A Formatura

A Formatura Joelle Charbonneau




Resenhas - A Formatura


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Maria - Blog Pétalas de Liberdade 17/11/2017

Resenha para o blog Pétalas de Liberdade
Fazendo uma recapitulação dos livros anteriores e evitando ao máximo os spoilers, a história se passa num futuro onde países foram devastados por guerras, em que foram usadas armas nucleares, causando a revolta da natureza. Onde antes era os Estados Unidos, fica a Comunidade Unida, cuja capital é Tosu City. Existem várias colônias, espécies de estados, onde pessoas vivem e trabalham pela restauração da terra.

Cia Vale, a protagonista, era uma garota que sonhava em ir para a Universidade, onde poderia estudar e se tornar uma líder para ajudar ainda mais o seu país. Porém, para entrar na Universidade era preciso passar por um conjunto de provas chamado O Teste. Só que o Teste era muito mais cruel do que se poderia imaginar, e Cia não era mais a mesma garota sonhadora depois de ver tantos jovens brilhantes como ela sendo destruídos.

Agora, aos dezessete anos, Cia tem um objetivo: acabar com o Teste. Para isso, ela precisará encontrar aliados, tarefa difícil num lugar onde é difícil saber quem é confiável, além de descobrir até onde é capaz de ir, quantos de seus princípios é capaz de abandonar, se quiser saber se o fim do Teste pode realmente trazer algo de bom para o seu país. "O Teste final é o mais mortal"!
"Quero acreditar que essa seja a verdade, mas a pressão que sinto crescer no peito enquanto olho a cidade em torno, forjada com esforço e esperança, me faz pensar se poderia haver outra verdade. Que, assim como os Sete Estágios da Guerra, e o período que se seguiu, a paz virá acompanhada de sacrifício e morte." (página 55)
Talvez vocês saibam que a trilogia "O Teste" é a minha trilogia distópica favorita. E eu estava bem animada para ler esse último volume e saber como a jornada de Cia terminaria. "A Formatura" começa de onde o livro anterior, "Estudo Independente" parou, ou seja, já começa cheio de tensão, e continua assim por praticamente todo o livro. Mais uma vez, fui capturada pela história criada pela autora e me senti aflita com cada dificuldade que aparecia para a protagonista.

Eu gostei do desfecho, mas nem tudo foi como eu imaginava. Acredito que aqui a narração em terceira pessoa impediu que algumas partes fossem melhor contadas. Algumas reviravoltas não ficaram totalmente claras para mim. Talvez, se houvessem mais alguns capítulos ou, quem sabe, um capítulo do ponto de vista de outro personagem, a trama ficasse melhor. Não entendi todos os objetivos do doutor Barnes, o dirigente do Teste, nem da presidente Collindar. Queria saber mais sobre o que tinha para ser dito numa mensagem que a Cia não pôde ouvir até o final, assim como conhecer melhor alguns personagens citados. E o final?! Bem, o final é sim o fim de um ciclo para Cia, mas é o começo de outro, onde há inúmeras possibilidades para a Comunidade Unida, e eu queria um epílogo.

Por outro lado, "A Formatura" é um livro que nos faz pensar bastante se os fins justificam os meios. Foi interessante ver como a Cia se guiava (durante toda a trilogia) pelo que havia aprendido com o pai, não deixando de lado sua essência. Preciso mencionar também o Tomas, um personagem muito querido e que tem destaque nesse volume, além do fato de muitas informações sobre as guerras que levaram a sociedade até aquele ponto finalmente serem reveladas.
"Fecho os olhos, enquanto sou tomada por sensações: alívio porque Zeen vai ajudar; orgulho, porque parou de falar comigo como se eu fosse uma criança; e tristeza, por faze-lo prometer matar uma pessoa." (página 211)

