Paris é Uma Festa

Paris é Uma Festa Ernest Hemingway




Resenhas - Paris é uma Festa


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Luri 15/04/2013

Encantada
É como estou. Encantada. Morro de vergonha de admitir que nunca havia lido qualquer coisa do Hemingway, mas "Paris é uma festa" é um relato apaixonante. O livro é cheio de bons insights e guardei citações maravilhosas. Ah, é uma não-ficção, o que pode decepcionar a quem lê desavisado, mas é fantástico. Me deu vontade de sair lendo tudo do autor.

Particularmente, adoro livros que nos levam a outros livros. É uma forma de não me sentir orfã quando o livro acaba, como se houvesse uma continuidade. "Paris é uma festa" oferece um banquete nesse sentido. Tantos grandes autores são citados em suas particularidades que bate um nervoso por não saber por onde começar. Nunca li O Grande Gatsby (outra vergonha), mas depois de ler esse livro, ele foi parar no topo da minha wishlist. É por essas e algumas outras que acredito que eu não poderia ter entrado no mundo do Hemingway por melhor porta. Recomendo.
Anderson 02/03/2014minha estante
Sua resenha me convenceu a lê-lo ;)


Cristina.Costa 09/11/2020minha estante
Não querendo deixar dúvidas. Mas O Grande Gatsby não é lá essas coisas. Paris é uma festa estou adorando!




Mariana Dal Chico 23/02/2020

“Paris é uma festa” de Ernest Hemingway, publicado pela primeira vez em 1964, é um livro de memórias que no prefácio o autor diz que se o leitor quiser, pode considerar essa obra como ficção.

Livros de memórias/autobiografias me deixam um tanto reticente em confiar 100% naquilo que está sendo contado, afinal, dificilmente alguém vai desnudar seu lado sombrio para ser julgado sob holofotes.

Hemingway tem um estilo único, direto, onde cada palavra é cuidadosamente escolhida para compor frases e nada sobra. A leitura fluiu rapidamente com capítulos curtos e separados por fases/pessoas que o autor conheceu no seu começo de carreira como escritor em Paris, depois de deixar seu emprego como jornalista para se dedicar à literatura.

A desmistificação do glamour de Paris na década de 20 e da profissão do escritor permeia todo o livro. Hemingway deixou de almoçar muitas vezes para que sua esposa e filho tivessem o que comer, o aquecimento do quarto em que moravam não era eficaz, ele passava horas sentado em um café barato tentando encontrar as palavras certas para tentar vender seus contos. Recebeu muitas recusas antes de conseguir começar a publicar e ganhar algum dinheiro como escritor.

Para se distrair do próprio trabalho e estudar outros escritores, Hemingway emprestava livros na biblioteca de Sylvia Bech, porém não conseguia pagar as mensalidades. Era ela também quem o socorria quando seu dinheiro acabava.

Hemingway não foi muito gentil ao falar de sua relação com Gertrude Stein, que começou bem, eles passavam longas conversando sobre diversos assuntos, mas com o tempo, essas conversas perderam força e “ […] Miss Stein começou a ficar parecida com um imperador romano […]”p.142

Com Fitzgerald o sentimento é ambíguo, por um lado Hemingway admirava seu trabalho, mas por outro parecia ressentido com o sucesso financeiro do amigo. Os dois fizeram uma viagem para recuperar o carro dos Fitzgerald e, apesar de demonstrar exasperação, Ernest cuidou muito bem de Scott em um momento de crise.

Gostei muito da leitura e fui transportada para Paris dos anos 20 com as descrições vívidas, repletas de carinho, dessa cidade que me encanta.

site: https://www.instagram.com/p/B86cRK0DDmM/
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Carol Nery 26/03/2020

Hemingway e eu
Minha história com Hemingway começou devagar...
O Velho e o Mar, O Sol Também Se Levanta... Até um amor nascer em Adeus as Armas.
Chegamos a Paris É Uma Festa em uma época tensa, não só no Brasil, como no mundo.
E por isso essa leitura foi mais bem-vinda ainda. Bem menos nebulosa.
Queria e precisava de uma literatura desse tipo.
Hemingway, como sempre, ótimo. Na ficção ou na vida real.
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Juliana 18/10/2020

Paris
Realmente, Paris é um sonho, uma festa, para os artistas no início do século XX. O livro conta uma fase da vida do autor, na qual em cada esquina se encontrava um artista...
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CrisValmont 22/01/2010

Paris é uma Festa e Restored Edition

Paris é uma Festa [A Moveable Feast] é o conjunto de memórias do autor americano Ernest Hemingway sobre seus anos em Paris, como parte do círculo dos escritores expatriado em 1920. Além de pintar um quadro desse tempo, ele esboça a sua luta como jovem escritor entre os famosos da época e a sua história e de sua primeira mulher, Hadley.

