Amor e Memória

Amor e Memória Ayelet Waldman




Resenhas - Amor e Memória


10 encontrados | exibindo 1 a 10


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Nara 15/01/2019minha estante
Também senti a mesma coisa sobre as partes parecerem mais com contos do que um romance .




Maluh Andrade 28/02/2016

Uma capa linda, e uma obra sensacional
Assim que entrei na livraria este livro me chamou a atenção: o projeto gráfico é simplesmente um arraso! Foi amor à primeira vista. Pouco depois percebi que nada mais nada menos do que Isabel Allende recomendava esta leitura: “Um romance cheio de reviravoltas e personagens cativantes”. Pronto, a decisão foi tomada, e levei o livro para casa.
Confesso que demorei um pouco para pegar no tranco dessa leitura, mas após alguns capítulos me vi obcecada pela trama - queria descobrir o que iria acontecer com os personagens.
Ayelet Waldman traz como pano de fundo a história verídica do Trem de Ouro da Hungria, a situação dos judeus e das mulheres sufragistas após a Segunda Guerra Mundial. A história gira em torno de um pingente de pavão que Jack Wiseman entrega para sua neta recém-divorciada, Natalie.
Dividida em três partes - além do prólogo e epílogo - a obra retrata desde o momento em foi encontrado em 1945 até os dias atuais.
A leitura é uma delícia e super recomendo para quem gosta de romances e ficções históricas.
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Ladyce 14/01/2016

Comprei esse livro porque achei a descrição da trama imperdível. Além disso, minha curiosidade havia sido instigada porque soube que a autora participou da FLIP em 2015. O eixo principal dessa história é o retorno ao seu próprio dono de um medalhão com o desenho de um pavão que havia sido roubado durante a Segunda Guerra Mundial. Este medalhão fazia parte de um grupo de objetos que haviam sido confiscados pelos nazistas, das família judias.

Achei interessante a história que trazia um novo elemento para a ficção literária sobre a Segunda Guerra. A guerra em si chegava ao fim em 1945 quando sabemos do trem repleto de tesouros confiscados na Hungria. Um dos soldados americanos responsável pelo trem é o foco da narrativa na primeira parte do livro. Por uma série de peripécias, Jack, acaba sendo o guardião do medalhão. E, à beira da morte, pede à sua neta que descubra os verdadeiros donos da joia.

A segunda parte se dedica à procura da pessoa ou de seus descendentes proprietários do medalhão: a melhor parte do livro. E na terceira e última parte, vemos a história dos proprietários da peça. Com essa estrutura o livro funciona como três contos diferentes, com leves ligações entre eles. São épocas, personagens e mistérios diferentes. A terceira parte me pareceu entediante. A razão é simples: no afã de ser precisa sobre a psicanálise, Ayelet Waldman dedica muito texto ao processo de análise da neurastenia, em 1913.

Aliás, já no início da trama, quando a ação ainda se passa em Salzburg, na Áustria, há diálogos cuja intenção é divulgar para o público em geral, os costumes e festividades judaicos. Isso contribuiu para diálogos forçados e aquém da realidade informal dos soldados americanos. Há outras formas de se passar informações culturais ou de época que causam menor intervenção no texto.

Ao que eu saiba, este é o único livro da autora traduzido no Brasil. Difícil justificar então seu convite para participar da FLIP. Não deve ter sido por esta obra.
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Portal JuLund 17/07/2015

Amor e Memória, Ayelet Waldman, @EditoraLeya
A primeira parte do livro fala sobre como um medalhão foi parar nas mãos de um oficial chamado Jack Wiseman. Ao final da Segunda Guerra Mundial, ele ficou responsável por cuidar de um trem abarrotado de pertences dos judeus húngaros.

Já ouvimos falar desta Guerra há anos, mas nunca parei para pensar nos objetos que as pessoas perderam. Elas foram obrigadas a entregar tudo e receberam um recibo para resgate após o Holocausto. Mas, mesmo para os que sobreviveram, esta recuperação de pertences parece ser difícil, já que muito foi perdido, saqueado ou “emprestado” para decorar as casas que os oficiais ocupavam.

Leia a resenha completa em nosso portal!

