Level 2

Level 2 Lenore Appelhans




Resenhas - Level 2


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Flavs Machado 05/08/2014

Felicia é uma personagem misteriosa, já começa contando sua história e indo direto ao ponto, nos levando a descobrir que em vida, ela tem um passado negro. Mas ela não o conta logo de cara, vamos descobrindo aos poucos conforme a história evolui e devo dizer que quando finalmente juntei todas as peças do quebra-cabeça em relação à vida de Felicia, fiquei surpresa porque não era exatamente o que se esperava ou até mesmo a visão que ela passa de si mesma durante quase todo o livro.

A mesma coisa acontece com os personagens secundários. Confesso que por muito tempo achei que o maior defeito do livro fosse a apresentação tão pobre deles. A coisa toda é proposital e gostei muito desse caminho quando concluí a leitura.

A narrativa de Appelhans ocorre de maneira muito dinâmica, o tempo todo está acontecendo algo e o leitor mal tem tempo para “respirar” porque ou Felicia está fugindo, revivendo suas memórias ou descobrindo algo novo sobre a realidade em que vive. O ritmo da narrativa me lembrou bastante a da trilogia Legend, no começo pode causar estranheza, mas assim que o leitor se acostuma e percebe ser proposital se torna muito proveitosa.

Resenha completa no blog

site: http://psychoreader.wordpress.com


Marcos 29/09/2014

Felicia Ward morreu. Mas ao invés de ir ao céu ou ao inferno, ela está presa no Level 2, um plano intermediário entre o céu e a Terra em que as pessoas passam horas plugadas em câmara individuais, revisitando as memórias do que teve na Terra: sua família, seus amigos, sua escola, etc. Tais memórias também podem ser compartilhadas com outras pessoas, ou seja, tornadas públicas. Um dia uma garota, Beckah, acaba sumindo. Estranhamente, ninguém se recorda dessa garota, apenas Felicia.

Como estava prestes a completar 18 anos, Felicia apenas recorda de sua vida na infância e adolescência. Ela morreu em um acidente de carro, em que estava junto com seu namorado que sobreviveu, Neil. É quando começa a acessar uma memória dele que ela vê Julian, um garoto que conheceu em vida, entrando por uma porta. Porém, naquele local só existem garotas e ninguém o viu por lá, nem mesmo suas melhores amigas Vírginia e Beckah.

É quando sua melhor amiga some que Felicia começa a se questionar o real sentido da Colmeia, como é chamado o local onde elas estão, em virtude dos formatos de casulos de cada sala. Existiria algo além do Level 2? Para onde Beckah foi?

Logo, nossa protagonista descobre que uma guerra está prestes a acontecer e que ela poderá ver Neil novamente, desde que se junte aos rebeldes, anjos que se revoltaram contra os Morati, também anjos, guardiões do Level 2. Não se sabe o motivo, mas eles estão a sua procura, por ela ter algo de especial. É í que começa a jornada de Felicia em busca da salvação da humanidade.

Level 2 é o primeiro livro da trilogia The Memory Chronicles, que já tem os seus três volumes publicados lá fora. A narrativa da Lenore Appelhans é incrivelmente leve e tranquila de ler. Mesmo o livro tendo mais de 300 páginas, consegui terminá-lo em um dia. A criação do universo é boa, com poucos detalhes, beirando o superficial. A narração é em primeira pessoa, sob o ponto de vista da protagonista o tempo todo.

Confesso que não gosto muito quando um livro mistura mais de um gênero, nesse caso, distopia com sobrenatural. Em Level 2 isso não funcionou muito bem. A ideia de matar a protagonista para só então colocá-la sob uma organização ditatorial não fluiu, podendo a mesma história ser escrita com todos os personagens vivos. Há muitos clichês durante a história (a garota normal que tem algo de especial e tem que fugir para salvar a humanidade), o que me incomodou um pouco.

Por ser o primeiro livro de uma trilogia, esperava que a autora detalhasse mais o pano de fundo, embasando mais o passado dos personagens. Porém a sacada que ela teve de colocar esse embasamento dentro da memória da protagonista foi muito boa e diluiu bastante as partes longas do texto, ao mesmo tempo que cria um mistério que prende o leitor.

