O Desafio de Ferro (The Iron Trial)

O Desafio de Ferro (The Iron Trial) Cassandra Clare
Holly Black




Resenhas - O Desafio de Ferro


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MiCandeloro 22/09/2014

Magicamente fantástico!
Há alguns anos, Sarah Hunt morreu no Massacre Gelado, junto com tantos outros magos, sem ter tido a mínima chance de salvar a si mesma ou ao seu bebê, Callum. O Inimigo da Morte trapaceou. Ao invés de encarar os campos de batalha, lutando contra a garota Makar, a escolhida da comunidade, decidiu atacar a caverna, onde se escondiam os velhos, as crianças e mulheres. Assim, impiedosamente, exterminou de uma só vez qualquer possibilidade de ser ameaçado em um futuro próximo, tornando-se, assim, o último dos Makaris.

Alastair, quando se deparou com a chacina a sua frente, só conseguia pensar na esposa e no filho. Quando encontrou Callum vivo, caído e protegido embaixo do braço de seu cunhado morto, com uma das pernas estraçalhadas, prometeu a si mesmo que o criaria com a lembrança do quanto Sarah havia sido corajosa. Mas seu alívio durou pouco, até se deparar com a mensagem escrita pela esposa antes de dar seu último suspiro. Nas paredes de gelo, marcas feitas com a lâmina de um punhal formavam as seguintes palavras: "Mate a criança."

Call cresceu e, aos doze anos, era um menino franzino, de cabelos negros arrepiados, uma perna torta, cheia de pinos, que mal sustentava seu peso, e tinha muita raiva no coração. Alastair o ensinou a temer e a odiar a magia, afinal, fora por causa dela que sua mãe havia morrido. Call aprendeu que os magos eram maus, traiçoeiros, e que não mediriam esforços para matar seus semelhantes. Por causa disso, Call nunca foi autorizado ou ensinado a usar magia, desconhecendo a energia pulsante que surgia dentro de si.

Mas o tão temido dia para a família Hunt havia chegado. Call foi convocado para participar do Desafio de Ferro. Lá, suas habilidades mágicas seriam testadas e, de acordo com as notas recebidas, ele poderia ser escolhido para ser aprendiz de algum mago e estudar no Magisterium. Mas Call não queria ir, e Alastair havia instruído o filho a falhar nos testes. Call não podia de forma alguma ser admitido na escola para magos.

Contrariando todas as hipóteses lógicas, Call foi selecionado pelo Mestre Rufus a integrar a sua turma, juntamente com Tamara e Aaron. Alastair entrou em pânico e tentou fugir com Call, causando o maior alvoroço no recinto. Mas um aprendiz não podia recusar o seu chamado, e Call foi obrigado a seguir para o Magisterium, uma escola sinistra que ficava embaixo da terra, em túneis subterrâneos. Call temia pela sua vida e só pensava numa forma de escapar.

Porém, para a sua surpresa, Call nunca imaginou que pudesse se sentir em casa e ser aceito num local tão estranho. A vida todo foi desprezado e sofreu bullying no seu antigo colégio, porém, ali, Call descobriu o real significado da amizade e da cumplicidade, e percebeu que, mesmo com a sua perna defeituosa, podia se destacar e ser tão bom em toda tarefa quanto qualquer outro estudante. Call passou a duvidar de tudo que seu pai havia lhe contado até então. O que podia ser assim tão perigoso?

Mal sabia que o Inimigo espreitava o Magisterium, esperando a menor brecha para atacar. Enquanto os Mestres ansiavam por descobrir um novo Makari, a única esperança de derrotar o Inimigo da Morte e conter os Dominados pelo Caos, a voz de Alastair martelava na cabeça de Call dizendo "fuja", "você não sabe quem é."

Call só tinha certeza de uma coisa: A água quer fluir, (...) O ar quer se erguer. A terra quer unir. O caos quer devorar. Call quer viver."

Querem saber o que vai acontecer? Então leiam.