Em Paris é uma Festa aparecem pessoas importantes como Aleister Crowley, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, Ford Madox Ford, John Dos Passos, James Joyce e Gertrude Stein.

O livro foi editado pela quarta esposa de Ernest, Mary Hemingway, e publicado em 1964, quatro anos após a morte de Hemingway. Ele contém observações e relatos pessoais de sua experiência em 1920. Fornece detalhes de endereços específicos de cafés, bares, hotéis e apartamentos que ainda podem ser encontrados hoje em dia em Paris.

O título foi sugerido por um amigo de Hemingway A.E. Hotchner, autor de Papa Hemingway, e vem de uma conversa a dois que tiveram uma vez sobre a cidade durante as primeiras visitas de Hotchner à Paris: "Se você tiver a sorte de ter vivido em Paris, quando jovem, então onde quer que vá para o resto de sua vida, ela permanece com você, porque Paris é uma festa móvel."

Antecedentes

Em 1956, Hemingway, encontrou uma mala deixada no porão do Hotel Ritz, em Paris. A mala contidas cadernos com anotações que fizera durante os anos em que viveu em Paris. Ele transcreveu os cadernos e durante o período em que trabalhou em Dangerous Summer terminou os manuscritos. O livro foi publicado em 1964, após a morte de Hemingway. Uma reedição do romance foi publicada no final de 2009, com revisões feitas pelo neto de Hemingway. As restaurações são baseadas em um manuscrito "digitado com anotações originais a mão de Hemingway - o projeto do último livro que ele jamais terminou" e são, aparentemente, mais próximo da versão final pretendido por Hemingway.

Editado por Mary Hemingway

Ernest Hemingway trabalhou no manuscrito de Paris é uma Festa durante seus últimos anos, penosamente reescreveu algumas passagens-chave, e tinha preparado um projeto final antes de morrer. Após sua morte, no entanto, sua quarta esposa, Mary, na sua qualidade de executora literária de Hemingway, engajou-se na edição.

O estudioso literário Gerry Brenner da Universidade de Montana questionou os documentos editados e a sua validade, no seu livro, "Are We Going to Hemingway's Feast?" Depois de examinar a vasta coleção de documentos pessoais de Ernest Hemingway, que foram aberto ao público em 1979, com a inauguração da Biblioteca John F. Kennedy em Boston, incluindo notas e esboços iniciais de Paris é uma Festa, Brenner indica que Maria modificou a ordem dos capítulos no projeto final de Hemingway, para "preservar a cronologia". Brenner verificou que isso parece modificar a intenção do livro, interrompendo a série de esboços do caráter justaposto entre os indivíduos, como Sylvia Beach (proprietária da livraria "Shakespeare and Company") e Gertrude Stein. Além disso, um capítulo inteiro, intitulado "O nascimento de uma nova escola", que tinha sido abandonada por Hemingway, foi introduzido por vontade de Maria, sem justificação suficiente em seu conteúdo ou execução.

De longe, a grave edição, Brenner alega, que Maria excluiu um pedido de desculpas a Hadley, primeira esposa de Hemingway. Este pedido de desculpas aparece em diferentes formas em cada projeto do livro, e Brenner sugere que Maria foi excluindo essas partes porque elas imputavam seu próprio papel como esposa e acabavam indicando que Hadley fora o cônjuge mais importante.

Nova Edição

Em 2009 uma nova edição, chamada de "Restored Edition", foi publicada por Seán Hemingway, neto de Hemingway e de sua segunda esposa. Ele inclui uma série de mudanças:

• A carta introdutório de Hemingway, reunida em vários fragmentos por Mary Hemingway, foi removida.

• Os capítulos intitulados "Birth of a New School" e "The Pilot Fish and the Rich", e grande parte do "Ezra Pound and the Measuring Worm", "There is Never Any End to Paris" e "Winter in Schruns" foram adicionados.

