Amor em Jogo

Amor em Jogo Simone Elkeles




Resenhas - Amor em Jogo


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Carol D. Torre 28/11/2014

A minha primeira experiência com a Simone Elkeles foi uma grande decepção. Logo após o lançamento de Química Perfeita todo mundo era só elogios para o livro e por isso comecei a leitura com expectativas altíssimas, mas simplesmente odiei a escrita da autora e a maneira com que ela lidou com problemas sérios. Porém, mesmo com essa experiência negativa, a sinopse de Amor em Jogo me ganhou e, por ser um livro bem mais despretensioso do que o primeiro, eu imaginei que a narrativa iria funcionar melhor. Acertei em cheio, ele não é algo extraordinário ou nada do tipo, mas uma leitura delicinha, cheia de momentos divertidos e fofos.

Ashtyn já está acostumada a ver as pessoas irem embora, sua mãe sumiu assim que conseguiu o divórcio por estar cansada de ser esposa e mãe, sua irmã mais velha também foi embora não muito tempo depois e seu pai vive no trabalho ou trancado em seu próprio mundo. Mas mesmo não permitindo a si mesma que crie laços, Ashtyn está o mais perto que pode de ser feliz. Ela é a única garota - e agora capitã! - do time de futebol americano de sua escola, namora o astro do time, tem um grupo fiel de amigos e está se esforçando o máximo possível para conseguir uma bolsa de estudos em uma faculdade bem longe de casa. Mas tudo muda quando sua irmã reaparece em sua casa, e com um enteado de 17 anos lindo, irritante e que grita perigo.
A última coisa que Derek queria na vida é ter que se mudar para uma cidadezinha perto de Chicago com sua madrasta e seu meio-irmão. Mas não restou muitas opções já que foi expulso do colégio interno que estudava por um brincadeira que, para ele, o diretor levou a sério demais e o o seu pai está preso em um submarino por seis meses em serviço à Marinha. O que ele não esperava era descobrir que a irmã de sua madrasta é uma garota linda, que o tira do sério e conquista completamente.

Amor em Jogo é um livro cheio de clichês, como o-casal-que-vive-brigando-por-que-se-gostam-mas-não-querem-admitir ou o-namorado-que-parece-perfeito-mas-todo-mundo-percebe-que-ele-é-um-idiota-menos-a-protagonista. Só que, como eu já disse várias vezes aqui no blog, clichês nunca são ruins se são bem usados e foi exatamente o que aconteceu aqui. Porque, sim, o livro não traz nada de realmente novo e, sim, é bem previsível, mas você acaba não se importa porque a própria estória não se leva muito a sério e, principalmente, porque ele tem tantas outras coisas interessantes que isso acaba ficando em segundo plano.

Um dos pontos mais positivos são os personagens. Eu amo como todos os personagens, e não só os protagonistas, são super carismáticos mesmo possuindo as suas qualidade e seus diversos defeitos. Como a Ashtyn, por exemplo, que às vezes age como uma protagonista cega e idiota, mas na maioria do tempo é uma garota durona que não fica chorando pelos cantos e está pronta para lutar as suas lutas sem querer a ajuda de ninguém. E já Derek é aquele garoto que tenta ser um idiota, que tenta parecer como se não se importasse para nada, mas que no fundo tem um coração imenso e lindo e usa toda a sua pose apenas como uma fachada para protegê-lo.

Outra característica que torna o livro ainda melhor são os diálogos e a narrativa no geral. Não sei se a escrita da Simone Elkeles evoluiu muito, ou a tradução do primeiro livro estava muito ruim, porque eu realmente me surpreendi com a forma como a estória de Amor em Jogo foi contada. A narrativa tem um naturalidade invejável e um ritmo delicioso de se ler, sem muitos floreios ou frescuras, e tem o seu grande clímax nos diálogos (principalmente entre a Ashtyn e o Derek). Eles são super inteligentes, assertivos e possuem um tom de provocação tão natural e tão divertido de se acompanhar! Isso é algo difícil de se explicar, mas podem ter certeza que quando lerem vão entender o que eu estou falando. A minha única crítica é que a tradução trouxe algumas gírias que ficaram estranhas no contexto geral e fora de lugar.

