Perdido em Marte

Perdido em Marte Andy Weir




Resenhas - Perdido em Marte


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Vitor 19/07/2016minha estante
Oi =D
Eu concordo com você, o livro tem bastante comedia em um livro de ''fic''

Porém, gostaria de que você me explicasse, onde esse livro pode ser considerado de auto-ajuda ? , so por curiosidade mesmo.


GryphoS 30/07/2016minha estante
Vitor.Paty, a parte da "auto-ajuda" é demonstrar que tudo o que o fez sobreviver ao acontecido foi manter o bom humor e a cabeça erguida, enfrentando os problemas sempre olhando o lado otimista. O fina meio que revela isso... falando sobre os seres humanos se unirem para ajudar um ao outro em uma dificuldade. Vale a pena reler o último diário de bordo (em especial Os ÚLTIMOs parágrafos, acho que você vai entender o que eu quis dizer.




ale 18/09/2016

Desisti
Desisti desse livro porque achei muito chato, não vou para Marte, não me interessa as formas de obter oxigênio na falta de ar, kkkkkkk.... vi muita gente dizendo que se divertiu muito e riu muito endo esse livro, não senti nada disso, me perdi várias vezes naquelas datas de um diário diferente, porque afinal acabava me distraindo e nunca sabia o que estava lendo.. O filme é bem melhor, porque foi tudo traduzido para imagens, então não tem a descrição de tudo as açoes vão dando conta de toda a história.... nao pretendo voltar a ler
Glauci 18/10/2016minha estante
Kkkkkkkkk "não vou para marte" foi ótima! Eu assisti ao filme e fiquei mega curiosa por mais detalhes, embora eu também não tenho a menor pretensão de ir a marte.


Sydney 05/12/2016minha estante
Ale, fui assistir ao filme na semana da estréia. Acho que gostaria muito de ir a Marte, mas por enquanto é só um desejo. :D
Ja assisti "Perdido em Marte" umas 10 vezes, seis delas prá conferir com o livro e uma prá acompanhar a trilha sonora, que também é sensacional.
Quanto ao livro, acho que pode ser um manual de emergência prá um monte de situações do nosso dia-a-dia que, esse sim, eu acho chato demais.




Coruja 11/06/2015

Creio que desde o ano passado ouço comentários elogiosos sobre o livro de Andy Weir – gente que tenho em alta conta e que entende tanto de literatura quanto de ciência. Um dos principais pontos colocados sobre Perdido em Marte tem sido o quão plausível é a ciência da história e esse é o tipo de detalhe que muito me interessa em ficção científica.

Passei um bom tempo namorando o livro, bem como acompanhando detalhes sobre a produção do filme, previsto para estrear no fim do ano, com Matt Damon no papel do protagonista. Coisa de um mês atrás, consegui o livro numa das minhas trocas habituais e quase que imediatamente me pus a ler.

A história, em capítulos curtos correspondentes às entradas do diário de bordo do astronauta Mark Watney – deixado em Marte em meio a uma tempestade, dado como morto pelo resto da tripulação com que trabalhava – entremeia-se com capítulos que mostram as reações na Terra à sua morte e depois da descoberta de que ele continuava vivo, bem como dos outros astronautas da missão Ares 3.

Acompanhamos os esforços de Watney para sobreviver a condições quase impossíveis, em especial o problema da comida e da comunicação, e ao mesmo tempo assistimos os esforços de um mundo inteiro que se solidariza com a situação do astronauta náufrago.

Perdido em Marte merece, de fato, todos os elogios que lhe têm sido feitos. Watney é engenheiro e botânico, e sabe combinar seus conhecimentos com muito bom senso e humor. Mesmo sabendo que está correndo contra o tempo e quase tudo está contra ele, Watney não desiste – ele faz planos, testa suas engenhocas, tagarela sobre ciência, escuta música disco, lê Agatha Christie e planta batatas no solo estéril de Marte.

