Mentirosos

Mentirosos E. Lockhart




Resenhas - Mentirosos


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Gabi 05/03/2020

Surpreende, gostei bastante!
Pri 05/03/2020minha estante
maravilhoso


Alcione 05/03/2020minha estante
Já vi comentários assim. Perdi de comprar ele físico. Mas tenho no Kindle


ILoveRead 06/03/2020minha estante
Muito bom


Luana 06/03/2020minha estante
eu amooo


Paula 06/03/2020minha estante
Eu devorei. Amei tb


Kaylani.Lisboa 15/09/2020minha estante
Eu chorei mt




Robson 27/08/2014

Romântico e misterioso, Mentirosos cativa do começo ao fim através de uma narrativa maravilhosamente poética e bem estruturada.
Não é segredo para nenhum de vocês o quanto me apaixonei por E. Lockhart no ano passado com o lançamento de O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks. Eis que essa autora maravilhosa retorna este ano para abalar as estruturas literárias com um novo livro. Mentirosos (do original We Were Liars) mostra não só o amadurecimento na escrita da autora, como sua capacidade de se distanciar de um tema no qual foi extremamente bem sucedida.

E. Lockhart presenteia o leitor com uma narrativa sensacional e emocionante. O poetismo é evidente em suas palavras, concedendo à obra um brilho que se destacada conforme as páginas são viradas.
Explorando a narrativa em primeira pessoa, a autora retrata excelentemente os sentimentos angustiantes de sua personagem principal, evidenciando sua capacidade criativa para os leitores. Como temos apenas o ponto de vista de Cadence, as coisas ficam ainda mais misteriosas e envolventes. Narrar Mentirosos em primeira pessoa foi, realmente, a melhor escolha de E. Lockhart. Nada poderia ter sido mais apropriado.

E.Lockhart explora de forma bem sucedida os dramas de uma família que deveria ser perfeita, além das crises juvenis dos membros adolescentes da família Sinclair. A dinâmica familiar criada por Lockhart retrata de forma excelente o que acontece na maioria das famílias pelo mundo inteiro, afinal, qual família nunca tentou parecer perfeita aos olhos dos outros? É isso que acontece com os Sinclairs, eles são ricos, bonitos e aparentemente perfeitos, mas a partir do momento em que entramos em seu mundo, começamos a entender todas as suas falhas.

Além do drama familiar presente em Mentirosos, Lockhart aborda um ar misterioso permeado com os dramas juvenis da protagonista Cadence de forma sucinta e bela. Isso torna a leitura extremamente prazerosa e cativante, despertando a curiosidade do leitor em prosseguir a história.

O grande macete de E.Lockhart é, sem dúvidas, essa capacidade de deixar o leitor angustiado, ansiando para saber o que realmente aconteceu com os personagens. Isso, permeado com um romance na medida certa, cria um ar complexo e satisfatório em sua trama jovem.

Eu gostaria de poder abordar os personagens de Lockhart de maneira completa, mas isso acabaria com alguns mistérios criados pela autora. O que eu posso dizer é que, com toda certeza, Lockhart cria um time forte de personagens para Mentirosos. Personagens complexos, misteriosos e interessantes formam o grande elenco para este livro, atiçando o leitor a explorar cada um deles, afim de entender o grande objetivo da autora.

Mentirosos é aquele tipo de livro que não permite que eu fale demais, qualquer palavra que escape pelos meus dedos pode entregar todo o enredo. A editora Seguinte, como sempre, fez um belíssimo trabalho com o livro e já na prova, poucos erros de revisão são encontrados.

Este novo romance de E. Lockhart é um leitura obrigatória para os leitores que gostam de um bom romance destinado à jovens, com uma bela pitada de mistério e drama.

Vale lembrar que o lançamento de Mentirosos está marcado para o dia dez de outubro e a capa ainda será divulgada. Enquanto o livro não chega às mãos de vocês, que tal se aventurar pelo outro romance da autora, O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks?

site: http://www.perdidoempalavras.com/resenha-mentirosos-e-lockhart/
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Eli Coelho 07/11/2014

Mistério adolescente
Não é um livro adulto. É sim um pós-adolescente no estilo "A CULPA É DAS ESTRELAS" e nesse sentido o livro perde em sua dinamica.

