Pecar e Perdoar

Pecar e Perdoar Leandro Karnal




Resenhas - Pecar e Perdoar


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Marcos 03/05/2019

Deus perdoaria Lúcifer?
Primeiro veio o pecado, depois a ordem.
Karnal fala sobre pecar e perdoar de uma forma bem simples, vindo desde o inicio dos tempos até o mundo atual, partindo da primeira família pecadora, Adão e Eva, até os dias de hoje. A mulher que ouve o diabo, o homem que a segue, o filho assassinado, o filho assassino. A bíblia é um livro sobre transgressões, mortes, mentiras, negações, um livro de proibições conforme os atos. Deus manda matar, alagar, queimar, isso quando o próprio não o faz, hoje em dia tudo isso é pecado, isso torna Deus um pecador? Lendo o livro você vai levantando esses questionamentos.
Se o pecado original veio de Adão e Eva, o que Lúcifer é? Foi invejoso, egoísta, vaidoso, não aceitável que os humanos fossem a criação perfeita demais cheios de falhas, sendo que ele era o primeiro, a luz. Lúcifer começa uma guerra que sabia que ia perder, por puro orgulho, vingança.
Não seria Lúcifer o criador dos pecados originais e não Adão e Eva? Pecamos até em querer nos aproximar da dor de Cristo, que os digam os que se autoflagelam.
Esse livro me fez pensar ainda mais sobre o dilema do ovo e da galinha. Quem veio primeiro, Deus ou o Homem? Quem foi criado a imagem de quem? Tudo é categorizado, para Deus existe perdão parcial ou total, para Cristo tudo pode ser perdoado. Se eu perdoo de coração é bom, se não perdoo verdadeiramente estou pecando ainda mais, ninguém é como Jesus que perdoou até a adúltera, hoje em dia até matamos quem comete adultério, dependendo da região do mundo. Matar é pecado, matar por causa de um pecado não.
Hoje em dia os pecados são outros, os mesmos nomes, milhões de formas distintas de cometê-los.
Perdoar é assumir-se humano, aceitar que também é falho, pecar é humano, perdoar é divino. Será que Deus perdoaria Lúcifer pelos seus atos se ele apenas pedisse perdão?
Na igreja católica funciona, peça perdão pelos seus atos ao padre, não precisa pedir para quem você ofendeu, ao padre já basta para você ter sua redenção e um lugar no céu.

As falhas da fé, da religião, de Deus.
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Kaique.Nunes 25/03/2019

Neste livro o autor aborda os 7 pecados capitais para falar sobre o ser humano. Karnal é um ateu, então essa não é uma obra religiosa, apesar disso Karnal mostra o quanto a civilização está fundada na concepção judaico-cristã. Este livro tem uma próximidade com o livro de Luiz Felipe Pondé, Os Dez Mandamentos (+ um). Por mais que a estrutura e a escrita sejam diferentes, existe uma consonância quanto ao conteúdo. A diferença na escrita está no fato de que Pondé adere uma abordagem aforismática, ou seja, é uma escrita bem sucinta e que geralmente não te dá todas as respostas, são incitações.

Os capítulos do livro do Karnal são divididos em relação aos pecados (em sua grande maioria), porém, seria inevitável que ele não comentasse sobre os mandamentos. Enquanto os capítulos do Pondé são divididos em relação aos mandamentos, e da mesma forma seria inevitável que não falasse sobre os mandamentos. Desta forma são simplesmente complementares, indico até que sejam lidos juntos.

O maior motivo para a leitura conjunta desses autores seria o benefício de se ver que, até mesmo duas personalidades conhecidas com posições políticas tão diferentes, uma hora ou outra podem concordar com algo. Creio que essa atitude seja positiva para qualquer um, independentemente de sua posição.

As reflexões mais memoráveis são entorno do orgulho e da inveja. Mas nem tudo é sobre pecado, o grande protagonista deste livro é a “natureza humana” (lembrando que o autor é ateu), e não poderia faltar o aspecto mais admirável que é o conceito de perdão. Perdoar é uma das coisas mais difíceis de se fazer no mundo. Como diria Chesterton “perdoar significa perdoar o imperdoável, do contrário não seria virtude”.


site: https://www.instagram.com/kaiquekhan/
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Didi 02/01/2019

Pecar e perdoar.
Muito bom para vermos que tudo é relativo e que ainda somos muito influenciados pelos dogmas religiosos, principalmente católicos. A culpa muitas vezes é uma criação histórica -cultural, insuflada nas mentes dos cidadãos, como instrumento de manobra para um comportamento políticamente correto, que atende aos anseios dos poderosos.
Angelo 16/02/2019minha estante
Boa análise




Diego.Fernandes 28/10/2018

Perdoar é mais do que perdoar é segurar a cruz junto.
Perdoar é mais do que perdoar é segurar a cruz junto.
Vi muitas paisagens, muitas fotos femininas, porem o retrato da realidade da civilização desvelado por este livro foi o que mais prazer e comoção me trouxeram.
Apenas acredito que a palavra pecar não deva ser tão importante na vida das pessoas.
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Karine 25/10/2018

Pesquisar e Peregrinar
Novamente, Leandro Karnal nos surpreende abordando temas um tanto polêmicos e cotidianos, mas necessários de se destacar e repensar.