Considerando o quão desesperadora é a situação do protagonista, é curioso perceber o quão divertido é o livro – e isso se deve principalmente à personalidade de Mark Watney. Existe bastante tensão, especialmente da parte do pessoal que está às voltas com montar a missão de resgate, bem verdade. Mas esquecemos por vezes o fato de que ele está completamente sozinho num planeta inóspito, sem comida suficiente para sobreviver até que uma missão possa ser montada para seu resgate, sem condições de se comunicar com seus colegas ou com a NASA para dizer que está vivo, tudo porque ele faz digressões sobre Aquaman e sobre séries antigas de TV, reclama que não aguenta mais ouvir música disco e, de uma forma geral, fala de si mesmo e de seu caso com boas doses de ironia e disposição para fazer o que tem de ser feito.

Ainda que Watney roube a cena, todo o elenco do livro é bastante simpático. Talvez uma das grandes sacadas da história seja a forma como as circunstâncias do astronauta perdido ecoam na Terra e mobilizam uma grande rede de solidariedade – esperança e humanidade são peças-chaves no livro.

Já estava bem ansiosa pelo filme, porque gosto muito da atuação do Matt Damon e, com alguns senões, também admiro o trabalho do Ridley Scott. Após ter lido o livro e assistido o trailer, fiquei ainda mais empolgada. Quero crer que será um dos grandes filmes desse ano. Vamos ver no que vai dar...

site: http://owlsroof.blogspot.com.br/2015/06/para-ler-perdido-em-marte.html
Beth 13/06/2015minha estante
Adorei esse livro!


Maria.Jose 19/01/2016minha estante
Amei esse livro! Li em um dia e meio!




Nath @biscoito.esperto 08/01/2017

Um retrato do instinto básico da humanidade.
Terminei este livro faz pouco mais de uma hora e ainda nem consegui reorganizar meus pensamentos direito.

Vamos começar o maravilhoso (até agora?) ano de 2017 com uma resenha de um dos livros mais irreverentes que eu já li (esse ano!) (brincadeira!) (é que ainda é dia 8 de janeiro, risos).

Perdido em Marte (ou O Marciano, do original) conta a história de Mark Watney, o décimo sétimo astronauta a pisar no planeta vermelho. No sexto dia da missão da tripulação da Ares 3, uma tempestade de areia terrível acontece e os tripulantes são obrigados a embarcar na nave de volta para a Terra. No meio da confusão, os cinco outros tripulantes da missão acreditam que Mark morreu e deixam seu corpo para trás.

Mas Mark não morreu.

Ele foi abandonado à própria sorte num planeta estéril, sem comida, sem recursos, apenas com seus conhecimentos. Mark sobrevive à tempestade e logo percebe que, se não começar a trabalhar, poderá ser a primeira pessoa a morrer em Marte. Ele então começa a anotar em seu diário de bordo todas as suas soluções para problemas como: morrer de fome, morrer sufocado, morrer sozinho, etc. A pesar do otimismo e do bom humor de nosso protagonista (sério, ele faz piada de TUDO) é muito difícil imaginar um futuro no qual ele sobreviva.

O grande ponto inovador de Perdido em Marte com certeza é a exploração da natureza científica de tudo o que Mark faz para sobreviver. Admito que achei que o livro seria tedioso por causa disso, mas na verdade as longas páginas de Mark explicando como criar batatas num planeta morto e como retirar oxigênio com compostos químicos é muito interessante. Claro que eu sempre tive uma enorme pré-disposição e interesse por ciência, mas acredito que mesmo a pessoa mais leiga do mundo poderia se surpreender com a engenhosidade do Mark. E, é claro, torcer por sua sobrevivência.

Na minha humilde opinião, o que me fez gostar tanto do livro eram os personagens. Claro que temos Mark, nosso protagonista perdido em Marte, mas também temos os tripulantes da Ares 3 voltando para a terra e todos os funcionários da NASA que trabalham dia e noite para trazer Mark de volta pra seu planeta natal.

Perdido em Marte cobre quase dois anos de Mark preso no planeta vermelho e todos os esforços de pessoas na terra e no espaço para ajuda-lo. O livro é muito divertido de ler, mas também é uma história emocionante sobre como a humanidade funciona. Se – quando – você ler este livro, ao chegar na última página haverá um parágrafo tão lindo que fará todo o livro mais especial ainda. Espero que você chegue lá, e depois me conte o que achou!

