Um Beijo Inesquecível

Um Beijo Inesquecível Julia Quinn




Resenhas - Um Beijo Inesquecível


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Rose 24/01/2016

Toda vez que termino de ler um livro desta série penso que encontro o meu casal queridinho entre todos. Mas então vem o próximo volume e tudo muda novamente... Neste penúltimo volume Gareth e Hyacinth levantaram esta taça, e meu coração já está apertado sabendo que em breve estarei me despedindo desta maravilhosa série.
Hyacinth é a caçula dos Bridgertons, e nem chegou a conhecer o pai, pois este morreu quando ela ainda estava na barrigada mãe.

Aos 22 anos, e em sua quarta temporada, ela vem sofrendo pressão da mãe para que se case. Acontece que apesar de sua beleza, do bom dote que tem a disposição e de sua boa posição na sociedade, Hyacinth também é dona de uma inteligência ímpar e de uma franqueza que amedronta. Tudo isso acaba afastando os pretendentes...
Admiradora declarada da temível e respeitada Lady Danbury, ela acaba conhecendo o belo neto dela, Gareth St. Claire.
Gareth é um famoso conquistador que não esconde de ninguém a sua completa falta de interesse no casamento, além do grande amor que sente pela avó.
Filho caçula do barão Richard St. Claire, nunca soube o que era amor paterno, e há anos o riscou de seu convívio. Depois da morte da mãe, ainda quando criança, e mais recentemente de seu amado irmão, Gareth tem só sua avó, que lhe é além de um porto seguro, o seu único amor. E foi ela que não deixou que Gareth passasse necessidades depois que foi renegado pelo pai.
Toda a sociedade sabe das desavenças vividas entre Gareth e seu pai, apesar de ninguém saber o real motivo delas. Mesmo com toda a raiva que sente pelo pai, ele não está muito disposto que seu segredo seja revelado, apesar de sempre está esperando que seu pai apronte uma e o exponha para a sociedade. Mas ele também sabe que o orgulho é o que segura o barão...
Gareth acha cativante a inteligência sagaz de Hyacinth, e aprecia a sua amizade verdadeira com sua amada avó. Ele está ciente das intenções da avó, que não esconde de ninguém que deseja que seu neto se case.
Quando sua cunhada lhe entrega o diário de sua avó paterna, Gareth só tem uma pessoa que confia plenamente para dividir este achado: Lady Danbury. Mas é Hyacinth que o ajudará de fato nesta busca pelas memórias da avó. Com isso, os dois acabam ficando bem próximos, para a alegria dos fofoqueiros de plantão e de Violet (mãe de Hyacinth) e Lady Danbury.
Conforme Hyacinth avança em suas descobertas pelo diário, ela acaba encontrando um fato que pode mudar o destino da herança de Gareth. Sem conseguir conter o ímpeto de Hyacinth, ele acaba tendo que aceitar sua ajuda em uma verdadeira busca ao tesouro. O verdadeiro problema é ele ter ciência de que está colocando não só Hyacinth em perigo, como também a reputação da moça.
Mas como colocar juízo na cabeça desta decidida mulher? Aliás, como colocar juízo em sua própria cabeça, quando a única coisa que ele consegue pensar é em Hyacinth...
Contrariando os prognósticos do pai, ele dá um passo que pensou que não daria tão cedo, e agora vai fazer de tudo para que Hyacinth não volte atrás em sua decisão. Ele precisa ganhar tempo para que o barão não destrua sua chance de felicidade.
Esta série prima pelos embates familiares que vemos em cada um dos livros. Com uma escrita leve e permeada de humor, Julia conquista o coração dos leitores com cada um de seus personagens, e aqui não foi diferente.
Com a língua afiada e raciocínio rápido de Hyacinth, somos presenteados com ótimos diálogos, que em muitos momentos nos levam aos risos. Tanto Hyacinth quanto Gareth são donos de uma personalidade contagiante, o que só enriquece ainda mais o enredo.
Mais uma ótima opção para os fãs de romances de época. Se você é um deles, não perca tempo e leia o quanto antes!

site: http://fabricadosconvites.blogspot.com.br/
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Maria Bárbara Menezes 22/06/2016

Gareth... Espera, deixa eu pensar...
Como uma das muitas fãs da série eu poderia ser muito bem influenciada só por ser Os Bridgertons, porém tenho que ser sincera.
É o pior livro até agora como alguns falam? Não.
É o melhor livro até agora como outros afirmam? Também não.
A história de fundo em si foi fraquíssima, o que me levou a pensar que o tema todo poderia ter sido só amor e romance mesmo, que ficaria melhor. Procurar jóias? Sério?! As outras irmãs não pareceram tão bobas. MASSSSSSSS, fora essa falha de caráter da personagem Hyacint tenho que admitir: foi a única personagem da série que me vi. LITERALMENTE! Achei que a autora me descrevia. E alguns podem me chamar de chata como chamaram Hyacint.
A respeito de Gareth, gostei sim de como a autora desenvolveu esse personagem, bastante masculino e mais realista do que os outros exemplos. Porém, não era para ser um livro bem... Assim, romântico, apaixonado e me causar muitos suspiros? Não sei.
AMEI, Lady Danbury! #fãforever.
O livro me deixou super em dúvida e não consigo afirmar se é bom mesmo ou não. Como isso pode ser possível? Não sei novamente.
Bom, do mais, o livro só me cativou pela personalidade de Hyacint, pelos diálogos com Lady Danbury e pela atração quase real que senti pelo Gareth(ele é muito "homem da atualidade" para ser o "príncipe" da história). O resto foi mediano beirando a mediocridade(sem querer ofender ninguém, sou fã também).
Só acho que poderia ter sido melhor, não?
E outra coisa, O QUE FOI AQUELA PRIMEIRA NOITE?! Nenhum pouco romântica. Extremamente embaraçosa e traumatizante. Tirou o encanto todo do livro. Pra mim, foi muito triste.

