A Rainha do Castelo de Ar

A Rainha do Castelo de Ar Stieg Larsson




Resenhas - A Rainha Do Castelo De Ar


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Jow 09/02/2011

Quis custodiet ipsos custodes?
Quis custodiet ipsos custodes? é uma frase em latim atribuída ao poeta romano Juvenal, traduzido de várias formas como "Quem vigia os vigilantes?", "Quem vigia os vigias?", "Quem guardará os guardas?", ou similares.

O problema essencial foi proposto por Platão, em seu livro A República, sua obra sobre governo e moralidade. A sociedade perfeita como descrita por Sócrates, o personagem principal da obra, depende de uma sociedade movida por hierarquias sociais, onde cada um tem a sua função específica segundo a sua classe. Com isso, essa sociedade seria baseada em regras estabelecidas e fixas, cabendo aos camponeses o trabalho no campo, as mulheres a educação de seus filhos, aos escravos trabalho pesado, e aos homens de posses munidos de um poder elitista administrariam as cidades. Por fim, teríamos uma classe guardiã para proteger a cidade e fiscalizar as leis.

Assim, uma pergunta é feita a Sócrates: "Quem guardará os guardiões?" ou, "Quem irá nos proteger dos protetores?" A resposta de Platão para esta pergunta é que os guardiões irão se proteger deles mesmos. Nós devemos contar a eles uma "mentira carinhosa." A mentira carinhosa lhes dirá que eles são melhores do que os que eles servem e é então, responsabilidades deles guardar e proteger aqueles que são menos do que eles mesmos. Nós instigaremos neles um desgosto por poder ou privilégio; eles irão mandar porque eles acham ser correto, não porque eles desejam.

Ao ler A Rainha do Castelo de Ar essa frase histórica martelava em minha cabeça constantemente. Era impossível pensar que o enredo dessa obra fantástica terminaria dessa forma, com uma conspiração nacional, com tantas reviravoltas político-sociais, e com debates calorosos no modo de como nos vemos como sociedade, cidadãos, civis comuns. Desde já, me sinto gratificado por me deixar entreter com a magnífica obra de Stieg Larsson. É uma pena que esse gênio tenha nos deixado, por que depois de 1800 páginas viradas, a sensação de quero mais é enorme.

Dentre as ótimas lembranças que levo desse livro, fica a genialidade de Larsson em descrever situações corriqueiras, de elaborar um enredo construtivo onde os arcos da história são resolvidos sem muita demora, e onde as reviravoltas são constantes e surpreendentes. É impossível se perder no emaranhado de acontecimentos, Larsson sempre está nos guiando bem, em meio a esse labirinto de investigações e provas verdadeiras e falsas.

E mais uma vez, não poderia esquecer das personagens tão marcantes dessa obra... Mikael Blomkivst, é um homem de valores, de caráter robusto e de temperamento forte, um investigador nato que se preocupa com o bem estar social e que defende uma ideia até a morte. Me atrevo a dizer que ele é um auto-retrato do próprio Stieg Larsson. Gostei muito da desenvoltura de Annika Gianinni nesse livro, ganho espaço e foi fundamental no desfecho da obra. Érika Berger me decepcionou um pouco, acho que seu arco na história ficou confuso e esse pode ser o ponto negativo do livro. Faço menção honrosa a jan Bublanski e aos seus detevives colaboradores, a Holger Palmgrem, Dragan Armanjski, e a Malu Ericksson e a turma da Millenium.

Mas, como sempre a minha atenção recai sobre uma das personagens mais fantásticas já criadas: Lisbeth Salander. É impossível não se render aos seus caprichos, sua genialidade, seu humor negro e ao seu senso de anti-social. Lisbeth é o elo que liga o inicio desse texto. Larsson desenvolveu em Lisbeth Salander a imagem do ser humano totalmente marginalizado pelo sistema social, e que se vê obrigado a literalmente improvisar nas horas difíceis. E o que nós, como sociedade fazemos? Simples, viramos as costas e marginalizamos ainda mais essas pessoas. Lisbeth se tornou o que é, não por escolha própria mas, por que a sociedade e principalmente as autoridades viraram as costas pra ela. É o típico caso onde todos nós viram as costas! E depois quando algo catastrófico acontece, somos os primeiros hipócritas sem escrúpulos a protestar e condenar.