Recomendo!

site: www.nathlambert.blogspot.com
Lorena 08/01/2017minha estante
Indo para minha lista em 3, 2, 1... rs
Fiquei interessada!!


Nath @biscoito.esperto 08/01/2017minha estante
Tenho certeza de que você vai adorar, esse livro é incrível!




Valter 06/10/2014

Um ótimo livro de sci-fi
Li este livro quando ele saiu em e-book em inglês. O projeto de edição foi feito no boca a boca e logo o livro se tornou um sucesso nos EUA, tendo sido vendido para virar filme pelas mãos de Ridley Scott. É um livro simples, escrito em primeira pessoa, mas extremamente cuidadoso em recriar a vida no espaço e o drama de um astronauta deixado para trás durante uma missão em Marte. Como as janelas de viagem para o planeta vermelho se abrem de tantos em tantos anos (não me lembro mais), o personagem principal tem que se manter vivo até que a próxima missão chegue. Só que ele não tem muita água, seus equipamentos estão falhando e Marte se mostra um lugar bem mais hostil do que parecia. É um dos poucos casos de literatura sci-fi moderna madura e sem frescuras para agradar jovens leitores. Um livro bom, não ótimo, mas bastante original.
GuiMoreno 09/10/2014minha estante
E ai Valer blz?
Estou muito interessado nesse livro, mas um pouco preocupado com uma questão. O fato da historia ser um tipo de naufrago no espaço, e acredito eu ter apenas um personagem, não torna o livro maçante?


Valter 09/10/2014minha estante
Oi Desastre (rsrs) eu achei algumas partes meio travadas, é como um Robinson Crusoé no espaço, mas de um modo geral o livro é bem estimulante, flui bem




Jessica Oliveira 27/01/2015

Resenha para o blog Books and Movies
Mark Watney é um dos seis astronautas que pousam em Marte, fazendo assim a terceira missão tripulada ao planeta vermelho, mas uma grave tempestade de areia obriga-os a deixar o planeta apenas alguns dias depois de terem chegada em vez de ficarem um mês. como era o planejado. Durante o processo Mark sofre um grave acidente e é considerado morto pelos outros astronautas. Esses, relutantemente iniciam sua volta à Terra, deixando "o corpo" de Mark para trás.

Agora preso em Marte sem comunicação com a Terra, Mark enfrenta uma dura realidade. Os sistemas de recuperação de oxigênio e de água podem fornecer o suficiente de ambas as substâncias para garantir a sua vida, desde que ele faça algumas "gambiarras", mas seus suprimentos foram mandados para durar somente trinta dias. Mesmo que ele racione a sua comida e consiga entrar em contato com a NASA, a física lhe diz que uma missão de resgate é incapaz de chegar antes que ele morra de fome.

Isso seria o suficiente para que a maioria das pessoas simplesmente desistisse e começasse a chorar. Mas Watney é um astronauta, praticamente um mutante, e não se deixa abalar pela situação. Então, depois de rapidamente adaptar-se à situação, Mark começa a trabalhar. Mas será que seus conhecimentos em botânica e engenharia, juntamente com um talento especial para improvisação com fitas adesivas serão suficientes para ajuda-lo a sobreviver tempo suficiente para chegar em casa?

Eu sou uma apaixonada pelo espaço, adoro tudo que tenha a ver com viagens espaciais, foguetes e afins. Acredito que já olhei todos os documentários existentes sobre esses assuntos, sendo assim não é nenhuma surpresa que fiquei presa do início ao fim dessa leitura.

Claro que não posso dizer que fiquei completamente apaixonada pelo livro somente porque este trata-se viagens espaciais, uma grande parte, senão a maioria, do meu encantamento tem a ver com o próprio Mark. Ele é um personagem que não se deixa levar pela autopiedade, uma boa parte do livro é feita com seus pensamentos e descrição do seu dia, algo como um diário feito para que se ele não se salvasse pelo menos deixaria suas memórias. Nesse seu diário Mark deixa-se levar pelo o bom humor e tiradas sarcásticas, não é difícil encontrar alguma passagem onde ele não tire uma onda de sua atual situação.

