A nova era e a revolução cultural

A nova era e a revolução cultural Olavo de Carvalho




Resenhas - A Nova Era e a Revolução Cultural


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Abimael.Costa 25/01/2018

Indispensável
Eu não acredito que demorei tanto tempo para ler um livro do Profº Olavo de Carvalho. Este livro foi escrito há mais de duas décadas como uma espécie de antecipação a eventos vindouros e retrata muito bem o Brasil atual! Isto só me faz acreditar que PRECISO LER a sequência deste livro que forma uma trilogia:

Livro 1 - A Nova Era e a Revolução Cultural (1994)

Livro 2 - O Jardim das Aflições (1995)

Livro 3 - O Imbecil Coletivo (1996)

Este primeiro livro explica como funciona a política brasileira, como a ideologia dominante trabalha e domina toda a política nacional.
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Cristiano.Santos 31/12/2017

O medo do médico
Numa ocasião, no ponto de ônibus, ouvi uma senhora falar com sua amiga: "eu não vou fazer o exame que o médico me pediu! Tá louca! Vai que descobre alguma coisa e depois fala que eu não vou poder isso ou aquilo... Nada disso! Eu não abro mão da minha cervejinha!"
OK. O que isso tem a ver com o livro?
Bem, o que o livro relata faz lembrar justamente esta situação da senhora no ponto de ônibus: não querer saber da situação de sua saúde, pois o mais importante é curtir a "cervejinha".
É um pequeno exemplo do que ocorre conosco, com cada um de nós, no Brasil.
Na obra A Nova Era e a Revolução Cultural Olavo de Carvalho faz um diagnóstico do país, como um estudioso profundo, analista estratégico profissional. Semelhante ao médico que examina seu paciente, descobrindo o que há de errado para fazer o prognóstico.
O problema porém é que não há um prognóstico animador para o Brasil, como Olavo responde no Posfácio:
(...)Então chegamos a este ponto. Temos um governo fraco, que não vai conseguir fazer grandes mudanças estruturais na economia nem na sociedade brasileira, e que por essa razão insiste apenas na revolução sexual, e que aos poucos vai tentar construir uma força policial para implantar uma ditadura. Mas isso vai levar muito tempo. (...) Enquanto isso, o que a esquerda vai fazer é aprofundar a revolução sexual. E nada mais. A perspectiva do Brasil é a total desmoralização. (...) Dificilmente vamos ver uma situação de decadência social tão óbvia e tão clara. (...) Culturalmente ele já está dissolvido. Vemos essa dissolução até na língua nacional. Hoje as pessoas são incapazes de dominar o próprio idioma, e não estou falando da incapacidade do povão, mas dos escritores, jornalistas e intelectuais em geral. Quando se acaba o idioma, acabou a identidade nacional. (...)
Concluindo, o que eu vejo, então , no Brasil, é um moribundo se agitando contra um fantasma. O moribundo é a esquerda, e o fantasma, que só existe na cabeça do moribundo, é a direita. O Brasil está se decompondo e a única coisa que a esquerda pode fazer é aprofundar essa decomposição.
"Ain! Você é muito radical!" - é o que muitos pensam ao ler um diagnóstico tão aterrador, franzindo a testa numa careta de reprovação. Afinal, gozamos de boa dose de liberdade, podendo viajar livremente, debater sobre os mais diversos assuntos, reunir a "galera" para um churrasco ao som de axé-pagode-sertanejo-sofrência-funk... Apesar do desemprego, corrupção e de vermos os preços aumentarem, o dinheiro para a "cervejinha" não falta, mais gente tem carro, faz viajem de avião...
É a dona no ponto de ônibus que não queria saber se tinha alguma doença que, possivelmente, a forçaria a mudar hábitos muito agradáveis aos quais ela já a muito se apegou e não se dispunha a largar. Em suma, em nome de um prazer passageiro, abre mão de boa saúde duradoura. É mais divertido cantar com Elza Soares - "Eu bebo sim, e estou vivendo..." (e enquanto isso a cultura do país está morrendo).
Sem entrar nos detalhes da revolução, o que estenderia muito, o que ressalto é a necessidade de perder o medo do médico. Afinal, é responsabilidade individual cuidar da saúde, não só para preservar-se como também pelos outros que precisam de ajuda. Pensar também na saúde do país deveria ser natural, consequência. Porém o efeito da revolução, entre outros, é o de priorizar o prazer físico imediato. Nossa geração canta com Cláudia Leite, "Extravasa! Libera e joga tudo pro ar! Eu quero ser feliz antes de mais nada!". É a minha felicidade em primeiro lugar. Não importa se para eu ser feliz, pereça toda uma cultura, pereça toda uma nação; não importa se as gerações vindouras sofrerão uma ressaca de duração indeterminada, decorrente dos meus excessos.
Como o próprio autor colocou neste livro, seu objetivo mostrar o problema, numa tentativa de remover o véu da ignorância do brasileiro e, assim, poder buscar um prognóstico. A esperança é perder o medo do médico, enfrentar a situação e correr atrás da cura, por mais custosa que seja e o quanto antes.

site: http://www.olavodecarvalho.org/
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Adriano 27/06/2017

Essencial
Esse é um livro essencial para entendermos como a cultura e a política brasileira vêm sendo devastadas há pelo menos cinquenta anos graças à revolução cultural de Sto. Antônio Gramsci.
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