Para quem é fã e não se deixa abalar por algo como isso: recomendo.

Para quem for mais crítico, bom, fica aí a minha opinião.
bruna21 28/04/2017minha estante
Pensei isso tbm . Poderia ter sido melhor, principalmente comparada com as outras.
E o final foi ... Sei nem explicar !




Pandora 20/02/2016

Antes de escrever qualquer coisa preciso dar uma informação super importante, a qual é central para garantir a lisura da opinião contida nesse texto: Eu AMO a Julia Quinn e com motivos, afinal ela consegue fazer até num dialogo na mesa de chá uma sequência hilária!

Aliás, falando em diálogos, de todas as autoras de romances históricos que tenho lido ao longo dos últimos 15 anos, ela á melhor no quesito construção de diálogos. Dito isso, em “Um Beijo Inesquecível”, publicado pela Editora Arqueiro, ela conta a história da mais nova das irmãs Bridgerton, a Hyacinth chegando praticamente na reta final da história dessa família tão querida por todas as amantes de romances históricos.

Como todos os membros de sua família, Hyancinth é uma garota linda, rica, membro da alta sociedade londrina do século XIX e dotada de uma excentricidade somente sua. Ela fala o que pensa exatamente da forma que pensa, é autoconfiante e tem uma das línguas mais afiadas do multiverso dos romances históricos, não a toa, sua melhor amiga é a Lady Danbury, Lady D. para nós que somos intimas kkk...

Com esses atributos no século XXI já seria difícil para heroína conseguir marido, imagina no XIX?!?! Pois é, mas nem tudo está perdido! Com a ajuda da Lady D. Hy encontra com o intrigante, divertido e diabolicamente lindo Gareth St. Clair. Como ninguém é perfeito ele tem lá seus traumas do passado, mas não é homem que se intimide com uma simples língua afiada, afinal é neto da Lady D. e sabe o valor da sinceridade, mesmo quando ela vem com acidez dobrada!

Juntos Gareth e Hyancinth protagonizam uma história muito engraçada, cheia de ótimos diálogos e encontros para lá de sensuais. Eles embarcam em uma jornada de descobertas e desafios enquanto descobrem que se amam e decidem passar o resto da vida juntos.

Apesar de não desbancar “O Visconde que me Amava” do pódio de melhor livro da série, lindamente “Um beijo Inesquecível” fica no top 3 dos livros da série e entra no meu top 10 de melhores e mais engraçados romances da vida. Li ele quase inteiramente com um sorriso bobo na cara e sinceramente sorrir lendo um livro é muito bom! Um romance 10/10! Julia Quinn no melhor estilo Julia Quinn!

site: http://www.doqueeuleio.com.br/2016/02/julia-quinn-no-seu-melhor-estilo-em-um.html
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Bruna 19/07/2016

2.5, mas vamos arredondar pra 3.
Juro que tentei gostar, mas não deu. Quer dizer, o livro não é de todo ruim, mas é bem fraco. Acho que o mais importante em um livro de romance não teve aqui: química entre os protagonistas. Juro que se eles não ficassem juntos, não me importaria.
Os motivos pra eles não ficarem juntos também foram bem bobos. No geral, o desenvolvimento dessa relação foi bem fraca.
Apesar disso, a narrativa da autora me prendeu como sempre, a personalidade da Lady D e da protagonista me divertiram bastante e os diálogos continuam ótimos.
Infelizmente, foi o mais fraco da série até agora junto com o quarto ):
Tamara 06/10/2016minha estante
para mim o sexto foi o mais fraquinho




Cristina 12/01/2016

“Sabia que seu tom jocoso enfureceria ao barão, mas às vezes lhe custava muitíssimo manter a boca fechada. Tinha passado anos tentando conquistar o favor de seu pai até que finalmente se deu por vencido e deixou de tentar.
E se de tanto em tanto se dava a satisfação de amargurar a vida ao velho tanto como este a amargurava a sua, pois seja. Tinha que se procurar o prazer onde se pode.”

“-Não estou nada certa de que eu seja uma pessoa boa e amável.
-Eu tampouco -disse Penelope - mas decidi ter fé em você de qualquer maneira.”

“-Entrou na família por matrimônio. Tem que me querer. Isso é uma obrigação por contrato.
-É curioso, não recordo que isso tenha estado nas promessas de matrimônio.
-Sim, é curioso, eu me lembro perfeitamente.
Penelope a olhou rindo.
-Não sei como o faz, Hyacinth, mas por irritante que seja, sempre consegue ser encantadora.
-Esse é meu mais fabuloso dom -disse Hyacinth, recatada e modestamente.”

“Ninguém entendia por que Hyacinth ia todas as terças-feiras a casa de lady Danbury para lhe ler, mas ela desfrutava muitíssimo das tardes passadas com a condessa. Lady Danbury era arisca e franca até o exagero, e ela a adorava.
-As duas juntas são um perigo -comentou Penelope.
-Meu objetivo na vida é ser um perigo para o maior número possível de pessoas - declarou lady Danbury- portanto considerarei isso o melhor dos elogios, senhora Bridgerton.”

“O neto de lady Danbury era nada menos que o notório Gareth Saint Clair. Embora talvez não fosse de todo culpa dele que ganhara essa má reputação, pensava Hyacinth.
Havia muitíssimos outros homens cuja conduta era igualmente indecorosa, e havia alguns que eram bonitos como o pecado, mas Gareth Saint Clair era o único que conseguia combinar ambas as coisas com esse êxito.”