Logo que você se depara com um comentário espertinho sobre como ele vai ser um dos primeiros homens a morrer em Marte, você até pode pensar que de acordo com o autor os padrões da NASA devem ter diminuído muito. Mas se você ler nas entrelinhas perceberá que o que ele realmente está fazendo é resolver um problema praticamente insolúvel com seu intelecto e humor.

Apesar de sua persona otimista, Weir faz um belo trabalho ao sutilmente mostrar que o tempo sozinho em Marte está cobrando um preço de Mark, deixando-o ocasionalmente angustiado e cansado. Isso é muito mais eficaz do que se ele criasse uma trama onde o personagem desde o primeiro instante se revoltasse com a situação de ser o único ser vivo em um planeta inteiro.

Outro recurso que o autor utiliza é a luta contra o calendário, não o relógio. Mark sabe que ele não vai morrer em uma hora, no dia seguinte ou até mesmo no próximo mês (caso nada dê errado!). Ele tem feito cálculos, e a matemática não mente. Se ele não mudar drasticamente a situação ele eventualmente irá morrer. Toda essa tensão e estimulação deliberada, faz com que o leitor pense e analise a situação que Mark se encontra.

O que me leva a outro ponto que amei. A falta de negação. Todas as ações feita por Mark são para evitar a sua morte, ele não entra em um estado de negação e deixa-se levar pela situação. Desde o primeiro instante ele percebe que precisa fazer algo e rápido, pois a morte está logo ali.

Enfim, acredito que não tenho mais o que dizer além do fato que "Perdido em Marte" estréia no cinema em 26 de novembro deste ano e que com certeza indico muuuuito a leitura.

site: www.booksandmovies.com.br/
Cris Paiva 27/01/2015minha estante
Praticamente um MacGiver do espaço!! Estou morrendo de curiosidade sobre esse livro, assim que conseguir achar uma promo bem camarada, vou pegar pra mim!




Alessandro 23/02/2015

Uma interessante novidade no mundo da Ficção Científica.
Perdido em Marte (The Martian) é um romance de ficção científica do subgênero Hard, que é um estilo de ficção focada na precisão científica. Foi originalmente publicado pelo próprio autor em 2011, sendo que em 2014 os direitos foram adquiridos por uma grande editora (Crown Publishing) que republicou o livro com grande sucesso. O livro ganhou projeção após ser divulgado que Ridley Scott irá filmar a estória, com Matt Damon no papel principal, e o lançamento será ainda neste ano! Para mais informações confira este link para o IMDB.

O livro conta a estória do astronauta Mark Watney, um botanista e engenheiro mecânico que é deixado para trás logo no início da terceira missão tripulada à Marte, a Ares 3, que foi forçada a evacuar devido a uma forte tempestade. Seus companheiros o julgaram morto devido a uma antena ter perfurado seu traje EVA, o que foi confirmado pelos monitores de dados vitais de seu traje. Na verdade seu ferimento não foi muito grave, e o traje foi capaz de vedar o vazamento antes de perder muita pressão. Watney acaba ficando para trás, sem comunicação com o resto da equipe ou com a NASA, precisando contar apenas com suas habilidades técnicas e científicas para sobreviver com os recursos limitados que dispõe até a próxima missão Ares, e assim ter alguma chance de resgate.

Mark Watney revela-se uma pessoa cheia de recursos, com uma criatividade e capacidade de lidar com adversidades totalmente fora dos padrões. Ele é uma espécie de MacGyver que é capaz de consertar qualquer coisa com um pouco de fita adesiva, pedaços de lixo e o que mais conseguir obter.