A Simone Elkeles traz uma plano de fundo familiar complicado para ambos os personagens principais, mas em nenhum momento se aprofunda nisso. Eu entendo porque eles foram colocados ali, já são alguns dos empecilhos para que o casal fique juntos, e também entendo porque ela não os trabalhou como poderia e deveria já que senão daria uma profundidade não desejada para o livro que acredito ter, desde o começo, a pretensão de ser algo leve e divertido. Mas isso ainda não impede que o leitor sinta que falta alguma coisa ao se ter uma plano de fundo tão complexo e não utilizá-lo durante o desenvolvimento do enredo.
Mas não é segredo nenhum que o grande destaque do livro é o romance e, nesse sentido, eu não tenho críticas, Ele se desenvolve no tempo certo, conquista o leitor e passa para ele tudo o que os personagens estão sentindo e tem um desenvolvimento atraente e delicioso de se acompanhar.

Amor em Jogo me surpreendeu e foi uma leitura que gostei muito mais do que esperava. Eu só não dei uma nota muito alta por que existem outros livros do mesmo gênero que conseguem ser muito mais completos e envolventes, mas isso não apaga o fato desse livro proporcionar uma leitura leve, divertida e fofa. Amor em Jogo foi leitura de uma tarde, que me trouxe de volta de uma ressaca literária e me deu tudo o que eu queria: entretenimento. Ansiosa pelos próximos livros da série e que eles sejam tão delicinhas quanto esse!

"— Ela me deixa louco. — Irving ri como se fosse sinceramente divertido: — Toda menina que vale a pena deixa um cara louco, Derek. Pense só que mundo entediante seria sem meninas que nos deixam de quatro."

"Nunca acreditei em amor à primeira vista, até conhecer Derek. É sobrepujante e delicioso e maravilhoso e empolgante. Ao mesmo tempo, me deixa nervosa e alerta e emotiva. O amor existe. Eu sei que sim, porque estou louca, profunda e desesperadamente apaixonada."

site: http://rehabliteraria.blogspot.com.br/
Bruna Marie 28/11/2014minha estante
Esse livro deve ser maravilhoso, estou louca para lê-lo. Entendo o que sentiu com Química Perfeita. Eu comprei quando lançou aqui no Brasil, e a edição estava péssima continha erros ortográficos, erros com a edição... Apenas a capa resumindo era bonita. Até que pensei todo mundo fala que é tão bom. Dei uma chance ao livro em inglês e acabei gostando na medida do possível. Então posso dizer que entendo seu desapontamento. A sinopse de amor em jogo me chamou a atenção também, mas não estou esperando nada demais. Sua resenha me chamou a atenção. Espero lê-lo em breve.


Bruna Marie 28/11/2014minha estante
Entendo o que sentiu com Química Perfeita. Eu comprei quando lançou aqui no Brasil, e a edição estava péssima continha erros ortográficos, erros com a edição... Apenas a capa resumindo era bonita. Até que pensei todo mundo fala que é tão bom. Dei uma chance ao livro em inglês e acabei gostando na medida do possível. Então posso dizer que entendo seu desapontamento. A sinopse de amor em jogo me chamou a atenção também, mas não estou esperando nada demais. Sua resenha me chamou a atenção. Espero lê-lo em breve.




