Dark House

Dark House Karina Halle




Resenhas - Dark House


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Ana Luiza 31/05/2015

Resenha do blog Mademoiselle Loves Books - http://www.mademoisellelovesbooks.com/
Perry Palomina nunca foi do tipo garota comum. Diferente da sua irmã mais nova, uma blogueira de moda popular que se veste sempre de acordo com as tendências, Perry prefere roupas escuras e agressivas, além de um bom rock n’ roll e qualquer coisa que a faça se sentir viva. De aulas de guitarra até aulas de dublê, o passado de Perry foi agitado, principalmente em uma determinada fase bastante obscura da sua vida onde ela consumiu drogas.

Mas a Perry rebelde da adolescência já não existe mais. Apesar de ainda não ser a princesinha perfeita que sua mãe deseja, a garota está fazendo sua parte agora que já se formou na faculdade e, mesmo odiando o seu emprego de recepcionista, Perry não se arisca em pedir demissão, por mais que sonhe em fazer algo mais interessante e útil.

Entretanto, em uma vista a casa do tio, Perry encontra a aventura que estava procurando. É ao se arriscar em uma visita noturna ao antigo (e possivelmente assombrado) farol da propriedade que ela passa por uma experiência terrível e misteriosa, onde ela conhece Dex, um homem igualmente estranho e misterioso.

Perry tenta deixar aquela noite para trás, mas conforme continua tendo pesadelos horripilantes, ela sente que precisa dividir sua experiência com o mundo e usa o blog de sua irmã para desabafar. A internet vai a loucura com os post de Perry e eles chamam a atenção de Dex, que entra em contato com a garota e a propõe mais uma aventura. Dex é cameramen de uma produtora de séries online e quer voltar ao farol e gravar um piloto para um possível novo programa com Perry.

“O farol era familiar. Parecia que eu já havia estado lá antes, como se guardasse algum propósito da minha vida. Mas eu não conseguia me lembrar de como isso seria possível. Eu havia vindo do oceano, terras distantes. Esse lugar não podia ter existido na minha vida.” Pág. 123

Por mais interessante que seja passar mais um tempo ao lado de Dex, o que Perry quer mesmo é descobrir os mistérios por trás do farol e de seus pesadelos. Ela sente que precisa voltar ao farol, mas o que não sabe é que passará por uma experiência ainda mais assustadora que definirá o seu futuro, onde ela terá que encarar antigos medos e segredos.

Dark House é o primeiro volume dos nove da série Experimente o Terror. Eu amo histórias assustadoras, por isso fiquei bastante curiosa pela obra que, infelizmente, não fui tudo o que eu esperava.

A autora começa o livro de forma bastante intrigante, entretanto, o desenvolvimento foi clichê e em pouco fui surpreendida durante a leitura. A narrativa de Halle tampouco me agradou. A perspectiva na primeira pessoa é muito boa, pois nos faz entrar na cabeça do personagem, mas apenas quando é bem escrita. Infelizmente, a narrativa não me agradou e achei a escrita da autora um pouco pobre e não muito fluída.


Mas, o que mais me incomodou foram os personagens. Além de clichês, eles me soaram forçados e não me conquistaram. A Perry é extremamente chatinha e inconstante. A autora tentou construí-la como alguém forte e marcado por um passado sombrio, mas ela acabou soando como qualquer outra personagem feminina fútil, infantil e carente. A atração dela por Dex não é razoável e em um momento ela diz o quanto ele é estranho e no outro está caindo de amores pelo cara. Outra coisa que me desagradou é a autora mal fala sobre o passado de Perry com drogas, como se um histórico de vício fosse algo superado rapidamente e de forma tranquila. Dex me irritou ainda mais. Ele é visto como um cara incrível pela Perry, quando na verdade ele é um mentiroso, controlador e muito egoísta. O desenvolvimento do relacionamento deles soa estranho, rápido demais e muito forçado.

Eu tinha excelentes expectativas para Dark House, entretanto a autora não consegue fugir do óbvio ou mesmo criar um sentimento de terror ou medo no leitor. Não que eu esperasse sustos com o livro, mas nem mesmo aquela tensão gostosa, que faz um arrepiozinho surgir na nuca, encontrei na obra. Eu sei que pode soar estranho, mas, para mim, histórias de terror tem que soar um pouco real, como algo que um amigo ou um parente contaria a você. E por mais que Dark House não seja muito fantasioso, a trama e os personagens simplesmente não soaram naturais para mim. Não me identifiquei ou mesmo gostei dos protagonistas e fiquei até um pouco entediada com a história. Infelizmente, terminei Dark House frustrada, o livro não me cativou mesmo e não pretendo ler os outros volumes da série ou mesmo da autora.

“Assombrado pelo Velho Roddy ou amaldiçoado por algum demônio, eu sabia que havia algo naquele lugar que me queria desesperadamente. E o mais perturbador de tudo era que eu meio que o queria também.” Pág. 194

Quanto a edição, não há reclamações. A tradução e a diagramação estavam ótimas e adorei a capa do livro, que é bem mais bonita que as outras versões que a obra ganhou.

site: http://www.mademoisellelovesbooks.com/2015/05/resenha-dark-house-karina-halle.html?showComment=1433089987181#c7533213680430617408
Nandes 15/10/2015minha estante
Concordo plenamente.


Mandy Nerújo 05/09/2016minha estante
Ótima resenha, concordo com cada palavra!




