Lagoena  O Portal dos Desejos

Lagoena O Portal dos Desejos Laísa Couto




Resenhas - Lagoena O Portal dos Desejos


24 encontrados | exibindo 1 a 15
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Viviane 04/06/2017

O livro é cheio de aventuras, o que não permite que em nenhum momento a narrativa fique parada.
O que achei muito interessante é que a autora remete em seus personagens símbolos mitológicos de várias culturas ( mitologia grega, seres mitológicos do deserto, folclore brasileiro, lendas egípcias e até alguns referentes a bíblia), eu diria que é uma história riquíssima e de leitura fácil, adequado para jovens e adultos.
As paisagens e locais são muito bem descritos....o que nos leva facilmente a nos imaginarmos lá.
Super indico a leitura...para fãs de Alice no país das maravilhas, herry Potter, narnia, história sem fim....é uma boa pedida.
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Viviane 04/06/2017

O livro é cheio de aventuras, o que não permite que em nenhum momento a narrativa fique parada.
O que achei muito interessante é que a autora remete em seus personagens símbolos mitológicos de várias culturas ( mitologia grega, seres mitológicos do deserto, folclore brasileiro, lendas egípcias e até alguns referentes a bíblia), eu diria que é uma história riquíssima e de leitura fácil, adequado para jovens e adultos.
As paisagens e locais são muito bem descritos....o que nos leva facilmente a nos imaginarmos lá.
Super indico a leitura...para fãs de Alice no país das maravilhas, herry Potter, narnia, história sem fim....é uma boa pedida.
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Luiza Helena (@balaiodebabados) 09/11/2016

Originalmente postada em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/
Rheita é uma menina de 10 anos, que mora com seu avô. Sua mãe morreu quando ela nasceu e seu pai sumiu no mundo. Desde que se entende por gente, ela usa uma luva na mão direita, a qual tem um sinal em forma de S.

Um dia, Rheita descobre metade de um mapa de um lugar chamado Lagoena, escondido no antigo quarto da sua mãe. Junto com seu recém amigo Kiel, eles partem para Lagoena. Lá, eles descobrem que terão de salvar a terra de sucumbir para o lado negro da força.

Sabe aquele livro que você começa a ler esperando ser uma coisa, acaba se tornando outra completamente diferente e você acaba gostando do mesmo jeito? Assim que aconteceu com Lagoena. Na verdade, eu não sabia o que esperar e acabei gostando assim mesmo.

A escrita da Laísa é tão fácil e fluída que, por muitas vezes, eu me vi associando com a trilogia Dragões de Éter, do Raphael Draccon. Enquanto o Raphael fez uma releitura dos contos de fadas, Laísa criou um mundo tão bem feito.

Sobre o mundo de Lagoena, a história tem muitas descrições sobre o lugar, mas isso não torna a leitura cansativa. Muito pelo contrário. As descrições sobre o lugar te fazem sentir naquele lugar. Outro ponto legal na história foi a inserção do folclore brasileiro.

Agora aquele final… Foi um final que eu realmente não esperava enquanto fazia a leitura. Realmente foi algo que não esperei - que ninguém esperou, na verdade. Você vai lendo e achando que já sabe o final e, quando menos espera, leva um tiro no peito com o final que acontece.

Lagoena é uma fantasia que encantará adultos e crianças.

Leia mais resenhas em https://balaiodebabados.blogspot.com.br/

site: https://balaiodebabados.blogspot.com.br/2016/11/resenha-107-lagoena-o-portal-dos-desejos.html
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Renan Barcelos 07/10/2016

Uma Jornada Carregada de Inocência e Fantasia
Escrito ao longo de 5 anos, de 2005 a 2010, Lagoena foi a primeira aventura de Laísa Couto no mundo da literatura. Iniciada em publicações no site Booksérie para só então, quando finalizada, conquistar espaço em uma editora, é muito fácil perceber as semelhanças com obras de Lewis e Tolkien em Lagoena, e a autora não as esconde. Desde o início da obra, até o desfecho da história, o livro tem todo aquele jeitão de “Lá e de Volta Outra Vez”, ou melhor, daquele tipo de história onde crianças precisam sair de seu lugar comum e enfrentar o fantástico. E assim como a fantástica tarefa de Rheita, em busca das Sete Chaves do Portal dos Desejos de Lagoena, a obra acaba passando por erros e acertos, mas tal qual a personagem, demonstrando sinceridade e o desejo (e sucesso!) de trilhar uma história de locais e seres fantásticos.

A história abre com uma cidadezinha muito conto-de-fadas. Pequena, isolada, o tipo de lugar com ares rústicos e campestres que logo evoca o tipo de história que a autora quis contar. E logo o leitor é introduzido à Rheita, uma garotinha cuja marca em forma de ‘S’ em sua mão a liga à lendas antigas da região, às velhas histórias sobre os Guardiões. Marcada pelo destino, a menina acaba descobrindo um segredo por trás do sumiço de seu pai e da identidade do novo ajudante de seu avô. E logo ela e Kiel, menino da idade de Rheita que acaba envolvido em seus problemas, precisam fugir de casa e, de posse de um mapa mágico, viajam até Lagoena, um reino fantástico onde apenas eles poderão reunir as Sete Chaves do Portal dos Desejos e impedir que o antigo Imperador Zhetafar consiga realizar os seus sonhos de imortalidade e poder.

Com uma trama simples, a autora consegue muito bem contar aquele tipo de história bastante arquetípica da criança que vai explorando e descobrindo um mundo fantástico ao mesmo tempo em que lida com acontecimentos do mundo real. Mas, neste ponto, a semelhança com outras obras não fica como um ponto negativo, pois o objetivo de Lagoena parece ser realmente evocar este tipo tão familiar de fábula. O início do livro, que mostra Rheita vivendo sozinha com seu avó, consegue muito bem introduzir aquela ideia da garotinha deslocada, esperta para a idade, que descobre que por trás de sua própria história existe alguma coisa fantástica. Quanto começa a obra, ela ainda não sabe, mas vai acabar descobrindo o mistério do desaparecimento de seu pai e descobrindo que estava bastante certa em não gostar do muito suspeito novo ajudante de seu avó.

Talvez o maior problema deste início é que ele não seja maior. Apesar da importância de se dar seguimento à história, ou melhor, ao verdadeiro início da jornada de Rheita, são estes momentos iniciais os que mais definem a trama e delimitam o rotineiro do fantástico. Além disto, é de uma familiaridade agradável e simpática os capítulos que vão mostrando o relacionamento da garota com seu avô, com sua cidadezinha e com os primeiros moradores do lugar que ela vem a conhecer. Por medo de que descobrissem que ela tinha a marca dos Guardiões, por vários anos Gornef impediu que sua neta saísse sozinha de casa, então, para Rheita, uma breve visita ao relojoeiro da esquina é uma grande aventura. E mesmo neste tipo de situação trivial, a autora consegue passar os sentires e impressões da garota, criando cenas bastante simpáticas e divertidas de ler. Estas sequencias do lugar comum de Rheita, onde pouco a pouco ela vai tocando o fantástico, duram por aproximadamente cinquenta páginas, e tão interessantes que são que poderiam ter outras cinquenta.

