Fangirl

Fangirl Rainbow Rowell




Resenhas - Fangirl


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Nathalia 01/11/2014

3.5
No todo a leitura é divertida, é um ótimo passatempo. Mas as recorrentes citações à obras que não existem (criadas pelos personagens), fora do contexto e enormes por sinal, quebravam muitas vezes(quase sempre) o ritmo da leitura.
Gostei bastante de alguns dos personagens,mas senti falta de um desenvolvimento maior deles durante a trama, a autora apresentou problemas e temáticas que me pareciam bastante relevantes, mas não as tratou com a profundeza necessária durante o livro.
Definitivamente não é o livro mais bem escrito da autora. Mas, não deixa de ser uma leitura prazerosa.
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Henri B. Neto 17/01/2015

Resenha: Fangirl
Acho que nunca, em toda a minha vida, eu li um livro que eu amei tanto, e que odiei tanto, quanto "Fangirl", de Rainbow Rowell. Quero dizer, ele é literalmente um 3 estrelas. Não no sentido de "Ok, esta história foi boa mas não espetacular", e sim no sentido de "Cara, eu estou literalmente tão dividido!". Pois é assim que eu me sinto: Dividido. E meio confuso, eu confesso. Eu posso apontar todas as qualidades dele, mas também posso apontar todos os defeitos. Pois acredite, ele tem - e são muitos. Não foi uma leitura rápida, mas eu sei que a narrativa é fluída e gostosa... Enfim, é como yin e yang - em uma mesma história.
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Pelo lado positivo, nós temos a própria Rainbow Rowell. Quero dizer, a forma dela escrever o livro. Pois foi o que mais me conquistou e o que mais deu pontos para "Fangirl". Foi como eu disse logo ali em cima: a narrativa dela é extremamente prazerosa, e a autora sabe ter levar através das páginas sem parecer cansativo. Ou arrastado. E, acreditem em mim, ela sabe bem disto. Tanto que usa e abusa. Até as partes que eu mais temia, como onde somos inseridos na fanfic escrita pela protagonista Cath, não me fizeram revirar os olhos ou pular (e, acreditem em mim, sou capaz de fazer isto).
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Outro ponto que pendeu para a aprovação foram os personagens. Eles são muitos carismáticos, e gostei de acompanhar o dia a dia deles. Quero dizer, é lógico que tem os seus personagens indubitavelmente odiosos (como Wren, a irmã gêmea da protagonista - que eu tive vontade de matar quase que o livro inteiro. Ou a mãe delas... Aonde o buraco é mais embaixo). Mas, em geral, todos são adoráveis, e engraçados e estranhamente fofos. Tudo bem, sei que muita gente vai odiar a Cath - pois ela é aquela típica garota estranha e tímida e antissocial que reclama de tudo, com medo de fazer novos amigos e entrar em lugares novos. Mas é que.. Bem, em geral, eu tenho um grande extinto para proteger este tipo de personagem, pois meio que bate uma identificação. E sempre torço para o lado mais frágil, me desculpem.
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Mas, mesmo tendo estes dois fatores me afogando em um mar de sentimentos, em nenhum momento eles tiveram o poder de me fazer ficar cego para o ponto fraco do livro. E ele é escandaloso, de tão gritante. Tipo... O fato da Rainbow (ou sei lá, o editor dela... Tenho certeza de que isto deve ser o trabalho do editor) ter se apoiado tanto na narrativa fluída, que escreveu um livro de mais de 400 páginas com uma história que seria muito bem contada em um volume com apenas 230 (no máximo, e sendo positivo). Isto para mim foi muito grave, pois mesmo me deliciando com o texto da autora, pelas primeiras 200 páginas, eu não sabia para onde o livro queria me levar. Eram muitas nuances, muitas abordagens... Mas nenhuma direção. Eu acompanhava os dilemas da Cath entrando na Faculdade, mas não sabia o que a autora queria fazer com todas as suas dúvidas e medos e problemas. Isto só foi mudar lá pela metade - e até então eu estava completamente perdido, mergulhado até a cabeça em uma gigantesca introdução.
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Ainda nesta falta de concisão, algumas cenas eram tão curtas e tão sem propósito, que eu me perguntava: Tudo bem, qual é a finalidade dela aqui? Agora, olhando em retrospecto, vejo que foi nenhuma. Mas isto me irritou de verdade durante a leitura. Pois parece que andamos e andamos e simplesmente não estamos caminhando para lugar nenhum. E esta falta de foco, para minha infelicidade, volta no final do romance - pois, depois da trama finalmente dizer para o que veio, e trazer algumas resoluções e deixar algumas pontas soltas (como deveriam), nós continuamos andando a esmo com os personagens, até que a história termina e você fica com a aquela sensação bizarra de que ela partiu do nada e foi para lugar nenhum. O que não é verdade, me deixe ser claro. Mas é um encerramento abrupto, que parece que não foi trabalhado (ou direcionado, volto a insistir) e que faz com que o leitor fique olhando para a capa do livro durante umas meia hora para entender qual foi o propósito de todas as desventuras familiares, curriculares e amorosas da protagonista.
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É por este motivo que "Fangirl" foi o livro mais 3 estrelas que eu já li na minha vida. Como eu disse no começo deste meu desabafo/comentário, eu amei e odiei toda a ideia dele com todas as minhas forças. O livro não me deixou de mal com a autora - muito pelo contrário, quero ler mais coisas dela (como "Anexos" e a fanfic "Vai em frente, Simon", que é tão importante na história e que a autora vai publicar ainda este ano). Mas eu achei que o romance em si poderia ser... Mais. Eu fiquei muito curioso com ele desde a primeira resenha que li sobre ele (e se não me engano, foi no blog "Nem Um Pouco Épico", na época do lançamento internacional dele), mas não acho que ele alcançou todas as minhas expectativas que eu tinha (e que a maioria das pessoas tão zelosamente reforçavam). Sim, ele é fofo, e engraçado e divertido. E levanta alguns pontos importantes. Mas, ao fazer mais do que era preciso, a Rainbow acabou contando menos do que era necessário. Não sei se estou me fazendo entender, mas foi um desserviço para a própria história. Entretanto, mesmo sendo este sorvete de napolitano sentimentalmente complexo para mim, "Fangirl" me mostrou que a Rainbow Rowell é uma autora que vou querer acompanhar. E, por enquanto, isto me basta.
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Henri B. Neto
''Na Minha Estante''

site: http://naestante-henribneto.blogspot.com.br/2015/01/resenha-fangirl.html#more
Pauline 11/04/2016minha estante
Foi exatamente assim que me senti. Amei o livro! Muito! Não conseguia parar de ler, mas faltou dar mais profundidade em algumas coisas. E como li Eleanor & Park antes, a minha expectativa era alta, mas ele não é tão bom quanto o outro. Mas dei 03 estrelas também. Porque é bom! Mas falta algo.