Dereck 11/02/2016

história rasa
Não vi muito além da capa e do título antes de começar a ler este livro. Me pareceu ser interessante, muito embora o início tenha sido mediano. No entanto, não há desenvolvimento dos personagens, os acontecimentos são bem fraquinhos e o real fio condutor da história passa longe do que se vende pela capa. De qualquer forma, entendo que agrade a um certo tipo de público, mas aconselho a quem, como eu, veio procurando por um livro de terror mais moderno, procurar outras obras, pois esta está mais para um romance juvenil com uma personagem principal mal desenvolvida, rasa e infantil.
Mandy Nerújo 05/09/2016minha estante
Concordo plenamente.


Taverna do Pergaminho 03/04/2017minha estante
Disse tudo.




Kari 27/08/2014

"A única coisa mais assustadora que lidar com

os mortos é lidar com nós mesmos."

Para aqueles que gostam de fantasmas e situações macabras esse é o livro ideal.

Toda a história é ambientada em um enredo para lá de assustador ou no mínimo obscuro.

Perry é uma jovem mulher que tem sonhos estranhos e uma vida que não lhe satisfaz. Ela sempre imaginou que nasceu para fazer algo especial, porém esse algo não aconteceu até hoje e mesmo após, formada em publicidade ela encontra-se insatisfeita em um emprego de recepcionista olhando a vida passar. Na adolescência Perry nunca foi popular, sendo gorda; os garotos não lhe davam a mínima e as garotas menos ainda. Então sempre foi muito solitária e continua até hoje. Ela tem uma irmã adolescente que parece ter encontrado seu caminho mesmo sem se dar conta, sendo blogueira prestigiada onde se inspira na moda e lança tendências e já consegue ganhar com propagandas. Sua mãe é ex-modelo e seu pai um homem comum. Enquanto a vida de todos parece estar exatamente onde deveria a de Perry parece não engrenar..





"Caminhei até o espelho e averiguei meu rosto

procurando por sinais contundentes de loucura.

Eu estava uma merda, mas era comum ficar assim

pela manhã, antes de as minhas cinco xícaras de café

fazerem efeito."

pág.10





Tudo começa a mudar na vida de Perry quando ela sai para um fim de semana em família na casa de seu tio Albert. Neste local existe um Farol desativado e o mesmo sempre intrigou Perry, que nunca ousou chegar perto antes. Mas nesse fim de semana, cansada do tédio e da rotina massacrante ela resolve arriscar uma visita ao Farol, só o que não poderia imaginar é que sua vida iria mudar para sempre.

O lugar é terrivelmente macabro e tudo nele parece gritar: cuidado!, mas mesmo assim, Perry se arrisca a arrombar a janela e se esgueira para dentro.. Lá ela bate de frente com De, que a princípio confunde não só Perry, como nós leitores.. Pois não sabemos se ele é real ou fruto do medo vivenciado por Perry dentro das paredes do Farol.





"Um sentimento assustador tomou conta de mim.

Eu me lembrei do sonho que tive. De repente, me senti

inexplicavelmente apavorada."

pág.18





Aos poucos Perry perceberá que sabe muito mais sobre o Farol do que pensava, já que vem tendo sonhos horripilantes com o mesmo e sua história. E como se não bastasse, vai vendo-se envolvida cada vez mais por Dex, que hora demonstra ser um cara legal e atraente, outras é completamente confuso e insano.

Ambos possuem segredos em seu passado que de alguma forma parece estar ligado. Uma velha decrépita aparece para ambos garantindo a ligação deles.. A velha não está viva, porém também não está tão morta como era de se esperar!

O que achei do livro: Gostei demais da história, adoro esses enredos macabros, pode parecer bobo, mas me assustam verdadeiramente! Cada um com seu cada um, mas eu acredito que existe mais no mundo do que os nossos olhos possam detectar!

Perry é engraçada, imatura ainda, porém esperta para lhe dar com a situação que cai em seu colo.. Quando digo imatura, não que ela seja infantil, mas ela é uma jovem que devido ao seu passado não teve experiência com garotos, e isso a faz ficar suspirando por Dex o tempo todo, apesar de o mesmo a assustar em vários momentos!

Dex é enigmático e perceptivelmente está escondendo coisas de Perry, o que o torna ainda mais charmoso pelo mistério.. rs



Espero que vocês possam ler e apreciem Dark House tanto quanto eu!

Mônica 06/03/2015minha estante
Se gostou porque deu só 2 estrelas?


Nandes 07/10/2015minha estante
Vou ler assim que terminar o que estou lendo atualmente. Gostei muito da personagem de acordo com as descrições e me identifiquei um pouco com ela. Achei interessante. Vou ler, com certeza! ;)


Mandy Nerújo 05/09/2016minha estante
Não é tão macabro como você destacou.




Carol 29/09/2014

Faltou terror, mais sobrou afeto. AMEI!
Leia mais aqui :)


site: http://blackpost-it.blogspot.com.br/2014/09/dark-house-experimente-o-terror-i.html
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@APassional 07/10/2014

Dark House * Resenha por: Rosem Ferr * Arquivo Passional
Uma iniciação ao terror da auto descoberta...

Karina Halle nos insere em Dark House, com uma narração em 1ª pessoa através dos sonhos de sua protagonista Perry Palomino, que apesar de intitular-se uma garota comum, teve uma infância e adolescência problemática por ser considerada obesa aos padrões sociais de beleza, fato que usa como licença poética para justificar sua caótica adolescência submersa em álcool, drogas, automutilação e autoexclusão.

