Pecar e Perdoar

Pecar e Perdoar Leandro Karnal




Resenhas - Pecar e Perdoar


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Arca Literária 26/02/2017

resenha disponivel a partir do dia 10/03 no link http://www.arcaliteraria.com.br/pecar-e-perdoar-leandro-karnal/

site: http://www.arcaliteraria.com.br/pecar-e-perdoar-leandro-karnal/
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Kaique.Nunes 25/03/2019

Neste livro o autor aborda os 7 pecados capitais para falar sobre o ser humano. Karnal é um ateu, então essa não é uma obra religiosa, apesar disso Karnal mostra o quanto a civilização está fundada na concepção judaico-cristã. Este livro tem uma próximidade com o livro de Luiz Felipe Pondé, Os Dez Mandamentos (+ um). Por mais que a estrutura e a escrita sejam diferentes, existe uma consonância quanto ao conteúdo. A diferença na escrita está no fato de que Pondé adere uma abordagem aforismática, ou seja, é uma escrita bem sucinta e que geralmente não te dá todas as respostas, são incitações.

Os capítulos do livro do Karnal são divididos em relação aos pecados (em sua grande maioria), porém, seria inevitável que ele não comentasse sobre os mandamentos. Enquanto os capítulos do Pondé são divididos em relação aos mandamentos, e da mesma forma seria inevitável que não falasse sobre os mandamentos. Desta forma são simplesmente complementares, indico até que sejam lidos juntos.

O maior motivo para a leitura conjunta desses autores seria o benefício de se ver que, até mesmo duas personalidades conhecidas com posições políticas tão diferentes, uma hora ou outra podem concordar com algo. Creio que essa atitude seja positiva para qualquer um, independentemente de sua posição.

As reflexões mais memoráveis são entorno do orgulho e da inveja. Mas nem tudo é sobre pecado, o grande protagonista deste livro é a “natureza humana” (lembrando que o autor é ateu), e não poderia faltar o aspecto mais admirável que é o conceito de perdão. Perdoar é uma das coisas mais difíceis de se fazer no mundo. Como diria Chesterton “perdoar significa perdoar o imperdoável, do contrário não seria virtude”.


site: https://www.instagram.com/kaiquekhan/
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Umberto Vicente 06/04/2018

Livro ótimo!
Nesse livro, Leandro Karnal disserta muito bem sobre cada pecado, nos mostra situações na Bíblia na qual pessoas pecam. Isso é normal, pois todos nós cometemos deslizes com nossa vaidade, até mesmo ao dizermos que somos virtuosos.

"Pecar e Perdoar" nos faz pensar muito sobre nosso "eu", despindo-nos diante de nós mesmos. O autor retrata de forma descontraída isso tudo, interagindo muito com o leitor.

Karnal também nos mostra como invertemos valores, comparando-os com épocas antigas e hoje em dia. Como a veneração do divino foi trocada pela veneração do palpável, concreto.

Ótimo livro para você que quer se auto conhecer mais, e a partir daí se questionar, se melhorar (isso se eu ego não te inflar dizendo que você é suficientemente bom e não precisa se melhorar, rsrs).

Recomendadíssimo!
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Renato 10/02/2017

Leitura imprescendível
Alguns livros nos chamam atenção pelo título. Alguns outros pela capa e há os que nos interessam pelo autor. “Pecar e Perdoar – Deus e o homem na historia” atraiu-me pelas três coisas mencionadas anteriormente. Depois de tentar adquiri-lo durante alguns meses sem sucesso, finalmente pude compra-lo. A obra saiu pela Editora Harper Collins Brasil em 2015. Tem 204 páginas e a autoria do professor Leandro Karnal.

A experiência humana recebe fortes influências dos preceitos religiosos. Independente de crenças ou não crenças, somos todos em algum momento, movidos, influenciados por alguma exortação, algum ensinamento, alguma regra extraída das Escrituras Sagradas. Três grandes vertentes da fé (judaísmo, cristianismo e islamismo) embasam quase todo comportamento moderno.

De forma lúcida, coerente, inteligente, com pitadas de humor e linguagem acessível, características marcantes das palestras e livros do autor, Karnal se utiliza de textos e personagens bíblicos, acessando alguns outros personagens e fatos da historia para falar sobre os sete pecados capitais e a experiência humana do desvio da norma e do restabelecimento da confiança.

Nos nove capítulos presentes no livro veremos discussões tais como: os atributos divinos de justiça e misericórdia; perdão e misericórdia devem sobrepujar a regra; regras inseridas num contexto histórico e ausência de verdades atemporais; o controle do corpo; a consciência do erro é a condição do perdão; existe pecado grande e pecado pequeno, e automaticamente perdão na mesma proporção?. Na parte final Karnal traz uma reflexão extremamente interessante sobre amor e perdão, trazendo como um das ilustrações um caso particular seu.

