Perdido em Marte

Perdido em Marte Andy Weir




Resenhas - Perdido em Marte


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Ricardo 29/04/2015

O resgate da Ficção Científica
Sempre fui um fã de ficção científica mas ultimamente tenho deixado esse gênero de lado pela quantidade de obras nível B, C e abaixo oferecidas pelo mercado. Andy Weir mostra, de maneira magistral, o quê de fato deve-se entender por ficção científica. Uma história empolgante com elementos e fatos científicos colocados de maneira elegante e nos momentos certos. Em Perdido em Marte a ciência e suas soluções são o ponto central. É interessantíssimo ler como Mark Watney (personagem principal) sobrevive em Marte utilizando seus profundos conhecimentos científicos. A escrita é fluida e simples com os fatos científicos sendo exposto em uma linguagem clara e que qualquer um pode entender.
Um livro de grande peso para a ficção científica moderna. Uma luz de esperança para esse gênero literário tão interessante.
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Kênia 02/10/2015

Não é resenha...
É muito Mcgyver pro meu gosto. Apesar de teoricamente possível, tudo foi muito bonito, otimista, certo e com o timing perfeito pro meu gosto... (o cara estava sozinho e ferrado em MARTE!!!) até nos erros e catástrofes. No fim, tive a sensação de um conto de fadas em Marte. Algumas partes engraçadinhas... aliás, tudo muito engraçadinho. Muito Poliana no Jogo do contente...Sei lá.
Kaue 03/10/2015minha estante
Tudo que acontece com o Mark é conveniente, até no azar o cara tinha sorte.




Isadora 14/08/2016

Apenas bom
O livro é bom, mas não é divertidíssimo como li em várias resenhas por aí. Na verdade, eu achei o bom humor do personagem principal por vezes forçado, já que na situação em que ele se encontra, dificilmente uma pessoa conseguiria fazer piada a todo instante.

Watney é um astronauta que acaba sendo acidentalmente abandonado em Marte, durante uma expedição. O livro irá contar como ele tenta sobreviver a essa situação catastrófica. Ficar perdido é ruim. Ficar perdido num planeta sem vida e sem forma de sair, é pior ainda.

Mas, por incrível que pareça, Watney mantém seu bom humor e suas piadinhas por toda a leitura. Marte "tenta" matá-lo à todo instante e nosso querido protagonista sabe tirar o melhor proveito dessas situações. Ele é tão positivo que nada abala ele, vejam só!

Não me convenci nem um pouco com essa alegria eterna dele.

Outra coisa que me impediu de gostar mais da leitura, e me fez pular várias e várias páginas: longas descrições de processos químicos e físicos.

O autor teima em descrever complicadíssimos processos que, para leigos como eu, não fazem sentido algum. Não entendi bulhufas do que Watney fez, por isso me poupei e pulei várias partes. Isso tornou o livro tedioso, não consegui curtir.
Yasmim 27/08/2016minha estante
Faço das suas palavras as minhas! Estou na página 100 e pouco e não aguento mais, é muito entediante!


Adalberto 01/09/2016minha estante
Bom dia, você sabe os conhecimentos físicos relacionados com do filme Perdidos em Marte, quais os assuntos da física envolvido no filme?


Isadora 25/09/2016minha estante
Pois é, eu realmente demorei para terminar pois não entendia nada das descrições.

Não sei dizer sobre os assuntos físicos e químicos do livro. São bem complicadinhos para mim.




Leon' 19/10/2015

a culpa é das estrelas
Abandonei a leitura ainda no primeiro capítulo, a linguagem é péssima. O narrador-personagem é o astronauta perdido em uma situação desesperadora, no entando ele fala e reage às coisas como um adolescente bobão de quinze anos; usa inclusive a expressão "oba!". Não passa empatia nenhuma. O público pra este livro é tratado pior que criança; muito diferente dos bons autores de ficção científica. Passo!
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evaniobauer 23/06/2015

Deliciosa ficção científica!
Quando li a descrição do livro, pensei: "- Caramba, entregaram toda a estória!" Ledo engano. Era só o pano de fundo de uma estória incrível! Muito bem escrito e divertido! Já estou ansioso para ver como será a adaptação pro cinema! Recomendo para quem gosta de ficção científica e suspense!
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Emmanuel 16/11/2014