O resultado disto é que aos 22 anos, livre das drogas, mas sob férrea observância dos pais, Perry é insegura, imatura em relação a vida e principalmente quanto ao relacionamento com homens, diante de sua baixa autoestima e autoaceitação.

Quando o belo, sexy e maduro Dex Foray, com seus 32 anos, aparece em sua vida ela é atacada por uma explosão de hormônios, que acelera seus já aguçados dons de clarividência, lançando-a diálogos interiores dignos de 13 anos:

Pensei desesperadamente em algo inteligente para dizer, só consegui pensar em droga. Como ele é bonito... eu estava ferrada.

De certa forma a música também combinava com ele; intensa esquisita e difícil de classificar.

Não parecia que ele estava olhando para mim. Mas através de mim.

Aí já descobrimos de cara porque os caras ficam longe dela: ela baba demais neles hahaha!

A Protagonista mala é mesquinha, negligente, desleixada no vestir-se, critica mas inveja a popularidade de sua irmã e, evidenciará certa bipolaridade ao inserir-se na blogosfera como uma caça-fantasmas, coisa que ela não é. Adotará um comportamento de risco psicótico para manter seu status virtual nas redes sociais em função de pela primeira vez alguém está olhando para mim. O ápice da carência. Pesado hein?

Deste modo os primeiros capítulos são carregados de um tipo de drama psicológico, do tipo coitadinha de mim e... Drama, drama, drama... Mas cadê o terrorrrrr???????

Esse início pode assustar aos que buscam o Terror que foi proposto na sinopse, certo? Eu mesma quase desisti da leitura. É sério.

Entretanto, parece que Halle buscou co-relacionar os pontos negativos da personalidade de Perry com a evolução e desenvolvimento que a personagem sofrerá do cap. XIII em diante, afinal apesar dela ficar Dex, Dex, Dex..., ainda temos o mistério do Sinistro Farol e seu passado bizarro, o clima gélido, úmido e tempestuoso da Costa Oeste Americana com um mar selvagem arrebentando em penhascos, portanto o cenário é perfeito para um enredo assombroso. Sem falar em umas figuras sinistras que aparecem do nada para Perry a partir da metade da trama.

Assim, Ufffa! 150 páginas depois finalmente Ação... Vagando entre a imaginação e a realidade, seremos manipulados pela impressionabilidade psicológica dos protagonistas, e vamos acompanhá-los em sua aventura temerária em um farol decrépito que representa perigo físico, mas sobretudo mental, pois o que acontece ali é insano messssssssmo. E os últimos capítulos UAU! São de uma qualidade incrível.

Dex, o bonitão, irá mostrar sua verdadeira e tenebrosa face, Perry se transformará, aliás parece outra personagem, nesta podemos apostar sem dúvida. Ambos movidos pela busca da popularidade, colocarão em risco suas vidas, irão mergulhar no desconhecido assombrado, eles mesmos assombrados por sua falta de aceitação, complementam-se de forma bizarra, os similares que se atraem na eterna busca do si mesmo.

Dizem que pessoas que passam por situações extremas juntas desenvolvem um vínculo silencioso.

Surpreendente!

Com uma capa belíssima que traz um marcador destacável (ideia genial da Única), o livro é leve, confortável tanto no manusear quanto na leitura pela fonte adotada. Esse é o 1º livro de uma série que é Mega Hit, e promete nos próximos livros. Ao acabar a leitura, Perry e Dex renascidos nos deixam ansiosos pelo livro 2.

Então Experimente o terror!
Recomendadíssimo!
By Rosem Ferr.:.

Resenha publicada no Blog Arquivo Passional em 07/10/2014.

site: http://www.arquivopassional.com/2014/10/resenha-dark-house-karina-halle.html
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Isis 29/04/2015

Num piscar de olhos, filetes escuros de algas saíram das mangas do home, no lugar que suas mãos deveriam estar, e se enrolaram como cordas grudentas e pulsantes no meu pescoço."
Perry Palomino uma recepcionista, tem um passado meio obscuro, já foi usuária de drogas e seus familiares sempre estão preocupados com ela.
Em viagem de família para a casa de seu tio Al e de seus primos Matt e Tony, que são gêmeos de 19 anos mas com atitudes de crianças. Pela noite em uma roda de adolescentes Perry se sente excluída e resolve dar uma volta e acaba chegando no farol que dizem ser mal assombrado, usa a sua câmera para registrar sua aventura e se arrepende do fundo de seu coração por ter entrado ao ouvir sons estranhos vindo dos outros andares. Vai entrando cada vez mais no farol e acaba se esbarrando em um homem, Dex um cineasta de website que invade a propriedade de seu tio e diz que o farol é mal assombrado e que existe um faroleiro o Velho Roddy.
Após a sua visita ao farol ela decide postar tudo que foi gravado no blog de sua irmã, Ada, que está doente e pede para ela postar enquanto ela se recupera e os posts de Perry são os de maiores sucessos no blog.
Perry começa a ver todos os seus pesadelos se tornando realidade, coisas estranhas vão acontecendo, e então ela recebe uma proposta de trabalhar para um website como se fosse uma caçadora de fantasmas e ela irá trabalhar com Dex. E para o começo de tudo eles terão que voltar ao farol e gravar tudo que irá acontecer. E assim acontece Perry e Dex voltam ao farol, agora com a permissão de tio Al, e as coisas estranhas acontecem novamente, Dex se perde de Perry e ela vai subindo as escadas e acaba encontrando o inesperado...


