A Ilha do Conhecimento

A Ilha do Conhecimento Marcelo Gleiser




Resenhas - A Ilha do Conhecimento


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Katita2013 01/02/2016

A NECESSÁRIA "MEA CULPA" DA CIÊNCIA.


Do que realmente trata este livro de Marcelo Gleiser? Ao meu ver ele trata de três questões: O primeiro acerca da questão se podemos conhecer a essência da realidade; O segundo acerca da problemática da relação de muitos cientistas com este fato; e terceiro questões da astronomia atual, da física quântica,e da Neurociência reguardante a estas questões.
O quanto podemos conhecer do mundo real? ou seja, até que ponto a ciência pode compreender a natureza da realidade? Segundo Gleiser a ciência é limitada, ou seja existem partes do mundo natural que permanecerão ocultas, incognoscível, ou melhor ainda ,que estão além da nossa capacidade de compreensão, mesmo para a Ciência. Ai você me pergunta, E por que? Afinal a ciência não é a toda poderosa, aquela tem todos os instrumentos para conhecer o mundo?. Não, diz o autor, porque ela mesma é limitada pela própria limitação dos instrumentos que tem a disposição atualmente. E existe uma dimensão incognoscível da realidade física, intransponível até mesmo para ciência. Ele usa a metáfora da Ilha; a ilha do conhecimento é cercada por um vasto oceano do desconhecido, à medida que descobrimos algo à mais, a ilha cresce, porém ao mesmo tempo cresce também o nosso desconhecimento de fatos antes ocultos, E portanto cresce também o nosso entendimento da vastidão da nossa ignorância!!
Para Gleiser existe a necessidade crucial de que junto com a busca de explicações científicas do mundo seja acompanhada também pela busca do sentido dessas mesmas explicações, ou seja, buscar entender o que significa os resultados das equações matemáticas para o entendimento da realidade física, e fugir do lema "calcula e cala boca" dos físicos atuais.
E aqui entramos na segunda questão; a arrogância de muitos cientistas em acreditar que suas equações matemáticas poderão abarcar um dia a essência completa da realidade!!! Principalmente na física, e Astronomia que estão constantemente mostrando que certos aspectos da realidade estão além do nosso conhecimento atual, ao menos além do que podemos conhecer atualmente com os instrumentos que temos em mãos. Daí a importância da discussão filosófica do sentido dos resultados mesmos, advindos dessas mesmas equações. E certas afirmações, como as do físico Stephen Hawking, que com uma certa arrogância afirmou que “a filosofia é inútil”, E que “Deus não é necessário” além de confundir, só pioram as coisas, devendo por isso serem evitadas.
E para embasar as suas conclusões ele mostra como mudanças conceituais, que ele chama de “mosaico de idéias” na história do pensamento Ocidental, especificamente no conhecimento do cosmos, na física quântica, e no mundo da mente, estão sempre em constante mutação, muitas vezes sendo revogadas, ou deixadas de lado. Qual seria portanto a atitude do cientista frente a esta barreira incognoscível da realidade? Simplesmente que tenha atitude de humildade e admitir que a explicação científica é limitada, E que na verdade corresponde somente a mais uma descrição do que uma explicação do mundo real; válida tanto quando outras explicações que não seja a científica. Conclui ele dizendo que na verdade o conhecimento que temos do mundo real define somente o conhecimento QUE PODEMOS TER, e nada mais!!!!
Flavio.Gabriel 04/08/2016minha estante
Muito boa resenha!




Leandro Matos 23/01/2015

Um livro sobre a convergência entre a ciência e o sentido da vida.
Com uma prosa fácil e fluída, o professor e astrônomo brasileiro, Marcelo Gleiser, entregou em seu último livro, um atestado impresso de amor a ciência e a eterna busca do ser humano por conhecimento.

Publicado pela Editora Record, em Junho de 2014, A Ilha do Conhecimento traz uma proposta ambiciosa ao buscar (e apontar) como é efêmero, o entendimento e a constatação do novo de cientistas e estudiosos. Como é tênue essa linha divisória entre o conhecido e incógnito. Sobre como cientistas se deparam com o novo e como essas implicações mudam (e mudaram) o cenário da ciência como um todo.