Debb 27/05/2016minha estante
Me sinto assim também. Acho que, apesar de amar a Raibown, ela tem um problema com finais. Várias perguntas ficam sem respostas. Cath tem sua primeira noite? Como fica sua relação com Laura? O que realmente aconteceu naquela noite com Wren? Puxa, continuei lendo o livro na ânsia de encontrar essas respostas, até que me deparei com a última página. Enfim, o livro é bom, mas falta muito. Meu preferido continua sendo Anexos e logo depois E&P.


Barbara Renata 31/12/2016minha estante
Então... eu li Eleanor & Park primeiro, e li em 6 horas não conseguia parar e eu amei, tudo o final e tudo mais ... Então fui saber sobre obras da autora, vi um video no Youtube do meu canal favorito sobre e alguns livros o tiny little things da Tatiana Feltrin, e a Tati como sempre foi sensacional, mas eu fiquei um pouco triste porque já sabia por ela que Fangirl não seria tão bom como Eleanor & Park, mas como ela sempre diz vamos ler e ter a sua própria opinião sobre o livro. E foi o que eu fiz... Confesso que até o capitulo 14 eu ficava "tá mais para onde isso vai me levar?" e/ ou "Porque isso é importante?" mas depois para mim o livro funcionou e daí também só precisei de uma madrugada para terminar e eu sei ficaram pontas soltas, mas não consigo ver isso como problema , vejo isso como o que realmente aconteceu com a Cath, ou seja, até onde a história foi ela continuou virgem, não tentou descobrir mais sobre o dia em que a Wren foi para o hospital porque de verdade isso não importava mais, e manteve a sua opinião e atitude em relação a mãe (o que acho que foi uma das coisas que eu mais amei na história ela se manteve fiel a ela mesma e ao que ela sentia em relação a isso). Acho que as pontas soltas meio que represetam como é a vida realmente, as coisas não se esclarecem de uma hora para outra e fica tudo resolvido nem em seis meses, o que são seis meses ou um ano nas nossas vidas? Quantas coisas
acontecem ou não acontecem e a gente não consegue explicar o porque, e quantas decisões tomamos e depois mudamos ou simpllesmente deixamos no ar esperando ou tentando que outras coisas se ajeitam para decidir aquela outra. Em relação aos trechos da obra literia e da fanfic que existem, não me incomodei nem um pouco aquilo era o mundo da Cath e da Wren no meu ponto de vista faz sentindo apresentar isso para o leitor, pois de certa forma isso moldou a Cath era a sua segurança , acho que quem foi fã de outras hístorias como a Cath foi daquela entende como ela se sentia a importância disso para ela commo pessoa e a relevancia para a história. Para mim o livro tem um grande que de superação , o talento da Cath era óbvio, mas ela não conseguia enteder o que ela podia fazer com ele, com tantos medos e inseguranças, se freava, se segurava e não acreditava em si mesma e aquele epílogo mostra como ela superou isso também, isso foi muito importante para mim talvez por uma questão pessoal de falta de confiaça, por ter tido dificuldades acadêmicas que na verdade foram mais criadas pela minha cabeça do por falta de capacidade achei essa parte muito bacana. Acho que quando encontramos nos livros pontos que se misturam com a nossa vida de algum sentindo as coisa ficam mais claras e fáceis.




Camila 07/09/2014

Desde que pus meus olhos em Fangirl eu sabia esse livro se tornaria um dos meus preferidos. Mesmo sem tê-lo lido eu já me imaginava o segurando, passando meus dedos por suas páginas e me perdendo em suas palavras.

Talvez o fato de uma das minhas cartunistas favoritas, Noelle Stevenson, ter desenhado a capa tenha ajudado a incitar meu amor por esse livro, talvez porque minha vida não seja nada sem os meus fandoms e, pela primeira vez, um livro realmente falar a respeito do amor de fã me acertou com tudo. Só sei que nunca, em meus 18 anos, eu li algo tão real quanto Fangirl.

A minha vontade é a de roubar todas as cópias de Fangirl existentes e escondê-las onde ninguém jamais poderá encontrá-las. É difícil acreditar que alguém irá entender Cath como eu entendo, é impossível acreditar que alguém amará Levi, ou Wren ou Reagan como eu amo.

Rainbow Rowell nasceu com um dom, o dom de criar personagens tão reais que se torna impossível acreditar que eles não passam de criações da mente de alguém. A história de Cath é, em todos os aspectos, a história dos leitores de Rainbow e por isso ela é tão real. Cath não é a garota que não se ama, que se põe para baixo e se recusa a sair de casa por não gostar de si mesma até ter sua vida mudada com a chegada de um rapaz. Cath é a garota que fica mais feliz dentro de casa, escrevendo fanfiction, lendo livros do que em festas. Cath é a garota que é consciente de quem ela é, mas nem por isso deixa que isso a atrapalhe de fazer o que a deixa feliz.

Rainbow Rowell entende os jovens como ninguém nunca entendeu, até mais do que John Green. Se você sabe o significado das palavras fanfiction, fandom e introvertido esse livro foi feito exatamente para você.
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Carol D. Torre 06/08/2014

*Resenha feita a partir da leitura do livro em inglês*

Vocês sabem que, de vez em quando, eu amo ler estórias fofas e divertidas e foi por isso que escolhi Fangirl. E eu fui totalemente surpreendida porque a autora conseguiu juntar romance, relacionamento familiar, amizade e auto descoberta para formar uma estória extremamente real que te deixa com um sorriso bobo na cara. Estou apaixonada por esse livro.

