O Outono do Patriarca

O Outono do Patriarca Gabriel García Márquez




Resenhas - O Outono do Patriarca


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Mel 05/08/2020

Refém
Para mergulhar nesta obra, você precisa aceitar que será refém. Não só pela temática, que te aborda do jeito que você estiver, mas pela experiência literária que Gabriel García Márquez proporciona.

Comecei a ler umas 4 vezes, até entender que as coisas não mudariam. Se eu quisesse um respiro, tinha que desviar os olhos ao invés de me ancorar em um ponto final, quase inexistente, assim como o uso de praticamente qualquer recurso gráfico para facilitar a leitura.

Recomendo este clássico, mas vá preparado. Como sempre, Gabriel García Márquez possui uma linguística, lógica, analogias e vocabulário fantásticos.
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Eloiza Cirne 16/04/2019minha estante
Eu li há muito tempo. Agora, com sua rica resenha, tenho urgência de reler


larissa dowdney 02/08/2019minha estante
belíssima resenha


Marcos.Azeredo 03/10/2019minha estante
Este eu nao li. Um dos escritores que mais gosto.




Sol 17/03/2016

Impressões recém-escritas pós-leitura
Me senti terrivelmente cansada... É um livro árduo, difícil de ler. Por isso, eu o achei muito bom, creio que o Gabo o tenha escrito com essa intenção mesmo. Interpretei que o longo outono de meu general representa não apenas a solidão do poder de um ditador em um país desconhecido, mas todos os governos totalitários da América Latina, devido a ampla margem de erro da indefinição da idade do Patriarca (de 107 a 232 anos), as mazelas sociais apresentadas e presentes no próprio protagonista (doente e analfabeto) e as alterações de narrador em alguns trechos, sem definição clara, parecendo que em certos momentos as ideias opositórias ao regime ganhavam voz.Além disso, estão escondidos na narrativa jogos de poder, fraudes, mentiras, traições, vinganças, mortes, tortura, linchamentos, execuções, sequestros e abuso do povo. A narrativa ininterrupta (seis "capítulos", pouquíssimos pontos finais e nenhum parágrafo) me pareceu um delírio moribundo, no qual lembranças importantes ocorriam muito tenuamente em meio a sensações e sentimentos banais. Porém, nas páginas finais, já com a morte à sua frente o Patriarca faz uma análise muito bonita e triste sobre sua existência e sua solidão contagiante. Aliás, nestas páginas meu coração se encheu de esperança e pareci ganhar folêgo, ansiando pelo fim do livro, assim como o povo que está em uma "eterna" repressão anseia pelo fim do governo que o oprime tanto e que o deixa tão inerte que só se atreve a entrar no palácio depois dos urubus. Afinal, segundo o Patriarca, "estes estarão sempre tão fodidos que no dia em que a merda tiver algum valor os pobres nascerão sem o cu".
Stephanie 04/06/2016minha estante
trocaria este livro?


Sol 11/06/2016minha estante
Ele não é meu =( é da minha irmã. Se você quiser entrar em contato com ela, ela está nos meus amigos com o nome de Gabi.


Stephanie 17/06/2016minha estante
obrigada! entrarei em contato :)




Carlos Eduardo Perola 08/09/2015

Um dos meus livros favoritos!
As frases e parágrafos gigantescos que García Márquez usa nesse livro dão à leitura um ritmo alucinante. Mesmo lendo mentalmente, senti no final de muitas frases uma divertida sensação de falta de ar, como se o estivesse lendo em voz alta.
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Gláucia 25/04/2011

O Outono do Patriarca - Gabriel García Márquez
Um ditador de um país latino americano, com uma idade algo avançada entre 107 a 232 anos (coisas de Gabo) vive sua decrepitude e a confusão e nostalgia que essa fase carrega: suas lembranças, suas boas e más ações, relembra os velhos fantasmas, se orgulha, se envergonha, se envaidece, se arrepende e teme a proximidade da morte.
O tema é bom mas achei um pouco cansativo, não prende tanto quanto outras obras do autor.
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Érika dos Anjos 13/04/2011

Após ler os maravilhosos Cem anos de solidão e Amor nos tempos do cólera, minha próxima escolha de livro do genial Gabriel Garcia Marquéz recaiu sobre O Outono do Patriarca, que apesar de brilhar em alguns momentos, não tem todos os componentes geniais dos outros dois. Não sei se é porque lembramos muito de pessoas verídicas e histórias verdadeiras, o que não acontece com o realismo mágico de Cem anos ou o amor impossível dos tempos do cólera, ou se é porque a prolixidade de Marquez está ainda mais exacerbada neste número, que contém paginas e páginas de um mesmo parágrafo e, em determinado momento, perde a 'graça' para se tornar enfadonho.