Já gabaritado por inúmeras publicações de cunho cientifico e até de teor filosófico, Gleiser é um escritor experiente que usufrui dessa habilidade desenvolvida, para tecer um extenso panorama sobre alguns aspectos pertinentes a qualquer ser humano. A origem do mundo, o espaço-tempo, a (in)finitude do universo, a capacidade cognitiva do cérebro, o multiverso, a natureza da realidade e os limites e as extensões do conhecimento. Convenhamos, é improvável não se interessar por algumas dessas questões.

Dividido em três partes, a publicação apresenta em seu título a figura de uma ilha, como a imagem de algo a ser explorado, onde pelo seu espaço e confinamento, podem ser compreendidos, como um limite ou uma opção para explorar e entender o que lhe cerca.

Nessa representação, encontramos na obra como um todo, um resumo claro e proveitoso sobre a ciência dos primeiros dias até as atuais previsões. Onde na primeira parte do livro, conhecemos sobre a história do universo, sua cosmologia e os nomes dos principais responsáveis e seus respectivos feitos nessa jornada. Na segunda parte do livro, é possível deparar-se com a beleza e o assombro do micro, do atômico e por consequência da física quântica. Na última parte do livro, Gleiser relata sobre a matéria, a mente e de forma subjetiva sobre a busca por sentido do homem.

Um aspecto interessante apresentado no livro foi a constatação sobre o Bóson de Higgs, a famigerada partícula de Deus descoberta pela Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (a CERN) em 2012. Gleiser discorre sobre o curioso fato exemplificado nessa ocasião, de que, formulada a teoria sobre a existência de tal partícula com a colisão de prótons, os cientistas estariam certos e todo o desprendimento humano e financeiro estaria validado. Porém, inúmeros cientistas que trabalhavam no projeto ansiavam por encontrar uma outra partícula, um outro elemento que dispusesse a ciência em novo patamar, que constatasse que a subdivisão do átomo ia muito além de Higgs. Uma revolução por assim dizer. E assim foi. Além da comprovação da existência do bóson, foi comprovado outras subpartículas que deram origem a outros estudos e experimentos (cogitados até com elementos pesados).

Outro exemplo desse aspecto foi a teoria gravitacional pressuposta por Isaac Newton, onde por meio de um resultado não tão conclusivo sobre a órbita de Mercúrio, essa por conseguinte serviu de base a tese máxima de Einstein, que culminou na Teoria Geral da Relatividade.

A Ilha do Conhecimento é uma leitura cuidadosa, autêntica e satisfatória. É possível questionar junto com o autor sobre determinados aspectos e nos surpreender, com a ilimitada força da criação e suas ramificações atualmente exemplificadas pela Física, pela Química, Matemática e tantas outras ciências.

Fazendo essa analogia da ilha (do conhecimento) que está cercada pelo oceano (da ignorância), Gleiser configura uma alegoria poderosa sobre a incerteza do conhecido e o deslumbramento do inexplorado. Uma comprovação singular entre o discernimento e a insciência. Sem essa capacidade de buscar e principalmente, de encantar-se com o novo não haveria sentido se fazer ciência.

Texto publicado no endereço abaixo:

site: http://nerdpride.com.br/a-ilha-do-conhecimento/
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Rangel 10/02/2019

