pai, Pa Salt, um homem misterioso e viajante, faleceu recentemente, mas deixou para cada filha uma pista sobre suas famílias biológicas. Maia decide procurar sobre sua história, já que era a única das seis irmãs que nunca deixou seu lar em Genebra.

A principal pista deixada por seu pai é uma pedra sabão, que tem relação com o revestimento do Cristo de Redentor, no Rio de Janeiro. "A vida é aleatória, Maia. Uma loteria." Essa busca leva Maia diretamente ao Brasil, onde há relatos de que sua família biológica não só viveu em uma das casas mais importantes da cidade; como também teve participação na construção do próprio Cristo Redentor.

Maia é tradutora, e ao chegar no Brasil é recebida por um autor muito querido, ao qual ela traduziu um livro - Floriano Quintelas. Ele vai ajudá-la na busca por seu passado e juntos vão adentrar a história da antiga família real portuguesa - os Alves Cabral - na época cafeeira.

Enquanto investigam sobre seus ancestrais, sua ligação com o Brasil e com a Europa, mais precisamente a antiga Paris, Maia tem a chance de, quem sabe, descobrir os encantos sua origem e um novo amor. .
.
[?#OPINIÃODAKAH?] .
Sou suspeita para falar sobre a Lucinda, mas fiquei tão encantada com esse livro, e sua riqueza de informações que é impossível não dizer o quanto amei; ou indicar para vocês.

Lucinda faz uma retrospectiva do passado, de um jeito que só ela sabe fazer, e Maia é transportada para 1927 e começa a conhecer toda a história sobre a sua bisavó Izabela, descendente de italianos cafeeiros.
Assim como os relatos de Paris, com escultores famosos, inclusive o escultor que ajudou Heitor da Silva Costa na réplica de 4 metros da imagem do Cristo. Os detalhes da viagem da estátua de Paris para o Rio, do Morro, da Fazenda, das mulheres da igreja católica que ajudaram na confecção do revestimento do Cristo...ah gente! São tantos detalhes! A Lucinda arrasa e mais uma vez me fez apaixonar por suas histórias. (O que eu citei não é spoiler, faz parte da história do Brasil).
Leitura e aprendizado.
Super indico! ???
comentários(0)comente



Cissa 28/03/2015

Ternamente deliciosa
Em As Sete Irmãs, Lucinda Riley começa a saga de sete mulheres que são adotadas por um milionário. São filhas de mães diferentes e de lugares igualmente diferentes. Quando o pai morre, ele deixa em testamento indícios de onde cada uma delas veio e deixa implícito que, talvez, fosse interessante saber a origem de cada uma.

Assim, a primeira a sair em busca de conhecer sua origem é Maia. Os caminhos a trazem ao Brasil onde vem descobrir, além de seu parentesco, a Pátria onde verdadeiramente nasceu.

Lucinda Riley em sua pesquisa nos leva aos anos 1920 onde começa a construção do Cristo Redentor e tem início uma história de amor e segredos que farão Maia mudar completamente de vida.

Aqui, no Brasil, ela conhece um país quente, com pessoas amorosas e diferentes da gente com as quais convivia. Tem acesso à idealização, construção e transporte do monumento que é nosso símbolo maior.

Lucinda tem o dom de contar histórias e nos envolver. Não se consegue deixar de ler e viver o romance, as traições, a dor, a esperança e, principalmente, a certeza de que todos têm seus segredos e que eles precisam vir à tona, mais cedo ou mais tarde.

Leitura envolvente, esclarecedora sobre como nosso Cristo Redentor foi idealizado, esculpido e transportado até nós. Nos mostra a capacidade de perdoar e amar que todos temos dentro de nós mesmo que sejamos difíceis em aceitar e praticar.

Ótima história como todas da escritora. Agora, ansiosa, espero pela narrativa da origem das outras seis irmãs e torcendo demais para que não demore muito.

comentários(0)comente



Eri Guimarães 22/08/2014

O Inicio de Uma Grande Jornada
Bonjour Anges!!

Hoje na Pilha do Anjo eu trago um livro bem especial, afinal é raro ver um livro estrangeiro tendo como um dos cenários principais o nosso país. Lançado na 23º Bienal Internacional do Livro de São Paulo, As Sete Irmãs é o primeiro de uma serie de sete livros.