“Ele não pôde deixar de sorrir, a seu pesar. Nunca tinha conhecido a ninguém igual ao Hyacinth Bridgerton. Era vagamente divertida, vagamente irritante, mas era impossível não admirar seu engenho.”

“-Tolices. A senhorita Bridgerton é tão esperta que é impossível enganá-la, não é, Hyacinth? Hyacinth avançou um passo para poder ver a condessa.
-Perdão?
-Diga que sim -disse a avó Danbury-. Isso o chateará.
-Sim, então, é claro -disse Hyacinth, sorrindo.”

“Sim, havia algo muito divertido no Hyacinth Bridgerton, decidiu ele. Era inteligente, muito inteligente, mas se dava um certo ar, como se estivesse acostumada a ser sempre a pessoa mais inteligente de qualquer grupo. Isso não lhe tirava o atrativo; era encantadora a sua maneira, e imaginou que teria tido que aprender a dar sua opinião de maneira que a ouvissem em sua família; era a menor de oito irmãos além de tudo.
Mas isso significava que ele se divertia vendo-a confusa, sem saber o que dizer. Sim era divertido desconcertá-la. Não sabia por que não fazia isso com mais freqüência.”

“-Quer dizer que não é dissimulada nem ardilosa?
-Sou essas duas coisas, mas simplesmente não sutil.
-Não -murmurou ele.”

“-Tinha algo interessante para dizer?
Ele sorriu, e ela acusou o sorriso.
-Sempre sou interessante -disse ele.
-Bom, agora quer me assustar.”

“Ela ficou boquiaberta.
Ele sorriu abertamente.
-ficou muda, inclusive. Sou digno de elogio.
-Você...
-Não, não -disse ele levantando uma mão e lhe apontando com um dedo, dando a impressão de que o que realmente desejava era lhe pôr o dedo sobre os lábios para silenciá-la - Não o estrague. Este momento é muito excepcional.”

“Ele também sentia falta de George. Os dois formavam um par muito inverossímil; George sério, sóbrio e formal, ele em troca, sempre irreverente e irresponsável. Mas eram amigos além de irmãos, e gostava de pensar que se complementavam mutuamente. Esse último tempo tinha estado pensando que deveria tentar levar uma vida mais moderada, e na lembrança de seu irmão procurava a orientação para guiar seus atos.”

“-Se qualquer outra pessoa me dissesse isso -disse lady Danbury, golpeando o chão com sua bengala, mesmo que estivesse sentada em uma poltrona muito cômoda-, tomaria como um insulto.
-Mas não de mim? -perguntou Hyacinth, tratando de parecer decepcionada.
Lady Danbury pôs-se a rir.
-Sabe por que gosto tanto de você, Hyacinth Bridgerton?
-Sou toda ouvidos -disse Hyacinth, inclinando-se para ela.
Lady Danbury enrugou todo o rosto em um largo sorriso.
-Porque, querida menina, é exatamente igual a mim.
-Sabe, lady Danbury, que se dissesse isso a qualquer outra tomaria como um insulto?
-Mas você não? -perguntou a anciã, com todo seu magro corpo estremecido de risada.
-Eu não -respondeu Hyacinth, negando com a cabeça.”

“-Ficou -se louca, sabia?
-Ora, simplesmente sou o bastante velha para dizer o que penso. Desfrutará-o quando tiver minha idade, prometo-lhe isso.
-Desfruto-o agora -disse Hyacinth.
-É certo -concedeu lady Danbury-. E provavelmente a isso se deve que continue solteira.”

“Hyacinth enrugou o nariz, o que sempre fazia quando estava pensando. Não era uma expressão muito atraente, mas a alternativa era não pensar, o que ela achava menos atraente ainda.”

“-Você gostou? -perguntou Violet, perseverante.
Gostou? Essa sim era uma pergunta estranha. Gostava de Gareth Saint Clair? Gostava de ter sempre a sensação de que ele se estava rindo dela em silêncio, inclusive depois que aceitara traduzir o diário de sua avó? Gostava de não ser alguma vez capaz de saber o que ele estava pensando, ou que lhe provocasse inquietação, que a fizesse sentir-se que não era ela mesma?”

“-Não sei se saberia distinguir o tipo de homem adequado para você nem que chegasse a nossa porta montado em um elefante.
- Acho que o elefante seria um bom sinal de que devo procurar em outra parte.”

“-Mãe - interrompeu Hyacinth, deixando firmemente a xícara no pires - isso não tem importância. Não me importa não ser adorada por todo mundo. Se desejasse que todo mundo gostasse de mim, teria que ser amável, encantadora, insípida e aborrecida todo o tempo, e que diversão haveria nisso?”

“O que quero lhe dizer é que quando nasceu e a puseram em meus braços... é curioso, porque, não sei por que, estava convencida de que seria igual a seu pai. Estava certa de que a olharia e veria seu rosto, e isso seria uma espécie de sinal do céu.
Hyacinth reteve o fôlego, observando-a, e pensando por que sua mãe nunca lhe tinha contado essa história. E por que ela nunca o tinha pedido.
-Mas não se parecia - continuou Violet - Parecia-se mais comigo. E então... bom. Isto recordo como se fosse ontem. Olhou-me nos olhos e me deu uma piscada. Duas vezes.
-Duas vezes? - repetiu Hyacinth, pensando por que isso seria tão importante.
-Duas vezes - Violet a olhou, com os lábios curvados em um estranho sorrisinho - Só o recordo porque me pareceu que o fazia com intenção. Foi muito estranho. Olhou-me como dizendo: "Sei muito bem o que faço".
Hyacinth sentiu sair uma rajada de ar pelos lábios e caiu na conta de que era risada. Uma risada curta, causada-a por uma surpresa.
-E então lançou um grito - disse Violet, movendo de lado a lado a cabeça - Santo céu, pensei que ia arrancar a pintura das paredes. E então sorri. Era a primeira vez que sorria desde que morreu seu pai.
Em seguida, Violet fez uma inspiração profunda e agarrou a xícara de chá.
Hyacinth a observou enquanto se serenava, desejando angustiosamente lhe pedir que continuasse. Mas algo lhe disse que esse momento exigia silêncio. Esperou, um minuto inteiro, até que por fim sua mãe disse em voz baixa:
-E a partir desse momento, foi-me muito querida. Quero a todos meus filhos, mas você - levantou a vista e a olhou aos olhos - Você me salvou.”