A busca de sentido pelo conhecimento
A obra “A Ilha do Conhecimento: os limites da ciência e a busca por sentido” de Marcelo Gleiser é uma fascinante reflexão com aula e nuances do conhecimento da natureza da realidade com propósito de compreender o universo conhecido. O próprio autor reconhece os limites da ciência e faz a autocrítica necessária o que se conhece é uma fração ou percepção da realidade cognoscível. Na primeira parte do livro, aborda sobre a origem do mundo e a natureza dos céus, apontando o que tem de acreditar mais do que a religião passou a visão dela, quando teve seu papel de interpretar, como também a exploração da criatividade científica do que é observado. A dualidade da fé e ciência são incompatíveis nas suas interpretações da realidade. Contudo, cada uma tem o seu papel histórico para proporcionar respostas. A religiosidade passa a ideia da transcendência da situação histórica. A cada etapa da história, os físicos deixaram suas impressões e contribuições da natureza como Newton e Einstein, militantes engajados no conhecimento. Observa-se que além do espaço e do tempo, as explorações das religiões confrontaram a questão da origem de todas as coisas. A religião atribui a um criador, a uma causa. A ciência pondera a criação quântica do universo a partir do “nada”, que seria parte do multiverso. A missão é buscar a origem de todas as coisas. O devir e o ser são questões de encontrar o princípio da origem das coisas, que os filósofos contribuíram na visão deles, até chegar aos astrofísicos de hoje. As manifestações naturais são mecanismos internos. Os pré-socráticos como Anaximandro, Demócrito, Leucipo, entre outros, contribuíram imensamente para o pensamento racional, saindo da zona mitológica do pensamento como respostas sobre a natureza. Já, Platão com seu sonho e suas lições ilustra que a verdadeira realidade está no mundo das ideias que a mente pode captar nas abstrações, mas que a realidade física leva para o mundo da escravidão das aparências. Platão entende que o mundo foi forjado pela natureza pela semente das coisas. Os instrumentos, por sua vez, transformaram as visões de mundo, que descrevem com criatividade o mundo com as visões de cada época. Predominou por muito tempo a visão aristotélica, da visão estática do mundo como centro na vida humana. Contudo, Copérnico mudou drasticamente a visão oficial do mundo aristotélico ocidental tendo a Igreja como guia. Copérnico mostrou que é o sol o centro e não a Terra. Mas, foi Galileu e depois Kepler que solidificaram a observância de Copérnico a respeito do cosmo a descobrir. Assim, a redoma celeste foi se despedaçando. Isaac Newton foi o inaugurador em pensar a realidade como ela é, observando a gravidade das coisas e dos objetos, nas leis de atração, de corpos maiores atraírem corpos menores. A ciência, assim, tornou-se a grande narradora da natureza, com argumentos bem construídos racionalmente e com seu imenso poder da abrangência da observação de todas as coisas e devida flexibilidade, o que a fez desenvolver como a grande protagonista de ver o universo. A plasticidade do espaço cedeu as explorações da relatividade especial e geral de Albert Einstein com implicações de relativizar o espaço e tempo conforme de onde se observa e em quais pontos se considera a medida do próprio universo. O universo inquieto observado de monstra que está em expansão e sua singularidade com a sua origem no decorrer do tempo aponta até que ponto a humanidade pode conseguir chegar a sua compreensão. Percebe-se que o agora não existe, tudo é de acordo com o que o conhecimento humano concebe e evolui nos seus próprios conceitos. Há uma cegueira cósmica do conceito do horizonte cósmico, pois o conhecimento humano é limitado e difícil de conhecer, plenamente, todo o universo. Ao dividir infinitos, a exploração do universo e pensar existência de vários universos, faz a mente humana não saber aplicar a cosmologia estudada, principalmente, quando se trata da realidade quântica. Ao rolar ladeira abaixo do conhecimento, a energia do vácuo falso mostra uma relação com bóson de Higgs, denominada partícula Deus, que sustenta a estrutura de todas as coisas do universo conhecido, o que alimenta mais ainda a compreensão da aceleração da expressão cósmica. Ao contar universos, o conceito do multiverso ainda é explorado abstratamente sem demonstração física, mas que se recorre as possibilidades metafísicas da natureza, o que pode parecer um absurdo para o conhecimento humano. O interlúdio do vale das cordas, através de conceitos dos buracos de minhoca, ou supercordas, possibilita previsões e implicações antrópicas a viajar pelo universo a distâncias astronômicas, ou talvez conhecer outros universos. Daí, a pergunta se o multiverso pode ser detectado, saindo do mundo da fantasia para a física, que em teoria é considerado possível. O bóson de Higgs faz lembrar o éter desconhecido. A