A Menina Que Tinha Dons

A Menina Que Tinha Dons M. R. Carey




Resenhas - A Menina Que Tinha Dons


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Ersiro 02/02/2015

Ela tem dons, mas não, nada de X-men!
Dessa vez decidi arriscar um pouco. Desde o lançamento, o livro me chamou MUITO a atenção pela capa e pelo título e assim o comprei às cegas sem ler a sinopse e sem saber do que o livro se tratava. Quando soube que fora escrito pelo roteirista das HQs de X-men minha animação pela leitura aumentou um pouco mais. “Puxa, um livro que deve ter Wolverines, Ciclopes e Jean Greys”, pensei babando um pouco, pois sempre gostei muito dos filmes e desenhos animados da série X-men (por mais que o autor não tenha relação com esse meio da série... acho).

PRISÃO PARA CRIANÇAS
Uma das coisas que gostei bastante foi o cenário no começo do livro. Crianças são mantidas em celas individuais esperando que soldados as amarrem numa cadeira de rodas para serem levadas para a sala de aula. E assim é todo dia para elas. Devo ter tido essa caída pelo cenário por gostar muito de Sidney Sheldon, já que suas estórias geralmente se passam em prisões. Voltando: Uma das crianças nos é apresentada: Melanie, gentil, com uma inteligência fora do normal, um gosto pelo saber, uma paixão por sua professora Justineau, e que sonha em ser Pandora. Nesse conflito inicial, Carey nos induz a pensar sobre o que realmente é Melanie, e é difícil não pensar precipitadamente que ela deve ser uma mutante que o Prof. Xavier logo virá a buscar. Mas o autor surpreende nos mostrando que não estamos lidando com nada relacionado a X-men e que devemos separar isso uma hora ou outra.

MÁ TRADUÇÃO?
Sério, não sei se isso só aconteceu comigo, mas devo ser sincero que o começo estava um pouco complicado. Vi palavras empregadas de forma errada e que trariam melhor sentido na frase se fossem trocadas por outras. E isso se tornou um incômodo na leitura, já que eu queria ler mais páginas, mas aquilo interrompia o fluxo a cada vez que ele ficava harmonioso. Bem, os personagens tem seu próprio modo de falar, tem até uma cientista no meio o que logo traz à tona palavras e explicações biológicas e químicas, e não é disso que falo, é só que realmente tem frases com o mau emprego de palavras que ficam sem nexo, até porque isso só ocorre quando o narrador está narrando. Infelizmente deixo essa questão cair em cima da tradutora, mas de qualquer forma, só consegui enxergar isso no começo do livro mesmo.

VÍRUS? QUE NADA, FUNGO É MELHOR!
Esse trecho talvez tenha spoiler dependendo do que você considera um. Claro que pra mim não tem nada demais... Enfim, se estiver inseguro(a) pule esta parte e leia a próxima.
O livro se passa em um mundo pós-apocalíptico com hordas de zumbis (no livro eles são chamados de famintos). Este é o primeiro livro que leio com zumbi no meio, mas na maioria dos filmes que assisti sobre isso, sempre se fala sobre terem sido infectados por um vírus. Aqui não, o autor explica como a infecção começou a se espalhar por meio de um fungo que controla o sistema nervoso e exerce um domínio sobre os humanos para a proliferação do fungo. E o melhor: o fungo que descreve realmente existe, porém não em estado tão avançado. O que me levou a perguntar com um leve temor: “E se esse fungo evoluir a tal ponto, tudo isso realmente aconteceria?”. Se quiserem saber mais sobre o fungo na vida real, pesquisem por Ophiocordyceps.

MATO OU NÃO MATO?
Detectei também uma questão que o autor pesa bastante no livro: “devo aceitar o sujeito como ele é ou simplesmente o mato para garantir sobrevivência?”. Yes, questões filosóficas humanas em um livro de zumbis!

EXPERIMENTANDO O MEDO
Tenho sérios problemas para assistir de noite algo relacionado a zumbis e foi uma experiência não muito boa quando fiz isso sozinho com os filmes: Guerra Mundial Z e Resident Evil. Fiquei assustado enquanto assistia, mas fiz isso exatamente para ter essa experiência. No livro não foi diferente, os picos de suspense se elevam a cada passo perigoso que os personagens dão, parece que estou ali do lado deles, fazendo o reconhecimento de um local que pode ter um faminto. Como leio geralmente de madrugada, sozinho, a experiência de sustos me acompanhou em A MENINA QUE TINHA DONS, e qualquer som ao meu redor me assombrava de leve e me deixava tenso.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:
- Minha experiência com o livro foi muito boa, não sei se é por ter sido o primeiro livro de zumbis que li, mas amei a leitura. Sabe aquele livro que te prende a atenção no começo pelo suspense envolvido e que aos poucos vai melhorando cada vez mais a cada página? Pois então, A MENINA QUE TINHA DONS é um desses. A cada parte a estória vai ficando mais intensa, mais chamativa, com mais suspense, e força o leitor a continuar a leitura.
- É escrito em terceira pessoa, no qual eu prefiro por ter um melhor aproveitamento de personagens, que são muito bem desenvolvidos no livro. Carey leva o leitor facilmente a qualquer cenário e situação que cria, e parece que você simplesmente está ali com os personagens.
- O final é bem diferente, não tem aquele “viveram felizes” e foge da maioria das coisas que você possa concluir para o desfecho que amei, e minhas 5 estrelas são graças ao final. Enfim, acho que o livro é diferente de tudo que já assisti sobre zumbis e isso me agradou bastante.
- Recomendo a leitura para aqueles que querem ler algo diferente e que têm a paciência de ler vários trechos científicos e não se importar de ficar com cara de bocó quando não entender alguns deles.

