O Primeiro Telefonema do Céu

O Primeiro Telefonema do Céu Mitch Albom




Resenhas - O Primeiro Telefonema do Céu


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Milla Carvalho 18/10/2015

"O que se faz quando os mortos retornam? Essa é a coisa que as pessoas mais temem - embora, em alguns casos, seja o que mais desejam."
Eu fico extremamente tocada com a escrita de Mitch Albom. Toda vez que pego um livro dele, algo diferente acontece. É como se houvesse uma magia na forma que ele conduz a história. Uma forma única e tão talentosa que só pertence a ele.

Eu estava ansiosa por este livro. O Primeiro Telefonema do Céu traz uma premissa bem interessante: e se tivéssemos a oportunidade de receber uma ligação de um ente querido já falecido? O que diríamos? O que Ela ou ela diria para nós? Pois é, isso já dá bastante assunto para pensarmos, e mais uma vez Mitch fez algo maravilhoso.

Descobrimos que uma cidadezinha dos EUA está sendo agraciada por telefonemas de pessoas já falecidas a seus entes queridos. O mistério evoca que essas ligações têm um período curto e determinado. E as pessoas que as recebem geralmente estão lutando contra o sentimento de perda ou frustação. Seja uma irmã depressiva, um pai aflito ou uma filha desolada pela culpa, todos eles não entendem como essas ligações acontecem. Só que simplesmente o telefone/celular toca e eles possuem um canal com o além.

Um ponto interessante e recorrente nas histórias deste autor é que brilhantemente ele recorta a narrativa e costura informações, algumas consideradas dispensáveis outra com intenções autoexplicativas, dando uma roupagem bem inusitada ao que vem no futuro. E é exatamente por isso que amo a escrita do Mitch. Porque ele sabe como "costurar" uma ótima história.

Não vou me ater a detalhes. Apenas dizer: LEIA! Uma bela leitura que deixa nossos corações bem aquecidos.

#DesafioDeLeitura2015 #Item19 #UmLivroDeUmAutorQueVocêAmaEQueNãoLeuAinda #ObrigadaMitch #Recomendo
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Três Leitoras 26/12/2016

Resenha: O Primeiro Telefonema do Céu
O Primeiro Telefonema do Céu é narrado em 3° pessoa, intercalado com fatos sobre Alexandre Graham Bell o inventor do telefone, a leitura é dinâmica, fluida, e instigante!

A história se passa em uma cidade pequena, onde uma moradora recebe a ligação da sua queria Mãe, e até aí tudo certo, se a Mãe de Tess não estivesse morta há 4 anos, e este fenômeno acontece com mais 7 habitantes e logo a história se espalha e a cidade fica dividida em quem recebeu, quem acredita, quem espera, os incrédulos, o prefeito ambicioso e por Sully Harding que acabou de sair da prisão, perdeu sua esposa em um trágico acidente de carro e está de volta a sua cidade natal para reconstruir sua vida de criar seu filho Jules. Sully começa uma investigação sobre estes telefonemas milagrosos e a descoberta é surpreendente!

Continue lendo no link

site: http://www.tresleitoras.com.br/2016/12/resenha-o-primeiro-telefonema-do-ceu.html
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Paula.Soares 08/11/2018

Um livro para refletir
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Gaby 30/01/2016

E se o fim não for o fim?
"Às vezes o amor nos aproxima, mesmo que a vida nos separe."

A cidade de Coldwater não é conhecida por seus pontos turísticos nem por ser badalada; nem nada do tipo. Lá, quase todos se conhecem, ou até mesmo cresceram juntos. A polícia quase não tem chamadas e todos vivem calmamente à sua maneira. Por isso, quando a cidade é cede de um fenômeno inexplicável, a repórter televisiva Amy Penn, enviada à cidadezinha para cobrir o caso, logo se pergunta: por quê ali?

Seria mais uma semana comum na cidade se Tess Rafferty, Katherine Yellin, Jack Sellers, Elias Rowe e outras pessoas não tivessem recebido um telefonema. Um telefonema do céu.

Um milagre? Uma brincadeira de mal gosto?