Eu esperava mais segredos, chantagens, reviravoltas,tentativas de assassinato, etc. O livro é "as aventuras de minhas férias com minha primeira apaixonite de verão"

Nada acontece nas lembranças de Cadence até mais da metada. Depois do nada, começam a contar pra ela as coisas e ela vai recordando.

Exceto pelo tom meio poético de fabula e sonho NADA JUSTIFICA as resenhas que indicam esse livro como ótimo (minha humilde opinião)

Uma boa narrativa, mas um livro talvez prejudicado por minha expectativa como leitor.
TatianaMBC 01/12/2014minha estante
Achei uma leitura arrastada. O tal segredo do livro é um fim fácil, muito melhor explorado em outros livros. Achei que é um YA também é a escritora não está com essa bola toda. O que eu gostei no livro foram os contos de fadas, foi o que achei interessante.


Kemmy 08/01/2016minha estante
Acho que desisti de ler esse livro depois da sua resenha...


Mirelli 10/04/2017minha estante
Eu comecei a ler esse livro duas vezes e parei, na terceira li até o fim, também não achei o livro lá essas coisas, o final para mim foi surpreendente, mas poderia ser melhor explorado, o livro se torna chato no meio e olha que não é um livro muito extenso. Pra mim também foi 3 estrelas


Larissa 30/06/2020minha estante
A escrita da autora é boa. Peguei esse livro sem ler a sinopse achando que teria uma vibe de "Um de nós está mentindo". Achei a leitura arrastada, parecia ter 500 páginas.




BANNWART 02/05/2020

Bom!
Uma leitura fácil e bem fluida com um final surpreendente e triste.
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tiagoodesouza 10/10/2014

Mentirosos | @blogocapitulo
Uma mistura de sentimentos contraditórios é o que aguarda aqueles que chegarem ao final de Mentirosos. Eu o terminei simplesmente chocado com a reviravolta apresentada pela autora na quarta parte do livro e fiquei me perguntando como - COMO?! - eu não percebi aquilo enquanto lia.

Eu tive a oportunidade de ler a prova de Mentirosos antes do lançamento nacional, que ocorre em 10 de outubro. Estava com uma certa expectativa por conta da leitura de O histórico infame de Frankie Landau-Banks, também da mesma autora. Mas o que eu encontrei neste livro foi algo completamente diferente do que eu esperava.

Durante os verões, os Sinclair se reúnem na ilha da família. No verão de seu décimo quinto aniversário, Cadence sofre um acidente em circunstâncias misteriosas que faz com que ela tenha perda de memória seletiva, depressão e fortes dores de cabeça. Dois anos após o acidente, ela resolve voltar à ilha pra tentar entender o que ocorre daquela vez e rever seus amigos, os Mentirosos, com quem não manteve contato durante esse longo período. Isso porque eles somente se falavam quando estavam na ilha. Durante todos os outros meses, cada um seguia com sua própria vida.

Acontece que a volta à ilha não traz toda a tranquilidade que Cadence esperava; suas enxaquecas aumentando a cada fragmento de memória recuperada.

Vocês conseguem perceber como uma experiência de leitura é intensa quando a pessoa não entende nada do que lê no começo, sente vontade de não seguir em frente por conta disso e mesmo assim não tem coragem de colocar o livro de lado. Mais ainda: quando chega uma parte da história bem inesperada que começa a atiçar a curiosidade de tal forma que a pessoa percebe outras camadas na escrita e vê as peças se encaixando de tal modo que se sente bobo por ter sido tão brilhantemente enganado pela autora. Essa pessoa sou eu.

E. Lockhart usa uma narrativa muito diferente da apresentada em Frankie. Com frases curtas e uma cadência poética, ela vai nos inserindo na mente de Cadence até ficarmos envolvidos a ponto de não querermos largar o livro até chegar ao final.