Em contrapartida, quando a aventura de Rheita realmente começa, muitos dos pontos positivos do inicio do livro acabam se perdendo. Enquanto antes era possível entrar nos sentimentos da garota, quando ela se une à Kiel o estilo da narrativa muda para se tornar mais impessoal, sem se aproximar muito da percepção de um personagem ou de outro. Apesar disto possibilitar apresentar melhor as ações de ambos os personagens, acaba fazendo com que o leitor não consiga realmente ver através dos olhos das crianças todas as maravilhas do mundo fantástico de Lagoena. A busca pelas sete chaves tem os seus méritos, mas sem a impressões dos jovens protagonistas a obra acaba perdendo muito e a jornada dos dois se torna um tanto quanto apressada.

Não é que Kiel e Rheita não tenham uma boa dinâmica, a interação entre as crianças é divertida e inocente, como dois bons amigos protegendo um ao outro. Tanto o garoto quanto a menina tem personalidades interessantes para a trama e condizentes com a idade e o tipo da história. No entanto, é justamente por isto que os melhores momentos dos dois acontecem quando estão sozinhos, já que são as passagens em que Laisa Couto se aproxima mais de seus jovens personagens.

Essa distância do ponto de vista de Kiel e Rheita faz com que pareça que falta algo à busca dos dois pelas sete chaves. É como se tudo estivesse acontecendo rápido demais, contado e não mostrado – embora não seja exatamente o caso – e a sensação que fica é que se o livro tivesse mais palavras, passaria de uma história divertida para uma obra realmente boa. O mundo de Lagoena, no entanto, é bem desenvolvido e apresentado, ou melhor, apresentado na medida certa. Sendo uma história mais para o lado do fabuloso, teria sido um erro da autora delinear reinos e cidades e nações como outras escritores de fantasia gostam de fazer. Em Lagoena, a simplicidade do mundo colabora muito para deixa-lo mágico e colorido como deveria ser.

Contudo, é bastante perceptível que o final do livro é um tanto quanto apressado. É como se a autora tivesse ficado sem espaço para desenvolver os últimos momentos e acabou precisando apressar as coisas. Mas talvez este nem seja o maior problema das sequencias finais, e sim que o grande vilão Zhetafar e o seu fiel e vilanesco ajudante tem uma participação irrisória durante toda a história, além de serem mencionados sem realmente aparecerem. Os personagens teriam sido muito melhor utilizados se estivessem perseguindo os protagonistas ou tentando atrapalhar seus planos de alguma forma. Então, ainda que o desfecho dos dois tenha sido de fato interessante, não teve muito impacto porque, para a trama, foram quase que completamente irrelevantes. Uma falha considerável, mas que talvez possa ser perdoada dentro de outros aspectos do livro.

Lagoena não é um livro isento de falhas. Mas é uma obra sincera, e que consegue mostrar o seu universo mágico através da simplicidade e da inocência de duas crianças. Apesar de ser a primeira obra de uma trilogia, o seu final fecha muito bem tudo o que se propõe e pode ser perfeitamente lido de forma independente. Apesar das falhas na estrutura quanto ao uso do vilão e da mudança na narrativa quando os protagonistas estão unidos prejudicar a exposição da história, a trama do livro é agradável, e a obra de Laísa Couto pode ser uma boa leitura aos que gostam de fantasia e queiram ler algo simples, mas ainda assim bonito, e com aquele toque de saudosismo por velhas histórias sobre crianças explorando mundos fantásticos.
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Nadja Moreno - Blog Escrev'Arte 21/09/2016

Aventura e Fantasia cheia de significados!
Lagoena: O Portal dos Desejos é uma fantasia ágil, emocionante e divertida. Não é muito comum fantasia com tanta fluidez e agilidade como neste livro e para mim isto é um ponto muito positivo.

Rheita é a protagonista desta história. Ela é uma garota de 10 anos que vive quase que totalmente isolada. Órfã de mãe, Reitha não conheceu seu pai e nutre uma enorme curiosidade acerca dos motivos de seu desaparecimento. Seu avô a deixa isolada para protegê-la. Afinal, Reitha possui uma marca na mão que poderia certamente colocá-la em risco na comunidade onde vivem.

Como qualquer jovenzinha Reitha sente-se incomodada e, após se sentir desconfiada quanto ao ajudante de seu avô, acaba por descobrir um mapa mágico e então a aventura começa. Reitha e seu melhor amigo Kiel partem para um mundo totalmente novo para eles, e absolutamente ameaçado.

Em diversos pontos da aventura de Reitha e Kiel a trama soa como um caça ao tesouro. Eles precisam encontrar sete chaves mágicas para acessar o Portal dos Desejos e o que eles encontram pelo caminho é extremamente mágico e diverso. Sem dúvida a autora é uma mente criativa!

A magia nestas páginas é muito presente. A autora não se perde em excesso de explicações e isso torna possível ao leitor enxergar as cenas a partir de sua própria imaginação. Eu, pelo menos, enxerguei tudo com um colorido fantasioso incrível, tal qual sugere a capa (muito bem trabalhada, por sinal). Em diversos pontos tive algum vislumbre de outras histórias de fantasia e magia que conheço, que já li em algum lugar ou que já vi em telas de cinema. É como se a história fosse nova e conhecida ao mesmo tempo… Creio que ela me remeteu a memórias boas de infância. Afinal, eu sempre adorei caças ao tesouro!

Existem muitos mundos dentro do mundo principal, Lagoena, e dentro de cada mundo seus próprios seres incríveis. Mas algo me chamou a atenção e me cativou nestas páginas. São diversos seres e existe, claro, o vilão (ou os vilões) que compõem a história e não poderiam faltar. Mas não há traição por parte daqueles seres que colaboram com Reitha e Kiel. Aqueles que se propõem a ajudá-los realmente os ajudam e fazem a diferença para que a missão de ambos seja cumprida. Particularmente me sinto acalentada por histórias assim, onde personagens podem vivenciar a confiança e o companheirismo com tanta leveza. Não importa que seja fantasia. Não importa que tudo ali seja mágico e extremamente fora da realidade comum. O fato de haver lealdade traz um pouco de emoção para as páginas, que transbordam para o leitor. Adorei!