Recomendo a todos que gostam de distopias e que queiram uma leitura leve.

site: http://capaetitulo.blogspot.com.br/2014/09/resenha-level-2-memory-chronicles-1-de.html
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Clã 05/11/2014

Clã dos Livros - Level 2
Felicia Ward está morta. Uma morte prematura, um dia antes de completar dezoito anos. Agora ela está no Level 2, um estágio entre a Terra e o Céu. Lá as almas reveem suas memórias afim de evoluir e avançar para o próximo estágio, Level 3.
A moça carrega alguns arrependimentos e mágoas e prefere sempre rever as memórias boas de Neil, o rapaz por quem é apaixonada e evita as memórias que lhe trazem más lembranças, assim como todos os que estão plugados no Level 2. Pode parecer estranho, mas as pessoas estão mesmo plugadas em câmaras pessoais de memórias, onde acessam as memórias que escolhem de acordo com as etiquetas e notas feitas por si mesmos e pelos outros usuários.

" A minha câmara, apesar da aparência fria e metálica, é uma estrutura extremamente ergonômica. A pessoa que a projetou - Deus? anjos? soberanos malignos da morte? - com certeza sabia o que estava fazendo. A arquitetura de rede não é das mais sofisticadas, mas, até hoje, nunca apresentou problemas. Sua função básica é permitir o acesso a memórias e seu aluguel, tanto das suas como das demais."

Felicia pensa que é assim que deve ser, até que Julian aparece em sua colmeia. Ele também faz parte do passado da moça, mas um que ela prefere não lembrar, porém quando o rapaz diz que sabe onde Neil está, ela não resiste e o segue.
Os dois iniciam uma fuga por entre as colmeias e ela descobre que as pessoas são na verdade, prisioneiras de suas próprias memórias. Estão viciadas naquelas conexões e ficam em torno delas, sem pensar em mais nada. Além das descobertas, muitos perigos os esperam lá fora.

"- Tem um exército de infectados lá fora, e isso quer dizer que alguns Morati provavelmente estão com eles - ele me agarra pelos ombros. - Fique junto de mim. Não olhe para trás.( ...) Avançamos rapidamente em direção a neblina, caminhando entre os escombros, enquanto tentamos permanecer fora de vista. Ouço chiados atrás de mim, mas mantenho o olhar adiante, reprimindo o pânico."

Felicia percebe que está entrando em um caos quando Julian a arrasta e começa a treiná-la. Ela sente muita dificuldade em confiar nele, por guardar lembranças não muito agradáveis, mesmo que algumas sejam ótimas. Certo o rapaz é bem sedutor.

"Um calor se espalha em minhas veias, e minha pele formiga. É a mesma sensação que tenho na câmara, só que amplificada. É tão fora de contexto, mas, mesmo assim estou eufórica (...). Detesto meu corpo por reagir ao Julian quando a minha alma quer apenas o Neil."

Na verdade tudo isso é uma batalha entre anjos renegados. Alguns bons que reunem um grupo de rebeldes e outros orgulhosos e maus, os Morati, que desejam usar a energia das pessoas aprisionadas no Level 2 para alcançar o Level 3 e se vingar do criador.

Em meio as fugas e conflitos entre os personagens, revivemos a vida de Felicia, por meio das memórias que ela acessa afim de se recarregar. Assim, aos poucos, compreendemos muitas de suas escolhas, que a princípio parecem obscuras.

Com um quase triângulo amoroso interessante, os traumas e problemas vividos pelos personagens em vida, a batalha pelas almas e muitas surpresas que aparecem pelo caminho, Level 2 é daqueles livros que não podem faltar na estante.

Com muita criatividade e um enredo bem desenvolvido, a história criada por Lenore Appelhans é surpreendente e nos dá um novo olhar sobre temas que já são clichês.

"- Esqueça tudo o que já ouviu a respeito de anjos. Que são uma espécie de ser celestial, que desejam apenas o seu bem, que querem protegê-la. Verdade, alguns são assim. Como os rebeldes."
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AndyinhA 07/02/2015

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

A sinopse não te prepara para o que vamos encontrar em ‘Level 2’, porém, ficou e muito a desejar no quesito de exploração e continuação da informação. Tem coisas demais e história de menos e isso faz com que a gente chegue ao final achando que foi enrolado e que ou a sinopse não está em sintonia com o livro.

A protagonista está morta e sabemos disso logo no início, porém ela está situada em uma espécie de limbo e lá, ela não nos conta exatamente quanto tempo está por ali. Apenas que o local parece ser uma colmeia e ela e as amigas passam os dias revendo seus momentos felizes da vida na Terra.

Esses flashbacks são bacanas para sabermos sobre a vida da protagonista, porém eles são sempre artificiais demais e nunca são em sequência. Você fica sendo jogado de um lado para o outro e não entendo exatamente o porquê daquilo está sendo revelado. E mesmo no final do livro fiquei me perguntando porque determinadas passagens me foram contadas já que não tiveram ligação nenhuma com o que de fato acontecia no lugar.