• O Capítulo 7 ( "Shakespeare and Company") foi deslocado para o capítulo 3, e o capítulo 16 ( "Nada y Pues Nada"), foi transferido para o final do livro.

• O uso de Hemingway da segunda pessoa foi restaurado em muitos lugares, uma mudança que Seán afirma que "trás o leitor para a história".

Parte do novo prefácio de Patrick Hemingway:

Aqui está a última mostra da escrita profissional do meu pai, o verdadeiro prefácio à Paris é uma Festa: "Este livro contém material da remises da minha memória e do meu coração. Mesmo que uma tenha sido adulterada e o outro não exista.”

By anosloucos.blogspot.com
Nathália 23/10/2011minha estante
"De longe, a grave edição, Brenner alega, que Maria excluiu um pedido de desculpas a Hadley, primeira esposa de Hemingway."

Eu ainda não tive oportunidade de ler esse livro. Mas li que muitos fãs e estudiosos da vida do Ernest, consideram a Hadley como a esposa mais importante das quatro.

Será que tudo isso foi ciúmes ? HAHAHAHA




Caiovisck 04/04/2021

Paris é uma festa ambulante!
O que achei do livro e o que aprendi foram variados assuntos que não consigo por aqui. Mas posso reafirmar que como no final, Paris não tem fim e que as recordações das pessoas que lá tenham vivido são próprias, distintas uma das outras. E espero logo poder ter como fazendo parte da descrição do livro, minhas próprias lembranças e recordações daquele lugar, Paris.
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Leiliane 14/10/2020

Deslumbrante
Se você amou meia-noite em Paris, deveria ler este livro!

Eu sempre fico impressionada com a escrita do Hemingway: elegante, honesta e direta. Paris é uma Festa funciona como uma espécie de autobiografia de Hemingway na Paris dos anos 20. Aqui aparecem vários personagens ilustres que viviam na cidade: Gertrude Stein, Picasso, Ezra Pound, Joyce, Silvia Bleach e a maravilhosa Shakespeare & co, além do casal Fitzgerald.
O livro é um mergulho não só na vida da cidade, mas também no universo literário, nas dores e alegrias de quem tenta exercer o ofício da escrita.
Eu considero este livro obrigatório para quem ama clássicos (o Hemingway faz uns comentários muito interessantes sobre literatura ao longo do livro), pra quem ama viajar, e pra quem ama biografias honestas e bem escritas. Maravilhoso!
Alê | @alexandrejjr 14/10/2020minha estante
Já viu o filme "Meia-noite em Paris", Leiliane?


Leiliane 18/10/2020minha estante
Sim, eu o menciono na primeira linha da resenha.


Alê | @alexandrejjr 18/10/2020minha estante
Nossa, falha minha. Acho que li na madrugada. ?




André L. Pavesi 24/03/2021

Paris foi mesmo uma festa
O mais interessante nesse livro é a visão do escritor já maduro e consagrado dos seus anos de jovem duro numa Paris que podia encantar ou arrasar a cada virada de esquina.
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Isa 07/10/2020

"Olhei para ela e senti-me perturbado, numa grande excitação. Desejei colocá-la no meu conto, ou noutra parte qualquer, mas a moça se sentou num lugar de onde podia acompanhar o movimento da rua e da entrada do café. Compreendi que estava à espera de alguém. Por isso, continuei a escrever." (p. 20)

"Eu sempre trabalhava até que tivesse alguma coisa acabada e parava quando sabia o que ia acontecer depois. Desse modo podia ter a certeza de continuar no dia seguinte. Mas, às vezes, quando iniciava um novo conto e não achava jeito de continuá-lo, sentava-me junto ao fogo, espremia nas chamas as cascas das pequenas laranjas-cravo e espiava as fagulhas azuis que se desprendiam. Levantava-me, punha-me a contemplar os telhados de Paris e pensava: Não se aborreça. Você sempre escreveu antes e vai escrever agora. Tudo o que tem a fazer é escrever uma frase verdadeira. Escreva a frase mais verdadeira que puder." (p. 26)

"Escrever todos os dias tornava-a feliz, mas, à medida que eu a ia conhecendo melhor, descobri que para ela conservar-se feliz era necessário que aquela produção constante, variável em função de sua energia, fosse publicada e ela recebesse aplausos." (p. 32)