Considero Lisbeth Salander uma heroína dos tempos modernos, alguém que usa o sarcasmo (quando ela fala!), o anonimato e as brechas na lei para fazer justiça, para punir aqueles que a caçaram injustamente. Sou um cara que odeia a questão do politicamente correto, considero tal tema uma balela total, e encontrei em Lisbeth Salander a prova de que existem pessoas que compartilham da minha opinião, de que viver em sociedade é mais do que viver numa sociedade de regras ultrapassadas, injustas e hipócritas.

Com graves denuncias ao modo como os serviços secretos funcionam querendo dominar a vida dos civis, denúncias ao mercado de prostituição do leste Europeu, com o alerta do trabalho infantil sustentado por um mercado negro de fanfarrões do governo e da imprensa, e com um enredo nuca antes visto neste gênero de leitura, A Rainha do castelo de Ar encerra de forma magistral a Trilogia Millenium.

Mais no Blog...
www.minismurfet.blogspot.com
Alan Ventura 09/02/2011minha estante
trilogia magnífica,assim como a trilogia de suas resenhas sobre a série.


Lis 10/02/2011minha estante
adorei sua resenha...
Realmente depois de ler o último livro da trilogia fica aquela vonta de ler mais, muito mais sobre esses personagens tão marcatntes... uma pena um autor tão sigular já ter nos deixado.


Fran Kotipelto 10/02/2011minha estante
O livro tem uma crítica social muito forte,e ao mesmo tempo sutil,e você conseguiu perceber e abordar magistralmente em mais uma bela resenha.Parabéns!


Luh Costa 10/02/2011minha estante
Muito boa. Quero ler os livroos *.* e ler sempre as suas resenhas. u.u


Lidia 20/09/2012minha estante
Você escreve maravilhosamente bem! Estou nas ultimas oáginas de "A menina que brincava com fogo" e decidi que vou comprar ?A Rainha do castelo de Ar" hoje!


Lidia 20/09/2012minha estante
Você escreve maravilhosamente bem! Estou nas ultimas oáginas de "A menina que brincava com fogo" e decidi que vou comprar ?A Rainha do castelo de Ar" hoje!


Ana 28/09/2012minha estante
Só me arrependo de uma coisa quanto a essa trilogia: de não ter começado antes. =) Apaixonei-me desde o primeiro e agora, lendo o segundo, anseio por terminar e assim poder partir para o terceiro e último.

Também lamento que Larsson esteja morto. :/ Adoraria que ele escrevesse mais um zilhão de livros. Certamente que eu leria todos eles. =)


Jackeline 22/01/2013minha estante
BELAS PALAVRAS CARO COLEGA DE LEITURA. TAMBÉM FIQUEI APAIXONADA PELA HISTORIA DE LISBETH E O DESFECHO DE SUA "JUSTIÇA" NÃO PODERIA SER MELHOR. PENA NOSSO QUERIDO AUTOR NOS DEIXAR TÃO CEDO. FASCINANTE.


Helton Oliveira 19/11/2013minha estante
Quem leu Fortaleza Digital de Dan Brown vai lembrar de 'Quis custodiet ipsos custodes?'




Ana 17/05/2010

adoro parasitas!
Inegavelmente é uma boa história. Nesse terceiro e último volume peso-pesado (pra que tantas páginas?? essa história não precisa de tudo isso) as pontas até que se unem. Mas continua sendo uma união descuidada, frouxa e meio tosca.