Abraços e boa leitura! :)
Arthur 03/02/2015minha estante
Ótima resenha, fiquei curioso pra ler o livro!


Anna Rebeca S.A. 03/02/2015minha estante
kkk um resenha bem escrita, de forma organizada kkk ótimo


Ersiro 04/02/2015minha estante
Ei, valeu Arthur! Leia sim, é bem interessante!
Oh, obrigado Anna


André Prado 18/03/2015minha estante
Ótima resenha, bem organizada e fluida de se ler. Parabéns!

Outro ponto que vale ser lembrado é a infecção dos zumbis através dos fungos, nessa parte claramente o autor se inspirou em algo mais crível de se acreditar apenas em um vírus transmitido por macacos. Chega disso. The Last of Us usa a mesma premissa e foi tão bem sucedido quanto em sua narrativa. E isso aumenta ainda mais minha expectativa sobre esse livro!


Ersiro 14/04/2015minha estante
Opa, obrigado, André!

Exatamente, chega de vírus modificados! O autor foi bem pé no chão nesse quesito o que deu toda uma realidade para o livro que é realmente muito bom!


Gonpeau 21/05/2015minha estante
Rapaz qq resenha !


Ersiro 06/07/2015minha estante
Obrigadão Gonpô! ^~^


Janaína Hanna 14/03/2016minha estante
Amei esse livro Erick, sua resenha é ótima.


Ersiro 28/06/2016minha estante
Também gostei bastante do livro, Janaina! E obrigado pelo elogio pela resenha. fico feliz que tenha gostado :)


Fany.Nowak 27/06/2017minha estante
Boa resenha, mas está cheia de spoillers kkk... Preferi só passar os olhos quando notei. Depois que eu terminar o livro eu volto e leio.


Fany.Nowak 10/07/2017minha estante
Terminei a leitura e li a sua resenha. Parabéns! Concordo com o que você escreveu... Ache muito interessante você citar a existência do fungo Ophiocordyceps. Vou pesquisar sobre o assunto.


Ersiro 04/08/2017minha estante
Oi, Fany! Sinto muito por conter spoilers, escri esta resenha há dois anos atrás, não tinha uma noção e cuidado tão grande quanto a spoilers, haha. Irei reler a resenha com cuidado e denotar os spoilers, obrigado por avisar! ( ^-^)/
Fico feliz que compartilhamos o mesmo pensamento sobre o livro e realmente o Ophiocordyceps é um assunto um tanto quanto pesaroso e assustador, pois se alguém quiser modificá-lo propositalmente para atingirem humanos... o que seria de nossa raça?
Abraços :D




La Fenix 15/11/2014

Nem todo dom é uma benção
Este livro tem uma sinopse cortante e direta.
Todo dia uma menina chamada Melanie é amarrada numa cadeira de rodas, por soldados, com uma arma apontada para sua cabeça, e é levada para uma sala de aula junto de outras crianças na mesma situação. A garota tem dez anos de idade e vive numa cela dentro de um complexo militar. Ela não sabe o porque de todos parecerem ter medo dela e das outras crianças.
O que está sendo um chamariz para A menina Que Tinha Dons é seu autor, que é um roteirista da Marvel e da DC, ambas editoras famosas de quadrinhos que a décadas publicam clássicos de histórias de super-heróis, além de também possuir um booktrailer tenso com qualidade exemplar.
Uma das primeiras coisas que eu cogitei sobre as causas desse confinamento da menina foi a ideia de que ela pudesse ser alguma mutante (como os X-men), afinal o autor é roteirista e deve estar se inspirando em suas criações. Não posso dizer que a minha teoria estava certa, mas ela não se afastou tanto da verdade como me pareceu ao ler os primeiros capítulos, esse é basicamente o joguete do autor, criar em nós uma expectativa.
Melanie é um gênio. Suas capacidades mentais são muito acima do que se pode esperar de uma pessoa, contudo essa inteligência vem com uma meiguice cativante que induz ao leitor torcer por ela em cada página que passa. É quase impossível não se impressionar com uma criança como ela, tão criança, tão adulta, tão madura.
É nisso que M.R Carey se apoia para criar a trama. Personagens complexos com escolhas difíceis no caminho, terão momentos de raiva e momentos cativantes.
De certo modo é um livro difícil de resenhar, pois revelar uma só página pode ser considerado spoiler. Uma coisa é certa, a obra tem muito potencial e se aproveita dele até a última palavra, trazendo até mais do que o esperado.
Por fim recomendo A menina Que Tinha Dons, dando somente um aviso para a ansiedade que vai lhes possuir para terminá-lo, e lembrem-se:"Nem todo dom é uma benção";
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Layla [@laylafromthebooks] 03/04/2016

A Culpa É Dos Fungos
Então. Cheguei ao final do livro. Mas se fora eu que acabei com ele ou ele que acabou comigo, não sei bem dizer.

Pra começo de conversa, PQP, QUE LIVRO FOI ESSE? Não foi nada do que eu esperava, desde o começo. Criava uma teoriazinha, só pra depois Carey destruí-la. Começava a ficar esperançosa só pra perceber que ia dar tudo errado. E, no fim, a pior (sim, pior) teoria que formatizei fora a que se mostrou verdadeira.