No início o escritor fala da sua dificuldade em aceitar o desafio de produzir a obra pelo fato de não ser uma pessoa religiosa. Acredito que exatamente por isso foi capaz de realizar algo tão imparcial, sem ofender nem agredir a fé, ou a ausência dela. É possível que os radicais “demonizem” este livro. Perderão a chance de serem confrontados com as suas “verdades”.
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Juliana 22/12/2017

São vários os pecados, mas o perdão é um só.
Leandro Karnal, historiador e professor da UNICAMP, escreveu um livro brilhante! À primeira vista parece um livro dificil, mas é uma linguagem direta e o livro flui facilmente, ao mesmo tempo em que informa, provoca e explica como o pensamento e a civilização atual estão embasados na Bíblia (antigo testamento e Evangelhos). Não é um livro religioso. Fala sobre os 7 pecados capitais e sobre o perdão, sobre como convivemos com isso todos os dias e todas as horas, afinal, somos todos humanos.
"Inveja com orgulho, mentira e máscaras: é a combinação poderosamente humana." "Perdoar é só reconhecer a humanidade do pecador, nunca é uma defesa do pecado." Ps: foto da capa: a obra "Os sete pecados capitais e as quatro últimas coisas", de Hieronymus Bosch (El Bosco).
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Luiza 15/02/2017

"Estamos melhor do que Adão e Eva"...
Leandro Karnal é um escritor e filósofo brilhante!
O livro vale cada parágrafo! Ele instiga, provoca, emociona, diverte, aprofunda-se, amplia-se e retorna para o centro da questão, com uma riqueza de referências a diversas manifestações humanas: literatura, arte, música, comportamentos... O professor providencia "links" entre o passado remoto, o ontem e o hoje de maneira surpreendente.
Conheci um pouco do trabalho do professor através do programa "Café Filosófico". Encantei-me de imediato, suas palestras são muito envolventes! E após a leitura desta obra, posso afirmar que o carisma de Karnal é enorme não apenas "ao vivo", mas também no estilo inconfundível em que escreve.
Professor Leandro, o senhor ganhou mais uma fã. Porém, fique tranquilo, não pedirei foto nem autógrafo se encontrá-lo pessoalmente (Mas saiba que estarei morrendo de vontade de fazê-lo...) 😄
Em tempo, eu verdadeiramente ADORO a maneira com que Karnal descreve certas passagens da Bíblia, resgatando informações menos evidentes, impopulares e até desconhecidas.
Faz bem à alma ler e ouvir esse Brilhante Professor.
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Didi 02/01/2019

Pecar e perdoar.
Muito bom para vermos que tudo é relativo e que ainda somos muito influenciados pelos dogmas religiosos, principalmente católicos. A culpa muitas vezes é uma criação histórica -cultural, insuflada nas mentes dos cidadãos, como instrumento de manobra para um comportamento políticamente correto, que atende aos anseios dos poderosos.


Claudio 30/07/2017

Surpresa! Minha forma de pensar não tem nada de excepcional!
Não sei bem por onde começar. Esse livro mexeu comigo, de verdade. O que, a princípio, pensei ser um estudo sobre o deus cristão (ou o seu conceito) em diferentes tempos, virou-me uma profunda análise sobre a estrutura do pensamento ocidental.

E, surpresa, minha forma de pensar não tem nada de excepcional. Grande descoberta! Claro que já sabia disso, mas Karnal foi expondo essa verdade página por página e não deixou dúvidas em aberto. Com os argumentos tão bem estruturados, fica claro o quanto nosso modo de viver é permeado pelo pensamento religioso e, na nossa ânsia por independência, nos damos conta disso? Eu não dava...
. "A crença no trabalho como redentor, na preguiça como pecado, no poder do indivíduo definir por completo sua vida, no controle cada vez maior do que se come e como se come, na busca desesperada do corpo perfeito, no anseio de ser popular nas redes sociais e tantas outras: em tudo parece existir uma metafísica do indivíduo, uma teologia da solidão ou uma busca de além no além.
A alma perdeu-se um pouco como horizonte e o corpo tenta ocupar novos espaços vazios. O bem-estar físico passou a ser o templo do bem-estar, a vitrina do narciso e a casca de um mundo que não tem outra coisa além dela"

Não sou ateu, mas também não me preocupo com deus. Ao terminar a leitura me senti mais propenso a procurar deus, e isso é estranho para mim. Não foi a intenção do autor, o livro não se propõe a isso, não é um livro religioso - nem passa perto -, mas foi o resultado que me coube. Curioso, não?

Talvez alguém religioso leia este livro e termine com uma impressão completamente diferente da minha, ou talvez não. Leia aí e me diga!
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Diego.Fernandes 28/10/2018

Perdoar é mais do que perdoar é segurar a cruz junto.
Perdoar é mais do que perdoar é segurar a cruz junto.
Vi muitas paisagens, muitas fotos femininas, porem o retrato da realidade da civilização desvelado por este livro foi o que mais prazer e comoção me trouxeram.
Apenas acredito que a palavra pecar não deva ser tão importante na vida das pessoas.
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