Mar da tranquilidade

Mar da tranquilidade Katja Millay




Resenhas - Mar da Tranquilidade


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Lizzy 15/09/2014

The Sea of Tranquility é o livro de estreia da americana Katja Millay. Fiz uma breve pesquisa sobre o êxito da obra e fiquei absolutamente surpreendida com as mais elogiosas referências nos sites especializados. O incentivo foi imenso e tão logo tive acesso ao livro através de uma cessão muito especial, ingressei na história e, literalmente, fui sugada. Após algumas horas de sono e algumas xícaras de café, concluí a leitura e senti algo totalmente diferente de quando eu comecei, uma satisfação de ter tido a oportunidade de apreciar algo tão profundamente emotivo, eloquente, capaz de deixar sua marca no leitor.

O livro está classificado como uma obra voltada para o público jovem adulto. Eu não concordo com isso. A proposta da autora vai mais além. Ela ousa se afastar dos clichês usuais e apresenta um texto extremamente realista e maduro, capaz de atingir todos os públicos possíveis. Uma escrita magistral, envolvente, simples, mas está longe de ser inerte. Ao contrário, somos provocados a sentir o que os personagens sentem, suas aflições, seus medos, suas necessidades. A odiar e a amar junto com eles.

Nastya tem dezessete anos e está recomeçando em uma nova cidade, em uma nova escola. Ela agora está na companhia da sua tia Margot e se afastou de sua família de uma forma que nem mesmo ela sabe explicar. Ela somente tem consciência de uma coisa, o acontecimento de um dia mudou sua vida para sempre. A menina prodígio que preenchia o mundo com sua música ao tocar piano, se transforma em uma jovem que não falava há quase dois anos. Simples assim, ela decidiu não falar mais. Além disso, ela busca um refúgio em uma aparência não convencional, roupas pretas e escandalosas, maquiagem pesada, tudo com o intuito de repelir, ela não quer se socializar, ela não quer ser amada e, acreditem, ela tem sérias razões para isso.

O plano de Nastya seria perfeito se vivêssemos em uma bolha. Mas esse é o mundo real e não há hipótese alguma disso acontecer. Ela claramente percebe isso quando se depara com Josh Bennett. Inicialmente ele é apenas um garoto que se sentava isolado em um banco na hora do intervalo. Não, não é apenas isso. Na verdade, ninguém se aproxima dele. Ele definitivamente é diferente. É como se ele estivesse isolado por uma espécie de campo de força invisível afastando todos os inconvenientes, algo que ela sinceramente cobiçava para si. O que ela não sabe é que Josh tem uma forte ligação com a morte. Ele perdeu todos os seus entes queridos. Toda a sua família. Desde os oito anos de idade ele teve que conviver com a dor da perda. Todos conhecem sua trágica história de vida. A morte de sua família o tornou imensamente rico e sozinho.

Esse improvável casal aos poucos cria uma forte relação. Não é um encontro qualquer, é como se o destino tivesse movido suas peças e unido essas almas tão feridas. Ambos possuem suas fugas, Nastya corre e possui uma verdadeira obsessão com o significado dos nomes. Josh adora criar móveis de madeira, um ofício que ele aprendeu com seu pai e que o tranquiliza e preenche suas noites. Ele também encontra amparo na amizade de Drew, o atraente e conquistador colega de classe de ambos. Em uma das noites em que Nastya corria, inconscientemente, seus passos a levam até a casa de Josh. Ele trabalhava em sua garagem. A partir daí eles criam um vínculo que ambos não desejavam, e a linha tênue da amizade e da confiança vai se formando e se transformando em algo muito maior, inesperado, mas com uma intensidade irresistível.

O casal possui uma química muito forte, uma empatia, eles se completam, isso é algo que me agradou muito. Nastya é um personagem difícil, complexa, sua melancolia não é algo que agrada imediatamente, mas aos poucos somos tragados para o seu mundo e logo somos induzidos a querer compartilhar com ela suas dores. Josh não é diferente, ele foi obrigado a amadurecer antes do tempo, um jovem envelhecido pelas experiências de vida, mas sua relação com Nastya é algo novo que o pega totalmente despreparado.

Não poderia deixar de mencionar a importância dos personagens coadjuvantes, com destaque para Drew que, por trás de uma aparência frívola e desapegada, mostra como uma amizade incondicional deve ser, o que foi uma grata surpresa durante a leitura.

A cada capítulo em que as parcelas das vidas de Nastya e Josh são reveladas eu sufoquei a emoção. A densidade dos acontecimentos pesa sobre os ombros do leitor e eu queria desesperadamente o alívio, o mesmo sentimento compartilhado pelos personagens. Entretanto, o enredo é sabiamente conduzido para mostrar que, apesar dos acontecimentos trágicos dos quais não podemos nos esquivar, a vida consegue traçar segundas oportunidades e recomeços quando menos esperamos.

Tacila 03/10/2014minha estante
Eu perdi as contas de quantos livro eu já li só por causa das suas resenhas, obrigada por essas ótimas indicações beijos.


Lizzy 03/10/2014minha estante
Obrigada Tracila =D, fico feliz por incentivá-la. Bjs


Ivi 10/10/2014minha estante
Eu li por causa da sua resenha, e confesso que não sou muito fã de romances contemporâneos que envolvem pessoas de 17, 18 anos de idade, pq já dobrei isto faz tempo e muita abobrinha me enjoa. Porém, este livro me deixou sem palavras, é uma escrita absolutamente envolvente e sai totalmente do lugar comum. Obrigada pela sua resenha, ela é perfeita e foi muito útil ao me fazer buscar este livro que fala ao coração.