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/amor-e-memoria-ayelet-waldman-editoraleya
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Renato 16/07/2015

Lembrar para quê?
Amor e memória é um ótimo pretexto para se discutir a função da literatura. Ayelet Waldman aborda um assunto importante e relevante, a apropriação de espólio impróprio, o pós-guerra e o patrimônio do judeu assassinado na Hungria. Aparentemente um tema particular, mas carregado de uma série de universalidades. A posse de bens e sua herança, a justiça, a reparação e a vingança. Entre outros.Ela opta por uma narrativa simples e direta, criando fatos e eventos que prendem a atenção e agarram o leitor, mas que em momento algum se constituem dilemas éticos que exploram e torturam os temas possíveis de questionamento. O livro passa num piscar de olhos, por isto, potencialmente,tem a capacidade de atingir e agradar a muitos, levando sua mensagem de paz e de memória de incidentes trágicos, que náo podem ser esquecidos.

Muitos questionam o hermetismo e a pretensa falta de objetividade da literatura séria contemporânea que não consegue atingir o público que Waldman atinge. Este é um dilema verdadeiramente ético.

O que trouxe o livro de Waldman, que teve a capacidade de alguma forma transformar leitor e não ser uma noveleta a mais? Pouco. Fatos e pequenas passagens. As questões particulares se transformaram no todo, as universais não foram abordadas. O livro é a história, o que podia ser suficiente. Como uma história simples pode ser relevante?
Tome-se como exemplo a primeira parte do livro. O Sargento judeu Jack Wiseman, que tem que tomar conta do Trem de Ouro, que carrega os bens usurpados do judeu húngaro. Ele tem um incidente afetivo com uma sobrevivente, Ilona, mas os dilemas neste relacionamento são mínimos, abordados de forma rápida e resolutiva. Ele não sofre, não faz grandes escolhas. Sua decisão é se deve ou não envolver-se emocionalmente com ela. Neste ponto, a linguagem de Waldman se perde um pouco, deriva para uma apelação que descaradamente visa conquistar o leitor. Ela prefere descrever de forma quase vulgar as relações sexuais entre o casal do que criar artifícios contraditórios de linguagem, e, voltando à trama, nem mesmo uma situação de confronto com os oficiais americanos que roubam relíquias sem nenhuma consideração ética. Waldman faz o registro histórico, e para por aí. No tira o valor do livro, que, aliás, diverte e entretem. Mas ela trata as questões filosóficas e morais como pano de fundo para um enredo bastante simplista e previsível. Assim é a maior parte da literatura de hoje, pesquisa histórica, temas importantes bem explorados no inicio, abandonados em nome da conquista do leitor, transformados em peças decorativas de tramas policiais ou romanceadas que sao sempre as mesmas. Os personagens se tornam planos e sem vontades e a linguagem, mais do que realista, precisa ser escatologica para doar verídica.

Alguns trechos do livro demonstram esta opção pela sedução ao leitor mais casual:

“O homem cambaleava enquanto o sangue escorria por sua camisa. Jack chutou as pernas dele. A queda foi tão forte que os copos do bar pularam.
Quem é o porco aqui? - gritou Jack, mirando a barriga dele para dar mais um chute. - Nazista filho da puta! Quem é o porco?
O homem se encolheu todo, protegendo a barriga. Jack chutou sua bunda.”

“Jack nunca mandara uma mulher à merda, e não era agora que iria fazê-lo, mas quando Ilona começou a correr atrás dele pelo campo, gritando seu nome, e implorando que parasse, ele ficou profundamente tentado.”


A literatura precisa de um motivo além do leitor. Sem alguém que leia, ela é um diário pessoal ou uma troca de elogios entre amigos. Ai pecam boa parte daqueles que tentam fazer algo sério e significativo. Se ela se curva ao leitor, torna-se mais um passatempo para as noites maçantes, depois de um dia exhaustivo de trabalho, um cala-boca para a consciência ferida e mal resolvida.

Lendo Amor e Memória lembrei-me de Centúria, de Giorgio Manganelli. Cem romances-rio, de uma página. Linguagem precisa e com as ambiguidades e silêncios, imprecisões que fazem o leitor mergulhar num ponto inacessível à palavra mais direta. Nada aleatório, incisões perfeitamente arquitetadas pelo escritor. Enredos simples mas repleto de significado. O hermetismo surge somente pelo inesperado e pelo incômodo das questões, não por um terreno pantanoso ou inacessível criado por alguém que nao deseja ir além do estancamento do movimento. É deste equilíbrio que Waldman passa longe. Preocupou-se mais em tornar seu enredo atrativo, repleto de suspense, lágrimas e sexo do que discutir todos os problemas que giravam em torno do Trem de Ouro, ainda que estas questões fossem visualizadas como mera linguagem. Ela trouxe a memória, mas não fez dela nada mais do que uma peça em exibição, passivamente numa estante de museu. Escreveu como se não existisse ponto de vista, mas este é um pressuposto básico de qualquer ângulo. A literatura objetiva e impossível, mesmo quando direta.

