Clara dos anjos

Clara dos anjos Lima Barreto




Resenhas - Clara dos anjos


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Samuel 20/02/2012

Clareando..
Este livro, que pode ser comparado a um farol, iluminou o cômodo que estava desativado em meu coração. Retirou e dissipou toda névoa que encobria meus olhos sentimentais.Com final emocionante e altamente tocante, essa obra fará com que as cortinas de ferro de preconceito que há em seu ser sejam desintegradas!
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Beatriz 12/02/2012

Histórias de séculos passados me encantam! (Jane Austen e Charlotte Bronte são ótimos exemplos da minha paixão) Mas Clara Dos Anjos foi uma grande decepção! Não existe um final feliz para as personagens e é o tipo de história em que você não consegue criar laços com ninguém! O livro não se concentra apenas na vida de Clara, mas sim de todos os outros que a rodeiam ou possuem algum tipo de ligação com ela. É um pouco confuso em algumas partes, e eu nunca teria escolhido ler este livro se minha professora de Literatura não tivesse mandado. A narrativa não envolve muito e os detalhes minuciosos demais tornam tudo muito monótono. O encanto que sempre encontro nos livros ingleses eu não encontrei neste. Lima Barreto é, sem sombra de dúvida, um grande escritor. Mas, - pelo menos em Clara Dos Anjos - não conseguiu me cativar.
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Franco 08/07/2011

A começar pela linguagem, é curiosa: motivo de críticas na sua época dada sua não-formalidade, hoje nos é perfeitamente compreensível, mais do que em muitos outros 'clássicos'.

Já a história é simples, fácil de acompanhar, e os personagens ficam bem marcados no leitor - uma proeza do Lima Barreto, que consegue dar a dimensão deles mas de forma lisa e objetiva.

Porém, o livro deve ser lido nas entrelinhas. A história não fala aleatoriamente sobre um ou outro personagem, e sim sobre tipos da sociedade do autor e que aqueles personagens representam. Do mesmo jeito, a trama não é um caso fortuito, algo que se conta e acabou, e sim um retrato de como os mecanismos sociais faziam girar dolorosamente as classes baixas - leia-se, pobres e negros.

No fim, o que se tem, é uma obra muito crítica e visivelmente marcada pela biografia do seu autor.



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Bit 14/03/2011

Em Clara dos Anjos relata-se a estória de uma pobre mulata, filha de um carteiro de subúrbio, que apesar das cautelas excessivas da família, é iludida, seduzida e, como tantas outras, desprezada, enfim, por um rapaz de condição social menos humilde do que a sua. É uma estória onde se tenta pintar em cores ásperas o drama de tantas outras raparigas da mesma cor e do mesmo ambiente. O romancista procurou fazer de sua personagem uma figura apagada, de natureza "amorfa e pastosa", como se nela quisesse resumir a fatalidade que persegue tantas criaturas de sua casta: "A priori", diz, "estão condenadas, e tudo e todos parecem condenar os seus esforços e os dos seus para elevar a sua condição moral e social." É claro que os traços singulares, capazes de formar um verdadeiro "caráter" romanesco, dando-lhe relevo próprio e nitidez hão de esbater-se aqui para melhor se ajustarem à regra genérica. E Clara dos Anjos torna-se, assim, menos uma personagem do que um argumento vivo e um elemento para a denúncia."
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Linha 22/12/2010

Clara dos Anjos
Lima Barreto com sua característica unica de falar do povo, para o povo com simplicidade e complexidade ao mesmo tempo, mostra em Clara dos Anjos a realidade vivenciada por uma familia do subúrbio do Rio de janeiro. Clara, uma menina humilde e inocente é seduzida por um conquistador oriundo da classe media carioca, Cassi Jones. Os dois se conhecem quando ele, cantor de chorinho, vai tocar em uma festa de conhecidos dos pais de Clara. O final do livro mostra escancaradamente a discriminação socioeconomica vigente à época, quando grávida de Cassi, Clara vai a casa dos pais dele e ouve da mãe dele que nada pode fazer por ela. A frase final do livro, quando Clara volta-se para sua mãe e diz "Nós não somos nada", além de forte é dissecadora da realidade brasileira vivenciada pelos contemporâneos de Lima Barreto. Essa discriminação encontrada nos romances de Lima Barreto são vigentes ainda hoje, e vale dizer que embora escritos no final do século XIX e inicio do século XX,as temáticas abordadas pelo autor ainda são bem atuais.
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Fabio Shiva 23/11/2010

“Livro triste, que me fez chorar...”
Não cheguei a chorar, mas tive vontade. Uma história pungente, sentida, que tem como tema principal a denúncia ao racismo, que o próprio autor sofreu literalmente na pele. Mas a abrangência de “Clara dos Anjos” é muito maior...

Lima Barreto é um mestre em retratar a vida simples do povo, com suas dores miúdas do dia a dia, pequenas frustrações, sonhos desfeitos, esperanças rompidas... Não foi à toa que li esse livro nesse exato momento. Foi como olhar no poço de meus maiores medos.