Falando-se de lealdade, Kiel é um fofo! Me apaixonei por ele. Aquele amigo que todo mundo tem, ou deveria ter, que é sincero e companheiro não importa a situação. Tem uma participação indispensável para o desenrolar da trama e dá para notar que ao longo da história ele amadurece e deixa de ser o menino gaguinho e um tanto medroso, para se transformar num rapaz determinado. Só achei uma pena ele não aparecer lá no finalzinho, após o clímax da história. Queria muito ter lido pelo menos mais uma ou duas páginas sobre ele e sua relação de amizade com Reitha após tanta aventura… :/

A história, como disse no início, não é complicada nem densa. É leve, ágil, de leitura agradável. O final é muito condizente com toda a história e é lindo de se ver. Mostra, mais uma vez, algo importante: não se pode ter tudo. Não se pode escolher dois caminhos ao mesmo tempo. Quando escolhemos um, fatalmente estamos abandonando outro. Não pode ser diferente mas mesmo assim não precisa ser sempre doloroso e complicado. É preciso sabedoria e maturidade para entender que aquilo que deixamos de ter, possivelmente não seria tão expressivo e importante quanto o que temos. Em suma, o livro apresenta várias lições que deveríamos nos lembrar no dia a dia.

A edição da Draco é interessante pois mostra detalhes e cuidados, mas ao mesmo tempo não é uma edição rica. As páginas são decoradas, a capa é linda e muito dentro da história (em determinados momentos fechei o livro e fiquei analisando a capa e fazendo a ligação dela com a trama), miolo em papel pólen. Mas eu creio que as margens poderiam ser um pouco maiores, assim como a fonte e o espaçamento. Quando há esta “economia” de espaço e páginas a edição não proporciona uma leitura muito cômoda. Creio que a história merecia uma nova edição, com nova roupagem.

Enfim, posso dizer que é um livro de fantasia e aventura bem escrito, a autora é uma mente criativa que está no caminho certo e chegou ao universo literário muito bem com esta estreia. Recomendo a leitura para todos os gostos e todas as idades. Aposto que cada um de vocês poderá levar para si algum detalhe desta história emocionante.

Visite e comente no blog!!!! ;)

site: http://www.escrevarte.com.br/2016/09/lagoena-o-portal-dos-desejos-laisa-couto-editora-draco.html
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Paulo 16/08/2016

Uma linda história de fantasia
Rheita é uma menina que nasceu com um segredo: ela tem uma letra S marcada na palma de sua mão direita o que a torna automaticamente uma guardiã. Estes guardiões são responsáveis por deter o mal de um ser ancestral chamado Zhetafar que governou um império maligno durante muitos séculos até que um guardião conseguiu deter as suas ambições. E Rheita é a mais nova geração destes guardiões. Mas, seu avô Gornef quer protegê-la de um destino tão cruel: seu pai fugiu de casa sem dar explicações e sua mãe morreu sem conseguir criá-la adequadamente. E coube a Gornef a tarefa de proteger Rheita de seu destino. Para isso ele vai esconder da menina a todo custo o significado de sua marca. E impedirá que outros possam ver sua marca nem que para isso ele tenha que deixar a menina em casa. Mas, para determinadas coisas, mesmo a proteção mais amorosa pode ser uma prisão. E mesmo que Gornef queira manter sua neta alheia a tudo, certas coisas não podem ser impedidas. Quando a Dama dos Presságios entra nos sonhos de Rheita tudo parece mudar. E quem será o estranho novo ajudante de Gornef que parece vasculhar a casa em busca de alguma coisa? E por que o quarto de sua mãe vive trancado? Logo, logo, Rheita embarcará em uma incrível aventura ao lado de seu amigo Kiel em um mundo mágico e enfrentarão inúmeros apuros.

Parece que se tornou padrão na maioria das histórias de fantasia: um mundo devastado, personagens desvirtuosos, apelo sexual, estupros, violência... A magia desapareceu da maioria das histórias de fantasia. Eu sinto falta da jornada heroica, do chamado para a aventura, dos personagens inocentes que buscam apenas realizar a tarefa que lhes foi incumbida. E Laisa Couto me fornece isso através desta linda história. Aqui Rheita segue o seu chamado e somos presenteados com uma história fascinante. Fiquei encantado com a maneira como a autora me apresentou cada minuto das aventuras vividas pela protagonista.

O enredo se desenrola sem pressa. A autora nos apresenta a vida e o cotidiano da protagonista. E ela consegue passar muito bem todo o tom de inocência de Rheita. Junto com ela, nós descobrimos o mundo. Ela é uma personagem que enxerga o mundo com olhos de criança e certas coisas são incompreensíveis para ela. A cada momento da história, a cada personagem que ela encontra, Rheita vai sempre enxergar o que existe de melhor em todos. Mesmo um ser maligno como Zhetafar tem um lado bom para ela. O que me deixa mais encantado é que mesmo quando a protagonista se vê cara a cara com a morte, ela não perde aquilo que existe de melhor nela. Seus desejos são altruístas porque seu coração é puro.
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Monalissa 13/05/2016

Lagoena O Portal dos Desejos, de Laísa Couto
Rheita é órfã de mãe e a única neta de um joalheiro falido. Por mais que seu avô tente, os esforços para isolar essa garota de 10 anos do mundo e esconder sua verdadeira identidade são inúteis.
Inteligente e esperta, a curiosidade da garota leva-a a uma descoberta no antigo quarto da mãe. Encontra a metade de um mapa mágico, mas qual seria a relação disso com o desaparecimento de seu pai?
Quando Kiel, o filho gago do sapateiro, faz revelações incríveis a Rheita, juntos partem para uma aventura repleta de segredos ainda maiores, rumo a um outro mundo, Lagoena, a Terra Secreta que corre grande risco de não mais existir.
A menina deverá salvar esse lugar mágico, protegendo o tesouro do mapa da cobiça de um imperador amaldiçoado, enquanto segue o maior desejo de seu coração: encontrar o pai que nunca conheceu.
Lagoena: O Portal dos Desejos é o romance de estreia de Laísa Couto, autora que resgata a magia dos contos de fada em uma história emocionante e envolvente. Quando a verdade da sua vida lhe foi negada, fugir para um mundo fantástico pode ser a única salvação.
Ser órfã aos dez anos, sem amigos, sem ter um convívio com pessoas estranhas (além de seu avô e Dona Adeliz), faz de Rheita uma menina um pouco solitária e desconfiada. E é essa desconfiança que a leva a não simpatizar muito com um novo ajudante da joalheria do Avô. Suas suspeitas em relação ao rapaz são confirmadas quando o pega bisbilhotando nas coisas da sala de sua casa.
A garota fica sem saber qual atitude tomar, pois o Avô gostava muito do ajudante e não acreditaria na neta. Então ela decide que descobrirá o que o rapaz procura, e encontrará primeiro. Com isso ela entra escondido no antigo quarto da mãe, que outrora fora proibido pelo Avô, e lá descobre um antigo bilhete de seu pai e a metade de um mapa. Pensar que seu pai ainda possa estar vivo faz surgir em Rheita uma grande esperança, e ela sabe que precisa encontrar o pai que nunca teve a oportunidade de conhecer. Tudo se confirma com a aparição da Senhora dos presságios, revelando a garota que ela tem uma missão a cumprir.
A vida da jovem menina sempre fora cheia de segredos e mistérios, o sumiço do pai, o fato de ela nunca poder sair de casa, e ainda ter que usar uma luva para esconder uma marca na mão. Rheita viveu seus dez anos sem colocar os pés para fora de casa, sempre ajudando o avô nas tarefas. Até que um certo dia seu avô Gonerf resolve pedir a menina que vá a Casa do Relógio para levar seu antigo relógio que parou. No trajeto até a tal loja Rheita se esbarra com uma figura assustadora, que descobrirá ser Zhetafar. Conhece também Kiel, que logo se torna seu amigo.
Com todos os acontecimentos, o mapa, a aparição, e essa desconfiança que cresce dentro dela, Rheita decide fugir, seguindo apenas o que o mapa revela. Kiel se faz companheiro e topa a fuga com a menina. Os dois jovens saem então em busca do desconhecido, contando apenas com a companhia um do outro.
É então que começa a jornada da jovem menina, que nos leva com ela ao mundo de Lagoena.
Um livro repleto de referencias literárias, que nos leva a crer no místico e no fantástico. Vemos uma criança que tem uma missão, mas que não conta com super poderes ou magia para tentar salvar o mundo, ela conta apenas com a verdade em seu coração e com o desejo sincero de encontrar o pai.
Uma personagem forte e bem construída, uma história envolvente e repleta de personagens incríveis que faz com que nossa imaginação flua facilmente pela rica descrição que autora nos passa.
Kiel é também um grande personagem, apesar de Rheita ser a principal, ele se mostra muito presente e companheiro da menina, ajudando ela em sua missão. Em alguns momentos seguimos somente pelos olhos dele, nos dando a oportunidade de conhecer o menino corajoso em que ele vai se tornando, e nos levando a desejar imensamente um livro sobre ele (por que não né?!).
O livro se torna uma nova visão do universo fantástico pela rica mistura de lendas, contos de fada, e seres mitológicos. Me apaixonei por cada detalhe em que a autora descreve de Lagoena, pelas lindas flores, pelo Rio do Meio, um reino rico em belezas que nos leva a querer completar a missão de salvar Lagoena ao lado de Rheita.
O livro de estréia de Laísa Couto nos cativa não apenas pelo lindo enredo, mas por sua forma de escrever, respeitando o tempo em que se passa a história, e nos trazendo algo novo a aprender. Uma rica leitura que nos acrescenta muito pela moral que transmite.
Um livro que já conquista pela capa, e que se completa com um desenho do mapa de Lagoena.
Leitura que recomendo, pois sinceramente gostei muito, e já espero por novos livros da autora e por mais aventuras envolvendo a lenda dos guardiões de Lagoena.