Lizzy 10/10/2014minha estante
Obrigada Ivanete pelas preciosas palavras. Bjs


Angela 15/10/2014minha estante
Eu estava com dúvidas se lia o livro ou não, mas você me incentivou muito com sua resenha. Parabéns!!! Bjos


Lizzy 15/10/2014minha estante
Agradeço Angela, boa leitura!!! Bjs


Lucila 23/11/2014minha estante
Menina Lizzy,
Que bom ler suas resenhas aqui. Gostava muito em Romances in Pink e como as resenhas pararam ali, te encontrei aqui. Ótimas como sempre.
beijinho


Lizzy 07/01/2015minha estante
Oi Lucila, vi seu recado agora, me desculpa, o skoob não está notificando sempre. Sobre o romancesinpink, eu era uma colaboradora eventual, assim como outras colunistas, no entanto a proprietária do blog deu uma pausa, eu também gostava muito do blog, foi um dos primeiros no estilo que eu acompanhei. Bjs




Caroline 18/11/2014

Leitura maravilhosa
Eu tenho feito constantemente anotações na minha cabeça dizendo que vou deixar de ser coração mole e passar a dar 5 estrelas somente a livros excepcionais, com escrita impecável e blá blá blá. Então me deparo com uma história emocionante e todos os meus planos caem por terra. Não sou imune à emoção, não ainda - e talvez não queira nunca ser.

Mar da Tranquilidade é um romance voltado para o público jovem-adulto que conta a história de Nastya, uma garota de 17 anos, cheia de segredos e mistérios, que muda de cidade e passa a se esconder sob roupas pretas e muita maquiagem, não quer ser vista, não quer piedade, não quer nada de ninguém e não fala uma palavra desde um certo acontecimento cerca de três anos antes. Nastya perdeu o que tinha de mais precioso e se sente morta, até que vê em Josh, um garoto que também se esquiva de todos e sofre ainda a perda de sua família, um pouco de si mesma. Sem perceber, começa a entrelaçar sua vida na dele e surge uma linda história, construída dia a dia, passo a passo, batalha por batalha. Poderá um ser a salvação do outro?

A narrativa é feita em primeira pessoa, em capítulos que se alternam entre os pontos de vista de Nastya e Josh, em um ritmo bem lento, porém deliciosamente gostoso. É incrível quando o autor consegue a proeza de escrever uma história sem pressa alguma e ainda assim torná-la prazerosa.

Os personagens são extremamente cativantes e vão lhe conquistando e lhe envolvendo ao longo da trama. Fico encantada quando consigo sentir como se estivesse dentro deles, como se eu fosse parte de tudo, como se a dor deles também fosse minha, cada pequeno sorriso também fosse meu, como se eu tivesse uma pontinha de participação em cada batalha vencida. Estar na pele deles me fascina e Mar da Tranquilidade me proporcionou isso.

A personalidade dos personagens é muito bem construída, sem ser óbvia demais, certinha demais ou errada demais. São palpáveis, são críveis, têm mais de um lado, são reais. A princípio parece que serão clichês estereotipados, mas prova-se o contrário, mesmo com os secundários. E aí preciso abrir espaço para falar de Drew. Que personagem maravilhoso! Drew é um amigo perfeito da maneira mais esquisita que você possa imaginar. Pensei que iria odiá-lo, terminei amando-o.

Passei a amar cada gesto de Josh, cada trapalhada de Drew, cada desenho de Clay, cada movimento de Nastya. Deu para amar até seus bolos e cookies, os jantares na casa dos Leighton... deu para se enfarar de sorvete, sentir o cheiro do verniz e o cansaço das corridas... deu para visualizar o clarão da garagem de Josh em plena escuridão da noite. Deu para sentir tudo, e mesmo com toda a dramaticidade, a narrativa não é depressiva. É triste, nos aperta o coração, mas estamos sempre esperançosos e cada pequena conquista nos conforta e nos aquece.

Recomendo de olhos fechados essa bela história que fala de perdas, recomeços, fraquezas, medos, angústias... fala de dor, de luto, da importância de acreditar, de esperar, de saber ouvir, de ser paciente... fala de amizade e de quanto ela pode tirar alguém da escuridão... fala, especialmente, de amar, do amor que não se prevê, que não se programa, do amor que simplesmente acontece. Do amor que emociona. Cinco lindas e românticas estrelinhas.


site: www.historiasdepapel.com.br
Tícia 18/11/2014minha estante
Esse livro é perfeito. Um dos favoritos.


Lainha 18/11/2014minha estante
Eu viajo nas palavras da Caroline. ...


Jakeline 18/11/2014minha estante
Minha próxima leitura seria UM DIA DE CADA VEZ, mas depois da sua resenha vou de MAR DE TRANQUILIDADE rsrsrsrs


Caroline 18/11/2014minha estante
Tícia, também amei. Fiquei morrendo de pena de terminar rs


Caroline 18/11/2014minha estante
Meninas, vale super a pena. É um livro sem pressa, super envolvente. Espero que gostem :**


Nanda Claret 27/12/2014minha estante
O final é triste?


Caroline 19/01/2015minha estante
Nanda, desculpa a demora em responder, mas só vi agora - o skoob não me avisa mais por email :/
O final não é triste ;)))




Deza Farias 02/03/2021

SIGAM @RESGATADAPORUMLIVRO NO INSTA
Um garoto destruiu Nastya, roubou sua identidade, destruiu aquilo que ela era, e agora ela não consegue fica ao lado das pessoas que a ama, porque ela sabe que jamais vai conseguir ser a garotinha prodígio que a sua família perdeu naquela tarde.