Cath não escolheu ir para a faculdade, sua irmã gêmea Wren sim, e, como boas gêmeas que não se desgrudam, Cath resolveu seguir a irmã. Mas parece que Wren não queria mais continuar tão grudada assim. Defendendo que elas precisam crescer e conhecer pessoas novas, ela se recusou a ser companheira de quarto de Cath, deixando a irmã totalmente perdida em um ambiente para qual não estava preparada.
Acostumada a passar a vida escrevendo, junto com a sua irmã, fanfics de sucesso sobre o mundo da série de livros Simon Snow, onde, em todas elas, Simon se apaixonava por um de seus inimigos, Baz, Cath não estava pronta para enfrentar um lugar totalmente desconhecido onde ela não se encaixava e conviver com Reagan, sua companheira de quarto mal-humorada e amedrontadora e seu namorado sorridente e amigável, Levi, que não saia de seu dormitório. Além disso, Cath também não conseguia parar de se preocupar com seu pai que nunca tinha ficado sozinho e que, desde que sua mãe havia ido embora e os abandonado, vivia frágil e sempre suscetível a perder o controle.
Mas agora não tinha volta, a garota estava presa nessa nova vida e sendo obrigada a encarar essa nova realidade totalmente sozinha.

Se vocês me acompanham a algum tempo sabem que o que me estimulou a ler livros foi a leitura compulsiva de fanfics. Diferente da Cath, eu lia fanfics de bandas, mas isso não impediu que eu me relacionasse tão intimamente com o coração de fã da Cath. Até porque, ninguém pode dizer que eu não sei o que é ser fã de uma série de livros (Eu tenho um blog literário, oi?).
Eu já li centenas de fanfics, longas e curtas, acompanhei várias desde o primeiro capítulo e até mesmo tentei escrever algumas - sempre terminando em fracasso porque eu sempre tinha muitas ideias e muita preguiça de coloca-las no papel. E fiquei muito feliz de ver isso ser retratado em um livro, muito mesmo.
É muito tocante ver o amor da Cath por esse mundo e, principalmente, por esses dois personagens, Simon e Baz. Foi fácil, pelo menos para mim, entender o amor que ela sentia por escrever suas estórias e a maneira como que para ela esses personagens eram tão reais.
A Rainbow Rowell teve um cuidado especial de desenvolver essa parte da estória, seja criando essa série imaginária do Simon Snow (claramente inspirada em Harry Potter) ou seja incorporando no final de cada capítulo uma passagem dos livros originais ou uma passagem de uma das fanfics escritas pela Cath.

Por ter sido abandona pela mãe quando era pequena, por ter sempre se apoiado na irmã gêmea e, principalmente, por ter vivido boa parte de sua vida imersa na vida de seus personagens favoritos, Cath tem muita dificuldade de encarar a vida real. Enquanto Wren quer conhecer pessoas novas, Cath fica aterrorizada por elas, o que faz da faculdade um verdadeiro martírio. Por ser tão medrosa, ela tem medo de deixar qualquer um se aproximar, tem receio de arriscar em coisas diferentes e não acredita em si mesma e nas suas qualidades (Exceto quando o assunto é sua habilidade de escrever estória sobre Simon e Baz). E por mais que isso seja um pouco triste, rende situações inusitadas e divertidas, como viver de barra de cereais por ter medo de entrar sozinha no refeitório.
Mas não se enganem, apesar desses problemas, a Cath é uma personagem ótima e adorável. É claro que ela não é nem um pouco perfeita, mas esses defeitos só tornam ela ainda mais real. É fácil acreditar que ela poderia ser qualquer um porque tudo que ela pensa e sente é muito genuíno. Apesar de ter um timidez gigantesca e uma baixa autoestima, ela irradia alegria e consegue ser muito divertida, mas também oscila, nos momentos certos, para sentimentos de tristeza, raiva e, principalmente, preocupação com aqueles que ama. Além, é claro, do seu amor incondicional pelo Simon e pelo Baz, que é tocante e extremamente fofo.

Não posso dizer que gosto da Wren porque tudo que ela faz nesse livro só me fez odiá-la, mas, ao mesmo tempo, entendo porque a irmã a ama tanto e que, apesar de tudo, ela tem suas qualidades. Fica muito visível a ligação forte e intensa entre as duas, elas são muito mais que irmãs e melhores amigas e por mais idiota que a Wren tenha sido, eu entendo isso.
Outro destaque para mim foi a Reagan para quem eu estranhei e torci o nariz no começo, mas que, com o tempo, passei a compreender e amar. Exatamente como aconteceu com a Cath. Adoro personagens inusitados e deferentes e Reagan se encaixa muito bem nessa descrição, ela é mal-humorada, parece sempre prestes a te xingar e fazer uma careta para você, mas com o tempo você percebe que esse é só seu jeito de ser. Não tem como não dar boas risadas com ela.
Mas, é claro, que precisávamos de um destaque especial para o Levi. Assim como todos os personagens do livro, ele está longe de ser perfeito, mas não tem como não se apaixonar completamente pelo personagem. Como dizem no livro, ele é a melhor pessoa do mundo e eu não posso discordar. Ele é sempre gentil com qualquer um, vive distribuindo sorrisos durante o dia todo, é uma amigo incrível e é fofo, muito fofo. Só posso dizer que queria muito ter um Levi para mim, ele é simplesmente a pessoa mais adorável do planeta!