site: https://www.facebook.com/sopadeletrinhasdamona/?ref=aymt_homepage_panel
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Nelmaliana 05/05/2016

Rheita é uma garotinha de 10 anos, órfã de mãe, não sabe do paradeiro do pai e foi criada pelo avô, um joalheiro falido. Ainda bebezinha, o avô e Adeliz, uma amiga da família, perceberam que Rheita tinha uma cicatriz em forma de "S" em uma das mãos. Essa é a marca de uma lenda, que a todo custo seu avô tentará esconder, fazendo com que a menina use uma luva pelo resto de sua vida. Porém, por mais que ele tente, os esforços para isolar essa garota do mundo e esconder sua verdadeira identidade são inúteis.

Anos mais tarde, a inteligente e esperta garotinha desconfia de um aprendiz que foi contratado pelo seu avô. Isso e mais a curiosidade de entrar no quarto que foi de sua mãe, fazem com que ela encontre a metade de um mapa mágico.

Certo dia, após ter um encontro com um ser estranho, conhece Kiel, o filho gago do sapateiro. Logo se tornam amigos e ele faz revelações incríveis a menina. Juntos decidem partir para uma aventura repleta de segredos ainda maiores, rumo a um outro mundo, Lagoena, a Terra Secreta que corre grande risco de não mais existir.

A menina deverá salva esse lugar mágico, protegendo o tesouro do mapa da cobiça de um imperador amaldiçoado, enquanto segue o maior desejo de seu coração: encontrar o pai que nunca conheceu.

Se prepare, para uma imersão num mundo fantástico.

Sabe aquela história que te captura nos primeiros parágrafos? Pois então. Foi isso que aconteceu aqui. Logo na primeira página me envolvi com o livro. Existem tantos elementos pelos quais sou aficionada, que não poderia ser diferente.

Temos uma garota extremante experta, aventureira e corajosa. Um amigo fiel que está sempre ao lado dela, ajudando-a no quer for necessário. Um mundo cheio de fantasia e segredos. Um vilão enigmático. Personagens secundários tão cativantes quanto os protagonistas. E pra melhorar, você encontra elementos de Senhor dos Anéis, Harry Potter, Alice no País das Maravilhas e mais algumas coisinhas, que só lendo pra descobrir.

É o romance de estreia da autora, mas ela escreve com tal propriedade, que chega a ser difícil acreditar que é seu primeiro livro. A narrativa é envolvente, a caracterização das personagens e dos ambientes é excelente. Você é "jogado" literalmente dentro da história e nem percebe. É quase impossível não se envolver com os acontecimentos.

O relacionamento entre os protagonistas cresce no decorrer da história, e faz com que o leitor queira se tornar amigo deles também. É uma relação de amizade muito forte e sincera de ambas as partes, e isso dá um toque especial à trama.

Quanto a parte gráfica, a editora está de parabéns. A capa de Frank William é linda e de uma sensibilidade ímpar. Ainda encontramos um mapa e vinhetas em todo início de capítulo feitos pela autora, Laísa Couto. Infelizmente, existem alguns pouco erros de revisão, mas existem.

No geral é um infanto juvenil de extrema qualidade, que vai agradar pessoas de todas as idades, e os fãs de fantasia mais exigentes.

Post original do blog Profissão: Leitora

site: http://profissaoleitora.blogspot.com/2016/05/lagoena-o-portal-dos-desejos-de-laisa.html
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Kássia Monteiro 08/03/2016

RECOMENDO!!!
Quer saber se você deve ler o livro? A resposta é ABSOLUTAMENTE SIM!

Lagoena - O portal dos desejos é o primeiro romance da Laísa Couto. E a menina já chegou arrasando muito. Trata-se de uma história infanto-juvenil de muita qualidade e sensibilidade. Acompanhe a sinopse:

Pode um segredo protegê-la da maior aventura de sua vida?

"Rheita é órfã de mãe e a única neta de um joalheiro falido. Por mais que seu avô tente, os esforços para isolar essa garota de 10 anos do mundo e esconder sua verdadeira identidade são inúteis.

Inteligente e esperta, a curiosidade da garota leva-a a uma descoberta no antigo quarto da mãe. Encontra a metade de um mapa mágico, mas qual seria a relação disso com o desaparecimento de seu pai?

Quando Kiel, o filho gago do sapateiro, faz revelações incríveis a Rheita, juntos partem para uma aventura repleta de segredos ainda maiores, rumo a um outro mundo, Lagoena, a Terra Secreta que corre grande risco de não mais existir.

A menina deverá salvar esse lugar mágico, protegendo o tesouro do mapa da cobiça de um imperador amaldiçoado, enquanto segue o maior desejo de seu coração: encontrar o pai que nunca conheceu.

