Sniper Americano

Sniper Americano Chris Kyle...




Resenhas - Sniper Americano


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Rafa 27/01/2015

Sniper Americano
Uma biografia perturbadora e ao mesmo tempo intensa e agressiva, através das palavras o ex Navy Seal Chris Kyle relata nos mínimos detalhes tudo que ele viveu dentro das forças armadas.

O leitor vai poder conferir o filme que vai lançar em breve nos cinemas com Bradley Cooper fazendo o papel principal do atirador de elite Chris Kyle.

Intrinseca foi nota dez no trabalho de produção do livro, com bons espaçamentos e tamanho de fonte apropriado para dar uma sensação agradável durante a leitura. Kyle possui uma escrita bem tranquila, apesar de ter muitos palavrões e jargões utilizados nas forças armadas. O autor nos mostra toda sua trajetória até se tornar o mais letal atirador de elite dos EUA que tem em seu currículo mais de 150 mortes confirmados.

O livro também mostra o depoimento da esposa de Chris e nessa parte notamos os altos e baixos de uma família do qual o homem da casa está em campo de batalha ao invés de estar junto com sua família.

Chris procura nos passar tudo sobre o meio militar, o passo a passo para chegar na tropa de elite dos EUA os Navys Seals, o livo é recheado de fotos pessoais e até mesmo no campo de batalha. O leitor vai encontrar relatos fortes e perturbadores com o cenário da Guerra como plano de fundo.

site: http://www.livreando.com.br/2015/01/resenha-sniper-americano.html
Cris 28/01/2015minha estante
Estou bem curiosa com este livro :)


Rafa 28/01/2015minha estante
Recomendo Cris!




Thiago.Reys 26/02/2015

Sniper americano
Livro totalmente pró guerra! Um militar escroto em q acredita q a guerra é um jogo de video game.
Nao da pra negar q o cara foi absurdamente foda, o melhor sniper do exercito americano, mas o desenrolar do livro é tao futil e fragil q vc se cansa dos argumentos vazios.
Larissa 26/02/2015minha estante
Concordo em gênero, numero e grau.
Queria desistir quando ainda estava na página 20.
Só terminei pra compensar o dinheiro que foi gasto.
O patriotismo e a superioridade excessiva acaba desestimulando a leitura e por fim você perde o foco principal do livro.


NORONHA 21/03/2015minha estante
Também concordo plenamente. O cara fala abertamente que adora matar e tal. Achei ele meio psicopata. Fora esse patriotismo que enjoa.


vinicius aquino 17/04/2015minha estante
Porem se tivéssemos metade do patriotismo que o norte americano tem nosso pais não estaria nestas condições


SERGIO 15/06/2015minha estante
Eu assisti filme, e gostei d+. Vou procurar ler o livro. No entanto, lendo alguma resenhas e comentários, me chamou a atenção quando falam que é um psicopata e gosta de matar......pelo filme mostra ao contrário do comentam. Ele se sentiu muito mal ao matar uma criança, e sendo sua primeira morte. Ele ainda poderia ter matado mais uma criança, porém, com a frieza, esperou o momento certo e não foi preciso atirar.

Como já comentaram, se tivessemos metade do patriotismo que os norte amiricanos tem, nosso pais estava em uma situação melhor.


brubaptista 31/07/2015minha estante
É claro que são pontos de vista diferentes e é claro que só sabemos a versão dele dos fatos. Mas se analisarmos tudo o que ele diz, podemos afirmar que as mortes que causou evitou muitas outras mortes. Não concordo com muitas atitudes dele, principalmente a nível familiar, mas no que diz à guerra é complicado julgar, pois a partir do momento em que está lá ou você mata ou morre. E ele realmente era patriota e acreditava estar fazendo algo pelo seu país. Para nós é muito estranho ver isso porque quase ninguém é patriota nesse nível aqui. Apesar dele ver a guerra como um meio sim de se ajustar as coisas, eu vi mais como um relato do que acontecia e de como as pessoas agem e se sentem estando na guerra do que como um livro pró guerra e pró mortes.




Henrique 09/03/2015

Ruim
Não gostei do livro, porque é um livro:
a) muito repetitivo (as incursões são descritas sempre da mesma forma);
b) não conta com rigor cronológico;
c) ufanista;
d) com permeado arrogância e prepotência.