Repleto de conceitos científicos.
O livro em questão é muito bem embasado na ciência moderna, percebe-se claramente que o autor possui um amplo conhecimento na área mas, isso não é tão importante em um livro de ficção-cientifica. Neste gênero literário as metáforas, as filosofias, os anseios é que são os protagonistas das estorias, em que, os autores brincam com a ciência para nos trazer algo mais significativo e subjetivo. Não é assim em Perdido em Marte, aqui a estoria é simples e direta, sem uma significação por baixo dos panos, gerando uma leitura bastante rápida e lúdica despropositada com conceitos metafísicos existencialistas. Confesso que para mim foi meio "broxante", já que sou avido leitor de C. Clarke e Asimov, não ter um grande questionamento embutido na narrativa mas, tudo bem. O livro em si é para quem gosta de conceitos científicos, algumas vezes abstratos pra quem não é da área, bem embasados na realidade e com um detalhamento espetacular mas é justamente aí onde, pra mim, Andy Weir perde a mão narrativa. Há uma enxurrada de termos e definições, didatismos, conhecimentos em Física e Química, que para mim torna o livro chato e de difícil digestão. A estoria melhora um pouco, do sufoco "elitista inteligente", na metade dele. com a narrativa sendo descrita do ponto de vista das pessoas que ficaram na Terra, assemelhando muito a um thriller de suspense, deixando o sci-fi de lado. No todo é uma boa leitura, com piadas e sacadas maravilhosas, personagens bem construídos e fidedignos, por isso vale a pena lê-lo mas, se prepare para as aulas contidas nele.
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Tamirez | @resenhandosonhos 12/01/2016

Perdido em Marte
Em Perdido em Marte vamos conhecer a história de Mark Watney, um botânico astronauta que faz parte da missão Ares III que partiu para Marte. Após alguns dias no planeta uma grande tempestade de areia se aproxima, sua equipe é obrigada a abandonar a missão e começar o seu retorno de volta à Terra. Porém, antes que ele alcance o veículo que vai os tirar da órbita do planeta, Watney é atingido por uma antena do acampamento que se soltou devido aos fortes ventos.

Com Mark ferido, seu traje perde oxigênio e emite um sinal para seus amigos avisando que seus sinais vitais cessaram, indicando assim sua morte. O resto da equipe imagina que não pode fazer mais nada para ajudá-lo e parte de Marte devastada pela perda do companheiro.

Porém, o que eles não sabem é que Mark teve o rasgo do traje comprimido pelo sangue do ferimento e o manteve oxigenado o suficiente para recuperar a consciência e voltar para o Hab, a residência deles em Marte, e é ai que a verdadeira jornada começa.

Sendo o único ser humano em Marte, ele agora precisa achar uma forma de racionar a comida que tem e ainda sobreviver mais quatro anos até que a próxima missão, a Ares IV, chegue ao planeta vermelho, além de também avisar a Terra que está vivo e também encontrar uma forma de resistir às dificuldades e a solidão.

“A situação não está tão preta quanto parece. Não se engane, ainda estou na merda. Mas não tão atolado.”

Com a história narrada em primeira pessoa do ponto de vista de Mark e com alguns capítulos direto da equipe da Nasa na Terra, vamos acompanhar em modelo de diário a jornada desse astronauta que vai passar por maus bocados, mas sempre de forma divertida e otimista.

Capa e Edição
Eu li o livro em e-book e agora, com o lançamento do filme, estou naquela jornada impossível de achar a edição física com a capa antiga, pois gosto muito mais da original, como já é de praxe. Acho a capa original tudo a ver com a história, com o astronauta flutuando na imensidão vermelha e agora, apesar do Matt Damon ser bem apresentável, achei meio DEMAIS só o carão dele.

Livro x filme
Eu li Perdido em Marte para a estreia do cinema e fui assistir o filme apenas algumas horas depois de ter terminado o livro e digo uma coisa, o filme ficou muito legal. Mas, como toda adaptação cinematográfica, há diferenças e coisas que poderiam ter sido melhores ou piores. Pra mim os principais pontos foram a sobrevivência, o humor e o final.