Mentirosos não é só a história de Cadence Sinclair, embora seja contado pelo ponto de vista dela. É também a dissecação do modo de viver de uma família que, aos olhos do mundo, deveria ser a mais perfeita, mas que atrás dos muros, portões fechados e longe do olhar alheio revela a face gananciosa e vaidosa.

Permitam-me dizer que é um livro muito doido. Um doido positivamente surpreendente!

site: http://ocapitulodolivro.blogspot.com/2014/10/resenha-mentirosos.html
LariGaigher 17/10/2014minha estante
Eu tenho andando louca por esse livro desde que soube que iria lançar. Na verdade, estou louca por qualquer livro da E. Lockhart desde que li O histórico infame de Frankie-Landau Banks. Essa questão de a autora conseguir escrever de maneira tão simples que no final somos pegos de surpresa com tantos detalhes que ela nos deu e deixamos passar despercebidos que me encanta! Toda a construção das histórias dela são sensacionais, e é por isso que sou apaixonada por qualquer livro dela!
Confesso que não sabia muito sobre o enredo do livro e já o queria, mas agora, sabendo um pouco mais, estou ainda mais curiosa pra saber o que foi que aconteceu nesse verão misterioso.
Adorei a resenha!!
Beijos


Rafa 19/10/2014minha estante
Eu já tinha ouvido falar desse livro, mas não sabia que era tudo isso. Parece ser realmente muito bom! Já estou morrendo de curiosidade pra saber o que aconteceu nessa ilha. Estou louca pra saber que reviravolta foi essa. Com certeza o livro já entrou para os meus desejados :)
Beijos!


Jada171 24/10/2014minha estante
Resenha bem elaborada, abordando pontos importantes do livro, tornando o leitor íntimo da obra, vale a pena conferir.


pamelaa 24/10/2014minha estante
Eu preciso desse livro!!! Desde o lançamento eu estou doida pra ler ele, e agora só vejo as pessoas elogiando, então quero mais ainda. Quero saber o que acontece de inesperado nessa história, e preciso saber do final. Com certeza vou ler esse livro, só espero que seja logo hahahah
Bjs


Marcos 30/10/2014minha estante
Oi, Tiago!

Se eu já estava com vontade de ler esse livro, minha vontade aumentou agora. AMO livros que me surpreendam no final e acho que esse é um deles. A narrativa deve ser meio louca, mas proposital pra manter o suspense e tals.

Abraços!


Alessandra 16/11/2014minha estante
Adorei o livro, fazia tempo que um livro não ocupava minha mente desse jeito ao ponto de acordar de noite e ficar debatendo comigo mesma as situações, e foi num desses debates internos lá pelo meio do livro que desconfiei exatamente o que tinha acontecido e o que estava acontecendo na história....Muito bom, recomendo!




Carol 23/06/2020

chorando, apenas chorando
eu não estava MESMO esperando por isso
que choque, que trauma
to triste
leiam!!!!!!
Larissa | @resenhandocomlari 23/06/2020minha estante
esse livro é incrível!


Carol 23/06/2020minha estante
demais!!!!




Gramatura Alta 15/12/2014

Quase o melhor de 2014...quase.
Harry Sinclair tem três filhas: Carrie, Bess e Penny. Carrie é mãe de Johnny e Will; Bess é mãe de Mirren, Liberty, Taft e Bonnie; Penny é mãe de Cadence. Uma vez por ano, todos vão para a ilha particular da família e ficam nela durante todo o verão. Quando Mirren, Johnny e Cadence estão com oito anos, Carrie é abandonada pelo marido e começa a namorar Ed, um comerciante de artes de ascendência indiana, que tem um sobrinho chamado Gat, garoto de pele morena e cabelos escuros, o oposto dos Sinclair.

Cadence se apaixona de imediato.

“Mas Gat não respondeu. Estava olhando para mim. Seu nariz era grande, a boca, meiga. Pele bem morena, cabelo preto e ondulado. Corpo carregado de energia. Parecia que alguém tinha dado corda nele. Como se procurasse alguma coisa. Era todo contemplação e entusiasmo. Ambição e café forte. Eu poderia ficar olhando Gat para sempre.”