Caro - só troco livro por livro 16/07/2014

Não é a pegada de Química perfeita, com todo o drama e tals.
Esse livro é mais tranquilo, fofo!
História da Ashtyn lutando por um lugar ao sol, se fazer valer entre os jogares de Futebol Americano.
Derek, um "bad boy" que não quer nada do que foi "privilegiado" a ter.
Entre brigas e brigas a amizade e a atração são fortes demais. Mas Derek sabe e não pode ser nada o que realmente Ashtyn gostaria que ele fosse, a não ser ser o único o que ela quer!
Foi livro rápido, e fofo!
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Leitora Viciada 04/09/2014

Amor em Jogo é o primeiro livro da série Wild Cards, da autora Simone Elkeles, lançado no Brasil pela Globo Livros. A maioria dos leitores brasileiros a conhece por Química Perfeita (2011). Infelizmente a editora que publicou o livro no Brasil fechou as portas e os fãs ficaram sem o restante da série.
Convido então todos que curtiram Química Perfeita: Conheçam Ashtyn e Derek, de Wild Cards, pela Globo Livros!
Amor em Jogo é um Young Adult originalmente publicado em língua inglesa em 2013, com todos os itens comuns do gênero, formando uma ótima história para o público-alvo.
As cores da capa combinaram bastante, mas não ilustram o conteúdo do livro como deveriam. Ele é mais adulto e a capa original seria uma escolha melhor. Por outro lado, a tradução do título é perfeita!

O livro é dividido em mais de cinquenta capítulos sem títulos, apenas com o nome do narrador (Derek ou Ashtyn). Em primeira pessoa, a narrativa segue a ordem cronológica, mostrando o ponto de vista de ambos. Além de dinâmica, a alternância é importante, porque como os dois vivem se desentendendo, o leitor acompanha os encontros e desencontros em um texto cheio de bom humor, ora engraçado, ora irônico. Nós ficamos sabendo, mas as personagens nem sempre, o que deixa a história agitada e com muitos acontecimentos.
A linguagem da autora é leve e o texto é claro, com vários diálogos estruturados.
O livro é romântico, divertido e levemente apimentado. O foco da história é o casal protagonista, que se apaixona entre uma briga e outra. O modo como se conhecem é inusitado.
A diversão é tão boa como em filmes de comédias juvenis dos Estados Unidos. O livro não é erótico nem possui apelo sexual, mas a atração é eletrizante, sexy, encontrando um meio-termo perfeito, nem infantil nem apelativo. Gostei muito do equilíbrio, pois não sou fã de livros hots, mas também me sinto entediada quando o casal fica distante e o relacionamento artificial. Simone Elkeles é famosa por tecer química entre seus casais, tanto psicológica quanto física. Por Amor em Jogo, pude comprovar. É um relacionamento quente, engraçado e agitado.

O romance é contemporâneo e sua ambientação é Chicago em sua totalidade (mas há outros locais, como o Texas). O enredo apresenta clichês estadunidenses, especialmente dos estudantes (equivalentes ao nosso Ensino Médio), que já se preparam para terminar a escola e iniciar a faculdade, ou estão começando o Ensino Superior e a vida jovem adulta.
Clichê pode ser positivo quando elaborado com frescor, intensidade, efeito. Não me importo se o livro possui clichês ou inovações, desde que a história seja envolvente e me segure ansiosamente até o término. Amor em Jogo é assim, com várias características comuns da juventude americana, mas é uma leitura tão agradável e até mesmo, viciante. A história avançou e eu nem percebia.
Todas as personagens me agradaram, estereotipadas ou não. Mas... E o casal protagonista? O que eles agregam e contribuem para entreter o leitor?