Depois de passar por várias cirurgias, muitas fisioterapia e muitos terapeutas, Nastya vai morar com a sua tia Margot. Começar em um novo lugar talvez a ajude se afastar de seus pesadelos.
Ela não quer amizade com ninguém, procura a pior maneira de se vestir, usando sempre roupas pretas, muito delineador, roupas que mostram tudo e fazem com que pensem que ela é uma vadia, é assim que ela se apresenta e tentar chamar atenção pelos motivos errado.
Ela não fala nada, não é muda. Porém desde que se lembrou do que aconteceu naquela fatídica tarde, ela parou de falar e vive todos os dia se corroendo em pesadelos e desejos de vingança.

Na nova escola conhecemos Josh, um garoto que todos associam a morte. Ele parece ter um campo de força, ninguém se mete com ele, ninguém chega perto dele. A única pessoas que consegue furar esse bloqueio é o seu melhor amigo, o mulherengo do Drew. Josh não tem quase ninguém no mundo e sua paixão e a carpintaria.

Duas pessoas destruídas pelos caprichos da vida, porém o destino pode mudar. Nastya corre até a exaustão, para tentar dormir sem pesadelos. Todos os dias ela escreve em detalhes o que aconteceu naquele dia. Como foi que ela, uma garota que poderia ter sido uma pianista de sucesso, hoje não tem nem total dominio da sua mão esquerda. Ela não pode mais tocar, não pode ter filhos, Ela não é feliz. A vida dela se reduziu a correr até não aguentar, colecionar nomes, e fazer de tudo para viver um dia de cada vez sem desmoronar para sempre.
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Aos poucos uma amizade vai surgindo entre Nastya e Josh. Mesmo que ela não fale, eles conseguem se entender. Será que um dia ele vai descobrir todos os segredos dela?
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Um livro que fala de perdão, de aceitação. De baixar as nossas defesas e nos permitir ter esperanças. Eu gostei bastante do livro, achei um livro muito poético. Gostei do desenvolvimento dos personagens, achei que a autora conseguiu colocar os sentimentos dos personagens no papel.
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A escrita da autora eu achei um pouco arrastada. Por mais que eu tenha gostado do livro a leitura não fluía. A autora colocou muitos personagens e ações que eu achei desnecessárias. Sei que ela tentou deixar uma carga de drama muito forte, mas por mais que o livro fosse intrigante e que a gente tentasse ler para saber o que aconteceu com a Nastya o livro foi massante.
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Eu gostei da capa, gostei do título mesmo o livro não tendo nada de tranquilo (Bem irônico né Kkk). Gostei do final. Achei maravilhoso como a autora terminou o livro. Deixou meu coração quentinho.
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Sobre o designer do livro eu achei o espaçamento e a diagramação um pouco apertada, não é nada que vá prejudicar a leitura, porém para quem tem problemas com isso, talvez a leitura fique ainda mais arrastada. Vale muito a pena ler o livro, mesmo ele sendo um pouco massante, para quem gosta de livros com drama esse é um prato cheio.
Amei os personagens principais, e a mensagem de que nem tudo é o que parece. E que não devemos julgar as pessoas pelo que elas mostram ser.
E EU QUERO UM JOSH NA MINHA MESA AGORA!!! E se não for pedi muito podem trazer um Drew de brinde.
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Por hoje é isso espero que tenham gostado. Desculpem pelo textão

#BoaLeitura
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Psychobooks 07/02/2015

Classificado com 4,5 estrelas

Faz um tempo que estou interessada na leitura desse livro, queria saber o que havia por trás da capa belíssima e do título um tanto quanto poético e quando recebi o livro fiquei muito empolgada. Confesso que por causa da correria do dia a dia tive que deixá-lo por alguns dias na minha mesa, até que não resisti e peguei para ler apenas o primeiro capítulo e sentir um pouco como seria a narrativa e quando parei fiquei surpresa ao perceber que mais de 130 páginas tinham voado sob meus dedos.

Enredo
Nastya Kashnikov passou por um trauma muito grande aos 15 anos de idade, como sequela, perdeu aquilo que mais amava na vida: a habilidade de tocar piano. Todos dizem que ela deve sentir-se grata por estar viva, mas ela sente-se morta por dentro. Dois anos e meio depois do incidente, ela resolve mudar de cidade e vai morar com sua tia. Decidida a deixar o passado para trás e tentar evitar a aproximação de qualquer pessoa, ela usa roupas pretas, maquiagem pesada e tem cara de poucos amigos.
Josh Bennet é um garoto cercado por tragédias, quando criança perdeu sua mãe e irmã em um acidente de carro, anos mais tarde foi a vez de seu pai lhe deixar, depois sua avó e agora está chegando a hora do seu avô partir. Todos na cidade conhecem sua história e mantém distância do garoto antissocial que parece ter um campo de força repelente ao seu redor.
Nastya e Josh acabam se aproximando, tornam-se amigos, a atração entre os dois cresce, mas os segredos continuam atrás da parede protetora que Nastya criou.

Desenvolvimento e Narrativa
A narrativa é feita em primeira pessoa sob o ponto de vista de Josh e Nastya com capítulos alternados. O desenvolvimento do relacionamento dos dois é gradual, o envolvimento sentimental ocorre em pequenos passos que por vezes são quase imperceptíveis, mas não se engane achando que o ritmo de leitura será lento, há muito mais coisas acontecendo além do romance. Aliás, não espere um amor instantâneo ou um romance convencional.
Fiquei encantada com a escrita da autora, a forma como ela passa para o papel os sentimentos dos seus personagens é muito forte, em alguns momentos a leitura é visceral e aperta o coração. Por outro lado, quase no final do livro, há algumas passagens um pouco melosas, que algumas pessoas podem achar fofas e suspirar.
O final foi um pouco corrido, faltavam poucas páginas para terminar a leitura e eu ficava me questionando se daria tempo de amarrar todas as pontas soltas, mas a autora conseguiu fazer isso bem. Poderia ter tido um pouco mais de cuidado e desenvolver um pouco melhor esse fechamento, mas fiquei muito satisfeita com a forma como tudo terminou.