Me pareceu no filme que Mark não sofreu tanto e por não ter sofrido aparentemente tanto quanto no livro, sua jornada foi mais fácil. E nossa, como ele sofre. E é nesse sofrimento que descobrimos que a palavra que define Perdido em Marte é SOBREVIVÊNCIA. Me parece que a moral da história, que pelas descobertas recentes à data de lançamento do mesmo sobre a existência de água em Marte ganhou um foco diferente do real, é de como nós seres humanos somos capazes de sobreviver frente a muitos obstáculos, independente de quão difícil eles sejam. Mas no filme, parece que faltou uma das cenas mais importantes da história, que é um dos momentos mais perigosos pra Mark em seu caminho até o ponto de chegada da missão ARES IV.

Sobe o humor, acho que algumas piadas só foram entendidas por quem leu o livro. Me vi, por duas ou três vezes, rindo somente na companhia de mais umas 5 pessoas na sala de cinema, e isso me fez perceber que talvez tenha ficado faltando alguns gatilhos para que todo o humor estivesse conciso e funcionasse pra todo mundo. Mesmo assim, a forma como Watney leva tudo na esportiva é um espetáculo a parte e sabemos que é o seu bom humor que faz com que ele sempre mantenha a cabeça erguida. Mais uma lição para levarmos pra vida.

E por último, porém não menos importante, o final. E sim, acreditem, apesar de ter dado cinco estrelas pra Perdido em Marte, acho o final do filme melhor que o final do livro. Ele arremata tudo e faz muito sentido, ao contrário do livro que nos deixa sem uma visão do futuro, o filme nos dá um vislumbre disso e faz com que tudo caia melhor e saibamos que sim, há pelo que seguir em frente. Sobre as mudanças que ocorrem no finalzinho, no último plot, também aprovei, ficou mais emocionante.

Sei que houveram erros em algumas coisas e que alguns especialistas caíram matando, mas sempre é importante levar em consideração que é uma obra de ficção e há muita coisa que somente sendo realmente da área para ser completamente correto e também há o fato de que desconhecemos muito ainda sobre o resto do universo e os demais planetas.

Minha opinião
Já fui palpitando aos poucos enquanto apresentava os tópicos e acho que o mais interessante sobre essa história é a forma como o autor conseguiu transformar algo que era uma completa tragédia, em algo divertido. Porque a quem queremos enganar? O CARA FOI ABANDONADO EM MARTE. Não tem o que comer, não tem como falar com a terra e não tem como fabricar comida suficiente. Então, se você analisar bem, é só tragédia e dificuldade, mas o livro é engraçado, o Mark é perseverante e bem humorado e isso dá uma alegria imensa ao leitor.

Outra coisa que não pode ser ignorada são todas as referências a musica disco, seriados clássicos, livros, e cultura pop. Quando eles foram na missão puderam levar um pen drive com coisas que quisessem ter para passar o tempo de folga e cada tripulante escolheu algo ao seu gosto. Porém, como saíram as pressas de Marte, deixaram isso pra trás, e Mark que ia ficar muito tempo lá esperando a vida passar, só tinha o conteúdo desses pen drives como fonte de entretenimento, o que nos rendeu boas risadas e ótimos comentários.

E é claro que não posso deixar de mencionar que ele não tem papas na língua, o que torna tudo ainda mais cômico. Ele fala tudo, mesmo quando passa a ser “ouvido”, e isso se mostra mais um adendo super bacana à personalidade desse protagonista tão cativante.

“É, isso mesmo, Marte, vou mijar e cagar em você. É a minha resposta às suas tentativas de me matar.”

E quem iria sobreviver a dois anos comendo batatas? Nossa, eu com toda a certeza não iria. Mas é claro que eu também nem saberia COMO plantar batatas, então certamente ia morrer ao fim dos 100 dias, quando a comida racionada da tripulação acabasse. E olha, nem os cálculos químicos loucos que ele faz pra descobrir como fazer água ou oxigênio me incomodaram. Eu realmente gostei desse livro e dei 5 estrelas para ele lá no Skoob.

Então, se você curte ficção científica e está buscando uma história com um quê maior e ao mesmo tempo divertida, vá de Perdido em Marte, pois tanto o livro como o filme estão ótimos.

site: http://resenhandosonhos.com/perdido-em-marte-andy-weir/
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Kely Cássia 19/09/2015