Uma primeira pergunta: por que a cia das letras deu férias para o revisor bem na época do lançamento desse livro? A trilogia é cheia de absurdos erros de concordância, sintaxe e ortografia. Mas a cereja do bolo talvez esteja na página 176, que me rendeu – depois do espanto – ótimas risadas. Contextualizando: lá pelas tantas, a irmã do Mikael e advogada da Lisbeth está na cidade onde sua cliente está internada e percebe que terá que passar a noite por lá. Então lembra de uma amiga que não vê há tempos e que mora na tal cidade e liga para perguntar se pode passar a noite na casa dela. Ao que a tal amiga responde, feliz:

“- Ótimo! Adoro parasitas. Faz uma eternidade que a gente não se vê!
Não vou incomodar?
Não, claro que não. (...)”

como assim, parasitas? No começo achei que a amiga não fosse tão amiga assim, mas a continuação me mostrou que era para ser somente um diálogo corriqueiro. Ou seja … tradutor e/ou revisor, que mancada! E esse é só um exemplo. E um exemplo espantoso, afinal a cia das letras deve ter ganhado uma fortuna com esses livros e poderia ter investido um pouco mais (de dinheiro e de cuidado) nesses “detalhes”.

Porém, não é somente a edição que é tosca. Deve ser um conceito que em boa literatura nada acontece por acaso. Se uma caneta é colocada numa mesa, até o final do livro aquilo vai fazer sentido. Mas, afinal, para que serviu essa amiga da advogada? Ela só teve essa participação cômica no livro, que não serviu pra nada além de permitir que a mocinha dormisse sob um teto amigo e depois some sem deixar rastros nem dizer a que veio. Será que advogados são tão mal pagos na Suécia que não podem passar uma noite em algum hotel, mesmo que fuleiro? Seria uma solução bem mais simples …

Outro problema: o livro é tido como literatura policial. ok. Mas às vezes o autor dá uma escorregada piegas e introduz parágrafos completamente inúteis sobre suspiros apaixonados e portas se fechando lentamente após os pombinhos tirarem languidamente a roupa. Ora, bolas, convenhamos! Que função isso tem numa história de personagens pretensamente duros?

E ainda sobre os personagens … a Lisbeth. Uma jovem cheia de tatuagens, super-hiper-mega fera em computação, a ponto de ser uma das top ten hackers of the world. É uma hacker meio patricinha, que só usa Apple, mas até aí tudo bem. Se eu tivesse grana suficiente teria todos os lançamentos da Apple espalhados por aí, decorando a casa e maravilhada com aquele sistema bonito e bem feito (e baseado em Unix, diga-se de passagem). E, como uma boa usuária de Apple, naturalmente navegaria na internet com o Safári ou com o Firefox. Mas a hacker genial do Larsson usa Explorer!! O navegador unanimemente considerado o menos seguro e, em linhas gerais, o pior. Só faltava a Lisbeth usar windows … aí perderia de vez qualquer credibilidade. Será que o autor criou uma personagem que tem como uma das principais características ser fera em computação e não se deu ao trabalho de bater um papo com qualquer nerd principiante?

Enfim, terminei a trilogia com mais uma leitura rápida (e mesmo saltando parágrafos inteiros ainda me deparei com tudo isso) e fiquei com a sensação de dever cumprido e curiosidade saciada. Para quem gosta de histórias mirabolantes e cheias de reviravoltas, é um prato cheio. A história, principalmente se considerar os 3 livros, é muito boa, atual e prende a atenção. Pena os personagens não serem mais bem construídos e haver tantas “gorduras” completamente dispensáveis no livro – talvez cada volume pudesse ter umas 300 páginas a menos. Até em termos ambientais a “obra” ficaria mais correta.