A história conta a vida de um ditador, sem nome definido, que está há incontáveis anos no poder e começa a 'confundir' suas experiências devido ao tempo infindável de vida que o está assolando em seu próprio palácio. O ditador acredita que ainda que o dono absoluto do país, mas já vive de uma farsa programada por aqueles que tomaram as rédeas do poder e vive contando aos seus invisíveis seguidores suas proezas do passado e tudo o que já viveu até chegar àquele momento decrépito. Dentre os impropérios do seu reinado está a venda do mar que banha o país para pagar a dívida externa (em um dos diálogo mais inimagináveis do livro), uma traição digna de Júlio César e seu 'até tu Brutus, meu filho?' e uma paixão desmedida pela jovem Letícia Nazareno, que acaba tomando o pouco que ainda restava da verdadeira vida do ditador.

Obviamente, Garcia Marquez dá todo um toque pessoal à falta de carisma do protagonista, porém, acredito que ainda não foi o suficiente para que torçamos ou para que nos encantemos com o ditador. Sei que esta não é a intenção do autor ao criar este livro, mas acho que por toda falta de simpatia pelo homem, acabei não conseguindo gostar ou me apegar à obra tão importante no cenário literário do ganhador do Nobel de 82.
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flavicaldeira 29/03/2011

Vórtice
Um estilo vigoroso e particular de escrever, esse de Garcia Marquez. Dificulta um pouco a leitura mas, desse esforço resulta a sensação de se estar em um vórtice no qual, a cada momento, assume a voz ativa um personagem, assume um ponto de vista. O poder. O poder solitário, imorredouro na aparência, que se recria, que perdura. O temor, o amor das massas. Os grandes amores, os subalternos, os insignificantes. Tudo isso se percebe no turbilhão dos capítulos sem ponto, das orações sem sujeito. O violento exercício do poder, da justiça desigual, das razões de estado. Uma fábula terrível, uma patética exposição dos valores, um retrato fiel das nossas sociedades, especialmente as latino-americanas.
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Bruninha Silva 20/03/2010

Fantástico
Em minha singela opinião, O Outono do patriarca não trata simplesmente da vida de um ditador, mas trata também de um pouco de todos nós. O patriarca, aquele que tinha um vicio pelo poder que é descrito pelo autor magistralmente como "um vicio sem fim cuja saciedade gerava o próprio apetite até o fim de todos os tempos", também diz sobre nós mesmos que nos envolvemos de cabeça em coisas que não nos agrada do fundo da alma, pelo contrário, é como se as coisas reais assustassem ao ponto de nos atrelarmos a coisas superficiais mais fáceis de lidar como o próprio amor, por exemplo.
Fora, é claro, que ainda que o patriarca tenha tido incontáveis anos, a saga de sua vida é parecida com a de todos nós: da primavera dos anos à decrepitude. Maravilhoso e angustiante os momentos finais do livro em que ele está no auge de sua velhice...perfeito.
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Paulo 03/01/2010

Aventura literária
A escrita do GGM neste livo me pareceu um fluxo ininterrupto, como uma enxurrada, ou, sei lá, um rio mesmo, ora revolto, ora mais calmo, quedas d'água, sinuosidades, cortando a vegetação cerrada das intempéries do poder e da solidão humana. A humanidade e a tirania do ditador patriarca pareciam ora confundir-se, ora contradizer-se, ora apartar-se.

O curioso é que parece que o próprio texto guarda em si uma certa ascendência ditatorial sobre o leitor. É ele que conduz. É ele que decide o ritmo e a duração dos trechos da longa viagem. Atracar num ponto final que te permita respirar nem sempre é possível, não restando outra opção senão ser levado pela correnteza.

É um livro exigente que me deixou o gosto de ter participado de uma intensa aventura literária.
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Bell 16/01/2010minha estante
Adorei a resenha, realmente ler esse livro é continuar, continuar, notar as leves mudanças da narrativa, de quem está falando, do passado e do presente e escutar os absurdos da maneira mais natural possível. Um dos livros q mais me surpreendeu nas primeiras páginas e não me decepcionou.




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