Um filho que morreu na guerra; uma irmã que teve uma morte súbita; uma mãe que tinha Alzheimer; um ex-funcionário alcoólatra... Todos ligam para falar do céu, de como lá é bonito e como todos os seus pecados são perdoados; agora, espalhem essa notícia a todos. Palavras de aquecer o coração; ou enlouquecer uma pessoa.

Religiosos, fanáticos e curiosos começam, aos poucos e depois aos montes, à viajar para Coldwater afim de viver um pouco daquilo tudo. Compram telefones iguais, querem morar em casas vizinhas àqueles Escolhidos, acampam nos jardins dos mesmos... A cidade nunca esteve tão cheia. As igrejas, lotadas de féis.

Porém, algumas pessoas têm suas dúvidas e desconfiam de tudo aquilo. Um deles é Sully Harding, ex-piloto das Forças Armadas, viúvo e pai do pequeno Jules. Passou meses na prisão por um erro que não cometeu e agora, ainda sofrendo pelos eventos recentes de sua vida e com medo do futuro, se depara com loucos - só podem ser! - afirmando receber contato do céu e iludindo à todos, inclusive seu filho, que sente falta da mãe.
Sully, com a ajuda de amigos improváveis, irá desvendar esse mistério e provar que estão todos sendo enganados. Ou não.

E se o fim não for o fim?



"É preciso começar de novo. É o que todos dizem. A vida, no entanto, não é um jogo de tabuleiro, e a perda de uma pessoa querida nunca é como "recomeçar um jogo". É, acima de tudo, "continuar sem"."
O Primeiro Telefonema do Céu é narrado em terceira pessoa e possui diversos pontos de vista diferentes. Essas perspectivas são avulsas e vão apresentando e situando o leitor na pequena cidade e aos seus moradores. Não existe bem um padrão narrativo. Geralmente, livros com mais de dois ou três pontos de vista acabam sendo mais densos e cansam o leitor mais rápido. Com esse não foi muito diferente.

A ideia principal que o autor apresenta vem em forma de questão: o que você faria se recebesse um telefonema de alguém que ama muito, e que já morreu?

Alguns de seus personagens recebem, e é a reação deles que acompanhamos. Deles, e do resto do mundo, que não fica indiferente ao aparente milagre divino. Alguns protestam conta isso; outros ficam totalmente enlouquecidos pela possibilidade de acontecer com eles também. Há os que creem fervorosamente e os que nada querem ter haver com aquilo. Alguns invejam; outros abominam.

E uma pergunta que fica na cabeça do leitor durante toda a leitura: o que realmente está acontecendo?

É isso o que Sully Harding quer saber e, para isso, começa sua própria investigação. As partes sob a perspectiva de Sully, para mim, foram as mais interessantes e instigantes. Principalmente por ele ser um descrente e ir atrás de um porquê enquanto as outras pessoas apenas aceitam aquilo.

Um telefonema do céu pode ser uma benção, um milagre; mas também pode ser um fardo a mais, uma cutucada na ferida que já cicatrizava...

Demorei até me acostumar com a escrita do Mitch e o estilo da narrativa, mas quando isso aconteceu o ritmo da leitura aumentou bastante. É o primeiro que leio do autor.

Solicitei o livro justamente pela premissa, pois me lembrou A Cabana, um de meus livros favoritos.
Acabei encontrando um suspense com drama e até um pouco de romance. No todo, foi uma boa leitura.

A edição está ótima. A capa é muito bonita e condizente com a estória. As páginas são amareladas e possui bom espaçamento. Não encontrei erros de revisão que atrapalhassem a leitura.