"- Você devia ler somente o que é verdadeiramente bom ou o que é francamente mau." (p. 40)

"- Voltaremos então para casa, comeremos aqui mesmo, teremos um jantarzinho delicioso, beberemos o Beaune da cooperativa que podemos ver daqui da janela, com o preço indicado na vitrina. Depois leremos um pouco e, mais tarde, iremos para a cama fazer um amorzinho gostoso.
- E nunca amaremos a qualquer pessoa tanto quanto amamos um ao outro.
- Não. Nunca." (p. 52)

"Com tantas árvores na cidade podia-se ver a primavera chegando dia a dia, até que uma noite de vento quente a traria de repente na manhã seguinte. Pesadas chuvas frias poderiam retardá-la às vezes, e temíamos que nunca mais chegasse, fazendo-nos perder, assim, uma estação em nossa vida. Esse era o único tempo realmente triste em Paris porque era fora do natural. A gente já espera ficar triste no outono. Uma parte da gente morre a cada ano, quando as folhas caem das árvores e seus galhos ficam nus, batidos pelo vento e pela luz fria, invernal. Mas sabíamos que haveria sempre outra primavera, assim como sabíamos que o rio fluiria de novo depois de ter estado congelado. Quando as chuvas frias continuavam durante longo tempo e acabavam matando a primavera, era como se um jovem tivesse morrido à toa." (p. 59-60)

"Se você não se alimentasse bem em Paris, tinha sempre uma fome mortal, pois todas as padarias exibiam coisas maravilhosas em suas vitrinas, e muitas pessoas comiam ao ar livre, em mesas na calçada, de modo que por toda parte se via comida ou se sentia seu cheiro. Se você abandonou o jornalismo e ninguém nos Estados Unidos se interessa em publicar o que está escrevendo, se é obrigado a mentir em casa, explicando que já almoçara com alguém, o melhor que tem a fazer é passear nos jardins do Luxembourg, onde não se via nem se cheirava comida, desde a Place de l'Observatoire até a Rue de Vaugirard. Poderá sempre entrar no Musée du Luxembourg, onde todos os quadros ficam mais vivos, mais claros e mais belos quando se está com a barriga vazia, roído de fome." (p. 85)

"Mas a verdade é que ele gostava de tudo o que seus amigos fizessem; a lealdade, porém, sendo um belo sentimento humano, pode levar a julgamentos críticos desastrosos." [sobre Ezra Pound] (p. 130)

"Dostoiévski era um merda, Hem - continuou Evan - Os melhores heróis de sua literatura são os santos e uns merdas como ele." (p. 163)

"Um dia ou dois depois de nossa volta, Scott trouxe-me seu livro. Tinha uma capa extravagante, que me embaraçou pela sua violência, pelo mau gosto e a vulgaridade. Seria a capa adequada para um mau livro de ficção científica. Scott pediu-me que não me deixasse assustar por ela; o desenho reproduzia um cartaz que vira numa estrada a caminho de Long Island, e era importante dentro do contexto do romance. Confessou-me, porém, que, se no início gostara dela, agora não a suportava. A primeira coisa que fiz, antes de ler o livro, foi arrancar-lhe a capa." [sobre O Grande Gatsby] (p. 209)
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Ariela 17/01/2021

Misto de biografia e ficção
"Paris é uma festa" é um livro encantador! Esse misto de biografia e ficção transporta o leitor ao dia a dia de um morador de Paris nos anos 1920s, mas, além disso, é recheado de referências literárias e encontros com escritores famosos da época.
Apesar de eu não ter considerado a leitura fácil e rápida, com certeza foi uma leitura leve e que proporciona imagens vivas de todos aqueles que já estiveram em Paris.

Não acho que seja um livro para todos os gostos, mas tem que estar na estante de quem ama Paris, ama Hemingway, gosta de biografias ou é fã de literatura.
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Adriana 06/07/2020

Após leituras mais densas que fiz neste difícil ano de 2020, ler Paris é uma festa foi refrescante e inspirador. Uma oportunidade de revisitar Paris e seus cafés, sua arte, seus vinhos e gastronomia. Melhor ainda foi conhecer a Paris antiga que parece ser ainda muito próximo da Paris atual e conviver com grandes e eternos nomes da literatura mundial. A vontade que sinto agora é de voltar correndo pro livro, sentar num café, pedir umas ostras e um vinho, encontrar amigos... quem sabe até escrever um pouquinho...
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regifreitas 29/11/2020

PARIS É UMA FESTA (A moveable feast, 1964), de Ernest Hemingway; tradução Ênio Silveira.

