Legionella

Legionella M. A.Costa




Resenhas - REDENÇÃO


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Fabio 24/01/2015

Um vislumbre do que pode ser
A obra inicia eletrizante! De cara, o leitor é lançado em uma cena de perseguição alucinante em que Peter, o protagonista, é atingido e cai inconsciente. Um ótimo início, mas se trata de um flashback e logo o personagem começa a narrativa de sua vida pessoal ao descrever o lançamento de seu próprio livros de memórias. A trama principal se desenrola em torno da criação de uma superbactéria que está dizimando milhares de pessoas ao redor do mundo, matando seletivamente de acordo com as raças dos infectados. Peter e seus amigos se veem envolvidos em uma perseguição ao redor do mundo para capturar os culpados pela catástrofe e o desfecho dessa trama é alucinante! O livro fecha com um epílogo bombástico que nos dá um gostinho do que virá no volume 2.

Gostei demais da obra e recomendo a todos os fãs de ficção científica. O vocabulário do autor é amplo, o que enriquece o texto e nos tira da enfadonha repetição excessiva de palavras, armadilha na qual muitos escritores iniciantes (e até alguns veteranos) caem. A diagramação, arte final e arte da capa são primorosas e dá gosto ficar foleando o livro para admirar tais qualidades. O texto é fluído e o autor nos presenteia com um belo vislumbre do que pode se tornar o futuro na terra e até fora dela no melhor estilo Isaac Asimov. Um belo brinde à ficção científica nacional!
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clebernetopr 09/12/2014

Boa diversão.
História maneira, com projeção muito interessante de como será o futuro... As descrições dos lugares e coisas dão aquela vontade de ver como um artista as materializaria. Acho que ficaria ótima uma adaptação em HQ. Felizmente o fato de ser "livro 1" não significa que ficamos totalmente sem um fim, pois a trama deste livro termina nele mesmo. Entretanto, o epílogo pro livro 2 é tão impactante que dá raiva ter que esperar não sei quanto tempo pela continuação.
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Milla 06/02/2015

Em Legionella, Peter narra sua história através de um manuscrito escrito por ele em 2562, desde o seu nascimento em 2501, até a sua ascensão como Primeiro-ministro da União Afro-americana em 2570.

Neste futuro, a média de vida dos seres humanos é de 200 anos, graças as pesquisas tecnológicas. Por isso, ocorre então algumas mudanças na sociedade. Por exemplo, a cada 40 anos é possível se reinventar. Casar novamente, obter outra profissão, estudar novos assuntos. Porém, existe o controle de natalidade, que permite cada pessoa ter apenas 2 filhos durante toda a sua vida.

Peter é casado com a Dra. Mirtes Lauvin, apaixonado e decidido a passar o resto de sua vida apenas com uma mulher. Peter nasceu no Arkansas, Estados Unidos. Estudou na Universidade do Brasil, aqui no nosso país, e vive com a esposa em Boa Viagem, no Recife.
A descrição do futuro no Brasil é bastante otimista, natureza preservada, criminalidades combatida e um elevador interplanetário que te leva para a Lua. Peter vai nos introduzindo nesse futuro curioso, com os replicadores de objetos, holo TV, biocomm, robôs de combate e carros voadores.
O mundo está diferente, dá para perceber. As coisas para Peter começam a mudar quando sua esposa é chamada para compor uma equipe de cientistas que estuda a cura de uma doença que vem atacando um grupo especial de seres humanos.

A nova bactéria está matando pessoas, até então, não se sabe como e quem está por trás disso. Peter é então introduzido na investigação, para ajudar a encontrar os responsáveis pela criação da superbactéria Legionella, que está matando seletivamente.

Não posso deixar de falar sobre a arte do livro. A capa é muito bonita, deixa a gente com aquela curiosidade sobre o futuro narrado na história, a evolução da humanidade, arquitetura e tecnologia. Cada capítulo vem com uma capa introdutória, de muito bom gosto. No final do livro ainda há uma página dedicada para cada personagem e a lista com descrição das principais armas.

O livro te prende pela curiosidade. Aquela velha vontade de saber o que vai acontecer depois. Ainda mais no Epílogo, em que a Lua é o foco.




site: http://millafelacio.blogspot.com.br/2015/05/resenha-estrada-da-noite_23.html
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Davi 28/02/2015

Impactante
Uma história fascinante sobre a falta de limites da maldade humana. De uma forma incrível, M.A. Costa tece uma distopia diferente de tudo já visto, pelo menos por mim.
O autor não hesita em expressar sua opinião sobre a humanidade, corrompida pelo preconceito. A mesma, embora em constante e inquestionável evolução, teima sempre em manter seus traços primitivos de crueldade.
Costa nos faz compreender que a guerra nem sempre será aquela brutal, acompanhada da violência física e armamentos pesados. Mas que ela pode ser, como ele mesmo diz, silenciosa. E é justamente o pior tipo de guerra.
Conhecemos um protagonista um pouco fora de seu tempo, e ao mesmo tempo bem engajado nas coisas de sua época. Peter Brose, separado de nós por séculos, sempre se relacionou bem com a natureza e mostrou certo interesse pelas artes de nosso tempo e até as dos tempos mais antigos ainda. Um personagem real que pode muito bem ser eu ou você. Um homem, embora sendo o herói, tem seus defeitos, medos, conflitos internos e dúvidas.
Peter, mesmo que sem intenção, é responsável pelo combate ao Mal, que pairou sobre a população de duas cidades. Agora ele deve liderar uma equipe, que passará por poucas e boas até a paz ser reencontrada.
Quem ainda não leu "Redenção - livro um: Legionella", mal sabe o que está perdendo. Uma aventura única, cativante e que a cada página você se pega boquiaberto. Com um final eletrizante que nos faz repensar bastante e, claro, nos deixa desesperados pela continuação.
Não deixe a chance de lê-lo escapar. Garanta já seu exemplar, e prepare os nervos!
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Raffafust 07/01/2015