E nem por isso a estória fora decepcionante. Para falar a verdade, só ficara mais real, com aquele gostinho amargo na boca de "esta caralha acabou e não sei mais o que fazer da minha vida."

É. Pois é.

Em uma passagem, descreveram a personagem com a seguinte frase: "A morte e a donzela embrulhadas num só pacote."

E digo o mesmo sobre estas trezentas e poucas páginas. Não ache que elas são inocentes, que contarão a estória de uma menininha que tem poderes bonitinhos e que a vida é só flores. Nope.

Responda a seguinte pergunta: você é forte o bastante?
Se a resposta for não, deixe este livro pra outra vida. Agora, se for sim... Vista o coletinho, deixe o telefone pronto pra discar pro SAMU e, de preferência, veja as contra-indicações do produto logo abaixo.

E, se serve de aviso para as tolinhas que, como eu, shippam até o pastel com o caldo-de-cana, não shippem NINGUÉM neste livro. Seu coração agradece.

Muitos funguinhos pra vocês!

(e não sei se te agradeço pela recomendação, Aline Marques. Estou num misto de te pôr em um pedestal e clamar seu nome ou te estrangular. Não consigo nem resenhar nada decente. Culpa sua.)

Contra-indicações: ATENÇÃO, este produto é contra-indicado a todos que tem problemas cardíacos e problemas de surto. A porcentagem de usuários que passaram por testes e que arrancaram os cabelos e se contorceram de fúria/confusão é de proporção enorme. Eles mal sobreviveram e, se o fizeram, foi apenas pra matar a pessoa que indicou o produto acima (matar de amor ou ódio é por conta do usuário, o produto não se responsabiliza por homicídios e/ou suicídios).

site: https://www.instagram.com/laylafromthebooks/
Aline @ousejalivros 04/04/2016minha estante
QUE TEXTO FODERÁSTICO!


Aline @ousejalivros 04/04/2016minha estante
E o final, já superou? Não? Huumm


Layla [@laylafromthebooks] 04/04/2016minha estante
Vou nem dizer nada pra você. E não, não superei, obrigada por lembrar


Aline @ousejalivros 04/04/2016minha estante
De nada. Beijos


Carolina.Voigt 06/04/2016minha estante
Adorei sua resenha. Estou na página 200. Mas estou adoraaaaando. Simplesmente adorando!!!
Volto pra dizer se superei o final assim que terminar =)


Layla [@laylafromthebooks] 18/04/2016minha estante
Muito obrigada, Carolina! Espero que você goste do livro!




Andressa 13/12/2014

Nem tudo é o que parece.
A Menina Que Tinha Dons foi escrito pelo britânico M. R. Carey, autor de quadrinhos e roteiros da Marvel e da DC Comics. Eu já tinha lido algo a respeito desse livro na internet, porém pensava envolver jovens e crianças mutantes e com superpoderes, o que não costuma me interessar, pois o mercado (e eu também) está meio saturado disso. Cometi o erro de não ler a sinopse nessa época e hoje sei que eu estava estrondosamente enganada.

Estava eu, um belo dia, passeando pela livraria Cultura quando me deparei com este livro, dono de uma capa amarela vibrante e uma sinopse capaz de intrigar. Tenho o hábito de comprar livros apenas pela internet, mas desta vez algo me fez criar uma conexão com A Menina que Tinha Dons e o levei para casa, iniciando a leitura imediatamente. Pulei a imensa fila de livros que tenho para ler e dei vez a este.

O livro nos conta a estória de uma garotinha de 10 anos chamada Melanie. Ela é inteligente, esperta, interessada, adorável e, no entanto, há pessoas que aparentam ter muito medo dela. Melanie não entende. Gosta de ler, de estudar História, é uma boa menina. Vai a escola diariamente, ama sua querida professora Srta. Helen Justineau, conversa com os colegas quando é possível. Colegas que vivem em mesmas condições que Melanie: da cela para a sala de aula. Todas as manhãs os militares buscam as crianças para irem a aula, amarram cada uma delas em uma cadeira de rodas sob a mira de uma arma e as conduzem por um longo corredor.

Não posso falar muito mais do que isso, já que seria spoiler. O interessante do livro é descobrir aos poucos o que realmente está acontecendo. Por que todos tem medo da Melanie? Por que amarram as crianças de forma tão cruel? Entre outros vários questionamentos que o livro nos propõe. Estamos, de fato, em um cenário pós-apocalíptico e há cerca de 5 personagens de suma importância para que compreendamos o que está acontecendo. Sentimos o que eles estão sentindo, a dor, o medo, a angústia, o desespero e assim conseguimos ver a situação do ponto de vista de cada um deles, restando ao leitor optar (ou se solidarizar) por um lado.

Não encontrei erros de digitação, o espaçamento está ótimo, a capa é fiel a original e a leitura flui de forma agradável, a estória, contada na terceira pessoa, é muito bem dosada entre drama, terror e suspense.

Este livro me trouxe sentimentos que se opunham o tempo todo. Por vezes, sentia medo ou raiva e, em seguida, me arrependia. Nem tudo é o que parece. A Menina que Tinha Dons é capaz de te revirar o estômago e ao mesmo tempo querer abraçar a pequena Melanie. É um excelente livro do gênero. Eu esperava um final cliché e não coloquei muitas expectativas, uma vez que não via saída para o que estava acontecendo. No entanto, M. R. Carey conseguiu me surpreender. Fez com que nascessem flores em pedras! É como dizia o incrível Drummond: é feia. Mas é flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
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bielboyster 18/06/2016minha estante
Devo concordar com você! É um bom livro, mas algo na maneira que a história é contada também não me agradou. E realmente ele pode ser maçante às vezes, mas, no fim das contas, é uma boa leitura!




