Os Diários Secretos de Charlotte Brontë

Os Diários Secretos de Charlotte Brontë Syrie James




Resenhas - Os Diários Secretos de Charlotte Brontë


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Raquel Lima 10/07/2015

Adorei conhecer a vida das maravilhosas escritoras. Apesar de ser apaixonada pelos livros das três, antes de conhecer a sua vida, quando conhecemos a situação em que o livro foi criado, algo se transforma, a ficção se fundi a realidade do autor e ele parece mais presente. Impossível não se desesperar com a mulher a frente de seu tempo, subestimada a uma realidade hipócrita e machista.
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Thay Moreira 25/12/2014

Os Diários Secretos de Charlotte Brontë
Meu interesse por esse livro surgiu pelo facebook, onde a Editora Record fez uma publicação sobre o mesmo. Tenho um amigo que é apaixonado pelas irmãs Brontë, então eu o marquei e considerei comprar para ele - mas quando chegamos na livraria, ele não pareceu se interessar muito, então deixei para lá. Mas como sou curiosa, li a primeira página só para saber do que se tratava e fiquei encantada com a narrativa. Imediatamente coloquei na minha lista para comprar - e não me arrependi.

Nunca li nenhum livro das meninas. Ou melhor, cheguei a começar O Morro dos Ventos Uivantes, da Emily, mas não gostei muito. Terminando esse livro, fiquei muito curiosa para tentar outra vez e ainda acrescentar os livros de Charlotte e Anne. Principalmente os de Charlotte, já que agora sei mais sobre ela e sua história. O livro passa uma sensação de veracidade (garantido pela autora no prefácio e posfácio) que é impossível não se sentir um pouquinho mais íntima das três ao longo do livro. O suficiente para que, ao final do livro, com todos os acontecimentos trágicos, você sente como se fosse uma perda pessoal.

Passei cinco dias lendo esta história incrível e com certeza ela merece um maior reconhecimento. Para os apaixonados pelas irmãs Brontë ou aqueles que querem conhecê-las melhor, é um prato cheio. Para os aficionados por um bom romance histórico, é perfeito. A autora está de parabéns pela escrita maravilhosa, muito próxima do estilo da época (não sei dizer se é realmente similar ao de Charlotte, já que ainda não li seus livros). Agora estou louca para ler "As Memórias Perdidas de Jane Austen" - essa sim, minha escritora inglesa de época favorita - e se for pelo menos um pouco semelhante a este livro, já estarei satisfeita. A qualidade de "Os diários secretos de Charlotte Brontë" é indescritível.

Recomendadíssimo!
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GIZALYANNE 10/09/2018

Incrível
O livro conta a história de Charlotte Brönte a autora de Jane Eyre , Villette e O professor.
Essa autora é irmã de Emily Brönte ? O Morro dos ventos uivantes? e Anne Brönte ?A moradora de Wildfell Hall e Agnes Grey. Por meio da história de Charlotte podemos conhecer melhor Emily e Anne e entender um pouco a inspiração dos livros das três irmãs.
O romance conta os sofrimentos que passou, o dilema de ser solteira naquele tempo e como conheceu e passou a amar o seu marido. Um livro inesquecível e uma das melhores leituras desse ano para mim. A autora do livro Syrie James está de parabéns! Super recomendo!!
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Jhosy 31/03/2015

Desvendando a família Brontë
Um livro incrível! E ainda é pouco dizer isso.
A autora se baseou em fatos verídicos para escrevê-lo e, nos ofereceu um romance perfeito!
No estilo de escrita da querida Charlotte, este livros nos leva a conhecer mais da família Brontë como um todo e é, simplesmente apaixonante!
Entendi um pouco mais de O Morro dos Ventos Uivantes através desta leitura, simplesmente por saber mais do convívio entre as irmãs Brontë e suas personalidades tão distintas.
O livro também esmiúça o surgimento de cada romance de Charlotte, como Jane Eyre e O Professor, e isso nos deixa ainda mais sensíveis às histórias em si e a vida sofrida, porém incrível de Charlotte.
Uma das das minhas melhores leituras em 2015 até agora!
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Taciana Guedes 16/02/2015