O que deu pra tirar de bom no livro, no meu caso, foi:
a) ter se familiarizado com termos militares,
b) ter conhecido algumas armas usadas pelos militares;
c) ter conhecido algumas das estratégias de guerra usadas.

Recomendo a leitura deste livro a quem:
a) tem disposição para ficar lendo a velha visão norte-americana de "nós" e o resto;
b) compactua com a visão política conservadora, tradicional, que acredita que a guerra é o meio eficaz para propagar valores democráticos reais e não meramente formais; ou
c) quer simplesmente conhecer o relato de um atirador de elite e sua participação na guerra.

No mais, livro dispensável.
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Acácia 19/03/2015

O livro é muitoooooooooo bom. Não curto muito o gênero, mas depois que vi o trailer do filme (que não vi ainda) a história me chamou a atenção. Ele foi muito detalhista, o que te prende do inicio ao fim. Alterna com alguns trechos de sua esposa. Da pra sentir a aflição dela e o amor dele pelo que faz. Super indico!!
Vanessa 30/07/2015minha estante
Concordo plenamente!

Também não curto muito o gênero, mas o livro é sensacional!
Conseguimos sentir a dor de sua esposa ao relatar a falta que o marido faz pra ela, e os detalhes que Chris conta faz a gente admirar o patriotismo que alguns soldados têm pelo seu país.

Eu vi o filme quando acabei de ler o livro e sinceramente fiquei muito decepcionada. Não condiz realmente com os relatos do livro e até distorce um pouco a imagem do Chris.

Enfim, o livro é ótimo e indico a todos!!!!!!!!!!




Patty 13/03/2015

Intenso
É uma leitura "pesada" onde Chris detalha desde armamentos usados pelo exército americano, bem como seu treinamento para se tornar um Seal e até fatos da guerra do Iraque.
Porém, é interessante ver como o patriotismo e o companheirismo são fortes não só entre os atiradores de elite como em todos os soldados quando estão no campo de guerra.
Não foi a toa que Chris se tornou o maior atirador de elite americano (o mais letal pelo menos), a final. ser um militar foi algo que ele sonhou a vida toda e desde criança gostou de armas! Mas a guerra sempre cobra seu preço (muitas vezes alto) na vida pessoal e com Chris não foi diferente.
Nas passagens escritas por sua esposa, percebemos bem como o combate o afetou psicologicamente e baqueou o seu casamento.
Para quem quer ter uma visão americana da guerra no Iraque, com certeza não pode deixar de ler esse livro!
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Raffafust 12/02/2015