Fui má com essa resenha? É, talvez eu fui sim mas não posso dar todos os detalhes. Foi curta? É, também foi curta. O livro tem umas partes bem tensas e que de tão detalhadas que são dá um "medinho" eu não sou tão medrosa mas confesso que com os detalhes que a autora dá minha imaginação voou longe e acho que imaginei todas as cenas da pior forma possível, acho que foi isso que me deixou com um pouco de medo. Mas quem gosta de terror pode ler esse livro.

site: http://meu-novocantinho.blogspot.com.br/2015/02/resenha-dark-house-12.html
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Ileana Dafne 24/04/2015

Não existe terror algum :(
Eu sou, como todo mundo que me conhece sabe, fascinada pela literatura do horror e seus subgêneros. Leio livros policiais, suspense e terror desde criança e conheço um tantinho de cada. Mas nunca me fixei nesses gêneros, muito pelo contrário, sempre li de tudo, de romances de banca à literatura clássica. Porém, sempre temos aqueles estilos que mais nos agradam e costumamos ler bastante dele. No meu caso isso ocorre com o terror, suspense e romances policiais, apesar de fantasia não ficar muito atrás...
Mas vocês podem estar se perguntando o que isso tem a ver com o livro a ser resenhado?
Vou explicar:
Eu não conhecia esse livro, não costumo ler resenhas antes de iniciar a leitura (infelizmente), normalmente só procuro informações no decorrer da leitura ou ao final. E com esse livro não foi diferente. Quando me foram oferecidas as opções para escolher um livro e resenhá-lo, Dark House chamou minha atenção e, apesar de ter ficado meio pé atrás com a sinopse, decidi que seria ele o escolhido. E que decepção!! Esse livro pode ser classificado em muitas categorias, menos de terror! Se trata, basicamente, de um romance de mistério. Não que ele seja de todo ruim, só que é vendido como algo que ele não é! Isso explicado, vamos ao livro propriamente dito.
Dark House é narrado em primeira pessoa por Perry Palomino. E a história se foca quase que exclusivamente nela, o que torna o livro bem chato, posto que nada nesse livro, nem mesmo a protagonista, é bem desenvolvido. A Perry não é carismática ou chamativa, não é aquele tipo de personagem que fixa sua atenção e lhe faz querer saber o que acontece com ele. Ela tem 22 anos, é formada em publicidade e trabalha numa agência de publicidade, mas como telefonista. Sua vida e carreira são monótonas e ela é uma pessoa que quer tudo e nada ao mesmo tempo. Além de estar fora dos padrões, pois é cheinha e desajeitada (como é dito inúmeras e repetidas vezes durante a narrativa) e, na adolescência, foi bem problemática.
A história começa com Perry acordando de um pesadelo e percebemos que não é o primeiro desse tipo que lhe aflige. Depois nos é apresentado seu, odiado, trabalho e que, por conta da economia, não pode se dar ao luxo de largar.
Sua família decide passar um final de semana na casa de seu tio, onde existe um farol bastante antigo, desativado e abandonado. E, num impulso, ela decide ir visitar o farol levando sua câmera. Lá, depois de uns momentos bem esquisitos um tanto sinistros, ela encontra Dex Foray, um produtor de webséries e, aparentemente, um caçador de fantasmas.
Chegando em casa, a irmã de Perry, Ada, a pede que alimente seu blog por uns dias, pois ela está doente. Não tendo sobre o que escrever, pois sua irmã possui um blog de moda e a Perry é gorducha e desajeitada (ela não perde a oportunidade de explicar isso), ela posta sobre sua visita ao farol e posta o vídeo por ela feito no Youtube.
Depois disso sua vida toma outro rumo e ela é procurada pelo Dex para juntos fazerem uma websérie sobre fantasmas. E, contrariando todo o bom senso, ela entra com tudo nessa aventura e voltam ao farol do tio da Perry para gravarem o piloto dessa série.
E daí sai o resto da história. Mas quase nada ocorre no livro além de montes de coisas sem qualquer explicação, nenhuma revelação ao final do livro, nenhuma reviravolta, absolutamente nada que justifique o “Experimente o terror” da capa.
Mas nada supera o quanto a protagonista é sem noção e o quanto se sente deslocada por ser fora dos padrões, sua paixão a primeira vista pelo Dex, que até o final do livro não é desenvolvido nem apresentado realmente ao público. Imagina um personagem coadjuvante que se torna bastante importante na história, mas que ninguém além da autora, eu acho, sabe alguma coisa de sua vida.
Além de não ter sentida a mínima sensação de terror, o livro me fez dar bastante risadas de tão non sense que eram algumas situações. Não há qualquer relação com a realidade, tudo bem que é ficção, mas não achei que leria algo tão fantasioso...
Não foi uma leitura que me prendesse, na verdade a estrutura narrativa é mal desenvolvida, os personagens são superficiais e sem noção, além da escrita ser bastante fraca também e o livro possuir muitas pontas soltas.
A protagonista tem 22 anos, mas não age como alguém que tenha essa idade, parece que sua irmã de 15 anos é mais velha que ela...
Chega-se ao fim do livro sem que nos sejam explicados os acontecimentos no farol, temos algo super corrido e mal elaborado. Terminei o livro com mais perguntas do que deveria ou esperaria. Então resolvi saber mais sobre a história e descobri que “Experimente o terror” é uma série bem longa, foram publicados, entre 2011 e 2014, 9 livros! Fiquei sem palavras, já que nada dava a impressão de que se tratava de uma série, ainda mais desse tamanho...
Apesar de ter me decepcionado com a leitura, ainda a recomendo, afinal por não ter sido boa leitura para mim não quer dizer que não o seja para outra pessoa.

