Uma casa no meio do caminho

Uma casa no meio do caminho Barry Martin...




Resenhas - Uma casa no meio do caminho


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Pandora 04/08/2019

Acho que podemos ver esta história de duas formas: ou aceitamos o que Barry nos conta e ficamos tocados ou tentamos ler nas entrelinhas e achar algum coelho nesse mato. Como eu não conheço outra versão da história e Edith já morreu, fico com a primeira opção.

A idosa Edith Macefield ficou famosa em Seattle quando se recusou a vender sua casa por 1 milhão de dólares para a Imobiliária Bridge Group, que construiria um shopping no quarteirão. A solução foi, então, construir o shopping em volta da minúscula casinha dela. A fim de explicar-lhe como seria o dia a dia da construção, Barry Martin, o responsável pela obra, apresentou-se a Edith e, movido pela curiosidade em torno daquela senhora com fama de durona, acostumou-se a conversar com ela em frente à casa, até que um dia foi convidado a entrar, foram ficando cada vez mais próximos e por fim desenvolverem uma grande amizade.

Edith é uma mulher misteriosa: ninguém sabe realmente do seu passado; mas ela conta histórias mirabolantes a Barry que incluem: nazismo, um castelo na Cornualha, vários maridos e amigos famosos, entre outras coisas. Verdade ou mentira? Não sabemos. Assim como não sabemos se toda a dedicação e paciência que Barry diz ter tido com Edith são verdadeiras. Mas a mim não importa. Li o livro como uma história sobre amizade e achei bom sem ser extraordinário; algumas situações me fizeram recordar eventos com parentes idosos e/ou com problemas de saúde; gostei da ênfase na questão de que devemos pensar quando fazemos algo pelo outro ou por nós mesmos; e também do respeito que devemos ter por quem envelhece, que merece ter dignidade e opinião e não ser tratado como criança o tempo todo.

Por outro lado, senti que essa história de “fazer o que é certo”, “o que tem que ser feito”, que Barry cita o tempo todo ao longo do livro é um pensamento muito rígido, talvez fruto da educação tradicional que ele teve. Ele é aquele cara que fica incomodado quando alguém fala um palavrão, que é incapaz de responder aos pais, mas que caça por esporte - aliás, sei que não tem nada a ver com o livro, mas isso me incomodou -, atividade que aprendeu com o pai e que espera passar ao filho. Enfim, ele é um homem que “faz o que é o certo” e... o que é o certo? Atirar num veado por diversão? Exibir-se pros amigos ao pegar o maior peixe? Cuidar de velhinhas solitárias?

Algumas pessoas acham que ele cuidou de Edith por interesse, mas eu acho que ele realmente seguiu esse lema de vida de ser correto. Sei lá, ela poderia ter vivido até os 100, como ele mesmo chega a conjecturar. Ele abriria mão de tudo para estar ali para ela? Abandonaria o barco? Faria o que era certo?

“Já fazia tempo que eu não conversava com o papai, mas me dei conta de quanto estava sendo impaciente com ele. Os constantes esquecimentos, o mau humor e seu comportamento em geral me incomodavam demais e eu não escondia isso dele. (...) Mesmo assim, na maior parte do tempo eu continuava bastante paciente com Edith, embora ela não estivesse facilitando isso para mim de forma alguma. Por que somos mais tolerantes com o comportamento de estranhos do que com o de nossos próprios parentes - aqueles que amamos mais e a quem devemos mais? Não tenho resposta para isso, mas acho que nem precisa. A questão é que simplesmente agimos assim, não importa o motivo.
Minha filosofia de vida é muito simples: descubra qual é a coisa certa a fazer e tente fazê-la. Não importa se será pela primeira vez. Não tenho que ir para o divã do psicanalista para chegar a essa conclusão. A questão é que Edith precisava de mim naquele momento, e, se eu não fosse ajudá-la, ninguém mais iria e ela ficaria em má situação. E embora meu pai não precisasse de mim para cuidar dele, ele precisava, na verdade, da minha paciência, e isso era o mínimo que eu lhe devia.”