Mark Watney é um astronauta que faz parte da Ares 3, a 3ª missão tripulada à Marte da história da humanidade. Tudo corria bem, até que no 6º dia marciano da missão, fortíssimas rajadas de vento causam uma tempestade de areia que os obrigam a abortar a missão. Os outros 5 astronautas conseguem chegar ao veículo que os trará de volta à Terra, mas Mark sofre um acidente e é deixado para trás pela tripulação (que fica abalada), com o legado do primeiro homem a morrer no Planeta Vermelho.
O que seus colegas não sabem, é que, apesar de Mark realmente ter se ferido, ele ainda está vivo, e a partir desse momento começa uma dura batalha pela vida, em um ambiente hinóspito, com água e comida que não seriam suficientes até a chegada de um futuro resgate.
Sem comunicação com a Terra, Mark luta pela sobrivência com a ajuda de suas especialidades em botânica e engenharia mecânica. Mas só isso não é necessário, e com muita garra, inteligência, esperança, paciência e doses de humor, Watney faz de tudo para poder voltar vivo ao planeta natal.
O livro nos leva em uma viagem incrível a um ambiente totalmente novo, mas que realmente existe: um outro planeta. Embasada em conceitos científicos reais, a história consegue nos deixar interessados em saber mais sobre Marte, e sobre outros lugares do espaço, sem ser uma leitura pesada e díficil.
O livro, em boa parte, é uma espécie de diário de viagem de Mark, e todos os problemas e soluções são explicados. A química, física, toda a ciência presente do livro, que era para ser chata, fica ótima de ler, conseguindo com que até os mais leigos entendam o que está acontecendo.
O astronauta não fala muito da família, e parece que ele não tem muitos sentimentos, mas, ou ele simplesmente não relatou no diário o que estava sentindo, ou sua preocupação em sobriver era tão grande, tantas coisas a se pensar para não morrer, que não há espaço em sua cabeça para esse tipo de emoção.
Mas, de qualquer forma, o livro de prende do começo ao fim, e vale muito a pena ser lido.
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Neto 25/03/2015

Um livro bastante técnico e convincente
O livro conta a história de sobrevivência de Mark Watney, personagem bastante engraçado e otimista, que precisa encontrar uma maneira de sobreviver em Marte (sem spoilers). :)

A história é escrita sob dois pontos de vista. Iniciamos o livro com o Diário de Bordo de Mark, já em Marte, onde ele escreve sobre sua missão de sobrevivência. Confesso que chega a ser um pouco chata toda a descrição científica sobre como criar água, oxigênio, gás carbônico, etc..., mas não tira o brilhantismo do livro. Os detalhes químicos trazidos no livro apenas me mostrou como sou ignorante nessa matéria.

Logo depois, somos apresentados à situação na Terra. Vemos como as pessoas da Nasa estão lidando com a situação de Mark. Dai em diante, a história desensolve-se rapidamente.

Poderia ser um ponto negativo o humor do astronauta durante praticamente todo o livro, levando em consideração sua situação, que, como ele mesmo diz: "Estou ferrado. Essa é a minha opinião abalizada. Ferrado.", nas primeiras linhas do livro. Acredito que esse é um ponto forte do personagem. Não se deixa abater, apesar das adversidades. Lembrando ainda que nem todos os "dias", há um registro no Diário de Bordo, então talvez os "dias" em que não houve registro, o seu humor não estivesse dos melhores...

O livro é bastante intrigante, trazendo esse inteligente personagem que precisa lidar com diversos desafios para sobreviver. Recomendo!
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Marcella.Martha 03/09/2015

Divertidinho, mas só
Perdido em Marte narra a história de Mark Watney, um astronauta que é dado como morto durante uma operação mal-sucedida em Marte e acaba sendo deixado para trás depois que o restante da tripulação faz uma saída de emergência do planeta. Obviamente, ele não morreu. O problema é que todos os sistemas de comunicação que ele tinha disponíveis ou foram destruídos pela tempestade de areia que acabou com a missão, ou foram levados embora pela tripulação na fuga. Ele está vivo, mas incomunicável e com meios de sobrevivência muito limitados. O livro explora então as aventuras de Mark tentando sobreviver ao mesmo tempo em que se esforça pra conseguir um jeito de fazer a Terra descobrir que ele não morreu.

Perdido em Marte virou uma mega super-produção de Hollywood, com Matt Damon no papel principal, que chega aos cinemas em outubro. Diante disso e de todas as críticas cinco estrelas, comprei o livro para ler antes do filme sair no cinema. Eis o que eu achei.