Personagens
Nastya não fala e isso está na sinopse, como não a leio antes de começar um livro, fiquei realmente surpresa quando esse fato foi citado no texto. Li mais de vinte páginas e não tinha percebido que a protagonista não falou uma palavra. Esse é o nível de habilidade e envolvimento da escrita da autora.
Nastya é muito mais misteriosa que Josh, logo no começo do livro o leitor sabe sobre as tragédias da vida do garoto, mas Nastya é um grande quebra cabeças. E é claro que a autora só fornece algumas peças por vez. Algumas pessoas podem começar a se perguntar se aquilo vai fazer algum sentido, ou achar que as coisas estão demorando para serem resolvidas, particularmente achei bem próximo ao real esse 'tempo' que a autora deu para seus personagens refletirem e amadurecerem. Os problemas não têm soluções fáceis, muitas pedras estão no caminho e o relacionamento é baseado na conquista da confiança de ambos os personagens.
Drew Leighton merece destaque e fiquei feliz por ele ser um personagem secundário bem desenvolvido. A princípio ele é o esteriótipo perfeito de garoto playboy, fisicamente perfeito, atraente, de família relativamente rica e cafajeste assumido. Não se engane, porque as aparências enganam.

Concluindo
"Mar da Tranquilidade" é um livro sensacional, uma leitura visceral, com momentos pesados que apertam o coração, outros engraçados que arrancam um sorriso do rosto e outros leves que aquecem e dão esperança. Com uma narrativa envolvente e um ritmo de leitura acelerado a autora arrebata o leitor e faz com que todos seus personagens sejam tridimensionais e suas histórias críveis.

Depois de tudo isso vocês devem estar se perguntando o motivo de eu não ter dado a nota máxima e vou dizer que pequenas coisas me incomodaram um pouco - depois que finalizei a leitura e refleti, porque enquanto estava lendo, passei por cima delas. O romance é um tanto previsível, mas não decepciona. Alguns personagens secundários são estereotipados. O apelido que Josh usa para Nastya é fofo no começo, mas com o tempo passou a ser irritante e um pouco meloso. Por fim, o fechamento foi um pouco apressado, mas satisfatório.

Mais uma vez vou reforçar o aviso, o foco desse livro não está no romance e este é construído aos poucos, ao longo do livro e com uma química incrível entre os envolvidos.

"Acho que sempre vou estar despedaçada. Posso trocar os fragmentos de lugar, rearrumá-los, dependendo do dia, dependendo do que eu preciso ser. Posso mudar num piscar de olhos e ser muitas garotas diferentes, sem que nenhuma delas tenha que ser eu."
Página 129

site: http://www.psychobooks.com.br/2014/11/resenha-sorteio-mar-da-tranquilidade.html
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Violeta 12/06/2020

Simplesmente perfeito.
Já li duas vezes e não consigo me cansar. Com certeza um dos meus livros preferidos.
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Lari 17/08/2020

O tipo de história que fico feliz de ter sido contada...
Mar de Tranquilidade estava há pelo menos cinco anos encalhado na minha estante, e a história nunca me despertou interesse. Então, recentemente depois de ver algumas resenhas positivas, resolvi dar uma chance ao livro, e agora posso dizer que tive uma feliz surpresa.

Kátia Millay conduz uma narrativa fluída e envolvente apesar de todo o peso dramático da história. A autora sabe aproveitar de uma premissa aparentemente previsível de uma forma muito original.

Os temas aqui apresentados precisam de sensibilidade para serem trabalhados sem que percam a seriedade, e a autora faz isso com louvor ao apresentar diversas camadas no decorrer da história que são importantes na construção destes personagens.

Preciso destacar também o crescimento destes protagonistas e a bela relação entre ambos: Tudo acontece de forma lenta e até mesmo sutil em muitos momentos, o que é conivente com a premissa, considerando os traumas que carregam e a forma como lidam com isso atualmente.

Com certeza este se tornou o meu novo
YA favorito. Uma leitura que gostaria de não ter adiado por tanto tempo, mas que me sinto grata por finalmente ter conhecido.

? "Somos como um mistério. De repente, se eu conseguir desvendá-lo e ele me desvendar, a gente possa se explicar para o outro. Talvez seja disso que eu esteja precisando. De alguém que me explique" ?
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Camila 23/07/2020

E o que seria de nós sem a dádiva das segundas chances?
Depois de 6 anos resolvi reler Mar da Tranquilidade pra saber se continuaria a tê-lo como meu livro imaculado e preferido. E sim, ele continua em seu devido posto e até mais amado, se possível.

Katja conseguiu em seu romance de estreia o que muitos autores não conseguem em dezenas de publicações. Acompanhar a história de Josh e Nastya é se conectar com a beleza escondida que só grandes personagens possuem. Não é uma paixão súbita por cada um deles, mas é uma sensação que arrebata e que antes que a gente consiga perceber e nomear, já é amor. O mesmo que acontece com a relação de Nastya e Josh. A trajetória é tão real e verdadeira que parece que os personagens saltam das páginas e invadem nossa casa e coração.
Ler Mar da Tranquilidade é saber que nem tudo é bom, nem tudo é perfeito, ninguém é sempre ótimo, a vida pode nem sempre ser gentil, mas mesmo assim talvez algum dia seja. E aí está a beleza: nas segundas chances. Uma dádiva que todos nós temos e que podemos compartilhar.