O autor pretendeu mostrar um personagem que nunca se deixa abater, com um bom humor tão fora do padrão quanto suas habilidades para sobreviver. Mas, na minha opinião, aqui o autor exagera um pouco, e mostra o diário de Watney mais como um blog nerd do que um drama de sobrevivência. Praticamente não existe nenhum momento traumático, e o tempo todo o astronauta faz trocadilhos e piadinhas infantis, como substituir uma unidade de medida de energia que considera sem graça por “pirata-ninja”, faz piadinhas com emoticons ao fazer contato com a NASA (veja só, um par de peitos! (.Y.)). Sinceramente, as piadas são mais embaraçosas do que engraçadas. Não importa o tamanho da desgraça, ou quanto a situação seja desesperadora, Watney insiste em fazer piadas e comentários ridículos, minimizando o tempo todo a tensão que seria característica em um livro de sobrevivência. Watney é um personagem unidimensional, sem nenhuma profundidade psicológica, mesmo passando por situações traumáticas como quase morrer várias vezes e ter sido abandonado em outro planeta.

Apesar disso, Andy Weir é um excelente escritor técnico, bastante detalhista ao descrever as ações de Watney para criar e reciclar água e ar, para criar solo para cultivar batatas, e adaptar o veículo espacial e o habitat para os mais diversos fins. No subgênero Ficção Científica Hard essa familiaridade com a ciência é muito importante, e sem dúvida é o ponto forte do livro.

Talvez o autor tenha tentado aproximar o livro da linguagem dos jovens, ou facilitar a leitura, mas considero muito desagradável um personagem fazer algum comentário sarcástico e logo depois explicar: sim, isso é sarcasmo. Uma piada que precisa de legenda ou trata-se uma piada ruim ou o autor considera que o leitor não possui inteligência suficiente para entende-la. É lamentável.

Mesmo assim ainda assim considero esse livro uma gratificante novidade na ficção científica, e recomendo sua leitura. Apenas considero que teria sido um livro bem melhor se fosse um pouco menos nerd e um pouquinho mais dramático.

site: https://leiturasparalelas.wordpress.com/2015/02/23/perdido-em-marte-the-martian-andy-weir/
Matheus 04/04/2015minha estante
Resenha brilhante. Parabéns!




Mateus Araújo 30/04/2016

Sou muito de Humanas sim
Perdido em Marte foi minha primeira experiência com ficção científica e não aproveitei dela os 100% que ela me disponibilizava, não porque o livro tinha defeitos que impedia essa compreensão e sim porque eu sou de humanas e muito avulso com todas as explicações teóricas de uns negócios que nem se eu quisesse com muito afinco conseguiria entender. Entretanto, ri em muitos momentos e foi uma leitura rápida, apesar de um pouco complicada.
Não sei se consigo fazer um resumo, mas vamos tentar, né? A Ares 3 é um projeto da NASA o qual um grupo de cientistas são levados para Marte para passar um tempo no planeta vermelho colhendo informação e fazendo experiências. Depois de uma forte tempestade de areia, a tripulação é obrigada a fazer uma manobra de saída para voltarem para a Terra, só que nessa manobra Mark Watney acaba sendo deixado para trás, depois de ser atingido por um equipamento que quase o matou. E a tripulação realmente achou que ele tinha morrido, mas não morreu. Agora Mark está sozinho num planeta inabitável e desértico, com uma reserva de mantimentos limitada e sem comunicação com ninguém. Ele vai precisar usar toda sua capacidade mental para pensar em formas de se manter vivo para conseguir quem sabe, ao menos, contatar com a NASA que está vivo e ela tentar ajuda-lo. Mas a gente vai ver que o destino não vai muito com a cara de Watney.
Seria cômico se não fosse trágico, inclusive é muito cômico sim, me desculpem. Não tem como não rir das situações que o Watney se mete tentando, absurdamente, se manter vivo. Até porque ele é uma pessoa muito bem-humorada, então ele nos permite rir das situações, podemos aliviar nossa consciência? Podemos. Agora, é claro, o livro é recheado de explicações teóricas sobre as estratégias que ele cria para sobreviver o máximo de tempo possível, e essas explicações tem um teor físico, químico e até biológico que olha... nem pedindo muito a Deus eu consegui entender. Tinha coisas que a gente até concordava com ele porque fazia um pouco de sentido, mas tinha explicações que eu só balançava a cabeça concordando sem nem saber do que ele estava falando, mas vamos fazer o quê, né? Sou muito de humanas sim.
Ao longo da narrativa, temos alguns capítulos que interceptam os diários de bordo do Mark, esses capítulos ora são do povo da NASA, que estão monitorando a volta dos tripulantes vivos da Ares 3, ora são os próprios tripulantes dessa missão. E o autor consegue dosar muito bem o humor até nesses capítulos, eu acho que ele foi bem certeiro nessa técnica de escrita. Porque é difícil ler um livro de ficção científica e amar ele, né? Porque minha cabeça girou e saiu do lugar várias vezes tentando entender, mas ao menos eu ria bastante. Então equilibra, né?
Uma coisa que me incomodou além das explicações teóricas (culpa minha não do livro) foi que achei o final muito apertado, jogado, como se o autor estivesse exausto e quisesse encerrar aquilo logo. Para vocês terem uma noção, o desfecho só acontece nas últimas 4 páginas do livro, literalmente. Vejam, o pós-desfecho não foi bem trabalhado, tinha margem de trabalhar muita coisa, mas o autor preferiu acabar por ali mesmo e eu fiquei... acabou? Assim mesmo? Será que minha edição não veio com folhas faltando? Entretanto, o livro é muito bom, e se você for de exatas, provavelmente vai ser uma leitura extraordinária.
Vitor 19/07/2016minha estante
tambem fiquei com o sentimento de que meu livro veio com paginas faltando. A historia é boa, mas queremos saber mais do final, infelizmente, o livro nos decepciona nisso.
Gostei muito de sua rezenha(opnião)=D