Para ler toda a resenha acesse o Leitora Viciada.
Faço isso para me proteger de plágios, pois lá o texto não pode ser copiado devido a proteção no script. Obrigada pela compreensão.

site: http://www.leitoraviciada.com/2014/09/amor-em-jogo-wild-cards-de-simone.html
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Ana.Santos 28/01/2015

Doce Romance
Esse livro é o " gostoso de ler para se distrair", uma leitura leve, divertida.
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Dani 05/04/2015

Um dos mais fofos que eu já li
Quando eu peguei esse livro não consegui parar mais de ler, e olha que eu sou enjoada para livros de romance. e a narrativa super fácil, cada capitulo é narrado pelo Derek e a Ashtyn alternadamente , o que é super legal, pois você fica sabendo o ponto de vista dos dois. Li em um dia, ele me envolveu tanto que não vi o tempo passar , ele é fofinho e engraçadinho, tem coisa melhor ?
Se você gosta de romances fofos de adolescentes , então eu super remendo esse livro :D
Ps: Quero o Derek para mim heuheuehuehue

site: http://livrosumaaventuraaomundodesconhecido.blogspot.com.br
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Mary 30/08/2014

Amor em Jogo

Sabe aquela sensação de que o livro que você leu daria um filme e tanto? Foi exatamente isso que pensei quando terminei Amor em Jogo. Quem já leu Química Perfeita sabe como a Simone Elkeles consegue colocar tramas complexas e envolventes em leituras fáceis e rápidas. Esse não foi diferente.
Amor em Jogo não tem o mesmo drama de Química perfeita, porém, indo contra à opinião da maioria, conseguiu me cativar muito mais.


A história começa quando Derek tem que se mudar para Chicago com sua madrasta. Com seu pai longe de casa, ele não tem outra escolha a não ser morar com uma família desconhecida e completamente desfuncional. De outro ponto de vista, Ashtyn acaba de ser eleita capitã do time de futebol que faz parte e tem que lidar com a culpa por ter pego o título que seu namorado tanto queria e com a falta de atenção em todos da sua família.

Com a pressão de ser a única garota do time, ela ainda tem que encarar a novidade de sua irmã ter voltado para casa e ter trazido o filho e o enteado para morar sob o mesmo teto. Derek e Ashtyn se irritam e se provocam quase o tempo todo.

A convivência dos dois não é nada tranquila. Ashtyn odeia que todos na casa (até seu cachorro) se deixem levar pelo charme de Derek e se esforça a todo custo para não fazer o mesmo. Ele, claro, parecer fazer um tremendo esforço para para impedir que ela resista.


Ao se tornar capitã do time, Ashtyn vira um alvo de brincadeiras ofensivas dos times rivais. Seus amigos, que também são jogadores, não deixariam os ataques acontecerem sem uma revanche. E Derek, que queria bancar seu herói, também entra para o clube dos defensores. Fazer isso só os mete em ainda mais confusões.

Os diálogos implicantes dos dois e as situações em que eles caem são as partes mais engraçadas do livro. As provocações viram quase uma rotina, porém em algum momento eles esquecem de se irritar e passam a nutrir um sentimento bem mais forte. A resistência de confiar e de se entregar ao sentimento é o que frustra em muitas cenas. As experiências ruins e as angustias do passado os atrapalham de viver o amor de verdade. Entre a razão e o sentimento, eles ficam no meio do caminho. Sem se entregar completamente, mas também sem ficar longe um do outro.


A leitura teve um ritmo leve e contagiante do começo ao fim. Eu li sem saber praticamente nada do enredo, sequer li a sinopse. Acho que isso tornou tudo uma surpresa boa, já que eu não tinha expectativa nenhuma. Amor em Jogo é um livro relaxante e ao mesmo tempo penoso. Você sofre com os personagens até que eles finalmente consigam resolver seus conflitos internos.


Recomendo para quem procura uma leitura leve!
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Karen 02/09/2014

Livro que me conquistou.
Confesso que quando comecei a ler esse livro dei uma nota 3 e não achava que ia gostar tanto. Mas no desenvolver da história fui me apaixonando pela historia desses dois maluquinhos. Esse livro é aquele tipo que você começa ler e não quer parar e que quando acaba você fica com pena de ter lido tão rápido. Adorei e quero continuação.
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Leandro Matos 20/08/2014

AMOR EM JOGO | UMA HISTÓRIA DE AMOR ADOLESCENTE CATIVANTE E DIVERTIDA
O enredo central de Amor em Jogo, fica em torno do relacionamento de Derek Fitzpatrick, um adolescente imprudente e presunçoso e Ashtyn Parker, uma garota delicada, que faz da prática do futebol americano um escudo contra sua insegurança. Dentro de um contexto pra lá de improvável, nasce um sentimento autêntico entre eles e que em pouco mais de 350 páginas, nos torna dispostos a conhecer mais sobre a história desses dois.