Lagoena: O Portal dos Desejos é o romance de estreia de Laísa Couto, autora que resgata a magia dos contos de fada em uma história emocionante e envolvente. Quando a verdade da sua vida lhe foi negada, fugir para um mundo fantástico pode ser a única salvação.".

A história tem uma aura de conto de fada, e joga com diversas referências. Não sei se todas foram intencionais, mas notei traços de As Crônicas de Nárnia, Alice no País das Maravilhas, Harry Potter, O senhor dos anéis, O mágico de Oz, mitologia brasileira e até mitologia egípcia.

Laísa criou um mundo bonito e marcante. Eu gostaria muito de ver algumas das paisagens que ela descreve desenhadas. E, embora peque aqui e ali, a impressão geral que fica do livro é a de ter lido uma obra de Arte, com A maiúsculo. Quem disse que não se faz literatura fantástica de qualidade no Brasil? Certamente alguém que não leu Lagoena.

O livro leva 5 estrelinhas :)

site: http://www.kassiamonteiro.com/2015/05/li-e-recomendo-lagoena.html
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Lua 01/03/2016

Um mundo para descobrir...
Rheita é uma garotinha que desde bebê foi criada pelo avó, o joalheiro falido e amargurado Gornef, já que sua filha (mãe de Rheita) morreu no parto o pai sumiu de repente. Vivendo uma vida reclusa e usando sempre uma luva que esconde uma importante cicatriz em formato de 'S' em sua mão direita, que a caracteriza como uma guardiã. E assim Rheita cresce sob o cuidados de seu avó, e a amizade de Dona Adeliz, doceira, amiga do joalheiro e única pessoa a quem o avó permite que tenha contato com a menina desde o nascimento.

Incentivado por Dona Adeliz, o Sr. Gornef começa a cogitar reabrir a joalheria que foi fechada depois da morte da filha e ele passou a se dedicar apenas a neta. Diante dessa decisão, ele começa a procurar um ajudante para ofício. E é durante essas entrevistas que ele se depara com o estranho, porém talentoso Kaspar, que de pronto conquista o emprego. Mas não é o emprego que o levou até o pequeno sobrado do velho Gornef...
Muito ocupado e um pouco mais relaxado por conta dos afazeres o Sr. Gornef passa a mandar a neta fazer pequenas idas à rua, e é assim que ela esbarra com alguém estranho e mais malévolo do que ela pode imaginar; É assim também que conhece o medroso e leal Kiel, futuro amigo e companheiro de aventuras.

Depois de descobrir um pouco sobre as intenções de Kaspar, o suposto auxiliar do avó, e de conhecer através de Kiel histórias sobre vilão perigoso para o reino do Vinagre que a deixam verdadeiramente determinada a descobrir o que está acontecendo... E assim, em uma noite, a descoberta de uma mapa no quarto proibido de sua mãe aliada à chegada de pessoas perigosas no Reino do Vinagre começa a mudar a pacata vida de Rheita. É quando montada em uma carroça roubada do amigo do avó, a menina foge com o amigo Kiel em busca da solução do grande problema que ameaça a sua vida e todo o Reino. E é assim, munidos do mapa misterioso, envoltos em estranhos e quase impossíveis enigmas os garotos acabam por entrar numa terra completamente desconhecida e repleta de magia: LAGOENA.

Ao chegar em Lagoena, Rheita e Kiel se deparam com vilões e mocinhos que ajudam ou tentam prejudicar a difícil tarefa das crianças, em sua corrida que envolve proteger o mapa mágico e a busca pelas sete chaves encantadas que daria a quem as possuísse o direito de ter um desejo realizado... E infelizmente se trata da mesma coisa que Zethafar, o vilão mais perigoso da história, almeja. Quem será que consegue o maior tesouro de Lagoena?

A jornada de Rheita e Kiel é eletrizante e nos faz sentir parte da história, tamanha a fluidez e criatividade na descrição e construção dos personagens e de cada cena.
Podemos notar a presença de elementos culturais e influências folclóricas, que sinceramente me deixaram bem à vontade com o enredo. Além de proporcionar ao leitor uma gama de acontecimentos que nos fazem ficar na ponta do sofá e logo depois nos afundarmos nas almofadas de alívio.
O que senti lendo LAGOENA foi que os mistérios do lugar e de cada criatura são pouco a pouco revelados a Rheita e Kiel e a nós leitores. É como estar vivendo em tempo real as descobertas junto com os protagonistas e eu achei isso muito estimulante e singular durante a leitura.
Quanto a aspectos físicos do livro fiquei muito satisfeita. A capa (que vocês podem ver acima) é linda, a impressão em papel polén deixa a leitura confortável e o mapa de LAGOENA (desenhado pela própria autora) deixa a obra do livro ainda mais especial.
LAGOENA terá continuação... Quem aí está curioso?

"Sou suspeita para falar desse livro mas me sinto muito feliz em compartilhar essa história que foi (e é) repleta de superação por parte da autora, que enfrentou muitos obstáculos (como vários autores nacionais) para chegar até aqui. E é motivo de muito orgulho estar minimamente fazendo parte de tudo isso. Muitas felicitações e ainda mais trabalho e inspiração para você Lah... O que significa muitos livros para todos nós!"

BEIJÃO! =*

site: http://luahmelo.blogspot.com * Blog Pensamento... Apoteose da Dúvida
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Mari 26/02/2016

Resenha do blog Panda Vermelho
Lagoena se trata de um lugar mágico, encantador e imaginário que a autora criou, acredito eu que, com o maior carinho DO MUNDO, porque ela não poupou beleza e imaginação. Lá existem seres de diferentes tipos. Homocapillis, gigantes, duendes, magos, animais falantes, fadas, mulas sem cabeça, espectros, boi tatás, a morte e etc. Lagoena conta a história de Rheita e sua aventura em busca do tal Portal dos Desejos junto com seu amigo Kiel.

Rheita é uma menina que carrega uma marca em sua mão que pode mudar o destino das coisas. Vive com seu avô Gornef, que por carinho e medo, faz com que a menina use uma luva para cobrir a marca. Confesso que fiquei com dó de início da menininha, tão novinha, ser obrigada a esconder a mão e ser julgada por isso - porque o que as pessoas não conhecem elas inventam o que querem - além de conviver sem a rotina normal de uma criança que sai pra fora e brinca com as outras crianças sem preocupações. A menina vive apenas com o avô, sua mãe Enid falecera e seu pai, Domik, fora embora.

Acontece que em sua casa existe um item mágico que será descoberto pela menina e este a levará para a maior e mais gostosa aventura que a menina, de apenas 10 anos, enfrentará. Marcada para mudar o destino, Rheita é uma fofurinha corajosa e não mede esforços para encarar o mal em favor do bem. Ela retrata perfeitamente a alma de uma criança: pura, corajosa e bondosa. Além da inocência das maldades do mundo, claro. Por mais perigos que a menina passe e por mais "cabeça" que ela pareça ser a autora não tirou dela o verdadeiro espírito infantil.

