Quartos Fechados

Quartos Fechados Care Santos




Resenhas - Quartos Fechados


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Pandora 24/08/2018

Que novelão espanhol, amiguitos!!! Buenísimo!!!

Care Santos é uma premiada autora espanhola-catalã, que escreve para jovens e adultos. Inclusive, ela já esteve aqui em 2014 e deu uma entrevista ao Metrópolis, da TV Cultura, sobre este romance; quem tiver interesse está no YouTube. No site da rtve.es estão os capítulos da minissérie baseada neste livro (que eu não resisti, comecei a ver e claro que estou reclamando sobre um monte de coisas).

?Quartos fechados? narra a história da aristocrática família Lax em Barcelona, do final do século XIX até o início da Guerra Civil Espanhola em 1936. Depois há pequenos fragmentos de anos posteriores até o presente, no caso, 2010.

O ponto de partida é a ida de Violeta, neta do famoso pintor Amadeo Lax, que vive em Chicago, a Barcelona, para tratar de assuntos referentes a transformação da casa da família em uma biblioteca. Um afresco retratando sua avó Teresa, que se encontra no pátio da mansão, terá que ser transferido a fim de que se iniciem as obras e Violeta deseja vê-lo em seu lugar original antes da remoção. Acontece que ao retirar o afresco, descobre-se uma pequena despensa escondida e nela estão os cadáveres de uma mulher e de um gato.

A narrativa vai e vem no tempo, às vezes contada por uma presença onisciente, às vezes através de e-mails trocados entre Violeta e sua mãe. Personagens fictícios e reais se encontram para contar a saga de uma família em meio à história de Barcelona. Em entrevista, a autora afirma que sentiu necessidade de colocar elementos reais como um grande incêndio ocorrido em 1932 em uma das maiores lojas de departamentos da Espanha; o crescimento do espiritismo - posteriormente proibido na Era Franco - e a presença de Francesc Canals i Ambrós, cultuado até hoje como santo (não canonizado).

Apesar de retratar uma família, o personagem central é o pintor e filho mais velho dos Lax. O que me desagradou é que me pareceu que em algumas situações, através de um ou outro personagem, a autora tentou justificar as ações dele. Às favas com a desculpa de que ele era um artista de alma atormentada. Amadeo Lax era um grandessíssimo FDP arrogante, egoísta, egocêntrico e mau caráter. Mas enfim... só lendo.

O mistério do cadáver em si não é grande coisa; logo ele é identificado e já fica claro quem é o assassino; esta parte da resolução é até meio corrida. O que importa é o novelão mesmo, aquele envolvimento com os personagens, o se situar na história. Li opiniões bem divididas: há quem tenha gostado e quem não. Eu gostei.
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