A Única fez um bom trabalho em "A Formatura", a imagem da capa tem tudo a ver com a história, assim como as cores escolhidas. As páginas são amareladas, a revisão está boa, a diagramação traz letras, margens e espaçamento de bom tamanho.
"Apesar da sua vontade em ver o Teste terminado, acima de tudo ele quer ir para casa. Esquecer. Compreendo esse desejo, mas não existe esquecimento para o que vimos e fizemos. A única maneira de viver com nossas ações é acabar com o que as causou. Ou morrer tentando." (página 189)
Enfim, recomendo "A Formatura" e a trilogia "O Teste" (pois acredito que seja melhor lê-la em ordem) para quem procura uma distopia onde a personagem feminina é a líder e precisa ser forte e inteligente, e onde o romance passa longe de ser o foco. Prepare-se para cenas bem chocantes, que mostram até onde o ser humano é capaz de ir na busca por poder. Como dica final, sugiro que a leitura dos três volumes seja feita com o menor espaço de tempo possível entre um livro e outro, pois como demorei mais de um ano entre a leitura do segundo e do terceiro, já havia esquecido algumas coisas. "A Formatura" poderia ser ainda melhor, mas continuo sendo fã da autora e da sua incrível e maravilhosa Malencia Vale!

site: https://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/2017/09/resenha-livro-formatura-joelle.html
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Mads 15/11/2017

Bom...e para por ai..
Eu acompanhei a saga da "Cia" esperando um pouco mais, Não sei dizer o que faltou.
O livro inteiro é muita explicação e corrido, a cada capítulo vão acontecendo coisas que não fui sendo preparada no contexto.
Os últimos 10% foram enchurradas de palavras e acontecimentos que acredito que vão deixando o leitor meio insatisfeito assim como estou.
Eu gostei muito dos dois primeiros livros e me senti sendo enganada com esse último. Eu estou bem insatisfeita e apesar de gostar dos personagens não gostei do final deles.
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Estante X 10/09/2017

Todo sistema "perfeito", no seu mais profundo, esconde alguma imperfeição.
Essa foi uma daquelas leituras que quando terminei fiquei satisfeito com a história, mas ainda cheio de muitas e muitas perguntas que a trama não responde (ou que ficam em aberto de propósito, quem sabe?). Finalmente Cia vai enfrentar os seus inimigos e descobrir que tudo o que ela sabe sobre o Teste pode não ser verdade. Como assim? Essa foi a mesma reação que eu tive ao concluir a série e devo dizer que foi uma sacada muito interessante da autora.

Cia já enfrentou diversos obstáculos para chegar onde está, e agora mais do que nunca, está com a vida em risco. Ao contrário de outras distopias, onde quem se rebela contra o sistema se torna visível, neste temos uma insurgente silenciosa, trabalhando por baixo dos panos, então todo cuidado é pouco e confiar é algo que ela não pode se dar ao luxo. Ao mesmo tempo em que ela precisa reunir informações do programa, ela tem em mente que há pessoas próximas que querem derruba-la ou até mesmo mata-la.

“Pela primeira vez em muito tempo, minha vida está em minhas próprias mãos. Embora eu não saiba se essa vida durará muito mais do que os próximos dois dias, pelo menos sei que esse período pertence a mim.”

É aí que a protagonista terá os seus dois maiores momentos de destaque. O primeiro e talvez mais complicado é como ela fará para saber quem é seu amigo e quem é espião. Ainda que ela não queira agir desesperadamente, conclui que única forma de fazer isso é criar algo que mate quem se mostrar contra ela. Mas ao fazer isso, o quão distante do Dr. Barners e do Teste ela fica? Diante dessa dúvida é que entramos no segundo grande momento da personagem. Ela começa a refletir sobre a forma como o Teste age, sobre como seleciona os mais inteligentes e passa a concordar com o programa, já que querendo ou não tem mostrado resultados eficientes, e ela mesma é a prova disso.