Todo esse mistério se dá início quando o avô Gornef coloca em sua casa um rapaz perfeito, ótimo trabalhador e normal aos olhos de um adulto, Kaspar. Mas os olhos de criança de Rheita não se enganam e encucada com o sujeito, Rheita faz certas descobertas que a leva a esse item mágico e este, leva a menina e seu amigo a Lagoena.

Guiados por um mapa, extremamente velho e frágil, que vai mostrando o caminho e as profecias a serem desvendadas conforme os dois vão cumprindo as tarefas. Devem ir em busca de chaves mágicas que tem uma importante utilidade. Lá, enfrentarão seres como duendes, magos, ladrões e vários outros. Também contarão com a ajuda de outros seres, como o mago Zagut, a fada Élepha...





A história toda é envolvente, até mesmo os personagens malvados criam certa curiosidade em você. E falando em personagens malvados, confesso que de início fiquei imaginando que seria um daqueles livros em que toda hora os bons se encontram com os maus e ficam "lutando" eternamente por algo - e pra mim isso é bem cansativo. Mas fui surpreendida, pois a gente acompanha a aventura das crianças e se esquece de personagens como Zhetafar. Então, quando me peguei perguntando sobre ele, ele apareceu. Ponto para a autora.

Será que Rheita consegue completar a busca pelas chaves e salvar Lagoena? Bom, me fiz essa pergunta várias vezes. Não quero me aprofundar em todos os (muitos) acontecimentos. Aqui temos uma história rica em aventura, rica em personagens e rica em imaginação. Acho que a magia está em ler e descobrir esse "universo" sozinho. Perde a graça se eu ficar descrevendo e detalhando muita coisa, sabe?Eu tinha criado todo um final na minha cabeça pra essa história durante minha leitura e no final fui surpreendida. E ah, Laísa, vem cá... fiquei brava contigo pelo velho Gornef.

Aqui, vale lembrar, como citei na resenha de Ladrão de Olhos, é o mundo de Rheita e Lagoena. Tudo que acontece aqui é exclusivamente daqui. Então vamos encarar isto como quem desbrava um novo ambiente. Afinal, é esse o espírito de se ler fantasias, não é mesmo? Quem lê fantasias comparando-a com o mundo real? E é exatamente por isso que livros assim me encantam. Quem me conhece sabe o quanto sou apaixonada por Ladrão de Olhos e Lagoena me encantou tanto quanto. Ah, também fiquei imaginando um desenho para este livro (também amo desenhos). Aaaahhh... ambos os mundos são totalmente diferentes (ok?), mas igualmente ricos em imaginação e com crianças aventureiras mudando um destino.

Uma observação que acho legal colocar aqui é que o livro contém 40 capítulos. E o que tem de mais nisso? Que talvez você pense "tudo isso?" como eu, mas todos são perfeitamente distribuídos e os acontecimentos o são igualmente. Você não se cansa e como são relativamente curtinhos, você vai lendo mais e mais.

Também não posso esquecer de falar dos nomes escolhidos pela autora... eu não sabia de onde veio a inspiração dos nomes, mas eu achei todos criativos e diferentes e em uma troca de email com a autora minha curiosidade foi tirada. Deixo aqui algumas partes: "...os personagens do Reino do Vinagre têm nomes escandinavos, mas fácil para a gente pronunciar e entender em português, outros, eu tirei de um atlas de astronomia, principalmente da geografia da Lua, como Rheita e Zagut..." "...alguns eu inventei, como Éleha, Zhetafar, Sendalus, Gornef, Biful".

As passagens pelos ambientes que os amigos se aventuram são breves. A autora não se aprofunda e detalha o que é desnecessário. Por exemplo, quando os dois são presos pelos duendes, a autora os manteve na prisão pelo tempo necessário e os tirou de lá e nos contou como entraram e saíram no ponto certo. Ela não se demorou para explicar e detalhar: como, porquê, quando, onde, quem, quanto, a cor das árvores, a espessura das folhas das árvores, a espessura da grade da prisão, o número e nome dos duendes, etc etc etc... zZzZzZz. Ok, exagerei hahaha. Mas tem autor que faz isso com um talento incrível de nos fazer dormir. Deu pra entender?

Este livro recomendo para qualquer pessoa, acredito que daria uma animação rica e encantadora. De início pensei em ler a uma criança, mas acredito que o vocabulário e a escrita sejam rebuscados demais para tal. Mas, seria interessante ler ao seu modo, um capítulo por noite e explorar algumas questões rotineiras que podemos encontrar aqui.

Esse excesso de elogios é justamente por ter me feito voltar a refletir como quando refletia quando criança. Sempre busco absorver algo e acho que essa é a verdadeira essência da leitura. E ai? Eu estou aqui desejando voltar à melhor fase da vida para poder aproveitar melhor a viagem por Lagoena hahaha. Além de desejar essa capa maravilhosa na minha estante.

site: http://oipandavermelho.blogspot.com.br/
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Domenica Mendes 15/02/2016

Se você procurar pelo livro Lagoena O Portal dos Desejos da escritora brasileira Laísa Couto vai encontrar logo abaixo do título a frase: “Pode um segredo protegê-la da maior aventura de sua vida?“, mas vou além: “Pode um livro de fantasia nacional te transportar à sua infância e tocar seus sentimentos de saudades e inocência de tempos que jaziam esquecidos?”.

A resposta, meus caros cabulosos e cabulosas, é: Sim, pode.
Conhecendo o livro

Gosto muito de livros de fantasia e, como vocês já estão cansados de me ouvir dizer, nos últimos tempos tive um prazer absoluto em descobrir diversos autores e obras incríveis que foram escritos aqui mesmo, no Brasil. A nossa literatura é muito rica e vale a pena apostar nesses nomes que estão começando a figurar entre os leitores. É o caso de Laísa Couto, que vocês também já conhecem da coluna “A Coluna“, que indo além produziu (e ainda produz) a série Lagoena.

Desde a primeira vez que pude conversar com Laísa e descobri que ela possui livro publicado, fui em busca para conhecer. A sinopse me conquistou, a capa com tons de roxo fez meu coração bater mais forte (que capa lindaaaa!!!) e por fim, por ser do gênero fantástico, o resultado só poderia ser um: já guardei um espaço na minha lista de livros para conhecer a sua produção. Por sorte minha, ela me ofereceu uma cópia do livro em formato digital para o kindle e me pediu disponibilidade para resenhá-lo, e cá estamos.

Quer saber? Laísa, muito obrigada!!! :)
Você buscaria o portal?

Lagoena O Portal dos Desejos é o primeiro livro de uma trilogia que ainda está em produção. É um livro de escrita prazerosa, simples e que promete agradar a todos os tipos de leitores: dos iniciantes e mais tímidos aos mais experientes que gostem de uma aventura.

