Viagens de Gulliver

Viagens de Gulliver Jonathan Swift




Resenhas - Viagens de Gulliver


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Bruno @viagempelomundodoslivros 15/06/2021

Uma das melhores viagens da minha vida...
Li o clássico de Jonathan Swift quando ainda estava na escola, tanto que a minha edição da obra é do próprio Objetivo. Sem dúvidas, este foi um dos livros responsáveis pela minha descoberta da experiência fantástica de viajar para qualquer lugar por meio da leitura. A história é simplesmente espetacular, pois viajamos com Gulliver para terras distantes com seres muito diferentes de nós, o que é uma grande referência ao desrespeito existente no mundo por conta das diferenças entre povos e culturas. No livro o aventureiro, após um naufrágio, vai parar primeiramente em Liliput, terra em que os seres são minúsculos (menos de 15 cm de altura) e posteriormente vai para a ilha vizinha de Blefuscu. Posteriormente, Gulliver numa nova viagem acaba na ilha de Brobdingnag, onde os seres são gigantes (mais de 20 metros de altura). Na terceira parte do livro o viajante vai à ilha voadora de Laputa (reino devotado às artes musicais, matemáticas e astronômicas), Balnibarbi (reino em que vê a destruição causada pela busca inconsequente pela ciência), Luggnagg (reino com seres imortais), Glubbdubdrib (reino da história) e Japão. Na última parte do livro o nosso personagem principal vai para o país dos Houyhnhnms em que os seres humanóides são selvagens e deformados, sendo governados por um cavalo falante. Em meio a tantas aventuras e fantasias o livro trás muitas reflexões sobre o nosso mundo e a forma de ver a vida e as diferenças, trata de política de forma leve, porém muito profunda e nos faz sair da leitura seres muito mais questionadores com as coisas que ocorrem no mundo.
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Noerbeck 22/05/2021

Diferente do que eu imaginava
Minha expectativa sobre este livro, era de um livro um pouco infantil, no entanto, se mostrou um livro mais filosófico, fazendo duras críticas ao modo de viver e agir de seus contemporâneos.
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. 16/05/2021

Edição Nova Cultural (2003)
Li em 2004.
Obra fantástica, transcendendo relato de aventuras rocambolescas como crítica sagaz e irônica à sociedade e disposições no contexto (século 18).
É mais conhecida pelas duas partes iniciais, onde encontramos a terra dos homenzinhos e dos gigantes, em histórias, de fato, que parecem mais aventureiras. Tudo metáforas bem elaboradas, sobre ambição, megalomania e luta pelo poder, entre outras...
As partes subsequentes não tem a mesma carga de ação, com cunho filosófico mais explícito. Tive certas dificuldades na leitura diante do surrealismo, mas os desdobramentos vão se encaixando e revelando objetividades. Entre estas, a vivência bestial no desapego ao conhecimento, a sociedade evoluída na valorização da razão e a inutilidade do conhecimento sem ação.
Até hoje penso que o final é controverso, paradoxal. Uns podem dizer que Gulliver apegou-se ao conhecimento com ojeriza a ignorância. Isso é em termos filosóficos, porque na prática seu racionalismo o transformou numa pessoa mesquinha, bairrista, fechada em seu mundo, não usando o que aprendeu como instrumento de transformação no contexto que condenava. Obviamente é questão subjetiva e há diversas interpretações, foi apenas a impressão que o livro deixou na minha leitura.
Curiosidade a parte, desde que li, também fiquei com impressão de que os Yahoos tiveram influência na escolha do nome de banda famosa (e legal) de estouro nacional nos anos 80. Pode ser Yahoo de brado feliz, de crítica à decadência... ou outra explicação que sequer suponho, em mais uma viagem nos devaneios...

Leitura em Macapá, contexto da pandemia...
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Daniel.Tschiedel 14/05/2021

Mais divertido do que imaginava
Como muitos, só conhecia Gulliver pela sua viagem a Lilliput, o país do povo minúsculo.

E o livro é muito, muito mais que isso. As outras viagens são ainda mais interessantes. E o livro é uma crítica ferrenha à sociedade inglesa da época.

A forma como o autor faz chacota de nobres, juízes, advogados e políticos é sensacional!

Recomendo muito a leitura!
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Isabela.Lourenco 25/04/2021minha estante
esse livro é espetacular


sarahpalhano 27/04/2021minha estante
Eu também adorei. E no final acha que somos todos Yahoos?