natureza última da realidade ainda é uma barreira insuperável do desconhecido. Na segunda parte do livro, Gleiser aborda sobre a pedra filosofal ao átomo, como natureza elusiva da realidade. Para ele, tudo flutua no nada para procurar explorar as ideias gregas sobre o atomismo, unidade invisível e indivisível que propicia as estruturas todas que existem no universo. O ser é atemporal, impérvio à passagem do tempo, o que pode representar a realidade em fluxo para desvendar os mistérios da natureza. A admirável força e eficácia da arte e da natureza vislumbra o mundo da alquimia, que pretende explorar os poderes ocultos da natureza de modo metodológico, o que rompe uma distorção para a magia e o esoterismo. É importante notar que a alquimia ajudou e muito o desenvolvimento da ciência e a compreensão da natureza, apesar do seu ar místico. A natureza elusiva do calor explora o flogisto e o calórico como substâncias bizarras para explicar a natureza, que foram descartadas após sua teoria falhar. A misteriosa luz com suas propriedades misturaram as revoluções da física no século XX, quando aplicaram as teorias óticas de Newton. Aprende-se a aceitar que a física quântica é possível quando considera os limites da própria física clássica sobre o mundo. As intrépidas aventuras do antropólogo Werner observa que a física quântica pode ser medida para compreensão da natureza. O que ondula o mundo quântico é exploração bizarra da física quântica (do muito pequeno para o máximo, o enorme do mundo físico), o que deixa o conhecimento humano confuso sobre o universo, conforme observou Max Born sobre a noção da realidade. O que se pode saber sobre o real são parte agora da exploração das implicações da física quântica sobre a compreensão da realidade. Quem tem medo dos fantasmas quânticos são aqueles cientistas que acham que têm a resposta para tudo sobre o universo, sendo que tem muito a explorar e desvendar o cosmo. Discute-se a teoria de John Bel de como é possível implementação experimental sobre a realidade, para deixar de lado a ficção das possibilidades e da fantasia. A mente humana examina o mundo quântico com razão e imaginação para ter uma lógica e inspiração para compreensão da verdade. O enigma quântico sempre se volta ao começo, ao princípio de tudo, que sempre há novas formas de interpretação. Muitos dos físicos fizeram uma busca da visão do mundo material com o mundo espiritual, o que deixa a física quântica em potencial, entre a onda e partícula, probabilidade ampliada descrita. A consciência volta a ter importância sobre variável da equação da realidade. Exemplo de não quantificação da matéria é o fóton, quando não se determina sua medida e localização. A verdade é que a ciência não tem todas as respostas para todas as perguntas, mas sua missão é a busca pelo conhecimento da verdade da realidade da natureza. Na terceira parte do livro, aborda-se sobre a mente humana e a busca por sentido entre as leis humanas e as leis da natureza, que são bem distintas. A matemática fica algo como incógnita se é descoberta ou invenção, dai vem os partidários de cada posição a respeito. O que importa é que a matemática existe para auxiliar a razão humana na compreensão das coisas, sejam elas concretas ou quânticas (abstratas). A incompletude da ciência e da própria condição humana faz parte da exploração em missão. Os sonhos sinistros das máquinas transumanas são obsessão de quem acredita que pode criar um ser superior ao ser humano, mentalmente, mas que na verdade, sempre vai ser algo originado pelo próprio ser humano criador. Na verdade, o mundo é informação para a consciência, que examina a natureza do universo e de tudo o que existe, o que pode ser a realidade ser ou não uma simulação para o ser humano, enquanto consciência. A veneração ao mundo e o significado buscado na reflexão sobre o desejo de saber fazem parte da condição humana que sempre busca e explora o desconhecido no mundo conhecido. O intelecto humano expressa a profunda humanidade existente que prossegue sua motivação em ser ciência, conhecimento da natureza na exploração do oceano do desconhecido. Na verdade, a ciência é uma busca sem fim, sem objetivo final, o que faz a esperança sobre saber e conhecer suplantar a própria ignorância. O mapa da realidade é um mosaico de ideias em constante transformação, o que potencializa a transformação da visão de mundo, quanto a novas descobertas. A atração humana pelo mistério é o que faz o ser humano evoluir, alimentar pelo apetite do novo, venerar o saber na busca de sentido, celebrar para ampliar a Ilha do Conhecimento a fim de abraçar o futuro. O livro é magnífico e atualizado no mundo do astrofísica, com recheio filosófico e histórico sobre o conhecimento humano. Quem gosta de se aventurar no mundo do conhecimento, é leitura obrigatória.
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Jefferson 12/09/2020