A nova edição traz a obra de Bosch: Os Sete Pecados Mortais e as Quatro Últimas Coisas. Esta, é citada no livro pois é justamente o tema central: os pecados capitais, como se apresentam e suas consequências.

Ao longo do livro ele relaciona fatos até mesmo de sua vida pessoal (e a nossa), com conceitos filosóficos, históricos e religiosos, fazendo menção de obras de arte, filmes, livros como a Bíblia e o Torá principalmente. Justificando assim, ações que cometemos sem perceber ou questionar e quem sabe até reverter comportamentos.

Quem tem costume de assistir suas palestras se lembrará de muitos acontecimentos que ele cita com a mesma forma ácida e digamos que até engraçada.
Não é um livro pra se ler em 3 dias. Parei muitas vezes pra pesquisar várias coisas e aprendi bastante. Adorei e recomendo.

TWITTER --- Me segue lá =D
https://twitter.com/kah_fields
Diego.Fernandes 28/10/2018minha estante
realmente é engraçado e provocador, compartilho da sua admiração.




neudsonpenha 30/07/2018

O que falar de Leandro Karnal?... A sua escrita fala por si.
Este livro traz um percurso da reflexão contemporâneas das relações cotidianas de pecar e perdoar.

"VIVER É ACUMULAR CONTRATEMPOS"
.
Mas não é um livro religioso, apesar do tema. Contraditório ou não é mais Sociológico, antropológico e psicológico...histórico.
.
🖊"ORGULHO VIROU AUTOESTIMA; AVAREZA FOI TRANSFORMADA EM PRUDÊNCIA FINANCEIRA; A GULA É O COMBATE À ANOREXIA"

...E não é autoajuda, apesar que nos faz pensar em nossas atitudes e da importância de nossas ações a luz do "divino" ou do "humano"...Tudo é vaidade!

5° livro do ano e como já se é de esperar: RECOMENDAÇÃO TOTAL!!!

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Umberto Vicente 06/04/2018

Livro ótimo!
Nesse livro, Leandro Karnal disserta muito bem sobre cada pecado, nos mostra situações na Bíblia na qual pessoas pecam. Isso é normal, pois todos nós cometemos deslizes com nossa vaidade, até mesmo ao dizermos que somos virtuosos.

"Pecar e Perdoar" nos faz pensar muito sobre nosso "eu", despindo-nos diante de nós mesmos. O autor retrata de forma descontraída isso tudo, interagindo muito com o leitor.

Karnal também nos mostra como invertemos valores, comparando-os com épocas antigas e hoje em dia. Como a veneração do divino foi trocada pela veneração do palpável, concreto.

Ótimo livro para você que quer se auto conhecer mais, e a partir daí se questionar, se melhorar (isso se eu ego não te inflar dizendo que você é suficientemente bom e não precisa se melhorar, rsrs).

Recomendadíssimo!
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Saulo Santos 25/12/2017

Incentivo à reflexão
Ótimo livro, escrito de forma clara, o conteúdo é bem explicado e incentiva o leitor a reflexão. Um livro que merece ser lido mais de uma vez , pois sempre tem algo a se pensar.
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Juliana 22/12/2017

São vários os pecados, mas o perdão é um só.
Leandro Karnal, historiador e professor da UNICAMP, escreveu um livro brilhante! À primeira vista parece um livro dificil, mas é uma linguagem direta e o livro flui facilmente, ao mesmo tempo em que informa, provoca e explica como o pensamento e a civilização atual estão embasados na Bíblia (antigo testamento e Evangelhos). Não é um livro religioso. Fala sobre os 7 pecados capitais e sobre o perdão, sobre como convivemos com isso todos os dias e todas as horas, afinal, somos todos humanos.
"Inveja com orgulho, mentira e máscaras: é a combinação poderosamente humana." "Perdoar é só reconhecer a humanidade do pecador, nunca é uma defesa do pecado." Ps: foto da capa: a obra "Os sete pecados capitais e as quatro últimas coisas", de Hieronymus Bosch (El Bosco).
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José 16/09/2017