Barão 17/11/2015

Minha Primeira Resenha!
Bom dia leitores, eu sou o Alisson Barão, novo colunista aqui do blog Menino Literário, e para dar inicio a essa minha carreira de resenhista, vamos começar falando um pouquinho desse livro aqui!

O que esperar de um livro do cara que é conhecido por seu trabalho como roteirista de HQ’s de sucesso, como “X-Men” e “Hellblazer”?! Nada menos que algo espetacular, né?! Quando a editora Rocco anunciou o selo Fábrica 231 fiquei muito curioso para saber quais os livros seriam escolhidos para estreia e foi com surpresa que descobri que o recente bestseller de M.R. Carey iria ser um dos escolhidos A Menina Que Tinha Dons é um daqueles raros livros que envolvem independente de gosto literário.
Você nunca leu nada tão intrigante e tão diferente no gênero distópico quanto este livro!!! Realmente não me arrependo de comprá-lo e garanto que você também não vai se arrepender. Além de um cenário caótico (muito bem construído), com suspense na hora certa e toques de terror (E que terror!!!), você fica louco para saber quem vai morrer o que vai acontecer, odeia e fica com pena de personagens tudo ao mesmo tempo, é empolgante!
O livro mistura Física, Química e Biologia de um jeito tão intenso e entendível (Uma coisa meio impossível, eu sei!!!) com elementos que você se pergunta se existe mesmo, e os pior, eles existem. E se você está pensando que vai ler um romancezinho ou que vai ver um bando de zumbi desgovernado você está totalmente engando, esse livro é pura ação e aventura. Tenho que admitir que eu necessite de um volume dois, apenas um volume não foi suficiente para saciar minha sede de conhecimento (Fala a pessoa que estuda Química), sobre a escriva desse mestre das palavras! Não que o livro deixe furos ou perguntas sem respostas, Carey consegue amarrar todas as pontas que ele deixa solta no decorrer da estória, mas simplesmente precisamos saber mais e mais!

- Alisson Barão (27/05/2015)
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Antonio 05/01/2015

A Menina que não me Encantou
Roteirista dos filmes X-Men, M.R. Carey resolveu escrever seu primeiro livro. E se você acha que aqui há seres que não são humanos, ou que deixaram de ser humanos, acertou. Os filmes da série X-Men são atraentes – como seria um livro desse tipo?
Somos levados a uma base militar, onde as crianças ficam em celas individuais, e são levadas para as aulas amarradas em cadeiras de rodas. Ei, como assim? Por quê? Acompanhamos Melanie, uma menina considerada gênio que vive essa rotina, mas ela também não tem a resposta.
Nessa sociedade distópica (a palavra distopia está na moda) do futuro, existem algumas categorias de seres: os famintos, os lixeiros, os militares (afinal tudo começa numa base militar), e personagens comuns. Ou quase.
A professora Justineau é adorada por Melanie, ela dá as melhores aulas, e realmente gosta das crianças. A Dra. Caldwell é a cientista fria e determinada, utilizando sempre uma linguagem médica que soa muito convincente (um mérito do autor). O sargento Parks que tem feias cicatrizes no rosto está no comando da base e vê tudo pelo ângulo da hierarquia militar, do controle. O soldado Gallagher é jovem, respeita o sargento, mas por ser jovem também não entende tudo. Os conflitos são inevitáveis.
Muita gente está gostando, lendo rápido e elogiando esse livro. Eu não gostei muito, não sei se é o gênero, então vou me esforçar para ser objetivo:
QUALIDADES: 1. Um começo que realmente desperta a nossa curiosidade. 2. Personagens muito bem caracterizados, eles usam um vocabulário específico que reflete suas realidades. 3. A narrativa tem bastante ação.
DEFEITOS: 1. Há uma barriga, a ação do meio para o final não é surpreendente. 2. Tirando o que sabemos pelos personagens, não entendemos como está o resto do mundo nesse futuro distópico. 3. A tradução deixa a desejar, ou seja: há frases terríveis que ninguém diz em português: 'Eles se movem peristalticamente enquanto a luz passa por eles'. (p. 198) 'Até agora, ela supunha que eles tinham afundado com todas as mãos'. (p. 248). Afundado com todas as mãos? O que significa isso? Parece uma tradução ao pé da letra, não faz sentido.
É isso. Mas não tiro o mérito do autor, não. Para quem gosta de livros sobre zumbis e seres ‘modificados’ pode ser uma boa leitura (evitei os spoilers e contei pouco da trama!)


site: Site: http://www.blogselivros.com.br/bl-a-menina-que-tinha-dons/
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Marcos 16/03/2015

Enredo

O mundo como conhecemos hoje em dia não existe mais. Em uma gerra no passado, uma praga de esporos fúngicos foi espalhada entre os humanos, fazendo com que eles fossem escravizados e transformados em uma espécie de zumbi, os Famintos. Apenas alguns poucos humanos sobreviveram e estes se agruparam em organizações, algumas em busca da cura de tal maldição.
Melanie é uma garota de 10 anos que vive presa em uma base do exército. Ela passa o tempo todo em sua cela, saindo apenas para ter aulas com a Srta. Justineau. Mas para isso, ela é amarrada a uma cadeira por vários soldados, dentre eles o Sargento Parks, e tem sempre uma arma apontada em sua direção. Ela mesma não entendo o motivo para tudo isso acontecer, mas aparentemente ela representa uma forte ameaça a todos ali.
Dra. Caldweel é uma cientista renomada que coordena uma pesquisa em busca da cura para a praga fúngica. Porém, seus métodos são extremamente cruéis e antiéticos, usando as crianças ali aprisionadas como cobaias e as matando sem nenhuma piedade ou sedativo. Quando Melanie é chamada para ser a próxima vítima de sua tirania, que um evento acontece: toda a base é invadida por Famintos e apenas poucos humanos se salvam da chacina. É a partir daí que o destino de todos os personagens muda abruptamente e eles terão que desbravar todo um novo mundo em busca de lutar pelas suas vidas.