Ciência e Filosofia reunidas
Conjecturas sobre o funcionamento do universo de maneira prática e acessível.
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Luan Poppe 21/03/2015

Interessante, e bom para refletir
Acabei de ler este livro, e digo que no fim, valeu a pena ter lido. Antes de começar a ler, fiquei com um pé atrás de se eu, sendo um leigo, entenderia o que autor estaria tentando passar, ou se seria muito complexo e eu acharia o livro chato. Digo que não aconteceu nenhum dos dois, ou melhor, uma mescla dos dois. De fato, em alguns momentos, as teorias e argumentos que o autor, Marcelo Gleiser, utiliza, são realmente complicados e complexos para se entender. Mas, mesmo assim, não achei o livro chato, pelo contrário, achei bastante interessante, me fazendo refletir bastante sobre os temas que aborda. E, deixando claro, não é a narrativa do autor que deixa o livro difícil de ser entendido em alguns momentos. Pelo contrário, a narrativa do Marcelo Gleiser é realmente muito, muito boa. Ele consegue ir criando seu argumento de forma muito bem estruturada. O problema é a complexidade dos assuntos mesmo. Admito também que li com uma aura de curiosidade, digamos assim. Então, para um leitor mais cuidadoso, que estiver de fato interessado a estudar e entender completamente o que está sendo lido, o livro será ainda melhor do que foi pra mim. Por fim, gostei bastante do livro, digo que valeu a pena, mesmo não entendo tudo em todos os momentos, e indico para quem tiver curiosidade sobre assuntos tão interessantes que envolvem nosso mundo, sendo leigo ou não. No fim, você tirará muitas coisas positivas da leitura.
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Marcos 20/04/2015

Excelente análise da ciência
Livro interessantíssimo com uma análise apaixonada e uma crítica bem fundamentada sobre a ciência e nossas limitações. Marcelo Gleiser argumenta de forma excepcional e não deixa dúvidas ao leitor sobre seu posicionamento. Leitura bem fluida apesar de um pouco de excesso de explicações de algumas teorias muito complexas que ficam difíceis de entender. Mas no todo, é um excelente livro. Te joga na cara as limitações humanas e o que ainda há para ser descoberto, além de questionar se iremos descobrir mesmo. Amantes da ciência busca de uma verdade final, a realidade última, fiquem avisados: este livro pode destruir suas esperanças hahahaha. Mas tbm te mostrar o lado mais belo da ciência. Parabéns, Marcelo Gleiser pelo excelente trabalho!
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gracyane 09/05/2015

Um dos melhores livros do autor
A Ilha do conhecimento nos mostra como a ciência trabalha suas descobertas, suas dúvidas e porque somos limitados pelo que podemos medir ou mensurar, Neste livro Marcelo Gleiser deixa transparecer de forma mais clara seu ceticismo com relação a Teoria do Tudo e religião. O livro só cresce com o decorrer da leitura, nos últimos capítulos o autor aborda um pouco de filosofia, computação e tecnologia. Até onde podemos ir, medir coisas, conhecer o mundo...somos de fato real? ou somos uma simulação? O que pensam alguns correntes de cientistas e o que eles propõe. O livro nos trás um pouco de multiversos, big bang, buracos negros, assuntos abordados de forma a que o leitor não se perca com tanta teoria e imaginação dos cientistas. Recomendo a leitura!
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mrsnone 21/11/2016

A inspiração da Ilha do Conhecimento
A Ilha do Conhecimento um livro acessível e que te faz pensar sobre os limites de conhecimento humano. Marcelo Gleiser nos leva a uma aventura pela Ilha do Conhecimento e nos mostra os limites da ciência conforme a precisão de nossos instrumentos, mas conforme o aprimoramento dos instrumentos novas descobertas são feitas, o desconhecido se torna conhecivel, mas nossa ignorância também aumenta junto com as novas descobertas fazendo com que perguntemos coisas que antes não acharíamos capazes de perguntar e nem sequer pensávamos. A Ilha do conhecimento se expande, e nossa capacidade de investigar mais afundo os profundos segredos da Natureza e chegarmos ao final de todas as perguntas se torna incognoscível. Vemos sempre claramente, mas nunca claro o suficiente.
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Simas 26/12/2018

Do not go gentle into that good night
Solidão cósmica, multiversos, emaranhamento quântico, astroteologia, antropocentrismo.
Temas como estes são tratados em "A Ilha do Conhecimento", pelo grande físico brasileiro Marcelo Gleiser.