A essência de Charlotte Brönte
Engraçado como podemos nos surpreender com as menores coisas. Sempre gostei de “Jane Eyre”, mas minha obra favorita das Brönte sempre foi – e continua sendo- “O morro dos ventos uivantes”. Num surto de consumismo comprei esse livro e, porque foi um surto mesmo, ele ficou esquecido na minha estante. Isto é, até quando uma amiga disse que estava interessada na obra. Aí, resolvi ler para poder emprestar. Só me arrependi de não tê-lo feito antes.

Há alguns anos, quando descobri as irmãs Brönte – curiosamente através de Charlotte-, achei que Deus tinha passado ali e abençoado aquela família mil vezes, afinal, tantas escritoras fascinantes com um grau de parentesco tão próximo deveria ser um feito impressionante. Sobretudo quando se tratavam de mulheres na Inglaterra rural da Era Vitoriana. Só depois descobri todo o sofrimento relacionado à vida delas e, aí sim, pude compreender a complexidade de suas respectivas obras.

Em “Os diários secretos de Charlotte Brönte”, Syrie James nos apresenta uma parte da vida da escritora inglesa, com ares de feminista, que não era tão conhecida: o relacionamento com a família e com os amigos, as experiências marcantes da infância, os anos na Bélgica e, finalmente, o casamento tardio com Arthur Bells Nicholls. E tudo isso em forma de romance à la Charlotte Brönte. Tarefa difícil, mas com resultados excelentes.

A obra se utiliza de várias incursões no passado da personagem principal – nesse caso, Charlotte Brönte- para contar a sua história. Desde a experiência com a morte das irmãs Maria e Elizabeth na infância, relembrando o amor proibido pelo Monsieur Héger, e passando pelos tempos de escola. Além disso, o livro é dividido em três volumes, forma usual de publicação de exemplares à época, que marcam de maneira bem definida os acontecimentos na história retratada. A narrativa, outro ponto forte, é fluida e romanceada, lembrando bem os livros da autora, e atestando a pesquisa exaustiva de Syrie James para compor “Os diários secretos de Charlotte Brönte”.

Quero destacar aqui os personagens secundários: todos bem construídos e com pontos positivos e negativos. A doçura de Anne, a instabilidade de Branwell e o bom caráter do Sr. Nicholls são muito importantes para o desenrolar da história. Emily Brönte, no entanto, é a minha preferida. A mais carrancuda das irmãs, para mim, é a mais complexa: difícil, teimosa e pensativa, Emily lembra bastante os seus próprios personagens. Isso é, na verdade, algo que muito me agrada no livro como um todo: todas as personalidades do universo das irmãs Brönte estão ali, é só prestar atenção.

Talvez por ter lido a obra logo em seguida a “Jane Austen: uma vida revelada”, eu tenha sentido falta de ilustrações, reprodução de documentos e, até mesmo, uma árvore genealógica da família a fim de facilitar as datas de nascimento das três irmãs. No entanto, esse encarte é puramente uma fantasia minha e a falta dele em nada diminui o mérito da autora, ou nesse caso, da editora: o livro tem uma capa bem singela, ideal para o romance, e a diagramação é muito boa.

A verdade é que Syrie James acertou em cheio nesse livro: a narrativa poética, tão familiar à Charlotte Brönte; o desenvolvimento dos personagens e dos cenários; a “reconstituição” desse pedacinho de vida da escritora. Tudo isso foi fundamental para conquistar a mim e, tenho certeza, a milhares de fãs mundo afora da autora de “Jane Eyre”. Inclusive, gosto de pensar que a própria Charlotte, apesar de discreta, teria aprovado o resultado.
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Isa Soares 30/08/2016

Você que é fã de algum autor já deve ter imaginado como teria sido a vida dele ou em que momento bateu aquela inspiração para o seu livro predileto e o que levou a escrevê-lo? Syrie James nos dá esse oportunidade em Os Diários Secretos de Charlotte Brontë e nos faz até acreditar que a vida da autora de Jane Eyre foi exatamente daquele jeito.