Por isso a narrativa é bem lenta até a primeira metade do livro, apesar de intercalar capítulos no agora e os flashbacks, a narrativa não é envolvente e no agora, até de fato a ação começar a acontecer a história é levada em banho-maria, a autora jogou uma pitada de tudo, mas não evoluiu nada.

Para saber mais, acesse:

site: http://www.monpetitpoison.com/2015/01/poison-books-level-2-lenore-appelharns.html
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Cami 08/08/2014

Resenha do Blog | Descafeinadas (Livro Cortesia)
Felicia, a protagonista, está morta. O lugar que ela está é comparado a uma colmeia de abelhas, nela as garotas ficam em câmaras separadas onde tem o acesso a suas memórias antes de morrerem. De inicio isso parece um pouco confuso, mas é interessante.

Tudo parece ir bem enquanto Felicia acessa suas memórias envolvendo seu namorado Neil, então algo se agita na "porta" da colmeia e é Julian um garoto que ela conhece. Com a ajuda de suas memórias vamos entendendo o que aconteceu com ela.

As outras mortas são chamadas de abelhas, elas (todas) tem os cabelos raspados, são incrivelmente pálidas e vestem camisolas sem cortes e brancas. Não tem mais sensibilidade ao toque e são extremamente iguais. Virginia & Beckah são as melhores amigas de Felicia, um ponto chave para o livro.

Tudo parece desmoronar para as abelhas, ninguém se lembra da visita ilustre de Julian em uma porta que simplesmente desapareceu. Felicia se lembra nitidamente da visita surpresa de Julian, já que naquele lugar só há meninas e ninguém entra naquele lugar.

O que mais me instigou a ler foi o passado da Felicia, ela é sempre quieta e não diz muito como morreu, só deseja sair daquele lugar e saber como a vida de Neil está. Confesso que nunca li nada parecido com esse livro, fantasmagórico e fantástico o definiria bem.

O fato de memórias e ter acesso a elas por crédito é incrivelmente instigante, é como vasculhar a vida privada de alguém. A maior curiosidade do livro é lidar com a morte e saber quem foi o responsável por criar aquilo tudo. Quem criou? Deus? Anjos? Demônios? É um ponto a que dá assunto para debater.

A colmeia parece estar prestes a se desintegrar, Beckah some e nem mesmo Virginia se lembra dela. Então começamos a nos questionar o motivo pelo qual apenas a Felicia lembra dessas coisas. Era de se esperar que a heroína fosse diferente, mas a pergunta certa era porque disso.

O que pensamos ao primeiro sumiço de Beckah é que todas elas estão sumindo e que a morte chega ainda depois do pós-morte. O que não muda muita coisa porque logo queremos saber: "Se elas não estão na colmeia, para onde vão?" Ao que parece existe outro espaço depois daquele, será a paz?

Esse livro me deixou louca, ficava viciada em lê-lo e acabei com ele rapidinho. A autora te amarra na borda do livro e faz com que você não consiga parar de ler um só minuto, o livro é fino mas vale apena as 215 páginas.

A Felicia me lembrou (bem pouco) a Mara Dyer de A Desconstrução de Mara Dyer outro livro que eu amo. Porque ela se pergunta diversas vezes se está louca, questionando-se a si mesma sobre o que a morte a reserva.

Ela frequentava a igreja o que é tudo um tanto ainda mais polêmico, gosto de livros que retratam o que acontece depois da morte. É uma curiosidade que todos temos, e ler um livro em que ele se passa na morte é incrível.

Quando Julian aparece pela segunda vez então começamos a entender o que aquele mundo significa. Um gás entorpecente apaga as memórias dela, Felicia consegue sair daquele lugar e decide confiar no Julian (mesmo depois do passado de ambos) ele afirma que estão atrás dela.

Então o livro só amarra você ainda mais depois desse ponto,é uma narração simples, direta, rápida e gostosa. Não tem enrolações e por isso ela é bem mais legal. Não é preciso estar totalmente concentrada para ler.

Não quero falar muito sobre o segredo e ponto chave da história. Isso estragaria absolutamente tudo, só posso dizer que o sistema de memórias rouba as energias das abelhas porém a Felicia consegue reverter isso e usar a energia em si. Isso se chama materialização.

Talvez eu tenha gostado tanto porque o livro tem um ar distópico, ainda mais quando descobrimos sobre os Morati que são anjos que desejam acessar o que está além do Level 2, que seria a paz dos mortos. O level 1 é a Terra, e o Level 2 é como uma sala de espera.

O cenário caótico do livro também me lembrou significativamente o livro "Estilhaça-me", o modo como as coisas são descritas e a voz não tão empolgante da personagem principal me faz Felicia lembrar a tediosa Juliet.