***

Desde que soube deste lançamento, fiquei histérica para lê-lo, afinal, não esperava nada menos do que "perfeição" de uma obra escrita em coautoria por Holly Black e Cassandra Clare. De início, devo confessar, me senti levemente incomodada por achar a trama parecida com Harry Potter. Fiquei tentando captar semelhanças entre personagens e enredo e claro, encontrei algumas, afinal, Magisterium também fala sobre uma escola de magia, um inimigo e um trio de amigos em que um deles se destaca por seu heroísmo, mas as similitudes terminam por aí.

Como nunca li nada da Cassandra, muitas vezes até me esquecia de que Magisterium também tinha sido escrito por ela, principalmente, pelo texto me lembrar tanto de Boneca de Ossos, de Holly Black. Fiquei tão feliz de reconhecer a escrita de uma das minhas autoras favoritas e de me recuperar da decepção de A Menina mais fria de Coldtown, que rapidamente fui tragada pela viciante trama, narrada em terceira pessoa.

Adorei o mundo mágico criado pelas autoras. Aqui, os magos não usam varinhas, nem sussurram feitiços. Em Magisterium eles aprendem a dominar os elementais e a controlar o poder que possuem dentro de si. As aulas não são em grandes turmas, e as tarefas não seguem um padrão de aprendizado. Nós podemos testemunhar tanto semanas angustiantes em que os aprendizes ficam separando grãos de areia por cor, apenas com o poder da mente, quanto momentos em que tentam se equilibrar em um tronco de árvore, dentro de um pântano, conjurando bolas de fogo. Digamos que as lições são muito mais emocionantes e perigosas. Sem contar que a escola têm as suas próprias regras, e sua maior finalidade, na verdade, é preparar os magos para que eles não se tornem uma ameaça a sociedade por não saberem utilizarem a sua magia.

Sei de algumas amigas que gostaram do livro, mas que não se apaixonaram como eu. Bom, eu amo bruxaria, e este já foi um fator primordial para eu gostar da obra. Mas, além disso, me encantei pelos personagens, crianças de doze anos que lembraram muito a mim mesma, numa fase tão delicada da vida, lutando para serem aceitas e tentando lidar com as suas verdadeiras essências.

Callum é um menino sarcástico, sem papas na língua, algumas vezes agressivo e com uma raiva incontida dentro do peito. Mesmo sem querer, ele acaba afastando as pessoas de si, já que esta foi a forma que aprendeu a se defender do mundo. Entretanto, no Magisterium, ele terá que aprender a confiar nos outros, mas, principalmente, a confiar no seu potencial. Achei lindo acompanhar o amadurecimento do garoto e a reviravolta que deu na história.

Tamara também me conquistou. Ela cresceu vivendo sob aparências, mantendo uma postura rígida, fria e distante, completamente diferente de sua natureza e, no fim, suas atitudes foram postas à prova, fazendo-a dar valor ao que realmente importa. Aaron não me chamou tanta atenção. Para mim ele foi meio apagado no enredo, apesar de ter um papel de grande destaque.

Magisterium terminou respondendo algumas das nossas perguntas, mas nos deixando com ainda mais dúvidas, ansiando pela continuação. Sinceramente, não acredito que aquele desfecho seja real. Para mim, as autoras estão tentando nos confundir e nos enganar e eu mesma criei as minhas próprias teorias e espero estar certa.. kkkk

Enfim, O Desafio de Ferro não é apenas um livro bem escrito, de leitura fluida e viciante, cheio de magia e com uma história que irá arrebatá-los, desejando por mais. Magisterium também é um lembrete de que o bem e o mal habitam dentro de cada um de nós, mas não nos dominam. Apenas nós podemos decidir quem queremos ser e qual caminho iremos seguir.

O Desafio de Ferro é o primeiro dos cinco livros dessa série incrível, perfeito para aqueles que são apaixonados por livros de fantasia.