Apesar de amar filmes de ficção científica, são raros os livros que leio do gênero. O livro em questão chegou em minhas mãos após conhecer o autor e ir na tarde de lançamento dele, comprei o livro e acabou que a entrevista que faria com ele para o evento do blog foi - digamos assim - adiantada. Achei que seria bacana , como sempre costumo fazer , ler o livro dele a tempo pro evento. Dito e feito, mas não vou mentir que foi fácil para mim a leitura.E não achem que isso é uma crítica negativa, porque é longe disso.
Em Redenção - Livro 1 : Legionella, somos apresentados ao mundo de Peter Brose, logo de cara sabemos que estamos anos a frente de nosso tempo, só a cronologia apresentada logo no primeiro capítulo já informa que fatos importantes aconteceram de 2030 a 2580! Sim, se você pensou " ah, só 15 aninhos..." está redondamente enganado.
Peter é o narrador, ao escrever seu livro de memórias que data de 2562 sua intenção é registrar que o mal não dá tréguas e se apresenta de diversas formas desde que o mundo é mundo. Espanta ver que ele não é um vampiro mas tem aparência jovem conforme relatado em muitas partes aos 127 aninhos! Um garoto já que os homens costumam viver até os 200 anos! Logo ele explica que essa é sua terceira infância, e tudo isso se dá, segundo ele nos explica, porque os cientistas descobriram um jeito de aumentar a expectativa de vida dos humanos. Como todo livro do gênero, me enrolo um bocado para explicar em resenha todos os motivos de casa coisa ter acontecido ou até mesmo todas as datas informadas ao longo das 241 páginas.
A cada 40 anos nesse mundo novo eles se reiventam, se casam novamente, mas só não podem ter muitos filhos, isso como um controle de natalidade fantástico eles só permitem que se tenha com uma das esposas. Peter por amar demais a sua, opta como diz aquela música do Lulu Santos ( " Porque eu só faço com você, só quero com vocè, adivinha o que?") ter somente uma : a Dra Mirtes Lauvin, por quem é loucamente apaixonado .
Nosso protagonista se torna ao longo de sua trajetória o cargo mais importante que poderia ter no mundo político e inexistente no mundo real. Peter é eleito Primeiro Ministro da União afro-americana. No primeiro capítulo sabemos mais sobre seu relacionamento com seus pais e como conheceu a esposa. Poderia ser tudo comum, se não fosse tudo em um futuro distante do que vivemos.
Dentre muitas explicações para entrarmos a fundo no mundo criado pelo autor - e aqui logo aproveito para informar que vale a pena ler o livro com calma pois são muitos detalhes que podem se perder e que são importantes mais a frente - a que acho interessante informar nessa resenha é o significado de Legionella, uma bactéria que começa matando em Nairobi e que logo toma proporções maiores se espalhando para outros lugares. Até então o mundo não vivia mais o medo constante que vivemos hoje, a paz reinava e doenças tinham sido curadas. Até uma reportagem falando sobre a tal bactéria aparecer e ser sabiamente motivo de muita preocupação para o casal.
O que Peter fica sabendo depois é que a tal bactéria não foi algo natural de acontecer, mas sim algo com alvos certos e com previsão de destruição ainda maior do que poderiam imaginar.
Como se voltássemos no tempo dos malucos que achavam que o mundo só merecia ser dos arianos, um grupo tão ruim quanto esse tipo não medirá esforços para deixar somente a raça que querem no mundo. Agindo como se plantassem -mas de outra forma - gigantes campos de concentração onde quisessem, esses lunáticos viram alvo de estudo de Peter, mas será que eles conseguirão o que querem?

Tocando nos assuntos polêmicos de preconceito e ganância e claro, um prato cheio para os meninos com suas sacadas de quem curte o mundo nerd e da ficção, o autor me impressionou positivamente nesse primeiro volume e me deixou com gosto de quero mais, o capítulo final sobre a Lua merece uma atenção e o Continua.... é maldade ;)


site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2015/01/resenha-redencao-livro-um-legionella.html
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ysa 18/02/2015

Um futuro não muito distante,nem mesmo impossivel
Chow Li joga uma pistola pra mim. É assim que começa a história de Peter Brose. Redenção se passa no século 26,onde,como nós já podemos imaginar,a sociedade conta com uma tecnologia muito avançada e a vida humana está bem diferente da que conhecemos. O homem conseguiu chegar a expectativa de vida de 200 anos e espera que logo possa chegar ao infinito. A cada 40 anos podem formar uma nova família,ter um novo emprego,uma nova infância,uma nova vida. Um sociedade totalmente nova, com novas regras,como controle de natalidade onde você só pode ter 2 filhos em toda a sua vida. Conhecemos então o universo complexo de Redenção.

Peter é um cara nerd. Nascido em Arkansas,um típico caipira,com 127 anos é graduado em Investigação Digital e Psicologia Digital pela Universidade do Brasil, e mesmo com a influencia de seu pai para atuar na política,nunca pensou em se envolver em tal área. Nunca até que a Guerra Eugênica surgisse.

"A guerra não era contra países, povos, ou raças. Não era de brancos contra negros ou amarelos contra brancos. Não eram ricos contra pobre nem de partido político A contra partido político B. Era de um grupo genético contra o mundo. Era de quem se achava escolhido na loteria genética contra todos nós. O que fez dessa guerra diferente é que não era uma luta entre países,mas sim entre pessoas diferentes entre si. A guerra era bacteriológica […] uma bactéria que mata seletivamente." - pág.75

Um dia o mundo acorda da paz e o mal ressurge. Um grupo racista manipula uma bactéria,a legionella pneumophila,e consegue matar pessoas seletivamente em menos de 24 hrs. É nesse cenário que Peter se vê envolvido a investigação para achar os culpados desse ato racista e xenofóbico.

