Clara dos anjos

Clara dos anjos Lima Barreto




Resenhas - Clara dos anjos


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Daniela Euzebio 29/04/2018

De cortar o coração.
Fiquei abalada com a leitura. Entretanto, é essa a intenção de Lima Barreto com sua Literatura de Denúncia. Uma das obras mais importantes do Pré-Modernismo que deve, sem sombra de dúvida, continuar sendo uma leitura obrigatória.
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Samara 31/03/2018

A decadência de uma sociedade preconceituosa
Resenha por fazer
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Ana 01/01/2018

Profundo
Esse é um dos livros mais intensos que eu li na minha vida. Lima Barreto expôs toda a realidade dos subúrbios cariocas e sem delicadeza nenhuma conseguiu nos mostrar todas as tristezas que milhares de jovens devem ter passado e ainda passam hoje em dia. Merece a leitura, mas não espere um final feliz.
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Luzi.Cleide 07/12/2017

Super recomendo, essa história de um romance de época que me fez dá aquela viajada...?
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Claudio Rosa 08/10/2017

Livro Incomum
O que torna esse livro interessante em primeiro lugar é o enredo construído em um período histórico em que os bairros da cidade do Rio de Janeiro estavam sendo construídos. Lima Barreto descreve muito bem a maneira de como os cariocas viviam naquela época.

A situação de inferioridade da mulher com relavao ao homem também está muito presente no livro, de como a mulher, naquele período histórico era vista como um mero objeto para o sexo masculino. Ainda bem que a história mudou não é mesmo?

A imprevisibilidade com relação ao desfecho da narrativa também torna essa obra instigadora. Esperamos um final clichê e o autor nos presenteia com a verdade nua e crua, que nem sempre é o que a literatura nos mostra. Na verdade a literatura atual nos leva a fantasia que em nada nos ajuda a enfrentar a realidade que bate a nossa porta.

Vou dar 3 estrelas no skoob e indico a leitura.
Samara 29/10/2017minha estante
A história não mudou, continua a mesma coisa, as mulheres negras continuam sofrendo nas mãos de malandros




ROBERTA 01/10/2017

Esperava mais do livro. A narrativa não me prendeu, caminhei devagar, ainda que com afim interesse. A crítica social feita é interessante, mas tenho tendência a gostar de livros mais fortes.
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Juninho 29/09/2017

Outro Título
o livro não fala de clara dos anjos mas sim de outro personagem cassi e o livro deveria ter outro nome
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Fabio Henrique 04/08/2017

Lima Barreto em grande forma
Ainda que seja um pouco datado (ao trabalhar com valores morais de uma época específica) é um romance muito bem estruturado, com ótimos personagens, escrito com elegância e clareza e com algumas passagens de grande brilho.
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Colégio Evolução 22/07/2017

Em todos as suas obras, com maior ou menor ênfase, Lima Barreto denúncia as intocáveis formas de preconceito racial que oprimem e marginalizam os negros. Clara dos Anjos não foge à esse propósito. Trata-se de uma crônica do cotidiano da população pobre do Rio de Janeiro no início do século XX. Nesse relato denúncia, o autor conta a história da jovem e ingênua negra do subúrbio carioca de Inhaúma, Clara dos Anjos, que se entrega de corpo e alma a Cássia, por quem é cruelmente abandonada.
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Makhno 16/07/2017

Lima Barreto é um dos grandes intérpretes do Brasil do começo do século XX, com suas críticas marginais aos mitos consagrados pela história oficial brasileira. Um gênio que conseguiu captar como poucos conseguiram o modus operandi do racismo “à brasileira”, isto é, o modo como a dominação racial e a exclusão social do negro foi construído, de forma camarada e sutil. “Clara dos Anjos” é a descrição minuciosa das relações sociais de uma sociedade autoritária, injusta, que inferioriza a mulher e fortemente racista. Um roteiro bem atual para uma sociedade que ainda não aparou suas arestas com a condição social do negro e que camufla o racismo no famigerado mito da “democracia racial”. A vitalidade de uma obra é medida pela sua atualidade e Lima Barreto tem tal aspecto como marca de toda sua produção intelectual.
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Leituras do Sam 24/06/2017

As qualidades da obra de Lima Barreto é indiscutível, e eu não tenho profundidade para fazer uma resenha apropriada, só posso dizer que ao escrever a história da jovem Claro dos Anjos, o autor faz um retrato das diferenças sociais e raciais que ainda se fazem sentir na sociedade.
É uma história até bem simples - uma jovem negra do subúrbio é enganada pelo jovem branco rico - mas é na contextualização da história e com as críticas sociais que a obra ganha profundidade.
Lima Barreto não tem medo de dizer o que pensa através dos seus personagens e assim sua obra torna-se um importante instrumento de denúncias contra a discriminação racial e social no Brasil.