Achei bastante pertinente esse conflito da personagem. Como lutar contra algo que você vai usar a seu próprio favor? Por mais inteligente que ela seja, ela é um ser humano como qualquer outro, passível de falhas, de escolhas erradas, de conclusões incorretas. É o momento onde personagem e leitor se tornam um só e compartilham da mesma dúvida: o que fazer nessa situação?

“Perco o fôlego. Meu peito se aperta, enquanto as palavras ditas casualmente se instalam nos meus ombros como uma canga. Ela está aqui porque pedi. Ela não vai matar por paixão pelo nosso propósito, mas por minha causa, meu pedido, minha crença, minhas escolhas.”

Cia se mostrará uma boa líder e comandará a própria rebelião de forma muito eficaz. Ainda que seja difícil confiar nas pessoas que se juntam à ela, o teste que cria dá uma certa segurança e motivação de continuar em frente. Seu objetivo não é apenas confrontar o sistema, mas tornar o mundo melhor, onde as pessoas tenham uma forma mais justa e menos cruel de serem recrutadas. Não é um pensamento exclusivo desta distopia, mas funciona super bem para justificar toda a luta da personagem e de seus aliados.

As cenas finais são tensas e cheias de reviravoltas também. O final é convincente, mas como eu falei no início, deixa muitas perguntas em aberto e nos mostra que o Teste era muito mais complexo do que parecia ser. Vi alguns leitores dizendo que não gostaram dessa abertura do final, já que vemos o surgimento de uma nova era, mas eu penso que seria muito chato o livro terminar com tudo resolvido 100 por cento. Ao meu ver, o final torna a história mais fiel à realidade.

“O título de líder só lhe confere autoridade se os oficiais e os cidadãos para quem você trabalha o seguirem.”

A Formatura encerra a trilogia de uma forma bem satisfatória. É bacana terminar a trilogia e ficar pensando em como será o amanhã da personagem. Acredito que o único ponto negativo da história é a limitação que a visão da Cia dá sobre tudo o que está acontecendo. Se tivéssemos desde o começo o ponto de vista de mais personagens, sobre os rebeldes, sobre a presidente, etc, acredito que a narrativa teria sido bem mais fluida e envolvente.

Nem preciso dizer que vale a pena conhecer A Formatura se você já leu e gostou dos dois livros anteriores ou se simplesmente gosta de distopias. Sem dúvida também vai gostar da forma como a personagem lida com os problemas, como ela pensa e como promove a diferença em um mundo onde todos acreditam que esteja bom.

site: http://resenhandosonhos.com/formatura-joelle-charboneau/#comment-10113
Pati 10/09/2017minha estante
Muito boa esta trilogia!




Luiza Helena (@balaiodebabados) 19/07/2017

Originalmente postada em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/
Porque, apesar do que aprendi e do que fiz, ainda sou a garota de Cinco Lagos que quer liderar e ajudar meu país. E ainda há muito por fazer.

E é com essa citação que termina A Formatura e chegamos ao fim da distopia mais injustiçada que encontrei na vida.

A Formatura começa no exato momento que terminou Estudo Independente. O começo do livro pode ser um tanto parado, se comparado com tudo que aconteceu na reta final do anterior. Mas quando os tiros começam, saí de baixo que eles não vão parar tão cedo.

À Cia foi da uma missão bem no estilo mesmo de missão impossível. Ela pondera sobre aceitar ou não realizar, mas no fundo já sabe sua decisão. E é nessa decisão que vemos o quanto a personagem mudou desde o começo da história.

Cia ainda é aquela menina que saiu de Cinco Lagos com o propósito de ajudar a reconstruir Comunidade Unida, mas depois de tudo que ela e seus amigos passaram, ela também nutre um desejo de vingança a todos os responsáveis pelas atrocidades que viveram. E esse desejo é o que a move para realizar certas ações.