Agora estou esperando pelos filmes, de preferência os originais suecos (antes que apareçam aquelas refilmagens americanas cheias de astros e absolutamente bobas). Acredito muito mais no potencial dessa história e desses personagens no cinema. Ainda mais com esse final apoteótico ...
Cássia 22/05/2010minha estante
Talvez, e eu senti a mesma coisa que você quando acabei de ler, tenha ficado com tantas pontas soltas porque essa série não foi pensada pra ser apenas três livros. Outro dia descobri que era pra ser um decálogo. Fiquei surpresa. Mas aí o Larsson morreu, né? Gostei da sua percepção da Lisbeth. Confesso que não tinha parado pra pensar nesses detalhes. Ela é incoerente enquanto nerd. o.o'


Krishna 29/04/2011minha estante
É que a versão em português foi traduzida do francês, e não do original sueco (não deve ser mesmo muito fácil achar tradutores de sueco aqui no Brasil).

Então nos vai-véns da tradução, algo como 'hóspede' deve ter virado 'parasita'.


Ana 29/04/2011minha estante
sim, certamente é algum engano bem tosco. Mas a companhia das letras não pode cometer esse tipo de erro. Totalmente imperdoável! rs


LidoLendo 19/04/2012minha estante
Também reparei no "parasita"... também reparei no navegador explorer da TopHacker... até pensei que poderia ser devido à epoca em que o livro foi escrito, mas não se justificou.

Várias pontas soltas... fiquei esperando a irmã de Lisbeth aparecer... com certeza ela apareceria em alguma continuação... sei lá...

E o tanto de expressões toscas? Tipo, um policial super sério, numa situação calamitosa, falando "nadica de nada" hahaah tenha dó...

Sem contar os intermináveis "Franziu o cenho". No segundo livro, apareceu 3 vezes numa única página! Perdi totalmente a paciência...


Bernardo Brum 04/11/2012minha estante
na verdade os três filmes suecos são fraquinhos. o do David Fincher é excelente.


Aline 08/01/2013minha estante
Pois é, concordo com vc em vários aspectos. Dava pra juntar os 3 livros e lançar um só. Repetitivo demais. Tem informações que são repetidas tantas vezes que dá a impressão de que o autor acha que o leitor é retardado.
Parasitas foi de lascar mesmo. E no segundo livro tem a palavra "cinquentésima" no meio de uma frase, perdi até o fôlego quando vi.


Camila VF 12/04/2014minha estante
ganhei a trilogia ano passado,li os dois primeiros com gosto (apesar de achar muitas coisas desnecessárias)e gostei muito,depois comecei esse terceiro,e...Gente do céu,eu nunca tive tanta PREGUIÇA de ler um livro em toda minha vida...e olhando essas resenhas pensei que eu era um e.t por não ter gostado tanto assim desse terceiro livro,mas meu amigo,você disse tudo o que eu penso...a história é boa,mas com tantos trechos desnecessários que desanima a ler...


Ellen 25/07/2014minha estante
Eu vi a parte do parasitas como uma piada, ou uma ironia. Não sei se é erro de tradução não, cara.


Heder 07/09/2014minha estante
também vi como ironia, senso de humor.. mas pode ser que não mesmo.. e reparei em outros erros de português. mas um livro deste tamanho é desnecessário, porque descrever todos os spams que a pessoa recebeu ao abrir email? e não gosto de romances em livros policiais também. só li o terceiro dois anos depois do segundo.. li a história do Larsson, perseguido a vida toda, ameaçado de morte.. e morreu com 50 anos, após um ataque cardíaco ao subir as escadas do prédio, onde o elevador estava em manutenção! ele tava escrevendo o quarto livro, queria escrever 10. Se não fosse tão enrolado, talvez tivesse escrito mais antes de morrer. Com 200 páginas a menos em cada livro, a gente não perderia nenhum detalhe da história.


antonio aguiar 11/06/2016minha estante
Gostei muito dos livros, de verdade, apesar de achar que faltou aquele esmero na hora de terminar, mas atribuo isso ao simples fato do Larsson ter morrido.
Ele entregou a versão crua ao editor e pronto, antes das correções ele bate as botas, e aí em respeito à memória dele publicam desse jeito.