Resenha originalmente publicada em: http://www.recantodami.com/2014/09/resenha-o-desafio-de-ferro.html
Duda 02/12/2014minha estante
eu amei a sua resenha, estou louca pra ler esse livro! Eu também amo bruxaria, e AMO os livros da Cassandra Clare mas eu nunca li nenhum da Holly Black, já vou procuarar alguns...
Você me deixou muito ansiosa pra ler esse livro!

bjs Duda


andressa.bedran 29/12/2014minha estante
Terminei hoje de ler o livro, achei muito viciante..
Quando soube que ainda não tinha o segundo eu meio que pirei, literalmente. A reviravolta que tem sobre o Callum ser aquela tal pessoa ((Tentando não dar spoiler kk)) eu fiquei de boca aberta, Callum não tem nenhuma semelhança aparente com o Inimigo da Morte.. E Aaron ser um Makar? Numca imaginei... As autoras querem nos matar só pode! Principalmente com o aviso do pai, e o suspense que elas deixam sobre o pai conhecer ou não o Inimigo, ou por que não matou a criança etc.. Prevejo que este livro vai ser de grande sucesso!


Andi 05/02/2015minha estante
(COMENTÁRIO COM SPOILER SOBRE O FINAL!!!) MEU na boa A Cassandra Claire sempre propõe coisas inovadoras não? Fiquei incomodado desde o momento q o Aaron virou o Makar da nova geração. Minha pulga atras do orelha dizia q o Call tbm era um Makar. Não abri mão dessa dedução em momento algum, pois que outra explicação haveria pra mãe do cara ter escrito "mate a criança?" . Deveria ter alguma coisa beeem dark na parada rs. Mas essa de o Inimigo da Morte ter entrado na criança e de ter supostamente matado a alma do Call Hunt e colocado a dele no lugar me deixou surpreso pra caralho! (Achei q isso foi mais influencia da Cassandra Clare q da Holly Black, isso foi mais parecido com Shadow hunters pra mim do q The curse workers trilogia da Holly q já li.)


Stéfane 16/03/2015minha estante
Esse livro é incrível, estou começando a ler e ele já me prendeu!!


Rafa 27/05/2015minha estante
Esse livro é otimo,ele é super viciante e surpreendente...




Erica 31/03/2021

Bom
Quem gosta de Harry Potter vai amar, já que lembra muito a saga (3 amigos, "bruxos", escola de magia). O livro vai ficando mais interessante lá do meio pro final, mas no geral é muito divertido e criativo.
Tete 31/03/2021minha estante
aaa, eu tenho esse livro há anos mas eu nunca li, agora que eu li a sua resenha eu fiquei interessada




Queria Estar Lendo 31/12/2014

Resenha: Magisterium
Mais uma leitura maravilhosa que eu tive a alegria de terminar! Claro que, se tratando da Cassandra e da Holly, eu já não tinha dúvidas de que seria legal, só não sabia que seria TÃO LEGAL! Com feels de Harry Potter e Percy Jackson, mas uma escrita menos infantil do que o esperado, Magisterium se mostrou uma das melhores leituras deste ano que está chegando ao fim.

Call Hunt não queria participar do Desafio de Ferro. Ele foi criado para odiar magos e para temê-los, porque eles são maus e se você se envolver com eles, vai morrer na certa. Quando acontece dele ser aprovado no Magisterium, apesar de todas as chances estarem contra ele, Call fica indeciso entre achar aquilo ruim ou resolver se acostumar com a escola. Até porque lá não é tão péssimo quanto ele tinha achado que seria. Conforme o tempo passa e os ensinamentos evoluem, Callum começa a perceber que o mundo mágico não é tão errado quanto seu pai havia lhe ensinado - mas nem tudo são flores, e, quanto mais adentra naquele universo e mais segredos descobre, mais Call percebe que os avisos do pai tinham um quê de verdade. Estar no Magisterium é perigoso, e o que o espera fora dele também.

"A água quer fluir.", Call refletiu consigo. "O ar quer se erguer. A terra quer unir. O caos quer devorar. Call quer viver."

Queria TANTO poder falar mais da história, mas não posso porquê, assim como eu, quero ver vocês tendo as surpresas conforme chegam nelas. Porque ô livrinho cheio de reviravoltas inesperadas! Eu já devia saber, tendo a Cassie por trás dele, que mindfucks viriam, mas um deles, UM DELES ME EXPLODIU O CÉREBRO DE TODAS AS MANEIRAS POSSÍVEIS! Bem lá pro final do livro eu fiquei parada uns cinco minutos olhando pra frase final do capítulo porque WHAT THE FUUUUUUUUUCK, COMO EU NÃO VI ISSO SE APROXIMANDO?!