Para realizar o que lhe foi pedido, ela terá que ir contra o conselho de seu pai: não confiar em ninguém. Mas Cia sabe que ela não pode e não é capaz de realizar tudo sozinha, então ela confia em seus instintos e coloca sua confiança - e sua vida - nas mãos de alguns personagens.

A única pessoa que ela pode contar em Tosu City é Tomas. Apesar da relação deles estar um pouco balançada no livro anterior, aqui ela pondera e entende o porquê de Tomas ter escondido algumas coisas dela. Depois de tudo que eles passaram juntos desde que saíram de Cinco Lagos, não é fácil viver e relembrar de alguns acontecimentos.

Volto a repetir que Cia é uma das melhores mocinhas de distopias que já li. Em certos momentos, ela me lembra bastante June (Legend) com seu raciocínio rápido e capacidade de separar o emocional do racional. Com toda a experiência que viveu n'O Teste e o que passou depois que entrou na universidade, ela tem que tomar algumas decisões que vão contra seus princípios, mas sabe que se não o fizer, várias outras pessoas irão continuar sofrendo o que sofreu.

Outro fato que gostei bastante foi seu romance com Tomas. Desde o primeiro livro, ele ficou em segundo plano. Apesar de amar Tomas, Cia não deixa esse sentimento influenciar em suas decisões. O melhor de tudo é que Tomas, mesmo não concordando com algumas, respeita as suas decisões.

Nesse livro, outros personagens tiveram um maior destaque. Dentre eles, alguns protagonizaram surpresas de cair o queixo. Assim como Cia, por conta da narração em primeira pessoa, ficamos na dúvida se aquele personagem está sendo sincero ou não.

Perguntas que foram surgidas desde o primeiro livro são respondidas, principalmente sobre a criação d'O Teste. Afinal, como eles puderam criar algo tão cruel e viver com isso? Será que as pessoas sobreviventes realmente serão os líderes que Comunidade Unida precisa?

O final do livro foi do jeito que eu pensei que seria, mas em certos momentos fiquei com medo que fosse outro e com certeza não iria me agradar. Ele não é necessariamente aberto, mas deixa brecha para que a Joelle explore mais esse mundo distópico que criou.

Diferente de outras trilogias, Joelle não foca somente no cenário político, mas também no cenário ambiental. Os Sete Estágios da Guerra não só acabaram com o sistema político de um país, mas também todo seu ambiente e essas consequências ainda se fazem presente. Em várias passagens, Cia descreve como esses estágios da guerra afetaram e ainda afetam a natureza na Comunidade Unida. Essa revitalização ambiental é um dos focos dos líderes a serem formados.

No geral, essa trilogia foi uma ótima experiência. Provavelmente teria sentido o mesmo se tivesse lido na época que as distopias estavam no seu auge e creio que esse foi o maior problema pelo reconhecimento da história.

Leia mais resenhas em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/

site: https://balaiodebabados.blogspot.com.br/2017/07/resenha-188-a-formatura.html
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Nat 28/05/2017

Entre Tomas, seus estudos, a preocupação com o irmão no meio dos rebeldes, o estágio e amizades inesperadas, Cia se vê as voltas com a verdade sobre a rebelião. O que ela não imaginava é que a presidente iria designá-la para uma missão muito séria: uma que irá acabar com as atrocidades do Teste de uma vez por todas. Ao aceitar, Cia precisa pensar em quem ela pode confiar para ajudá-la. Tomas está do seu lado, Raffe a ajudou e a acobertou, e ela gosta de Enzo, mas e o restante? E Stacia e Will? Será que ela confia neles? Seus questionamentos aumentam a medida que ela amadurece e ela se vê novamente não seguindo o conselho de seu pai: “Não confie em ninguém!” Porque ela não pode fazer tudo sozinha e precisa de ajuda, mesmo que venha daquele que menos se espera.