Este é um livro de memórias, mas segundo o próprio Hemingway, também pode ser lido como um livro de ficção. Abarcando o período entre 1921 a 1926, a escrita da obra foi iniciada em 1957 e finalizada em 1960. Assim, dada a distância temporal entre os acontecimentos e a escrita deles, seria muito improvável a reprodução fiel dos diálogos e das minúcias dos fatos, conforme relatados por Hemingway. Trata-se também de uma obra póstuma, publicada somente em 1964, quase três anos após a morte do autor.

Aqui temos um Hemingway jovem, principiando nos 22 anos, mas já casado e com um filho pequeno. Ele e a esposa - Hadley - viviam no limite na capital francesa; problemas financeiros eram constantes - Ernest chegou muitas vezes a se privar de algumas refeições para que a mulher e o filho não passassem fome. Mas também foi um período produtivo, no qual o jovem autor começou a vender suas primeiras histórias, além de travar contato com personalidades como Gertrude Stein, James Joyce, Ezra Pound e F. Scott Fitzgerald - boa parte do relato diz respeito à relação de Hemingway com este último.

Paris já seria um atrativo por si só, mas nas histórias narradas - algumas próximas a crônicas - há momentos bem divertidos também, fazendo valer a leitura. Contudo, minha relação com Hemingway ainda continua não sendo de um fã incondicional. Não consigo colocá-lo no rol dos meu autores favoritos. Excetuando-se o belíssimo O VELHO E O MAR, nenhum outro trabalho dele acabou despertando qualquer fascínio meu por sua produção. Futuramente minha opinião pode até acabar mudando - já aconteceu com outros escritores, como Jorge Amado, por exemplo -, visto que ainda não li algumas daquelas que são aclamadas como obras-primas do autor.
Natalie 29/11/2020minha estante
Bela resenha, Régis! De Hemingway li apenas O Velho e o Mar, mas não gostei muito. Talvez em algum momento dê uma nova oportunidade a ele.


regifreitas 30/11/2020minha estante
Natalie, eu realmente só fui gostar de O velho e o mar na terceira leitura, pois só então consegui enxergar umas nuances que antes não via.




Mamá 31/12/2020

Há alguns anos, eu dizia que não voltaria a Paris tão cedo (depois de ter ido duas vezes e achado a cidade fria e sem vida). Foi aí que peguei o grande clássico Paris é Uma Festa, de Ernest Hemingway para ler, e ele me convenceu a mudar de ideia. A edição da Bertrand Brasil não tem uma capa bonita, mas contém fotografias reveladoras da época. .

Servindo como guia turístico e diário ao mesmo tempo, o autor norte-americano conta, em um recorte, sobre sua época mais feliz passada na Cidade-Luz. A vida que levava com a esposa que, apesar das dificuldades como escritor, ainda assim permitia que vivesse em uma casa modesta na Boulevard Saint-Michel - arredores que se tornaram famosos por ser ponto de encontro de Hemingway e outros autores famosos da época.

A obra conta, de maneira leve e apaixonada, o melhor que Paris oferecia. Suas ruas pequenas, as arquiteturas clássicas, os jardins escondidos... com muito pouco, fui transportada a um mundo poetisado, repleto de esquinas fantásticas. Ali, me encontrei com Gertrude Stein, Scott e Zelda Fitzgerald, T. S. Elliot e muitos outros. Encontrei, então, a inspiração de Woody Allen para o roteiro do (meu favorito dele) Meia-Noite em Paris. Eu, quando voltar, também quero ser como Gil.

site: https://www.instagram.com/livrosdamaira/
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amanda 09/06/2020

Paris continua dentro de nós.
Esse livro conta alguns anos de Ernest Hemingway (por ele mesmo) em Paris, nessa época, Hem não era conhecido como atualmente e passava por momentos difíceis financeiramente.