"- Você não precisa correr. Aqui eles o ensinarão a lutar. E, acredite em mim, você vai ser bom nisso."

Os personagens foram muitíssimo agradáveis logo de cara, o que eu adorei! Eu esperava pessoas mais caricatas, para ser sincera, mas Cassie e Holly me surpreenderam novamente. Call, o protagonista, com quem a gente segue a história, é bastante recluso e inquieto no começo da trama. Também bastante mal humorado e arisco, já que Magisterium, pra ele, significa morte. Quando começa a viver lá e entender que ei, talvez seu pai não estivesse certo sobre aquilo, Call passa a baixar mais a guarda, principalmente com seus colegas de estudos - Aaron e Tamara. O primeiro, mais quietinho, mas absolutamente simpático e preocupado, e Tamara mais parecida com o Call no sentido de "se você discutir comigo, vou bater de frente até alguém desistir - e esse alguém não vai ser eu". Ela também é séria por causa da família, sendo filha de magos fodões lá no conselho do Magisterium e tendo uma irmã exemplar no colégio. Quando com Call e Aaron, no entanto, ao passar das semanas, Tamara vai se soltando e se mostrando uma grande amiga.

"- Quer dizer, que raio de nome é esse para um lago que ajuda a fabricar armas? Deveria se chamar Lago Assassino. Ou Tanque das Facadas. Ou, quem sabe, Poço do Homicídio.
- É - disse Tamara, seca. - E a gente podia começar a chamar você de Mestre Óbvio."

E a amizade deles é tão fofa! Me deu feels de Percy/Annabeth/Grover e do trio maravilha de Harry Potter, sim, mas também foi algo único. Porque Cassie e Holly trabalharam os personagens tão bem que o clichê de "olha, um trio de crianças protagonizando uma história com magia" não existiu.

E VAMOS FALAR SOBRE A HISTÓRIA PORQUE HOLY MOTHER DOS MINDFUCKS! Eu não me surpreendia assim com uma leitura fazia TEMPO! E não, nenhuma teoria minha - e gente, eu tinha MUITAS - se revelou a verdade bombástica lá do fim do livro. Talvez alguém tenha descoberto antes, mas eu, em minha infinita ignorância, só consegui ficar encarando o livro por longos minutos e pensando MEU DEUS, A TRETA DOS PRÓXIMOS VAI SER FEIA! Porque não tem como aquilo não resultar em algo muito tenso. Não tem como as consequências das escolhas do Call não ferrarem com tudo - apesar de eu apoiar ele porque foi a decisão mais sensata.

"As cicatrizes eram uma novidade, mas a máscara lhe era familiar. Call a vira antes em fotografias. Ouvira a descrição. Uma máscara utilizada para cobrir as marcas de uma explosão que quase matou aquele que a usava. Uma máscara utilizada para impor o medo. Uma máscara utilizada pelo Inimigo da Morte."

Outros personagens pelos quais me apaixonei foram o Mestre Rufus, lindo querido e sério. Ele é o responsável por treinar o trio de protagonistas lá em Magisterium - e também o responsável por ajudar o Call a acreditar mais em si mesmo, já que Rufus escolheu o guri para ser seu aprendiz acima de todas as expectativas do pessoal. ADORO MUITO ELE, espero grandes coisas vindo para o personagem nos próximos livros (um ship, por favor? Seria pedir demais? CASSIE?).

Célia é o provável par romântico do Call, e ela é bem fofa. MAS eu senti uma química entre ele e a Tamara, espero estar certa. Seria um ship mais fofo. E POR FAVOR, QUAL A PROBABILIDADE DE CALL/AARON ACONTECER? PORQUE ELES SÃO MEU OTP! MEU BROTP! MEU TUDO! I SHIP IT!

Por fim o Alastair, que apareceu bem pouco, mas foi casteado pelas autoras como o Richard Armitage e eu totalmente vi ele no personagem e não pude me impedir de fangirlizar. Sem falar que ele é todo sofredor e solitário e eu quero mais dele nos próximos livros!

