Vítimas

Vítimas Jorge Lemos




Resenhas - Vítimas


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A Garota do Livro 24/01/2015

Cuidado com os impulsos.
Oi gente,


hoje a dica vai para quem curte histórias mais picantes e também um romance policial.

No livro Vítimas de Jorge Lemos, o prazer é o impulso que move o pensamento de todos, e esse impulso como vamos percebendo é bem perigoso e pode ser fatal.

Victor Crevelare, um empresario de sucesso, com 56 anos, é indicado apos um atentado a sua vida, a passar um tempo longe de casa e da familia, nesse tempo ele conhece um jovem bastante sedutora, Sarah, de 22 anos. E assim Victor entra para o time dos infies, no inicio iria acabar na cidade, mas ele se apaixona e a leva para SP. Com o tempo o ciúme vai consumindo a relação e ai....



Traição, desejo e principalmente prazer, esses são os pontos chaves desse livro. Não faz meu tipo a questão do romance erótico, mas satisfaz muitos pelo visto, e esse é especial pois mistura com um assassinato.
No prologo já nos é contado um resumo do livro, o que nós deixa mais intrigados para saber como cada fato acontece (afinal se não estou errada se baseou em fatos reais).. No decorrer da historia conhecemos o passado dos personagens ate mesmo de alguns menos importantes, mas esse passado é uma explicação para os comportamentos presentes no livro, e não devemos desprezar nenhum personagem dessa historia. Sempre vai haver detalhes importantes, E com o conhecimento do autor como delegado ele nos envolve na trama, e eu sou bem culpada para falar da parte criminal já que sou apaixonada por isso (como faça direito.)

Nota: 4.5

site: http://a-garotadolivro.blogspot.com.br/2015/01/resenha-vitimas-jorge-lemos.html
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Maria - Blog Pétalas de Liberdade 17/01/2015

Vítimas
Narrado em terceira pessoa, "Vítimas" conta a história de Vítor, um empresário bem sucedido, na faixa dos 50 anos. Vítor ia bem nos negócios, tinha uma boa esposa, uma boa filha, bons empregados, porém, após sofrer dois atentados dos quais escapou por pouco, ele estava ficando paranoico. O medo de um novo ataque e o desejo de vingança lhe consumiam intensamente.

Até que um psiquiatra, muito amigo da família, sugeriu que Vítor tirasse uns dias de férias, fosse repousar em um lugar tranquilo. Segundo Afonso, o psiquiatra, dias longe do estresse da cidade grande poderiam fazer com que Vítor voltasse a ter paz.

Com grande incentivo da família, Vítor foi sozinho para Lambari, cidade turística mineira. E parecia que o tratamento estava dando certo, o ar puro da cidade surtia efeito e ele se sentia mais calmo. E foi em Lambari que ele conheceu Sarah, uma jovem linda!

O que ele não sabia era que Sarah não havia cruzado seu caminho por acaso. Vinda de uma família muito pobre, ela viu numa proposta feita pela tia, que morava em São Paulo e parecia ser rica, uma forma de ter uma vida melhor. Pela proposta, Sarah devia seduzir Vítor e fazer com que ele se separasse da esposa, ela receberia um bom dinheiro para isso.

A diferença de idade entre os dois era grande: 34 anos. Mas Vítor se apaixonou loucamente por Sarah, não queria partir, retornar para São Paulo e nunca mais vê-la. Naquela altura da vida, depois de quase ter sido morto, ele não mereceria um pouco de felicidade? Decidiu levá-la para a cidade grande, comprou um apartamento para ela morar, onde passaram a se encontrar frequentemente.

Sarah se viu surpreendida pelo sentimento que nasceu inesperadamente dentro dela, seria amor? O dinheiro passou a não ser o mais importante, ela precisava de Vítor, precisava dele ao lado dela, precisava do amor dele.

Mas, como nada é perfeito, a culpa pela traição, a grande diferença de idade e a incerteza do futuro fizeram com que o ciúme nascesse no coração de Vítor, transformando-se em uma nova paranoia, que voltaria a corroê-lo por dentro, causando grandes consequências.