Não diminuiu, no entanto, em nada a história ao meu ver. 5 estrelas para todos.




Sandra de Oliveira 04/09/2010

Fechando a trilogia Millennium, e eliminando qualquer possibilidade de continuidades, já que o criador da série morreu ao concluí-la, em 2004, A Rainha do Castelo de Ar põe um ponto final à saga da polêmica e excêntrica Lisbeth Salander.

E vamos falar a verdade: uma das personagens mais bem escritas, originais e espertas, diferente de tudo que você já viu, desde muito tempo. Talvez seja o sangue sueco…

O fato é que nesse último volume da série Millennium todas as pontas são amarradas e fechadas para concluir a história de sofrimento, preconceito e crueldade contra Lisbeth. E de quebra, uma porção de personagens muito interessantes que desfilam numa trama recheada de conspirações, máfia russa, tráfico de mulheres e principalmente, celebrando ainda o ponto chave já abordado no primeiro livro, Os Homens Que Não Amavam As Mulheres, a violência gratuita contra as mulheres.

Em A Rainha do Castelo de Ar, continuamos a acompanhar o desenrolar dos acontecimentos exatamente do ponto onde termina A Menina Que Brincava Com Fogo. Depois de quase ser morta pelo russo e canalha em potencial Alexander Zalachenko e seus comparssas, Lisbeth Salander vai para o hospital com apenas um sopro de vida e mais do que nunca a certeza de tudo o que sempre disse mas que todos negaram-se em acreditar.

Daí em diante o que temos é um romance policial que explora sob todos os aspectos a literatura detalhista, sempre envolvendo diversos personagens que se interligam e buscam o mesmo objetivo, foco central da trama. Some-se a tudo diversas traições, intrigas internacionais, escândalos de proporções gigantescas e uma rede de conspirações que faz inveja a muitos livros ou mesmo roteiros cinematográficos sobre o assunto.

Mas devo admitir também que, particularmente, para mim, esse foi o volume mais arrastado da trilogia. As ações concentram-se basicamente em investigações e especulações acerca da culpa ou não de Lisbeth Salander que aqui tem um papel mais passivo em relação às aventuras em que esteve envolvida nos outros dois volumes da série. É estranho vê-la nesse contexto, após acompanhar toda a correria, ação e o incrível desfecho de A Menina Que Brincava Com Fogo, que considero o melhor livro da série.

Mesmo assim, essa foi a história que consagrou uma personagem ao roll das figuras inesquecíveis dentro do cenário literário. Superá-la será difícil. A garota da tatuagem de dragão é e sempre será uma incógnita. Wasp
Evelyn Ruani 20/09/2010minha estante
"E vamos falar a verdade: uma das personagens mais bem escritas, originais e espertas, diferente de tudo que você já viu, desde muito tempo"
Concordo PLENAMENTE!
E também acho que A menina que brincava com fogo é o melhor!!!
Suas resenhas são ótimas!




Marjory Vargas 02/07/2020

Maravilhoso
A saga Millenium é fantástica. Quem rouba a cena é a advogada Annika, nas páginas finais. Sua performance no julgamento fecharam com chave de ouro a trilogia.
Jota 02/07/2020minha estante
Amei essa trilogia. Preciso ler a continuação


Marjory Vargas 02/07/2020minha estante
Tb, mas acredito que a continuação não vai ser tão boa. Uma que a escrita do Larsson é única. Outra que os livros seguintes têm beeem menos páginas que os primeiros. Mas, veremos....