Esse livro possui lindas mensagens e ótimas reflexões; sobre vida, amor, esperança, fé e humanidade. Sobre redenção. Sobre estar vivo e sobre nosso papel na terra. Se você gosta de livros questionadores, precisa ler esse aqui! :)

Como você se sentiria se um dia recebesse uma ligação de alguém que ama muito - e que já se foi?

site: http://www.osnosdarede.com/2016/01/resenha-o-primeiro-telefonema-do-ceu.html#more
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evelyn 12/12/2017

E se o fim não for o fim?
Você compra um livro imaginando, pela sinopse e capa, que será o próximo A Cabana. Pensa que será um livro bom pra incentivar aquela reflexão sobre o de onde viemos e para onde vamos, um livro para talvez alimentar e fazer questionar a fé, mas não espera muito além disso. Espera um livrinho de auto-ajuda e recebe um TOMA ESSA! na cabeça para mostrar que você estava pra lá de enganada. O “A Cabana” tem um gostinho pra lá de picante de The Leftovers, a série – I N C R Í V E L – da HBO, já ouviu falar? Se ainda não viu, corre pra ver! E, se viu e gostou, continua lendo e já vai fazendo o pedido de “O Primeiro Telefonema do Céu” em alguma livraria, que muito provavelmente vai curtir a história do livro também! Na série, parte da população da terra desaparece de um segundo para outro, sem deixar quaisquer vestígios ou informações de o que aconteceu e para onde foram. Resta apenas as pessoas que ficaram para trás imaginar o que aconteceu para tentar entender o fenômeno inexplicável – alguns buscam explicações na religião, outros na ciência, e outros… Apenas buscam pelas pessoas que perderam, sem saber ao certo em que crenças se apoiar. E é mais ou menos essa a proposta do livro.

Pontos Positivos: Apesar de tratar de crenças, religiões e fé, o livro não nos impõe que acreditemos em algo – é uma ficção, e assim como lemos sobre dragões, fadas, bruxas, lobisomens e etc, não precisamos acreditar neles para que sejam capazes de nos entreter e nos contar histórias incríveis e nos ensinar muita coisa (mas, cá entre nós, como seria bom se existissem!). O tema é tratado com muita cautela e imparcialidade, e deixa por conta do leitor o entendimento em que as reflexões irão acarretar. Como eu disse anteriormente, o livro me lembrou muito a série The Leftovers, tanto por acompanharmos com tantos detalhes como o evento transformou a vida dos moradores de Coldwater e também por acompanharmos a busca deles por respostas. Apesar de o livro não impor uma verdade única, ele provoca uma ponderação sobre todos os assuntos tratados, que não se bastam apenas em crenças e fés, mas também explora intensamente o comportamento humano, tanto o dos personagens dos livros quanto o nosso próprio.

É um drama/suspense sensacional, daqueles de grudar em nossas mãos, sem querer largar até chegar ao fim. Consegui entender porque chamam o autor de um dos mais queridos da atualidade. Ele cria uma história complexa e, ao mesmo tempo, simples, ligando tantos personagens e acontecimentos com um talento admirável. Ele costura a narrativa com informações que, mesmo não fazendo parte da história, enriquecem-na. Comprando mais livros dele em 3, 2, 1…

Pontos Negativos: Acredita se eu disser que não encontrei nenhum? A história é escrita de um jeito delicioso de ler, fácil de imaginar tudo acontecendo, como se fosse um filme ou um seriado. Personagens reais e cativantes, que nos acompanham até o final do livro carregando as mesmas dúvidas que nós. Talvez algumas pessoas não se agradem com o final da maneira como eu me agradei, mas isso não seria um ponto negativo, e sim um ponto relativo.

Trechos Marcantes: “É preciso começar de novo. É o que todos dizem. A vida, no entanto, não é um jogo de tabuleiro, e a perda de uma pessoa querida nunca é como ‘recomeçar um jogo’. É, acima de tudo, ‘continuar sem’.”

“- Pai, eu tinha tanto medo quando estava na guerra… Todos os dias eu temia pela minha vida, tinha medo de perdê-la… Mas agora eu sei.

- Sabe o quê?