Dr. Mirtes,esposa de Peter, é chamada para compor o grupo que estará a procura da cura e de resolver os mistérios ‘químicos’ envolvendo a bactéria,e por ter especialização em investigação digital,Peter é envolvido no caso. O fato é que ele percebe que deverá ir muito fundo se quiser descobrir o que o PPP está fazendo e como está envolvido nessa guerra. Isso acaba colocando o personagem em muitas cenas de ação e perseguição. A pressão de centenas de mortes em menos de 24 hrs leva Brose a se torna muito mais que um investigador digital. Leva ele a fazer coisas que nunca imaginou que faria na vida.

O livro é muito cheio de detalhes. Algo que pessoalmente eu gostei muito foi o fato do autor citar eventos históricos que realmente acontecerão e ao mesmo tempo falar de vários ocorridos futuros,eventos formam parte do universo do Redenção. Todos os fatos são contados muito detalhadamente,explicando exatamente como as coisas chegaram a ser como são no século 26. As evoluções tecnológicas,a possibilidade de um elevador que leva até uma estação espacial,o fato do Brasil ter um dos melhores sistemas de educação e economia do mundo.

Na leitura também podemos conhecer personagens muito interessantes,como Valker Kipsang. Ex -detento, negro,alto,forte e presidente do PPP, Valker será um dos personagens a ter uma importante papel na trama.Sua genialidade e forma de vida pode fazer com que você,mesmo o odiando, admita que ele é um personagem muito forte e interessante.

"Valker Kipsang era um homem mau. Nasceu mau e morreria mau. Conta a história que na juventude ele se gabava de ter inventado 35 maneiras diferentes de matar gatos. Já matou pequenos felinos rodopiando–os no ar pela cauda e atirando–os longe, já matou partindo–lhes a coluna. Já matou fazendo–os de bola de futebol. Foram 35 maneiras diferentes. Cada uma mais cruel que a outra." - pág. 113.

Durante o livro nós temos a possibilidade de dar uma volta pelo mundo. Podemos andar desde Recife até o Quênia,na Africa. São muitos os cenários abordados. Um livro que daria um ótimo filme,por sinal.

Outro ponto muito interessante do livro são os Metrovinos, um povo que conseguiu sobreviver no subterrâneo após um terremoto de escala 8.1 em Xangai. Ali foi criada uma nova sociedade,com novos costumes,com novas regras. Princípios que tiveram de ser mudados para que aquelas pessoas presas a escuridão não morressem. Como essa sociedade sobreviveu e como está ligada ou como será afetada pela bactéria? Fica a questão para vocês descobrirem.

Por fim,gostaria de reforçar que recomendo este livro fortemente. É muito bem escrito e o autor tomou o cuidado necessário para fazer do universo do livro algo o mais real possível. Algo que o leitor possa ver e dizer “Isso pode acontecer!”. Por exato motivo vale salientar que essa bactéria existe,e assim como no livro,pode ser facilmente manipulada.

site: http://wp.me/p48hL7-l1
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Tracinhas 29/02/2016

por Phyreon Thrower
Enredo

O livro começa com uma introdução feita pelo protagonista, um sujeito chamado Peter Brose, onde ele fala sobre o Mal, com maiúscula. Disserta sobre o quão transformador o Mal é e como pode assolar toda uma sociedade. E diz um monte de coisas sobre si: foi a pessoa que enfrentou este Mal; que – sabe-se lá como – acabou virando Primeiro-Ministro, depois Presidente. Tá lá, na introdução. Como uma biografia, aliás, o livro é a biografia do Peter.

Até agora, nada de Brown ou Asimov, mas continuei.

Depois vem uma cronologia. Descobre-se aí que o mundo foi dividido em Três Nações, e temos as datas de quando Peter vira Ministro e Presidente. Tudo bem. A leitura de fato começa em seguida.

Primeira linha, já lamentei a junção de duas coisas que abomino: primeira pessoa e presente do indicativo. O primeiro – e, queria eu, último – livro nessa linha que li foi Jogos Vorazes, e foi uma tortura até me acostumar com a narrativa bem ruim da Catnip.

A cena é de ação. Há um chinês, o Peter, uma S&W (sei sobre as Smith & Wesson por causa da mortal e seu livro de western pulp estranho) e sangue, escadas, tiros… Peter matou um desconhecido e ficou assustado, as balas se chamam balins e há uma descrição dos disparos em onomatopeias desnecessárias. A cena acaba em um cliffhanger e somos puxados para o passado de Peter.

Uma dica minha é: pule daí até o capítulo chamado Primeiros Anos. Nada, absolutamente nada do que foi escrito nos dois primeiros capítulos e metade do terceiro foi usado ao longo da história. É uma descrição enfadonha de o que a Terra se tornou, contando onde Peter nasceu, sua infância, como as pessoas viviam até os 200 anos e os impactos sociais disso, vários aparatos modernos, sua função e como funciona. Voltas e voltas e voltas sem chegar a lugar nenhum, apenas descrição de background: infância, adolescência, perdendo o cabaço na Estação Espacial, faculdade, conhecendo o amor da vida dele, casando, etc, etc, etc.

Li esperando que ele pescasse alguma coisa do passado, e ele fez uma vez. Mas não adiantou de nada, porque quando foi remeter àquela memória, ele explicou tudo de novo – prevendo que o leitor tinha esquecido, o que tornava a narrativa daquele fato lá atrás totalmente… inútil.

Depois, somos apresentados a Mirtes, a esposa brasileira de Peter (ele se mudou para o Brasil, e baba ovo do país, assim como brasileiro baba ovo de coisa estrangeira) e então, finalmente, depois de um monte de coisa inútil, começa a história.

Mirtes é especialista em virologia, e foi convocada para encontrar a solução para o problema com a bactéria legionella, que estava matando milhares de pessoas na África. Cabe dizer que o mundo de Peter é perfeito e cor de rosa. Não há nem fome, nem seca, nem guerras, nem câncer e nem Aids. Tudo é lindo e maravilhoso, todo mundo é rico e feliz. Uma utopia que contradiz imediatamente o subtítulo, mas relevei, pois pensava que a distopia viria.

Plot twist: Nunca veio.