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Vitor 19/07/2016minha estante
Do que adianta colocar um blog como resenha?




Sheylla 19/02/2015

Eu nunca me diverti tanto lendo um livro antes. Mark Watney se tornou um dos personagens mais engraçados que existem. Ele é um botânico e engenheiro que faz parte da missão Ares 3 de Marte. Durante uma saída de rotina para manutenção em um dos aparelhos uma forte tempestade de areia atinge o acampamento e uma evacuação de emergência tem que ser realizada. Os ventos estão muito fortes e Mark é atingido por uma antena e perde a consciência. Seus companheiros de viagem e sua comandante acreditam que ele tenha morrido no acidente e entram no veículo espacial para sair da órbita de Marte o mais rápido possível.

Por mais incrível que possa parecer, Mark está vivo. E está sozinho em Marte, sem comunicação com Houston o plano agora é permanecer vivo até o pouso do Ares 4, daqui a quatro anos. Ele tem o Hab, que nada mais é que um balão inflável de 92m² que mantem o oxigênio e o suporte a vida, como se ele estivesse dentro de uma nave sem a necessidade de vestir o traje especial. Mark tem suprimentos e vitaminas para sobreviver seis meses, não é o suficiente. Então como bom botânico que é ele decide plantar batatas. Uma quantidade bem grande de batatas para suprir suas necessidades calóricas.

Mark é o rei dos "jeitinhos" e das "gambiarras" e isso faz com que a sua capacidade de sobrevivência aumente a cada nova invenção. E numa dessas ideias geniais ele descobre como tentar contato com a Nasa: reformando uma antiga sonda que esta a alguns quilômetros de distancia de onde o Hab está, é uma viagem longa, mas Mark não tem nada mais interessante pra fazer em Marte mesmo. Ele ainda não sabe mas a Nasa acabou descobrindo que ele está vivo via imagens de satélite que mostram a movimentação e bagunça que ele anda fazendo no solo marciano, montando uma força-tarefa com o propósito de trazer Mark de volta a Terra.

Um Sci-Fi moderno que poderia se passar num futuro muito próximo, já que estamos bem próximos de chegar em Marte para missões humanas. Divertidíssimo apesar de usar alguns termos técnicos, se você não for um químico ou botânico não se preocupe, Mark vai te explicar o que ele está fazendo. Em Novembro estreia o filme estrelado por Matt Damon no papel do nosso querido astronauta, nem preciso dizer o quanto já estou ansiosa, a direção fica por conta de Ridley Scott (Exodus, Gladiador, Prometheus).

site: http://www.loucura-literaria.com/2015/02/resenha-perdido-em-marte-andy-weir.html
Vicente Cândido 20/02/2015minha estante
Boa resenha, mas só uma correção, será o Matt Damon no papel de Mark Watney.