O livro entra em questões religiosas e a morte, como eu disse. Realmente é uma narrativa incrível e um final com gostinho de quero mais. Leya sempre inovando nos livros lançados aqui. Recomendo a leitura.

Só não é 5 estrelas porque em alguns momentos a narrativa fica incrivelmente chata mas nada que não mude no capítulo seguinte.

site: http://descafeinadass.blogspot.com.br/


Vitor Freire 13/08/2014

“The Edge Of Glory é sobre saber, no seu coração, que você pode nunca alcançar o momento mais glorioso até você morrer. Então viva a vida no limite, entre o céu e o inferno, e vamos todos dançar no meio, no purgatório.” – Lady Gaga

Essa distopia é diferente das outras por não apresentar diferenças sociais, visto que depois que morremos somos todos "iguais".

O mundo criado por Lenore Appelhans é fácil de entender e explicado ao logo do livro. É tudo tão lógico que pode ser realidade não no futuro, mas AGORA. É incrível isso. Talvez Lenore seja um anjo Morati de passagem pela Terra.

Muita gente vai criticar o livro porque ela tem MUITAS lembranças no decorrer do livro, mas esse é o propósito do livro. As lembranças são essenciais. A ideia já é inovadora o bastante pra não seguir um padrão.

É o tipo de trabalho que eu quero fazer como escritor por causa da ideia extraordinária, por causa das muitas referências a histórias do mundo. Lenore é muito observadora, enxerga padrões e conseguiu levar isso para o livro.
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Portal Caneca 04/09/2014

Ao fim de Level 2: Só as Memórias Podem Salvá-la, podemos perceber a teia de referências que dão forma ao título. A dádiva da lembrança, questões religiosas, mitologia, épico e romance se misturam para criar a história escrita por Lennore Appelhans.

A história acompanha Felícia, uma garota aprisionada no lugar que dá título ao livro, um universo onde você chega ao morrer e passa o tempo revivendo suas memórias para ascender ao próximo nível celestial. E aqui entra a mitologia e o épico, com uma remodelada na história de Deus e seus arcanjos, lembrando uma versão mais leve da criada por Eduardo Spohr. Nela vemos que alguns anjos e arcanjos, os chamados Morati, estão descontentes por verem humanos atingirem o próximo nível enquanto eles são obrigados a ficar no mesmo lugar, então começam as conspirações e uma batalha entre alguns anjos e humanos contra esse grupo.

Infelizmente, a mitologia pouco é trabalhada. São raros os momentos que temos algum aprofundamento nesse quesito, deixando mais espaço para o romance adolescente e a vida de Felícia antes da morte. E, embora isso não seja de todo ruim, deixa a estrutura de toda a história abalada, principalmente com o final do livro.

Outro ponto questionável é o romance apresentado. Simplista e piegas, a história de amor que vemos através das lembranças da personagem é em um estilo caricato e puro, como se o romance fosse a redenção dela perante os erros passados, quando, no fundo, não deveria ser. A luta pelo amor sobrepõe a própria luta pelas pessoas próximas durante boa parte do tempo, e a reviravolta que a personagem demonstra no fim, embora altruísta, soa extremamente forçada, exatamente por não combinar com a trajetória da personagem.

Do lado positivo, temos a boa construção de um passado para a personagem. Antes de conhecer seu amor, Felícia era mais profunda, humana e bem construída. Algumas memórias apresentadas figuram entre as melhores partes do livro. O mesmo pode se dizer de alguns bons momentos de aprofundamento da mitologia e conteúdo épico do livro (raros, como dito lá no começo, mas bons).

Ao terminar Level 2, a impressão dada é de que lemos algo com potencial, mas que desliza ao tentar abraçar alguns conceitos simplistas de construção de trama e personagem. O ritmo nas páginas finais do livro se torna acelerado demais, sendo a maior falha do livro. “Level 2: Só as Memórias Podem Salvá-la” pode dar bons títulos futuros, mas tem que aprender com alguns erros deste livro e, principalmente, não ter medo de se aprofundar um pouco mais em sua própria mitologia.

site: http://portalcaneca.com.br/
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Francine 01/12/2014

Gêneros sobrenatural e ficção científica em um contexto pós-morte: genial!
Level 2 é um livro muito distinto! Eu me senti presa à criatividade da autora. Narrado em primeira pessoa, nesse livro conhecemos Felicia, uma adolescente que morreu e, agora, está presa em uma dimensão que compreende ser uma espécie de purgatório.