Assim, uma epidemia dessas pegou todo mundo de surpresa, afinal, a legionella não matava há… séculos? Então, todo mundo surtou.

Mirtes foi até a África para pesquisar sobre a bactéria, e logo seu marido também foi, já que ele era investigador digital – obviamente, naquela época, o mundo era mais virtual que físico – e procuraria alguma irregularidade, porque parecia que alguém estava jogando a bactéria na água.

Dito e feito: realmente era uma conspiração. Então Peter vai investigar, e… se estrepa.


Narrativa

… ou quase. Bem, ele não se estrepa. Enfim, você vai ter que ler.

A ideia do livro é ótima, mas a execução falha em vários aspectos.

Primeiro, o narrador troca passado com presente a cada parágrafo. Vai contar uma historinha sobre algo que aconteceu em 1234 a.C, no pretérito perfeito, e aí volta ao presente. Depois, de novo. Isso fica mais óbvio no início do livro, onde tem muita historinha.

Segundo: Por que nos infernos, senhor Peter, você está narrando um livro de MEMÓRIAS no presente do maldito indicativo?! Qual é o sentido em narrar algo que já passou no presente? Me explique, por favor, use a seção de comentários para tal. Não que eu seja hater de narrativa no presente, certo, sou sim, mas há uma justificativa para isso: Suzanne Collins, de Jogos Vorazes, narrava no presente para dar ao leitor o benefício da dúvida: será que Katniss vai morrer? Será que não? Se está no presente, você não tem como ter essa certeza, e foi o fiapo de esperança que me guiou até o fim, para morrer na praia. Mas e no seu caso, Pete? A gente sabe que você não morre, Pete!

Terceiro, não é um thriller. Eu soube na introdução que você, Peter, saiu vivo dali e ainda virou presidente! Você não morre, só apanha, e bem pouco. Cadê a surpresa? Cadê a tensão? Cadê o medo de o cara legal se danar?

Não tem.

Quarto, cacei traços de Asimov e Brown o livro todo, não achei nada, a menos que só falar de futuro utópico, botar homens em Marte e separar a Terra em poucas nações seja se tornar um Asimov.

Quinto, há muita ação, sim, claro, mas não há reviravoltas, não há UM plot twist sequer! Tudo é bem encaminhado, seguindo uma linha reta. Isso deixou a coisa monótona.

Sexto, tem muita historinha. Parou um capítulo na metade para falar dos metrovinos, e quando voltou ao assunto de antes… hã? Do que a gente tava falando, mesmo? Há muitas interrupções para contar histórias paralelas, e a única realmente útil foi a dos metrovinos. Todas as outras são facilmente descartáveis, mas disso eu falo na parte sobre os personagens.

Sétimo, no final, Peter vira primeiro-ministro. Isso não é spoiler algum. Então, ele faz um discurso, que é a melhor parte do livro em quesito de narrativa, e depois começa a falar dos anos seguintes, e continua numa narração ótima, muito melhor que o livro inteiro! Mas aí ele fala… e fala… e fala… e eu já comecei a olhar quantas páginas faltava pra acabar… e continua falando… e narra toda uma história… e aí ele vira presidente.

Que? Como assim? Espera! Ele finaliza sobre Legionella. Depois narra outra aventura (que daria um livro inteiro) e então acaba virando presidente… pensei que fosse um livro para cada problema, mas não. Então, deixa um cliffhanger no fim, chamando ao segundo livro!

Espero que o nome desse segundo seja: A Burrice Dos Homens, porque olha… pena que a faca da censura por spoiler está no meu pescoço, pois eu xingaria em caixa alta aquelas pessoas.

A narrativa não é tão ruim quanto eu dissequei aí em cima. Peter é alegre demais, isso me incomodou, mas é característica dele, meu gosto não importa. O autor usa frases curtas demais. Isso é meio chato. Porque você tem que pausar. Toda hora.

E todos, TODOS os há estão grafados como a.

(Confira a resenha completa em nosso site!)

site: http://jatracei.com/post/140190939112/resenha-136-legionella
Daniel 09/12/2016minha estante
Nossa, concordo contigo q a historia ate a parte primeiros anos é desnecessário, neao tem nada de util, é só um enrola enrola e nada muito chato.




Fernanda 29/03/2015

Olá leitores!

Redenção é o primeiro livro da série de ficção científica do escritor Marcelo Costa. Fique super curiosa para conhecer a trama e hoje a apresentarei para vocês.

A narrativa de Peter Brose, especialista em Investigação Digital e Psicologia Digital, nos transporta para o século XXVI. Peter narra sua história através de um manuscrito, escrito por ele em 2562. Com as descrições de Peter conhecemos um pouco mais a respeito da humanidade do futuro.

Neste futuro, a média de vida dos humanos é 200 anos, isso acontece pela evolução das pesquisas tecnológicas. Porém, podem se reinventar a cada 40 anos. Ter novas profissões, um novo casamento e adquirir novos conhecimentos. Mesmo com a liberdade para reinventar-se, existem regras para essa questão. Regras até criativas, não posso dar spoiler né pessoal.

Peter é casado com a Dra. Mirtes Lauvin, ambos são completamente apaixonados e decidiram que ficariam casados durante a vida toda, não se reinventando para ter outras famílias e outras profissões. Eles vivem no Brasil e as descrições a respeito do país são lindas, afinal, permanece preservado, com a criminalidade combatida, além de ter um elevador que te leva para a Lua.

Quando surge a bactéria Legionella que mata seletivamente, o governo convoca uma equipe de cientistas e estudiosos para descobrirem o que esta acontecendo com seu mundo “perfeito”. A esposa de Peter, Dra. Mirtes é convocada e, consequentemente, ele também. As personagens juntamente com suas equipes são responsáveis por combater o mal que se abate sobre o mundo.


A investigação de Peter e Mirtes inicia-se em Nairóbi, onde já morreram inúmeras pessoas e a sociedade está ficando cada vez mais assombrada. Quando os investigadores são enviados para a China, milhares de pessoas infectadas já vieram a óbito, pois ainda não se conhece uma cura e os infectados morrem dentro de 24 horas.