Junior 17/01/2016

O que falar de Perdido em Marte ? ?????
Quando peguei o livro para ler já esperava muitoooo, vi várias resenhas positivas. E já embriagado na narrativa do autor não deu outra. Foi amor a primeira vista.
A princípio pensei que teria dificuldades em ler, pois a narrativa mescla elementos técnicos com uma boa dose de humor. Mas estava completamente enganado. O autor coloca sim termos técnicos e digamos complicados. Alias não sou um astronauta para saber de tais termos kk
Mas ele narra com suavidade, com leveza. Facilitando a leitura ao extremo.
E o que falar do Mark ? Nosso astronauta completamente perdido em Marte ? Impossível não se tornar seu melhor amigo.
Simplesmente amei cada pagina. Super recomendo.
Amanda Ferreira 21/01/2016minha estante
Também amei esse livro




Leo M 20/11/2017

Um conto aleijado...
O livro tem muitas virtudes, mas desagrada na sua visão limitada sobre o aspecto psicológico de um desafio dessa magnitude...

Tenho extrema admiração pela matemática, pela ciência, e pela capacidade do homem em superar obstáculos, entretanto ao ignorar o componente emocional de forma tão sistemática o autor demonstra que desconhece o ser humano na sua característica mais instintiva e emocional..

Ainda assim, apesar de aleijado, é um bom livro infanto-juvenil.
Paiva 09/12/2017minha estante
Só não podemos pensar que, nossa condição psíquica seja igual a do personagem ou de qualquer outra pessoa. Ela pode ter se saído bem, havia muita coisa a se fazer e com a mente ocupada como estava foi suprimindo alguns problemas. Não podemos comparar nossa subjetividade a dele, porque casa um tem a sua. Eu nesse caso com certeza não me sairia bem, mas outras pesssoas se saem. E cada um reage diferente. É um livro no mínimo angustiante e bem elaborado.




25/09/2015

Não que isso pudesse acontecer, mas se eu estivesse perdida em Marte – abandonada, para ser mais precisa – eu desistiria de tudo na mesma hora. O pânico ia tomar conta de mim e preferiria morrer logo do que ficar nessa agonia de luta pela sobrevivência. Não tenho o sangue frio necessário para agir em uma situação dessas, então posso eliminar de cara ser astronauta como uma possível carreira.

Neste livro acompanhamos justamente o que seria essa luta. Um astronauta que devido a uma tempestade de areia acaba sendo levado para longe de seu grupo e é deixado para trás. A partir disso é uma corrida contra tudo o que você possa imaginar. Ele tem que pensar em como se alimentar por um longo período de tempo – Marte não esta aqui do lado, demora mais de um ano para chegar qualquer tipo de provisão – como reaproveitar a água; a questão do oxigênio e a falta de contato com a Terra. Se fosse “só” isso ainda vai, mas ele tem que lidar com azar atrás de azar. Dá a impressão que o autor pesquisou tudo de pior que poderia acontecer em Marte e inseriu no livro.

Para ser sincera, eu achei que ia ser uma coisa meio ao estilo do filme Planeta Vermelho, com umas bizarrices marcianas, mas fui surpreendida. A narração do Mark – o astronauta perdido – é cômica, aliviando a situação em que ele se encontra. Nem parece que ele está sozinho em Marte, parece que se perdeu no shopping ou algo assim. Lida com os problemas conforme eles vão aparecendo, na maior naturalidade.

É explicado detalhadamente cada uma das coisas que ele improvisa nesses momentos de perrengue – ou seja, o tempo todo - e nem vou fingir que entendi essas explicações. Um exemplo da narrativa: “O regulador usa a separação por congelamento para isolar os gases. Quando decide que há oxigênio demais, começa a coletar ar em um tanque e a resfriá-lo até 90 kelvin. Isso liquefaz o oxigênio, mas deixa o nitrogênio, cujo ponto de condensação é 77K, ainda gasoso. Depois, ele armazena o O2”. HEIN? E é 50% do livro assim. É interessante sim, mas tem uma hora que você cansa de se sentir burro - o que começou a me preocupar um pouco - mas aí a narrativa passa para a NASA e temos a visão da reação das pessoas aqui na Terra e tudo o que envolveria trazer uma pessoa de volta. Essa intercalação na narrativa achei fundamental e tornou o livro ainda mais agradável.