” - Os homens de minha família são uns obstinados idiotas.
Ela sorriu levemente.
-Incluído você?
Deveria ter esperado isso, pensou ele.
-Não pôde resistir, né?
-Você poderia?
-Não, imagino que não.”

“-É você tão mau como o pintam? - perguntou-lhe ela.
Ele deu um pulo, surpreso. Não tinha esperado isso.
-Não – disse - mas não o diga a ninguém.
-Já me parecia - disse ela, pensativa.
Algo que detectou no tom de sua voz o assustou. Não lhe convinha que Hyacinth Bridgerton pensasse muito nele, porque tinha a estranha sensação de que se o fizesse seria capaz de impregná-lo até a alma.
E não sabia bem o que encontraria em sua alma.”

“-Sabe o que é o fantástico das amizades tão longas como a nossa? -interrompeu Hyacinth. Felicity negou com a cabeça.
-Que não vai se ofender para sempre quando eu der meia volta e me afastar.
E isso foi o que fez Hyacinth.”

“-É boa para mentir, Hyacinth Bridgerton - murmurou ele, agarrando-a em seus braços - mas não tão boa como acha.”

“Hyacinth lhe sorriu.
Gareth ficou sem fôlego um momento e logo, sem pensar, correspondeu-lhe o sorriso.
Havia alguma coisa contagioso nos sorrisos de Hyacinth, algo que obrigava a seus acompanhantes a parar o que fosse que estivessem fazendo, ou inclusive o que estivessem pensando, para lhe sorrir.
Quando Hyacinth sorria, quando sorria de verdade, não com um desses sorrisos falsos que esboçava quando tratava de ser inteligente, transformava o rosto. Iluminavam-lhe os olhos, resplandeciam-lhe as faces, e...
Era linda.”

“-Filhos -disse lady Bridgerton suspirando enquanto voltava a sentar-se-. Nunca sei muito bem se me alegra havê-los tido.”

“-Homem antipático - resmungou ela.
-Não é essa uma acusação que me façam com freqüência - disse ele, com um sorriso levemente divertido - mas está claro que você faz aflorar o melhor de mim.”

“-Sabe quantas pessoas tenho eu neste mundo? -interrompeu ele. Avançou, aproximando-se tanto que ela se sentiu incômoda. - Sabe? Uma, só uma -continuou, sem esperar resposta-. Minha avó. E daria minha vida por ela.”

“-Sabe o que significa estar sozinho? -perguntou-lhe então, em voz baixa, sem olhá-la - Não uma hora, nenhuma tarde, mas saber, saber absolutamente que dentro de uns anos não terá ninguém.
Ela abriu a boca para dizer não, é claro que não, mas então caiu na conta de não era uma pergunta, que ele não tinha feito a entonação de interrogação ao final da frase.
Esperou, porque não sabia o que dizer. E depois porque compreendeu que se dissesse algo, se tratasse de insinuar que entendia, acabaria esse momento e nunca saberia o que ele estava pensando.
E nesse momento, quando lhe estava olhando o rosto enquanto ele estava imerso em seus pensamentos, compreendeu que desejava angustiosamente saber o que estava pensando.”

“-Daria algo por ter a uma pessoa mais pela qual oferecer minha vida -disse ele.
E então Hyacinth se inteirou de que certas coisas chegam como um relâmpago, e que algumas simplesmente se sabem sem ter a capacidade para as explicar. Porque nesse momento soube que se casaria com esse homem.
Era o candidato ideal.
Gareth Saint Clair sabia o que era importante. Era divertido, era irônico, sarcástico, sabia ser arrogantemente zombador, mas sabia o que era importante.
E até esse momento ela nunca tinha compreendido quão importante era isso para ela.
Desejou dizer algo, fazer algo. Por fim tinha compreendido o que desejava na vida, e pensou que deveria saltar com os dois pés, trabalhar para seu objetivo e fazer tudo o que estivesse em seu poder para consegui-lo.
Mas estava paralisada, muda, contemplando o perfil do Gareth. Notou algo na maneira como ele tinha as mandíbulas apertadas. Via-se triste, atormentado. E então sentiu o avassalador impulso de levantar a mão e acariciá-lo, de lhe roçar a face, de lhe alisar o cabelo loiro escuro aí onde o rabo-de-cavalo caía sobre a gola de sua jaqueta.
Mas não o fez. Não era tão valente.
De repente ele se voltou para ela e a olhou nos olhos com uma intensidade e clareza que a deixou sem fôlego. E teve a estranha impressão de que só nesse momento via o homem que havia debaixo da superfície.”