Confesso, não sei o que sentir depois de ler esse livro. Como toda distopia, a história começa cheia de ação, em seguida vem o terror (porque vamos combinar, distopia está virando sinônimo de “Não se apegue a nenhum personagem porque ele provavelmente vai morrer”), e depois vêm aquela sensação de “E agora? Acabou?”. É como se toda aquela ação diminuísse (até porque as coisas começam a ser resolvidas) até os personagens terem finalmente paz. Não sei lidar bem com o final de distopias desde Esperança, é como se eu não quisesse aceitar que tudo acaba, que os sobreviventes agora vão reconstruir seu mundo, as lutas acabaram, como se depois de tanta morte sem sentido (vide Prim, porque essa morte nunca vai fazer sentido para mim), ninguém merecesse tranqüilidade. Horrível isso, eu sei, mas é essa a sensação. O bom do livro é que as reflexões de Cia, que são uma constante na história, deixam o leitor analisando junto com ela o que é certo e errado, quem é mau ou bom. Novamente a autora consegue chamar a atenção para aquela questão: o líder que quer acabar com o terror mas que, quando você observa melhor, não se mostra tão simpatizante dos sofredores assim. Não que a presidente seja uma traíra, mas eu fiquei com o pé atrás com ela. Um final de prender a atenção do início ao fim.

site: http://ofantasticomundodaleitura.blogspot.com.br/2017/05/a-formatura-joelle-charbonneau-dl-l-2017.html
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Pedro 08/03/2017

Bom livro, mas nada além de bom.
Corrido e com poucas explicações (sobretudo no final), sem fortes emoções e até mesmo um pouco previsível, achei que o último livro destoou um pouco dos seus antecessores e ficou aquele gostinho de que tinha tudo para ser ótimo, mas foi bom, nada além de bom.
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Beatriz 31/12/2016

Possui um decorrer de história interessante (em minha opinião as vezes um pouco forçado demais na busca de surpreender). Em contraste com o desenvolvimento o desfecho não atingiu as expectativas que eu esperava para o livro (adoro finais inusitados e criativos). Mas trata-se de uma boa leitura para passar o tempo.
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Ana Letícia 09/09/2016

Amando
Não sei como a escritora faz pra escrever de forma tão envolvente, mas amo :D
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Francienio 04/05/2016

... e desaponta.
Poxa, mais uma trilogia para o grupo de estórias grandes, finais decepcionantes. Sério, eu tinha esperanças que ia melhorar mas quando Cia confronta o vilão de toda a trama, o confronto é patético. Me lembrou muito Crônicas do Mundo Emerso. Não gostei nada desse final e pra mim isso acabou com todo o livro e até com a trilogia toda. Cia passa a estória inteira enfrentando desafios mortais, um atrás do outro, sem tempo de respirar, e quando seu maior desafio está a sua frente, aquele que foi motivo de todo o seu sofrimento ao longo dos três livros e que vai mudar toda a estória da humanidade daqui pra frente.... não é desfio algum. Ah, fala sério. Broxante. Desculpe-me quem gostou, eu não gostei.
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Nanda 08/04/2016

A Formatura é o terceiro e último volume da trilogia O Teste, que foi uma grata surpresa neste ano. A autora seguiu a mesma receita distópica utilizada por muitos, mas acrescentou e modificou partes, tornando a história única. Claro que depois dos eventos nos livros anteriores, uma rebelião iria estourar e a forma como ela foi tratada me incomodou um pouco.

Mas antes vamos falar sobre a evolução de Cia. Eu juro que não dava NADA pela personagem e aí ela vem me dando dois tabefes na cara, me deixando com a cara na poeira. Foi surpreendente ver como ela deixou de ser uma garota bobinha e sonhadora, para se tornar a líder que deveria ser. Porém, ela pecou em alguns aspectos na sua ascensão à liderança.