Se eu for para Marte algum dia já sei qual livro levar.
appolination 28/09/2015minha estante
Excelente, Sô. Quero conferir!




Alcione 18/05/2017

Perda de tempo
Não valem nem comentários!!!Eca pra plantação de batatas e a chatice das fitas adesivas?Um saco!!Não recomendo!!!
Rafa P. 21/10/2018minha estante
Não li o livro, mas o filme é sensacional , você ja assistiu? A trilha sonora é incrível !




Ricardo Brandes 16/12/2014

Perdido em marte
Para os amantes da ficção científica, a Editora Arqueiro apresenta uma aventura cheia de perigos e desafios de um astronauta Perdido em Marte!

A proposta da obra chama a atenção, pela inovação e criatividade do tema: Após um acidente, astronauta tenta sobreviver no planeta vermelho plantando... Batatas! Sim, o personagem se vira nos 30 para permanecer vivo, e respirando em solo marciano...
Mas... Antes de mais nada, caros leitores, é importante lembrar que há um choque de realidades entre a literatura e realidade na obra em questão. Abalada por fracassos e acidentes nas últimas missões espaciais, a NASA (agência tida como modelo de eficiência e futuro científico) enfrenta agora a pior crise de sua história, com suspensão de seus principais programas e uma grave crise de confiança.
E para tentar amenizar seus problemas, justamente neste cenário de dúvidas e incertezas foi lançado o livro Perdido em Marte, do escritor Norte Americano Andy Weir. Este é seu primeiro livro, que será adaptado para o cinema em uma super produção estrelada por Matt Damon e direção de Ridley Scott. Uma grande história de ficção científica, criada para dar confiança e crédito ao trabalho de quem já não os tem, justificando os milhões de dólares que são mandados para o espaço todos os anos...
Sim, o livro é bem escrito e tem ótimo embasamento científico, graças à experiência e profissionalismo do autor. Algumas boas dicas de cultura, dadas pelo personagem perdido em marte em seus devaneios. E o ponto positivo da obra são as peripécias que o astronauta Mark Watney tem que fazer para sobreviver sem sua equipe. Um verdadeiro MacGyver do espaço, fazendo tudo para se virar em um planeta estranho e inóspito.
Durante a leitura, o leitor acaba percebendo que muitas coisas impossíveis acabam acontecendo, beirando o absurdo na maioria das situações. Toda a agência espacial norte americana (e mundial) é posta à prova, todos os astronautas e equipe são desafiados ao máximo pelo perigoso e tempestivo ambiente marciano.
Mas, o que poderia ser algo positivo, se fosse abordado de forma mais realista, torna-se o principal defeito na obra: o autor toma uma postura chapa branca, justificando a competência e profissionalismo brilhante da equipe da agência espacial norte americana, sempre acaba se ajustando ao tão sonhado modelo de perfeição e inteligência da NASA.
Uma história que poderia surpreender, caso fosse menos direcionada como propaganda ao trabalho da NASA e seus milionários programas espaciais.
PERDIDO EM MARTE torna-se assim um bom passatempo para quem quiser embarcar na história fazendo uma leitura livre e despretensiosa, assim como para quem quiser fazer uma análise leitura mais crítica sobre a eficácia dos programas espaciais de hoje em dia.

Por Ricardo Brandes / Escritor


site: http://www.amoreselivros.com.br/2014/12/perdido-em-marte-andy-weir.html
Márcio Lima 20/01/2015minha estante
Propaganda da NASA? Modelo de perfeição? Você não está exagerando um pouco não? O autor nos apresenta, por exemplo, Annie Montrose, figurinha nada simpática (e ironicamente é a "relações públicas" da NASA). Não me pareceu que ele retocou com maquiagem a NASA e os profissionais que estão por trás dela...




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