Uma coisa muito legal é que a Rainbow Rowell apostou em diversos núcleos diferentes de conflito, dando uma dinâmica muito gostosa para o livro.
De um lado nós temos a Cath tentando crescer, criar coragem para encarar o mundo e conhecer a si mesma. Isso é presente na lenta e gradual abertura para conhecer novos amigos e a sua dificuldade em acreditar que pode sim escrever estórias próprias, que não se baseiam em um mundo e em personagens já criados por outra pessoa. É bem visível o amadurecimento da personagem durante o livro e foi lindo ver isso acontecendo.
Em outro núcleo existe o drama familiar da Cath. Sua relação cada vez mais conturbada e distante com a irmã que antes era sua melhor amiga, mas que agora só quer saber de festas e bebidas, coisas pela qual Cath não tem o mínimo interesse. A preocupação com o seu pai, tão frágil e tão instável, que tem sempre as melhores das intenções, mas que tem dificuldades de manter o controle sobre si mesmo quando está sozinho. E, por último, a luta de Cath de aceitar que a mãe a abandonou, o que aconteceu a muito tempo, mas que ainda deixa uma ferida aberta. Essa parte da estória é conduzida de forma tocante, que emociona principalmente por causa da força dos laços entre os personagens.
E, por último, temos a parte do romance. Eu simplesmente amei a forma como a autora conduziu o romance. Ele foi lento, tomando forma no seu tempo certo e foi extremamente condizente com a personalidade insegura da Cath. E amei isso porque eu sentia calafrios no estômago toda cena em que os personagens estavam juntos e só os melhores romances conseguem fazer isso comigo. Nunca sofri tanto com tanta tensão romântica, minha gente! Me apaixonei pelo amor dos dois, não tenho mais nada para dizer.

A narrativa da autora vem sendo muito elogiada por causa da sua leveza e preciso concordar, é completamente viciante! É delicioso se aventurar pela escrita da Rainbow Rowell e pela forma como ela transmite o sentimento dos personagens.
Tenho certeza que se pudesse me ver enquanto estava lendo Fangirl eu iria perceber que fiquei, o tempo todo, com um sorriso bobo no rosto porque esse é aquele tipo de livro que te faz perceber que a mais comum das realidades pode ser incrível. A Rainbow Rowell escreveu uma estória que poderia acontecer comigo, com vocês, com seu vizinho, com qualquer um! Ela é extremamente real, e carregada de um doçura deliciosa de acompanhar. Ele é simples, divertido, fofo, tocante, inspirador, apaixonante. Já disse isso, mas me sinto no dever de repetir de novo e de novo: eu me apaixonei por essa estória.

"É por isso que Cath escreve fanfics. Por causa dessas horas quando o mundo deles suplanta o mundo real. Quando ela podia apenas guiar os sentimentos de um pelo outro como uma onda, como algo caindo ladeira abaixo."

"Eu não sou, na realidade, uma pessoa de livros." "Essa deve ser a coisa mais idiota que você já disse para mim."

"Eu vou continuar a tomar decisões ferradas e fazer coisas estranhas que eu nem sequer percebo que são estranhas. As pessoas vão ter pena de mim e eu nunca vou ter um relacionamento normal - e isso vai ser sempre porque eu nunca tive uma mãe. Sempre. Esse é o pior tipo de machucado. Um tipo de estrago do qual você nunca se recupera. E eu espero que ela se sinta terrível. Espero que ela nunca perdoe a si mesma."

site: http://rehabliteraria.blogspot.com.br/
Renata 06/08/2014minha estante
Adorei a resenha, Carol. Eu tenho Fangirl em inglês mas me recusei a ler. Não gosto de ler em inglês chick-lit e comédias, é muito mais divertido em português.




Lu 05/01/2015

Comprei "Fangirl" motivada principalmente pela sinopse. Eu pensava que não poderia deixar de sentir empatia pela protagonista, uma fã ardorosa de Simon Snow e seu univero. Afinal, eu sou uma leitora compulsiva. Quantas vezes já não reclamei das adaptações de livros feitas para o cinema? Ou terminei de ler um livro e fiquei meio sonhando com seu universo, meio rindo por causa de algum diálogo bem escrito?

Bem, na prática, não deu muito certo.

Vamos ser justos aqui: não deu certo por causa da fangirl e de sua irmãzinha pentelha. É impressionante como, fisicamente, Cath e Wren podem ser idênticas, mas chateiam de formas totalmente únicas. Cath por ser uma samambaia de plástico bitolada e Wren por ser uma b*tch de primeira linha. Eu entendo que houve um caminho a ser percorrido pelas duas. E que seus problemas foram necessários para o desenvolvimento da história. Mas, pelos Deuses novos e os antigos, que meninas chatas!

Especialmente Cath. Ela me faz pensar em mim mesma no Ensino Médio. A Literatura e Ficção sempre foram meios de escapismo... e não deixaram de ser. Mesmo com essa semelhança, senti dificuldade de me conectar com a personagem porque ela é uma antipática. A sinopse diz que ela é tímida, mas eu não percebi isso nela. Ela simplesmente afasta as pessoas porque não lhe interessa fazer outras amizades que não sua irmã; Sinto muito, mas é esquisitice demais até para mim.

Quem salva o barco da Rainbow de naufragar é Levi e Reagan. Desde a primeira página, o rapaz é só amor. Claro, ele comete alguns erros, mas isso confre humanidade ao personagem. É a simpatia de Levi e a irreverência de Reagan que trazem alguma diversão à história. Reagan me lembra demais a gordinha super evil do seriado da MTV "Awkward".

De resto, a narrativa da Rainbow é bastante fluida e bem escrita. É um livro que avança sem que o leitor perceba. A autora também merece os parabéns pelos temas abordados no livro. Não é todo o dia que se vê temáticas pesadas como consumo de bebidas e loucura em livros juvenis. esta parece ser uma tendência entre autores como Richelle Mead. Suzanne Collins e Rick Riordan e acho a iniciativa excelente. É por isso que o livro recebeu 3 estrelas.

No todo, eu admito que esperava mais do livro da Rainbow Powell. Ele tem coisas positivas? Sem dúvida. Mas não gostei das protagonistas. Veja bem, simpatizar com o personagem não é essencial para mim. Deixou de ser, desde que li "As Crônicas de Gelo e Fogo". Mas eu preciso me ligar de alguma forma ao personagem, comprar sua briga, sei lá. Algo que me motive a ler até o final. Aqui, eu estava mais interessada no que ia acontecer com o Levi e a Reagan do que as irmãs. Entende o que eu quero dizer?

Recomendo o livro com reservas.





Joice (Jojo) 13/01/2015minha estante
Lu, adorei sua resenha. Esclarecedora, como sempre.
Nunca havia lido nada da Rainbow Rowell até pegar esse "O presente do meu grande amor". Um dos contos é dela e gostei bastante. Acho que vou encarar "Fangirl", pois a sinopse também me deixou curiosa, mas já vou "avisada". Rs...