O que eu gostei em Perdido em Marte: percebe-se que o autor realmente entende do assunto. São altas explicações super complexas sobre coisas complicadíssimas. E, apesar de boa parte ter passado por mim com um Mas hein?, porque, afinal de contas, eu não sou cientista, fiquei curiosa sobre o quanto daquele cientifiquês ali era verdadeiro e me surpreendi ao descobrir que quase tudo. O autor tomou algumas liberdades aqui e ali, mas fez uma pesquisa ultra aprofundada e inclusive desenhou um programa próprio para dar realidade a todos os cálculos.

Eu não tenho a menor ideia, mas fiquei com a sensação de que viagens à Marte podem acontecer exatamente como narradas no livro, e esse é um talento que eu tenho que reconhecer. Acho que nem a Nasa conseguiria escrever um relato tão aparentemente realista, pelo menos para a multidão de leigos por aí. O grande "vilão" da história, se é que existe um, é justamente o planeta. A história basicamente se desenvolve nisso: a guerra entre a inteligência de um homem muito bem treinado e um planeta totalmente averso à gentilezas para com a vida, de qualquer tipo que seja. É bom variar um pouco da norma mocinho x bandido.

Outra coisa que eu gostei foi o bom humor do personagem principal, que conseguiu se manter frio e calculista o suficiente para raciocinar em como sobreviver nas situações mais absurdas possíveis. Não que eu ache que isso seja de forma alguma realista (que ser humano não ficaria totalmente desesperado depois de ser largado em Marte?), mas pelo menos me deu um insight na vida de um astronauta e olha... Meus parabéns, astronautas.


O que eu não gostei em Perdido em Marte: Esperava muito mais depois de ouvir tanta coisa maravilhosa. O livro tem seus momentos de clímax que até são interessantinhos, mas não achei nada de espetacular. O excesso de cientifiquês me deixou divagando em várias horas. Os diários de bordo do Mark foram, pra mim, as partes mais chatas. Alguns eram até bons, outros eram simplesmente um monte de blah blah blah, eu vou fazer isso, vou fazer aquilo... Depois de um tempo, meio que encheu o saco.

Eu entendo que existe uma dificuldade óbvia de se desenvolver personagens aqui nessa história, porque a) o cara está sozinho em Marte, sem comunicação com a Terra durante a maior parte do tempo; b) ele está obviamente mais preocupado em sobreviver do que qualquer coisa; c) o livro foi escrito de forma a se focar nos diários de bordo do cara, que obviamente são apenas uma amostra pequena do que ele realmente estava fazendo/pensando durante o tempo em que esteve largado em Marte. Mas fico pensando: o cara está abandonado em um planeta inabitável e a primeira ideia que tem é de que provavelmente vai morrer. Não passa pela cabeça dele em hora alguma refletir sobre o passado? Sobre as pessoas? Sobre a família? Ele não tem sentimentos enquanto ser humano, somente enquanto cientista maluco? A única coisa que se sabe sobre Mark Watney é que ele é muito inteligente e muito sarcástico. E acho isso bem pouco pra um livro de 335 páginas que é a versão escrita de um Big Brother marciano. Não só o Mark, como todos os outros personagens são super rasos, e o pouco de insight que o autor tenta dar a eles falha miseravelmente (na minha singela opinião). É uma coisa bem basicona. Nessa hora, eu percebi que, de fato, o Andy Weir é um entusiasta da ciência e da astrofísica, mas provavelmente não das relações sociais (o que eu IMAGINO que seja uma parte ultra importante na vida de astronautas que supostamente iriam passar mais de um ano atochados juntos em locais super pequenos).

Faço uma mea culpa e admito aqui que talvez o problema seja o meu gosto pessoal e não o livro. É inteiramente possível que eu só não curta muito esse tipo de narrativa, apesar de reconhecer que o cara tem talento para o que ele se propôs a fazer. Eu só estava esperando mais, diante de tudo o que ouvi falar.

Três estrelas, vai.
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Giancarlo 21/12/2014

Perdido em Marte – Andy Weir
Finalmente uma boa obra de clássica ficção científica. Não lembro a última vez que li algo tão empolgante em ficção científica.

O único dano foi (talvez o maior pecado do autor) tenha sido situar a história numa data muito futura se comparado aos aparelhos e os recursos tecnológicos que os personagens utilizam. Falar em celular, utilizar tablets e Palmtops, além da transmissão limitada entre a Terra e Marte nos situa no tempo presente ou, no máximo 10, talvez 20 anos no futuro. Não acredito que isso tudo existirá quando o homem puder realizar missões tripuladas ao planeta vermelho, principalmente quando se tratarem de viagens no estilo “ônibus espacial”.