No dia 16 de agosto a nossa parceira Novo Conceito e a Livraria Cultura realizaram um encontro inédito e exclusivo com a autora, Lucinda Riley, o primeiro evento sobre As Sete Irmãs. Então, o evento foi apresentado na internet como hangout e várias perguntas tanto dessa série como sobre os outros livros da autora foram respondidas.

Lucinda mostrou que apesar de ser irlandesa de nascimento é brasileira de coração e esbanjou simpatia, deixando o bate-papo com um clima leve e divertido. Sua espontaneidade e carisma conquistando 100% de cada um que estava presente. E assim a expectativa de ver os brasileiros através dos olhos dela em seus livros fez com que eu pulasse varias leituras já programadas e pegasse o livro.

Logo de cara somos atraídos por um personagem muito misterioso: Pa Salt. Um senhor já de idade, que vive em castelo esplendoroso e isolado onde só se tem acesso através do Lago Léman, na Suíça. Atlantis é um lugar dos sonhos e realmente a história que se passa ali poderia muito bem ser um conto de fadas.

Pa Salt adotou seis meninas, vindas dos quatro cantos do mundo, trazidas enquanto ainda eram bebês e, as batizou com o nome das Sete Irmãs, sua constelação favorita no famoso cinturão de Órion.

Como sempre, numa família grande, todas receberam rótulos com suas características mais especiais. Então, por ordem de idade temos: Maia, a beldade; Ally (Alcyone), a líder; Star (Asterope), a pacificadora; CeCe (Celeano), a pragmática; Tiggy (Taygete), a diligente; e Electra, a bola de fogo. Como podem ver está faltando a sétima irmã, Merope, mas essa até então, não foi encontrada por Pa Salt.

Pa Salt sofreu um ataque cardíaco e veio a falecer. Antes que suas filhas pudessem chegar até o castelo e fazer todo o ritual do funeral, ele foi sepultado no mar, como tinha ordenado, impedindo-as de se despedir da maneira convencional.

Com as seis irmãs reunidas, coisa rara nos últimos tempos, o advogado da família pode então entregar uma carta deixada por Pat Salta a cada uma das irmãs e também mostrou a elas que em seu lugar favorito de todo o castelo ele deixou uma esfera armilar (que aparece na capa do livro), onde deixou uma frase com sete palavras em grego para cada uma das filhas e coordenadas de navegação, mostrando o lugar de origem delas.

Então, essa é a história de Maia. A primeira das irmãs a ser adotada. Que conviveu por três anos sendo única na vida do bilionário excêntrico. E a única irmã que não deixou o ninho, vivendo no castelo como a se esconder do mundo. Algo aconteceu e fez com que essa bela mulher se escondesse atrás de seu trabalho como tradutora de português e russo por quase 14 anos.

A frase que Maia recebeu de seu pai foi: Nunca deixe o medo decidir seu destino. E além da carta, Maia recebeu um pequeno ladrilho de pedra sabão com uma inscrição em português datado de 1929. Ao verificar suas coordenadas, Maia descobriu que sua origem estava no Rio de Janeiro.

Mas, mesmo com todas as informações, Maia estava disposta se dar mais um tempo antes de pensar em fazer qualquer coisa. Não apenas o choque do luto, mas o medo de abrir as asas a fariam se esconder no ninho mais uma vez. Então, o destino teve que dar seu empurrãozinho, e quando o passado do qual Maia tanto quis se esconder resolveu bater a sua porta, ela finalmente criou coragem e embarcou atrás de suas origens.

Ao chegar ao Brasil, Maia acaba por conhecer pessoalmente o historiador renomado e escritor Floriano Quintelas, com quem já tinha trabalhado ao traduzir seus livros do português para o francês. E com a ajuda dele ela começa a desvendar a verdadeira história sobre sua origem.

Nessa investigação somos transportados ao Rio de Janeiro de 1927, através de cartas que Maia acaba recebendo e com isso conhecemos Izabela Rosa Bonifácio, filha de Carla e Antônio, descendente de imigrantes italianos que chegaram ao Brasil para trabalhar nas lavouras de café ao redor de São Paulo. Ela uma moça de espirito livre e com a teimosia do mediterrâneo, cresceu no campo e não é dada ao requinte aristocrático.

Porém, Antônio, é um homem que não se conforma com sua origem italiana humilde, e faz de tudo para ganhar reconhecimento da burguesia portuguesa. E para isso conta com um bom casamento arranjado para Izabela.