Narrativa

A história inteira é contada em terceira pessoa, sob os pontos de vista dos personagens principais. Esse tipo de narrativa contribuiu muito para que toda a percepção da história fosse ampliada e pudéssemos avaliar com mais clareza as motivações por trás de cada personagem. No entanto, a escrita da autora ainda deixa muito a desejar. Há muita repetição de palavras e percebe-se claramente que ela usou a mesma estrutura em todos os capítulos, se repetindo muito e usando de informações demais em vários pontos. Era como se estivéssemos relendo a mesma cena, com outro personagem, mas sem termos nenhum acréscimo à história por conta disso.
O livro em si começa lento, com leitura arrastada e sem mostrar claramente o seu objetivo. Posteriormente, inicia-se uma forte ação na história, o que torna a leitura mais ágil e prende o leitor. Do momento em que conhecemos Melanie até a invasão da base militar, o livro se mantém coerente e com um bom ritmo. Porém, a partir daí é onde ocorre o maior problema da história. Há uma drástica mudança de cenário, gênero e de todas as relações humanas construídas anteriormente.

Personagens

Melanie é uma protagonista que cresce bastante ao longo da narrativa, começando como uma garota levemente ingênua e que, ao descobrir seus dons, assume uma personalidade forte e influenciadora. Ela é o elemento que une todos os demais personagens e que conduzirá boa parte da história.
Parks é um personagem que se modifica muito, principalmente depois que a destruição da base o assola. É importante ficar de olho em suas atitudes. Há muitas entrelinhas nele que serão esclarecidas no final.
Caldwell é a típica vilã de livros do gênero: cientista maluca, espartana que tende a passar por cima de tudo e de todos para conseguir o que quer. Achei a personagem extremamente clichê do início ao fim e nem um pouco original, visto que é um perfil recorrente em outras distopias atuais.

Distópico, pós apocalíptico ou sobrenatural?

Os três gêneros estão presentes na narrativa, de forma um tanto confusa. O mundo construído por Carey está em um período pós-guerra e que se reorganizou em núcleos em que se instaurou uma ditadura distópica, rodeados por seres sobrenaturais semelhantes a zumbis. Essa mistura não deixa claro por qual caminho a autora quis seguir e isso se reflete no texto.
É como se o início do livro fosse distópico/pós apocalíptico e, em seguida, o sobrenatural se revelasse com força e assumisse toda a história. Isso tudo com leves toques de ficção científica inclusos.

Considerações

A Menina que Tinha Dons é mais um livro que tende para o gênero distópico, que anda muito em voga ultimamente, e que pouco traz de novo. Com características clichês e essa mistura de gêneros, a história é um pouco lenta e confusa em alguns momentos. Por vezes me senti lendo algumas cenas da série de TV The Walking Dead. É mais uma leitura para se passar o tempo e para começar sem grandes pretensões.

site: http://www.psychobooks.com.br/2015/03/resenha-sorteio-a-menina-que-tinha-dons.html
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Ileana Dafne 02/03/2015

Surpreendente
Antes de realmente entrar na história do livro vou falar sobre o Ophiocordyceps unilateralis que, apesar de ser um fungo, suas habilidades são extremamente violentas e invasivas. Como esporo ele é milimétrico e facilmente levado pelo vento até encontrar seu hospedeiro que, ao ser encontrado, o fungo se infiltra e sua primeira providência é assumir o controle sobre os músculos e o sistema nervoso central. A formiga passa a ser uma espécie de zumbi com andar trôpego e cujo objetivo se resume em se alimentar e procurar um ambiente ideal para o crescimento e futura reprodução do fungo. Após certo tempo a formiga finalmente morre e o fungo, já amadurecido, faz com que saia da cabeça da formiga uma haste cheia de novos esporos prontos para serem soltos na natureza.
Agora imaginem que esse fungo sofreu uma enorme mutação e passou a ter como hospedeiros os seres humanos ao invés das formigas mas, causando-lhes o mesmo efeito de “zumbificação”. Essa é a premissa de A Menina Que Tinha Dons.
Desde que conheço A Noite dos Mortos Vivos, de George Romero, onde foram criados os zumbis comedores de carne (e cérebros) que temos hoje em dia, não havia conhecido zumbis tão peculiares quanto os descritos aqui por M. R. Carey.
O mundo pós-apocalíptico criado nesse livro é bastante original, de leitura fluida e fácil (li as últimas 150 páginas em 2 horas durante a madrugada). Os ambientes são muito bem descritos e os personagens principais bem desenvolvidos. Principalmente os famintos (como são chamados os infectados), que possuem uma ânsia interminável de alimentarem-se de carne (a única coisa que digerem é proteína) e são movidos principalmente por isso, são verdadeiros maratonistas, incansáveis e mais rápidos que o ser humano. Eles podem perceber sons, odores e calor corpóreo que são como gatilhos para ativar sua gana sobre os humanos.
A menina citada no título da obra se refere à Melanie, uma garota superdotada de dez anos que nunca conheceu nada além da rotina que está inserida desde que tem qualquer lembrança. Onde ela tem aulas com diversos professores, come, toma banho e dorme.
A história é contada em terceira pessoa, o que nos dá ciência dos pensamentos e sensações dos personagens principais, pois o livro foca-se principalmente na Melanie, em uma de suas professoras, a Srta. Justineau, o sargento Parks, o soldado Gallagher e a doutora Caldwell.
Não havia criado expectativas antes da leitura, pois não conhecia o autor (como romancista, porque ele já possui certa notoriedade como roteirista de HQ’s) e me surpreendi agradavelmente com a enorme qualidade da história contada... Não existem grandes doses de horror, mas é perfeitamente nivelada com doses de ação e de ficção científica, com um suspense perfeitamente colocado.
E que final!!!!! Totalmente impactante e, ao mesmo tempo em que é avassalador, é formidável e mostra que nunca devemos nos ater somente ao lado negativo das experiências vividas... Se eu recomendo? Absoluta e certamente!!!!!