Em Xangai, eles conhecem os Metrovinos, seres humanos que vivem no subsolo da cidade há mais de 300 anos. Eles são nominados Metrovinos porque viviam nos antigos túneis do metro de Xangai. Em 2108, um terremoto assolou a cidade aprisionando vários sobreviventes debaixo da terra e, como as buscas foram infrutíferas, o metro foi lacrado e essas pessoas jamais retornaram a superfície.

Os Metrovinos vendo que jamais teriam a oportunidade de retomar à superfície criaram sua própria sociedade e regras. Desenvolveram-se diante de suas condições de vida, e transformaram suas características físicas de acordo com suas condições de vida. A falta de sol os tornou sensíveis à luz solar.

A partir do momento que é descoberta a existência dos Metrovinos, a história começa a mudar, porque é onde os racistas e responsáveis pela superbactéria Legionella se escondem. E, partindo desta descoberta, o chefe de policia, Chow Li e Peter precisam da colaboração do porta-voz do Metrovinos, Tie Hao para prenderem os responsáveis por disseminar o preconceito racial.

O quê senti falta no livro foram os diálogos, pois havia apenas as descrições de Peter. As personagens não me conquistaram como esperei. Claro que alguns como Peter e Chow Li tiveram uma maior presença na obra, mas faltou um tempero a mais no texto.

O próximo livro da Trilogia é Ascensão e estou bem curiosa para saber o que vem por aí. E, sobre a estrutura do livro, achei-a muito bonita e com um trabalho incrível!


site: www.amorliterario.com
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Fer Kaczynski 02/04/2015

Surreal!
Gosto bastante quando tenho a oportunidade de ler a nova literatura nacional, raros são os que chamam minha atenção e realmente são bons, em minha opinião. Este é o livro de um parceiro do blog, que com muita honra a querida Mila me enviou, mesmo ficção científica não sendo meu gênero favorito, eu acabo apreciando a leitura.

A criatividade do autor é latente, criou uma realidade para daqui a alguns séculos que eu considero muito interessante, neste livro, as pessoas tem uma expectativa de vida em torno de 200 anos, em meio a evoluções tecnológicas conhecemos Peter Brouse, nosso protagonista norte-americano formado em Psicologia e Investigação Digital e sua esposa Mirtes, médica geneticista. Um dia recebem uma ligação sobre mortes acontecendo em Nairóbi e resolvem ir até lá em busca do que possa estar acontecendo no local.

Leia mais em:

site: http://dailyofbooks.blogspot.com.br/2015/03/resenha-redencao-livro-um-legionella-ma.html
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Bee 19/02/2016

Futurismo, Ex-machina e fusão metamoro
Uma boa história sempre deve ter, além da ótima narrativa, uma base por trás que se proponha a fazer algum questionamento pertinente, seja ele crítico ou filosófico. É o caso, para ficar com exemplos célebres, de Matrix e Equilibrium. O primeiro tem como premissa a alegoria do mito da caverna, de Platão ─ filósofo da antiguidade grega ─ e questiona se o mundo que termos por real, de fato é a realidade. Já o filme protagonizado por Christopher Nolan se aproxima de um cyberpunk, onde todos os cidadãos tem seu papel ─ ou destino ─ pré-definido na sociedade, e repensa a função desnecessária e prejudicial que tem as emoções no cotidiano e no convívio da civilização moderna.

Redenção, de Marcelo Costa, no começo, parece que vai permear um tema marcante dentro de sua história, ainda que aos trancos, meio-forçado, meio-clichê ("O Mal tem muitas faces, é traiçoeiro… Não me refiro ao mal do dia a dia; o mal com m minúsculo. Esse esbarramos em cada esquina. É a inveja, o roubo, a discórdia. Refiro-me aquele Mal que é transformador. Que impacta uma sociedade profundamente e faz as pessoas perderem a inocência; o prazer em viver"). Mas fica só nisso mesmo. O que vem nas páginas seguintes é um misto de “como é o meu tempo”, com imaginações utópicas de tecnologias futuristas (nada errado, a ficção de Marcelo Costa se passa lá pros idos de 2532, onde até mesmo o ensino de qualidade no Brasil se tornara realidade ─ veja aí o nível da utopia).

E mesmo que as descrições do admirável mundo novo não sejam tão desnecessárias ─ para os fans do gênero ─ entram as contradições aqui e acolá, começando pela abordagem da história, que é narrada em primeira pessoa por Peter Brose ─ especialista em psicologia e investigação digital. Não quero me ater muito nos absurdos de algumas cenas tendo em vista todo o aparato de tecnologia do tempo futuro da história (acho que foram duas ou três, lá no climax do livro), para focar no que ficou indiscreto, logo na introdução do livro.

Nela, Peter Brose conta ao leitor quando começou a escrever o manuscrito, que em suma é a própria narrativa de Redenção: legionella (ainda que os livros físicos já tivessem em desuso naquele tempo, vindo a serem substituídos por experiências imersivas de hologramas), porém, o tom, a forma de contar a história, é como se Peter escrevesse para alguém do passado. Daí essa abordagem emendou muitas partes didáticas enfadonhas para descrever acertos políticos da nova era, tecnologias. “Ah, o mundo se organizou em três grandes blocos de países, não haviam mais fronteiras; ah, o vocábulo de países caiu em desuso” (sendo que no momento seguinte ele afirma ter se formado na Universidade do Brasil ─ ??) “Agora temos carne sintética, elevadores até o espaço, a porra-toda...” sendo que isso tudo poderia ser introduzido de maneira muito mais ágil e eficiente se o autor tivesse tocado o “foda-se” para explicar as regras do novo universo, e só tocasse no assunto quando realmente fosse o caso, por exemplo, quando o personagem fosse usar ou falar sobre tal coisa.