Lu 14/01/2015minha estante
Dou a maior força, amiga. Depois me conte o que achou do Fangirl. E vale a pena comprar "O presente do meu amor"? Fico sempre com o pé atrás com essas coletâneas.


Joice (Jojo) 14/01/2015minha estante
Acho que vale a pena, amiga. Ainda não terminei, mas os contos estão bem variados. Há uns excelentes, como um da própria Stephanie Perkins, que me fez ter vontade de ser a melhor amiga dela. :3

Até agora, muuuuuuuito melhor que o "Em casa para o Natal", da Cally Taylor.


Lu 15/01/2015minha estante
Hmmm. Vou dar uma chance, então. Estava me perguntando o que ia ler depois do "Bicho de Seda". Se eu não achar o "Lola", vou comprá-lo. Beijos!




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Debora 31/08/2016minha estante
Concordo totalmente!


Isis 18/10/2016minha estante
To empurrando esse livro com a barriga, só p não abandonar. Mas a Cath tá me saindo uma chata, que só faz reclamar, ao invés de procurar ajuda. Q acha q por não curtir ou gostar das coisas q os outros gostam é melhor q todo mundo. Afff...


lenny.l.jovo 22/02/2017minha estante
Falou e disse...


Nic @cortedelivros 18/07/2017minha estante
Achei esse livro tão chato q nem dei mta bola pro lance da saúde mental, mas agora q vc citou.. Realmente isso é um problema..




Caverna 10/10/2014

Eu tinha ouvido muito falar de Fangirl antes de ler e, por causa disso, criei altas expectativas. Mas, ao contrário do que normalmente acontece nesses casos, Fangirl não me desapontou nem um pouco. Não só atingiu minhas expectativas, mas foi além delas; eu estava no meio do livro quando ele já foi eternamente para minha lista de preferidos.

É tão bom assim? Vocês me perguntam, e minha resposta é: depende. A história de Fangirl é bastante simples, Cath é uma fangirl, isso é, ela é ativa no fandom de Simon Snow (a versão fictícia de Harry Potter) e escreve fanfics slash de Simon/Baz. Agora, ela acabou de entrar na universidade e, pela primeira vez, está separada de sua irmã gêmea, Wren, que não quis dividir o quarto com ela e tem uma postura bastante diferente de Cath em relação à universidade. É uma história lindinha sobre família, amizade, romance e, bom, fandom.

Desde os meus doze anos eu venho fazendo partes de fandoms e escrevendo fanfics, e isso foi, e ainda é, grande parte da minha vida. Eu me identifiquei muito com a Cath, o livro soou muito real para mim, e eu amei isso. Apesar de eu já estar no meu segundo ano na universidade, minha irmã ser alguns anos mais velha do que eu, e a parte do romance estar bastante em falta na minha vida, boa parte do livro me atingiu em cheio. É por isso que eu digo depende, eu não sei se quem não fizer parte de fandoms vai entender o significado de tudo ali e vai apreciar ter uma personagem assim. Provavelmente vai achar só um romance bonitinho, o que é, e provavelmente vale a pena só por isso, mas duvido que tenha o mesmo impacto.

A relação de Cath com o fandom e as fanfics foi tratada de forma perfeita e respeitosa durante o livro. A autora podia ter tratado como algo que a Cath precisasse deixar para trás e amadurecer, mas, graças a deus, ela não fez isso. Não sou tão die-hard fan, nem uma escritora tão dedicada quanto a Cath, mas conheço muita gente que é e é ótimo que não tenha sido apresentado como algo a ser consertado. O relacionamento de Cath com as fanfics é sim explorado, principalmente com os paralelos entre Vá em frente (a fic que ela escreve) e as aulas de Escrita Criativa que ela cursa, cuja professora parece ser super anti-fanfic, o que causa um leve conflito entre Cath e a professora. Fiquei com medo que essa sub-história da aula da Cath fosse me decepcionar, mas é claro que não, teve um desfecho bastante satisfatório, assim como o resto do livro.


site: http://caverna-literaria.blogspot.com.br/2014/10/fangirl.html
Yara Georgia 27/07/2015minha estante
Eu me identifiquei MUITO com a Cath porque também escrevia fanfics quando entrei na universidade e eu era igualzinha: antissocial, não queria me envoler; e levava os cadernos de fanfic para a aula e ficava escrevendo/digitando a fanfic sem a menor cerimônia depois que terminava de fazer o que tinha que fazer.
Eu só achei que a posição anti-fanfic da professora Piper fosse ser mais enérgica, algo que provocasse uma profunda indignação na Cath a ponto de ela nem olhar mais na cara de uma professora (tipo eu quando uma professora me acusou de plágio por uma resenha ¬¬).
Anyway, adorei a sua resenha!




nat 08/10/2014

Rainbow mais uma vez beirando a perfeição nos seus livros e deixando aquele gostinho de quero mais. Fangirl é sensacional e eu não tenho mais palavras para descrever meu amor pelo livro, capa, personagens, autora.. enfim tudo! Vale muito a pena ler.
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Tracinhas 20/02/2015

por Lídia Rayanne
Sabe quando você se apaixona pelo livro de um autor e quer ler tudo o que ele já produziu? Meu caso com Rainbow Rowell depois de Eleanor& Park.



Para quem ainda não leu, Eleanor & Park é um romance com cara retrô (a história se passa nos anos 80), cheio de nerdices e fofurices ácidas. Aquele tipo de história maravilhosa que vai se desenvolvendo aos pouco e termina com um final tão heartbreacker que você vai passar semanas tentando juntar os caquinhos que sobraram do seu coração.

Foi com essas expectativas que comecei Fangirl.
A história se passa no tempo atual e gira em torno de Cath, uma garota louca por fan fictions (histórias criadas por fãs, baseadas em suas obras favoritas). Ela e sua irmã gêmea Wren estão indo para a faculdade, mas Cath acaba desapontada quando descobre que Wren quer deixar as fan fictions de lado e aproveitar a universidade. Cath então começa a sentir-se sozinha, mas reluta um bocado em fazer amizade com a colega de quarto e o namorado dela, o lindo e maravilhoso Levi, por quem Cath acaba se apaixonando.