site: http://www.livroseflores.com/2015/03/resenha-menina-que-tinha-dons-m-r-carey.html
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Euflauzino 13/01/2015

O que é preciso para se tornar diferente entre os iguais


De cara quis este livro, pela capa também, mas mais ainda pelo fato de me deparar com o autor M.R.Carey, roteirista de X-Men e Hellblazer, ambos quadrinhos que fizeram minha infância e adolescência mais felizes.

Quem nunca leu nada sobre os heróis Wolverine, Tempestade, Colossus, ou o anti-heroi, cínico, exorcista e viciado em cigarros John Constantine, está fora do tempo e do espaço. Estão perdendo muito do que melhor se produz hoje em dia em matéria de Graphic Novel, que uma espécie de livro contado através de HQ.

A menina que tinha dons (Fábrica 231, 383 páginas) é um YA com tendências filosóficas. Você pode lê-lo como uma simples aventura ou se enveredar pelo abismo psicológico das personagens. A escolha é sua.

De início impactante, somos jogados em um ambiente claustrofóbico:

“Agora ela tem 10 anos e a pele de uma princesa de conto de fadas... ela tem uma cela, o corredor, a sala de aula e o chuveiro... A cela é pequena e quadrada. Tem uma cama, uma cadeira e uma mesa. Nas paredes, que são pintadas de cinza, existem quadros... Às vezes o sargento e seu pessoal mudam as crianças, então Melanie sabe que algumas celas têm quadros diferentes.”

Em um mundo pós-apocalíptico um vírus atingiu a grande maioria da população. Atualmente crianças são mantidas presas em uma base. É lá que vive Melanie, uma das prisioneiras. A partir daí M.R.Carey começa a demonstrar a que veio, com parágrafos maravilhosos, cheios de poesia:

“As coisas saíram dos eixos rapidamente depois disso – a trégua era apenas um artefato do caos, criado por forças poderosas que se anulavam momentaneamente. A infecção ainda disseminava e o capitalismo global ainda se destroçava – como os dois gigantes se devorando na pintura de Dalí intitulada Canibalismo de outono. Nem toda coreografia de relações públicas pôde vencer, no fim, o Armagedom. Ele passou por cima das barricadas e se deleitou.”

Melanie é uma criança diferente, aliás todas o são. Ela adora a escola e principalmente sua professora Helen Justineau, que vive um grande dilema de consciência com relação ao cativeiro das crianças:

“As coisas vão desmanchar e o centro não aguentará. Esburacado de medos e inseguranças, a turma se desfará em pedaços. Finalmente farão as perguntas que Justineau não pode responder. Ela terá de escolher entre a confissão e a evasiva, e qualquer uma das duas provavelmente a chutará pela beira da curva da catástrofe.”

O desejo de Melanie é ser Pandora (que numa tradução livre quer dizer: a quem possui todos os dons – do titulo original The girl with all the gifts), que na mitologia é possuidora de uma caixa que contém todos os males. Ela também possui dons, mas seriam eles benção ou maldição?

O sargento Parks é quem guarda a base, juntamente com seus soldados. Agressivo e radical, tem no sangue a vida militar e não há remorsos em suas decisões:

“— Pensei que estivesse com frio — diz Parks, surpreso. — Você estava tremendo. Desculpe. Não pretendia nada além disso.
Por um bom tempo ela fica ali olhando para ele, num silêncio mortal.
E então ela fala. E só há uma coisa que pensa em dizer.
Põe pra fora, desabafa, em retrospecto, a bebida, as lembranças, os últimos três anos de sua vida.
— Já matou uma criança?”

Entre o dever e a consciência, o dever fala mais alto. A base serve como laboratório de pesquisa da Dra. Caroline Caldwell que se serve de suas cobaias sem anestesia, sempre sem sair do salto:

“Caroline Caldwell separa cérebros de crânios com muita habilidade... Olhos piscam em convulsões aceleradas, entram e saem de foco numa inútil atividade incansável... A cobaia está morta.”
“... Usava batom todo dia, apesar de sua escassez... representa a melhor frente de batalha para o mundo. Em tempos de ferrugem, ela surge aço inoxidável.”