Isabela.Lourenco 28/04/2021minha estante
ah, na verdade acho que isso é relativo. acredito que os yahoos representam a parte ignorante da sociedade, cuja necessita acumular bens que são inúteis (por exemplos aquelas pedras coloridas), além de brigarem entre si e não perceberem que com a união eles poderiam ser melhores que os Houyhnhnms.
seria insensato da minha parte dizer que todos somos yahoos, há pessoas que pensam diferente, que conseguem superar as diferenças em prol do bem comum, porém elas não são as "donas da verdade", porque acredito que para haver harmonia precisamos de yahoos e houyhnhnms.
(faz tempo que li esse livro, mas lembro de concluir mais ou menos dessa forma)


Isabela.Lourenco 28/04/2021minha estante
depois de escrever isso fiquei com vontade de ler de novo, porque agora talvez eu interprete de outra forma... li quando eu tinha 13 anos e agora tenho 15.




Vivi 22/04/2021

As viagens de gulliver,me deu uma nova perspectiva deste mundo tão desonesto,mas acima de tudo,me deu vontate de viajar kkkk
Nao gostei da atitude dele no final do livro,mesmo sendo compreensível.
Quero um rei igual a dos Brobdingnag,acho ele muito honesto e sábio.
Em geral é muito bom só fiquei desapontada com a atitude dele ao encontrar sua esposa.
Recomendo,nunca liguei muito para o nosso mundo em questão de desonestidade ate ser vítima de um.
E senti o que o nosso perssonagem gulliver sentiu no começo que foi a euforia de uma nova descoberta,mas acho gulliver muito arrogante e nao concordo dele ter escrito/falado o que foi escrito no final.
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Chris21 17/04/2021

Viajante
Dividido em 4 partes, Jonathan Swift aborda sobre a humanidade de diversas perspectivas. Excelente livro para quem gosta de aventura e também de política.
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Mandy 05/04/2021

Viagens de Gulliver foi publicado no século XVIII após o sucesso de Daniel Defoe com o livro Robinson Crusoé e tornou-se um dos precursores dos romances modernos e também é considerado um dos clássicos da literatura. Gulliver é um médico-cirurgião que trabalha em navios e ajuda os navegantes se por ventura algum deles apresentar qualquer problema de emergência. Logo em uma primeira viagem, uma tempestade atinge o navio em que ele estava trabalhando e o barco é completamente destruído pela força descomunal desse evento da natureza. Gulliver e alguns marinheiros pegam um bote, mas tamanha é a força do mar que eles ficam à deriva e sem o bote.
Depois de algum tempo lutando pela própria vida contra todas as dificuldades, Gulliver consegue chegar na ilha Lilliput. Nesse local todas as pessoas são extremamente pequenas, são miniaturas do ser humano e lá Gulliver é literalmente um gigante, mas logo de início ele é capturado e o prendem, pois eles ficam receosos com a presença de um gigante em suas terras. Aos poucos, um contato é estabelecido entre o médico e os habitantes locais e o sentimento de confiança floresce entre eles. No local, ele consegue comer e beber e em pouco tempo consegue dominar a língua nativa. Com o domínio do idioma local Gulliver aproveita para melhorar o seu saber e conhecimentos sobre a sociedade de Lilliput. Após um período de convivência com os moradores, o médico consegue retornar para a sua terra natal, Inglaterra.
Em seu país, Gulliver espera por outra oportunidade de desbravar o mar e não satisfeito com a sua experiência e aventura em Lilliput, agarra a primeira oportunidade que surge em seu caminho.  Em sua segunda viagem, Gulliver conhece um local chamado Brobdingnag que é habitado por gigantes que possuem um olho só, são os lendários Ciclopes. Ao contrário dos moradores de Lilliput, nesse novo mundo Gulliver é um verdadeiro anão. Nesse local o personagem é acolhido por uma humilde família, mas por trás desse acolhimento existe um interesse financeiro, pois Gulliver passa a ser exposto ao público e posteriormente é adquirido pela família real, onde vive com algum luxo.

"Sua majestade convocou então três grandes eruditos, que estavam ali para sua entrevista semanal com o rei, como era o costume naquele país. Esses cavalheiros, depois de um tempo examinando detidamente minha forma, deram opiniões diferentes a meu respeito [...]" p. 127.

Buscando novas aventuras, Gulliver conhece a flutuante ilha de Laputa onde os habitantes trabalham em diversas pesquisas. Em sua última viagem, o médico conhece um país chamado Houyhnhnms e esse mundo é comandado por cavalos que são dotados de inteligência e conduzem a sua sociedade de forma ímpar. Em Houyhnhnms os humanos também estão presentes, mas são seres bestiais, falta inteligência e racionalidade para esses humanos e também apresentam características semelhantes aquelas apresentadas na sociedade de Gulliver. A contragosto, o personagem retorna em definitivo para o seu lar, pois novamente estava acostumado com o modo de viver de outras raças que não a sua, principalmente a dos Houyhnhnms, dos quais ele gostou e ficou acostumado com o modo distinto deles de viver.
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Vivi 05/04/2021

Muito bom!
O livro faz diversas criticas sociais impecáveis. Seus detalhes são incríveis. E o cenário é tão bem detalhado, que ao terminar o livro, é impossível que você não tenha criado um filme perfeito em sua cabeça.
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Michel.Nascimento 02/04/2021