Eu tive minha segunda chance de reler e não deixei escapar.
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Renate 24/09/2020

É como ver uma flor nascendo em um terreno pedregoso
Quase impossível, difícil, doloroso, mas LINDO DE VER
Esse é o amor da Nastya e do Josh.

Sou incapaz de fazer uma resenha que faça justiça a qualidade do livro...


É profundo e doloroso, ao mesmo tempo que é lindo e doce.

Esse livro me encontrou, eu acho. De uma forma eu me enxerguei nessa história. A forma como a autora escreveu a dor, o trauma, você sente tudo! Você fica frustado, vc fica com raiva, mas vc tb cura, e ama.

É mais que uma história de amor, é uma história de renascimento.

Leia.
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Jessica Oliveira 27/01/2015

Resenha para o blog Books and Movies
Mar da Tranquilidade é um livro muito bem escrito e com uma profundidade impressionante. Katja Millay conta a história de dois adolescentes machucados e sobreviventes de tragédias que marcaram muito suas vidas. Eles precisam aprender a lidar com a dor, mágoa e achar o perdão para enfim, quem sabe, encontrar a felicidade e o amor.

A história vai se construindo lentamente, mas a cada página que lia a sentia cada vez mais viva e real. Sem eu perceber, este livro conseguiu fazer-me segurar a respiração e ter a sensação de que meu coração estava sendo arrancado de meu peito. O soco emocionou foi tão forte e poderoso que quando chegou, me fez perder o fôlego.

Este não é aqueles romances típicos onde a garota se apaixona pelo badboy da escola e os dois vivem felizes para sempre. Eu diria que ele está mais para um drama com um pouco de romance NA nele. A autora destaca a realidade, os horrores e imperfeições da vida, e nos trás um final poderosamente edificante.

Nastya é uma garota linda e brilhante de 17 anos de idade, ela possuía grandes sonhos mas os mesmos foram destruídos à dois anos por um ato de violência. Quando ela entra em sua nova escola ela conhece Josh, um garoto que adora construir coisas e ser deixado sozinho, todos o evitam e ninguém mexe com ele. Cercados por um mundo de dor, morte e isolamento auto-imposto, ambos sobreviveram a coisas que ninguém de suas idades deveria ter sofrido e ambos, juntos, lutam com essa dor diariamente.

Em certa noite, Nastya acaba na casa de Josh. Chegando lá ela percebe que ele está em sua garagem cercado por ferramentas e madeiras e que ele está construindo alguma coisa. Pela primeira vez em muito tempo, Nastya sente uma conexão, algo que os une e então ela apenas senta-se em silêncio e observa ela trabalhar. Ela volta todos os dias e assim inicia seu estranho, mas bonito, relacionamento.

A relação deles não se torna romântica por um longo tempo, mas sim o que os une é uma espécie de companheirismo ou amizade baseada na compreensão mútua, empatia e confiança à medida em que lentamente eles começam a se abrir e revelar um pouco mais sobre si mesmos para o outro.

O que eu mais amei em Nastya é que ela era frágil em alguns aspectos, mas em outros ela era absolutamente dura como ferro. Ela não era impotente, apesar de uma parte de sua alma estar completamente destruída. Nastya era forte, inteligente, espirituosa, perspicaz e, embora ela tenha feito escolhas que muitas das pessoas que estavam a sua volta não entenderam, ela tinha seus motivos. Ela estava triste e com raiva, lidando com um ato trágico de crueldade aleatória que tirou seus sonhos. Sendo assim ela lida com isso da melhor forma que ela sabe, faz aquilo que a deixa sentir melhor, não aquilo que os outros acham que ela deve fazer. Eu simplesmente amei isso nela.

Josh era um personagem maravilhoso. Calmo, um pouco solitário, mas profundamente compreensivo, carinhoso e protetor. O que eu mais gostei nele é o quão forte ele respeitava os limites de Nastya - dando a ela uma zona segura para ela poder ser ela mesma. O eu verdadeiro dela. Aquilo que ela sente que tem que esconder do mundo. Dando-lhe o espaço e a segurança de que ela precisa para ser capaz de compartilhar muito ou pouco de si mesma. Sem julgamentos. Sem perguntas. Sem obrigação. Ele sabia que existiam coisas que ela não queria revelar e ele nunca empurrou ela para fora de sua zona de conforto, não importa o quanto ele queria saber o que houve com ela.

O livro começa tranquilo e sombrio. A história vai construindo-se lentamente, nos mostrando várias possibilidades. Nada aqui é apressado. Embora eu tenha adorado a forma com que o enredo vai sendo construído, a fã de romances dentro de mim queria que os dois se torna-se um casal logo, mas quando a história terminou e eu fiz uma retrospectiva, entendi o porque da autora ter dado esse ritmo mais lento. No final, a lentidão contribuiu para quão poderosamente o fim foi atingido. E o final foi muito, muito lindo.

E por muito, muito lindo eu quero dizer que fiquei relendo a última página por vários minutos, com lágrimas escorrendo e com o coração explodindo. (E não vale você ler as últimas páginas do livro, se você fizer isso vai estragar toda a emoção! Estou falando sério.)

A autora é extremamente talentosa, estou muito ansiosa para ver o qual será o seu próximo trabalho. Tenho certeza que se for metade do que foi Mar da Tranquilidade, vai ser um livro excelente. Katja tem um estilo poético, muito bonito e profundamente significativo.