Não é o primeiro livro que li sobre os SEALS ( termo utilizado para a principal força de operações da Marinha Americana. SE ( sea-mar) A ( air-ar) L ( land- terra) .Quando Chris Kyle nos apresenta sua história - o livro é em primeira pessoa mas tem muitos trechos da esposa dele nos contando sua visão das coisas, Taya narra praticamente sua visão na mesma época que ele conta determinados fatos - entramos de cabeça na mente de um homem que colocou defender a pátria, nesse caso os Estados Unidos, em primeiro lugar. Todos sabemos como os americanos são patriotas, mas Kyle era ao extremo. No início ele é um adolescente e jovem comum, vive no Texas com sua família, ajuda com cavalos e gados e segue estudando, mas não foi de uma hora para outra que quis se alistar, no entanto, para alegrar a mãe ainda cursou alguns anos da faculdade em Gestão Agrícola. No meio tempo ele cuidava de uma outra fazenda, e sempre se sentiu melhor no meio de animais do que de pessoas. Ele e o irmão sempre foram unidos e estudavam na mesma escola, ambos nunca fugiram de brigas , mas tomavam cuidado para não iniciarem as mesmas, já que seu pai lhe dizia que se defender era aceitável, começar a briga era errado.
Certa vez caiu do cavalo e se machucou feio trabalhando na fazenda, acabou colocando pinos no pulso, quebrando costelas... o que quase o afastou de seu objetivo. Decidido a se alistar, tentou ser da Marinha comum, mas um homem lhe viu e achou que ele tinha porte de SEAL, Kyle se animou mas foi eliminado por causa dos pinos, o que logo,logo , conseguiu mostrar a todos que não fazia menor diferença e enfrentou bravamente o treinamento horrendo que os Seals tem que passar.
Para quem nunca leu nada a respeito, quem se alista e é aprovado tem que passar por um teste chamado de " Semana Infernal", onde os novatos não somente são humilhados como passam pelas piores provações ( exemplo de uma delas é sobreviver em roupa na neve e sonhar com a hora de um deles ter vontade de urinar para que seja esquentado, sim, uns fazem xixi nos outros!).
Alguns trechos mostram o como Chris sempre colocou seu trabalho acima de tudo, na vida dele o que importava era de fato servir ao país, nem muito pra grana ele se importava.
Um belo dia ele conhece Taya, uma santa mulher, que se casa com ele e aguenta todos os sumiços do marido indo para guerra - o que ele chama de desdobramento - mesmo sabendo que muitas se separam, Taya sempre acreditou no amor dos dois, e seguiu casada com ele por mais difícil que fosse.
Chris não parava em casa por causa das guerras, ligava quando dava e quase não acompanhou o crescimento de seus dois filhos. Taya teve partos difíceis, aguentou tudo sozinha e foi fiel ao marido e a família que teve com ele.
As cenas narradas de guerra com ele, são descritas em detalhes, sabemos todos os tipos de armas utilizadas, sabemos como ele matou muitos dos 160 iraquianos - e de outras nacionalidades - em combate e como ele sobrevivia nos 4 anos que ficou indo ao Iraque. Serviu por 10 anos, mas foi no Iraque que ganhou o título de melhor atirador americano. Atirando principalmente em " insurgentes" que eram contra os Estados Unidos e a favor do governo de Sadam Hussein.
Se para o atirador era comum comer com as mãos, atirar em crianças e mulheres, as lágrimas escorriam quando algum amigo combatente era morto, de acordo com sua esposa, única vez que o via chorar de verdade.
Alçado a herói pelos americanos que o apelidaram de " A lenda" , para o povo local ele era " o diabo" , Kyle deu entrevistas se vangloriando de ter matado muito mais do que o número oficial divulgado pelo governo americano, coisa de mais de 250 pessoas ele disse na época. Nem um pouco arrependido e com a ideia de que o fez para salvar seus compatriotas , o então ex Seal teve esse livro na lista dos mais vendidos no seu país por meses.O livro foi originalmente escrito e lançado nos Estados Unidos em 2012, Kyle viria a morrer um ano depois, mas isso não aparece no livro, já que foi após a história ser escrita e lançada. De acordo com os sites de notícia, ele foi ajudar um veterano de guerra com seu trauma e ele o matou sem motivos. No livro a história termina com ele vivo, no filme não sei como farão.
Livro forte, intenso e impactante. Acho uma leitura necessária para saber como vivem e o que pensam quem se arrisca tanto por seu país.

site: http://www.meninaquecompravalivros.com.br/2015/02/resenha-sniper-americano-intrinseca.html
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Juliano.Tagliaferro 23/09/2016

História Decepcionante!
Escrita forte que demonstra a nulidade do comportamento humano frente a situações extremas. Pode ser interpretado como um exercício de reflexão dos limites do comportamento humano, principalmente da arrogância e crueldade.
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Chang Tsai 30/01/2015

A visão através de uma luneta
Chris Kyle é considerado o atirador mais letal de acordo com as estatísticas da Marinha. Como integrante da elite da Marinha, os Seals, participou da Guerra do Iraque e conta em seu livro de memórias, a sua vida antes e depois como atirador de elite. Pela Wikipedia, dizem que o termo sniper surgiu no século XIX com o Exército britânico na Índia. Existia um pássaro pequeno e ágil chamado snipe. Para o atirador acertá-lo ele tinha que ser muito bom e aqueles que tinham êxito eram chamado de snipers (de snipe e killer, na forma contraída). Para os amantes de literatura militar, é um excelente relato sobre a Guerra no Iraque. Para os curiosos, sugiro uma leitura com olhos desprovidos de julgamentos moralistas.
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Ramos 02/03/2016

Muito além da rotina
Aqui, nós brasileiros, podemos encontrar uma boa mostra do quanto somos diferentes quando o assunto é patriotismo. Acreditamos, com raras exceções, que patriotismo é vestir a camisa da seleção brasileira para jogos de futebol e nada mais.
O personagem desta obra biográfica leva este assunto ao extremo. Uma boa questão para reflexões. O livro tem uma narrativa um pouco lenta, até por conta do nível de detalhamento oferecido em determinados trechos. Eu gosto do tema, aprecio uma história de vida forte e intensa, então aproveitei cada página.
Recomendo.
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Lourival 24/03/2015