O livro conta a história da pequena Rheita, órfã de mãe que foi criada por seu avô joalheiro falido e solitário, que é portadora de um segredo que desconhece. A pequena possui uma missão em sua vida e por medo de que ela se machuque, seu avô em um ato de amor ocultou seu passado e tudo o que sabe sobre o segredo. Tudo ocorre tranquilamente em sua vida, até que Rheita precisa escolher entre permanecer escondida de tudo ou enfrentar seus medos para salvar e proteger seu avô que está em perigo sem saber. Em um ato de coragem e acompanha de seu novo e único amigo, Kiel eles descobrem Lagoena, os segredos da missão de suas vidas e se deparam com um grande fardo e viagem promissora de atender a todos os seus desejos e provar e conhecer a si mesmos.

Laísa é uma escritora corajosa, ao meu ver. E vou dizer o porquê: escrever um livro sobre mundos mágicos sem cair no mesmo enredo padronizado, mas sem criar um mundo totalmente a parte que demande anos de estudo para tentar interpretar a mente do criador, é um ato de muita coragem no mundo das letras.

E aqui cabe, novamente, meu agradecimento.

Lagoena é um livro que oscila entre os extremos: é fácil de ler, mas necessita de atenção para não se perder os detalhes; é curto, porém próximo à sua metade tive a impressão que se poderia se enrolar; possui seus clichês, porém são apenas reflexos de minha infância e crescimento; é novo, porém afável em referências que em minha mente existem e por isso produzem familiaridade.

Em meio a esses pontos, acho que Lagoena é fruto bem saboroso de se conhecer: dosou bem, é infantil porém como adulta me mostrou alguns aspectos de minha vida que eu não conseguia ver.

Após a leitura, ficou um gosto de quero mais e vontade de viver minhas aventuras, em busca de meus desejos. De forma inocente, como apenas uma criança pode sentir e viver. Afinal, de Rheita e Kiel, todos temos um pouco!

site: http://leitorcabuloso.com.br/2015/05/resenha-lagoena-o-portal-dos-desejos-laisa-couto-editora-draco/
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Kyanja 10/02/2016

Um livro para quem ainda acredita (ou se permite acreditar) em fantasia
Este livro é mágico, no sentido de possibilitar aos leitores viajarem por suas páginas, a lugares somente alcançáveis a quem tem a imaginação livre. Então, não importa se você já cresceu ou se é uma criança, para se deixar conquistar pelas necessidades e buscas da pequena protagonista Rheita. Laísa Couto consegue tecer sua história utilizando-se de ricos recursos sensoriais que nos envolvem e enredam. Talvez isso justifique a leitura per-capita de dois leitores do exemplar que vim a adquirir da autora: eu mesma (que, na verdade, o li ainda como original a ser burilado, mas que já me conquistou desde então) e o meu filho Max, com 11 anos na época da leitura. Recomendo vivamente "Lagoena", como uma fábula poderosa sobre amizade e fé.
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Rafael 06/12/2015

ZaaKar.com Resenha - Lagoena
Cuidado, pode ter alguns Spoilers!!! Mas leia mesmo assim!

Sinopse: "Rheita é órfã de mãe e a única neta de um joalheiro falido. Por mais que seu avô tente, os esforços para isolar essa garota de 10 anos do mundo e esconder sua verdadeira identidade são inúteis. Inteligente e esperta, a curiosidade da garota leva-a a uma descoberta no antigo quarto da mãe. Encontra a metade de um mapa mágico, mas qual seria a relação disso com o desaparecimento de seu pai?
Quando Kiel, o filho gago do sapateiro, faz revelações incríveis a Rheita, juntos partem para uma aventura repleta de segredos ainda maiores, rumo a um outro mundo, Lagoena, a Terra Secreta que corre grande risco de não mais existir.
A menina deverá salvar esse lugar mágico, protegendo o tesouro do mapa da cobiça de um imperador amaldiçoado, enquanto segue o maior desejo de seu coração: encontrar o pai que nunca conheceu.
Lagoena: O Portal dos Desejos é o romance de estreia de Laísa Couto, autora que resgata a magia dos contos de fada em uma história emocionante e envolvente. Quando a verdade da sua vida lhe foi negada, fugir para um mundo fantástico pode ser a única salvação".

***

Essa resenha é especial, por que ela foi a minha primeira participação em um BookTour. Para quem não se lembra, "Lagoena" era um projeto onde, toda semana era publicado um capítulo novo. Depois de muita luta, e com a ajuda dos fãs, finalmente o livro foi publicado e caiu na grassa dos leitores. No dia 4 de Outubro de 2011, o romance de ficção fantástica LAGOENA estreava na internet em formato de série virtual no site BookSérie. Foi a primeira vez que o livro teve contato com os leitores. No dia 22 de Maio de 2012 o site postou o último episódio de LAGOENA, foram 30 episódios completos. Nesse meio tempo a autora, Laísa Couto, esteve agindo no meio virtual, “batendo nas portas” dos blogs literários à procura de apoio, pedindo um pequeno espaço para que divulgassem esse projeto. Durante o final de 2011 e o ano de 2012 entrou contato com todos os blogs e sites literários que atuavam no mundo virtual na época. E o que tinha em mãos? Somente uma história e disposição para compartilhá-la com quem estivesse disposto a aceitar seu convite para essa aventura.
Aos poucos, uma galera bacana que atua na blogosfera foi aderindo à causa de divulgar LAGOENA na rede. O importante foi que o livro virtual pode teve o apoio e entusiasmado da maioria, que repetia como um mantra: “tomara que um dia vire livro”.
Então, depois de várias revisões, por uma profissional e depois mais uma a pedido de um aconselhamento editorial, LAGOENA finalmente virou livro!

“Nunca deseje o que por destino não pode ter. Tal desejo infecta a alma e traz consequências que o futuro não pode prever”.