Eu adoro o gênero sobrenatural e já me interessei pela obra justamente por abordar um contexto tão diferente: vida após a morte. Logo nas primeiras páginas, no entanto, acabei me encantando ainda mais! O lugar onde Felicia estava envolvia uma tecnologia digna de ficção científica! Ela não sabe há quanto tempo morreu e compara o purgatório com uma colmeia, onde ela e outras mulheres, todas carecas e usando camisões brancos, mal têm condições de manter um diálogo decente sem enfraquecer. Depois de uma breve interação, confusas e aparentemente embotadas, caminham até seus alojamentos e deitam-se em cápsulas para acessarem memórias.

Adorei essa parte! A narrativa se intercala entre o presente de Felicia, no Level 2, e seu passado apresentado pelas memórias que acessa em sua cápsula. Essa organização rendeu maior dinamismo à leitura, especialmente porque o passado da Felicia é cheio de mistério e o seu presente está começando a mudar. A rede pela qual a colmeia acessa memórias tem mostrado algumas vulnerabilidades que Felicia, sem saber exatamente como, consegue usar para seu benefício. E isso tudo a faz questionar.

O foco da história não é apenas o que acontece na rede, mas a razão da existência do Level 2 e os motivos para destruí-lo. De um jeito inusitado, Felicia acaba sendo encontrada por Julian, um rapaz que conheceu em sua vida na Terra. Ele diz vir resgatá-la, mas não era confiável quando vivo, por que seria depois de morto? Ela decide segui-lo quando Julian promete levá-la até Neil, por quem era apaixonada e a quem deseja reencontrar – ainda que apenas para saber se teve uma vida feliz.

Eu gostei do livro! A partir do momento em que Felicia sai de sua colmeia, passa a enfrentar muitas dúvidas e, principalmente, a correr contra o tempo em uma rebelião da qual nem intencionava participar. O Level 2 tinha um propósito divino, mas os Morati, responsáveis por controlá-lo, acabaram por desvirtuá-lo. E agora Felicia parece não ter opção além de enfrentá-los. O problema é que ela não pode confiar em ninguém, nem mesmo nas suas lembranças.

Gostei do contexto e da explicação para o uso de uma tecnologia tão próxima à humana no Level 2. Essa foi uma dúvida que me perseguiu durante a leitura por se tratar de um contexto sobrenatural e todo o seu funcionamento parecer claramente humano. A autora não deixou essa ponta solta, o que me satisfez.

Como fragilidade, apesar de toda a criatividade, a história não conseguiu me convencer das intenções daqueles que controlavam o Level 2. E, considerando todo o perigo que Felicia enfrentaria, achei que faltou ação. Ainda, não houve um desfecho convidativo para a leitura do livro 2 da série, pois senti que todas as perguntas foram respondidas e o final definitivo. De qualquer modo, estou curiosa para saber a continuação.

Considero esse um ótimo livro por trazer tantas circunstâncias entrelaçadas: os mistérios do Level 2 e o passado de Felicia, que se dividia em dois grandes momentos – ao conhecer Julian e ao conhecer Neil. A narrativa é agradável e fluída, o que garante um cadenciado ritmo de leitura. Minha versão era em e-book e gostei bastante da qualidade da Editora LeYa! Imagino que o livro físico esteja ainda melhor.

Se você gosta de ler livros que se passam em contextos diferentes ou dos gêneros sobrenatural e ficção científica, Level 2 é uma leitura que recomendo!

Convido a ler a resenha no blog e conferir os meus quotes favoritos:

site: http://myqueenside.blogspot.com.br/2014/11/resenha-56-level-2.html
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Rachel 29/01/2015

