Paris é Uma Festa

Paris é Uma Festa Ernest Hemingway




Resenhas - Paris é uma Festa


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Luri 15/04/2013

Encantada
É como estou. Encantada. Morro de vergonha de admitir que nunca havia lido qualquer coisa do Hemingway, mas "Paris é uma festa" é um relato apaixonante. O livro é cheio de bons insights e guardei citações maravilhosas. Ah, é uma não-ficção, o que pode decepcionar a quem lê desavisado, mas é fantástico. Me deu vontade de sair lendo tudo do autor.

Particularmente, adoro livros que nos levam a outros livros. É uma forma de não me sentir orfã quando o livro acaba, como se houvesse uma continuidade. "Paris é uma festa" oferece um banquete nesse sentido. Tantos grandes autores são citados em suas particularidades que bate um nervoso por não saber por onde começar. Nunca li O Grande Gatsby (outra vergonha), mas depois de ler esse livro, ele foi parar no topo da minha wishlist. É por essas e algumas outras que acredito que eu não poderia ter entrado no mundo do Hemingway por melhor porta. Recomendo.


CrisValmont 22/01/2010

Paris é uma Festa e Restored Edition

Paris é uma Festa [A Moveable Feast] é o conjunto de memórias do autor americano Ernest Hemingway sobre seus anos em Paris, como parte do círculo dos escritores expatriado em 1920. Além de pintar um quadro desse tempo, ele esboça a sua luta como jovem escritor entre os famosos da época e a sua história e de sua primeira mulher, Hadley.

Em Paris é uma Festa aparecem pessoas importantes como Aleister Crowley, Ezra Pound, F. Scott Fitzgerald, Ford Madox Ford, John Dos Passos, James Joyce e Gertrude Stein.

O livro foi editado pela quarta esposa de Ernest, Mary Hemingway, e publicado em 1964, quatro anos após a morte de Hemingway. Ele contém observações e relatos pessoais de sua experiência em 1920. Fornece detalhes de endereços específicos de cafés, bares, hotéis e apartamentos que ainda podem ser encontrados hoje em dia em Paris.

O título foi sugerido por um amigo de Hemingway A.E. Hotchner, autor de Papa Hemingway, e vem de uma conversa a dois que tiveram uma vez sobre a cidade durante as primeiras visitas de Hotchner à Paris: "Se você tiver a sorte de ter vivido em Paris, quando jovem, então onde quer que vá para o resto de sua vida, ela permanece com você, porque Paris é uma festa móvel."

Antecedentes

Em 1956, Hemingway, encontrou uma mala deixada no porão do Hotel Ritz, em Paris. A mala contidas cadernos com anotações que fizera durante os anos em que viveu em Paris. Ele transcreveu os cadernos e durante o período em que trabalhou em Dangerous Summer terminou os manuscritos. O livro foi publicado em 1964, após a morte de Hemingway. Uma reedição do romance foi publicada no final de 2009, com revisões feitas pelo neto de Hemingway. As restaurações são baseadas em um manuscrito "digitado com anotações originais a mão de Hemingway - o projeto do último livro que ele jamais terminou" e são, aparentemente, mais próximo da versão final pretendido por Hemingway.

Editado por Mary Hemingway

Ernest Hemingway trabalhou no manuscrito de Paris é uma Festa durante seus últimos anos, penosamente reescreveu algumas passagens-chave, e tinha preparado um projeto final antes de morrer. Após sua morte, no entanto, sua quarta esposa, Mary, na sua qualidade de executora literária de Hemingway, engajou-se na edição.

O estudioso literário Gerry Brenner da Universidade de Montana questionou os documentos editados e a sua validade, no seu livro, "Are We Going to Hemingway's Feast?" Depois de examinar a vasta coleção de documentos pessoais de Ernest Hemingway, que foram aberto ao público em 1979, com a inauguração da Biblioteca John F. Kennedy em Boston, incluindo notas e esboços iniciais de Paris é uma Festa, Brenner indica que Maria modificou a ordem dos capítulos no projeto final de Hemingway, para "preservar a cronologia". Brenner verificou que isso parece modificar a intenção do livro, interrompendo a série de esboços do caráter justaposto entre os indivíduos, como Sylvia Beach (proprietária da livraria "Shakespeare and Company") e Gertrude Stein. Além disso, um capítulo inteiro, intitulado "O nascimento de uma nova escola", que tinha sido abandonada por Hemingway, foi introduzido por vontade de Maria, sem justificação suficiente em seu conteúdo ou execução.