Um grande pensador
Muito bom. A erudição de Karnal é impressionante. Apesar do ateísmo e de algumas provocações heréticas, o livro é possível para crentes (meu caso). E vale a pena. O leitor termina a obra com mais uns trinta livros e uns vinte filmes na lista, em razão das referências.
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Claudio 30/07/2017

Surpresa! Minha forma de pensar não tem nada de excepcional!
Não sei bem por onde começar. Esse livro mexeu comigo, de verdade. O que, a princípio, pensei ser um estudo sobre o deus cristão (ou o seu conceito) em diferentes tempos, virou-me uma profunda análise sobre a estrutura do pensamento ocidental.

E, surpresa, minha forma de pensar não tem nada de excepcional. Grande descoberta! Claro que já sabia disso, mas Karnal foi expondo essa verdade página por página e não deixou dúvidas em aberto. Com os argumentos tão bem estruturados, fica claro o quanto nosso modo de viver é permeado pelo pensamento religioso e, na nossa ânsia por independência, nos damos conta disso? Eu não dava...
. "A crença no trabalho como redentor, na preguiça como pecado, no poder do indivíduo definir por completo sua vida, no controle cada vez maior do que se come e como se come, na busca desesperada do corpo perfeito, no anseio de ser popular nas redes sociais e tantas outras: em tudo parece existir uma metafísica do indivíduo, uma teologia da solidão ou uma busca de além no além.
A alma perdeu-se um pouco como horizonte e o corpo tenta ocupar novos espaços vazios. O bem-estar físico passou a ser o templo do bem-estar, a vitrina do narciso e a casca de um mundo que não tem outra coisa além dela"

Não sou ateu, mas também não me preocupo com deus. Ao terminar a leitura me senti mais propenso a procurar deus, e isso é estranho para mim. Não foi a intenção do autor, o livro não se propõe a isso, não é um livro religioso - nem passa perto -, mas foi o resultado que me coube. Curioso, não?

Talvez alguém religioso leia este livro e termine com uma impressão completamente diferente da minha, ou talvez não. Leia aí e me diga!
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Jhonatan.Ferreira 21/06/2017

Complexidade dos Seres
De inicio já se nota o quão interessante é o livro, o titulo em si, a imagem da serpente, tudo instiga a leitura, o autor é excepcional na sua perspectiva sobre o conteúdo. Te dá mais uma visão sobre a infinidade de pontos de vistas diferente, que oscilam entre querer ou não acreditar em algo superior, as mudanças históricas que ocorreram ao longo do tempo, que nos faz ser, e identifica o porquê de quem somos. É uma leitura extraordinária vale uma reflexão a cada capitulo, é um livro variável, oque você absorveu hoje, amanhã pode ser diferente, tente capturar nessas linhas o que pode te fazer melhor, e refletir sobre você e o próximo, pecar e perdoar.
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Buonavivi 30/04/2017

Excelente
Explanações sobre a relação entre comportamentos humanos e preceitos católicos, muito bem argumentado. Excelente, porém, para ser bem aproveitado, precisa ser lido aos poucos.
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Arca Literária 26/02/2017

resenha disponivel a partir do dia 10/03 no link http://www.arcaliteraria.com.br/pecar-e-perdoar-leandro-karnal/

site: http://www.arcaliteraria.com.br/pecar-e-perdoar-leandro-karnal/
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Luiza 15/02/2017

"Estamos melhor do que Adão e Eva"...
Leandro Karnal é um escritor e filósofo brilhante!
O livro vale cada parágrafo! Ele instiga, provoca, emociona, diverte, aprofunda-se, amplia-se e retorna para o centro da questão, com uma riqueza de referências a diversas manifestações humanas: literatura, arte, música, comportamentos... O professor providencia "links" entre o passado remoto, o ontem e o hoje de maneira surpreendente.
Conheci um pouco do trabalho do professor através do programa "Café Filosófico". Encantei-me de imediato, suas palestras são muito envolventes! E após a leitura desta obra, posso afirmar que o carisma de Karnal é enorme não apenas "ao vivo", mas também no estilo inconfundível em que escreve.
Professor Leandro, o senhor ganhou mais uma fã. Porém, fique tranquilo, não pedirei foto nem autógrafo se encontrá-lo pessoalmente (Mas saiba que estarei morrendo de vontade de fazê-lo...) 😄
Em tempo, eu verdadeiramente ADORO a maneira com que Karnal descreve certas passagens da Bíblia, resgatando informações menos evidentes, impopulares e até desconhecidas.
Faz bem à alma ler e ouvir esse Brilhante Professor.
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