Enfim, só posso dizer que essa é uma leitura obrigatória. Acredito que todos deveriam lê-lo em algum momento de suas vidas. Essa história é linda e inesquecível.


site: www.booksandmovies.com.br/
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Tícia 28/03/2018

Sabe quando você lê um livro e tem um monte pra falar, só que um estranho bloqueio desponta lá do caralho e te faltam palavras?
Eu e Mar da tranquilidade.

Na primeira vez que li esse livro, fiquei tão de cara que não consegui esboçar sequer um comentário relevante.
Na segunda, porra nenhuma também.
(Sim, releio favorito como engulo brigadeiro).

Daí, na terceira vez, decidi que ia escrever alguma coisa nem que fosse na dentada.
Porque precisamos falar sobre esse livro.

Mar da tranquilidade é uma história que te faz pensar muito.
E o mais impressionante é que ao reler, sempre me identifico (de novo e de novo) com alguma cagada diferente, defecada por um dos personagens.

Em outras palavras, sempre vem aquele insight de o quão escrota já fui com determinadas pessoas, pelos motivos mais imbecis.

Quantas vezes medi o valor ou caráter do alheio baseando-me em sua aparência?
Ou fui egoísta desejando que a dor de um amigo acabasse porque EU (com ênfase na egolatria) não entendia ou não aguentava mais, afinal, a dor do outro desconcerta quem está próximo. Não é confortável. Você não sabe onde põe as mãos.
Podre, mas verdadeiro.

Ou então, quantas vezes afastei alguém ou me fechei porque não sabia ou não queria lidar com os sentimentos, afinal, devolver afeto na mesma medida é questão de entrega, exige muito.

A história:

Josh e Nastya são mocinhos que possuem suas próprias legiões de fantasmas. Ambos têm apenas 17 anos, mas puta que pariu pra carga que já carregam no lombo.
Ele é um solitário com poucos amigos que encontrou refúgio na marcenaria.
Já Nastya, não fala há mais de dois anos e repele qualquer um que ouse tentar se aproximar, inclusive sua família. Por que ela faz isso? Porque foi vítima de um monte de bosta repleto de maldade gratuita, também conhecido como ser humano.

Bem, o fato é que contra todas as probabilidades, Josh e Nastya tornam-se amigos. E a amizade evoluiu pra mais. Mas a questão é: como se relacionar com uma pessoa que afasta qualquer um que se aproxime de mais?
Imagina o nível da complicação.

E a história anda, desanda, com direito a choro, raiva, alegria, riso e, nesse meio, lá estava eu na oscilação de sentimentos que a história provoca, numa tensão doida que fode com o emocional de qualquer um.

E confesso que o jeitão da Nastya dá nos nervos porque você fica vendo quem vale a pena só na boa intenção e ela lá, só no coice. E por conta disso, ela faz merda e, numa reação desgraçada em cadeia, o Josh vai lá e faz outra merda maior ainda. Ou não, sei lá. Tô sensível.
Preciso de um abraço.

Vou falar mais nada não.
Prefiro que você leia esse livro se ainda não leu.
Aliás, por que você ainda não leu???


Recomendo com todas, TODAS as forças.


;)

Visita nozes lá na página!
https://www.facebook.com/livrosfalacaoeetc/


Nati 29/03/2018minha estante
" Quantas vezes medi o valor ou caráter do alheio baseando-me em sua aparência?
Ou fui egoísta desejando que a dor de um amigo acabasse porque EU (com ênfase na egolatria) não entendia ou não aguentava mais, afinal, a dor do outro desconcerta quem está próximo. Não é confortável. Você não sabe onde põe as mãos.
Podre, mas verdadeiro."

Manoooo!!! Nem sei o que falar... só queria pedir autorização para "roubartilhar" esse trecho da sua resenha e postar em todas as redes sociais que tenho, porque as pessoas precisam ler isso.


Cláudia.Borges 29/03/2018minha estante
Você como sempre ótima nos comentários. Amei esse livro com a mesma intensidade que você , pelo visto.
Também o recomendo com todas as forças.
Lindo de doer.
Obrigada pela resenha .


Tícia 29/03/2018minha estante
Sério, Nati? kkkkkkkkkkk
Pode, sim. A gente é podre desse jeito. kkkk


Tícia 29/03/2018minha estante
Brigadão, Cláudia.
Esse livro é realmente muito lindo, mexeu muito comigo.
Por mais livros assim no mundo. ;)


Nati 29/03/2018minha estante
Sériooooo!!! Isso é muito real e acontece demais com a gente, né? E talvez na maioria das vezes nem nos damos conta.


Cláudia.Borges 30/03/2018minha estante
????


16/07/2018minha estante
por que suas resenhas são sempre as melhores?


Leticia.Jardim 07/08/2018minha estante
Eu não tenho palavras pra descrever esse livro.
To destruída.


Grazii 11/09/2018minha estante
Amoo esse livro já li várias vezes uns dos favoritos sou apaixonada pelo Josh da vontade d abraçar e não larga mais RECOMENDOOOO




Caro 16/09/2014

Nossa, esse livro é horrível, perturbador, triste, melancólico e doloroso! Mas é lindo além das palavras, é revigorante, é excitante, maravilhoso e incrível!
Me trouxe os piores e melhores sentimentos!
É agridoce!
Nastya uma menina quebrada, literalmente quebrada!
Josh um menino que perdeu todos!
Nada do eu diga poderá passar o que esse livro realmente é. Tudo pode ser um spoiler, por que a história vai se tecendo e se encaixando aos poucos.
A vida de adolescente que deveria ser bela, com dramalhões fúteis e sentimentos rasos passou desapercebida pela vida desses dois... só restou o mundo pra enfrentar ou se esconder.
Recomendo muito!
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Mad Lil'Duck 26/08/2020

Comecei a ler curiosíssima pra saber sobre o passado da Nastya, mas na metade do livro a curiosidade abranda por causa dos - eternos - capítulos mostrando a juventude, sei q é pra mostrar a adolescência mas mds adolescentes são mt chatos kk. Não senti simpatia pelo relacionamento dos dois, Nastya e Josh, ler as frequentes discussões deles eram tão cansativo.