Jota 07/07/2020minha estante
Eu li o primeiro da nova trilogia, a história é boa mas não é a mesma escrita do Larson da para notar




Rodrigo 09/04/2020

Decepcionante
Livro chato, previsível e enfadonho. Péssima leitura, só terminei por obrigação. Sem dúvidas o pior da trilogia - o primeiro é incrível, o segundo nem tanto.
Crissandreto 09/04/2020minha estante
Nossa, sério? Eu gostei tanto do final da série. Fiquei um bom tempo frustrada com todo livro que eu lia pq achava tudo ruim comparado com esse


Rodrigo 09/04/2020minha estante
Juro, Cris. Há anos não entrava aqui no Skoob pra nada, mas minha insatisfação foi tão grande que assim que terminei a leitura vim aqui escrever. Acho que gostei tanto do primeiro que criei demasiadas expectativas para os demais.




Cabral 09/04/2020

 O tamanho assusta, mas tudo é questão de ritmo e paciência. Stieg Larsson é descritivo e prolixo em certos pontos, o que não diminui a qualidade da história, apenas leva um tempo maior até que o ambiente e detalhes que compõe a narrativa sejam totalmente apresentados ao leitor. 
Passando isso, a história atinge um ritmo alucinante que me deixou com o coração a mil por hora. Em certo ponto não consegui parar de ler. Meu coração ficou acelerado durante toda a leitura
Ao longo dos 3 livros, foi possível perceber o crescimento de Lisbeth, ou melhor, seu amadurecimento.
Mikael também aprendeu muito ao longo da trama e imagino que, se o autor estivesse vivo (ele morreu em 2004), ele iria aprofundar sua história. 
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Carolina 02/05/2020

A trilogia como um todo é excelente, mas nesse terceiro livro temos um romance de espionagem tão complexo e envolvente que as quase 700 páginas fluem rapidamente. Confesso que fiquei um pouco assustada com o tamanho do livro, e as primeiras 100 páginas tem um ritmo mais lento, porém depois disso é impossível parar até chegarmos ao desfecho dessa trilogia.
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Maeve 09/11/2009

Eu quero mais
SE NÃO QUISER SPOILER NÃO LEIA

Não fiquei satisfeita, é um ótimo livro, o julgamento é sensacional, mas não gostei de algumas coisas...
Começando por toda aquela parte da Erika Bergar na SMP, realmente não vi relevância na história, serviu pra conectar ainda mais o núcleo da Milton Security com o da Millenium e fazer a Lisbeth falar com a Érika...acho que aqui o Stieg queria passar um pouco da sua vivência como jornalista, não pesquisei muito sobre o trabalho dele, mas aposto que teve problemas com os grandes meios de comunicação suecos...Mal comparando é como se eles trabalhassem na Carta Capital e a Érika tivesse ido pra Globo, uma crítica que diz respeito ao meio jornalístico.

Foi realmente bem legal todas as manobras da Seção, mas não engoli que eles tenham conseguido passar a perna em veteranos da guerra-fria...a morte do Zala foi surpreendente e perfeitamente adequada.

Esperei tanto uma conversa franca entre o Mikael e a Lisbeth! Stieg não fez isso e ainda deixou aquele gostinho de quero mais na última página...penso se ele não estaria engatilhando um 4º livro. Já no fim do segundo deduzi que eles não ficariam juntos, que não haveria um romance ali, mas mesmo sendo a Lisbeth senti falta de algum calor. Pelo menos no que dizia respeito a reportagem, é bem nítido que depois de descobrir tudo sobre a Seção o Mikael esqueceu que tinha entrado nisso por ela, passou a ser uma questão de expor o Estado, de fazer História. Ele foi completamente egocêntrico e inescrupuloso, mesmo tendo as melhores intenções no final das contas a Lisbeth era só mais um elemento do Grande Caso...o que faz o personagem ainda mais delicioso e mostra a enorme capacidade de criação do Stieg, mas fiquei com raiva.
Uma das coisas que mais me fez gostar desse livro foi a incrível atualidade do texto, imaginei que por se tratar de um autor cinquentão fosse ter algumas caretices, mas o núcleo dos Hackers mostra bem que não! E como poderia ser mais explorado!! Os personagens são ótimos, dá vontade de ler mais uma história com eles....Se bem que eles são bonzinhos demais pra serem reais, ele construiu a verossimilhança afirmando umas 5 vezes que o interesse da República era apenas obter informação, mas um grupo com a capacidade pra destruir um pequeno país como a Suécia não ficaria apenas clonando HDs....