O enredo é sem firulas, direto, com emoção e aventura de sobra, escrito por um roteirista experimentado. Mas não é um livro simples, muitas vezes a linguagem é complexa e fiquei me perguntando se a experiente tradutora Ryta Vinagre tem algo a ver com isso ou se ela seguiu fielmente o original.

site: Leia mais em: http://www.lerparadivertir.com/2015/01/a-menina-que-tinha-dons-m-r-carey.html
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Vaninha 14/08/2016

"Ela luta com um animal selvagem e o animal é ela. Então ela sabe que vai perder."

A Menina Que Tinha Dons é uma história instigante que te impulsiona a continuar lendo principalmente por curiosidade.

Por que as crianças ficam trancadas o tempo todo? Por que assistem às aulas amordaçadas e amarradas em cadeiras de rodas? Que perigo crianças pequenas podem trazer para serem tratadas assim? Por que todo mundo tem o mesmo cheiro químico e estranho? Esses e outros questionamentos me fizeram devorar a história.

Quando a história começa já se passaram mais de 20 anos após o fim da civilização como a conhecemos. As pessoas viraram zumbis movidos unicamente pela necessidade de alimentação com apenas algumas exceções.

Tudo bem, eu sei. Parece mais uma história de zumbis como outra qualquer. Então qual é a diferença? Nesta história o que zumbifica as pessoas não é um vírus e sim um fungo: o Ophiocordyceps unilateralis. Ninguém sabe como o fungo começou a infectar humanos. Especula- se se o fungo teria "saltado" diversos passos evolutivos ou se teria havido manipulação genética do fungo e um acidente teria dado início à infecção.

O mais assustador é que esse fungo existe de verdade e zumbifica formigas nas florestas tropicais, assumindo o controle do sistema nervoso central e então, obrigando a formiga a agir de forma a garantir a sobrevivência e disseminação do fungo.

Sinistro!!!

Se quiser saber se e como o problema foi solucionado, você vai ter que ler o livro. Só te digo uma coisa: espere surpresas.

P.S. Se quiser saber mais sobre o fungo e como ele age pode procurar por vídeos da BBC no youtube.

Esse fenômeno das formigas zumbi está sendo estudado pois, os cientistas querem descobrir como o fungo consegue assumir o controle do sistema nervoso central das formigas.
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Mayah 26/01/2015

Porque esse final????
Quando escolhi esse livro para ler achei que o tema seria algo sobre mutantes, super humanos com poderes extraordinários, tanto pelo título quanto por o autor ser um cartunista de duas empresas famosas por criar personagens assim, que é a Marvel e a DC. Ledo engano, a história segue uma linha totalmente diferente.
Um fungo – com um nome que eu me recuso a sequer tentar pronunciar, que dirá escrever – super potente e de fácil contágio se desenvolveu na copa das árvores na floresta. Em pouco tempo, esse fungo faz uma cadeia de hospedeiros até chegar aos humanos, se prolifera e extermina a maior parte da população na cidade de Londres, um evento conhecido como “Colapso”. Aos infectados dão-se o nome de “famintos”, o que é muito descritivo já que o fungo ataca o sistema nervo dos hospedeiros, destruindo todo pensamento racional e deixando somente uma fome insaciável por carne... humana.
No meio do livro comecei a ver o fungo como um personagem também porque tudo parece gira em torno dele: as reações ao fungo, o contágio, a proliferação, o desenvolvimento acelerado das sementes deixadas por ele... Mesmo não sendo visível, ele era que mais “aparecia”, tamanha era a sua dominação.
Mas o curioso era que em algumas pessoas, em sua maioria as crianças, o fungo reagia de forma adversa ao esperado pelos pesquisadores e cientistas do exercito. Quando infectadas, as crianças tinham suas células destruídas, mas continuavam pensando por si próprias, não apenas pela fome do fungo. Para descobrir o motivo dessa “anomalia” no comportamento do fungo, o exercito constroem bases de pesquisas onde cientistas fazem o necessário e até o impensável para conseguir respostas.
Entre os cinco personagens principais – apesar do fungo estar sempre presente, não vou nem falar, rs – de quem eu mais me afeiçoe foram... todos. Parece até que é de propósito, o autor sempre trás personagens que nós vamos amar, mesmo sabem que eles podem ser mortos a qualquer momento.
O livro todo se passa nesse clima apocalíptico, de cidade devastada, onde todos os personagens – os cinco que aparece – fugem, lutam, quase morrem de fome e frio, tentando ser mais forte que esse mal misterioso que é o fungo. O que eu mais gostei na história foi como o autor expôs as características mais marcantes de cada personagem, cada um assumia um lugar no grupo e conforme tomavam alguma atitude eu reagia de forma diferente, ora simpatizando, me emocionando e ora querendo matar de um aperto todos. Teve uma em particular que era quase sempre, maior ódio, rs.
Bem, o desenrolar da história é bem legal, mesmo o inicio sendo um pouco parado com o passar das páginas a história vai ganhando vida e chega num ponto em que eu só consegui parar quando terminei e, eu gostaria de dizer que valeu a pena essa eufória toda – já que eu passei a noite em claro lendo, o que é totalmente normal as leitores neh? Rs – mas não deu. Pra mim, o final deixou muito a desejar, e muitas pontas soltas também. Ficou aquela sensação de tempo perdido e eu odeio quando isso acontece...
Mas apesar dos pesares – e do final, claro – eu recomendo a leitura aos chegados a histórias apocalípticas, com o plano de fundo do fim do mundo, é uma boa pedida. Só deixo um pequeno conselho: não se apegue a nenhum dos personagens porque nunca se sabe quando pode aparecer um faminto, não acha? Rs. Boa leitura aos que darão uma chance “A Menina que tinha Dons”.
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Carina 03/11/2016

Sensacional
A Menina que Tinha Dons, é um livro que de início nos engana pela capa e pelo título pouco chamativos, porém com uma breve olhada na sinopse podemos perceber que realmente não se deve julgar um livro pela capa.