Sniper Americano - Resenha
O livro Sniper Americano é o relato autobiográfico de Chris Kyle um Seals que é considerado o atirador de elite mais letal da historia do EUA. No livro ele conta seu aprendizado,conquistas e o drama que ele presenciou nas guerras que ele fez parte, o seu desentendimento com sua mulher, os fatores de quando ele era mais novo antes de entra pra forças armadas que ele acha que possa ter influencia ele a ser o melhor sniper.
Nela maior parte ele conta sobre o seus treinamentos,desdobramentos e as guerras que ele fez parte, as situações que ele viveu, ele se considerava um sortudo e abençoado.
Sortudo por ele sempre ter conseguir abater seus inimigos em situações quase impossíveis.
Abençoado por não ter sido morto em certas ocasiões, (ele dizia que avia um anjo da guarda).
No livro ele conta algumas situações inusitadas como o iraquiano punhete*#@ e as bolas de praia. É uma autobiografia Dramática, intensa e engraçada ao mesmo tempo.
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Jakson.Wendt 29/09/2016

Intenso
Esta biografia relata a vida de Cris Kyle, o atirador de elite norte-americano com mais mortes "confirmadas" em combate.
O livro trás inúmeras histórias de guerra que podem deixar as pessoas perplexas e ao mesmo tempo possui histórias engraçadas onde o personagem se mete em confusão.
Livro muito bom, agora vou ver o filme.
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Nathy Bells 15/05/2016

Peguei para ler Sniper Americano por acaso, no meu serviço conversamos muito sobre guerra, ataques terroristas e como deve ser conhecer alguém que está envolvido diariamente com esse mundo. Em uma dessas conversar minha amiga comentou a história de Chris Kyle e como ficou chocada, curiosa para saber o que aconteceu peguei o livro para folhear e ver as fotos. Não contente com apenas dar uma olhadinha comecei a ler a introdução e não consegui parar de ler...




Chris Kyle era o típico texano, apaixonado pelo muito country, desde muito novo, participava de rodeos e trabalhava em fazendas.

Em um desses eventos ele acabou se machucando. Impedido de continuar com essa vida Chris decidiu alistar-se nas forças armadas norte-americana.




Desde a primeira página o leitor tem conhecimento do patriotismo de Kyle, não importa quão difícil possa ser, estar na guerra para defender seu país e seus colegas sempre foram seu foco.




O livro é cheio de termos usados durante missões militares, apresentação de várias armas utilizadas em campo, mas também de sentimento. Em paralelo com toda a adrenalina da guerra temos o ponto de vista de Taya, esposa de Chris. Em vários momentos temos seus depoimentos de como foi sua vida enquanto o marido estava no Iraque, como é difícil criar um menino sem a presença do pai e a apreensão de não ter noticias por dias.




Chris serviu ao exercito por 4 desdobramentos, se especializou para ser um atirador de elite e chegou ao reconhecimento de “o melhor” por merecimento, mas em nenhum momento lemos seu depoimento se vangloriando de seus feitos.




Longe de mim defender a guerra e muito menos a violência que ela gera, é que durante a leitura percebemos o quanto estar nessas missões, defender aquilo que acredita, faz a diferença. É um ponto de vista totalmente diferente do meu.




Super recomendo a leitura dessa biografia para quem tem curiosidade sobre como é estar em uma guerra e de como um militar é treinado para isso. Fiquei um pouco decepcionada pois no final do livro não citam a morte de Chris e qual a repercussão que ela teve nos EUA.




*Calma gente não estou contando nenhum spoiler, basta ler a orelha e na sinopse do livro para saber.*






O livro fez tanto sucesso que recebeu uma super adaptação para as telonas, contanto com Bradley Cooper no papel de Chris. Ainda não tive tempo para assistir mas li vários comentários de que o filme é excelente.

site: http://asenvenenadaspelamaca.blogspot.com.br/2015/11/resenha-sniper-americano-da-intrinseca.html
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Roberto.Proença 09/03/2019