Utiliza de uma linguagem simples e acessível, elucida os conceitos com analogias e metáforas, e apresenta descrições matemáticas mais elaboradas para os interessados em notas no fim do livro. A obra é fundamentada sobre referências ilustres, Newton, Einstein, Schrodinger, Bohr... a lista é extensa. 3 partes compõem o livro: A Origem do Mundo, A Realidade e A Mente. Como o próprio autor afirma durante a narrativa, sua formação e interesses sempre foram analisar a realidade e o contexto científico sob um olhar filosófico. Religião, espiritualidade, o sobrenatural. Tópicos que surgem ao longo do texto e são abordados de forma integrada aos avanços tecnológicos históricos e reformulações do conhecimento no decorrer das eras humanas.

A História da Ciência é contemplada, com citações de entrevistas/conversas que o próprio Marcelo realizou com relevantes cientistas dos séculos XX e XXI. Mais para o fim, especialmente na 3ª parte, a carga emocional é evidente; Gleiser inclui a ansiedade do não-saber compartilhada por tantos outros que, assim como Sócrates, "só sabem que nada sabem". De todo modo, como um absurdismo de Camus, continuamos a tentar desvendar ou inventar nossa realidade, para expandir, reformular e reciclar nossa inteligência. Em busca de luz. Em busca de sentido.


"Rage, rage, against the dying of the light"
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Kaique.Nunes 26/03/2019

Em A Ilha do Conhecimento, o físico Marcelo Gleiser traça nossa busca por respostas às questões mais fundamentais da existência. Ao fazê-lo, ele chega a uma conclusão provocativa: a ciência, a principal ferramenta que usamos para encontrar respostas, é fundamentalmente limitada.

Esses limites ao nosso conhecimento surgem tanto de nossas ferramentas de exploração quanto da natureza da realidade física: a velocidade da luz, o princípio da incerteza, a impossibilidade de enxergar além do horizonte cósmico, o teorema da incompletude e nossas próprias limitações como espécie inteligente. Isso não quer dizer que devamos deixar de lado a ciência ou que não exista progresso em seus métodos, porém, assim como é importante se utilizar de um método para extrair algo da realidade, também é indispensável conhecer os limites desse método.

O autor utiliza-se de uma metáfora para o conhecimento, o que conhecemos é como uma ilha e o que não conhecemos, o mar ao seu redor. Conforme aprendemos mais, a ilha cresce; mas à medida que a ilha cresce, a fronteira entre o que é conhecido e o que é desconhecido também cresce. Quanto mais vemos, mais compreendemos o quanto ainda há para ser visto. Se o mar é infinito, esse processo continuará para sempre. A mensagem que tiramos de Gleiser, é que o mar do desconhecido é de fato infinito.

Como nunca podemos saber o que não sabemos, nunca saberemos se nossos modelos são de fato completos e tão bons quanto possível, e é por isso que o termo “Teoria de Tudo”, quando tomado literalmente, não é científico em si mesmo. Nunca podemos saber se uma teoria é de fato uma teoria de tudo. Gleiser é cético sobre os méritos das diversas hipóteses do multiverso, que estica a noção de testabilidade na física até o ponto de ruptura. Um ceticismo compartilhado por epistemólogos como Mario Bunge, que em seus critérios de demarcação da ciência qualifica a Teoria das Cordas como uma protociência.


site: https://www.instagram.com/leredespertar/
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Joao.Ider 25/06/2019

'Quando a ilha do conhecimento cresce, nossa ignorância também cresce, delimitada pelo perímetro da ilha, a fronteira entre o conhecido e o desconhecido'

É a partir dessa metáfora que o físico brasileiro Marcelo Gleiser @gleiserofficial desenvolve suas idéias ao longo desse brilhante livro. Ele traça uma busca por respostas a questões fundamentais da existência e chega a uma conclusão provocativa: A essência da realidade é incognoscível.

O livro vai desde os primeiros filósofos pré-socráticos, suas discussões sobre 'do que as coisas são feitas' e suas idéias de Universo até discussões quânticas sobre não-localidade, emaranhamento e o papel do observador na realidade das coisas.

A metáfora se torna oportuna no discorrer do livro, que mostra o incrível avanço que fizemos no conhecimento da natureza e o surgimento, em maior quantidade e complexidade, de perguntas que antes nem imaginávamos fazê-las.
E, talvez, essas tantas novas perguntas sejam mais importantes do que as próprias respostas, afinal, "o não saber é a musa do saber".
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