O livro se passa num mundo pós-apocalíptico, onde um fungo dizimou quase toda a população transformando-as em famintos, uma espécie de "zumbis" mais parecida com Guerra Mundial Z, do que com The Walking Dead. Mas engana-se quem pensa que esse livro é igual aos outros livros de mortos vivos destruindo o mundo. A Menina que Tinha Dons é um livro cheio de ação, adrenalina, que traz uma história comovente e mostra como um sentimento verdadeiro pode vencer uma natureza monstruosa.

O livro começa em uma espécie de base onde crianças famintas que tem inteligência e conseguem raciocinar igual aos humanos normais são mantidas em selas individuais, para serem estudadas afim de descobrir uma cura. Todos os dias essas crianças são amarradas a cadeiras de rodas e lavadas para salas de aula. Uma dessa crianças é Melanie, uma garotinha de 10 anos, gentil, que adora Pandora e que possui uma inteligência bem mais avançada que as outras crianças, e que desenvolve um laço muito forte com sua professora Justineau.

Tudo muda no dia em que essa base é atacada e destruída por outros famintos, e no meio de todo o esse caos e destruição causada pelos famintos, Melanie toma consciência de sua verdadeira natureza, de que também é uma faminta no momento em que salva a vida de Justineau. A partir daí, dar-se início a uma verdadeira luta pela sobrevivência fora dos muros.

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Ana - Entre Livros e Trânsitos 26/01/2015

História boa, leitura dificil
" Terceiro e último, se tiver um faminto atrás de vocês, não corram. De maneira nenhuma podem derrotá-lo e tem uma chance maior se o enfrentarem de frente "

Eu sou fã assumidamente louca por The Walking Dead e na minha opinião toda e qualquer história sobre zumbis acabará caindo na comparação com eles. E continuo achando que nada será melhor, então quando descobri que esse livro se tratava de zumbis não fiquei muito empolgada por achar que encontraria uma historinha batida e meia boca. Mas sabe que me surpreendi! O autor mostrou uma história diferente, nova! Ok, temos zumbis, ok, temos um vírus que se espalhou, ok, o mundo acabou…mas é diferente! Pra começar, aqui os zumbis não são chamados dessa forma e sim de famintos. Tudo começou com um vírus em Londres que se espalhou para o mundo todo. Surpreendentemente algumas crianças tem esse vírus, são famintos, mas elas conseguem raciocinar, conversar, conviver com humanos e todas vivem em um quartel general que estudam seu dna a fim de encontrar uma cura. Elas não sabem o que são, nem porque estão ali. Elas são cobaias do governo.
Na história conhecemos Melanie, uma garotinha muito inteligente ( é sério, ela é inteligente mesmo) de 10 anos que tem um rotina dura no quartel. Todas as manhãs ela aguarda em sua cela para ser levada a sala de aula. Quando os militares chegam para buscá-la, o sargento aponta uma arma para ela, enquanto dois soldados a amarram em uma cadeira de rodas, pés, mãos e cabeça. Ela não entende por que eles não gostam dela e brinca que não vai mordê-los, mas eles não acham engraçado. Querem apenas continuar vivos. Aos sábados Melanie fica trancada na cela o dia todo, onde tem a companhia apenas de sua cama, sua cadeira de rodas e uma mesinha. Aos domingos ela é levada ao refeitório onde come uma tigela de vermes e logo em seguida toma banho com um produto químico que queima a pele. Para ela é normal essa rotina, ela não conhece outra. O melhor dia é quando tem aula da Sra. Justineau. Melanie a ama. É a única professora que trata a turma com carinho, que não usa palavrões e principalmente: conta muitas histórias para a turma, de contos de fada a mitologia grega.

O ponto alto do livro é quando a base é atacada e os sobreviventes são obrigados a ir a pé para o centro de Londres. A jornada se torna dias de luta pela sobrevivência, descobertas, esperanças, amor e amizade.
Sabe uma coisa que eu sempre fiquei indignada com os zumbis? Eles nunca comem o corpo todo, só tiram uma mordida e partem pra outra e tipo, todo mundo sabe que tem que comer tudo que tá no prato né! E nessa história eles comem tuuuudoooo!!!! Gosto assim!
Ah e eles correm viu! Quem assistiu “Guerra Mundial Z” aqui? Então, eles correm igual no filme. Eles ficam inertes, mas ao menor barulho ou presença de humanos eles disparam cara! Que medo!

Tem algumas curiosidades no livro, por exemplo, os famintos conseguem sentir seu cheiro a quilômetros de distância (assim como as vibrações sonoras) então os cientistas criaram um bloqueador, um tipo de creme para passar no corpo que afasta qualquer morto vivo.

Algumas pessoas podem achar a leitura difícil porque tem muitos termos científicos. Teve momentos que eu não fazia ideia do que estava lendo. Eu até pensei em colocar um trecho aqui, mas não quero assustar vocês rs.

Recomendo a leitura? Sim! É uma leitura difícil mas vale a pena.

site: https://entrelivrosetransitos.wordpress.com/2015/01/25/opiniao-da-blogueira-a-menina-que-tinha-dons/
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