site: http://www.livroseflores.com/2015/04/resenha-dark-house-karina-halle_24.html
Mandy Nerújo 31/05/2015minha estante
Parabéns pela resenha e pela sinceridade. Você tirou todas as palavras da minha boca. Eu ia resenhar esse livro, mas a sua resenha está tão completa e sincera que eu até deixei para lá! ;)
Realmente, nada de terror, nada de explicações e nada de interessante... A história poderia ter sido tão boa... Eu estava imaginando que teria um final de verdade depois daquele final meia-boca do "mistério" principal do livro, mas daí foi um final de 20 páginas totalmente desnecessário... :/




Marisol 06/10/2015

É um ótimo suspense!
“Dark House - Experimente o Terror” chamou bastante minha atenção quando li a sinopse. O livro não é tão assustador do jeito que parece. Ele é misterioso e sobrenatural. Na verdade é um ótimo suspense!

“A única coisa mais assustadora que lidar com os mortos é lidar com nós mesmos.”

Perry é uma garota com 20 e poucos anos, frustrada com a vida. Teve a infância cheia de pesadelos, a adolescência no mundo das drogas e agora uma vida monótona, com um emprego que odeia e para piorar os pesadelos estão voltando a assombrá-la.
Num fim de semana ela vai com a sua família para a casa de seu tio Al, no litoral de Oregon, que vive com seus filhos gêmeos Tony e Matt, que só se metem em encrencas.
A propriedade do seu tio tem um farol abandonado que é conhecido por ser mal assombrado. Mas há muito tempo foi trancado e esquecido. Só que não. Perry acaba atraída pelo mistério do local e durante a noite vai se aventurar. Depois que acontecem algumas coisas bizarras e percebe que não está sozinha, decide sair dali. Nesse instante conhece Dex Foray, que é um cara misteriosíssimo e produtor de web séries. E assim eles embarcam numa aventura perigosa, tendo uma terrível experiência paranormal. Só que eles não imaginam o que mais está por vir...

"- [...] Como você não está com medo?
- Porque acho a vida mais assustadora do que a morte."

Além de todo o suspense, tem um pouco de humor e sarcasmo que fez com que eu me divertisse com a #leitura.
O final desse livro deixa muitas dúvidas no ar. Foi ai que descobri que "Experimente o terror" é uma série com nove livros, mas só o primeiro foi publicado aqui no Brasil. Então vamos esperar ansiosos para que a Única Editora nos traga o resto da série!
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PorEssasPáginas 12/03/2015

Resenha: Dark House - Por Essas Páginas
Dark House, de Karina Halle, tinha todos os elementos de um livro de terror: uma capa sinistra e sombria, uma chamada convidativa “Experimente o terror“. Por isso, todas as minhas expectativas eram de… um livro de terror. Só que não, esse livro, definitivamente, não é de terror. É uma cilada.

Perry tem 22 anos, uma carreira monótona e estagnada, um passado do qual se envergonha, uma família que cobra seu sucesso e uma irmã adolescente que é mais bonita e bem-sucedida que ela em todos os sentidos. Não é à toa que Perry se sente um fracasso. Ela gosta de lembrar a si mesma (e a autora os leitores) o quanto é gordinha e desajeitada; na verdade, isso é mencionado à exaustão durante a narração, inclusive em momentos completamente desnecessários. Só que Perry anda tendo alguns pesadelos estranhos, que a assustam (mas só ela mesmo, porque o leitor não sente nada). Em um final de semana qualquer, sua família decide ir para casa de um tio, dono de um farol antigo e abandonado. Num surto de aventura, Perry decide visitar o farol, no meio da noite, e encontra algo maligno e sinistro, além de um homem misterioso que é aparentemente um “caça-fantasmas”, Dex.

Depois disso, Perry acaba narrando suas estranhas aventuras no farol no blog da irmã, obtendo sucesso imediato. O misterioso Dex volta a procurá-la, convidando-a a retornar ao farol para filmar um programa para seu canal no Youtube. E Perry entra nessa aventura de cabeça. Sem nem questionar direito no que está se metendo. E com quem.

Basicamente é só isso que acontece no livro. Não há grandes revelações, não há grandes reviravoltas. Tudo é previsível e, pior, apesar do “Experimente o terror” na capa, terror aqui é o que menos existe. Grande parte do livro gira em torno de como Perry se sente deslocada, fora dos padrões, e sua atração quase instantânea por Dex, um cara que ela mal conhece. Aliás, embarcar em uma aventura dessa, com um cara que você conheceu ontem? Completamente bizarro, não faz o menor sentido! As ações dos personagens chegam a ser surreais de tão absurdas. Impossível entender o que se passa na cabeça deles, nada corresponde à realidade. O livro inteiro parece um pesadelo louco do qual você não consegue acordar.