Agora, quero contar minha história com essa narrativa.
Certo dia fui a uma biblioteca daqui da minha cidade procurar por livros novos, queria ler algo diferente mas não conseguia escolher nada, mandei mensagem a um amigo e ele disse que eu deveria fechar os olhos e escolher o primeiro livro que eu pegasse, o livro que alcançou minhas mãos foi "Um livro por dia", que conta a história de Jeremy Mercer e a temporada que passou em Paris, na Shakespeare And Company. ENFIM. Me apaixonei pelo livro (mas nao consegui acabar, inclusive não o acho em lugar algum pra vender) e quis saber tudo a respeito de Paris.
Justamente por isso vi o filme "Meia noite em Paris" e de cara, amei. Nem preciso dizer que saí a procura de livros do Hem, já que um personagem dele tinha participação nessa produção. Encontrei aquilo que mais queria: Um livro, sobre uma cidade que queria tanto conhecer mais, feito por um grande escritor.

O livro demorou meses pra chegar justamente pelo ano de edição, aparentemente era difícil de encontrar, mas deu tudo certo.


AGORA FINALMENTE, SOBRE O LIVRO:

A escrita do Ernest é tão singela, simples e sincera, que é impossível não achar que somos amigos íntimos desse cara e realmente vivemos tudo que ele escreve. Inclusive, essa escrita é detalhada, mostra Paris pelos olhos dele e melhor ainda, pontua como Hem se preparava para escrever seus contos, como ele lidava com sua fome, como conheceu tantos amigos importantes pra literatura e como ele encarava situações cotidianas.
Também é muito válido mencionar a participação pequena mas ao mesmo tempo avassaladora de Scott Fitzgerald, ele tem um capitulo inteiro próprio no livro, muito bom e um dos maiores, contando como a amizade entre os dois escritores foi formada e solidificada. Amei saber mais sobre o Scott, sempre soube alguns fatos sobre ele e sua esposa, Zelda, cujo relacionamento era tóxico e justamente por isso não conseguiam se separar.
Além disso, queria falar que a conversa com Gertrude sobre as gerações antigas é totalmente instigante, eu amei, não quero dar spoiler e por isso não mencionarei as falas.
Estou totalmente grata, eu sabia que ia gostar desse livro desde o momento em que o vi nas páginas da internet pela primeira vez. Aprendi tanto. Aprendi muito lendo o que talvez fosse o óbvio dito por outra pessoa.


"Mais cedo ou mais tarde, não importa quem sejamos, não importa como façamos, não importa que mudanças se tenham operado em nós ou na cidade, a ela acabamos regressando. Paris vale sempre a pena e retribui tudo aquilo que você lhe dê"

me emocionei muito, esse livro marcou meu ano, quiçá minha vida.
Fernando Lisboa 11/04/2021minha estante
Tenho uma história parecida com este livro. Eu li ele na adolescência. Ele me marcou muito, fiquei apaixonado por ele. Reli ele agora mais recentemente e foi uma experiência interessante, muito intensa. Voltei a "mim mesmo" do passado e, ao mesmo tempo, entendi de novo o que me fez me apaixonar. É um livro que dá vontade de você virar escritor.


amanda 12/04/2021minha estante
fernando, tava olhando minhas resenhas antigas e agora que vi teu comentário!! esse livro realmente me traz lembranças específicas que serei eternamente grata.. o momento em que eu li foi tão bacana.. ainda não tive coragem de reler, mas sei que quando isso ocorrer, vou me emocionar muito! que bom que tivemos uma experiência tão incrível com esse livro :)


Fernando Lisboa 12/04/2021minha estante
Vai sem medo! Eu tava adiando isso também pelo mesmo motivo, eu tinha uma reverência muito grande por esse livro, e a importância que ele teve pra mim, dava até medo de pegar de novo. Fiquei com medo de ter sido uma bobeira de adolescente, que se impressiona com qualquer coisa, mas não, o livro é fodão mesmo. Acho que, agora com um pouco mais de maturidade (só um pouco, rsrs), percebi coisas que não tinha percebido antes. Pior que é um livro que vc nem dá moral, né? O título faz parecer ser outra coisa totalmente diferente. Agora quero ver se pego outros do Hemingway também


amanda 12/04/2021minha estante
eu peguei o livro já com muita expectativa, tava alucinada por livros que contavam sobre paris e esse foi o que me indicaram, demorou pra chegar então eu já tava impaciente.. quando li fui totalmente recompensada.. AMEI DEMAIS!!! e já tô lendo o terceiro do hemingway, pretendo ter a coleção da editadora Bertrand Brasil




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