Mas tudo bem, já que abordou a história dessa maneira, pensei, vamos em frente. Vamos lá: essas informações vão ser úteis lá na frente. Que nada! A maior expectativa, ou pelo menos umas das, foi quando Peter conta como se formou em Investigação Digital (“um ramo relativamente novo da ciência, não devia ter 400 anos. A premissa principal era que através da tecnologia e da nossa interação com o mundo digital podemos investigar qualquer assunto e identificar origens, motivos, consequências.”). Daí, o mínimo que o leitor pode esperar é que ele realmente usasse dessas ferramentas de investigação digital, que o personagem realmente tivesse um peso importante dentro do desfecho de “capturar/prender os gelaohui ─ que é tipo uma maçonaria atuante na Xangai do futuro, os neguim tem até aperto de mão secreto. Era pra ter um paralelo aqui, algo como a sagacidade criativa de Sherlock Holmes, voltada pra tecnologia.

Nessa parte sim merecia ter descrições didáticas das tecnologias que Peter usaria para rastrear comportamentos, e prever ações futuras dos gelahoui somente analisando os momentos em que estes se utilizavam da rede de computadores, ou qualquer aparelho eletrônico. Não foi nisso que ele se formou? Bosta nenhuma: a única providência que o cara consegue tomar foi achar uns documentos de pesquisa de um geneticista famoso que, provavelmente estaria por trás da causa da legionella (uma bacteria indestrutível que ataca somente certas etnias), convenientemente jogados na mesa de um partido político extrema direita eugenista ─ o PPP. Isso quando a ordem para os membros da seita era se livrar de qualquer prova ou pista que tivesse ligação com o surto de pneumonia seletiva que tomava conta de Nairobi ─ Quenia (os caras se deram ao trabalho de explodir uma fábrica abandonada, mas não conseguem dar descarga em um simples papel circunstancial).

Dado o devido feito, e sem maiores elocubrações na arte da “investigação digital”, parece que o Peter conseguiu, ao final da história, passar de encarregado chefe da perícia, para assessor de confiança da Casa Branca, político, jurista, vice-presidente dos EUA (novamente: sem que existisse mais países ou fronteiras), presidente dos EUA, e primeiro ministro do bloco afro-americano. Ufa, que carreira meteórica pra quem quase não tem participação decisiva nas tretas futuristas.

Antes de voltar a falar do questionamento, ou da falta dele, que Peter Brose se propõe em seu manuscrito, vamos ainda mais críticos para ver que a própria narrativa de Marcelo Costa mistura as ações nos tempos verbais, ora no agora presente, ora no passado, e ainda tem a nova do seu próprio personagem, que está narrando em primeira pessoa, contar o que pensam ou o que sentem as outras pessoas dessa história. É real, acredita: a própria fusão metamoro do narrador em primeira e terceira pessoa.

Redenção 1: legionella, se propõe a revisar, refletir, ou questionar sobre o Mal que tempos em tempos assola a civilização. Deveria ser uma história “sobre a humanidade, lutas e superações. Sobre a esperança de dias melhores”, mas não tem nada disso. Não há descrições de emoções, de desolação, de desesperança no olhar, de alguma perda profunda que se faça sentir, que faça o leitor a fazer paralelos com sua vida, refletir, se envolver naquele universo, que faça ser marcante. Redenção é apenas um thriller. Um thriller, um mero thriller de leitura rápida, conversa simples e ações explosivas. Gostosa de ler, devo dizer: é próprio do tipo, com toda moleza e superficilidade da construção de cenas. E se falam por aí que Redenção não deixa o leitor esperando e começa com cenas eletrizantes, sinta as partes eletrizantes, sem tirar nem por:

“Nisto, avistamos a fábrica da Coca-Cola. Dois carros com homens da Polícia Federal já estão à portão nos aguardando. E…. bummmmmmmm
Uma grande explosão toma conta da fábrica (...)”

“Um por um, todos voltam ao laboratório de mãos vazias. Nada do dr. Mugabi. Até que…
─ Aiiii.
Ouve-se um grito feminio, abafado, vindo do final do corredor. Todos correm em sua direção. Uma moça, uma das faxineiras, corre para fora de um banheiro feminino e soluça(...)”

Isso mesmo que você leu: nada descreve tão perfeitamente quanto uma boa e velha onomatopéia. Eu não sei se o autor subestima a paciência de seus leitores ou se estava com preguiça de escever mesmo, mas enfim, isso é o que tem no livro do que é comparado com o Asimov brasileiro.

Obs: repare que ainda existe essa profissão de faxineira limpando banheiros no moderno complexo de pesquisa no aquifero de Nairobi, quando até a simples casinha no Arnkansas dos pais de Peter, quando criança, era totalmente autolimpante.

Bonus: Os Metrovinos é um caso a parte da história, que veio a ser contada em um livro de contos, separado da trilogia Redenção. Ela conta sobre um terremoto que teve em Xangai, e que separou os sobreviventes da civilização na superfície por longos 400 anos. Mas isso quando todo mundo, naquele tempo, andava com um tipo de adesivo telefone preso no corpo, que usa a temperatura do corpo como bateria, e sinais eletricos do sistema nervoso como antenas de rádio. Aparentemente ninguém se tocou que poderia dar uma ligada pra superficie e dar um “alô, estamos aqui, venham nos resgatar”, preferindo construir uma nova civilização poligâmica nos escombros das estações de metrô de Xangai, na China. A história aparece quase no final do livro, parece quase feita no improviso pra dar o desfecho do livro 1, mas ganhou seu próprio volume à parte.
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Mari 27/04/2015

Esse não é um livro que compraria logo de cara, mas lendo a sinopse e pesquisando um pouco mais acabei me interessando, visto que se trata de um gênero que geralmente não leio: ficção científica. Não porque não gosto, mas entre minhas outras preferências, essa seria um pouco mais distante das demais.

Encontramos aqui uma história do futuro, onde as pessoas tem expectativa de vida bem elevada, por volta de 200 anos. Ele se passa exatamente entre os anos de 2030 e 2580, onde tudo que conhecemos mudou de uma forma bem forte.