O segundo volume ainda não tem previsão de lançamento, pelo que eu pesquisei, o que significa que vai doer esperar por ele. Como sempre acontece quando se trata de um livro da Cassandra. Gloriosa Cassandra, rainha da dor. Prevejo grandes e inesperadas tretas chegando e estou com medo por todos os personagens que eu amei, e até pelos que eu não amo.
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percyjstan 01/03/2021

livro bom, injustiçado!
o livro começa deixando o leitor com uma enorme pergunta, um mistério no ar. apesar de ter achado ele meio enrolado em boa parte, o final é extremamente surpreendente, eu estava com várias teorias achando que tava sacando tudo e levei OS TOMBOS! vc fica literalmente ?????? e se perguntando o que acontecerá a seguir. vou começar o segundo JÁ!

LEIAM MAGISTERIUM!!!!
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Letícia Goliczevski Medeiros 27/12/2020

Normalmente não curto livros mais juvenis, mas ameeeii esse livro. É impossível não se apaixonar pelos personagens, não se interessar pela história e não querer conhecer mais sobre o sistema da magia e os túneis subterrâneos do Magisterium!! A cada página eu ficava mais encantada com tudo que as autoras criaram! Mas se eu tivesse que escolher a melhor caraterística do livro, com certeza seria os personagens completamente cativantes e bem construídos!
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neo 13/01/2015

Esse livro se parece mais com um rascunho do que com uma obra finalizada.

Mas estou me adiantando. Vamos por partes, certo?

Primeiro, devo dizer que não comecei a ler The Iron Trial muito empolgada. Já li os três primeiros volumes de Os Instrumentos Mortais da Clare, uma das autoras, e gostei deles (apesar da escrita meh), mas o quarto me fez desistir da série de vez (culpa do mimimi, cara). Alguns rumores de plágio (não tão rumores, masss) e cyberbullying cometidos pela Clare que ouvi por aí também me fizeram perder a coragem para ler qualquer coisa dela, mas bem, Holly Black, a outra autora, tem uma reputação muito boa e apesar de nunca ter lido nenhum livro dela resolvi dar uma chance para a obra conjunta das duas. E durante as primeiras 140 páginas (no meu tablet) eu percebi, surpresa, que na verdade estava gostando da história.

Mas aí a coisa ficou chata e eu acabei deixando o livro de lado por duas semanas antes de finalmente tomar coragem para terminá-lo.

Mas por que a coisa ficou chata?

Primeiro, a escrita. Li em inglês e acho que vocês já sabem que quando leio em inglês não sou muito de ficar cricri com escrita alguma a não ser que ela seja muito ruim. A de The Iron Trial não é tão ruim assim, mas na segunda metade ela se tornou desajeitada demais e amadora demais (talvez algo a ver com o fato de que foram duas pessoas escrevendo? Não sei). As cenas de ação foram tão mal escritas que doeram na minha alma, sem brincadeira. E como consequência, os personagens ficaram muito superficiais e desinteressantes. Por exemplo, no início gostei muito do Aaron, mas na segunda metade toda aquela simpatia que eu sentia por ele simplesmente desapareceu como se nunca tivesse existido. Outros personagens (como Tamara) tinham potencial, mas, mais uma vez, acabaram rasos e tediosos.

Segundo, o worldbuilding não foi dos melhores. Quero dizer, é impossível não comparar The Iron Trial com Harry Potter, e comparando as duas séries fica óbvia uma diferença latente no "clima" e na caracterização do mundo. Hogwarts tem personalidade, por assim dizer. Dá para sentir a atmosfera do lugar, dá para reconhecer sem ter que pensar muito... Já o Magisterium é terrivelmente oco e, portanto, completamente sem personalidade ou profundidade. O tempo todo em que os personagens principais (que, é claro, são dois garotos, Aaron e Callum, e uma garota, Tamara) passam no Magisterium soa terrivelmente incompleto. E aqui, mais uma vez, a escrita pesa; foi tão simplória que não consegui imaginar boa parte da escola, e as aulas e a magia se tornaram algo completamente chato.