- Que é o medo que nos faz perder a vida… um pouco de cada vez… O que damos ao medo, retiramos… da fé.”
RodrigoTeixeira 29/07/2018minha estante
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Fernanda 18/02/2015

O céu é real?
Uma história que, no mínimo, leva à reflexão, visto que fala sobre a perda.
Alguns "escolhidos" em uma pequena cidade começam a receber telefonemas de pessoas queridas já falecidas - a notícia se espalha e vira um fenômeno. A estas pessoas, a fé é o sentimento determinante, e cada personagem tem seu conflito em relação a crer/não crer, ou até mesmo não querer receber as ligações. Lidar com a perda, com a rejeição dos céticos, com a idolatria daqueles que também querem esta bênção para si.
No meio de tudo isto, aprendemos quem é Sully Harding: ele perdeu a esposa em um trágico acidente - ocorrido em situações obscuras, da qual levou a culpa e culimnou na destruição de sua carreira e da vida que conhecia. Cego de dor, e movido pelo instinto para proteger o filho, ele tem por objetivo desvendar a fraude por trás dos telefonemas, e provar para todos que os mortos não podem se comunicar.
As passagens mais comoventes ficam por conta de Jules - filho de Sully - que espera ardentemente um telefonema da mãe, e também pela reação do policial Jack ao receber o telefonema do filho.
Várias reviravoltas e um bocado de leitura levam a um final surpreendente, e a uma redenção inesperada: em um momento de desamparo, Sully também testemunha o seu próprio milagre. Bem escrito, objetivo na ação, o livro, para mim, só pecou no final - algumas circunstâncias deveriam ser melhor explicadas, porém isto não tira sua beleza.

Me emocionei muito em alguns momentos, e refleti muito sobre a situação e as reações que poderia ter. E também sobre como a vida é estranha, e nos pega de surpresa em situações que nunca pensamos em passar.
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Sofia 20/03/2015

O Primeiro Telefonema do Céu (Lendo de Tudo)
Em uma cidadezinha pequena e sem grandes destaques, milagres começam a acontecer. Pessoas diferentes, com aparentemente nada em comum, passam a receber ligações de pessoas muito queridas - e que já se foram - diretamente do céu. Seria possível que pessoas mortas há mais de anos pudessem fazer contato com nós, ainda vivos? Sully Harding, cético, viúvo e pai de um garotinho que agora espera receber ligação da mãe morta, decide investigar a veracidade dos fatos para proteger seu filho de desilusões. O milagre dependerá de sua fé.
A cidade, antes completamente apagada e esquecida, passa a receber um número extraordinário de fiéis e curiosos que, por conta da divulgação das ligações, também esperam receber as suas. Entretanto, poucos são os "escolhidos".



"Foi nesse dia que o mundo recebeu seu primeiro telefonema do céu. O que aconteceu depois depende do tamanho da fé de cada um."

Poucas vezes li livros tão completos. Livros que tenham um pouquinho de cada coisa e tão bem construídos nestas pequenas coisas. O Primeiro Telefonema do Céu não é um livro fácil de ser escrito, creio eu. Não é um tema fácil, e mesmo sendo ficção, divide muito as pessoas. Se você ouvisse sobre pessoas que andam recebendo ligações do além, acreditaria? E caso você recebesse esse telefonema, acreditaria? Isso muda tudo.
Isso mudou tudo em Colwater também, que após as primeiras ligações, passou a receber milhares de visitantes, todos assíduos por ver de perto o que estava acontecendo, assíduos para falar com seus entes queridos, assíduos para protestar também. O desespero é tão grande que as pessoas passam a comprar os mesmos modelos de celular que "os escolhidos" (como passam a ser chamados) têm.

O Primeiro Telefonema do Céu nos conta a história intercalando entre vários personagens, então é possível acompanhar tudo de maneira muito ampla. Entender o que cada um sente, entende e vive foi fenomenal, e não vejo maneira melhor de narrar essa história. Foi uma leitura completamente fluida. A obra me surpreendeu muito também. Chegou um momento de total reviravolta.
Vale ressaltar que Mitch Albom em momento algum soou persuasivo. Apesar de abordar a questão da fé, senti que ele tentou não induzir o leitor a seguir uma ou outra crença, e isto é um ponto crucial em um livro que aborda questões tão difíceis.

Continue lendo a resenha: http://www.lendodetudo.com/2015/02/o-primeiro-telefonema-do-ceu-mitch-albom.html

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