Rainbow Rowell completou seu primeiro rascunho de Fangirl para o National Novel Writing Month em 2011, o que é um fato curioso, já que a escritora conta a história de outra jovem escritora. Uma das coisas mais interessantes sobre o livro é a forma como a autora abordou um tema que, apesar de recorrente, não é muito explorado no momento: a escrita de fan fictions e o desafio dos jovens autores em criar algo original.

Cath é apaixonada por Simon e Baz, personagens de fantasia de seus livros favoritos, uma espécie de Harry Potter. Cath se sente super confortável em escrever suas fan fictions gays, mas completamente inábil em criar um mundo e um estilo próprio — além de engatar um romance na vida real.
E qual pessoa que escreve já não passou por tal dilema? É tão fácil se apropriar de personagens e mundos já criados, porque você já os conhece e sabe como eles são, para onde vão e o que pode (e até mesmo o que não pode) fazer com eles. E quem nunca escreveu cenas tórridas de romance, mesmo sem ter vivido uma delas?

Sem superestimar àqueles que curtem fan fictions e nem julgar quem acha esquisito, Rainbow Rowell aborda o tema de forma questionadora e divertida, apesar das hesitações da Cath às vezes nos dê nos nervos.

Em comparação a Eleanor & Park, no entanto, achei que o romance ficou um pouco a desejar. Teve toda aquela coisa fofa do “se desenvolver aos poucos”, e o Levi, meu Deus, é o protótipo de namorado perfeito, mas ao terminar o livro fiquei com aquela sensação de que estava faltando alguma coisa. Talvez fosse a narrativa (a história é intercalada entre os pontos de vista de Cath e suas fan fictions, que por sinal, são mais bem escritas do que o restante do livro). Talvez foi um dos pontos de interrogação que ficaram sem resposta (como ficou o relacionamento entre Cath e sua mãe?), ou a falta de um grande clímax, mas no geral o enredo amarrou o restante das pontas soltas e tivemos um recompensador final agridoce, típico da Rainbow Rowell.

Concluindo, Fangirl me agradou, mas não tanto quanto Eleanor & Park. Difícil comparar duas histórias com temáticas tão distintas, mas toda e qualquer falha é perdoada com a menção de um único e simples nome: Levi.

site: http://jatracei.com/post/109792148482/resenha-15-fangirl
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Yara 06/09/2014

Fangirl.
Cath e Wrin são gêmeas e sempre dividiram tudo, desde o quarto em casa à paixão pelos livros/filmes de Simon Snow. As duas possuem vários pôsteres, camisetas e tudo o mais que for relacionado à Simon.
Encantadas por todo este universo, Cath até escreve uma fanfic sobre ele, mas não uma fanfic qualquer. "Vá em frente, Simon", obra da Magicath (pseudônimo de Cath) é a fanfic mais famosa e conhecida, com milhares de leitores.
Porém quando as duas saem de casa e dão início à faculdade as coisas ficam diferentes. Wrin decide "crescer", não ser a colega de quarto de Cath (o que resulta em Cath dividindo o quarto com Reagan, uma garota pra lá de estranha e difícil) e deixar o fandom para lá, enquanto Cath, que na verdade só foi para a faculdade para continuar perto da irmã, não quer desapegar de sua fanfic, vive preocupada com o pai que ficou sozinho quando as duas filhas saíram de casa e encontra-se completamente despreparada para enfrentar o mundo sem a irmã o desbravando ao lado. E ainda precisa manter as notas na faculdade e lidar com seus sentimentos conflitantes com relação a Levi, um cara super gente boa que vive aparecendo em seu dormitório.
Na verdade, Cath começa a notar que no processo de crescimento pode vir a se afastar de todo o universo paralelo habitado por fãs. Mas ela não quer isso. Tudo o que deseja é aprender a lidar com todas as novas situações em que se vê a cada dia, sozinha e em um ambiente totalmente novo...

Não tenho noção alguma de como iniciar esta resenha, ou do que dizer em seu desenvolvimento, ou se serei capaz de colocar algum ponto final depois que conseguir organizar meus pensamentos de forma coerente o bastante para escrevê-los. Tudo isso por um motivo muito simples: Fangirl é perfeito. Sim, perfeito mesmo. O tipo de livro que você já começa achando que será bom, afinal a sinopse diz que a protagonista é a sua cara, mas que termina com os olhos marejados e o coração apertado por querer mais. Muito mais. O tipo de livro que não deixa que você aceite que tem final, que te deixa em desespero implorando por alguma continuação, algum conto, algum comentário, alguma coisa. Qualquer coisa! Somente para que você possa dar mais alguma escapadinha para aquele mundo novamente no futuro, pois você não tem a mínima vontade de sair dele no presente, mesmo sabendo que isso é inevitável.

Sim, até eu percebi que estou “vomitando arco-íris” em cada linha, mas é sério, não tem como lembrar de Cath, Levi, Wren, Reagan e todos os outros personagens de Fangirl sem perceber um sorriso escapando e o coração apertando de saudade. Cath, principalmente, é uma personagem complicada, complexada e cheia de dilemas, mas também é muito carismática, sincera e humana. Compartilhei suas dores, fiquei feliz por suas conquistas, compreendi seus temores e tive vontade de abraçá-la e me tornar sua melhor amiga durante toda a leitura, pois sua humanidade e seu realismo são gigantes. Ela passou tanto tempo perdida em palavras, escrevendo fanfics, colecionando coisas e vivendo para Simon Snow, que quando percebe que tem que sair deste "mundo" e começar a viver no mundo real entra em pânico (ela não sabe lidar com as pessoas). Já passei (e ainda passo, eu acho) por isso, então consegui a compreender muito e achei graça em alguma das suas respostas ao mundo real. Depois de ler as palavras acima percebi que estou na mesma posição que Cath: tentando explicar ao mundo os motivos de amar tanto determinados personagens (no caso dela os de Simon Snow), mesmo sabendo que na verdade só entende quem compartilha este sentimento. :p

Cath, na verdade, é uma escritora. Sua fanfic não seria um sucesso tão grande se ela não tivesse talento, não é? E isso é o que ela mais tem, pode-se notar nos seus escritos que temos acesso. Para ela, as palavras são tudo. Escrevendo, criando histórias, ela consegue ser outra pessoa, ser ainda melhor, realizar sonhos, viver outras situações... Escrever é sua vida. Porém, talento não é tudo e ela precisa descobrir uma forma de melhorar, de escrever mais do que fanfics, de encontrar seu caminho como escritora e segui-lo. Vocês têm noção de como isso é lindo e emocionante? Acredito que se não forem escritores já publicados ou não tiverem lido Fangirl a resposta seja não. Eu também não tinha ideia de como tudo isso era grandioso, mas Cath me mostrou. Este, na verdade, foi o ponto mais que determinante para que eu caísse de amores pela obra. Acima do crescimento da protagonista em questões sociais, amorosas e familiares, seu desempenho em busca de melhoria em sua escrita foi mágico e merece destaque.