E o melhor partido encontrado é Gustavo Aires Cabral, um rapaz de origem portuguesa nobre, mas com o financeiro abalado. A nobreza de linhagem de Gustavo e a riqueza de Izabela formou o casamento perfeito aos olhos de ambas as famílias e com isso o destino da bela jovem de espirito livre foi selado.

Mas, antes que esse casamento pudesse acontecer, com a ajuda do noivo, Izabela convenceu seu pai a deixa-la acompanhar a família Da Silva Costa em uma viagem à Europa. Heitor da Silva e Costa, pai de Maria Elisa melhor amiga de Izabela era o responsável pela construção do Cristo Redentor e, sua família o acompanharia enquanto ele procurava o melhor escultor para esse trabalho.

E foi em Paris que Izabela conheceu o jovem escultor Laurent Brouilly. Esse encontro despertou nela os sentimentos que ela já esperava nunca experimentar. A jovem se viu apaixonada não só pela beleza do jovem, mas por sua maneira livre de ver a vida, por seu talento como artista.

O amor entre os dois nasceu de forma contida, silenciosa. Mas era evidente que era algo profundo, e não fogo de palha. E isso colocou Izabela na terrível situação de ter que escolher entre voltar ao Brasil e cumprir com seus compromissos como noiva de Gustavo ou decepcionar sua família e ser livre para viver um amor incondicional, porem conhecendo as dificuldades de uma vida sem o conforto que o dinheiro pode proporcionar.

Nessa parte da trama dois personagens se destacam. Heitor e Margarida. A alma de artistas deles faz com que Izabela se identifique e desabrocha sutilmente o lado artístico dela. E a amizade que nasce entre as duas mulheres por conta disso é interessante e se acompanhar.

Mais uma vez Lucinda Riley mostra que tem o dom de contar a história. A forma como o passado e o presente se entrelaçam, sem deixar ponta sem nó, criando um futuro surpreendente é incrível. A forma como cada coisinha se encaixa conforme a narrativa avança é simplesmente de tirar o folego.

A narrativa da autora tem o poder incrível de invocar imagens, a imaginação voa como se ao invés de ler estivéssemos vendo um filme. Apesar de ser um livro grande e denso, como é de se esperar dessa autora, o texto tem uma simplicidade que faz com que a leitura seja rápida.

A autora aborda temas bem interessantes. Pra começar, a adoção de crianças. Será que a origem biológica é importante para definir quem realmente somos? Será que apenas a carga que recebemos de quem nos cria é a que conta? Durante todo o livro temos Maia tentando descobrir um passado que ela não teria tido vontade de conhecer se não fosse um empurrãozinho de seu pai adotivo.

A parte de pesquisa da história brasileira foi minuciosa e incrível. Posso falar por mim, muitas vezes negligenciei essa parte da história para estudar a europeia e asiática. Mas Lucinda veio despertar o interesse, mostrando que o Brasil tem muito que contar com sua história e com seus erros e se todos prestassem um pouquinho de atenção esses mesmos erros poderiam ser evitados e um futuro melhor despontaria para todos nós.

A forma como Lucinda mostra para o mundo que aqui no Brasil não há somente mato, macacos e prostitutas enche o peito de orgulho de ser brasileiro. Ver nosso carisma, nosso calor pelos olhos de alguém de fora ressalta nossa força. Lucinda consegue transmitir que apesar de todos os motivos para sermos pessoas infelizes e amarguradas somos totalmente o oposto, somos alegres, hospitaleiros e guerreiros.

Não posso deixar citar que há algumas semelhanças entre esse livro e a Garota do Penhasco. Lucinda usou os mesmos artifícios como as cartas, os escultores e artistas e outras coisinhas. Mas, mesmo com as semelhanças, cada livro dessa mulher simplesmente é único e lindo à sua maneira.

Maia é, com toda a certeza, a pessoa mais fascinante de todo o livro. Facilmente comparada a um botão de flor que a cada descoberta sobre si mesma se abre, mostrando ao mundo toda a beleza contida em seu interior. E esse desabrochar traz em sua entrelinha o quanto nós não podemos nos isolar e nos aprisionar a sentimentos que pouco a pouco corrói a alma. Perdoar a si mesmo é o primeiro passo para se encontrar a verdadeira felicidade em vida.