De longe, a grave edição, Brenner alega, que Maria excluiu um pedido de desculpas a Hadley, primeira esposa de Hemingway. Este pedido de desculpas aparece em diferentes formas em cada projeto do livro, e Brenner sugere que Maria foi excluindo essas partes porque elas imputavam seu próprio papel como esposa e acabavam indicando que Hadley fora o cônjuge mais importante.

Nova Edição

Em 2009 uma nova edição, chamada de "Restored Edition", foi publicada por Seán Hemingway, neto de Hemingway e de sua segunda esposa. Ele inclui uma série de mudanças:

• A carta introdutório de Hemingway, reunida em vários fragmentos por Mary Hemingway, foi removida.

• Os capítulos intitulados "Birth of a New School" e "The Pilot Fish and the Rich", e grande parte do "Ezra Pound and the Measuring Worm", "There is Never Any End to Paris" e "Winter in Schruns" foram adicionados.

• O Capítulo 7 ( "Shakespeare and Company") foi deslocado para o capítulo 3, e o capítulo 16 ( "Nada y Pues Nada"), foi transferido para o final do livro.

• O uso de Hemingway da segunda pessoa foi restaurado em muitos lugares, uma mudança que Seán afirma que "trás o leitor para a história".

Parte do novo prefácio de Patrick Hemingway:

Aqui está a última mostra da escrita profissional do meu pai, o verdadeiro prefácio à Paris é uma Festa: "Este livro contém material da remises da minha memória e do meu coração. Mesmo que uma tenha sido adulterada e o outro não exista.”

By anosloucos.blogspot.com


Caroline 06/09/2013

“Paris vale a pena e retribui tudo aquilo que você lhe dê”
Paris é uma Festa é uma coleção de relatos da vida de Hemingway nos seus anos em Paris, na década de 1920. O livro foi publicado originalmente em 1964 após a sua morte, tendo sido editado a partir de notas e manuscritos com a ajuda de sua quarta e última esposa. É importante alertar que Paris é uma Festa foi reeditado recentemente, em 2009, por um de seus netos e que essa “Restored Edition” tem sido fortemente criticada, especialmente por antigos amigos de Hemingway, que reportam que a alteração foi feita para modificar algumas partes que constrangiam a avó e segunda esposa de Hemingway, Pauline. A versão que li é anterior a 2009 e, portanto, meus comentários são sobre a versão original.

Paris é uma Festa nos presenteia com as memórias de Hemingway sobre seus anos em Paris e os cafés que frequentava, as ruas por onde caminhava e os amigos com quem convivia. Apresenta-nos um Hemingway que deixava de comer, mas não deixava de tomar um vinho nem beber um café. Poderia fazer o café render toda uma manhã para que pudesse ficar ali, sentado, observando a charmosa e louca Paris dos anos 20 e escrevendo o que lhe conviesse. Mostra-nos um Hemingway que era bom ouvinte e tinha bons amigos, como a Sylvia Beach, dona da Shakespeare and Company, que lhe emprestava quantos livros quisesse. E a partir desses empréstimos, vemos Hemingway lendo pela primeira vez autores como Dostoievski e Tolstói, e tecendo uns poucos comentários sobre eles.

Foi mais que um deleite reconhecer alguns de seus amigos, àquela época ainda reles mortais, hoje grandes e importantes nomes como Gertrude Stein, Erza Pound, Scott Fitzgerald, Ford Madox Ford e James Joyce. É inimaginável que alguém tenha convivido com todas essas pessoas e, se isso fosse uma obra de ficção, beiraria o ridículo.

A escrita é uma delícia despretensiosa que nos leva àqueles dias e nos faz sorrir a cada recordação. É um livro curto, mas para ser degustado lentamente e relido algumas vezes ao longo da vida. É um livro para se amar Paris ainda mais, para se amar a verdadeira e antiga essência da capital francesa que tanto inspirou - e inspira - grandes escritores.

“Paris vale a pena e retribui tudo aquilo que você lhe dê.”