Fantasia sci-fi e distópica sobre uma vida após a morte no estilo Matrix... #sqñ
Confesso que quando li a sinopse do livro a achei interessante, embora nela, talvez, para conseguir mais leitores, insinua-se um triângulo amoroso quando não há nenhum triângulo amoroso!! Passado a sinopse, pensei que Level 2 só devia ser um purgatório para nerds! (Error 404 not found), então, corri para o Skoob, Good reads e afins, para ver se valia a pena começar essa leitura. As estrelinhas dadas foram bastante altas, muitos comentários vangloriando o quanto a ideia central do livro era incrível, um conceito único. Realmente é!! Porém senti uma má execução por parte da autora na hora de distribuir suas ideias e narrativa.
O livro é em primeira pessoa, não que isso seja ruim (apesar de eu preferir uma narrativa em 3° pessoa), temos muitos livros por aí com uma escrita boa nesse estilo (ex. City Of Bones), porém no decorrer da minha leitura eu sentia que alguma coisa não estava certa, o jeito de como os personagens e o ambiente era retratado não estava me agradando, muito menos me dando uma visão do que estava acontecendo. Era mais como "isso aconteceu, e isso, e em seguida um pouco disto, e isso aconteceu", parei a leitura no capítulo 6, página 99 totalmente incomoda, porém depois de deliberar bastante se terminava ou não, voltei a leitura.
Level 2, é limbo pós-morte totalmente branco, onde as pessoas passam dias intermináveis repetindo suas memórias. Felícia Ward é uma dessas pessoas. Ela está morta. As repetições de suas memórias são agora sua realidade, família, amigos, namorado, são agora arquivos de vídeo em pastas onde ela pode reviver assistindo certos momentos. Nossa história começa aqui. Nos deparamos com essa protagonista vivendo um loop de ações entediantes, vivendo a base de se plugar ao sistema e reviver suas memórias (até aqui so cool!). Felícia é uma protagonista chata. No início, somos jogados em suas memórias e através de seus olhos, nós re-vivemos seu romance com Neil, sua briga com sua melhor amiga, seus dias “se agarrando” com Julian, sua relação tensa com seus pais, testemunhamos altos e baixos de Felícia e tudo acontece muito lentamente, os pedaços de seu passado traumático e sua aparente morte definitiva demora uma eternidade para se desdobrar. O livro inteiro é uma sequência de ideais e acontecimentos jogados, sem nenhuma emoção, sem um detalhamento de onde eles estão, de como os personagens aparentam e muito menos suas personalidades. Dos personagens criados pela Lenore que te deixam com um quê de “esse cara deve ser legal” é o Neil, apesar de termos uma visão limitada dele, já que apenas o conhecemos pelas memórias da Felícia.
"Level 2: Só as memórias pode salvá-la" tem como principal problema a desconexão entre o que este livro quis ser, e como ele foi vendido. Sendo lançado para o leitor como uma fantasia sci-fi e distópica sobre uma vida após a morte no estilo Matrix e uma batalha pelo “próximo nível/paraíso” entre os rebeldes e anjos do mal. E no fim acabou se tornando um romance introspectivo e maçante sobre uma garota emburrada que acha que sua vida é uma merda, e como seu namorado fixou tudo para ela, até a morte bater a sua porta.
Confesso que tinha grandes expectativas e no final nenhuma foi alcançada.
Nota? ... Me diga a sua.


site: http://jatracei.com/post/109433292407/resenha-14-level-2-so-as-memorias-podem
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Tracinhas 20/02/2015

por Raquel Santiago
Confesso que quando li a sinopse do livro a achei interessante, embora nela, talvez, para conseguir mais leitores, insinua-se um triângulo amoroso quando não há nenhum triângulo amoroso!! Passado a sinopse, pensei que Level 2 só devia ser um purgatório para nerds! (Error 404 not found), então, corri para o Skoob, Good reads e afins, para ver se valia a pena começar essa leitura. As estrelinhas dadas foram bastante altas, muitos comentários vangloriando o quanto a ideia central do livro era incrível, um conceito único. Realmente é!! Porém senti uma má execução por parte da autora na hora de distribuir suas ideias e narrativa.

O livro é em primeira pessoa, não que isso seja ruim (apesar de eu preferir uma narrativa em 3° pessoa), temos muitos livros por aí com uma escrita boa nesse estilo (ex. City Of Bones), porém no decorrer da minha leitura eu sentia que alguma coisa não estava certa, o jeito de como os personagens e o ambiente era retratado não estava me agradando, muito menos me dando uma visão do que estava acontecendo. Era mais como “isso aconteceu, e isso, e em seguida um pouco disto, e isso aconteceu”, parei a leitura no capítulo 6, página 99 totalmente incomoda, porém depois de deliberar bastante se terminava ou não, voltei à leitura.

Level 2, é limbo pós-morte totalmente branco, onde as pessoas passam dias intermináveis repetindo suas memórias. Felícia Ward é uma dessas pessoas. Ela está morta. As repetições de suas memórias são agora sua realidade, família, amigos, namorado, são agora arquivos de vídeo em pastas onde ela pode reviver assistindo certos momentos. Nossa história começa aqui. Nos deparamos com essa protagonista vivendo um loop de ações entediantes, vivendo a base de se plugar ao sistema e reviver suas memórias (até aqui so cool!). Felícia é uma protagonista chata. No início, somos jogados em suas memórias e através de seus olhos, nós re-vivemos seu romance com Neil, sua briga com sua melhor amiga, seus dias “se agarrando” com Julian, sua relação tensa com seus pais, testemunhamos altos e baixos de Felícia e tudo acontece muito lentamente, os pedaços de seu passado traumático e sua aparente morte definitiva demora uma eternidade para se desdobrar. O livro inteiro é uma sequência de ideais e acontecimentos jogados, sem nenhuma emoção, sem um detalhamento de onde eles estão, de como os personagens aparentam e muito menos suas personalidades. Dos personagens criados pela Leonore que te deixam com um quê de “esse cara deve ser legal” é o Neil, apesar de termos uma visão limitada dele, já que apenas o conhecemos pelas memórias da Felícia.