A chegada de Gat aproxima Johnny de Cadence e Mirren, que antes não gostava muito de brincar com elas, e os quatro, devido às constantes confusões que arrumam na ilha, começam a ser chamados de os Mentirosos pela família. Mas Gat também acentua o desprezo e o preconceito de Harris, o avô dos três garotos.

“O único fracasso de meu avô foi nunca ter tido um filho homem, mas não importa. As filhas dos Sinclair eram bronzeadas e afortunadas. Altas, alegres e ricas, aquelas meninas eram como princesas de um conto de fadas. Eram conhecidas em Boston, Harvard Yard e Martha’s Vineyard por seus cardigãs de caxemira e festas grandiosas. Foram feitas para virar história. Foram feitas para serem princesas e estudarem nas melhores escolas, terem estátuas de marfim e casas majestosas.”

Harris é o patriarca da família. Ele é o dono do dinheiro e da decisão de para quem deixará a maior parte de sua herança depois que morrer. E Cadence é a primeira neta, a mais velha e sua preferida. Fica claro seu descontentamento quando flagra ela e Gat se beijando no sótão da mansão.

“Gat permaneceu em pé.
Ele precisava abaixar a cabeça por causa do teto inclinado do sótão.
– Cuidado, meu jovem – disse meu avô, curto e grosso.
– Perdão?
– Cuidado com a cabeça. Você pode se machucar.
– O senhor tem razão – disse Gat. – O senhor tem razão, posso me machucar.
– Então tome cuidado – meu avô repetiu”

As três filhas de Harris travam uma batalha de interesses para cada uma delas conseguir mais atenção do pai e, consequentemente, o favoritismo para a herança. Harris, claro, sabe e abusa de seu poder sobre elas. Ele é aquele tipo de homem que não ameaça diretamente. Ele faz isso de forma discreta, através de indiretas ou conversas de duplo sentido, que são aquelas que metem mais medo, porque são as mais verdadeiras, por não serem ditas com raiva, mas sob controle, com frieza.

“Então, quando meu avô disse que podia deixar seu dinheiro para Harvard construir um centro acadêmico e pediu nossa opinião, não estava envolvendo a família em seus planos financeiros. Estava fazendo uma ameaça.”

Nessa tempestade que é o relacionamento das filhas com o pai, das ações interesseiras, da necessidade de se conseguir cada vez mais, os quatro garotos tentam se manter unidos e aproveitar os únicos meses em que podem ser autênticos, os únicos meses em que ficam juntos, uma vez que durante o resto do ano, eles vivem em pontos diferentes do país.

Gat é o ponto em comum entre eles, é o farol que ilumina a verdadeira face de Harris. Cadence é a mais sensível, e a paixão que sente por Gat aumenta sua sensibilidade com relação às ações cheias de interesse, que sua mãe a obriga a fazer para manter a preferência de Harris.

No verão em que os quatro, Cadence, Gat, Mirren e Johnny, estão com quinze anos, o mesmo verão que a paixão entre Cadence e Gat aflora de maneira irreversível, algo acontece. Cadence sofre uma acidente, perde a memória dos últimos dias e fica dois anos longe da ilha. Quando retorna e reencontra os dois primos e Gat, tenta, com a ajuda deles, descobrir o que aconteceu.

É Cadence quem narra a história e, junto com ela, percorremos as 270 páginas de Mentirosos em busca daquilo que ela esqueceu. Nesse processo, sentimos o amor dela com Gat, a amizade com Mirren e Johnny, a revolta com as ações interesseiras das três filhas de Harris, a indignação, o respeito e a admiração que esse mesmo Harris transmite de forma contraditória, e dor. O livro é impregnado de dor. É o que você, leitor, irá sentir em maior intensidade. Até no momento em que Cadence descobre o amor, ela faz com dor.

“E eu vi Gat,
E vi aquela rosa na mão dele,
e, naquele momento, com a luz do sol entrando pela janela e brilhando sobre ele,
as maçãs sobre a bancada da cozinha,
o cheiro de madeira e maresia no ar,
eu rotulei de amor.”

Cadence não se poupa do sofrimento. Ela é exagerada nas descrições do que sente com um motivo: ela precisa transmitir a intensidade da dor, e só através de metáforas exageradas é possível dimensionar o que sente.