Ele é inconsequente.
Ela determinada.

Derek foi expulso do colégio e entre outras consequências, se vê tendo que morar em outra cidade com Brandi, sua madrasta, uma mulher apenas um pouco mais velha que ele. Como seu pai é ausente (ele passa meses embarcado, pois é oficial da Marinha), ele não tem com quem contar e acaba tendo que acompanhá-la para essa nova residência. A adaptação vai ser difícil, pois trocaram a agitação da Califórnia, por uma área interiorana de Illinois.

Ele é solteiro.
Ela tem namorado.

Ashtyn por sua vez é uma garota independente e de personalidade forte. Ela é a única garota no time de futebol americano do colégio em que frequenta. E namorando o melhor jogador do time, fica em uma situação delicada ao ser escolhida como capitã da equipe.

Ele é apaixonante.
Ela, já está apaixonada.

A primeira vez em que ambos se viram é ilustrada de forma um tanto cômica, mas é esse encontro que ilustra bem o tom que vai permear boa parte do romance. O conceito de cão e gato é trabalhado ao pé de letra. Eles discordam, discutem e brigam o tempo todo. Se evitam, mas sempre estão próximos de alguma forma. E é nesse clima que desponta a afeição e principalmente o desejo (diga-se de passagem bem carnal) - entre os dois.

"No meu sono, digo a mim mesma que faço qualquer coisa para mantê-lo aqui comigo.
- Não me deixe - murmuro no peito dele, tremendo descontroladamente.
- Não vou deixar. - Os braços dele em envolvem, e eu me sinto segura..."

Amor em Jogo é um típico romance americano em todos os sentidos. E em todos os clichês. Temos um cara metido a bad boy e uma menina atraente, mas que se esconde em camadas de roupas desengonçadas. Um ambiente escolar estereotipado e uma família problemática! Um plot perfeito para uma típica comédia romântica nos cinemas. Aliás, o enredo, até se assemelha um pouco com o filme Ela é o cara de 2006.

A narrativa do livro segue de forma prática. Sempre alternando os pontos de vista (a narração) da história, entre Derek e Ash e contando com capítulos curtos e objetivos, a leitura transcorre fácil. Além do desenrolar do romance em si, outros temas são levantados, como o problema do preconceito, os frágeis laços familiares, dramas pessoais, dificuldade de aceitação, dentre outros.

A edição merece alguns apontamentos. Para mim, a arte da capa não condiz com a essência dos personagens apresentados no livro, porém, a edição traz uma textura aveludada, algo bem agradável de manusear. Outro ponto destacável é a tradução. Santiago Nazarian, o responsável pela tradução do original acertou em contextualizar certas passagens do texto, formando um enredo com uma linguagem mais adulta do que juvenil, além de inserir algumas expressões tipicamente brasileiras. Algo que deu mais propriedade as vozes dos personagens.

A leitura do romance foi uma aposta. Um desafio para mim, um leitor que não é muito familiarizado com o gênero, mas que se surpreendeu com uma leitura leve e divertida. Os sorrisos estão garantidos.