Terceiro, o livro é um tanto mal estruturado. Entendo que é para um público mais novo, mas livros para criança ainda têm que ser inteligentes e bem feitos, e The Iron Trial não é. A amizade de Tamara, Aaron e Callum, por exemplo, é muito mal desenvolvida e acaba sendo algo mais dito do que mostrado. Não pude sentir o alívio de Callum por ele finalmente ter feito amigos e não pude torcer por ele quando ele tentou salvá-los porque a amizade deles não me convenceu. Foi algo muito fácil e portanto desinteressante.

Além disso, o livro sofre de ausência crônica de foreshadowing. No final, várias coisas interessantes acontecem, mas elas parecem fora de lugar e saídas do nada justamente porque não houve um bom foreshadowing (ou melhor, não houve foreshadowing nenhum). Em Harry Potter o mistério de cada livro é introduzido no início e por isso o leitor passa a história toda perguntando o que vai acontecer e como tal acontecimento vai se desenrolar. Em The Iron Trial os acontecimentos que desencadeiam o clímax da história surgem sem mais nem menos quando menos se espera, justamente porque não houve foreshadowing nenhum. Ou seja, eu não estava esperando nada acontecer, porque em nenhum momento me foi mostrado que algo aconteceria de fato.

O que mais me irrita é que a história é boa. Quero dizer, o plot twist do final faz a história ficar boa. Apesar de tudo, estou curiosa e quero saber como as coisas vão acontecer nos próximos livros e isso apenas por causa desse plot twist. Mas não sei se vou conseguir encarar mais 300+ páginas de worldbuilding meia boca, escrita desajeitada e personagens sem profundidade.

The Iron Trial me parece um rascunho justamente por isso; posso imaginar perfeitamente uma versão melhorada da história, que só precisaria melhorar na escrita e na estrutura do plot para se tornar realmente boa, já que bons personagens geralmente acompanham esses elementos. Enfim, 2 estrelas.

site: http://chimeriane.blogspot.com/
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Giiii 07/04/2021

Veio aiiii the best clichê
Essa leitura foi tudo pra mim :)
Os persongens me cativaram, a trama com esse ar de mistério no qual você fica se questionado em que lado deve confiar e se é que tem um lado confiável, amei. E além de tudo isso é a clássica fantasia que adoro ler, a trama do escolhido(não me julguem rsrs, eu amoo esse clichê). Então tenha em mente que esse livro não é algo inovador ou coisa do tipo, ele é o clichê da fantasia juvenil, que consegue te surpreende as vezes e segue por um caminho levemente diferente do usual, eu particularmente adorei >.<
E confesso que apesar se ser clichê esse livro meu pegou no pulo e teve alguns fatos que eu real não espera e foi tipo mdss faz todo sentindo, eu até desconfiava, mas quando revela o plot fiquei o meme do Pikachu chocado kkkkk Enfim sou suspeita pra falar porque de fato gostei muitooo dessa história e com toda certeza vem aí eu lendo a série inteira.
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Patricia @patricia.apsantos 15/06/2020

"Às vezes as pessoas podem esconder suas verdadeiras faces."
Callum Hunt é um menino de 12 anos que ainda bebê teve o joelho estilhaçado e mesmo depois de 10 cirurgias acabou ficando com cicatrizes e com dificuldades para se locomover, ele foi criado pelo pai que sempre ensinou pra ele que apesar da família deles ter o dom da magia ele não deveria usar suas habilidades e quando chegasse a hora de ele fazer um teste para entrar para a Escola Magisterium, uma escola que ensina magia, ele deveria se esforçar para falhar e não ser escolhido, pois seu pai acredita que os magos não se importam com as vidas das pessoas e ele vai acabar morrendo lá como aconteceu com a mãe de Callum.
Por saber essas coisas horríveis Callum faz o que seu pai pede e falha em todos os testes mas como é o esperado os magos percebem que ele está falhando de propósito e mesmo ele tendo a pior nota de todos os participantes da seleção, ele é escolhido pelo Mestre Rufus o mago mais prestigiado da escola.
Callum entra então para a escola e lá começa aprender a controlar sua magia e também começa a descobrir coisas que seu pai escondeu dele.
Eu gostei da história, é uma pegada mais jovem com algumas passagens engraçadas mas com algumas surpresas e uma escrita bem fluída, com certeza vou dar continuidade nessa série.
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Claudia 14/03/2021