Como foi sofrido esse homem! É possível sentir a sua asfixiante angústia pingando de cada página, não evidente, mas pairando como uma sombra sinistra que aperta aos pouquinhos o coração do leitor.

Sobre a trama: Clara dos Anjos é uma jovem simples e ingênua, que no dia de seu aniversário conhece o mal afamado tocador de modinhas Cassi Jones. Sedutor compulsivo, Cassi vê em Clara sua próxima vítima. Conseguirá concluir seu vil intento?

Quem mora ou morou no Rio tem um ponto a mais de interesse no livro, que é a descrição de vários locais da cidade bem no início do século XX.

Em termos de estrutura e ritmo, achei esse livro superior a “Triste Fim de Policarpo Quaresma”. Parece que Lima Barreto levou mais de dez anos escrevendo “Clara dos Anjos”, que só foi publicado postumamente.

(23.11.10)

Léia Viana 24/11/2010minha estante
Sua resenha me leva a concluir que é um livro que "desnuda" a gente. Adoro leituras assim, que eu possa me sentir dentro delas, minhas emoções, sem fazer parte daquele contexto.
Deve ser muito significativo sua leitura...



Léia Viana 24/11/2010minha estante
Mas, por que três estrelinhas neste livro?


Fabio Shiva 24/11/2010minha estante
Olá queridíssima!!!
Agradeço seu carinho e os comentários!
Eu dei 3 estrelas (bom), porque é um livro muito bem escrito, mas eu particularmente não gosto de histórias tristes...




Andressa 18/05/2010

historia de uma menina pobre que engravida de um menino de maior condição que se divertia com diversas mulheres. e no final não sabia quem era e seu valor. "Nós não somos nada"
Fabio Shiva 24/11/2010minha estante
Olá Andressa!
Você possui um admirável poder de síntese, parabéns! Mas acho que nessa resenha você acabou contando o final do livro, o que pode atrapalhar a experiência de outras pessoas que não leram ainda...


Felipe Cabuto 26/11/2010minha estante
presta atenção né!


Elenai 23/11/2012minha estante
Atrapalhou a minha!
E na real, quantas histórias iguais não ocorrem por aí?




Aninha 17/03/2010

Surpreendeu
O livro me surpreendeu. Sempre que me proponho a ler um autor brasileiro mais antigo, respiro bem fundo antes de encarar. Geralmente as histórias são enroladas por fatos irrelevantes e desinteressantes. Mas não foi o caso desse livro.
Me diverti com a descrição detalhada de cada personagem, como se eles fossem a caricatura do que existia no subúrbio do Rio de Janeiro na época.
Ri com algumas situações, senti raiva de Cassi por sua maldade e de Clara por sua ingenuidade. Não cheguei a chorar com o fim do livro (mesmo por que a péssima edição que li contava o final na contra-capa!!!) mas achei muito interessante: NO HAPPY ENDING!!! Isso falta um pouco na literatura atual: realismo!
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Fernanda 10/01/2010

Livro chato, o sexismo do livro é o que importa por nos fazer pensar, mas sinceramente a leitura não me atraiu.
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Larissa Sena 06/11/2009

Um clássico com uma liguagem mais compreensível, que na minha opinião é uma das maiores e melhores críticas em relação ao preconceito racial da literatura brasileira. Lima Barreto conseguiu mais uma vez cumprir com o seu propósido que era usar a literatura para críticar o social.

Esse livro tem uma relação muito boa com o autor, pq Lima Barreto foi um escritor negro em uma época que o brasil tinha acabado de abolir oficialmente a escravatura e era muito humilhado por conta da sua descendência, vindo a se tornar mais conhecido após sua morte.

um bom livro.
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Michele 27/05/2009

Li o livro porque é indicado ao vestibular e foi uma grata surpresa quando eu me vi presa à história, completamente envolvida. Por ser negro, Lima Barreto com certeza sentiu na pele o que descreveu na obra. Uma boa leitura, excelente reflexão.
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Tamylane 22/05/2009

Só terminei de ler pra fazer a prova!
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Celia 16/05/2009

Li esse livro aos 13 anos e derramei muitas lágrimas. Recomendo esse livro, pra que você mesmo aprenda como se sente quando se é humilhado seja por qual for o preconceito.
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Inlectus 15/05/2009

Recomendavel.
Seria bom, que todos, mas principalmente pais e mães, filhos e filhas, apreciassem esse livro. Mesmo hoje, ele reflete muitas verdades.
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Raquel Lima 30/03/2009

Gostei.
O romance é triste pelo tema central de preconceito do início de nosso século, muito feliz sua forma de descrever os trejeitos da fala do suburbio e a própria descrição da história dos bairro da Zona Norte do Rio: Humaitá, Méier, etc, com sua gente característica, tendo a linha da Central como ligação com a Cidade. A trama não empolga, mas não era a intenção do autor, como todos os livros desta fase, a preocupação com a acusação, com a demonstração fria da realidade é fantástica. Vale a pena!
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