Leia a review completa no link abaixo

site: http://nerdpride.com.br/literatura/amor-em-jogo/
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Psychobooks 03/09/2014

Apresentação da série e premissa do livro

"Amor em Jogo" é o primeiro livro da série "Wild Cards" da autora Simone Elkeles. O foco de Elkeles é o Mature Young Adult. Alba, que ê isso, menina? Esse é um subgênero dos romances jovem-adultos, que fica entre o YA (jovem-adulto) e o NA (New Adult). Nesses romances os protagonistas já têm 18 anos, mas seus problemas ainda são voltados a High School e escolhas de universidades para cursar. O diferencial na linguagem é a inserção de sexo.

Nesse primeiro livro conhecemos Ashtyn e Derek. Ashtyn é jogadora de futebol americano (!!!!!!), a única mulher em meio a um monte de rapazes. Ela teve que se impor para conseguir seu espaço e o reconhecimento chegou no seu ano senior: ela foi eleita capitã do time em detrimento de seu namorado Landon e assim... Ele não ficou muito feliz com essa história, não...

Do outro lado desse shipp, nós temos Derek, um garoto que também está no seu último ano da High School, mas cursando o colégio interno. Derek adora pegadinhas e acabou de ser o cérebro por trás de uma épica! O resulto foi sua expulsão da escola. Agora ele terá que se mudar de cidade com sua madrasta e o filho para a casa do pai dela, já que seu pai é capitão de um submarino e ficará fora pelos próximos 6 meses.

E essa é a premissa desse primeiro livro.
Quando ao plano de fundo para a continuação... Não sei o que a autora planejou. O livro teve um final bem fofo e fechadinho.

Narrativa e construção da história

A narrativa é em primeira pessoa sob as visões de Ashtyn e Derek. Nas trocas de visão de um para o outro, senti uma certa descaracterização. Foi como se a autora os fizesse pensar e agir de um jeito durante sua visão e as reações mudassem quando estavam sendo observados pelo outro narrador. Foi uma impressão bem leve, mas me incomodou um pouco.

Os obstáculos colocados pela autora para o envolvimento dos dois foi bem crível e fundamentado. Os dois têm uma bagagem - mesmo que pequena - e Elkeles soube montar a história de forma que isso os atraísse e repelisse da mesma forma.

Personagens e plano de fundo

O que gostei bastante no livro foi a forma como a autora construiu seus personagens coadjuvantes. Todos têm características próprias e são primordiais para o apoio da história. O passado de Derek é apresentado de uma forma que sentimos bem a sua dor e suas perdas; mesmo o personagem que não está mais presente é bem-montado.
A família de Ashtyn, em especial sua irmã, madrasta de Derek, tem uma participação bem interessante. Adorei a forma como a autora a construiu e como mostrou seu amadurecimento desde a adolescência até os dias atuais.

Ashtyn e Derek fazem o par perfeito para romances no gênero. O química entre eles é palpável e bem montada durante todo o enredo.

Tropeços na construção

Um dos grandes problemas para mim durante a leitura foi a inserção de um personagem depois da metade do livro. Envolvida com o passado de Derek, achei sua participação um pouco desnecessário e em minha opinião ela truncou a fluência de uma escrita que vinha superleve.

Vale a pena, Alba?

Dentro do gênero o livro leva 4 estrelas. É um romance leve, com problemas comuns à idade e que, apesar dos tropeços, entretém o leitor. Adorei a escrita da autora e com certeza lerei a continuação.
Super-recomendo.

"Seguir em frente é duro pra caralho."
Página 90


site: www.psychobooks.com.br
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Mary 29/03/2015

Adorei e recomendo
Como leitora voraz, o clichê para me surpreender tem que ser muito bem escrito e a Simone Elkeles consegue essa proeza.
Em vários momentos eu ri alto com as respostas do Derek, seus pensamentos. Como toda romântica incorrigível eu adoro quando os Mocinhos caem de amores pela Mocinha, mas gosto ainda mais quando eles fazem isso sem virar pastéis sem personalidade. O Derek mantém sua personalidade desde o início, debochado, sagaz, engraçado e a Ash é uma menina forte, jogadora de futebol que embora apaixonada consegue mais ou menos manter sua vida, sem se acabar à cada obstáculo. Talvez o final me deixou um pouco a desejar, a autora desenvolveu uma história maravilhosa e correu um pouco no fim, mas é algo que eu tenho notado em muitos romances NA, que não tira o brilho da história, mas podia ser desenvolvido mais devagar. A autora já ganhou um lugar nos meus favoritos (já li Química Perfeita e me apaixonei por sua escrita). Duvido muito que as leitoras não se apaixonem por Derek e o seu "docinho de coco". RECOMENDO!
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Silviane 21/10/2017