Não tem como dizer de outra maneira: a narração e a escrita são fracas. Frases e construções absurdas, tanto que cheguei a procurar o livro em inglês para ter certeza de que não se tratava de um problema de tradução. Não era. É assim mesmo, o que é mais inacreditável! Claro, o livro tem sim problemas de revisão, muitas e muitas palavras e ideias repetidas, mas isso vem, obviamente, do texto original. Poderia ter sido corrigido no português? Poderia. Mas não há tradução e revisão que salve um texto ruim. Ele é cru, parece ter saltado de um Wattpad direto para o livro, sem nenhum crivo. Preciso mostrar algumas frases pra vocês:

“Estupradores são gentis hoje em dia, pensei vagamente e ergui meu braço contra a luz que irradiava implacável sobre mim.” Página 45, quando Perry encontra Dex pela primeira vez no farol.

“Talvez este fosse mesmo um palácio de estupro e ele estivesse me encurralando aqui enquanto caras maiores faziam o resto do trabalho sujo. Havia um ar de perigo iminente nele, mas isso poderia ser apenas a impressão pela situação ou por seu cabelo escuro jogado e desgrenhado e seu jeito de Lord Byron.” Página 52, ainda a mesma cena. Notem que essa descrição é para o Dex, o mesmo cara que Perry se apaixona instantaneamente e que segue sem pensar duas vezes em uma aventura maluca em um farol aparentemente assombrado.

Deu pra notar o sentimento lendo esse livro? Chegou a alguns momentos que eu lia apenas por ler, rindo das abobrinhas que estavam escritas. Nada, absolutamente nada faz sentido. E o terror? Praticamente inexistente. Fraco, forçado, anti-natural. Não assusta e corresponde a praticamente uns 30% do livro. Ou menos. A história toda é um romance disfarçado de terror. E não, não é um romance bom.

Há muita narração completamente inútil, que poderia ser cortada sem piedade. Em contrapartida, especialmente no início, há pouquíssimos diálogos, o que dá um ritmo arrastado ao livro e gera pouca conexão com os personagens. Perry (a narração é em primeira pessoa) se perde em descrições longas e desnecessárias sobre coisas que não fazem a menor diferença na história. Como seus sapatos, por exemplo. Ela tem 22 anos, mas parece que tem 16; aliás, o livro todo seria muito mais crível se ela realmente fosse adolescente, porque é difícil acreditar que uma mulher de 22 anos falaria as asneiras que Perry diz ou agiria do jeito insano que age.

No final, o grande mistério do farol assombrado é muito pouco explorado, em uma cena corrida e mal escrita, que nem remotamente é capaz de assustar. A história se perde e logo é esquecida, sendo substituída pela tensão sexual entre Dex e Perry, e na proposta maluca dele que ela faça um programa no Youtube. E, desse jeito, o livro acaba, com um gancho para uma continuação que certamente não irei ler.

Mal escrito, decepcionante, tão absurdo que chega a ser cômico, não recomendo a leitura de Dark House para ninguém.

site: http://poressaspaginas.com/resenha-dark-house
Carol 18/03/2015minha estante
eu concordo com vc o terror mesmo foi o mais mau explicado, desenvolvido e cheio de pontas sem sentido


Mandy Nerújo 31/05/2015minha estante
Palmas!
Exatamente isso. Fiquei tão decepcionada com esse livro, achei que realmente sentiria medo, mas acabei achando graça das abobrinhas sem sentido dele.
Não foi explicado nem metade do que deveriam explicar. E se eles acham que venderiam a continuação só pelos "mistérios" mal resolvidos do primeiro, pensaram errado. Eu também certamente não lerei o segundo, caso haja.




Leticia Almeida 20/02/2015

não crie expectativas
Bom é uma história envolvente, te prende bastante, e alimenta bem a imaginação. Achei um pouco forçado, estava esperando algo mais como Stephen, um terror de verdade, ainda mais pelo subtítulo. Eu não conhecia essa editora, mas tem alguns erros de português bem feios. Provavelmente, o livro terá continuação, se continuar nessa editora nem me darei ao trabalho.
Não é um terror forte, é algo mais pra suspense, tem suas partes mais dark mas achei bem light. Talvez pelas minhas próprias expectativas.
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Carlinha - Paradise Books 15/03/2017

Achei fraco!
Perry Palomino sempre teve a auto estima extremamente baixa, teve uma adolescência solitária e estranha, a verdade é que sempre houve algo incomum com a garota. Agora ela é uma jovem mulher extremamente decepcionada com sua vida, ela se formou em publicidade, mas na empresa que trabalha parece nunca conseguir uma oportunidade, portanto é apenas uma frustrante e comum recepcionista. Ela se entristece ainda mais com seus pais que não a apoiam em nada, a não ser em perder peso e não perder o emprego, e o ciúmes ainda ganha lugar quando sua irmã mais nova passa a lucrar com seu blog de moda, o que aos olhos de Perry é uma coisa idiota e inútil.

"A única coisa mais assustadora que lidar com os mortos é lidar com nós mesmos."

Perry sempre acreditou que ela tinha algo de muito importante e especial para fazer na vida, ela só ainda não havia descoberto do que se tratava, mas indo passar o final de semana com seus pais na casa de um tio, ela percebe que alguma coisa está prestes a mudar. O farol abandonado na propriedade do tio sempre foi um mistério para todos, pois pelo que se sabe, ele nunca sequer funcionou desde sua construção. Numa onda de coragem e cansada de sua vida medíocre, Perry resolve explorá-lo sozinha e tudo começa a ficar extremamente macabro dentro do lugar quando ela se dá conta que é o mesmo lugar que tem povoado seus pesadelos nos últimos dias. Com a atmosfera pesada, portas batendo, uivos do vento, e vultos que se mexem nas sombras das paredes, ela descobre que o lugar é realmente assombrado, e uma estranha presença parece conhecê-la muito bem.