Conhecemos Peter Brose, que é a pessoa que está escrevendo um livro de memórias com o ano inicial de 2562, casado com a Dra. Mirtes, que teve uma equipe designada para investigar uma bactéria, a Legionella, que matou milhares de pessoas, pois é muito resistente e difícil de combater - mesmo em um futuro tão avançado. Em determinado momento ela atinge um grupo de pessoas especificamente. Por isso, em paralelo a essa investigação laboratorial, acompanhamos a que é realizada pela segurança nacional, inclusive quem deve estar por trás dessa praga mundial, que a cada minuto está matando mais pessoas.

A cada 40 anos a população se reinventa, como o mundo também. As pessoas podem formar novas famílias, mudar de profissão, ter um novo início, como se nascessem novamente , começando tudo do zero. Só não podem ter mais filhos. Como a população tem certo controle de crescimento, cada família possui apenas um casal de filhos, independente de quantas vezes a pessoa já se casou. Mas Peter não quer isso. Ele escolheu Mirtes e pretende ficar com ela até seu último dia de vida. Dessa forma, já possui certo tempo ao lado de sua amada.

Depois da grande luta em busca de respostas sobre essa misteriosa bactéria, nosso protagonista recebe uma singela homenagem, mas deixando claro que sem sua equipe nada poderia ser descoberto. A partir daí ele é convidado a se tornar parte importante no meio político, chegando a ser eleito como primeiro ministro da união afro americana.

O livro aborda um tema que estudei muito na época do colégio, sobre a extinção de determinada raça, onde naquela época só quem merecia viver era os de raça ariana. Um momento maluco da humanidade que poderá sim ocorrer daqui um tempo, com outra raça.

Foi uma leitura diferente, repleta de imaginação, em que faz o leitor viajar no decorrer da leitura para determinada época, imaginando além do que encontramos neles, como seríamos nesse ano? Onde estaríamos? Diversas perguntas parecidas com essa surgem a todo instante.

Como mencionei, é um livro e tanto, um prato cheio para aqueles que são fãs de ficção cientifica é claro. Mas para aqueles que querem viajar literalmente, também é uma ótima leitura. O trabalho da editora foi caprichado, desde a diagramação como em todos os outros detalhes.

Mais uma grata surpresa nacional. Parabéns ao escritor, que soube colocar certa riqueza de detalhes, sem deixar a leitura cansativa, por criar um mundo tão eletrizante.
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LAPLACE 18/05/2015

Redenção: Legionella - M. A. Costa
Em seu livro de estreia o autor M. A. Costa nos apresenta uma história futurística ousada muito bem construída. Ambientada no século XXVI, a obra traz um amanhã bastante plausível, tendo em vista o caminhar da evolução tecnológica de hoje. Fiquei impressionado com o nível dos detalhes elaborados pelo Costa para compor esse universo.

Como o autor narra, a evolução da humanidade não significa o fim de nossos problemas, e é aí que entra o grande conflito da trama: a busca pela cura da bactéria legionella - bactéria essa que é real e o autor está de parabéns pela incrível pesquisa realizada que fez sobre a mesma - que anda matando incontáveis pessoas. A partir dessa descoberta, Costa nos faz viajar do Brasil à China - e a outras localizações - em uma corrida contra o tempo, uma vez que a nova enfermidade mata suas vítimas em poucas horas.

Essa busca é de tirar o fôlego e angustiante, tendo em vista que quanto mais pistas são descobertas, mais difícil fica de solucionar o problema. Contudo, apesar dessa urgência, o autor não deixa a desejar na ambientação desse universo. Ele descreve minuciosamente tudo, não tem como se perder.

As folhas do livro são amareladas, facilitando a leitura, e de uma textura que nunca vi antes, eu adorei. Elas são mais grossas, o que facilitou bastante na hora de passar para a página seguinte, e isso não tornou a obra mais pesada. A única coisa que senti falta foi de mais diálogos, contudo não considero isso um defeito. Eu amo diálogos, no entanto, tem gente que prefere mais narrativa, então é algo bem pessoal.

Lembrei agora que teve outra coisa que não gostei também: o final. O final é fantástico, e esse é o problema. Se não bastasse a tensão que Costa nos fez passar durante todo o livro, ele finaliza a obra de um jeito tão surpreendente, que é impossível não ficar louco para querer saber o que ocorrerá em seguida. Que venha o segundo volume!
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Thati 25/05/2015

Surpreendente!
Apesar de ser grande fã da trilogia Matrix, nunca me aventurei a ler nada de ficção científica. O motivo, sinceramente, eu não sei. Por sorte, Marcelo Costa lançou "Redenção", que com uma capa linda e uma sinopse instigante, acabou me ganhando. Não sou grande entendendora do gênero e portanto não pretendo falar como tal. Espero, nessa resenha, compartilhar com vocês as diversas sensações que me foram causadas por essa obra.

A história é ambientada no século XXVI e a princípio fui tomada pela sensação de que havia um bom futuro à nossa espera. Todos os povos unidos; indíce de criminalidade cada vez menor; fome praticamente erradicada; parece perfeito, não é? Mas nem tudo é o que parece, caro leitor. Em "Redenção" rapidamente somos tomados pela perversidade do ser humano e da sua necessidade de segregar, comparar, diminuir. Uma bactéria que mata seletivamente é criada e uma verdadeira guerra contra o tempo se instaura no mundo.

Com cenáros fantásticos e experiências totalmente futurísticas, Marcelo nos guia por um mundo completamente novo. O Brasil está presente e foi fantástico imaginá-lo sob uma nova perspectiva. O livro é dividido em cinco partes, sendo elas: introdução & cronologia (que funcionam como uma espécie de apresentação ao universo criado pelo autor) + PARTE UM + PARTE DOIS + PARTE TRÊS + EPÍLOGO. Foi do meio da parte dois em diante que a história me pegou de vez.