Level 2: Só as memórias pode salvá-la tem como principal problema a desconexão entre o que este livro quis ser, e como ele foi vendido. Sendo lançado para o leitor como uma fantasia sci-fi e distópica sobre uma vida após a morte no estilo Matrix e uma batalha pelo “próximo nível/paraíso” entre os rebeldes e anjos do mal. E no fim acabou se tornando um romance introspectivo e maçante sobre uma garota emburrada que acha que sua vida é uma merda, e como seu namorado fixou tudo para ela, até a morte bater a sua porta.

Confesso que tinha grandes expectativas e no final nenhuma foi alcançada.

site: http://jatracei.com/post/109433292407/resenha-14-level-2-so-as-memorias-podem
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Fabrina 20/04/2015

Bom.
Gostei da história, porém achei que muitos trechos não tinham relevância e outros que ficaram sem respostas. Mas acredito que foram feitas de propósito, para serem respondidas/compreendidas no próximo livro.
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Debyh 07/05/2015

Quando comecei a ler esse livro não sabia como a autora iria desenvolver a história, porque afinal todos já estavam mortos. É um início meio complicado pra desenvolver um enredo.
Felicia está morta. Mas ficou no Level 2, e as poucas pessoas que estão lá com ela não sabem exatamente o que é o lugar, claramente não parece nem com o paraíso nem com o inferno… seria um purgatório? Fiquei pensando nisso, porque não acredito que hajam pessoas completamente boas e nem o contrário, e aí como é decidido? Por algum pequeno detalhe? Pela “soma” da sua vida inteira? Afinal como isso é levado em conta? Essas perguntas me rodearam a cabeça, *filosofando enquanto lê, essa sou eu…*

resenha completa no link abaixo

site: http://euinsisto.com.br/level-2-lenore-appelhans/
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Kamilla 08/11/2016

É bom...
Felícia está morta e vive em um level 2, que não é a terra e nem o céu. É o meio termo, e neles as pessoas ficam porque ainda não chegaram o tempo de ir para o céu. Lá as pessoas que estão mortas podem reviver todas as suas memórias, em uma câmera/colmeia onde elas assistem todas estas memórias, como se estivessem revivendo. E era assim todo os dias, todo o tempo em que ela estava lá. A única coisa que fugia da rotina era as amigas que fizera lá. Até que um dia um garoto, Julian, aparece gritando pra ela... no entanto nenhuma dessas amigas lembram disso. Ele prometera voltar pra buscá-la. Ela, por sua vez, lembra dele... e de tudo que ele fez com ela e tudo que viveram juntos enquanto vivos. No meio tempo em que ela viu o Julian, ela começa a se perguntar porque estava a tanto tempo na colmeia. E as suas perguntas só aumenta quando uma das suas amigas some e não há nenhuma resposta, nem a outra amiga lembra mais da que havia sumido.

Julian volta e a leva com ele. E aí então ela começa a descobrir o que está havendo. E descobre que está prestes a acontecer uma guerra, uma rebelião dos "humanos" (que não estão mais vivos e que estão ali no level 2) contra os Moratis, estes por sua vez são anjos que são guardiões do level 2, mas que estão revoltadinhos com Deus e não querem mais serem apenas guardiões, querem passar para o outro plano e saber o que tem lá.

O livro tinha tudo pra ser incrível, envolvendo coisas sobrenaturais com uma distopia instigante. Era isso que eu achei que aconteceria no decorrer da leitura quando peguei o livro, mas me enganei. Calma pessoal, não estou dizendo que o livro é ruim, pelo contrário. É muito bom pra passar um tempo, não vai te causar grandes impactos, nem nada disso.

A narrativa é leve e sem descrições demasiadas. É uma leitura até rápida, são 336 páginas que passam rápido, porque a autora escreve bem e é uma leitura bem gostosa. No entanto é o primeiro livro da trilogia a autora poderia e até deveria ter deixado algumas perguntas a mais, ou dá algumas descrições para prepararmos para o que vem a seguir. Sinceramente, cá entre nós, ela poderia ter construído toda a estória e terminado ela nesse livro mesmo.