“Na Europa, então, todos consideravam o vinho tão normal e sadio como qualquer bom alimento, além de grande fonte de alegria e bem-estar. Beber vinho não era esnobismo ou sinal de sofisticação, nem uma espécie de culto. Era tão normal como comer e, para mim, igualmente necessário.”

Sobre Scott Fitzgerald: “Ele me contara no Closerie des Lilas que, quando escrevia contos que julgava bons, talvez bons demais para o Post, fazia modificações neles, piorando-os para que se tornassem comerciais e pudessem ser aceitos pela revista”

“O marido tem duas garotas bonitas a seu lado quando acaba de trabalhar. Uma delas é nova e desconhecida e, se ele não tiver sorte, acabará amando as duas”
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Nataly 01/04/2015

Achei esse livro perdido na mesa da biblioteca e comecei a folhear. De repente, estava devorando-o, não porque sua narrativa é incrível, pois não é, mas gostei sim, porque mostra a realidade, palpável, sem fantasia, mostra a vida simplesmente como ela é, gostei porque parece com a gente sem graça de carne e osso.
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marfsousa 12/06/2018

Segunda vez que leio Paris é uma Festa.
De longe um dos melhores livros que já li! Se você quer ter o gostinho do que era viver na Paris dos anos 20 - na Paris da era do Jazz -, o que era encontrar celebridades em cada esquina e café, o que é ver o nascimento de um grande escritor no seu âmago, a poesia do dia e da noite perfumando as ruelas e jardins, se você quer embarcar em grandes momentos inesquecíveis, lembrados até hoje. Paris é uma Festa é o seu livro. Acredito que nunca houve na história da humanidade, uma quantidade tão expressiva de gênios num mesmo lugar como a Paris dos anos 20. Duvido que quem ler este livro, será o mesmo ao acabar a leitura; depois de lê-lo eu ainda recomendaria ver o filme ?Meia Noite em Paris? do Woody Allen. Sem dúvida vou ler este livro ainda mais vezes no decorrer da minha vida, pois tudo o que uma boa literatura deve ser ele é, e a viagem no tempo para a década de vinte em Paris é garantida.
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Tizo 24/12/2012

Era mítica.
O livro trata especificamente das memórias de Ernest Hemingway durante os anos de 1920 a 1926 ,período no qual o autor morou em Paris, e fez parte da chamada "geração perdida" dos escritores radicados na cidade. Ficamos conhecendo detalhes dos relacionamentos de Hemingway com outros íncones da época como F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Ezra Pond, James Joyce dentre outros. Aqui vislumbramos uma Paris cheia de encantamentos com seus belos cafés, restaurantes, ruas, monumentos, livrarias e praças, acompanhamos os primeiros passos do grande escritor americano Hemingway que descreve sua rotina de trabalho, o encantamento dele pelas corridas de cavalo, bons vinhos, boa comida e seu gosto pelos esportes como Esqui e boxe e suas influencias literárias como Sthendal, Dostoievski, Tolstoi e outros. Dizem que esse livro serviu de base para o filme do Wood Allen Meia noite em Paris, ainda não assisti ao filme, mas posso dizer que essa realmente é uma atmosfera inspiradora, quem não gostaria de conviver e conhecer esses mestres das artes? Particularmente me diverti muito com o tom ácido da narrativa do autor que não poupa ninguém de suas conclusões pessoais. Enfim recomendo aos fãs do Hemingway mais esse relato autobiográfico simplesmente imperdível.
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Ju24 04/09/2010

O jovem Hemingway na Paris dos anos 20
"Quis retratar a Paris dos meus primeiros tempos, quando éramos muito pobres e muito felizes.", diz Hemingway sobre este livro autobiográfico, publicado apenas postumamente, em 1964, três anos após o suicídio do autor. Em "Paris é uma festa", Hemingway relata suas memórias do cotidiano na cidade luz, com seus cafés e restaurantes frequentados por grandes nomes da arte. Dá suas impressões e revela detalhes bastante indiscretos da vida de grandes escritores, como F. Scott Fitzgerald e Gertrude Stein.
O livro assemelha-se bastante a um diário descontínuo, irregular, recheado de momentos hora deliciosos, hora um tanto enfadonhos. No entanto, sua leitura é cativante, nos mostrando um pouco da origem do homem por trás do escritor, suas dificuldades, inseguranças e a felicidade experimentada à mesa da Closerie des Lilas, em meio a amigos, vinhos, caderninhos de notas de capa azul e lápis na mão.