Ironias
A morte tem muitas descrições. Tem muitas justificativas. Tem muita dor. Tem muitas ironias.
Chris Kyle tem suas definições e suas justificativas para aquelas que ele "criou".
Ele e seu país estavam em guerra. Por isso, para ele, suas mortes eram justificáveis.
Não entrou (e eu também não vou) entrar no mérito se a "guerra" era justificável, se tinham motivos válidos, se era a única (ou melhor) alternativa, mesmo sendo tão longe "de casa". Ele encarou como uma luta entre o BEM que ele representava e o MAL representado pelos rebeldes ou insurgentes, como eram denominados. Atacar ou ameaçar seus amigos soldados compatriotas era sua justificativa para matá-los. E ele gostava do que fazia. E era muito bom no que fazia. Justificavelmente ou não.
A morte e suas ironias. Qual a diferença dele para um radical / fanático religioso homem bomba ? Todos acreditam em sua missão e valores. Justificam-se com eles.
Chris acreditava que poderia se justificar inclusive perante Deus.
Ironicamente não morreu em combate e na guerra, mas pelas mãos do "fogo amigo".
A se louvar sua "louca" determinação, persistência e disposição ao condicionamento físico e mental, bem como a devoção incondicional a sua pátria e aos SEALs.
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Conchego das Letras 22/09/2015

Resenha completa
Dessa vez faremos um "dois em um". Teremos uma Resenha com Momento Cultura ao final. Mas cuidado porque o Momento Cultura é, na verdade, um spoiler danado!

O que falar sobre Sniper Americano? É um livro? Sim. Virou filme? Também. O livro foi um sucesso estrondoso, entrando na lista de mais vendidos quase que imediatamente após o lançamento. E, assim como o filme, causou controvérsias.

Sniper Americano é mais do que uma simples história para distrair, ele é baseado em uma história real.

Clint nunca foi um ator excepcional. É um bom e grande ator, capaz de carregar qualquer papel que se proponha. Mas quando passou para trás das câmeras o cara se transformou. Talvez por ter sido dirigido por ícones do cinema ou porque ele sabe as dificuldades de se construir um papel, Clint é um diretor de atores e de cenas. Sim, são coisas diferentes. Montar uma cena, posicionar objetos e pessoas é uma coisa, mas conseguir tirar atuações apaixonantes de um ator é completamente diferente. E o autor do livro American Sniper, Chris Kyle, afirmou que se alguém fosse dirigir um filme sobre sua vida, esse alguém seria Clint Eastwood e ninguém mais.

O filme é muito bem feito e fiel ao livro. Ambos, obviamente, contam a história de vida de Chis Kyle, um americano que, abalado com os atentados do 11 de setembro de 2001, decide alistar-se na marinha americana. Ele acaba se tornando um sniper (um tipo específico de atirador de elite), devido às suas habilidades de caça desenvolvidas na infância, quando ia caçar por esporte com seu pai. Chis se torna uma lenda nas forças especiais por exibir tamanha capacidade, comprometimento e precisão, acumulando mais de 160 mortes e salvando incontáveis vidas de seus companheiros de batalha.

As obras não nos enganam, mostrando toda a tensão, o desespero, a feiura e a dor que uma guerra é capaz de causar. Temos as vidas perdidas, as missões que deram certo e as que não deram, a dificuldade de adaptação do personagem após voltar da guerra (e não, isso não é um spoiler, já que ele vai para a guerra mais de uma vez e isso é dito na contra-capa do livro), o sofrimento e a solidão dos familiares.

Como ainda não havia lido o livro quando fui ver o filme, não tinha ideia de como ele iria morrer. Se seria em guerra ou não, de fogo amigo ou inimigo, etc. Então, a cada ida para a guerra e a cada vez que ele ia para a rua, quando em casa, eu ficava esperando um tiro, uma explosão, um atropelamento. Dizer que o filme é tenso, é pouco. Mas o livro em si é ainda mais desesperador por apresentar mais detalhes.

Durante todo o tempo tive vários pensamentos repetitivos, todos eles relativamente desesperadores: "ainda bem que não temos guerra no Brasil", "ainda bem que meu marido não é policial e não vive a guerra urbana que nós temos e eles vivem, principalmente nos morros cariocas", "ainda bem que nunca precisei ver um parente ir para a guerra", "por favor, Senhor, que eu nunca tenha que ver uma pessoa que eu amo ir para a guerra".

Bem, mas chega de momento nostalgia. Falemos agora sobre as críticas ao filme. Não sou especialista na área, mas a maioria das críticas que li são risíveis e todas voltadas para a questão política porque elenco, atuação, enredo e produção são, de forma unânime, nota 10.