@leiturasdosamm
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Agenor 06/05/2017

Escrevi uma resenha sobre esse livro, quem se interessar, link logo abaixo


Naty 01/05/2017

Um livro que ironiza uma época, que critica a questão social no Brasil, além da hipocrisia da população.
Esse livro foi escrito pelo escritor Lima Barreto, um mulato que, quando completava sete anos de idade, viu a lei áurea sendo assinada. Enfim, a abolição da escravidão. Pena que leis não eliminam preconceitos.
E são esses preconceitos o âmago de suas obras ou, pelo menos, dessa que vos falo. Clara dos Anjos foi um livro do qual não me afeiçoei muito, mas que, com certeza, traz muito da realidade brasileira, ainda mais naquela época.
O enredo enfoca como Cassi, um menino branco, vagabundo e mal, se aproveita de meninas negras, mulatas e brancas pobres, desonrando-as. É isso que acaba acontecendo com Clara. Ela, sempre criada num ambiente recatado em que a mãe nada falava sobre as asperezas da vida ou sobre as peripécias do amor, cai, facilmente, nas amarras desse ignóbil conquistador.
Para alcançar esse fim, ele comete até mesmo um assassinato. Ele corrompe outras pessoas. Ele é, com certeza, a figura mais criticada do romance. É uma face caricaturada da hipocrisia social e do abuso que a aristocracia fazia em relação aos menos favorecidos.
Outra coisa que o autor enfoca, de forma veemente, é que a mãe do rapaz acaba o apoiando em seus erros por causa do sentimento racista que a permeia. Ela acha o seu filho mais importante que as vítimas dele e, quando estas vêm a pedir explicações ou que tome alguma providência, ela rejeita a hipótese de casar seu filho com qualquer uma delas. Isso acontece porque elas são pobres, negras, mulatas. Porque elas não merecem o filho dela. (QUE PENSAMENTO MAIS HORRÍVEL. PENA MAIOR AINDA É QUE NEGAR ESSA RELIDADE É NEGAR O QUE OS OLHOS PODEM VER).
Pelo que eu li sobre o escritor, ele teve uma vida muito contubarda: seu pai era louco, ele ficou viciado em bebidas alcoólica e o sucesso que ele tanto almejava na literatura foi um sucesso pós morte. Nem por isso ele deixou de tecer inúmeras críticas cujos principais temas são os seguintes: a estúpida mania de aristocracia, o preconceito racial, a obsseção em querer ser doutor, a sabedoria oca dos intelectuais famosos, a falsa caridade das irmandades religiosas, entre outros.
Lima Barreto também foi muito criticado, em sua época, por se utilizar de uma linguagemm que tentava imitar mais a própria linguagem popular. A época em que se insere a obra é marcada pelo parnasianismo, portanto, sua maneira diferente de escrever foi muito notada, mas não como algo bom e sim como uma forma errada de escrever.
Eu também percebi algumas críticas à influência estrangeira, as quais permeiam o livro por meio de palavras empregadas em inglês. O misticismo do povo brasileiro também é criticado, já que Lima Barreto vê isso como um sinal de ignorância. A religião x é usada na situação x, a y na y. Ou seja, religião deixa de ser convicção, passa a ser apenas a forma de se alcançar o que se almeja.
Um dos personagens desse livro, o Leonardo Flores, lembrou-me muito o autor, pois, ambos eram apaixonados pela literatura, mas acabam no fundo do poço e no vício da bebida. " A obra é tudo para o pequeno povo; o autor nada"
Uma parte que retrata o preconceito da mãe é que quando ela acha que o filho vai para outro Estado brasileiro para ser trabalhador "de enxada", ao invés de ela se sentir alegre por ele abandonar a vida ruim, ela se sente envergonhada. Para ela, vergonha não é a atitude, é a cor, é a condição social, são as vestes. Para mim, como uma das vítimas de Cassi diz: pior que ele, só a mãe.
Um elogio que tenho de fazer ao livro é que ele pode servir de alerta para as meninas. Permeiam o nosso tempo histórias de princesas que encontram feras e as transformam em príncipes ( Isso mesmo! A Bela e a Fera). Esse já foi o meu filme favorito da Disney até que percebi o dano que ele pode causar no que muitas meninas, despreperadas para a rudeza da vida, pensam do amor.
Claro achava que com ela seria diferente. Ela achava que Cassi só tinha feito aquilo com as outras. Em certos momentos, ela até cria na ideia de que aquilo acontecia por que as outras garotas eram safadas. Parece idiota o pensamento, não é? Mas muitas, ainda hoje, pensam assim. Filmes, como o anteriormente citados, acabam propagando no imaginário feminino que, com o amor, as mulheres podem mudar os homens maus. Pena que os gatinhos arranham.
Será que não é por isso que muitas mulheres, na sociedade odierna, muitas vezes, envolvem-se com homens problemáticos só porque eles são bonitos ou porque acham poder resolver o problema do outro?
O ilogismo desse pensamento se encontra no fato de que se submeter ao sofrimento em nome de outra pessoa que te faz sofrer, mesmo você a amando do fundo do seu coração (ou achando que a ama), é burrice. Por que você que tem de resolver o problema dela?Primeiro, ela resolve o problema dela e, depois, tudo pode dar derto entre os dois.
E é isso que ele traz nesse livro. Se, talvez, ela não tivesse sido criada num ambiente tão fechado e sua mãe a tivesse instruido que os pais limitam os filhos de se casar com certas pessoas porque, mesmo que, no meio da paixão isso pareça ser bobagem, a conduta irá influenciar permanentemente como essa pessoa é e, futuramente, como o relacionamento irá se estabelecer, Clara poderia ter tido um futuro melhor.
Não estou querendo difamar o filme da Disney, pois explicto, sinceramente, que sempre foi o filme que mais gostei. No entato, negar a verdade e escondê-la é cair no mesmo erro da mãe e do pai de Clara. As crianças acabam, muitas vezes, não levando a figura da fera apenas para o sentido da aparência, mas da própria essência. E convenhamos, ser "fera" na aparência não influêcia em nada no que se é no interior, mas ser "fera" na essência, como Cassi no livro, é um problema e, de pessoas assim, é melhor ficar longe como diz o próprio Marramaque no livro.
Enfim, termino essa resenha dizendo que gostei do livro, embora não tenha sido uma leitura muito atrativa para mim e recomendo a leitura. Foi muito bom conhecer esse autor mesmo que por uma de suas obras menos conhecidas.
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