"Já sabia, então, que qualquer coisa - boa ou má - deixa um vazio quando acaba. Se era má, o vazio se enche por si mesmo. Se era boa, só se poderia enchê-lo encontrando alguma coisa melhor."
Hemingway. Paris é uma festa. 11ª edição. Editora Bertrand Brasil.
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Sérgio 12/09/2019

Paris e sua eternidade representada por personagens que vivem e nem sempre ostentam a beleza da Cidade Luz. Por vezes sem dinheiro, muitas vezes em conflito o narrador mostra sua vida e suas amizades no período anterior a 2a grande guerra.
Viver da arte de escrever em contato com escritores de vários países não foi tarefa fácil, mas se mostrou uma tarefa muito edificante.
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Jucimara (Livro sem frescura) 13/02/2016

Paris é uma festa é nostalgia pura
A cidade de Paris é o meu sonho de consumo e este livro me fez sonhar e desejar viver na década de 1920 na cidade luz.
Ernest Hemingway escreveu a obra um ano antes de morrer, em 1961, e ela foi publicada apenas em 1964, três anos após a morte do prêmio Nobel de Literatura de 1964.
Ele conta os seus primeiros anos como escritor e com quem conviveu em Paris logo após a Primeira Guerra Mundial.
Para mim, este livro deve ser lido por toda a pessoa que sonha em ser escritor porque Hemingway fala do seu processo criativo.Ele acordava de manhã e escrevia por horas.
Se a temperatura em Paris estava amena ele ficava em seu apartamento, mas se estivesse fria e o aquecedor não desse conta de criar um ambiente propício para a reflexão literária, ele ia para os cafés de Paris e odiava ser interrompido.
Depois que terminava de escrever, ele não ficava pensando em como seria o próximo capítulo ele tentava se desvencilhar da história e buscava refúgio lendo.
Sem dinheiro para comprar livros, ele os alugava na livraria de Silvia Beach, muitas vezes fiado.
Ele também escrevia com lápis, mas usava apenas apontador porque o canivete iria acabar com a ponta mais rápido. Por esta frase você já imagina que o dinheiro era curto. Ele chegava a pular refeições para poder sair e tomar vinho com a mulher Hadley a noite. Ela era oito anos mais velha do que ele e o apoiava em tudo, até ser trocada por uma milionária. Os dois tinham um filho apelidado de Bumby que era cuidado pelo gato
O escritor nesta época também conheceu Gertrude Stein uma mulher a frente do seu tempo. Naquela época, ela já morava assumidamente com uma mulher. Ela recebia todos os artistas que perambulavam por Paris e costumava dizer que eles faziam parte de uma geração perdida. Figura assídua na casa dela era o pintor Pablo Picasso que estava começando a carreira.
Já Scott Fitzgerald, escritor de "O Grande Gatsby" é mostrado como um homem atormentado de amor pela mulher Zelda. Ele tinha ciúmes dela porque já havia sido traído. Ela odiava vê-lo escrevendo. Uma relação conturbada.
O poeta Ezra Pound é elogiado como um homem íntegro e sempre disposto a ajudar a todos.
"Paris é uma festa" é um livro fantástico, que merece ser lido, principalmente pelos apaixonados pela bela cidade luz. Ele serviu de base para o cineasta Woody Allen gravar o filme "Meia Noite em Paris".
Tanto livro como filme são maravilhosos e você não se decepciona em nenhum momento com a obra de Allen ou Hemingway que procurava, segundo ele, escrever da forma mais verdadeira possível e acessível a todos que quisessem lê-lo.
Nestes primeiros anos do autor em Paris, você não imagina que ele vai se transformar em um ser atormentado que no final vai tirar a própria vida.
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Thaís 02/11/2011

Escritor certo, gênero errado
Foi por um acaso que eu comecei a ler Paris é uma Fésta, escolhido da estante estante do meu avô. Acho que eu o peguei mais pelo título do que por qualquer outra coisa, pois Paris me parece um ótimo cenário para qualquer tipo de história. Mas, ao ler a sinopse, também me interessei pelo tipo de narrativa ali atribuída a Hemingway, concisa e envolvente.