Conclusão: se Edith tivesse contado esta história ao invés do Sr. Certinho, ela seria muito mais divertida e interessante. ;)

Nota: no Youtube há uma reportagem de Steve Hartman, da CBSN, que é citada à pág. 112 => “The “Up” house is floating away, for real”;
também há um vídeo intitulado “Edith Macefield” (da CredoSquare) que conta um pouco de sua história.
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Brenda Ribeiro - @mia.euamoleitura 02/04/2019

"Você faz o que é preciso porque é a coisa certa a fazer. E com isso espera que seus filhos compreendam e aprendam com seu exemplo."


Um enorme shopping estava prestes a ser construído em Seattle, mas para isso precisavam demolir uma casinha que estava atrapalhando, mas para isso teriam que lidar com Edith, uma velhinha durona que não queria arredar o pé dali.

Barry Martin era o responsável pela obra do shopping e foi conversar com a senhora. Quando todos pensavam que ele iria convencê-la. Mas estavam enganados.

Ambos acabam virando grandes amigos e Edith encontrará em Barry uma pessoa com quem ela pode contar pra todas as barras que enfrentará pelo seu caminho. Ele por sua vez também aprende a como lidar com seu pai.

📌 Uma história verídica que mostra a importância de ouvirmos mais as pessoas. Em como lidar com nossos parentes que passam por alguma doença ou aquelas que já tem uma certa idade e achamos que elas não tem mais direito a fazerem suas próprias escolhas na vida.
Emocionante e cheia de aprendizados
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Daniela 24/02/2019

História linda e real sobre altruísmo e amizade verdadeira
A história se passa em torno de Edith Wilson Macefield, uma senhora durona que luta para permanecer na sua casa, mesmo com o assédio constante de construtores que, a todo custo (oferecendo até dez vezes o valor da casa) querem comprar a propriedade dela para construir um shopping no local. Ela era a única pessoa que não queria vender a casa no entorno, algo que me marcou porque vi um caso parecido perto de onde moro, talvez por isso eu tenha gostado tanto da história, que além de tudo é baseada em fatos reais.

Barry Martin é o superintendente para construção do referido shopping e é do seu feitio falar com os moradores vizinhos à obra, para que entrem em contato caso tenham algum problema, uma vez que ele sempre procura se colocar no lugar dos outros, como descreve nessa passagem: “Se alguém estivesse construindo um prédio na minha rua, gostaria que fizessem o mesmo”. O que ele não contava era ter sido bem recebido pela já conhecida, teimosa e ranzinza, Edith, quando foi se apresentar e comunicar ser o responsável pela obra, como fez com outros moradores da região: “Às vezes, as pessoas não são como nós pensamos.”

O livro permite também que conheçamos um pouco da vida de Edith, através das histórias contadas por ela: “É engraçado como as conversas mais importantes da sua vida – ou as que apenas mais tarde têm seu valor reconhecido – podem parecer, no momento em que acontecem, muito banais”.

Barry acaba ficando admirado por Edith resistir ao progresso e daí acaba surgindo uma bela e duradoura amizade entre eles, que acaba envolvendo até a família dele. É uma história inspiradora, de amor ao próximo, sem querer nada em troca, e que mostra como fazer o bem é gratificante, tanto que Barry descreve que o relacionamento com Edith acabou ajudando mais tarde nos cuidados de uma pessoa importante para ele: “Se não fosse por tudo que aprendi com Edith, não teria sabido como lidar com aquilo e aceitar o que estava acontecendo com ele, nem como ajudá-lo”.
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Jzanella 27/08/2018

Enfim...
Coloquei muita expectativa, a história é até que interessante no começo mas logo se torna entediante e cansativa. Porém gosto não se discuti.
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cris.leal.12 09/07/2018

Lição de fraternidade...
Edith Wilson Macefield, uma senhora de 84 anos, moradora do bairro de Ballard, em Seattle, recebeu atenção mundial depois que se recusou a vender sua humilde residência para uma construtora que planejava erguer um complexo comercial no local. Edith recusou 1 milhão de dólares e a construtora acabou construindo, em 2006, um shopping center em torno de sua pequena casa.