Assim como Phillipa Gregory dá vida as esposas de Henrique VIII em seus livros, a autora se utiliza de alguns fatos reais ocorridos na vida de Charlotte, romanceia e recria sua história. Que no livro compreende a época em que a autora estava prestes a escrever a sua principal obra. Pode até parecer estranho inicialmente a leitura por você não acreditar inteiramente nos fatos ou por que há uma quebra de expectativa que você tinha em relação a escritora. Confesso que fiquei com um pouco de ciúme de uma outra obra de Syrie que fala sobre Jane Austen. Eu não conseguia engolir o fato de outra pessoa querer se apropriar da vida da minha autora preferida.

Mas deixando o estranhamento de lado, o livro é interessante e divertido principalmente para os fãs que querem se sentir mais próximos de Brontë, mas deixo claro que este livro não deve ser levado em consideração para estudos mais profundos.
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Naiara Aimee 18/10/2014

Uma leitura envolvente
No início do livro a Syrie James nos diz que este se trata de uma história verídica, os diários realmente existiram, foram encontrados nas Ilhas Virgens Britânicas e autenticados como sendo da Charlotte.

O livro está divido em três volumes e foi escrito de forma romanceada. Quem já leu As Memórias Perdidas de Jane Austen, conhece o estilo da autora e já sabe o que esperar: apenas uma narrativa deliciosa, com lacunas muito bem preenchidas e um estilo bastante fiel a dos autores. Para quem não conhece sobre a vida da Charlotte e até mesmo de suas irmãs, vai se surpreender com a maravilhosa história das Brontë.

A narrativa é feita pela autora como se ela própria fosse Charlotte, por isso irei resenhá-lo como se fosse a própria Charlotte Brontë que estivesse nos contando a história. O diário se inicia com a chegada de Nicholls Bell a Haworth, enviado para auxiliar seu pai na paróquia. Logo de cara, ele mostra uma opinião muito machista em relação às mulheres e tece um comentário sobre a Charlotte, que a deixa bastante ofendida. A partir desse dia, ela nutre por ele uma antipatia ferrenha, o que só vem a aumentar com o passar do tempo e algumas revelações desfavoráveis a seu respeito. Conforme a narrativa vai se estendendo, vamos conhecendo vários lados de Nicholls e sua personalidade: ora nos deparamos com seu mau-humor, sua timidez, ora com suas maneiras cordiais e sua bondade, pois se mostra o tempo todo pronto a ajudar a família Brontë e todos os que estão ao seu redor.

Branwell, Emily e Anne também são constantemente citados e têm suas histórias contadas. Branwell é o irmão mais velho que, após ter um caso com uma mulher casada, volta com a irmã Anne para a casa em Yorkshire. Lá ele se afunda na bebida, torna-se violento, um desalento para o pai e as irmãs que tentam ajudá-lo sem sucesso. Ela relata seus momentos bons com Branwell, nos levando um pouco ao passado, onde ambos escreviam juntos sobre Angria, um país imaginário no continente Africano, com Zamorna, um personagem inspirado em um herói de infância que lutou na batalha de Waterloo: Duque de Wellington.

Emily, a irmã do meio, é muito simples. Uma pessoa de poucas palavras, sem vaidades e também bastante reservada, até mesmo para com suas irmãs, sem deixar com que elas vejam seus trabalhos. Um dia entrando em seu quarto, Charlotte não consegue deixar de ler alguns de seus poemas, o que a deixa muito irritada e sem falar com ela por dias. Suas irmãs, contudo, conseguem convencê-la a dividir suas obras e publicá-las.

Ao contrário de Emily, a doce, meiga e corajosa Anne, a irmã mais nova, sem muitos receios, parece sentir prazer em compartilhar suas obras, se mostra uma pessoa inteligente e cheia de vigor, apesar da saúde frágil.