Por ser narrado em primeira pessoa é fácil ser conduzido para dentro da mente da personagem. Os questionamentos levantados por ela são bem razoáveis, só que alguns são muito fora de hora. Além disso, a falta de pulso firme em algumas cenas me deixou com vontade de entrar na história e dar um sacode na menina. Felizmente, isso foi só na parte inicial. Acredito que fez parte da construção da personagem, foram precisos alguns choques de realidade nela.

Os coadjuvantes, entre eles Thomas, ganharam seu momento de brilho neste livro. Dois deles em especial me chocaram de tal forma que só me restou aplaudir de pé. Outros, porém, se provaram não tão dignos de confiança. Eu gostei da maneira como praticamente todos os personagens inseridos nos livros anteriores foram utilizados. Não foram apenas mais um adendo à história, eles fizeram sentido.

A frase de capa já diz tudo e realmente as partes de ação são de tirar o fôlego. Algumas cenas me lembraram de A Esperança, mas nada forte o suficiente para eu levantar o dedo e dizer que era plágio. Eu penso que, querendo ou não, todas as histórias distópicas tendem a seguir a mesma linha: revolta/aceitação em relação ao sistema, conflito gerado por isso, batalha. Portanto, não foi tão surpreendente (nem frustrante) perceber isso.

A narrativa fluiu de forma maravilhosa (e eu me arrependi de ter deixado o livro encostado por um tempo). Chegando perto do fim, um sentimento saudoso veio me acompanhando. Aprendi muito com Cia e seus companheiros, a confiança é importante e dá-la a alguém é mais importante ainda. A Formatura foi um desfecho muito bom para a trilogia, mas as duas últimas páginas deixaram a desejar, meio que terminando em aberto. Apesar dos pesares, vale a pena conferir.

site: http://www.entrelinhascasuais.com/2014/11/resenha-formatura-joelle-charbonneau.html
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Juliana 05/03/2016

recomendo
Depois que Cia passa por tudo no livro passado, o estágio com a presidente faz abrir ainda mais os olhos, mas não se esqueça este livro é cheio de surpresas!! A presidente dá uma lista de pessoas que Cia precisa executá-las, mas ela não quer, pensa em desistir de tudo e fugir mas lembra dos amigos, será que ela consegue largar de tudo?
O que eu gostei da trilogia não foram só as surpresas e reviravoltas, mas como a autora conseguiu dar um final apocalíptico se baseando em fatos que ocorreram em nossa história mundial, quando ela comenta sobre o estopim das guerras você se lembrará que foi muito parecido com a da primeira guerra mundial com o assassinato do príncipe austro-húngaro.
E lembre-se as pessoas pessoas usam máscaras....
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Lili No Mundo dos Livros 04/03/2016

Desfecho ótimo!
Sempre fico relutante em ler os últimos livros de trilogias ou séries muito boas. Depois de Convergente, de Verônica Roth, um livro que detestei a forma como acabou, comecei a ficar com medo de um final insatisfatório corromper a percepção que eu tenho dos livros anteriores. Por esse motivo, me demorei a começar a ler A Formatura, último livro da sério O Teste. Neste caso, meus medos foram infundados e desnecessários! Ainda bem.

O desfecho que Joelle Charbonneau deu para essa trilogia fantástica foi ótimo e ficou dentro das expectativas. O que eu mais gosto na escrita da autora é sua capacidade de surpreender, de pontuar a história com reviravoltas que me deixaram boquiaberta. As pessoas nunca são quem pensamos, suas atitudes não são o que parecem ser em uma primeira olhada e a solução para os mistérios nunca ocorre como nós esperamos. Os momentos em que as revelações foram feitas neste livro são perfeitos, sendo estas surpreendentes e condizentes com o enredo traçado pela autora. Não me canso de recomendar essa trilogia, uma vez que a série O Teste é uma das melhores distopias que já li.


Confira a resenha completa no nosso blog.

Beijos Lili

site: http://meninasnaliteratura.blogspot.com.br/
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