O final com o Niederman me deixou um pouco surpresa e muito feliz. Surpresa por ter se desenrolado tão rápido, quando ficou claro que eles se enfrentariam eu pensei "que merda Lisbeth vai sar de lá aos pedaços", mas não, mais uma vez ela se saiu melhor que todas as expectativas mesmo tendo tudo contra si, é a vitória da inteligência contra a força e ao contrário de Davi ela não matou Golias, o usou para acabar de uma vez com um mal maior que o autor passou o livro inteiro denunciando, o tráfico de mulheres.

Esse é um daqueles livros que nos ensinam, que nos fazem maior depois que terminamos, nem sei quantas lições tirei dali sem perceber.....uma pena que o Stieg esteja morto.
Lili Machado 19/10/2011minha estante
Fiquei sabendo que, na realidade, o planejado por Larsson, para a série era de 10 volumes. O quarto volume chegou a ser parcialmente escrito e há esboços do 5, 6 e 7 e o pai do escritor publicou os 3 primeiros volumes logo após a sua morte, na gana de ganhar os maiores lucros possíveis com o infortúnio.
Entretanto, mesmo com este sabor de inacabada, a trilogia não decepciona e você vai se apaixonar e ficar, como eu, contando nos dedos os dias que faltam para o lançamento no cinema da versão hollywoodiana, com Daniel Craig no papel principal.




Camila 27/09/2009

A Rainha do Castelo de Ar
Finalmente a saga Millennium chega ao fim, mas sem grandes surpresas. A narrativa detalhista demais continua presente nesse volume tornando a leitura meio cansativa. Assim como nos volumes anteriores, a história só fica animada e empolgante nos últimos momentos. Achei o final um pouco previsível, mas tudo bem. Apesar do trauma do início da leitura, a história é legal.
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Fabricio~Raito 21/05/2010

Milagre.
Ao concluir a leitura de Millenium, restou-me um pensamento: Obrigado por estar vivo e ter contemplado esse milagre com meus olhos.
Tentar descrever o universo de Stieg Larsson seria tarefa difícil, ainda mais se fosse tentar explicar a profunda marca que seus personagens deixaram em mim.
Lisbeth Salander, Mikael Blomkvist, Erika Berger e inúmeros (e surpreendentes) personagens que constroem o universo de Millenium estarão eternamente nas minhas lembranças. Para muitos, A Rainha do Castelo de Ar foi o livro que teve uma leitura mais cansativa e demorada, outros nem conseguiram sair do 1° volume. Decerto, não é fácil compreender tantos fatos e personagens, envoltos e interligados, numa história complexa e que a todo tempo é costurada com fragmentos que te surpreendem.
Para mim, este 3° livro foi o mais marcante e mais emocionante. Companheiro de todas as noites, mergulhava em um mundo onde os personagens me eram íntimos, como que se conhecesse Mikael a muito tempo, e que poderia enviar um torpedo pedindo ajuda a Lisbeth. Nunca me compenetrei tanto numa leitura e me envolvi tanto em seu mundo.
É uma gigante perda a morte de Larsson. Ao descobrí-lo, pude ver o quão equivocado eu estava em considerar as leituras pops atuais como "brilhantes", assim como a estúpida e famigerada onda de discursos sobre vampiros que nos permeiam hoje.
Millenium é um marco, é colossal, é uma injeção de adrenalina e conhecimento que o mundo deveria conferir. Estará para sempre em minha memória...
Italo 28/07/2010minha estante
wooooooooooooooooow,resenha foda hen (falei igual ao um idiota - rsrs).