História que te prende e surpreende !!!
Comecei achando que seria uma saga razoável e já terminei o primeiro livro com o queixo caído. Adorei os personagens, a trama e tudo mais. Não vejo a hora de terminar o segundo. Quem gostar de infantojuvenil.... Recomendo. ???
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fefs 08/10/2020

adorei o livro foi algo leve e divertido
então eu nunca li livros mais infantis, por que o personagem tem 12 anos, eu realmente li com a expectativa de ter uma experiência nova e não foi diferente

foi muito bom realmente, adorei o plot twist, ainda estou cheia de perguntas e eu me simpatizei muito com os personagens (oque me surpreende)

Tenho que abrir um parênteses para a questão da perna do principal, muitos autores esquecem de personagens com problemas ou não sabem agregar na história de forma correta e isso não aconteceu com Magisterium, por que Callum tem grandes dificuldades e a perna diversas vezes foi um obstáculo mas Call sempre mostra cm pode ir além e que mesmo com a perna, ele é como qualquer outro aluno do Magisterium

não vou mentir, é genérico e tenho certeza que você abre o livro e sabe o rumo que vai tomar, bem você pode não saber exatamente oque vai ocorrer, mas vai ter uma ideia

se você tá pensando em ler eu diria pra dar uma chance, talvez demore pra prender (se bem que não tive dificuldade por que engoli o livro em 2 dias)
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Merinho 16/09/2020

O Negócio é brabo
Livro muito bom. A leitura flui super rápido. Amei a história, me faz lembrar um pouco réri poti ( amo HARRY POTTER). O livro acabou com uma super revelação e já vou começar o segundo. O que achei bom dessa série é que os livros vão ficando super finos. O mais grosso é esse primeiro.
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Igor 13/11/2014

O Desafio de Ferro tem tudo para se tornar a nova sensação de livros entre os jovens.
Se fosse para definir o livro em algumas palavras eu diria que surpresa e satisfação são as primeiros palavras que me vem em mente. Escrito por Cassandra Clare em conjunto com sua melhor amiga Holly Black, O Desafio de Ferro tem tudo para se tornar a nova sensação de livros entre os jovens, falando sério aqui com vocês, fazia muito tempo que eu não gostava tanto de uma série assim logo no primeiro livro e parece que essas duas queridas autoras acertaram em cheio ao nos apresentar apenas uma pequena parte do que está por vir na série de cinco livros Magisterium.

O livro mantém o leitor preso na leitura do começo até o fim, cem páginas passam sem que você perceba o quão rápido está lendo, tanto Cassandra como Holly são experts em traçar o mistério nas entrelinhas e misturá-lo com comédia e muita aventura, escrito em terceira pessoa “O Desafio de Ferro” é tudo menos entediante. O que mais gostei foi ver que as autoras estudaram, usaram e abusaram do roteiro do livro tornando-o um incrível quebra cabeça com todas as pistas que são reveladas durante o a história. O desenvolver é construído gradativamente com o amadurecimento do personagem principal, a história acontece durante um ano e isso é tempo o suficiente para conhecermos um pouco sobre a origem do Magisterium, conviver com Callum, suas limitações e as novas descobertas desse mundo novo e também sobre o Inimigo da Morte, o cara que apavora todos os magos ao redor do mundo.

"No início, quando a magia flui pela primeira vez, é muito intensa. Poder em estado bruto… Porém, o equilíbrio é o que ameniza a habilidade mágica. É preciso muito estudo para ter o mesmo nível de magia de um mago recém-desperto. Magos jovens possuem pouco controle. Entretanto, Call, você deve lutar contra isso. E nunca mais deve usar magia. Se o fizer, os magos irão levá-lo embora para os túneis onde vivem."