Para começar, o livro é narrado em primeira pessoa, mas a Perry me irritou profundamente. Ela é bem engraçada em alguns momentos, super irônica em outras, e as descrições da autora são excelentes, principalmente quando se refere a ambientação e aos sentimentos da personagem nos momentos de maior suspense, mas a Perry é aquele tipo de mocinha auto depreciativa e que pensa o pior de si, e essa é uma característica que eu costumo detestar em protagonistas, as ações dela não condizem com a idade da personagem, e sim com as atitudes de uma menina rejeitada de 17 anos. No livro temos o encontro de Perry com Dex, um produtor que por acaso também estava investigando o famoso farol abandonado. A princípio ficamos confusos em relação a Dex, não sabemos afirmar se ele é realmente uma pessoa, ou se ele se trata de alguém que estava apenas na imaginação de Perry pelo momento de susto e estresse. Mas conforme a história se desenvolve, observamos que Dex também não é tudo o que aparenta e que ele também possui alguma coisa de incomum, e é por isso que ele e Perry se identificam tanto.

Gostei muito da escrita da Karine, mas achei que muitas lacunas ficaram vazias, e espero que sejam preenchidas nos próximos volumes da série. Em algumas cenas, como estamos vendo tudo através da narração de Perry, ficamos bastante perdidos e sem compreender se o que está se passando é realmente real ou é tudo imaginação da garota, e vou te dizer que isso criou um suspense incrível e deu um medinho sinistro em algumas partes. A leitura é interessante, mas como eu disse se torna cansativa porque fiquei sem paciência com a personagem. Do meio em diante, quando as coisas parecem funcionar, a atitude de Perry também muda um pouco, então espero que essa mudança gradual alcance os próximos volumes.

Acredito que os amantes do terror não vão cair de amores pelo livro, algumas cenas de suspense realmente elevam a adrenalina e te deixam curioso para mudar de página, mas não dá para sentir tanto medo assim, entretanto o desfecho nos deixa um gostinho, e uma afirmação de que o próximo livro será mais sinistro que o primeiro.
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Kovas 25/10/2014

Que decepção foi Dark House. Desde a personagem Perry até o enredo. Eu juro que estava esperando um livro que me desse um medo dazora... mas não.

Perry... Ai ai Perry o que falar de você queridinha? Que raiva da narrativa em primeira pessoa, que raiva dessa personagem mais sem sal. Ela é uma personagem que parecia ser interessante, tanto fisicamente (por ter problemas com auto estima) quanto psicologicamente (por ver fantasmas e ter tido problemas com drogas na adolescência), mas no fim ficou como uma personagem muito intragável. Mas algo que não posso negar é a sua base familiar horrível, uma mãe bem megera e um pai desligado, mas sua relação com a irmã, Ada, é que salva um pouco essa "família" problemática.

A vida da nossa narradora é bem parada, sua vida amorosa não existe e sua vida profissional é um fracasso. Mas tudo muda graças ao Farol assombrado do terreno do seu tio Al. O Farol chama atenção da galera que faz pesquisa/vídeos caseiros (e até mesmo profissionais) sobre o fantasma que assombra o farol, e um desses "pesquisadores" é o Dex, um produtor que realiza webcast sobre vinhos na internet e encontra o Farol como algo a mais na sua carreira. E nisso ele pede ajuda de Perry para gravar esse webcast.

"(...) eu nunca tinha visto aqueles programas de caça fantasmas na TV. Ironicamente, sou medrosa demais e minhas imaginação é muito fértil. Um programa, e eu estaria convencida de que tinha um fantasma na minha casa."


Dex de início eu achava interessante, porque a Perry o idealizava como o cara perfeito e ele sempre foi um pouco curto e direto com ela. Mas depois ele amolece e eu não entendo mais suas atitudes com a Perry.

"Eu não escutava meu pai, mas escutava Dex. De certa forma ele era mais intimidante."


O livro inteiro é misterioso, não me deu resposta alguma sobre qualquer coisa, ou melhor, até dava respostas, mas todas que eu não tinha me interessado em saber! E isso me tira do sério, eu quero respostas e não só pontos de interrogação! x-x

E os fantasmas? Sim e os fantasmas... Sem graça. Aquele receio de dormir com a luz apagada depois de terminar de ler, cadê? Mesmo que não tenha me dado um medinho, as cenas com os fantasmas eram as mais bizarrinhas (tudo no diminutivo porque o negócio não é TÃO assombroso assim).

Dark House é o primeiro volume da série, Experimente o Terror. Confesso que esse primeiro livro não me deu a MINÍMA vontade de prosseguir a série, mas com uma pesquisada nos outros títulos... Eles me pareceram legais, apenas, mas nada que eu vá me empolgar pra lê-los.
Carol 29/12/2014minha estante
ih colegal achei tb meio fraco pelo jeito hoje esta sendo lucrativo viver de livros então teremos que ler uns 10 para entener o que ocorreu no primeiro acho isso uma sacanagem e se não quisermos seguir essa série, o primeiro ta cheio de pontas soltas, alias o que realmente interessa nada se esclarece


Leticia Almeida 20/02/2015minha estante
Concordo rs




Lia 05/07/2015

EXPERIMENTE O TERROR

EXPERIMENTE O TERROR

A junção de uma capa sombria e um título instigante foi tudo que precisei para solicitar o livro e correr para experimentar o terror proposto pela Karina Halle, exceto que eu não provei desse terror.