Fabricio~Raito 29/07/2010minha estante
Hahah que nada XD Obrigado ^^ Eu sou meio suspeito pra falar de Millenium, e voce tambem ne? hueihuee


Evelyn Ruani 13/09/2010minha estante
Colossal realmente! :)


Mahfud, Fábio 03/10/2010minha estante
Millennium é com certeza uma das melhores coisas que já li.


Paula Souza 21/03/2011minha estante
Realmente, a Millenium foi uma trilogia que me deixou de boca aberta. Peguei os três livros juntos para ler, e engatei um no outro, o que me deixou mais animada do que se estivesse esperado para ler os outros.
Talvez a melhor trilogia que eu já li.




katy.lira.7 21/02/2020

Conclusão perfeita
Um final excelente para uma trilogia que conheci a partir do cinema sueco e que despertou meu interesse com seu tema áspero e difícil de digerir. As diferentes formas de violência contra mulheres são tratadas ao longo de toda trilogia enquanto torcemos, muitas vezes sem perceber por uma improvável heroína que enfrenta todas as probabilidades contrárias. Recomendo para quem gosta de uma boa trama policial.
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Evelyn Ruani 20/08/2010

Sensacional!
O final da saga e confesso que tive vontade de ler devagar só pra não acabar. Mas fiquei só na vontade, porque o enredo é de tirar o fôlego e não dá pra parar de ler um minuto.

Muitos dos segredos de Lisbeth são desvendados neste terceiro e último volume, onde ela vai ser julgada pelos "crimes" que cometeu. Em sua defesa, porém, conta com excelentes aliados como Annika Giannini, irmã de Mikael e sua advogada, o inspetor Jan Bublanski, e claro o próprio Mikael Blomkvist. O livro todo é cheio de momentos emocionantes, mas a parte do tribunal é simplesmente sensacional e me emocionou muito. Confesso ter chorado lendo essa parte. Simplesmente perfeito!

Porém nem tudo foi perfeito assim. Fiquei um pouco decepcionada com a parte "romântica" da história e neste livro, acima de todos os outros, o autor descreveu perfis longuíssimos de personagens secundários que não mostravam informações relevantes para o enredo maior e que dava vontade de pular para chegar logo a parte que realmente interessava.

Afora isso, final de saga de arrancar lágrimas e suspiros. É uma pena que esse autor não esteja mais conosco para poder escrever outros livros maravilhosos como estes da saga Millennium. Personagens e história que deixam saudades!
Carol 03/09/2010minha estante
Lyani, vc disse exatamente o q senti ao ler esse livro...


Carol 03/09/2010minha estante
porém achei bom e não sensacional como os outros dois.


Fabricio~Raito 04/09/2010minha estante
Millenium é perfeito né? Nunca li livros que me fizeram sentir o que Millenium fez :D




Frannie Black 13/09/2010

Surpreendente!
Sabe aqueles livros que te deixam na expectativa e te prendem de maneira intensiva? Então, assim é a Trilogia Millennium .
Os três volumes são perfeitos! Muito bem elaborados da primeira a última página. O autor é detalhista e a narrativa é eletrizante... de tirar o fôlego.
Mas "Os homens q não amavam as mulheres", parece perder seu brilho, comparado com "A menina que brincava com fogo" e "A rainha do castelo de ar", que são incríveis. Não consigo decidir qual é o melhor dentre os dois.

A Lisbeth é a Lisbeth. Uma heroína diferente, encantadora ao seu modo. Simplesmente Única!

S. Larsson foi um escritor maravilhoso! É uma pena que não viveu para ver o sucesso de sua obra.

♥Trilogia recomendadíssima!♥
Evelyn Ruani 20/09/2010minha estante
Sem maiores comentários! :P


Mandy 25/02/2012minha estante
Espero q realmente essa série seja boa, pois a comprei para me dar aniversário, estou na expectativa, vamos ver...rs




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