As três se juntam e fazem uma coletânea de seus poemas, enviando-os a várias editoras. Não tendo muitas chances de publicação sem um custo, elas aceitam pagar para que eles sejam editados, porém, não obtêm sucesso. Charlotte então tem a ideia de escrever romances e, assim, as três se empenham para escreverem seus famosos clássicos.

Ela também relata sua passagem por Bruxelas, onde ficou um tempo estudando com sua irmã Emily. Lá elas aprenderam a aprimorar suas maneiras de pensar e escrever com o professor Constantin Heger, por quem Charlotte desenvolveu uma paixão impossível, já que ele era casado. Depois a narrativa retorna ao presente e assim vai seguindo com mais detalhes dessa vida fascinante.

Esse livro é maravilhoso, assim que terminei a leitura, tive uma sensação triste como se deixasse uma amiga partir. Para quem gosta das irmãs Brontë (eu amo de paixão), ou tem apenas curiosidade sobre a vida delas, vale muito a pena. É extremamente interessante ver como a vida de Charlotte se desenrolou, em como ela superou os obstáculos, as tormentas funestas que a vida lhe reservou e soube transformar essa dor em arte, se tornando uma autora muito aclamada por sua obra Jane Eyre e depois por Shirley e Villette.

Digo com toda minha admiração, que apenas aumentou com essa leitura, que Charlotte e suas irmãs, por toda a genialidade que pairava em suas mentes, continuam sendo símbolos da literatura, mesmo nos tempos de hoje, pois são escritoras incríveis, suas obras só têm a contribuir e acrescentar em conhecimento, dando-nos também uma grande lição de vida.



site: http://literaturadeepoca.blogspot.com.br/search/label/Os Diários Secretos de Charlotte Brontë
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Dri F. @viajecomlivros 06/11/2018

Amei muito ..
Esse é um livro muito especial para aqueles, que como eu, tenham amado alguma obra das irmãs Brontë.
Syrie James, no prefácio da obra, nos fala que a história do seu livro é verídica, já que foi baseada em biografias e correspondências pessoais da autora. Aqui ela nos traz detalhes da vida que as irmãs levavam em um vilarejo distante de Yorkshire, como eram as relações entre elas, o pai e o irmão alcoólatra e viciado em ópio.
Embora baseada em fatos reais da biografia de Charlotte, os diálogos e as relações entre a família são fictícios mas poderiam ter sim acontecidos de tão bem escritos que são.
A narrativa é muito envolvente e muito gostosa de ler, os fatos históricos são todos seguidos cronologicamente e fiquei com gostinho de quero mais.
Charlotte é descrita como uma mulher firme em suas decisões, que deseja muito mais para si do que se esperava para uma mulher na época em que ela viveu. As irmãs Emily e Anne também são bem retratadas, a relação conflituosa e difícil com Branwell e seus vícios, a relação de Charlotte com seu futuro marido... nada foi deixado de lado.
Gostei demais dessa "biografia", fiquei mais ainda apaixonada por essas autoras que descobri a pouco tempo e quero muito ler os outros livros de todas as Brontë que são citados nessa ficção.
Acho que se você quer saber mais sobre a história de vida dessa família vai se encantar tanto quanto eu!
.
"Pessoas que sofreram perdas costumam reunir e guardar lembranças de seus queridos falecidos; não é suportável ser apunhalada no coração pelo cortante sentimento de pesar a todo instante. Por essa razão, guardei as cartas dele longe da vista e tentei deixar de lê-las."


site: Instagram @viajecomlivros
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Ana 26/06/2015

Simplesmente incrível
Esse livro é incrível, me apaixonei pela escrita envolvente da Syrie James. Desde o início do livro, fiquei presa na história incrível das irmãs Brontë. As 528 páginas passaram super rápido e minhas próximas leituras com certeza vão ser as obras de Charlotte, Anne e Emily.

Essa forma de biografia contada a partir das cartas da própria Charlotte Brontë é muito mais simples e a leitura se torna muito fluida. Uma mulher forte, cativante, inovadora que enfrentou preconceitos e nos deixou o legado incrível de suas obras.

Recomendo a todos que gostem de um romance histórico!
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