O que mais me chamou atenção no livro foi o passado da Nastya, no que um trauma desencadeou na vida...que no final, não é tudo oque esperava.

Um final que era o melhor pra personagem, mas que não trouxe nenhuma revelação pro leitor.

Teve trechos e discussões muito significativas ao longo do livro, mas os lapsos foram o que ficaram mais em evidências pra mim.
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LT 12/09/2020

Olá! Hoje trago para vocês a indicação desse livro que me fez chorar muito e ao mesmo tempo trouxe uma paz quando findei a leitura.

É uma leitura apaixonante e que me fez pensar: apesar dos problemas na nossa vida, podemos encontrar alguém que necessita de nosso apoio e que pode estar igual ou pior do que nós. Então vamos olhar em volta e parar de sentir pena de nós mesmo, pois o que passou não pode ser mudado, mas pode aliviar a dor e reconstruir um novo amanhã! Cliquem aí e sigam lendo!

Nastya é uma garota de cabelos e olhos pretos que está a quatrocentos e cinquenta e dois dias sem falar com ninguém, pode parecer coisa de adolescente ou rebeldia, mas é muito mais do que isso. Ela está calada por não quer mentir para as pessoas, já que tem a certeza de que se alguém perguntar se ela lembra de alguma coisa de três anos atrás, não vai conseguir se conter e vai falar.

Não deixando transparecer seu sofrimento, ela muda radicalmente seu modo de se vestir, sua perda está estampada em seu rosto. Nastya muda de escola, de personalidade, de casa, indo morar com sua tia. Só sobrou seu ódio de si mesma, por não ter percebido... Por ser uma menina inocente de quatorze anos, que tinha sonhos que de repente foram roubados, tirados e arrancados dela da noite para o dia.

O que sobrou foi só ilusão. Poderia ser um pesadelo do qual ela pudesse acordar a qualquer minuto, era o que ela desejava e o que não era. Agora não vai demorar, ela vai completar seus dezoito anos e finalmente vai ter a liberdade e poderá tentar encontrar aquele que lhe fez mal, só para lhe perguntar o porquê.

[Quote] Eu não parei de falar imediatamente. Falei até o dia em que me lembrei de tudo o que aconteceu, mais de um ano depois. Esse foi o dia em que me calei. Não foi subterfúgio nem uma tática. Não foi psicossomático. Foi uma decisão. E eu tomei. [...]

Josh é um garoto que tem o peso da vida nos ombros e sente como se todos passassem por ele, mas ninguém ficasse ao seu lado tempo bastante para lhe dar apoio, ou mesmo para se importar em como ele está se sentindo, com isso ele prefere ficar isolado de todos na escola, já que se acha amaldiçoado.

Nastya conhece Josh, um garoto que tem o mesmo olhar perdido que o dela. Uma amizade surge entre os dois, confiança e depois cumplicidade, mas cada um tem sua cota de problemas para cuidar, devagar eles estão se importando um com o outro, mas onde isso vai levar? A verdade e os segredos que estão entre eles serão revelados?

Nastya e Josh juntos eram perfeitos, ela tinha um humor ácido e ele aceitava suas provocações, eram espontâneos e isso criava um clima super leve, as vezes apenas com um olhar já sabiam o que estavam sentindo e pensando, uma sintonia perfeita... Se encaixavam, todavia o passado estava lá para os atormentarem.

Nastya tinha que resolver seus problemas, pois se sentia incompleta e não dava a mínima para a vida, não queria mudar, ficava naquela mesmice, como se nada importasse de verdade. Será que Josh poderia ser o seu bote salva vidas? Mas quem iria salvar ele de se afogar?

[Quote] ... Eu me deixava levar pela correnteza deles, sendo moldada lentamente, até ficar perfeita. Mas assim que isso aconteceu, fui arrancada da água, arremessada e estilhaçada em mil pedaços que não tenho mais como juntar. Nem sei onde foram parar. E há pedaços faltando que os que restaram não se encaixam mais. [...]

Temos muitos personagens envolvendo a trama. A família de Nastya sempre atenciosa, preocupados com ela, queriam que voltasse para casa. Drew e sua família que estavam sempre ali e ajudava Josh e Nastya em vários momentos, sempre presentes quando eles precisavam.

Sendo bem sincera, na minha percepção não havia como dar certo, a dor da perda tanto de um lado como de outro era imensa. Foram muitos erros, arrependimentos, acontecimentos totalmente despretensiosos que geraram ciúmes, intrigas, muitas dúvidas, era como se desse um passo para frente e dois para trás.

Josh sabia o que queria, seu caminho já estava traçado, tinha uma casa, uma profissão, mas era totalmente sozinho. Nastya com seu jeito foi chegando de mansinho, trazendo luz para vida de Josh, apesar de ver muita tristeza em seu olhar, ele viu a esperança surgir, as coisas estavam ficando intensas, começaram as cobranças, mas como resolver os problemas, se ela não se abria?