Barry Martin (à esquerda) trabalhava como superintendente encarregado do projeto de construção do shopping center. Ele supervisionava a obra de um trailer que ficava a apenas algumas dezenas de metros da casa de Edith e não demorou muito para que os dois se conhecessem e iniciassem uma bonita amizade. Ficamos conhecendo melhor o altruísta Barry e a durona Edith, através de suas muitas conversas. Edith não só contou para Barry o real motivo de querer permanecer na casa, como narrou detalhes fascinantes e intrigantes da sua história. Aos pouquinhos Barry foi ficando cada vez mais ligado à Edith e preocupado com o seu bem estar. Sempre por perto e à disposição, ele a levava ao salão de beleza, às consultas médicas, comprava seus remédios e preparava as refeições.

Barry cuidou de Edith até ela falecer em 2008. Foram dois anos de dedicação total e em retribuição, ela deixou para ele a tão disputada casa. Barry a vendeu por 300 mil dólares e usou o dinheiro para pagar a educação de seus filhos na faculdade.

Narrado pelo próprio Barry Martin, “Uma Casa no Meio do Caminho” comove por ser repleto de valores humanos reais e necessários, como fraternidade, respeito e amizade.


site: https://www.newsdacris.com.br/2018/07/resenha-uma-casa-no-meio-do-caminho-de.html
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Vanessa 04/05/2018

O cara que escreveu esse livro se acha Deus na Terra!!!! O cara se acha o máximo e o melhor de todos....com isso, o livro fica fraco, com pequenas partes que realmente valem a pena. Esperava muito mais!
Alcione 04/05/2018minha estante
Então nem vou ler.


Vanessa 06/05/2018minha estante
Tente, quem sabe, gosto não se discute, né??? KKKKKKKK!!!!!


Alcione 06/05/2018minha estante
Pois é.


Alcione 06/05/2018minha estante
Rsrsrs




Nana 28/11/2017

Não me convenceu muito...
Inicialmente quero dizer que o que vou colocar aqui é somente uma "opinião pessoal", pois vi que os comentários abaixo são todos elogiando as atitudes do autor e estou sendo um pouco mais crítica nas minhas observações.
Este livro conta uma história simples e bonita, mas que me fez parar e pensar: até que ponto o Barry se dedicou a Edith por compaixão e bondade? Será que não foi um pouco por interesse financeiro e reconhecimento público?
Entendo que o que ele fez foi muito digno, ao cuidar por dois anos de uma senhora idosa totalmente desconhecida e ainda com um temperamento bem difícil de tratar. Acredito também que com o passar do tempo ele tenha realmente se afeiçoado a ela.
O que me incomodou nesta história foi o fato dele aceitar que ela mudasse seu testamento deixando tudo pra ele, principalmente a casa. Com isso, me deu a impressão de que estava sendo recompensado pelo bem que fez. Além disso ele ganhou fama, entrevistas e até um livro.
Enquanto ele cuidava da Edith , seu pai foi diagnosticado com alzheimer, sua mãe estava sobrecarregada tratando sozinha do pai, e ele mesmo conta que, neste período, poucos vezes procurou a família e que não tinha paciência nenhuma com o pai..
Então eu parei para refletir e me perguntar o porquê, que a maioria das pessoas, costuma ser gentil e atencioso com estranhos e tem bem menos paciência e tolerância com os parentes próximos? Será que é porque com os estranhos temos um "reconhecimento" e com os parentes não é nada mais do que nossa "obrigação"?
Sei lá, não quero ser injusta, mas para mim ele se aproveitou um pouco da situação. Acho lindo que se faça o bem, desde que não se peça nada em troca. Quando se faz de coração aberto e por bondade, não fica legal aceitar bens e se aproveitar da fama pra ganhar dinheiro.
​Como diz o ditado: " Fazer o bem sem olhar a quem!"
Jeanne 28/11/2017minha estante
Nana, quando li esse livro pensei o mesmo que você!