Callum Hunt não é o tipo de criança popular e cheia de amigos, para sua infelicidade ele é muito solitário e as pessoas na escola agem como se ele fosse invisível por causa de uma deficiência que ele tem em uma de suas pernas desde quando nasceu. O desenvolvimento do personagem é uma das melhores coisas do livro. De um garoto solitário, medroso e incapaz Callum se torna corajoso, forte e o melhor de tudo, ele conquista a amizade de Tamara e Aaron, as duas pessoas mais importantes para ele durante essa grande mudança em sua vida.

Aaron e Tamara são tão importantes quanto Call, na verdade, acredito que todos os personagens apresentados no livro são importantes. Não há nenhum personagem desnecessário ou que não faria falta, pelo o que conheço da Cassandra Clare acredito que grande parte disso é obra dela, em seus livros todos os personagens tem um propósito e são importantes para algo no futuro e e é exatamente isso o que eu senti dos queridos alunos do Magisterium.

Como todos os livros lançados pós Harry Potter é claro que O Desafio de Ferro seria bombardeado com críticas sobre plágio e/ou similaridades entre as histórias, uma coisa que eu acho completamente infantil e desnecessária. Tirando o fato de serem três amigos principais estudando em uma escola de magia não há mais nada parecido com Harry Potter, se for para comprar com algo, eu compararia com os desenhos “Avatar: A Lenda de Aang” e “A Lenda de Korra” já que a magia não é nada mais nada menos do que a manipulação dos elementos Água, Fogo, Terra, Ar e o elemento mais incomum e especial, o Caos.

"Todos os elementos atuam de acordo com a natureza: o Fogo quer queimar, a Água quer fluir, o Ar quer se erguer, o Caos quer devorar."

Ah, edição está linda, tá? Com imagens diferentes ilustrando alguma cena em todo início de capítulo, diagramação impecável, verniz localizado na capa e na lombada e pelo o que eu pude perceber, nenhum erro ortográfico. Até diria que a Novo Conceito é destruidora mesmo, mas ainda não superei esse livro do selo #Irado não ser em capa dura.

Para mim o livro não teve nenhum ponto negativo a não ser ele ter acabado. A história mantém o mesmo ritmo de ação e conhecimento tanto para Call quanto para o leitor, mas o triunfo do livro fica mesmo lá no final, quando ficamos sabendo muito mais sobre o Inimigo da Morte e quais são os seus planos. Nunca que eu iria imaginar tamanho plot twist com apenas poucas páginas para o livro terminar, essas duas autoras conseguiram me fazer surtar e ler o livro ainda mais rápido, parecia uma maratona (de uma pessoa só) e o prêmio foi a minha tristeza ao ver o que livro tinha acabado e ter que esperar mais um ano ou mais para a continuação.

site: http://www.odevoradordelivros.com/o-desafio-de-ferro-cassandra-clare-holly-black/
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@obibliomaniaco 20/01/2021

Incrível
Fiz a releitura dessa lindeza, pois agora que tenho todos, vou pegar sequencialmente. E pela segunda vez amado com sucesso. Livro de uma leitura fluída e gostosa, não conseguia largar, pois é um universo cheio de referências, mas também com sua originalidade e personagens cativantes. Fazia tempo que não lia uma fantasia tão boa. A vontade é de ir pro Magisterium.
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Tamy 09/07/2020

Se tratando de Holly Black e Cassandra Clare não tem como dar errado.

Encantada por essa nova história!
Willana 09/07/2020minha estante
É livro único?


Tamy 09/07/2020minha estante
É uma série, são 5 livros




Ka 03/06/2020

Sou uma apreciadora do universo da fantasia, li alguns livros de Cassandra Clare, mas nunca li os da Holly Black, então me senti atraída por essa série que junta a escrita de ambas. Achei que esse livro tem uma pequena pegada de Harry Potter misturada com Percy Jackson, o que me agradou bastante, pois sou fã de ambas as sagas, mas não se engane, o livro tem coisas bem originais e características da escrita de Cassandra.
Como estou acostumada com livros de fantasia, já previ alguns acontecimentos desde os primeiros capítulos, mas apesar das minhas teorias se concretizarem, alguns acontecimentos me surpreenderam bastante. Também achei que o fato de os personagens terem 12 anos me incomodaria, mas não incomodou em nada, a escrita é muito boa e isso tornou a leitura bem fácil.
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