Sobre os personagens: A Felícia tem muitas memórias e vamos conhecendo toda a sua história no decorrer em que elas revive essas memórias nessas câmeras. Achei ela bem bacana, gostei bastante da personalidade dela enquanto viva. Depois de morta, achei ela meio repetitiva, só queria correr atrás do namoradinho que morreu junto com ela, e isso me cansou.
Julian que é um cara diferente dos normais e que deixou a Felícia sozinha em um momento em que ela precisava, no entanto ele é um amor. Ele é um cara apaixonante, lindinho, e prefiro ele do que o 'namoradinho' dela.
Neil é o namorado da Felícia, aparece mais nas memórias dela, ele é gentil e legal. Mas pra mim ele morreria na friendzone, sabe aqueles caras fofos? mas que a gente só iria querer como amigo? haha #soudomal
E tem os pais de Felícia, bom, o pai dela é um amor pena que é um pau mandado da esposa. E esta por sua vez, é uma péssima mãe. Sério, se eu tivesse uma mãe dessas estaria lascada (e ela também XD)

O livro é bom, é bacaninha, mas não sei nem se quero ler os livros que virão (que já foram lançados lá fora, mas não sei por aqui). É um livro, como disse, leve e é bom pra ler em uma tarde sem muitas pretensões. E só.

Comentário final: Se gostam do gênero, mas ao mesmo tempo quer ler algo leve, leia esse livro.

site: http://www.lendoeapreciando.com/2015/06/resenha-level-2-lenore-appelhans.html
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Carol 16/07/2017

Um livro que me surpreendeu!
Eu vou dormir quando estiver morta. Era o que muitas vezes eu costumava dizer. Falava isso quando meu pai sugeria que eu desligasse a lanterna, que eu achava que tinha escondido tão bem sob os cobertores.

O livro, de Lenore Appelhans e publicado pela editora Leya, conta a história de Felicia, uma menina de 17 anos e que mora em um lugar chamado Level 2. Mas afinal, onde é isso? É o local para onde os mortos vão, não é o céu nem o inferno. É como se fosse uma coméia, onde eles podem reviver as suas memórias, tanto positivas, quanto negativas. O leve 1 é a Terra e o level 3, bom… Eles devem seguir em frente e aceitar que está morto, né?!

Tudo isso parece normal para Felicia, pois ela está viciada no seu “dia-a-dia”, mas tudo muda quando um garoto que ela teve uma história na Terra, Julian, aparece e fala que em breve ele irá buscá-la. As coisas na coméia começaram a mudar, tornar-se estranho e Julian mostra à Felicia que o local está passando por uma rebelião. E… Já chega né, antes que eu comece a me empolgar e contar vários spoilers chocantes!

Eu prefiro viver no momento. Você deveria experimentar isso algumas vezes, em vez de ficar constantemente ansiando pelo que não pode ter novamente.

Bom, o livro tem um jeito diferente (mas ao mesmo tempo semelhante) do que estou acostumada, apesar de haver problemas, várias emoções, um pouquinho de drama familiar e romance. O mais legal do livro é que ele fala um pouco sobre a vida após da morte de uma forma diferente, de uma forma que eu nunca imaginei que poderia ser (afinal, ninguém morre e volta para a vida para contar como que é a morte, né?!).

Devo admitir que no início eu achei que o livro era meio lentinho, tornando a leitura um pouco mais cansativa, mas assim que ela começa entrar no foco da história, tudo começa a melhorar e as emoções ficam à flor da pele. Mas com toda certeza o melhor é aquele final, fiquei boquiaberta com o que aconteceu e como que a Lenore fez para fechar esse enredo. Eu havia visto em alguns lugares que haveria continuação. Mas quer uma dica? Esse livro nem precisa de uma continuação! O final está ótimo e apesar do gostinho de quero mais, é isso que faz com que os leitores gostem tanto de um livro.

O que posso falar dos personagens? A Felicia é uma boa personagem, tem a sua personalidade, mas nada que eu ache diferente para uma protagonista. O Neil é um personagem fofo que todas as meninas querem ter como namorado. Fofo, educado, lindo!

Mas… O melhor personagem para mim com toda certeza foi o Julian, ele tem atitude, é descontraído e eu imagino ele como badboy, sabe?! Sempre me encanto por personagens como ele!

A história em si tem sua diferença e o tema tratado me encantou, fazendo com que eu não largasse o meu celular (sim, eu li por e-book) a partir que a história realmente começou! O cenário era novo para mim e bem descritivo. A leitura é fácil e rápida. O livro tem várias surpresas e confiar nos personagens é algo que você fica pé à trás.

Apesar de várias pessoas se cansarem da mocinha ser a protagonista que tem várias responsabilidades, eu gosto, porque mostra que as mulheres podem ser sim as heroínas das histórias! Só posso afirmar uma coisa em relação à essa ficção científica: Ele vai fazer você enlouquecer com essa trama e quando terminar você vai parar e ficar pensando nele. Pode ter certeza!

Quero dizer, todo mundo tem experiências ruins, certo? Todos fizemos coisa que não queríamos ter feito.

site: http://uniaodefandoms.com/?p=469
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