“-E sei que muitas vezes é bastante difícil me querer -continuou ela, deixando sair a respiração de modo entrecortado, como quando a pessoa não consegue acreditar de tudo o que está dizendo.
E de repente Gareth soube que algumas coisas chegam como um relâmpago; e que há certas coisas que simplesmente se sabe sem ser capaz de explicá-las. Porque enquanto a olhava, a única coisa que podia pensar era "não".
Não.
Seria bastante fácil amar Hyacinth Bridgerton.
Não soube de onde lhe veio esse pensamento, nem em que estranha curva de sua mente chegou a essa conclusão, porque estava muito seguro de que seria quase impossível "viver" com ela, mas, de certo modo, sabia que não seria absolutamente difícil querê-la.
-Falo muito -disse ela.
Ele tinha estado imerso em seus pensamentos. O que havia dito?
-Sou muito teimosa para discutir.
Isso era certo, mas o que...
-E posso ser muito desagradável quando não faço o que quero, embora eu gostaria de pensar que a maior parte do tempo sou bastante razoável.
Gareth se pôs-se a rir.
Bom Deus, estava enumerando todas as causas porque era difícil amá-la.
Tinha razão, claro, em todas, mas nenhuma delas tinha maior importância.
Ao menos não nesse momento.”

“-Isso me faz pensar. Como seu futuro marido, deve me preocupar essa frase "se for bastante fastidiosa"?
-Não, se aceitar a todos meus desejos.
-Frase que me preocupa mais ainda.”

“Por que lhe tinha pedido que se casasse com ele? Havia cem, mil motivos. Tentou recordar qual tinha sido o que lhe tinha posto a idéia na cabeça; veio-lhe repentinamente, isso o recordava.
Mas não recordava exatamente por que, além de que lhe pareceu que era o correto.
Não porque isso se esperasse dele, nem porque fosse o decente, a não ser simplesmente porque era o correto.
E sim, certo que lhe passou pela mente que isso seria seu triunfo definitivo no interminável jogo com seu pai, mas não foi por isso que o fez.
Fez-o porque tinha que fazê-lo.
Porque não podia imaginar-se não fazendo-o.
Porque a amava.
Notou que ia cair de costas; felizmente a escrivaninha estava atrás, se não, teria acabado no chão.
Como diabos tinha ocorrido isso? Estava apaixonado por Hyacinth Bridgerton.”

“-Acredito que vai ocorrer algo importante - suspirou Hyacinth.
-Sempre está ponto de ocorrer algo importante, minha querida menina. E se não, fará bem em agir como se fosse ocorrer. Dessa maneira desfrutará muito mais da vida.”

“-Quando se tornou tão pomposo?
-Quando me apaixonei por você! -respondeu ele, com um rugido. Melhor dizendo, teria sido um rugido se não tivessem estado no meio de um edifício de apartamentos, todos habitados por homens solteiros que permaneciam acordados até altas horas da noite e gostavam da fofoca.
-O que d...? O que di...? O que?
A boca de Hyacinth formava um atraente oval, mas ele estava tão desequilibrado que não apreciou o efeito.
-Amo-a, mulher idiota - disse, agitando os braços como um louco.
Era incrível a que o reduzia ela. Não recordava nenhuma ocasião em que tivesse perdido os estribos dessa maneira, não recordava uma ocasião em que alguém o tivesse enfurecido tanto que quase foi incapaz de falar.
Além dela, claro. Apertou fortemente os dentes.
-É a mulher mais irritante, mais frustrante... -Mas... -E "nunca" sabe quando parar de falar, mas, Deus me ajude, amo-a de qualquer modo. (...)
-Ama-me? -perguntou-lhe, em um sussurro.
-Será minha morte, sem dúvida, mas sim. -Exalou um lento suspiro, esgotado simplesmente por essa perspectiva-. Parece que não o posso evitar.
-Ah - murmurou ela. Tremeram-lhe os lábios, lhe curvaram e de repente estava sorrindo
- Estupendo.
-Estupendo? Isso é tudo o que lhe ocorre dizer?
Ela se aproximou mais e lhe acariciou a face.
-Eu também o amo. Com todo meu coração, com todo meu ser, contudo...
Ele não se inteirou do resto da frase, porque ficou apagado por seu beijo.”

“- Hyacinth Bridgerton - disse ele, lhe agarrando a mão - quer se casar comigo?
Ela pestanejou, desconcertada.
-Já lhe disse que sim.
-Sim, mas como disse, não lhe pedi isso pelos motivos corretos. A maioria dos motivos eram corretos, mas não todos.
Ela quis dizer algo, mas lhe engasgaram as palavras, pela emoção. Ele a estava olhando, com seus olhos azuis brilhantes e transparentes a tênue luz das luzes.
-Peço-lhe que se case comigo porque a amo, porque não posso imaginar a vida sem você. Desejo ver seu rosto pela manhã, de noite e cem vezes entre o meio. Desejo envelhecer com você, desejo rir com você, e desejo suspirar ante meus amigos me queixando do mandona que é, sabendo secretamente que sou o homem mais afortunado da cidade.
-O que?
Ele encolheu os ombros.
-Um homem deve guardar as aparências. Todos me detestarão se perceberem como é perfeita.
-Ah.
Como pode discutir isso uma mulher? Então os olhos dele ficaram sérios.
-Desejo que seja minha família. Desejo que seja minha esposa.
Ela simplesmente continuou olhando-o. Ele a olhava com um amor e uma ternura tão evidentes que não sabia o que fazer.
Esse amor parecia rodeá-la, envolvê-la, abraçá-la, e compreendeu que isso era poesia, isso era música. Isso era amor.”
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Flávia Clemente 10/10/2016

"My bonnie lies over the ocean
My bonnie lies over the sea
My bonnie lies over the ocean
So bring back my bonnie to me"