Apesar disso, a obra é excelente. Ele pode parecer meio chato no início quando começa explicar como transformar CO2 em H2 e depois em O2 e coisas do tipo, mas o autor afirma que os modelos apresentados no enredo são cientificamente comprovados, possíveis. O que realmente nos prende, é o drama do astronauta dado como morto e sua impressionante capacidade de adaptação a um ambiente hostil, sem qualquer comunicação com a Terra. Cada dia acontece uma tragédia e seus cálculos para racionar comida e produzir comida são deprimentes, mas reais. Aprende-se bastante com o lado prático do livro, mas o astronauta Watney tem tudo para se transformar num personagem de Hollywood. Quem sabe algum dia alguém diga: “Finalmente um bom roteiro de ficção científica que dará um ótimo filme de ficção cientifica.”

Uma leitura empolgante para fãs desse gênero literário.
Amadeu 18/01/2015minha estante
Concordo foi muito empolgante esta aventura.

uma hard scifi com boas doses de humor.




Guilherme 31/07/2015

Resenha sobre Perdido em Marte, de Andy Weir.
Perdido em Marte conta a história de Mark Watney. Integrante da expedição Ares 3 de exploração à Marte o astronauta torna-se a única vítima de um acidente provocado por uma tempestade de areia. Com a missão abortada, os demais tripulantes fogem apressados do planeta, pensando que Watney jazia morto e deixando-o para trás. Eis então a luta do astronauta para sobreviver sozinho em Marte.

A maior parte do livro é narrada em primeira pessoa, através do diário de bordo de Watney. É onde o astronauta, especializado em engenharia mecânica e botânica, descreve detalhadamente como modifica o ambiente, improvisa diversas artimanhas e elabora planos e análises mirabolantes para permanecer vivo no planeta.

A qualidade técnica do livro é inquestionável. Andy Weir, autor, apresenta conceitos científicos extremamente precisos. A obra é verdadeira representante do gênero hard de sci-fi e não só exibe um rigor científico como nos traz uma história bem realista, com acontecimentos críveis e possíveis.

É um pesar, porém, que essa qualidade técnica me pareceu ser a única parte realmente excelente na obra que tinha uma premissa tão boa para ser explorada.

Ao longo de toda permanência de Watney em Marte, a maior parte do que o protagonista nos conta se resume a descrições, em seu diário de bordo, de seus cálculos e planos de sobrevivência acompanhados de algumas piadas (nem sempre engraçadas e, às vezes, até infantis). Embora toda a essência técnica e científica seja a “pedra de toque” em se tratando de uma hard-scifi, em alguns momentos o livro parecia mais um manual de sobrevivência em Marte do que realmente uma história de um sobrevivente em Marte.

Mark Watney é frio e calculista como talvez um astronauta tenha que ser, principalmente em situações como a que se encontra, mas cheguei a pensar se Watney não tinha família ou se se importava com ela (se me lembro, apenas uma ou duas vezes ele pensa nos familiares). Seu foco no problema é de causar inveja, mas também estranhamento. A premissa de estar sozinho no planeta por tanto tempo permitia um forte potencial dramático e um personagem cada vez mais instigante conforme lidaria com sua situação. O autor, entretanto, não se preocupou em desenvolver muito esses dois pontos.

A história talvez pudesse ter refletido com maior profundidade a condição de Watney como único homem em um planeta. O caminho que o autor seguiu foi mais aventuresco e divertido, com vários momentos de expectativa e tensão acerca da sobrevivência de Watney. Não aponto isto como um problema da obra, eis que era a intenção do autor dar um teor leve à história, ao invés de algo mais profundo ou reflexivo, o que funciona bem, mas confesso ter frustrado um pouco minhas expectativas neste ponto.

No transcorrer da história, o livro até tenta passar uma moral um tanto cafona e superficial de que o ser humano, acima de tudo, é altruísta por natureza, fazendo de tudo que tiver ao seu alcance para ajudar o próximo. Ao mesmo tempo, discute brandamente o dilema de arriscar diversas vidas em prol de apenas uma. Algo parecido com o apresentado no filme O Resgate do Soldado Ryan, que, por curiosidade (inútil), tinha como protagonista Matt Damon, mesmo ator que viverá o astronauta Mark Watney nos cinemas. Mas nenhuma dessas questões é realmente desenvolvida ou levada a sério.