De fato, o estilo dele não me decepcionou, Paris veio a vida em suas palavras. Contudo, como diz o meu título, foi escrito no gênero errado - pelos menos para mim -, em crônicas. Esses relatos minuciosos de fatos cotidianos e aparentemente sem muita importância, que podem ou não ser verdadeiros nesse caso, me proporcionaram alguns momentos de muito tédio.

Apesar de tudo, o autor teve alguns "insights" interessantes, além de revelar bastante de seu processo criativo - algo que, pessoalmente, sempre tive curiosidade em saber.

Enfim, recomendaria esse livro apenas para quem consegue suportar crônicas ou é fã de Hernest Hemingway. Também sugiro procurar outras obras dele - eu pelo menos vou.
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Maria 03/01/2020

Paris é uma festa!
Ainda que no mesmo estilo árido de sempre, Hemingway conseguiu escrever uma obra transbordando poesia. Que livro delicioso! Sentimo-nos inteiramente integrados ao Universo do Hemingway, desde a sua vida doméstica aos encontros com grandes artistas. Nunca senti tanta vontade de viver em Paris. Recordou-me o genial filme do Woody Allen e a Síndrome da Era do Ouro.


Suzani 13/05/2012

A Paris de Hemingway
O autor narra, anos depois, as histórias vividas por ele na Paris da década de 20. Engraçado como a imagem que vamos criando de um livro, a partir do seu título ou de referências em outros livros, pode se diluir radicalmente. Foi o que ocorreu com minha leitura de Paris É Uma Festa.

A princípio, achei que veria alguma semelhança com o livro Paris – Quartier Saint-Germain-des-Prés (2011), em que Eros Grau descreve detalhadamente a cidade por meio de suas andanças por lugares públicos, cafés e restaurantes, e suas personagens, bem como os tantos sentimentos que lhe vão aflorando. Depois imaginei encontrar no livro relatos de uma agitadíssima vida social que o autor teria frequentado.

Hemingway esboçou a vida cotidiana, em seus anos iniciais como escritor, com dificuldades financeiras que não lhe impediram o acesso à cultura e a certos divertimentos que a cidade proporciona. Seu estilo conciso, que já conhecia da leitura de O Velho e o Mar, confere uma peculiaridade à festa: os encontros com outros escritores, curiosidades sobre as amizades que travou (com relevo em Gertrude Stein e Scott Fitzgerald), suas opiniões e boa parte de sua vida íntima, são cuidadosamente arrumados de forma que nada pareça evidente demais. Disso resulta uma sensação de que nada ali é muito festa, nada é muito eloquente e as emoções parecem ficar contidas. Como se muita coisa tivesse ficado por dizer...

De todo modo, é um belo livro! É sempre interessante ter contato com um outro olhar sobre Paris, e se nisso houver a oportunidade de se conhecer algo mais de um grande escritor, tanto melhor.
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Mario Miranda 27/02/2018

Definitivamente Paris é uma festa não figura entre as principais obras de Ernest Hemingway, como Por Quem os sinos dobram ou Adeus às Armas. É uma obra concisa que, apesar de seus livros serem extremamente autobiográficos, neste o autor empenha menos sua habilidade em recontar sua trajetória de maneira literária, para fazer um relato mais fiel sobre seus anos logo após o término da Primeira Grande Guerra (abordada em Adeus às Armas).

Diferentemente do seu costume de abusar dos discursos diretos, dando pouca participação em si ao escritor-narrador, em Paris é uma Festa o autor reduz a utilização deste artifício, dando maior espaço para seus comentários, para suas impressões e pensamentos.

Recheado de autores renomados, como James Joyce, Gertrude Stein, Scott Fitzgerald, Ezra Pound, a obra tem impacto essencial para àqueles que buscam conhecer melhor a formação do escritor Ernest Hemingway, suas primeiras impressões e contatos literários.

site: https://www.instagram.com/marioacmiranda/?hl=pt-br
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Tati.Frogel 01/02/2018

Paris É Uma Festa
Numa especie de diario, Hemingway relata os fatos e momentos acontecidos com ele na decada de 20, os aureos tempos de uma Paris da Belle Epoque. Um livro de leitura fluida, boa, mas que não emociona muito! É interessante ver os momentos que ele narra seu ócio criativo, da vida dura em Paris, dos cafés e dos vinhos!!
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