“Na primeira noite, chorei, roí as unhas e tomei vinho roubado da despensa de Clairmont. Girei impetuosamente céu adentro, furiosa, golpeando estrelas em seu ancoradouro, rodopiado e vomitando. Bati o punho na parede do chuveiro. Lavei a vergonha e a raiva em água fria, muito fria. Depois fiquei tremendo na cama como o cachorro abandonado que era, pele tremendo sobre os ossos.”

Dois anos após o acidente, quando Cadence retorna a ilha, ela está diferente. Ela mudou. Ela não é a mesma pessoa. O amor que sente por Gat e por seus primos é o mesmo, mais intenso, até, mas ela volta com uma dose maior de dor, mais profunda.

“Tenho quase dezoito anos.
Tenho um cartão de biblioteca bem gasto e pouco mais que isso, embora more em uma
casa enorme cheia de objetos caros e inúteis.
Eu era loira, mas meu cabelo agora está preto.
Eu era forte, mas agora sou fraca.
Eu era bonita, mas agora pareço doente.”

Ela doa todas as suas coisa, mesmo antes de descobrir o que aconteceu. Ela quer se tornar vazia, se punir, ficar sem nada. A única coisa que ela não abandona é Gat, Johnny e Mirren. Na ilha, eles podem ser autênticos. Eles não precisam atuar para a sociedade, fingindo serem o que não são. Por isso, eles anseiam tanto por esse pequeno período do ano e temem o momento em que ele termina.

E esse momento, no verão dos 15 anos, fica mais evidente quando Cadence e Gat ouvem uma conversa, que indica a ordem de Harris para Gat não retornar à ilha no verão seguinte, na tentativa do avô separar o garoto da neta. Isso seria o fim do amor entre os dois, e o fim da amizade com Mirren e Johnny. Seria o fim da alegria que enchia os quatro de força para suportarem o meses que os separavam do verão seguinte.

Assim, a tragédia fica anunciada.

A escrita de Lockhart é apaixonante na mesma medida em que é impregnada de dor. Ela sabe transmitir uma carga enorme de emoção através de frases curtas, muitos pontos finais e quebras de linha, dando um tom de tragédia e de desespero que se estende por toda a história.

Mas Lockhart não escreve nenhum desses sentimentos de forma aberta. Ela é sutil. Ela coloca a carga emocional entre as linhas de seu texto, nas palavras bem escolhidas, ou até mesmo na falta delas, quando, por exemplo, ela usa a descrição de um beijo para indicar o choro de Gat.

“Encontrei Gat na trilha da costa e corri até onde ele estava, olhando para a água. O vento estava forte e meu cabelo voava no olho. Quando eu o beijei, seus lábios estavam salgados.”

Nunca havia lido nada de Lockhart e fiquei impressionado com a facilidade com que ela envolve o leitor e consegue descrever a personalidade real de cada personagem, como a duplicidade maquiavélica de Harris, ou o desespero das três filhas em conquistarem sua atenção por puro interesse financeiro, ou no desapontamento dos quatro Mentirosos a cada vez que percebiam essas situações.

Até a página 240 eu tinha quase certeza de que Mentirosos seria, fácil, o melhor livro do ano. Então, na página 241, eu confirmo aquilo que suspeitava desde o início, mas me recusava a acreditar, uma vez que as pistas que apontavam para isso eram negadas, na mesma medida, por pistas que apontavam em sentido contrário, e que eu descrevo no final desta resenha, depois de um enorme alerta de spoiler. O grande segredo.

Que decepção!

Preciso dizer que sou reticente quanto a livros de modinha. E, sim, eles existem em grande quantidade. Algumas vezes eles fazem jus à fama... outras, não. Este, infelizmente, é um desses casos. Explico o motivo: também odeio quando um autor usa o conceito, ou a ideia, de outro autor para construir uma história. Não vejo nada de errado em semelhanças, mas, no caso de Mentirosos, tudo é construído exatamente sobre um segredo que já foi usado mais de uma vez em filmes e livros, que não cito aqui, claro. E o murmurinho à volta do livro é, injustamente, por causa de algo que não foi criado pela autora.