Nana 28/11/2017minha estante
Ebaaa, pelo menos alguém pensa como eu! Já estava me sentindo muito má por ver as opiniões todas favoráveis ao Barry, enquanto eu não consegui sentir esta verdade nele.


Jeanne 28/11/2017minha estante
Eu também dei só 3 estrelas, justamente, por causa disso. Achei interesse puro!




Edna @bagagem.literaria 19/11/2017

Abnegação
Uma casa no meio do caminho - A dramática história autobiográfica de Barry Martin e de Edite Wilson Macefield, narrada por ele mesmo com Philip Lerman.
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Edith é uma velhinha de 84 anos que insiste em continuar morando sozinha em uma casa que mesmo sendo a única que não fora vendida para a construção de uma grande obra, desprezando as ofertas de milhões de dólares oferecida pela Empresa Construtora.
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Barry é responsável pela Supervisão Arquitetônica do Shopping e designado para continuar as tentativas de negociação com a Velhinha durona como é chamada pela mídia.
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Com a aproximação Barry conhece uma pessoa maravilhosa e trava uma história de amizade e altruísmo e conforme as visitas vão se intensificando, ela vai contando pedaços soltos de seu passado, como era musicista foi fácil para ser admitida como Expiã Nazista e após ter sido descoberta fora enviada à Dachau um campo de concentração de onde fugiu com 13 crianças mesmo não tendo sobrevivido todos, ela os adotou e criou-os em um Castelo na Cornualla na Inglaterra, perdeu o filho de 13 anos fruto de um grande amor, retornando após muitos anos para cuidar da mãe idosa nos Estados Unidos.
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Ela é escritora, fato que Barry ao ouvir suas histórias de tão incríveis o faz imaginar verdadeiras ou ficção, e vai descobrir tantas verdades como o Livro que escreveu um calhamaço "Weber the Yester Day Began" (Onde o ontem começou, assim como objetos sentimentais com dedicatórias e passa a ama-la como a própria família, vai aprender com ela, vai entender o que sente um idoso e o respeito que eles precisam, sabem que são dependentes mas não querem perder a dignidade.
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Você vai chorar, vai ler desde as especificações da editora, prólogo ao epílogo e vai se emocionar com os agradecimentos do autor e desejar que ñ tivesse terminado. 5/5
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Citações:
1. Ñ sei se eu estava pronto p/dar um nome àquele sentimento, mas sabia que era o que a maioria das pessoas tem que. pensa em Deus.
2. Na verdade é td.muito simples. Vc.descobre qual a coisa certa a fazer e faz.
3. Coloquei meus pensamentos aqui escondidos nestas págs. então agora sei que vai me visitar qdo.quiser.
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O livro que inspirou a divulgação do filme "Up: Altas Aventuras.
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Michele Bowkunowicz 14/02/2017

Quando eu fiquei sabendo que esse livro contava uma história real e que essa história real havia inspirado o filme Up, confesso que fiquei louca para ler. Minhas expectativas eram muito altas e, talvez por isso, a leitura tenha me decepcionado um pouco. No entanto, a história é linda e merece ser lida.

“Com Edith, era sempre uma batalha para ver quem cedia primeiro.” p. 7

Edith Wilson Macefield é uma senhora muito independente, durona, misteriosa, audaciosa, vaidosa e não gosta de ser contrariada. Ela mora no local onde um shopping será construído e foi a única moradora que não aceitou vender sua propriedade, mesmo depois de receber propostas muito boas.