Começaremos essa resenha dizendo que: ALGUÉM SABIA QUE ESSA MÚSICA ERA DE 1800???? A vida inteira ouvi minha mãe cantá-la pra mim e quando vi Gareth St. Clair cantando no livro minha primeira reação foi levantar e sair correndo gritando "MÃE MÃE MÃE OLHA OLHA OLHA!" Ponto pra Julia Quinn!
Que aliás me impressiona absurdamente com sua capacidade de melhorar a cada livro! Eu não sei como isso é possível, mas cada vez que leio me apaixono um pouco mais do que pelo anterior!
Já sabíamos que Hyacinth era uma garota maravilhosa e cheia de respostas prontas, mas quando somamos Gareth, tão cheio de si quanto ela, o resultado é simplesmente perfeito!!! (Uma obs aqui rapidinho que a primeira coisa que me veio a cabeça ao ler o sobrenome de Gareth foi Etiénne St. Claire ~Anna e o Beijo Francês~ e com isso, sem nem conhecer o personagem ainda, Julia Quinn já ganhou mais um pontinho!)
Ah, mais um ponto pra Julia: GARETH TEM CABELO "COMPRIDO" E USA UM RABO DE CAVALO! Mesmo que esse comprido ainda seja curto, tenho uma queda por homem de cabelo grande, então né!
O motivo que faz os dois começarem a se ver com mais frequência é simplesmente genial e prende a curiosidade até a última página (literalmente) do livro! E não podemos esquecer de enfatizar que Lady Danbury roubou a cena várias vezes (mais ainda que em "Os Segredos de Colin Bridgerton") e provou ser a vovó mais amada desse Brasil (ou da Inglaterra de 1800 e pouco, mas tanto faz)!!
Dos 7, esse foi o único livro que me fez ficar com lágrimas nos olhos em uma parte (nem mesmo a morte do marido da Francesca tinha conseguido! ~não é spoiler, porque ta na sinopse de "O Conde Enfeitiçado"~) E olha que tem tempo que eu não choro lendo... mais um pontinho pra Julia!
Não acredito que só falta um livro pra série acabar, já estou com depressão pós série e quero ler sobre a família Bridgerton pra sempre, como faz?
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Estela 22/02/2019

Novo favorito!
Que livro incrível!!! A Hyacinth é simplesmente maravilhosa. Ela cresceu, mas dá pra ver aquela menininha enxerida que conhecemos nos primeiros livros da série. Minha Bridgerton favorita *-* E o Gareth é perfeito pra ela! Um livro com tudo no ponto certo: tem humor, tem drama, tem aventura, tem amor. Favoritado s2

Gareth, sim ou Gareth, não?
Gareth, mais!
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@caixa.postal 24/09/2019

Não é o meu favorito da série, mas ainda assim, eu recomendo!
Hyacinth Bridgerton está em sua quarta temporada, mas não consegue se interessar por nenhum pretendente pois todos a deixam entediada. Inteligente e sempre franca, todos concordam que não existe ninguém igual a ela. Mas, quando ela conhece o misterioso Gareth, neto de Lady Danbury, ela fica surpresa: apesar de sua fama de libertino, ele consegue manter uma conversa e até deixar ela sem palavras, o que é quase impossível.

Um misterioso diário em italiano é o que aproxima os dois... Resta saber se os segredos desse diário irão determinar o futuro deles.

Impossível não se apaixonar por Hyacinth - ela é espirituosa e fala tudo o que pensa. Gareth não fica para trás e o amor que sente pela avó é de deixar o coração saltando.

Um livro engraçado, com muitas aventuras e mistério. Personagens secundários que fizeram a diferença, além de vários bons conselhos. Apesar de não ser o meu favorito da série, recomendo!

site: https://www.instagram.com/caixa.postal/
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Luh 22/06/2019

Eu não esperava esse Final...
Fiquei chateada com esse final... Mais gostei da história desses dois mocinhos... Só esperava outro final... Mais os Bridgertons é Bridgertons né ?
Naminakawa 30/08/2019minha estante
Também odiei o final! Achei ridículo!


Leitorajovem 05/09/2019minha estante
Já leu E viveram felizes para sempre?? pode te reconfortar hahah eu também não esperava esse final, me pegou de surpresa mesmo, fiquei tipo : "é sério isso Julia Quinn?? " mas adorei


Luh 11/09/2019minha estante
Ainda não li , estou lendo o a caminho do altar...
Mais fiquei brava com esse final kkkkk




Luísa Nolasco 09/02/2017

Não consegui escolher um favorito e creio que o do Gregory não será melhor do que esse livro, então...
No conjunto de todas as obras, contando o fator melhor casal, mocinho versus mocinha, e melhor história, creio que me encontrei mais nesse livro.
Estava ansiosa para ler esse pois sabia que Lady Danbury apareceria mais, e como não amá-la?! O amor da Hyacinth e do Gareth por ela me deixou emocionada. E a forma como Violet e Lady Danbury queriam que os dois ficassem juntos foi divertido.
Esse é uma história completa, emocionante e com um toque de diversão que me deixou bem satisfeita.
Me apaixonei pelo casal em si, e por ambos juntos, toda química e o amor que construíram foi uma coisa linda de se ler.
Meu livro favorito, pois teve de tudo um pouco e o casal me deixou muito feliz e ansiosa para ler a cada página.
A busca deles pelo tesouro foi algo que deu um toque diferenciado à história e me deixou realmente empolgada com a aventura que foi ler cada página das loucuras e invasões dos dois.
Simplesmente o melhor (e eu achei que não conseguiria escolher, mas finalmente aconteceu!).
Nesca 09/02/2017minha estante
Do Gregory TB e lindo, esse serie é tudo


Luísa Nolasco 11/02/2017minha estante
Estou lendo o do Gregory, mas confesso que ainda não me conquistou como esse!