Mas toda essa mágica presente na parte "escritora" de Cath não anula os outros aspectos maravilhosos da obra, como seu relacionamento conturbado com a irmã, seus problemas familiares, suas decepções com outras pessoas, sua convivência com Reagan, a colega de quarto que inicialmente é uma chata mas que na verdade se mostra uma amiga maravilhosa, ou seu relacionamento pé no chão com Levi (nada daquele amor pegajoso, de surtos, melação ou amor à primeira vista). Os dois se relacionam de forma adulta, educada e coerente. Até porque o Levi é um fofo, diga-se de passagem. (Cadê o meu?hahahaha). Sério, eu queria um Levi para mim, afinal ele é uma daquelas pessoas de sorriso fácil, atitudes inteligentes e muito bom humor. Humor esse que marca presença durante todo o livro. Alguns momentos com mais, outros menos (afinal também existe boa dose de drama), mas está sempre presente. A autora conseguiu balancear tudo muito bem. Humor, drama, romance, relações familiares, sonhos, realidade, dores, medos e fandom... Cada aspecto lindamente trabalhado e finalizado à perfeição.

PS: Sabem de outro aspecto muito lindo do livro? Ao final de cada capítulo existe um trecho de algum dos livros de Simon Snow ou da fanfic de Cath, então vamos conhecendo cada vez mais os dois universos.
PS 2: Lembram que em Eleanor e Park eu disse que a revisão não estava muito boa? Pois é, o pessoal da editora se atentou bastante nisso em Fangirl. Nada de erros nesta obra!
PS 3: Percebi que na verdade o que era para ser uma resenha se transformou em uma grande declaração de amor, mas foi o melhor que consegui fazer diante da situação. :D

site: Blog Ilusões Escritas: http://www.ilusoesescritas.com/
Yara Georgia 27/07/2015minha estante
Quero dar 20 "gostei" pra sua resenha *O* tão perfeita quanto o livro!
Vou até ollhar o seu blog, coisa que eu não faço todo dia hahaha
Parabéns pela resenha, xará :) Compartilho todos os arco-íris que você vomitou, porque comigo aconteceu o mesmo.




Jully @juliannevituri 18/08/2016

Um livro que aborda assuntos como ansiedade, família, amizade e principalmente amadurecimento.
Como todo livro da Rainbow, Fangirl tem personagens bem desenvolvidos e cativantes, e tem uma escrita super envolvente a ponto de você mergulhar na história e não perceber que o livro está chegando ao fim. São 424 páginas que você não sente passar.

Cath é adolescente, nerd, incrivelmente introvertida, e quer ser escritora. Ela divide o quarto com Wren, sua irmã gêmea, e tem um pai que ela quer sempre proteger.
Ela e a irmã são fascinadas por Simon Snow, uma série de livros e filmes com um universo bruxo (isso te lembra algo?), e Cath escreve uma fanfic de sucesso sobre Simon Snow com milhares de acessos.
As duas estão indo para a faculdade, mas Wren não quer dividir um quarto com Cath lá, pois quer fazer novas amizades sem ser "assombrada" pela irmã, e quer forçar Cath a ter uma vida, a ser mais sociável, etc.

Todo tipo de mudança é difícil para Cath. Se distanciar da irmã, desapegar da vida antiga, do conforto do lar, da antiga rotina, dividir o quarto com uma pessoa desconhecida, lidar com pessoas... Tudo é complicado e faz com que ela tenha grandes crises de ansiedade. Mas ela encontra paz mergulhando no mundo bruxo e escrevendo sua fanfic.

A história vai se desenrolando e te conquistando cada vez mais, e é incrivelmente fofa. A Cath é definitivamente uma das minhas protagonistas literárias favoritas.
Eu vi algumas críticas negativas sobre esse livro, e principalmente sobre a Cath, mas sinceramente acho que é porque não pegaram a essência de "pessoa que lida com crises de ansiedade".

Semana que vem tem resenha de Carry On, que é a história da fanfic de Cath sobre o mundo bruxo, lá no meu Instagram, então pra ver a resenha e ver também minhas fotos literárias, me sigam lá: @juliannevituri

site: https://www.instagram.com/p/BJO4WLrA7i9/?taken-by=juliannevituri
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Ingrid.Menezes 08/07/2016

Esperava mais...
decepcionante,eu realmente não entendo pq esse livro tem um hype muito positivo,são 400 páginas de uma história sem história, sem algo a nos agregar,a história e fraca, previsível,e com lacunas a ser preenchidos,li até o final pra saber sobre a história de Cather,para ver o seu potencial como escritora,e infelizmente focaram só no Simon Snow,q outra história eu achei boba e sem criatividade,tbem queria saber sobre como termina sua relação com a sua mãe, sobre oq aconteceu com a Wren na noite antes de ser internada,até o namoro dela com o Levi foi sem graça,e isso q se resume,história sem graca,personagem sem graca,fanfic sem graça,enfim,n sei oq viram nesse livro,mais n sei se culpo a obra ou a mhs altas espectativas.
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Lita 29/10/2014

"Oi, galera, ela digitou. Desculpem por ontem. Primeiro dia na faculdade, questões de família etc. Talvez não consiga hoje também. Mas prometo que volto na terça; tenho algo muito legal planejado. Falou, Magicath. "

Cath é fã da série de livros Simon Snow. Em real... Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida. Vive lendo e relendo a série. Escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme. Sua vida se baseia nessa fantasia, e junto com sua irmã... era o que sempre manteve as duas unidas.
Mas agora, Wren quer crescer e se afastar de tudo isso. Ela quer viver uma vida real e não só por meio de palavras. Quando sua irmã gêmea diz que não quer dividir um quarto na faculdade, Cath se sente um pouco sozinha. Agora longe de seu pai, abandonada pela irmã, tudo o que lhe resta são Simon e Baz.