A história fica ainda mais interessante e frenética com a descoberta dos Metrovinos, seres humanos sensíveis à luz solar, que vivem no subsolo do antigo metrô de Xangai.

Fiquei aflita e esperançosa com o desenrolar dos acontecimentos. A história é narrada em primeira pessoa por Peter Brose, a quem gostaria de ter conhecido um pouco mais. Ele é um especialista em investigação digital e a cada capítulo nos fornece detalhes descritivos sobre tudo que o cerca, mas senti falta de mergulhar nos seus anseios enquanto ser humano. Não é um ponto ruim, de forma nenhuma, mas sempre que entro em uma história narrada em primeira pessoa, busco criar um pouco mais de intimidade com o protagonista, como se ao final fosse arrebatada pela sensação de tê-lo conhecido por uma vida inteira. Se houvesse mais diálogos ao longo da narrativa, talvez Peter e eu tivéssemos nos tornado grandes amigos.


O livro foi impresso através do "Livros Ilimitados", um site onde você encomenda os exemplares sob demanda. Não posso dizer o que foi trabalho deles ou não, mas posso elogiar alguns pontos, como por exemplo, as folhas do livro. Além de amareladas, elas também são de uma espessura surreal. Quando eu passava de uma página para a outra, sempre tinha a sensação de que as páginas estavam grudadas, mas não, elas são bem grossas mesmo. Além disso, os detalhes internos da impressão essão caprichados.

Aos amantes de ficção científica, aqui vai o meu conselho: não deixem de ler esse livro. Aos que, assim como eu, não estão habituados ao gênero: permitam-se. Vocês não vão se arrepender!

site: http://www.nemteconto.org/#!RESENHA-REDENÇÃO-M-A-COSTA/cmbz/555fbe8e0cf24874175124e2
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desencaixados 14/06/2015

Eletrizante
O livro é narrado pelo nosso incrível e bem construído protagonista Peter Brose, para ser sincero o livro é tipo um caderno de história que Peter já viveu. Ele escreve nesse caderno com o intuito de lembrar-se das coisas boas que já viveu.

Gente eu não irei falar do livro porque estou com um grande medo de soltar uma spoiler. O livro é tão bem escrito que qualquer coisa que eu escrever aqui pode ser uma spoiler.

Eu não gosto de ler ficção cientifica, mas não pude deixar de ler Redenção: livro um: Legionella. O livro é bem escrito e de cara dá para perceber que M. A. Costa estudou bastante para escrever essa maravilhosa história. A leitura do livro pode-se dizer que é saudável para qualquer um, porque assim que eu concluí a leitura percebi que aprendi muito com a história.

Na primeira parte do livro Peter fala sobre sua infância e quando eu comecei a ler essa parte percebi que o autor quis fazer uma crítica. Ele compara a infância das antigas crianças com as crianças de hoje em dia. Mesmo que o livro seja futurista ele consegue encaixar essa crítica perfeitamente para que qualquer pessoa possa perceber. Eu concordo completamente com o escritor porque faz tempo que eu estava questionando sobre as “novas” crianças e depois de ler o livro tirei a conclusão que estou certo kkkk.

Ao passar da história iremos nos encantar com as frases que M. A. Costa deixou para seus leitores em cada parte do livro e tem mais, o designer do livro é perfeito; quanto a capa e os designer da diagramação. Eu fiquei encantado com a qualidade da folha do livro e me encantei mais ainda com um mapa que foi criado para nos ajudar a entender uma certa parte da história.

Enfim, eu recomendo essa obra para todo mundo, mesmo que você não goste de ficção cientifica (como eu) leia, porque vai te fazer bem (lembrando que o livro tem suspense, tragédia e muita ação). Se eu criasse uma tag no blog dos 5 melhores livros que tem uma história bem “inteligente” eu tenho a certeza que Redenção: livro um: Legionella seria o primeiro da lista. Ta esperando o que? Compre agora um exemplar do primeiro livro da trilogia e se encante com a história que M. A. Costa nos conta e, além disso, conheça um pouco mais de Peter Brose, um dos melhores personagens que já conheci.

site: http://desencaixados.blogspot.com.br/2015/06/resenha-redencao-legionella.html
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Bells 02/03/2016

Resenha: Legionella
O livro é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Peter Brose, e é usada uma linguagem formal. O autor também demostra domínio sobre muitos assuntos tanto científicos quanto tecnológicos. O livro é dividido em três partes:

A Parte I fala de como o mundo evoluiu no decorrer dos anos, nos apresentando um novo cenário mundial, tanto na economia quanto nos avanços tecnológicos, na medicina, etc. Essa primeira parte possui informações do novo cenário e também a partes falando da vida pessoal de Peter. Eu não gostei dessa primeira parte, vi nela muitas informações desnecessárias, o que tornou a leitura cansativa e lenta pra mim.

A Parte II nos fala do problema de forma mais aprofundada e de possíveis soluções para poder combater a bactéria Legionella Pneumophila. Um grupo de pessoas especializadas vão trabalhando tanto na investigação, pra descobrir quem são os responsáveis por esta contaminando os cidadãos com a bactéria Legionella Pneumophila, como uma forma de combater a bactéria e a criação de uma vacina para a população. Essa segunda parte é repleta de ação e descobertas relacionadas a bactéria e ao possível grupo que é responsável por tal ato. Essa parte o livro é boa, tem muitas cenas de ação e mistério, algo bem investigativo mesmo. Achei essa parte do livro ótima.

A Parte III esta mais voltada para as descobertas feitas em relação a bactéria, o que torna possível a criação de uma vacina e métodos pra combater a bactéria. Essa parte achei ela ótima até certo ponto, depois vi algumas informações desnecessárias, novamente tornando a leitura lenta.

O livro é bom, mas não é ótimo ou excelente. Pretendo ler a continuação em breve e trago a resenha novamente. Apesar de ter achado a leitura lenta em alguns momentos, o livro é repleto de ação.

site: http://mysecretworldbells.blogspot.com.br/2016/03/resenha-redencao-livro-um-legionella-m.html
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