Não adianta, é preciso um certo caos. O difícil é encontrar o ponto de equilíbrio. Expressividade por um lado e a possibilidade de plateia por outro. Nós, a maioria, vivemos no meio deste pêndulo que cada vez está de um lado extremo do nosso olhar.

site: https://www.facebook.com/leitorinsuportavel
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Domenica Mendes 03/07/2015

E a Editora LeYa chegou com mais um lançamento apaixonante e que surpreende: é o novo romance de Ayelet Waldman, chamado “Amor e Memória”, um verdadeiro convite a viajar pela história e se embriagar na vida e experiências de personagens muito bem desenvolvidos.
Demorei uma quantidade significativa de tempo para ter coragem de ler esse livro. O fato não é devido a seu tamanho (398 páginas, não é um “livrãozão”), mas sim por meu amor e grande paixão: a História, a sedução da memória e a curiosidade sobre as teorias do que é o tal amor. Eu sabia que assim que começasse esse livro, não conseguiria dividir meu coração e minha mente com outro e, sim, eu estava certa! Esse é um dos motivos que, no fim das contas, esse é um sim um “livrãozão” e, na minha humilde opinião, você deveria lê-lo.
Vou falar mais sobre ele
20150701_114033[1]“Amor e Memória” conta a história de Jack, ex soldado e a forma como ama sua neta, Natalie, a qual presenteou com um medalhão de pavão e uma missão: encontrar o verdadeiro dono da joia e devolvê-la.
Natalie acaba de abandonar seu emprego, é recém divorciada e está um tanto quanto perdida de si mesma. Para seu avô, essa é a melhor forma de mostrar a ela a importância de pequenas coisas que fazem o mundo ser melhor: o amor e a memória.
Após o falecimento de Jack, Natalie aceita a missão deixada por seu avô e se dedica a descobrir quem é a misteriosa pessoa dona do medalhão. O mais fascinante disso é que o medalhão foi parar nas mãos de Jack por vias desonestas: foi uma joia roubada. Como tudo isso aconteceu, cabe a você descobrir leitor e não vou contar mais (embora meus dedos estejam tendo verdadeiros comichões).
Além de Jack e Natalie, conhecemos Ilona, uma sobrevivente de guerra que é a segunda mulher forte que aparece na história, contada logo na primeira parte do livro.
A história de Ilona e Jack nos remete a 1945-1946, em Salzburg, época que Jack foi soldado. Sobre a primeira impressão de Ilona, Ayelet nos descreve
“A moça possuía o aspecto inconfundível dos sobreviventes dos campos. Mesmo alguns meses depois da libertação, eles eram mais magros do que os outros refugiados, mais ainda se comparados aos austríacos, que a partir de então começavam a experimentar a escassez de comida que o resto da Europa ocupada vivera ao longo da guerra. O rosto dela estava abatido e sombrio, sua expressão era séria, mas o cabelo tinha voltado a crescer na forma de cachos vermelhos, luminosos e desordenados.”
Pag. 39
A história dos dois avança até que a escritora nos traz para Budapeste – Israel em 2013, onde Natalie conhece Amitai, um israelense negociador de obras de arte roubadas pelos nazistas, um verdadeiro trambiqueiro, porém sua inteligência me seduziu totalmente. Amitai está em busca de um quadro perdido há anos e junto com Natalie eles formam uma aliança em busca do quadro e da identidade do dono do medalhão.
É essa aventura que Natalie se descobre e mostra a todos nós e, principalmente, a si mesma quem ela realmente é e como é uma mulher forte e independente.
Ao final, uma outra grande surpresa: na terceira parte do livro voltamos no tempo, parando em Budapeste em 1913.
Essa parte do livro é realmente fascinante, um presente a todos que se interessam ou já ouviram falar sobre o feminismo.
As estrelas da vez são Nina, descendente de uma família poderosa, cujo pai ordena que faça acompanhamento psiquiátrico uma vez que ela sonha em ser médica e não aceita as ordens machistas do pai e familiares e, sua amiga, a anã Gizella que a apresenta ao mundo feministas.
Esse trecho do livro é contado em forma de depoimento do médico de Nina e é fascinante e ao final, surpreendente.
Como extra, quando você pensa que a história já acabou, a autora finaliza o Epílogo do livro com um episódio em Nova York em 1948, a última peça do quebra cabeça.
Despertei sua curiosidade?
E se eu só dar um pitaco e dizer que o medalhão é de um pavão, símbolo de mau agouro?
Análise Crítica
Como disse acima, o livro possui uma história fechada, dividido em cinco partes, sendo que cada parte nos remete a um cenário social, histórico, cultural e temporal divergente.
As folhas são amarelas, a capa é linda, sendo que na ilustração, alguns detalhes são sensíveis ao toque (basta passar o tempo e sentir).
As letras tem um bom tamanho, são escuras e, portanto, agradáveis de se ler.
A narrativa é viciante, Ayelet usa e abusa das emoções dos personagens, fazendo com que nos sintamos presentes na vida deles, amigos inseparáveis que torcem pelo desenrolar da história, sem coragem de interferir.
Simplesmente, amei!