"Por obra do imprevisto ou de um destino maligno, Vítor e Sarah tornaram-se aves voando em direções opostas e sem lugar para chegar..." (página 11)

"Vítimas" é um daqueles livros que temos que ler com a cabeça aberta. Casos de homens que se envolvem com mulheres mais jovens são super comuns na vida real, e quem somos nós para julgarmos de forma justa se os sentimentos dos outros são verdadeiros ou não, quando sequer conhecemos bem os nosso próprios sentimentos? Temos o direito de rotular as relações dos outros? Qual sentimento é mais puro e legítimo? Ninguém é só bom ou mau, Sarah e Vítor não eram perfeitos, eram apenas humanos.

"Um escravo do que sentia não podia ter culpa..." (página 141)

"Vítimas" me trouxe várias suposições: e se Vítor tivesse largado tudo para ficar com Sarah? Se ela não tivesse sido deixada sozinha em longas noites naquele apartamento? Se eles tivessem sido fortes o bastante para lutar pelo que realmente queriam, fechando os olhos para as opiniões alheias, os preconceitos da sociedade e os medos plantados por terceiros? De que outras formas essa história poderia ter terminado?

Me pareceu que o autor focou bem mais no lado psicológico do personagem Vítor, ainda assim, os demais personagens foram bem trabalhados e tiveram suas histórias desenvolvidas paralelamente. Por ser narrado em terceira pessoa, houve a possibilidade de retrocessos no tempo, onde a vida dos personagens secundários era resumida até o presente momento, um fato que me agradou bastante.

Senti que a trama manteve um ritmo constante, sem altos e baixos. A parte emocional foi mais trabalhada que a parte do mistério sobre quem estava por trás dos atentados e tentando destruir o casamento de Vítor, e se seria a mesma (ou as mesmas) pessoa (as). Cheguei a formular algumas hipóteses e a suspeitar de alguns personagens, no fim, até que acertei.

Gostei do livro. É uma história com grande carga de realidade, relativamente pesada, um romance para adultos, pouco meloso, com uma forma de escrita direta e fácil de se ler, que retrata o que o ciúme pode provocar na cabeça de uma pessoa e numa relação.

"Estendeu-a sobre si como se pretendesse cobrir-se com ela. Poderia não existir nada além daquele instante. Página de uma agenda sem nenhuma anotação. Pureza confundindo-se com beleza. Descobrira naqueles dias o lado podre de uma imaginação doente. Só a ingenuidade dela poderia existir. Queria capturar para si a inocência que a envolvia sempre: flor frágil, carente de cuidados especiais." (páginas 221 e 222)

Achei a capa bonita, condizente com a história, gostei da combinação de cores. A diagramação está boa: margens, espaçamento e fonte de bom tamanho. As páginas são amareladas e lisas.

site: http://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/2015/01/resenha-livro-vitimas-jorge-lemos.html
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Carolina Durães 04/12/2014

A trama é narrada em terceira pessoa e conta a história de João Vítor Albuquerque Crevalare, um homem de 56 anos que é presidente da fábrica Sonora Calçados em São Paulo. Casado com a devotada Caroline e pai de Kelly, uma jovem de 24 anos, ele é um homem que tem tudo o que se poderia imaginar.
Graças a sua visibilidade como um homem de dinheiro, ele passa um tempo em um refúgio no circuito de águas do sul de Minas, onde conhece uma jovem de 22 anos, chamada Sarah. A partir desse momento, os dois se envolvem em um caso obsessivo (por parte dele), que causa grande devastação.
A história é interessante e tem um enredo que prende a atenção do leitor. A maneira como a trama foi desenvolvida acaba passando a impressão de que o próprio João Vítor é a vítima principal da história. A trama foi construída de uma maneira que, mesmo o leitor não concordando com isso (foi o meu caso) ainda consegue se prender à história.
Apesar de discordar de algumas atitudes dos personagens (como a eterna devoção de Caroline), o livro faz com que o leitor reflita sobre muitos valores que atualmente são banalizados: a fidelidade, o casamento e a honra.
Existe ainda uma subtrama com direito à complôs e armações.
Para os fãs do gênero, vale a pena conferir.

site: http://www.acordeicomvontadedeler.com/
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