Rheita perdeu os pais quando ainda era uma recém-nascida. Sua mãe faleceu e seu pai apenas sumiu, deixando os cuidados nas mãos de Gornef, seu pai. O velho joalheiro, com o auxilio de Adeliz, uma senhora doceira que tinha uma loja logo em frente a sua joalheria, passaram a cuidar da pequena Rheita, que tinha uma peculiaridade impar: todos os dias a menina chorava no mesmo horário. Certo dia, preocupado com a situação, Gornef chamou a velha senhora para ver, explicou a situação, dizendo que poderia existir algo de errado com a pequena criança, já que ela chorava todos os dias no mesmo horário. Mas o que descobriram em seguida mudou o rumo de suas vidas para sempre.
Rheita possuía em sua mão a marca do Guardião. Um “S”, como se fosse uma cicatriz e essa lenda, causo e até mesmo conto, percorria todo o Reino do Vinagre. A partir daquele instante, em que os dois descobriram a existência da marca na mão da garota, ficou decidido que ninguém poderia saber disso. Não era seguro.
O velho joalheiro encomendou vários e vários pares de luvas para que ninguém visse a marca e a pequena, a partir de então, não sairia de casa. Rheita cresceu acreditando que as pessoas não se sentiam bem em ver sua mão, que, segundo seu Avô dizia, era “deformada”, e isso causava certo desconforto. Sair de casa era fato raro, apenas em algumas comemorações e olhe lá. O máximo que Rheita já andou foi até a doceria em frente a joalheria de seu avô, e olhe lá.
Por conta disso, Gornef acabou abandonando sua profissão, cuidou única e exclusivamente de sua neta, e se enclausurou em casa. Adeliz então, em certo ponto, mostra ao velho que seria bom ele retomar sua vida como joalheiro e trazer de volta sua fama no reino todo. Colocar alguma coisa em sua mente o faria bem. De súbito ele resolve reabrir a joalheria e contratar um estagiário, para aprender o oficio. Todos que passaram pela entrevista não deixaram uma boa impressão e a cada dia que se passava o velho joalheiro, que passou anos de sua vida apenas comprando e vendendo ouro para se sustentar, desistia da ideia de voltar a produzir lindas joias. Eis que no último dia, assim que ele retira a placa da porta, um homem aparece, solicitando a vaga.
O joalheiro se impressionou com os conhecimentos do homem e resolveu dar-lhe uma chance. A joalheria, então, voltou a abrir... Mas em certo ponto, assim que o conheceu, Rheita percebeu que ele não era o que dizia ser. Ela sentia que o homem escondia algo, se dissimulava e que em vários momentos parecia estar procurando algo. Batia nas paredes, mexia nos livros, nos móveis. Rheita percebeu que o homem procurava a chave que levava ao quarto que um dia foi de sua mãe, que permanecia fechado desde que ela se conhecia por gente. Mal sabia o homem, que ela sabia onde a chave estava.
Rheita entendeu que, seja lá o que for que ele estivesse procurando, estaria dentro do quarto e assim que conseguiu passar despercebida, entrou e procurou. Achou uma caixa de jóias, um papel amassado e depois de um pequeno acidente envolvendo um anel e um alçapão, a garota encontrou um pedaço de pergaminho rasgado no meio. Ah meus queridos, é então que a história começa de verdade.
Já com o papel seguro e escondido em seu quarto, Rheita ainda imaginava o que será que Kaspar queria achar no quarto.
Gornef, incrivelmente, pede que a garota vá até o relojoeiro, no final da rua, levar seu tão precioso relógio de bolso, que parou de funcionar. No caminho, além de levar um tombo e dar de cara com um homem vestido com um sobretudo preto, Rheita acaba conhecendo seu primeiro amigo, Kiel, o filho do sapateiro. A partir dai, as coisas se encaixam e Rheita descobre que Kaspar na verdade esta procurando um mapa escondido na casa e que há muito mais coisa envolvida do que a ela garota imaginou...

“Tome apenas cuidado para não possuir aquilo que não for verdadeiro”.

Gente, primeiramente, esse pequeno resumo que fiz logo acima, diz respeito apenas até a página 60. Nem mesmo se eu quisesse eu conseguiria fazer um resumo do livro todo, que tem 271 páginas.
Rheita e Kiel acabam fugindo juntos para descobrir onde o mapa irá levar – e também porque Rheita ouviu Kaspar associar o mapa ao seu pai, que há muito estava sumido. O mapa primeiramente os leva até a uma árvore, que na verdade é um portal direto para uma terra desconhecida. Lagoena. É a partir dai que tudo começa realmente a rolar. A cada pista e novo lugar, o mapa solta uma charada que levará os meninos até o lugar certo.
Juntos eles descobrem que a missão é juntar as sete chaves que dão acesso ao Portal dos Desejos, que é um dos três tesouros perdidos de Lagoena. Fica difícil falar desse livro exatamente por isso, são sete chaves e a cada chave somos jogados em uma realidade diferente, em um ambiente diferente com personagens diferentes. Quando recebi o mapa – que veio junto com o livro – eu pensei “Nossa, que suvenir legal!”, mas não meu povo, que suvenir o que! Se não fosse esse mapa, com toda certeza eu ficaria meio perdido.
O mapa os leva em direção a cada uma das chaves. Eles são presos por anões, julgados e salvos por um mago de não sei quantos mil anos, são ajudados por um gigante, por um centauro, acolhidos por uma fada, esbofeteados por uma sereia, atacados por cavalos sem cabeça, plantas carnívoras, fantasmas, cobras de fogo... Gente, esse livro é uma viajem incrível ao país das maravilhas.
A autora, Laisa Couto, além de escrever muito bem e ter uma imaginação aflorada, soube introduzir de forma sutil e simples, personagens apaixonantes e diferentes. A escrita, que corre facilmente e se mostra bem rápida e precisa, faz com que tudo fique ainda melhor. Nos apaixonamos por cada detalhe intrínseco nos personagens. Abre-se na nossa frente um leque diversificados de criaturas mágicas encantadoras.
Pelo menos eu, no meu intimo, senti a presença de alguns aspectos folclóricos no enredo, como a cobra de fogo – boitatá -, o Guri de pés tortos – curupira -, sereias... Isso sem falar em referências. Pode ser que na realidade não tenha nada a ver, mas algumas cenas, alguns personagens, me lembraram muito de outras histórias já famosas. Como por exemplo, três cenas que me chamaram a atenção: A primeira foi a cena em que Rheita e Kiel são levados até uma mesa farta de comida e de animais falantes comendo e brigando, que me remeteu à Alice no pais das Maravilhas. A segunda é uma cena já no final do livro, em que os dois garotos se deparam com uma cena paralisada, e em volta, várias portas com os meses do ano. Na mesa, as pessoas pareciam ser estátuas, e havia uma fartança de comida... Lembrou-me bastante o Labirinto do Fauno. E a terceira, sem dúvidas, foi quando Zagut conta a história dos três tesouros perdidos de Lagoena, me fez a alusão aos Três Reis Magos, da bíblia.
Livros bons, são livros assim, que te remetem a algo e fazem você imaginar algo além daquilo tudo. Lagoena, uma terra que tinha tudo para ser mágica, linda e harmoniosa, tornou-se terra de ninguém, uma terra carregada de perigos. Amei percorrer os caminhos da terra de Aura, entender o que aconteceu para que ela se tornasse uma terra tão arisca. Amei acima de tudo ver o desenrolar das coisas, os desafios, os enigmas... Tudo se encaixa, tudo tem motivo! Mas ai a gente chega ao final...
[UM PEQUENO SPOILER] COMO ASSIM? O que acontece com Lagoena? Que pedido foi esse? Alguém me traz um copo de água? Confesso que o final me deixou #chateado. Eu, acima de tudo, queria saber como seria uma Lagoena boa, limpa, sem os agouros pelo qual passou. Mas não rolou. Eu realmente espero que haja um segundo volume, nem que seja um spin-off mostrando como Lagoena ficou.
Para vocês que pensam em embarcar nesta aventura, boa sorte, vocês vão se apaixonar assim como eu. Depois que lerem, passem por aqui e me contem tudo! ;)
41/50

site: http://zaakarcom.blogspot.com/2015/12/resenha-lagoena.html
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