site: http://leitorcabuloso.com.br/2015/07/resenha-amor-e-memoria-ayelet-waldman-editora-leya/
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San... 31/03/2015

Narrativa sobre os judeus da Hungria, em 1945, conta a história de um oficial americano e de alguns sobreviventes judeus. Fala sobre o famoso trem do ouro, cuja carga tratava-se dos bens confiscados dos judeus. Não classifico como mais um documentário sobre o holocausto, pois, embora se situe no período do final da guerra, no meu entendimento é um romance, utilizando-se da guerra como pano de fundo. O desfecho é apresentado de uma forma interessante e dá ao leitor a possibilidade de saber um pouco mais sobre a nebulosidade da própria narrativa. Gostei.
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Bruna 17/02/2015

Já leram um livro muito bem escrito, com um assunto interessante, mas que definitivamente não te agradou? Esse foi meu caso com Amor e Memória, de Ayelet Waldman. Talvez um dos problemas foi que solicitei o livro pensando ser um romance histórico, e no final das contas só teve o histórico, e nada de romance. Pelo menos, nada de romance fofo e lindo, do jeito que eu gosto.

Amor e memória narra três histórias distintas, em tempos diferentes, mas conectadas por um medalhão de ouro, em formato de pavão (é a imagem linda da capa). A primeira parte se passa em Salzburgo, em 1946, e é protagonizada por Jack e Iliona. Ele é capitão do exercito americano, ela, uma judia sobreviventes dos campos de concentração. Os dois tem um breve romance, mas nada muito romântico ou apaixonado, embora tenha sido algo bem realista, considerando o contexto da época. A segunda parte se passa no presente, em Budapeste, e é protagonizada por Natalie, neta de Jack. E a terceira parte também se passa em Budapeste, porém, em 1913, porém parei a leitura no início da segunda parte.

O livro é muito bem escrito, e os conhecimentos históricos da autora são incríveis. Ela realmente fez um excelente trabalho de pesquisa. Acho que os amantes de história vão adorar, pois a autora fala bastante sobre a Europa pós 2ª guerra, em especial sobre as questões políticas envolvendo os judeus.

Porém, Amor e memória não foi um livro que me conquistou, porque eu não gosto de livros com um cunho histórico tão forte, eu gosto é de romance! :) Achei a narração lenta e extremamente detalhista, e não consegui me identificar com os personagens. Isso tornou a leitura difícil e cansativa.

Mas, meu conselho é que não descartem a possibilidade de ler esse livro por causa da minha opinião, porque a leitura não fluiu para mim devido a um gosto muito pessoal. Acompanho alguns blogs que sempre postam resenhas de livros mais históricos assim, e creio que essas pessoas gostariam de Amor e Memória.

site: http://meumundinhoficticio.blogspot.com.br/2015/01/resenha-amor-e-memoria-ayelet-waldman.html
MARCIA 27/12/2018minha estante
Foi exatamente o que eu achei deste livro ... não conquista, não envolve ... só não parei a leitura pois não tenho este hábito, fui até o fim mas realmente nada surpreendente.