Crítica 01 - "patriota excessivo e quase cego do ponto de vista da política internacional". Motivo para tal crítica ser risível: tudo é contado do ponto de vista de um homem que se alistou na marinha pós 11 de setembro por achar que era seu dever "proteger o país dos terroristas", logo, é óbvio que vai ser um filme sobre extremo patriotismo. E, 'ponto de vista da política internacional'? Fala sério, não é um documentário, é a vida do cara e ele via daquele jeito e não como um jornal 'politicamente correto'.

Crítica 02 - "o filme poderia colocar uma visão geopolítica menos superficial e não tratar todos os iranianos como terroristas selvagens. Motivo para tal crítica ser risível: o homem estava em um país onde até as crianças eram uma ameaça à vida dele, lançando bombas e atirando contra ele e seus companheiros e os críticos querem que ele fique analisando a questão geopolítica da situação!? Sério!? Ok... Então vamos lá... ele não atira a esmo, não matou todo mundo que apareceu na frente e tem cena que ele fala que só atirou em quem estava armado. Existem, também, as cenas das crianças em que, antes de atirar, ele sempre torce para elas largarem as armas e ele não precisar matá-las para salvar o pelotão inteiro. Será que isso não basta em um ambiente de guerra?

Existem outras críticas, que não irei ficar falando aqui porque as explicações para elas são as mesmas que forneci nas duas acima. Pode-se ainda incluir nas "defesas" o fato de que ele era apenas um ser humano e, como todos, errava; isso é até evidenciado tanto no livro quanto no filme.

CURIOSIDADES:

01 - O filme foi indicado para melhor filme no Oscar 2015 e rendeu mais de 300 milhões de dólares só nos EUA.

02 - Quando o filme começou a ser gravado, Chris Kyle ainda estava vivo (não, isso não é um spoiler, tem na sinopse da contra capa do livro a informação de que ele morre). Sua morte ocorreu após a gravação da última cena, enquanto o filme estava sendo editado e, com isso, houve um acréscimo da "cena final" ao longa.

MOMENTO CULTURA: CUIDADO! SPOILER - ABAIXO FALAREMOS SOBRE A MORTE DELE E A REPERCUSSÃO DA MESMA. LEIAM APENAS SE QUISEREM SABER COMO ELE MORREU ANTES DE LER O LIVRO OU VER O FILME:

Chris Kyle é assassinado por Eddie Routh, um fuzileiro com Transtorno de Estresse Pós-Traumático (PST), que era ajudado por Chris e por Chad Littlefield, também assassinado.

O cara foi para uma das piores guerras que já se teve notícia, passou anos no inferno sendo emboscado por mulheres, crianças e homens e morre depois de dar baixa e voltar para casa. Pior? Tentando ajudar soldados que ficaram doentes com o que viveram.

A defesa de Eddie alegou que ele é esquizofrênico e matou os dois ex-soldados em meio a uma crise. Tentou ainda culpar o exército por não ter dado assistência correta para o homem, que descobriu a doença enquanto servia.

A rede de televisão NBC, e várias outras, fez uma cobertura excelente do julgamento. Quando a defesa apresentou o caso como insanidade, alegando que Eddie matou achando que estava de volta ao Iraque ou ao Haiti, dois dos lugares em que serviu e que Chris e Chad eram “inimigos a serem abatidos”, um psiquiatra, em entrevista a uma rede que não lembro qual, garantiu que se isso fosse verdade, todos no tribunal corriam perigo, porque um julgamento causa extremo estresse e o réu poderia “surtar” novamente vendo todos como inimigos e tentar matar as pessoas dentro do prédio.

O resultado do julgamento foi a condenação de Eddie Routh pelos assassinatos, sem direito a condicional. A alegação de insanidade não foi aceita. Não porque ele matou a Lenda – apelido de Chris -, mas porque sua defesa era fraca.

Quer conhecer um pouco mais sobre o homem que “era um assassino frio e levou à morte mais de 150 pessoas” e “um herói que ajudava homens e mulheres com problemas de adaptação na volta para casa”? Visite o site de Fundação Chris Kyle e fique tão chocado quanto eu, ao ver como ele e Bradley Cooper se parecem: http://www.chriskyleamericansniper.info/

Gostou dessa resenha, feita por Mariana Ramos e Bebel Goes? Quer ver as imagens ou ler outras resenhas? Então entre em nosso Blog!

site: http://conchegodasletras.blogspot.com.br/2015/09/momento-cultura-resenha-american-sniper.html#more
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