" Você precisa mesmo ter pôsters gays feitos a mão do Simon Snow?- Deixe os dois em paz. Estão apaixonados.- Tenho certeza de que não li isso nos livros.- Nas minhas histórias eles se amam."

Enquanto o último livro da série não é lançado, a fic de Cath ganha mais acessos todo dia, sendo considerada O oitavo livro. E ela se preocupa em ser uma autora boa para seus leitores. Escrever é o que Cath ama, tanto quanto ama o mundo criado por Gemma.
Em sua fanfiction ela encontra um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real.

" A ideia de escrever fanfiction é poder brincar com o universo de outra pessoa. Reescrever as regras. Ou alterá-las. A história não tem que terminar quando Gemma Leslie cansar dela. Você pode ficar nesse mundo, esse mundo que você ama, quanto quiser, contanto que pense em novas histórias... "

Na faculdade sua aula preferida é escrita criativa, a qual teve sorte de conseguir entrar como caloura. Mas, mesmo que a escrita seja sua vida e vocação, depois de passar tanto tempo com Simon e Baz é difícil criar o seu próprio mundo.
É o início de uma nova história na vida de Cath. Uma real. Sem Wren para criar um ambiente confortável para sair de seu quarto ela será obrigada a enfrentar por si mesma as pessoas ao redor. Incluindo sua colega de quarto e seu namorado.

" Você não é muito de leitura. E agora também não é de internet? Que resta a você?- Vida. Trabalho. Escola. Ficar ao ar livre. Outras pessoas.- Outras pessoas. Há outras pessoas na internet. É incrível. Você tem todos esses benefícios das outras pessoas sem o cheiro de suor e o contato visual. "

Eleanor e Park encantou todo mundo, principalmente a escrita da Rainbow *Rainbow! Até o nome dela é adorável*, por isso era quase que uma obrigação conhecer um livro dessa autora.
E Fangirl me conquistou muito antes de sequer ter o livro em mãos, antes de ter sido lançado. Foi uma conquista desde a propaganda do livro. Apenas por ter lido a sinopse.
Cath tem muito de cada leitor. Ela é tímida e hesitante. Um pouco medrosa. Vive em um mundo de fantasias que conheceu a partir dos livros.

A escrita da R.R. é viciante e adorável. Uma história incrivelmente fofa que te faz se apaixonar a cada momento mais pelo livro, assim como por seus personagens.
Possui aquela leitura fácil e envolvente.
A autora soube desenvolver a história sem deixar-se dispersar e transformar a trama em algo pesado e enrolado. Ela foi precisa desde o começo e manteve o ritmo no decorrer dos capítulos.

" - Por que escrevemos ficção?
Por que eu escrevo? Para ser outra pessoa, Cath pensou.
Para nos libertarmos de nós mesmos.
Para parar. Parar de ser qualquer coisa em qualquer lugar.Para desaparecer. "

site: http://umlivroeu.blogspot.com.br/2014/10/resenha-fangirl-rainbow-rowell.html
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Maria Fernanda 24/06/2016

Você tá fazendo um jogo comigo, garota?
Gostei da capa e da sinopse. Observei o hype na gringa. Observei o hype aqui no Brasil. Pensei "gente, é a Rainbow, não tem erro". Quebrei a cara. E perdi algumas horas irrecuperáveis da minha vida.

Bom, Fangirl nos apresenta Cath, uma pombona chata do caralho de 18 anos que só sabe chorar e se recusa a amadu... CORTA! Ok, peguei muito pesado. Vou tentar começar de novo.

Cath é uma garota de 18 anos extremamente introvertida, com sérios problemas para confiar devido ao trauma de ter sido abandonada por sua mãe ainda quando criança. Diferentemente de sua irmã gêmea, Wren, Cath prefere se isolar no mundinho ficcional de Simon Snow, sua série de livros preferida. Ela tem até uma fanfic suuuper famosa e — pronto, esta fui eu exercitando a empatia. Posso voltar a mandar a real?

Eu me esforcei para tentar compreender a Cath, de verdade, mas não consegui me colocar de fato no lugar dela porque sou bastante extrovertida e bem resolvida e toda "foda-se" e "vida que segue". Acho que, na vida real, não teria a paciência necessária para penetrar a armadura de uma Cath e tentar ser sua amiga. Achei fresca e chata, sim, me processem. Contudo, o problema do livro não é só a protagonista. Antes fosse.

Em Fangirl, Rainbow Rowell nos dá 424 fucking páginas onde absolutamente NADA acontece. Salvo uma coisinha aqui e outra ali, a sensação que eu tive era de estar andando eternamente em linha reta, em uma estrada sem fim e zero paradas pelo caminho. Até as partes da fanfic da Cath e os trechos dos livros do Simon Snow eu pulei porque não sou obrigada a nada, e vamos combinar: troço besta do caramba.

(Deixo aqui meu amor e carinho pelo Levi, coisinha mais fofa e nhomnhomnhom desse mundo, que me fez chegar ao fim do livro sem querer enfiar um garfo nos meus olhos.)

Um livro que como comédia não diverte e como drama não emociona. Porém, não desistam de ler por causa da minha resenha, ok? Sempre prefiram tirar suas próprias conclusões. Afinal, gosto é algo muito particular.

site: http://instagram.com/_bookhunter
Leilane 11/07/2016minha estante
Amei, sua resenha, Maria Fernanda, ele me representa. Só o Levi salva, arrastei essa leitura por dois anos - sou um pessoa que termina um livro bom em um dia se possível, isso foi um sacrilégio literário praticamente -, foram indas e vindas horríveis e só só consegui terminar o livro quando a partir da 150 fiz exatamente o que você fez, pulei todas as partes do Snow, foi a melhor decisão que já tomei, mas melhor teria sido se não tivesse lido este livro. Tb dei duas estrelas e as duas foram por causa do Levi que merecia ter aparecido em uma história melhor, porque ele é um personagem incrível!




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