Poesia na Alma 13/02/2015

Amei é o verbo
A primeira resenha como blog parceiro da editora Leya vem com chave de ouro. Amor e memória, de Ayelet Waldman, 379 páginas, é um daqueles livros que causam nostalgia. Antes de terminar a leitura, eu já estava com saudade. A capa me pareceu romântica e poética, dada a coloração suave e o inusitado pavão, ao menos de ímpeto, pois no decorrer da leitura compreendemos bem a capa. O que vocês acharam?

Amor e Memória - Um deslumbrante medalhão e três homens: um capitão de infantaria americano, um israelense negociador de obras de arte roubadas pelos nazistas; um psiquiatra pioneiro de Budapeste do fim do século XIX. Suas vidas pacatas são viradas de cabeça para baixo por três mulheres fortes e independentes.
Em 1945, na Áustria, os vitoriosos soldados americanos capturam um trem repleto de riquezas indescritíveis – objetos que haviam sido confiscados dos judeus pelos nazistas. Entre os tesouros estão pilhas de relógios de ouro; montanhas de casacos de pele; caixas cheias de alianças de casamento; porta-retratos de prata; castiçais de Shabat e heranças de família repassadas por gerações.

Dividido em três partes, encontramos três histórias distintas que estão ligadas por um valioso medalhão em formato de pavão. Com personagens cativantes e ‘aparentemente apáticos’, o romance é permeado de nuances que o torna forte, complexo e, em contrapartida, leve. Me envolvi de tal forma, que, decerto, o número de personagens e as passagens de tempo distintas, causaram confusão ao final da leitura e precisei voltar. Ou talvez, pelo singelo fato de não ter feito anotações. Inebriante e sedutora a leitura fluiu rápido, não me fez esquecer do mundo, ao contrário, deixou certezas e indagações.
A primeira parte, no ano de 1945, Jack é o primeiro personagem a ter seu drama exposto. Oficial, na segunda Guerra Mundial, está designado a guardar um trem com objetos preciosos furtados dos Judeus. O holocausto, evidente, faz parte dessa história. Elementar que isso torna o livro denso e triste (mas não no sentido pejorativo), uma verdadeira aula de história entre os inúmeros diálogos. Dentre suas tarefas, ele encontra o medalhão do pavão, poderia ser mais uma relíquia, não fosse pelo fato de... e conhece Ilona, sobrevivente do Holocausto, que está em estado deplorável. Magra. Abatida. Sofrida. Os dois vivem um relacionamento amoroso, denso – sem romantismo piegas. Creio que viver numa guerra e sobreviver a ela seja algo doloroso. Que nos molde; que nos faça criar uma capa grossa de concreto para nos proteger. Que abale nossos sonhos, numa única esperança de permanecer vivos.
A segunda parte, e não menos emocionante, é com a neta de Jack. O ano é 2013, Jack deixa para sua neta, depois da morte, uma missão: encontrar a quem verdadeiramente pertence o medalhão. Natalie passa por um momento difícil com o divórcio e a morte do avô. No entanto, sua missão a privará de alguns momentos do sofrimento. É nesse contexto e com a ajuda de Amitai que adentramos na terceira e fabulosa parte do livro.
O feminismo impera na terceira parte. Eu fui ao delírio total!
Nina era a dona do medalhão e sua história, de todas, é a mais impressionante. Jamais imaginei que a obra tomaria tal vertente ideológica. Uma mulher, em 1913, que luta por direito. Uma mulher que luta por voz. Empoderamento. Sororidade. Lindo demais... infelizmente, a história de Nina não fica em 1913. Hoje, “O Brasil é o 7º país em índices de feminicídio. Morrem 15 mulheres por dia, vítimas da violência machista, sendo que a 2 minutos uma mulher é espancada. Os dados mostram que esta violência aumenta.”
A relação temporal da obra me deixou com a indagação, que já sei a resposta: Será que o Holocausto acabou?
O livro é encantador, perfeito e digno da minha prateleira de clássicos.
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Kakau 04/12/2014

Resenha no blog
A trama foi muito bem construída, gostei das ligações que há nas três histórias com o medalhão e as personagens fortes e independentes, mas acho que faltou algo para prender minha atenção ou me fazer gostar mais dos personagens, achei tudo muito seco. Posso dizer que é uma boa trama, só não vai te emocionar como é esperado.

site: http://www.kakaucomlimao.com.br/2014/12/resenha-amor-e-memoria-ayelet-waldman.html
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