Fernanda 27/01/2016

Resenha: Um beijo inesquecível
CONFIRA A RESENHA NO BLOG:

site: http://www.segredosemlivros.com/2016/01/resenha-um-beijo-inesquecivel-julia.html
Faby Dallas 27/01/2016minha estante
Louca pra ler :D




Telma 24/01/2016

DOIS beijos inesquecíveis! ;)
Surtadinhos,
Eu entendo o porque de tanto sucesso!
Julia Quinn sabe contar uma história para as mulheres!
Nesse romance, nossa mocinha é uma mulher doidinha (amei!)... Hyacinth ... Ninguém quer se casar com ela. Ela assusta aos homens com sua astúcia e inteligência, numa época em que as mulheres devem ser delicadas e ...bem... burrinhas!
Ela não é uma modelo da sociedade.
"E era bem provável que vencesse a discussão. Raramente havia um homem - ou mulher - mais espirituoso, articulado ou bom de debate do que Hyacinth Bridgerton. Num raro momento de autorreflexão, imaginou que isso pudesse ter a ver com o motivo pelo qual o número de propostas vinha caindo num ritmo alarmante."
Do outro lado temos Gareth, um mulherengo que aos poucos descobrimos, não é tão cretino assim... ao menos não é apenas cretino. Ele guarda segredos que nos fazem entender parcialmente o comportamento dele, mas....
Ele não é um modelo da sociedade.
"A herança lhe proporcionava uma pequena renda, que financiava um apartamento não muito grande e permitia que Gareth se sustentasse. Não com luxo, mas bem o suficiente para não se sentir um completo vagabundo."
De qualquer forma, não fosse um diário deixado pela avó paterna de Gareth, em italiano e portanto, ininteligível pra ele, eles não teriam ficado tão próximos.
Hyacinth tem boas noções de Italiano e oferece-se para traduzir (ela é curiosíssima - xereta, mesmo) e aos poucos muitas janelas vão se descortinando. (ô vontade de contar o que acontece!!)
Que eles se apaixonam é fato! Imagina a paixão desses dois seres?
"Segunda feira à noite. Nosso herói, que passou grande parte da vida no mais imprudente abandono, está descobrindo como é estranho ser o membro mais sensato da dupla."
Na minha visão houve dois beijos inesquecíveis:
O primeiro plantou dúvidas na cabeça de Gareth e o segundo plantou paixão no coração de ambos. Eu, pessoalmente, queria ter recebido os dois! *suspiro*
O primeiro foi selvagem, bruto... o segundo, foi devagar, sentindo e explorando com suavidade e firmeza... e eu? Eu, pessoalmente, queria ter recebido os dois! *suspiro*
Sim, sim!!!! Gareth é um gostoso!
Os diálogos são divertidos. A avó de Gareth (materna) é uma figura... fala o que vem à cabeça e abusa dos "poderes" da idade.
Esse romance histórico veio em ótima hora! Estava precisando de romance depois do último livro de terror terrível!
Indico a quem gosta de romances com algumas pitadas de veneno (sarcasmo).




PS.: Possíveis erros gramaticais ou ortográficos serão corrigidos em minha releitura

– Gareth? – sussurrou ela.
Hyacinth nunca o chamara pelo primeiro nome.
Agora ele queria tocá-la. Não, queria consumi-la.
Os olhos de Hyacinth se arregalaram quando ele deu um passo em sua direção, reduzindo à metade a distância que os separava. Gareth passou o braço pelas costas dela e, num instante, Hyacinth estava pressionada contra ele.
Seus lábios se encontraram e ele não fez o correto para uma primeira vez. Não foi dócil nem doce. Simplesmente a beijou. Com tudo o que tinha, com todo o desespero que corria por suas veias.
Ele sentiu as mãos de Hyacinth em sua nuca, agarrando-o com todas as forças, e seu coração disparou. Ela o queria. E nunca havia sido beijada, disso ele tinha certeza. Mas estava ávida e excitada. Dava para perceber, pela forma como pressionava o corpo contra o seu, pela forma como agarrava desesperadamente os seus ombros.
– Retribua o meu beijo – murmurou ele.
– Eu estou retribuindo.
Ele se afastou alguns centímetros e disse com um sorriso:
– Vai precisar de uma ou duas aulas. Mas não se preocupe, ficaremos bons nisso.

site: http://surtosliterarios.blogspot.com.br/2016/01/um-beijo-inesquecivel.html
Daiani 24/01/2016minha estante
kkkkkkkkkkk vi minha irmã nessa Haycinth :p


Telma 24/01/2016minha estante
Dai
Acho que sou a própria!
Acho que sou parecida com sua irmã e com Hyacinth!
beijão


Daiani 25/01/2016minha estante
Aiii que delícia.. Duas irmãzinhas!!!


Telma 25/01/2016minha estante
;)




Mikele | @respiropalavras 16/02/2018

O pior da série
Hyacinth é o terror da família Bridgerton. A caçula é audaciosa, muito inteligente e extremamente sincera. Tais atributos vem tornando difícil a busca por um marido, porque, ninguém parece capaz, ou disposto a enfrentar uma mulher como ela.

Ao conhecer Gareth St. Clair, neto de Lady Danbury, Hyacinth encontra pela primeira vez, um homem que não fica desconfortável em sua presença e que sabe respondê-la à altura.

Assim, ela aceita o desafio de traduzir um velho diário de família para ele, sem saber que essa tarefa trará mais desafios do que aparenta.

O perigo de ler séries muito longas é que sempre esperamos mais. Passamos um tempo considerável na companhia de um círculo de personagens, conhecendo seus defeitos, qualidades e acompanhando a jornada de cada um para cumprir seu propósito. Isso gera em nós, expectativas que nem sempre são correspondidas.

Esta leitora estava particularmente interessada e ansiosa para conhecer um pouco mais de Hyacinth Bridgerton. Ela se mostrou uma ótima personagem nos livros anteriores, o que proporcionou uma espera por tê-la como protagonista. Mas ler sua história foi um tanto decepcionante.

Aquela garota determinada e excessivamente franca que vemos durante a série, se tornou irritante em muitos momentos. Parece que a autora jogou fora a fórmula que moldou a personalidade de Hyacinth justamente no seu livro.