Apesar de ser considerado um livro infantil, essa com certeza não foi a intensão do autor. É muito mais um livro crítico ao estado, ao comportamento humano, as nações. Em suas viagens é sempre comparado à cultura, ciência, política daqueles povos com o nosso mundo.
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Duquesa de Winnipeg 12/03/2021

Muito divertido
Gostei bastante, é simples e direto. Possui visões políticas, sociais e com bastante humor.
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Luiza 10/03/2021

Livro sobre as aventuras de Gulliver em terras estranhas. Leitura simples e fácil para quem que treinar o inglês.
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Tatá 05/03/2021

Viajei junto com o Gulliver!
Ao terminar de ler, fiquei refletindo sobre como este livro é tipo uma "etnografia" fictícia, no sentido de olhar a cultura de outros povos e fazer uma análise. O autor, sem querer e através dessa ficção, já antecipa um movimento que veio a surgir muito depois.
É muito interessante como Gulliver percorre esse caminho, respeitando as diversas culturas e locais por onde passa, mesmo que se meta em conflitos.

No final do livro, o personagem diz que só narrou o que viu, como se fosse tão simples assim, né? Mas é curioso observar os valores morais de Gulliver nitidamente expressos em diversas passagens da leitura. Como por exemplo, o seu ponto de vista em relação as mulheres e o que seria um exemplo de país em termos éticos, morais e políticos, como o país dos cavalos. Algumas questões que o personagem diz serem positivas, nos traz a noção do que era moral e ético no período em que Swift escreve a obra, sendo, portanto, um recorte histórico bem interessante.

As reflexões que Gulliver provoca são bacanas porquê ele sugere troca de culturas e está sempre refletindo em como a Inglaterra se comporta em determinadas situações. Há uma análise filosófica e política dos vários locais por onde ele passa. Além disso, é possível notar que neste percurso ele aproveita o gancho para fazer algumas críticas ao seu país natal.

Me parece ser um livro muito adulto para ser taxado de "infantil". E é um livro bem bacana de ler!
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Físico 25/02/2021

Uma sátira aos costumes, às paixões humanas e à política como nenhuma outra
A obra nos traz as aventuras de Lemuel Gulliver ao longo de cerca de dezesseis anos e sete meses, que após o naufrágio de seu navio, o "Antelope", acorda na terra de Lilipute, onde os homens possuem cerca de 15 cm, possuem língua e política próprias.

Ao longo do livro, Gulliver é chamado pelos liliputianos de "quinbus flesterin" (Homen-montanha) e passa a ocupar uma situação politicamente e socialmente privilegiado junta à sociedade real da ilha de Lilipute. No entanto, posteriormente é traído e condenado à morte.

Em sua segunda viagem, Gulliver é levado a Brobdingnag, uma terra onde os homens são gigantes. Aqui, o autor fica em posse de um lavrador e sua filha Glumdalclitch, que lhe ensina o idioma local e entra para a corte real quando Gulliver é vendido à Rainha, passando a ocupar uma posição privilegiada junto à Sua Majestade.

Na terceira viagem, vai às terras de Laputa, Balnibarbi, Glubbdubdrib, Luggnagg e Japão. Em Laputa, o domínio real é uma Ilha Volante (Voadora) com fundação adamantina onde todos os indivíduos estão sempre absortos em especulações de toda natureza e são versados em astronomia. Em Balnibarbi, Gulliver encontrou uma Academia onde quase todas as pesquisas realizadas são inúteis e infundadas. Na ilha de Glubbdubdrib, a "ilha dos feiticeiros", as atividades necromantes do rei propiciou a Gulliver travar conhecimento com Aristóteles, Homero, Alexandre da Macedônia, César e Bruto. Já em Luggnagg, há uma classe de indivíduos imortais chamados de "struldbrugs". Quanto à sua viagem ao Japão não há pormenor algum.

Em sua quarta e última viagem, Gulliver enquanto capitão de um navio é levado ao país dos Houyhnhnms, onde os cavalos são seres racionais e os seres humanos são irracionais como uma espécie de primata sob o nome de "Yahoo".

São apresentados as formas de viver e os costumes de todas as terras por onde Gulliver passa como das disputas entre as ilhas de Lilliput e Blefuscu por frivolidades e sua divisão política dos cidadãos e da boa política do reinado de Brobdingnag.

Essa obra revela-se uma sátira (crítica) à política, à religião e aos costumes sociais muito bem construída por Swift que nos faz refletir bastante em muitos aspectos de nossa sociedade. Dessa forma, o texto é bem profundo e com linguagem bastante rebuscada nessa versão integral, diferente das versões voltadas para o público infanto-juvenil, mas que não tornou-se maçante em momento algum. Sem dúvida, essa é uma leitura mais que recomendada por nos fazer refletir em muitos pontos sobre nossas atitudes.
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