A história de Lockhart, até a página 240, é muito, muito boa. Se ela tivesse mantido a sequência dos eventos sem recorrer a esse segredo, o livro seria devastador por mérito próprio e não pelo que outro autor criou.

E quando digo devastador, não estou exagerando. E isso não chega a ser completamente positivo, porque nele reside um segundo erro de Lockhart.

Toda boa história precisa de uma moral, uma mensagem, algo que justifique tudo o que aconteceu, de forma boa ou não. Em Mentirosos, não existe moral. A única mensagem que o livro deixa é, na verdade, um sentimento: dor.

Nenhum dos personagens fica com nada. Harris perde aquilo que tinha de mais precioso e não valorizava; as filhas perdem qualquer chance de favoritismo; os Mentirosos perdem a esperança. E tudo isso, sem um aprendizado. Todos os personagens, principalmente Cadence, tornam-se apenas uma casca vazia ambulante de pura dor.

Para um livro, esse é um dos piores pecados: ele não consegue deixar nada que importe, além de um enorme desconforto sem significado.

E mais triste é reconhecer que esse defeito poderia ser tão facilmente contornado se o grande mistério não existisse, se Lockhart mantivesse a narrativa de forma sequencial, usando sua própria criatividade para finalizar os acontecimentos na ilha, ao invés de se preocupar em usar um conceito que não era seu para deixar o leitor chocado.

Pena pelo desperdício. Foi isso que senti ao finalizar a leitura de Mentirosos. E arrependimento por não ter fechado o livro na página 240 e ficar com uma das melhores histórias de 2014... até a página 241.

O trecho a seguir está oculto e só pode ser lido depois de selecionado com o ponteiro do mouse. Ele discute o mistério por trás da perda de memória de Cadence e o que aconteceu na ilha, ou seja, está carregado de SPOILERS! Se já leu a obra, ou não se importa em descobrir o final do livro, vá em frente ;)

Obs: este trecho só pode ser lido no blog Conjunto da Obra. Link abaixo:

site: http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2014/12/mentirosos-e-lockhart.html
Drielly 15/12/2014minha estante
Gostei muito da resenha. Foi a mais sincera que li e a mais parecida com a visão que tive do livro. Também avaliei com 4 justamento pelo final. Corri pra comprar pelos comentários de todos que estavam lendo, que era o livro do ano e por causa de todo o mistério envolvendo envolvendo o segredo do livro. Então não resisti corri e comprei. Devorei o livro. Mantive uma teoria ou outra durante a leitura e acho que elas seriam muitos mais críveis do que a realidade criada pela autora. Depois do final tudo fez sentido, voltei a pensar e peguei as pistas, que não percebi durante a leitura. Então percebi, que boa parte da leitura foi inútil.


Kah Gessy (@naoeaterradonunca) 02/01/2015minha estante
Finalmente uma resenha que expressa completamente o que senti ao ler Mentirosos.
Também não gosto muito de ler livros "modinha" porque quase sempre (ou sempre) não acho o que todos acham,talvez porque a expectativa seja grande.
Não consegui sentir empatia com a nossa protagonista,talvez um pouquinho com Gat,mas somente. Não demorei também a saber qual era o grande mistério do livro,aquele tão comentado por todos ¬¬"...Enfim,só uma palavra define a leitura desse livro:decepcionante!




Tarcísio Beluco 16/04/2020

Como disse John Green ?Devastadoramente inteligente?
Mentirosos é simplesmente sensacional, uma leitura leve e fácil, imaginei que seria sem pretenção e tranquilo, me enganei. O final é devastador e nem na área mais fértil da minha imaginação eu conseguiria imaginar um fim tão surpreendente e emocionante como este.

Você vai se apaixonar pelos personagens e pela Ilha Beechwood, da pra ler em uma tacada só, aquele leitura boa pra se fazer em um domingo e curar a ressaca literária.