Perry é uma jovem que tem um passado complicado. Quando criança, preocupou os pais, pois via "coisas", na adolescência sofreu bullying por ser gordinha e passou até por uma fase em que usou drogas. Porém, ela deixou tudo isso no passado, agora ela tem 22 anos, é formada em publicidade e tem um trabalho de recepcionista - que odeia, por sinal.

Coisas obscuras começam a aparecer novamente em sua vida, ela tem o mesmo pesadelo frequentemente e tudo se intensifica quando ela decide passar um fim de semana com a sua família na casa de seu tio Al, no litoral de Oregon.
A propriedade do seu tio é conhecida por ter um farol abandonado que dizem ser mal assombrado. Incrivelmente, Perry é atraída por esse farol (durante a noite!). Após umas horinhas de suspense ela conhece Dex Foray e os dois acabam tendo uma experiência paranormal nesse local.
Dex é um produtor de webséries, depois do episódio que vivenciou com Perry, ele a convida para apresentar um programa onde eles tentam desvendar todo o mistério do velho farol. Como nossa protagonista é atraída por coisas misteriosas, ela topa embarcar nessa aventura.


A Karina trouxe certa originalidade ao livro com a protagonista. Para começar ela não é nenhuma adolescente como costumamos ver em enredos sobrenaturais. Perry tem 22 anos, é uma personagem que tem toda uma atitude e um estilo descolado, porém, ás vezes é bastante imatura e insegura. Sua irmã, Ada, tem 15 anos e muitas vezes Perry mostrou ter a mesma, senão menos, maturidade que ela.

Dex é um personagem até um pouco clichê, o famoso cara misterioso. Sabemos muito pouco sobre ele, percebemos que ele tem seus segredos também, mas nada é revelado. Muitas vezes achei que ele fosse um completo pirado. Ele se tornou um enigma.
E, óbvio, que temos um sinal de romance aí, não acontece nada de fato, pois Dex tem namorada, mas fica claro que a Perry tem uma "queda" por ele.

"Os olhos de Dex penetraram nos meus com tanto poder e tanto ódio que fez meu estômago ficar embrulhado. Então ele soltou o ar e abaixou o olhar. Quando levantou os olhos, eles estavam repletos de desculpas e remorso novamente."(p.292)

Eu esperava que o livro fosse realmente assustador. Porém, é mais algo sombrio do que aterrorizante.
Em algumas cenas eu realmente me assustava um pouco com o suspense, mas em outras, depois da tensão, tudo se tornava cômico. O ponto positivo é que a autora soube deixar essas cenas muito bem detalhadas, fez com que compartilhássemos o suspense todo com a protagonista.
Outro ponto positivo é a escrita da autora. É bastante fluída, conseguimos ler o livro rapidamente e quando percebemos já terminamos um capítulo e estamos começando outro.

O que me incomodou, foram a quantidade de pontas soltas. Ficaram muitas perguntas sem respostas. Por isso imagino que terá uma continuação. Não sei se será lançado aqui, mas se for, eu pretendo ler para sanar algumas dúvidas.

A editora Única, como sempre, está de parabéns com a diagramação. Os capítulos destacados de forma simples, as folhas amareladas e a fonte de um tamanho agradável. Sem contar a capa que é bem atrativa.

Enfim, não recomendo o livro para quem está a procura de algo muito assustador e aterrorizante. É mais para quem gosta de suspense e enredos sobrenaturais. Para aqueles que têm medo de livros de terror, mas que queiram experimentar algo que chegue perto disso.

site: www.construindoestante.com
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Paola 30/03/2015

A história é uma mistura de terror com romance e comédia. A protagonista é bem engraçada por causa de seus comentários e sua insatisfação com a vida. A história é boa, mas um pouco enrolada, contendo alguns detalhes desnecessários para a narrativa e os eventos tensos do livro, que dão medo mesmo, parecem muito curtos em comparação com a explicação da vida sem graça da protagonista. Fiquei um pouco decepcionada pois estava tentando fugir de livros com sequência e imaginei que ele teria inicio, meio e fim, mas o livro se mostra ser apenas a pequena parte de uma longa história. Tirando isso, é um livro divertido e intrigante, recomendo ele com certeza.
Carol 10/05/2015minha estante
hoje em dia colega raridade tudo com series longas




Nandes 15/10/2015

Dark House
Então, o livro começou interessante e a história, parecia ser um ótimo cenário para um suspense e terror excepcionalmente bem trabalhados. A narrativa do livro é boa e faz com que você leia rápido. No entanto, me decepcionei em vários aspectos do livro. Os personagens, apesar de agir como "adolescente bobões" e olha que ela tem 22 e o Dex 32, de certa maneira, são aceitáveis. A relação deles é que fica muito chata, repetitiva e me dá a impressão de ter lido um Mc lanche feliz da literatura. Como assim? Sim! Uma história melosa e focada mais na paixonite de Perry em Dex do que no terror e suspense que, na minha opinião ficaram em segundo plano. Não achei que foi bem trabalhado o lado do terror e suspense, soando muito superficial e extremamente, simples. O livro só me deixou um pouco tenso no final e mesmo assim, depois foi um banho de água fria. Conclui a leitura com mais perguntas do que respostas. Resumindo: Pode ser que agrade à leitores de sagas como Crepúsculo ou coisas afim, mas, pra quem curte o real terror e suspense, não passou nem perto.
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