Li a resenha desse livro em algum blog que agora não me recordo qual e achei a premissa super bacana e fofa, então como gosto muito de young adult coloquei ele na minha lista longa de leitura. Deu para perceber que ele acabou cortando fila e valeu muito a pena. É o tipo de livro que tu lê em poucas horas e se não fosse o sono eu realmente teria lido em uma única sentada. Não da para sentir as páginas correndo e com as situações que o casal passa eu só ficava mais apaixonada pela obra. Não vou negar que ele tem vários clichês que fazem parte do gênero, mas mesmo com os clichês ele consegue dar algo a mais para o leitor. Pelo menos eu acabei me sentindo assim.

O livro é narrado em primeira pessoa pelos personagens principais: ASH e DEREK. Ele é o tipo de garoto que não está nem aí com nada. Suas atitudes podem fazer algumas pessoas o considerarem o badboy, mas eu não o vi com essa característica. Na verdade o que eu vi no menino foi só a necessidade enorme de chamar a atenção e um nível muito grande de carência. Considerando que ele é um adolescente e tudo o que ele passou eu até que o compreendo; Além do fato, claro, de que por mais que essas características não sejam legais elas também não são predominantes na obra de uma forma ruim. Ash já é uma menina adepta ao desapego. A unica coisa que realmente importa para ela é o futebol e é somente nisso que ela se agarra e foca a sua vida. Seus dramas familiares a atordoaram desde muito nova e por isso ela pode parecer fria quando o assunto é sentimento. Ela tem um namorado que, honestamente, é um chato imprestável. Mas Ash não é só isso; Ash é uma protagonista que mostra de uma forma simples e clara como é ser mulher (e adolescente) nos dias atuais, onde temos a pauta feminista tão evidenciada. Ela tem seus extremos na personalidade e atitudes. Uma hora é a girl power capitã do time de futebol (onde ela é a única menina) e depois ela acaba sendo a garota ingênua em seu relacionamento cedendo a desejos que não são seus. A forma como a autora trabalhou com a personalidade de Ash ao longo do livro e o quanto ela foi amadurecendo foi bem sutil, mas certeira. Ninguém dorme e acorda madura, entende? No caso desta personagem foi tudo trabalhado aos poucos de acordo com cada acontecimento da obra.

O que não funcionou muito bem para mim na obra foram algumas situações criadas pela autora que me fizeram duvidar da minha própria inteligencia. Sabe, quando acontece aquele amor imediato que tanto irrita os leitores? Bom, neste livro ele acontece no primeiro dia em que eles se conhecem, mas o pior ainda: a situação que eles se conhecem é bem hilaria, mas que poderia representar um certo perigo para Ash e mesmo assim tudo o que ela pensava é no quão gostoso ele é. Desnecessário. E tem aquela velha mania do "eu preciso me afastar delx" que persiste durante todo o livro e da muita raiva deles. A situação que eles se encontram é diferente, jé que eles moram na mesma casa e se vêem todos os dias e praticamente todas as horas, então por conta disso a aproximação é muito maior do que com outros casais de romances YA, mas mesmo assim não me entra na cabeça esse amor louco que surge do nada. Teve outras situações que eu fiquei matutando, mas não vou dar exemplos porque pode conter spoiler e não é a intenção aqui.