Junto com Garret ? que me incomodou de uma forma que não sei explicar ? o romance se tornou sem graça, superficial e pouco convincente. O mocinho não nos toca, e não digo isso de forma sentimental, mas como um todo, foi sem sal.

Ainda bem que temos Lady Danbury como nossa salvadora! As cenas com ela foram ótimas e renderam uma boa dose de humor à história. Mas mesmo ela não pôde fazer a mágica de transformar o livro em algo realmente bom.

'Um Beijo Inesquecível' é o pior livro da série para mim. Depois da maravilha que foi ler 'Um Conde Enfeitiçado', eu esperava algo consideravelmente melhor do quê o que me foi entregue. Isto serve para nos mostrar que até mesmo os nossos autores queridos podem nos decepcionar.
Victoria Lays 16/02/2018minha estante
Tambem cai no golpe como você! kk, eu esperava tanto desse livro, sempre achei a Hyacinth nos primeiros livros uma otima personagem, mas parece que a autora quando escrevia o livro dela nao soube nos passar como realmente era a Hyacinth, eu esperava dela uma personagem totalmente autoritária, e nao consegui ver nada disso. Enfim segue o baie
muitos beijos ?


Mikele | @respiropalavras 17/02/2018minha estante
Esperava algo bem melhor. Uma pena não ter acontecido




Blog MDL 02/07/2016

Hyacinth é uma jovem impetuosa que já passou por várias temporadas na sociedade londrina, mas que nunca conseguiu uma proposta séria de casamento. Nem mesmo quando o seu irmão mais velho aumentou o seu dote. A verdade é que a sua amizade com a senhora Lady Danbury revelou que as duas tinham muita coisa em comum, e sendo ela, a velha mais odiada entre as pessoas por causa de sua língua ferina, não era necessariamente uma surpresa o fato da caçula dos Bridgertons continuar solteira. Hyacinth poderia estar mais incomodada com a situação, mas só em pensar em ter um casamento de fachada com algum paspalho que não entenderia metade das coisas que ela dissesse, a tranquilizava sobre a sua condição. Entretanto, quando ela conhece o neto da duqueza Danbury, as coisas começam a mudar...

Gareth desde muito jovem conheceu o desprezo do seu pai. Por muito tempo ele se perguntou o porquê daquele homem o odiar tanto, mesmo ele tendo o mesmo sangue que ele. E foi a partir desse momento que descobrir que tinha sido fruto de uma aventura extraconjugal de sua mãe, não foi uma surpresa tão grande assim. Disposto a fazer o possível para não ter que recorrer a ajuda do homem que o registrou como filho, ele vive com o mínimo para ser considerado alguém pertencente a alta sociedade. Por sorte ele podia contar com a sua avó, uma mulher de fibra que conseguia fazer o que bem entendesse sem que ninguém lhe dirigisse um olhar sequer enviesado. Mal sabia ele que ao atender um pedido de Lady Danbury, ele teria a oportunidade de conhecer um outro lado da jovem Hyacinth Bridgerton, uma garota insuportavelmente linda e apaixonante.

Nunca iniciei uma resenha de um livro escrito por Julia Quinn sentindo qualquer coisa que não fosse puro êxtase, pois desde a primeira história sua que conheci, acompanhei as subsequentes com maior avidez e deleite. Todavia, isso mudou em "Um Beijo Inesquecível". Não, antes de qualquer coisa devo afirmar que o livro não é horrível, bem como, que eu não o odiei. Mas sim, eu me decepcionei. Tudo começou quando a faísca de empatia pela protagonista não apareceu. Hyacinth é uma jovem decidida e que sabe bem o quer, quando se aproxima de Gareth para ajudá-lo na tradução de um diário da sua avó que era italiana, ela demonstra de várias maneiras o quanto está disposta a fazer com que sua opinião seja ouvida. Ser extremamente decidida não foi o que me deixou reticente com relação a personagem, mas sim a falta de algo a mais em sua personalidade.

Eu queria descobrir algo novo com relação a ela com o decorrer da trama, queria ver como era a sua interação com a sua família, porém, na sucessão de eventos propostos pela autora, eu só conseguia ver uma única faceta de Hyacinth e isso me deixou extremamente chateada. O mesmo aconteceu com o Gareth, pois apesar do seu passado ser bastante nebuloso, não foi alguém que eu pudesse me conectar de modo intenso. Não me emocionei com o seu drama como aconteceu com o Anthony, nem me apaixonei pela sua personalidade como ocorreu com o Benedict, tampouco pelo seu modo de amar como se passou com o Michael. Ele me pareceu um protótipo que não se encaixava em nenhum dos padrões que minha mente aceitava. O que, devo dizer, tornaram as coisas muito mornas e sem graça para mim.

Infelizmente não senti que essa fosse uma história digna para um Bridgerton, pois depois de ler romances de tirar fôlego, acabei "Um Beijo Inesquecível" com aquela sensação de que Quinn poderia ter feito bem mais por e para esses personagens. A história de pano de fundo é bastante interessante, pois com uma joia perdida e um diário por ser traduzido, há alguns momentos de tensão que dão outro tom ao livro. Diante de tudo isso, minha expectativa para conhecer o conto de amor de Gregory diminuiu bastante, ainda mais porque sei que uma má impressão no último volume da série pode e vai fazer com a minha decepção aumente ainda mais. No entanto, não vou sofrer antes do tempo, tentarei esquecer o que senti com essa história e deixarei meu coração livre para o por vir.

site: http://www.mundodoslivros.com/2016/02/resenha-um-beijo-inesquecivel-por-julia.html
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Mariana 08/08/2016

Um dos livros mais leves da série. Gostei mto da Hyancit... com humor ácido, me cativou logo no início. Gareth mto fofo.
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