Reconheço que não posso julgar a obra pelo que eu queria que ela fosse. Andy Weir tinha uma proposta clara para sua história que foi cumprida: um livro, acima de tudo, com um exuberante rigor técnico e científico, sem se preocupar demasiadamente com a evolução dos personagens ou do enredo, mas sim com a ação e as resoluções de problemas por Watney. Nesse sentido, daria, pelo menos, 3 estrelas. Mas ao atribuir a nota para Perdido em Marte, não tenho como descartar impressões subjetivas, o que me faz dar apenas 2 estrelas.
Marcola 11/01/2016minha estante
Adorei o filme. Já viu?


Guilherme 11/01/2016minha estante
Vi sim, Marcola. e gostei. Confesso que achei o filme melhor que o livro, haha.


Marcola 11/01/2016minha estante
Viu ou leu primeiro? Altas resenha !!!!


Guilherme 11/01/2016minha estante
Eu li o livro antes. A vantagem do filme é que não precisei ler páginas e páginas de cálculos físicos, químicos, biológicos... Por isso acabei me divertindo mais com o filme.




Rosângela 25/03/2017

Fácil demais, nada realístico
Perdido em marte é ridículo, o cara tem solução pra tudo que é coisa que acontece com ele, perdendo toda a relevância do livro, se o cara tivesse câncer no livro, duas páginas depois ele já havia se curado comendo arreia de marte, ridiculo pra carai

darei uma estrela em homenagem ao lixo chamado Matt damon
Taverna do Pergaminho 29/03/2017minha estante
Finalmente alguém que também achou isso kkk Não entendo ate hoje como que essa historia ganhou tanto marketing positivo. Depois se quiser e puder da uma lida no que eu escrevi sobre também rs..esta ai em cima da sua :)




Gilson 09/01/2015

Se ele tentasse ser mais azarado, não conseguiria.
Encontrei o livro em um catálogo de uma revista, fazia menos de uma semana que ele tinha sido lançado no Brasil, ao ler a sinopse me interessei, e ao começar o livro não consegui mais parar.
O personagem de perdido em marte, é extremamente engraçado, continua com a cabeça no lugar mesmo com sua situação nada favorável, além de ser bondoso e não culpar ninguém pelo que aconteceu com ele. No livro Mark Watney não tem nenhuma sorte e sofre todo o tipo de imprevisto possível, e para resolver isso ele usa uma mistura de métodos extremamente científicos e muita (muuuita) gambiarra.
Um ponto positivo no livro, é que ele atende a todos os públicos, mesmo aqueles que não gostam muito de ciência, tem uma ótima história para acompanhar pois as explicações não são o principal do livro, e é perfeitamente possível entender o que o personagem pretende fazer, e para aqueles que gostam muito de ciência, também têm um ótimo livro em mãos. A aventura do personagem também é fascinante e deixa os leitores muito vidrados na história, Mark ultrapassa diversos obstáculos e imprevistos que deixam os leitores curiosos para saber como ele escapará.
O livro possui frases e passagens incríveis, algumas filosóficas mas em sua maioria cômicas (algumas me fizeram gargalhar por muito tempo), a leitura é fluida e ao acaba-la você fica com aquele "gosto de quero mais".
Recomendo muito a leitura, é fascinante.
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Thiago 04/09/2015

CALMA AE, NÃO TEM CRISE??
Eu comecei a ler por conta do filme com o Matt Damon que está prestes a estrear. O que achei? É legalzinho, apenas isso. Cara, eu sou de humanas (e um entusiasta da hard science pop) e fiquei bem incomodado com o diário de bordo cheio de especificações técnicas detalhadas de cada procedimento realizado (sério?). QUE SACO. Sem contar as piadinhas a todo momento. Sério, o único ser vivo em um planeta totalmente deserto, com esperanças remotas de sobrevivência, com todo tempo ocioso, e não bate nem uma crise existencial?(sério??) Me incomoda que o Mark Watney do inicio do livro é mesmo no fim. Nenhuma transformação emocional, nenhum desvio de caráter, nenhuma pirada na batatatinha (serio???). Ele se manteve como um blogueiro engraçadinho o TEMPO TODO. Enfim, gostei da historia e tal, mas desejei a morte do Watney dezenas de vezes só pra ele parar de escrever seu diário
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