É, tive meus momentos de raivinha mas a leitura foi extremamente prazerosa. Apesar dos deslizes tem muitos momentos engraçados principalmente durante os capítulos em que Derek narra. Ele se tornou um dos meus personagens mais queridinhos, pelo menos deste ano. Além do mais o livro nos mostra que é impossível ser feliz sozinho e não no sentido amoroso da coisa, mas também em relação família e amigos. A autora trabalhou bem nesse aspecto e acaba sendo um grande diferencial do livro.
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Suka Rosário 20/06/2019

Não é tão ruim mas tbm não é o melhor livro do mundo.
Gostei mto da história da protogonista, gostei dela ser uma jogadora de futebol americano, uma coisa mto diferente num universo de livros adolescentes e um ótimo contra peso do Dereck q um estereótipo completo desse mesmo universo, rebelde pq a mãe morreu, o pai não morar e coisa tal mas apesar de tudo ele é engraçado. A dinâmica da astheny com amigos dela de futebol foi adorável, totalmente divertida e q mostra q sim nos mulheres podemos ter amizades com homens, pq a forma como eles a defenderam foi ótima. Pra mim a melhor parte do livro foi ela como jogadora de futebol americano, passando por todas diversidades e preconceito achei super legal isso e diferente.
A avó do Derek podia ter aparecido mais cedo no livro pq ela foi super engraçada e divertida com o jeito de ser esnobe dela, morri de rir qndo ela procurou por ele no jogo, visualizei a cena mesmo de uma velhinha com uma sombrinha e ele tentando se esconder, queria ter visto a cara dela qndo descobrisse q a brandi está grávida, iria minar mto rs.
Não achei a escrita do livro de uma fic, realmente não vi isso, claro q a escrita não é assim Nossa q livro super cabeça mas serve bem o seu propósito de ser um livro para adolescentes.
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Anne 07/01/2017

Encontrar o caminho pode ser árduo, mas termina como um docinho de côco.
Eu estou simplesmente apaixonada por esse livro. Já conheço a escrita da Simone em outras obras, mas ela conseguiu cativar ainda mais com essa estória.
Derick é um rapaz interessante e de qualidades indiscutíveis, no entanto, depois de sofrer algumas perdas, anestesiado pela dor, passa a agir de forma indiferente com relação ao mundo ao seu redor, evitando qualquer tipo de apego. Já Ashtyn é doce, meiga, corajosa e muito abandonada por sua família.
Quando o destino resolve cruzar suas vidas, ambos tentam resistir. No entanto, o que de início é apenas atração, desenvolve-se e passa a outros níveis, quando percebem que ambos são a cura para as dores um do outro. A preocupação mútua para com o bem estar dos dois faz com que se apaixonem e vivam uma intensa paixão ao mesmo tempo um conflito imenso baseado em "o que minha racionalidade baseada em experiências passadas quer, e o que meus sentimentos, baseado nessa loucura presente quer".
O livro é fantástico porque mostra com perfeição os diversos conflitos que a maioria de nós passamos, as dificuldades em se decidir coisas importantes com tão pouca idade e nem sempre com orientação adequada. Também fala sobre amizade, carinho, respeito, enfim todos os liames básicos para fornecer uma boa estrutura a um ser humano.
Os personagens trazem a vulnerabilidade da juventude, a sensibilidade à flor da pele e a força das grandes paixões, nem sempre fáceis de conquistar. É uma leitura leve, gostosa e repleta de reflexões saudáveis.
Pode causar choro.
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Isa Castilho 29/11/2014

Fofinho
O livro foi fofo, mas eu esperava, definitivamente, bem mais dele. Acho que criei muita expectativa por causa de outros livros da autora que eu li e amei (como o Química Perfeita). Eu estava esperando mais um New Adult, alguma coisa mais HOT, contudo, o livro seguiu somente fofinho mesmo. Mas recomendo, pois a leitura é bem gostosinha.
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spoiler visualizar
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