Sabe aquela história que você lê e toca no fundo da sua alma? Aquela que faz você de repente notar o quanto poética e catastrófica pode ser a vida? Mas de um jeito ou de outro continua vivendo e aprendendo com através das perdas e vitórias. As incertezas de poder ver um final feliz ou com esperança de alcança-lo algum dia e ainda assim seguir sempre tentando, aperfeiçoando, resistindo... Vale a pena conferir.

A capa é linda, temos duas imagens bem distintas que se destaca bem no conteúdo da trama. A narrativa se dá em primeira pessoa, intercalando os pontos de vista entre Nastya e Josh. O tamanho da fonte é confortável para leitura, não notei erros de digitação e as páginas são amareladas sem nenhum desconforto aos olhos.

O livro nos traz a intensidade dos sentimentos, uma história que realmente pode acontecer e os conflitos internos que são os que nos fazem a toda hora discordar e ao mesmo tempo entender a situação, uma leitura que prende do começo ao fim.

Recomento para todas as pessoas, pois acredito que é uma leitura necessária, que nos faz refletir e sentir como se estivéssemos dentro da história e vivendo seus personagens. Um livro que trás aprendizados para vida.

*Eleito um dos melhores livros de 2013 pelo "School Library Journal", "Mar da Tranquilidade" é uma história rica e intensa, construída de forma magistral. Seus personagens parecem saltar do papel e, assim como na vida, ninguém é o que aparenta à primeira vista. Um livro bonito e poético sobre companheirismo, amizade e o milagre das segundas chances.*

Resenhista: Cris Santana.

site: https://livrosetalgroup.blogspot.com/
Juliana Esgalha @juesgalha 12/09/2020minha estante
eu to pra receber esse livro de uma troca que solicitei, tô doida pra ler, adorei sua resenha


Carol 12/09/2020minha estante
É maravilhoso!!




Lud 02/12/2014

Resenha Mar da Tranquilidade


Existe uma coisa que me incomodou desde o primeiro momento do livro: pessoas que se escondem atrás de modos e trejeitos da vida. No caso do livro, de uma mudez pra lá de forçada. Bem insisti porque amigas demais e pessoas com bom gosto me disseram que era o livro do ano.
E continuei mesmo depois de ele ter me cansado no meio da história com as diversas palavras escritas e não ditas pela personagem principal. E também porque existiam passagens e frases dignas de serem lidas e sublinhadas. Na verdade, lá pelas páginas cento e alguma coisa, a autora te brinda com frases lindas e para serem anotadas e guardadas em cadernos.

Mas chegando ao final, não posso nem mesmo dizer que me decepcionei. Na verdade esse livro me ajudou a descobrir uma certa preferência literária. Prefiro personagens egoístas, violentos e agressivos, que usam sua história peculiar pra agirem de modo a se defenderem de possíveis ameaças mesmo que as ameaças da vida sejam na maioria provocadas por eles mesmos. Aqueles personagens que erram por agir e não por se omitirem. Enfim, prefiro personagens que vivem, aos tropeços, mas que de
alguma forma caminham pra frente e não pra trás. Por pior que seja sua história.
Como diria o sábio: o final dela ainda pode sempre ser escrito.
Então a minha nota sobre esse livro ficou comprometida apenas por esse lado. Porque de resto, existe muita alma em cada linha e em cada página.
Tícia 03/12/2014minha estante
Pois é, eu entendi seu ponto de vista, principalmente sua preferência por "personagens que erram por agir e não por se omitirem". Dependendo da cagada que eles fizerem, se não me irritar ao ponto de eu abandonar o livro, tb prefiro assim.

Mas não concordo com o que vc disse da mudez ser forçada. Eu acho que cada pessoa reage a um trauma de forma diferente e supera (ou não) no seu próprio tempo, como foi no caso da personagem.
E todos nos escondemos de alguma coisa pq, no final das contas, não somos todos humanos e exatamente por isso, somos frágeis e não super-homens?
Porra! Que filosofia canastrona a minha! kkkkkkkkkkkk

Muita alma em cada linha frases lindas. Concordo totalmenteeeeee.
Resenha 10! Dorei.



Grazii 02/03/2015minha estante
Resenha muito boa parabéns!!!
me apaixonei pela historia os personagens, livro muito com uns dos preferidos !!!


Lud 16/07/2015minha estante
Tícia!
Sabe que super respeito sua opinião (você já me dobrou duas vezes para ler Colleen!!!) , mas sério, não é que não havia justificativa para a mudez, é que ela não me parecia tão ligada ao que de fato provocou o drama na história. Ela inclusive me levou a pensar que o segredo se tratava de outra coisa, um pouco mais escura do que o que realmente foi. Mas olha, para uma obra inaugural a autora está de Parabéns, porque pelo menos, fugiu dos clichês e com uma narrativa muito bem construída. Minha birra ficou apenas na personalidade dos personagens...
Obrigada, Grazi, que bom que gostou da resenha mesmo falando do seu livro preferido!




Nice Santos 06/09/2020

Eu conheço este lugar, eu conheço este lugar...
Um brinde às segundas chances!

Leitura boa, rotina escolar americana clichê mas tem as personalidades fortes pra temperar.

Enquanto Drew, o popular, é o responsável por dar leveza e graça ao livro, e o faz muito bem. Josh, o garoto "amaldiçoado", é o peso, Josh é honesto, bonito e confiante mas afasta todos. E completando o trio central, temos Nastya a garota nova, com um grande e obscuro segredo...

Mesmo com os clichês a leitura foi boa, divertida e diferente, deixou sua marca, retrata bem as mentes e os problemas adolescentes e ao mesmo tempo tem romance e amizade.

Deixou um bom sorriso. :)
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