Floriano é um personagem pelo qual muito me apeguei. Seu jeito prestativo, gentil o faz um verdadeiro gentleman. Sua empolgação pela história de Maia e o que ela revela sobre a história da construção do Cristo Redentor é contagiante. Mesmo assim ele não tem tanto destaque quanto achei que poderia ter. Ele foi muito passivo, apesar de suas palavras por muitas vezes serem o estopim para que as coisas viessem a acontecer.

As Sete Irmãs é um livro profundo, uma história bela de amor. Mais uma vez Lucinda Riley deixa sua mensagem sobre como as escolhas sempre deixam uma consequência e que basta nós mesmos para escolhermos viver e ser felizes.

E com o final da leitura bate a ansiedade pelo segundo, onde conheceremos a história de Ally que já começa com um mistério. Quem é o dono das saudades dela e o que a impulsionará a conhecer seu próprio mistério. Essa série promete ser grandiosa. Super recomendo!
Manuella 26/09/2014minha estante
Belíssima e completa resenha, Eri. Contemplou todos os pontos importantes do livro, não deixou nenhum detalhe de fora. E como o livro é longo, admiro sua memória.
Amei a leitura. Confesso que até a metade achei um tanto morna, saboreando mesmo o drama de Izabela. Mas depois... nossa, quantas surpresas e descobertas maravilhosas!
Estou ansiosa pelos próximos.
Beijo!


Sonia 23/01/2015minha estante
Tem previsão de quando vai sair os outros livros da saga As sete irmãs ?




Bru 14/03/2020

Instigante
Um livro que trata uma história muito peculiar de um pai que adotou 6 meninas ao redor do mundo, e quando ele morre deixa rastros para que suas filhas descubram seu passado.

Esse livro trata especificamente da história da primeira filha Maia e a sua ligação está na cidade do Rio de Janeiro.

Como carioca que sou, consegui entrar literalmente na história e enxergar as ruas do Rio nos anos do café. Sem dúvidas um livro espetacular e está dentre os meus preferidos da vida.

Ansiosa pelas próximas irmãs e pelo desfecho do arco da história em geral das 7 irmãs (onde tem a Mérope que nunca foi encontrada).
comentários(0)comente



Alliki Kienen 27/07/2020

As sete irmãs: Lucinda Riley
Um homem muito misterio
so adota seis meninas, cada uma ainda bebê, vinda de diversos cantos do mundo!
Este livro conta a história de maia, a irmã mais velha, que descobre suas origens no Brasil!

Confesso que foi um dos três livros, dos cinco da série que eu mais amei!
Eu sou brasileiro, e aprendi muitas coisas com este livro, desde um pouco sobre como foi a construção do Cristo Redentor, até como era viver naquela época!
Gostei muito do passado, mas foi no presente que me fez chorar!
Não gosto de livros tristes mas este, realmente foi um caso em espacial!
comentários(0)comente



Tayna 02/07/2020

Gostei, maas...
Em As sete irmãs, conhecemos a história da Maya, uma jovem que foi adotada ainda bebê (assim como suas outras cinco irmãs), por um bondoso e muito rico homem a quem ela chama de Pa.

Durante uma viagem para visitar uma amiga, Maya recebe a notícia de que perdeu seu pai, por conta disso resolve voltar para Genebra afim de reunir as irmãs para o funeral, mas quando retorna descobre que seu pai já havia sido enterrado e deixou para ela e suas irmãs cartas com a localização de seus nascimentos e origem.

Maya então descobre que nasceu no Brasil, Mas especificamente, no Rio de Janeiro e que sua história de vida está diretamente ligada com a famosa construção do Cristo redentor.

Entre presente e passado descobriremos como um romance avassalador ocorrido em 1927, mudará toda a vida de Maya.

O livro é uma graça, eu achei ele muito legal, mas confesso que as partes narradas no passado foram muito mais interessante que a história da Maya, também amei o fato da autora ter se aprofundado tanto na história do Rio de Janeiro.
O romance no presente não era tão envolvente e a escrita da autora apesar de muito boa, é bem formal, o que para mim, dificultou o processo de leitura.
comentários(0)comente



Rafa 02/06/2020

Livro lindo, com uma mensagem maravilhosa, envolvente e te deixa com vontade de saber mais a cada página!
comentários(0)comente



141 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |