O Artefato do Equilíbrio

O Artefato do Equilíbrio Augusto Terto Leandro




Resenhas - Grendon


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Sansão 24/09/2014

Viciante
Eu adorei o primeiro volume da série, A guerra das Duas Luas, mas esse novo livro me surpreendeu! É maravilhoso, quanto mais se lê mais quer ler!
O autor Augusto Terto narrou a história de tal maneira que o leitor fica envolvido na trama que não consegue largar a aventura. Outra coisa que é curioso é o tamanho do livro, o primeiro tem pouco mais de 100 páginas e esse tem 300! Muito legal, o livro também está bem mais complexo, maduro e sombrio que o primeiro, confesso que certos momentos fiquei agoniado.
Fazia tempo que eu havia vibrado tanto com um livro, com os personagens (cada vez mais adoro Naty e Philipe), com a história... Eu ri, fiquei com raiva e até mesmo chorei... Nossa, Augusto quis me matar do coração com aqueles últimos três capítulos! Já esperando pelo terceiro volume!

sim, morri de rir quando fala que um personagem assistia a novela A Usurpadora! kkkkkk é nós!
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David 11/01/2015

“Cada facada que você leva te deixa mais forte. As facada que te atingirem hoje não atingirão amanhã.”

A batalha nas duas luas acabou. Naty foi sequestrada por seu amado Marcos, enquanto David, Phillipe e Elizângela ficam a mercê do destino. Os dias tornam-se mais longos e as noites mais curtas e uma nova e perigosa empreitada aguarda nossos amigos.
Motivado pela rebelião dos poderosos Guardiões, David e Phillipe tentam cruzar as fronteiras e chegar a tão poderosa cidade de Beledei, onde os inestimáveis Rebeldes aguardam a chegada da verdadeira sacerdotisa, Elizângela. Porém, ameaças novas se formam no caminho. O Artefato do Equilíbrio, poderoso objeto que mantinha as divisões sobrenaturais em vigor, foi roubado, e agora, criaturas sombrias ameaçam invadir um o território da outra.
Enquanto isso, Naty convive dias diferentes ao lado de Marcos, sem saber qual lado do seu coração deve ouvir. Deve retornar aos seus amigos e ajudá-los em sua busca pela salvação de Grendon, seu mundo; ou virar as costas e seus princípios a fim de ficar ao lado daquele que ama, que aparentemente não parece ser o certo? Dividida em dois desejos, a jovem garota começa a fazer novas descobertas sobre seus dons enquanto prepare-se para a perigosa batalha que está por vir.
Nesse segundo volume da série Grendon, escrita pelo autor nacional Augusto Terto, temos uma visualização da perigosa empreitada que nossos heróis estão prestes a enfrentar. Separados pelos destinos e corações, cada um parece enfrentar seu próprio obstáculo pessoal, seja os sentimentos ou o passado. Em O Artefato do Equilíbrio, a trama está bem mais focada no psicológico desses personagens, do que em suas verdadeiras missões. Seus personagens, antes, poucos descritos, ganham destaque e agora apresentam uma face mais madura e firme. O enredo antes um tanto previsível, torna-se misterioso e cheio de segredos.
Terto leva seu leitor até as últimas páginas do livro com uma narrativa dinâmica e leve, lotada das mais variadas temáticas que se pode imaginar, desde romance, a fantasia e sobrenatural. O universo criado pelo autor se expande e criaturas míticas e mitológicas adentram por todo lugar, de forma que personagem novo é algo que não vai faltar, e apesar de ser uma boa pedida, porque alguns são muito bem desenvolvidos e em diversos momentos roubam mais a cena que os próprios protagonistas, em outros casos isso fica meio abalado, devido a pouca centralização e aparição. Os Guardiões são um bom exemplo disto. Fora Marcos, a quem conhecemos um pouco mais, os outros permanecem com um passado um tanto ofuscado, coisa que necessariamente queremos que seja mais bem explorada. E talvez sejam, julgando que ainda restam mais três volumes para a série ganhar seu fim.
O final do livro deve ter sido chocante, ao mesmo tempo, que um tanto menos previsível que outros fatos ocorridos. Logo em seu primeiro capítulo, o enredo já se mostra mais evoluído, seguro, e autor que antes tinha uma escrita um tanto superficial, ganha novos olhares aos leitores. O primeiro capítulo, talvez, tenha sido, senão, o que melhor foi narrado e descrito. Eletrizante, tomado pelo suspense e cercado de magia, uma combinação perigosa que Terto soube excelentemente manusear. A principal chateação do livro talvez esteja nos incontáveis erros da revisão, que deixou um tanto a desejar. Não só em palavras erradas, como em alguns momentos, erros na pontuação. A Editora Biblioteca 24 Horas, porém, trás um material melhorado e mais consistente também para essa nova edição.
De todos os personagens, Bruno/Fábio deve ser o mais chamativo, ou pelo menos para mim foi. Bem construído, o personagem tem tudo para ter uma forte ligação com a história, se os pontos certos forem levantados. Aguardo vê-lo novamente em sua continuação. Naty por outro lado, não me convence e se torna a narradora mais chata. O livro, intercalado em terceira pessoa pela visão de David e Naty, fica um tanto cansativo quando a mocinha, antes guerreira e independente agora fica submissa e altamente ligada a um estranho, que em primeiro instante, apenas a maltrata sem motivo algum. A emoção, todavia, fica por conta do nascimento de Daniel, alavancando uma das cenas mais engraçados e também belas que a obra vem apresentar. Se houve um ponto negativo em questão ao enredo, e não necessariamente precisa ser, pode ser dito sobre a seleção de acontecimentos. Acredito que O Artefato do Equilíbrio somou um grande número de situações, o que pode gerar certa fadiga na leitura, em alguns capítulos, mas nada que o capítulo seguinte, tomado pela adrenalina não venha melhorar. Quem sabe um volume mais condensado, focado em um fato central, sem tantos paralelos não dê um melhor desenvolvimento ao enredo? O fato é que a Terto evoluiu em sua escrita, e provavelmente evoluirá mais, se mantiver os próximos volumes no mesmo nível do capítulo um, citado nesta resenha.
De bônus, para os fãs, o autor ainda trás um extra, contando um pouco mais sobre seu universo, o que não só ajuda no entendimento da trama, como facilita visualizar ainda melhor todo esse mundo místico.
Fornecido com uma linda jacket desenhada pelo próprio autor, é uma aventura boa e leve, sem qualquer compromisso com realismo, mas sim pressa a mais deliciosa dose de imaginação.

site: www.olimpicoliterario.com
Sansão 12/01/2015minha estante
Que crítica mais contraditória... Pelo menos foi legal para conhecer o site.




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