Por fim, Mentirosos está recomendadíssimo, vale demais a leitura!
Nic @cortedelivros 16/04/2020minha estante
Berro kkk descobri nos primeiros capítulos o tal do "plot bombástico". Personagens fracos e desenvolmento de trama bem tosco. Um dos piores livros q já li hahah q fique claro, apenas minha opinião




José Carlos 13/06/2020

Bom!
Escrita de leitura fácil, capítulos pequenos, você vira uma página atrás da outra sem parar! Li o livro todo hoje! O livro é bom, esperava bem mais devido as resenhas! Você termina com aquela sensação de: já li algo parecido!! Mesmo assim recomendo a leitura, como passatempo!
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Rachel 22/10/2020

Surpreendente
Esse é um daqueles livros que quando a gente começa não para mais de ler. Li em questão de horas, a história me prendeu muitoooo. Apesar de já ter algumas teorias, o final me surpreendeu. Amei a Cadence, o Gat, Johnny e Mirren!!
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Sara 16/09/2020

Surpreendente
Esse foi um dos primeiros livros que li sem saber quase nada sobre, exceto que temos quatro jovens, uma ilha e que eu iria chorar. Fui surpreendida de uma maneira positiva, não esperava esse plot twist de forma alguma. Nunca dê spoilers sobre esse livro para ninguém.

Gostei da escrita da autora, em especial, a forma como a personagem, em certos momentos, descreve seus sentimentos. A alternância entre imaginação, presente e lembranças foi um tanto confusa no início, porém quando a verdade vem a tona, as coisas se tornam bem claras. (Espero no futuro reler esse livro para poder pegar detalhes que sei que deixei passar.)

A curiosidade para saber o que, afinal, aconteceu no verão dos quinze me envolveu de uma forma incrível e a verdade deixou meu coração em pedaços, chorei e não foi pouco. Estou chocada! Simplesmente c-h-o-c-a-d-a!

Gostaria de ter visto um desenvolvimento melhor dos personagens ao longo do livro, um pouco mais sobre suas motivações, seus desejos, no entanto gostei deles mesmo assim.
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Andressa.Jares 16/09/2020

Eu não consegui largar o livro e no final eu estava um grande misto de surpresa e incredulidade. Eu não consegui suspeitar em nenhum momento o que e fato ocorreu e só deixei que o livro me levasse e ele o fez com uma maestria impagável. É o livro que eu indico para todo mundo Porque te prende e bagunça com as tuas emoções.
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kimluisa 24/05/2020

Quanto menos souber, melhor.
Foi uma ótima leitura. Ao final da parte 1 você entende todo o cenário construído, e o mistério se torna cada vez mais forte e intrigante. Além disso, a narração em primeira pessoa feita pela protagonista Cadence é poética e cheia de metáforas e como ela mesma diz, "Gosto de distorcer significados".
O final me deixou em negação.


Obs: Aparentemente a maioria das pessoas que leram o livro conseguiram resolver o mistério e eu nem consegui acreditar no final kkkkk
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Érica 14/06/2020

o llivro vai falar sobre a vida de Candance Sinclair e seus primos durante os verões na ilha particular de sua família. e o interessante é que podemos acompanhar o crescimento e amadurecimento dos 4 mentirosos.
esse livro não me prendeu a princípio. mas ao longo da leitura eu fui aprendendo a gostar da história. e ele tem plot twist no final, que deixa a gente se perguntando "MAS COMO??" kkkkk.
Larissa @laridallabrida 14/06/2020minha estante
O plot do final eh mtoooo bom! Adorei demais esse livro




Juh Sutti 04/07/2020

O melhor plot twist
Impactada, foi assim que fiquei com a revelação final desse livro. :O
Acho praticamente impossível descobrir a verdade, sem ter pego algum spoiler. O livro é curto, e a narrativa super fluída.
Lockhart vai nos apresentando a família Sinclair, e aos poucos vamos nos apegando aos
personagens principais, e detestando o restante da família.
Fiquei muito ansiosa para saber o que realmente tinha acontecido, li o livro em três horas e senti vontade chorar com o final. Inclusive, o autor pede que a gente não estraguei a experiência do coleguinha contando detalhes do desfecho. Então, apenas leiam!
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