“Todos pensavam que eu estava tentando persuadi-la a mudar de ideia, mas a verdade era outra. Fiz tudo o que pude para garantir que ela ficasse.” p. 10

Barry tem 50 anos e, gentilmente, vai até a casa dos moradores ao redor da construção para lhes dar seu número caso eles precisem de algo. Um desses moradores é Edith, cuja fama de ranzinza faz com que Barry seja cauteloso ao se aproximar dela. No entanto, o que ele não esperava é que nasceria aí uma grande amizade.

“Às vezes as pessoas não são como nós pensamos.” p. 16

A verdade é que, apesar de se achar muito independente, Edith é idosa e precisa de cuidados. Barry, com sua personalidade bondosa e altruísta, está disposto a ajudar. No entanto, tudo fica mais difícil levando em consideração a personalidade de Edith. Mesmo assim, Barry aguenta e logo assume um papel essencial na vida de Edith. Edith tem muitas histórias para contar e, por vezes, as histórias até parecem fantasias de tão fantásticas que são.

“A maioria das pessoas reclama do que não tem; ali havia alguém fazendo o melhor com o pouco que possuía.” p. 18

O tempo que Barry passou com Edith se constituiu como um tempo de aprendizagem, de amizade e de companheirismo. É interessante a forma sútil como o livro trás assuntos tão pesados como a morte, a dependência e os sacrifícios que fazemos por aqueles que amamos.

“Eu era o homem trazendo as mudanças, ela era a mulher que resistia a elas.” p. 21

O livro permite que nos deliciemos com as histórias contadas por Edith e nos apaixonemos pelas atitudes e a coragem de Barry. É um livro singelo e tocante, narrado em primeira pessoa por Barry, com letras grandes e capítulos relativamente curtos.

site: http://www.lostgirlygirl.com/2016/02/resenha-821-uma-casa-no-meio-do-caminho.html
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Letícia 09/08/2016

O livro Uma Casa No Meio do Caminho foi escrito por Barry Martin e Philip Lerman, publicado no Brasil pela editora Sextante no ano de 2015 e é uma espécie de autobiografia. Para quem gosta de animações, este livro serviu como inspiração para uma campanha de divulgação do filme Up - Altas Aventuras.

Eu disse que é uma espécie de autobiografia porque, ao mesmo tempo em que Barry conta sua vida ele faz a biografia de Edith Wilson Macefield, uma senhora de 85 anos que mora há anos no bairro de Ballard, um bairro na cidade de Seattle que mistura área industrial e residencial e que está em decadência.

Uma construtora compra no bairro de Edith um terreno muito grande para construir um shopping. Só há um problema nessa compra: Edith não quer vender sua casa e ela está no meio da construção.

Apesar de muita insistência e preços muito altos, a Srta. Macefield não aceita a venda. Acaba tornando-se então um símbolo na mídia, que condena a construtora por tentar tirar a pobre velhinha cheia de princípios de sua casa, e um empecilho para os construtores.

É aí que Barry entra na história: ele foi contratado para ser o responsável pela construção e acaba conhecendo Edith. E é aí que descobrimos que, de "pobre velhinha", ela não tinha nada! Ela era uma senhora bastante resoluta, firme, independente e rabugenta quando precisava. E conseguia ser um amor de pessoa também.

Barry deixa seu cartão com Edith, para o caso de ela se incomodar com algo na obra e quiser reclamar para ele. Alguns dias depois ela liga para pedir que ele a leve no cabeleireiro. E então, aos poucos, começa uma grande amizade entre os dois. Em algum tempo Barry está a levando também ao médico, fazendo suas compras, marcando suas consultas, fazendo suas refeições e ouvindo suas histórias.

Em um ato muito tocante e nobre, Barry passa a cuidar de Edith e faz tudo ao seu alcance para evitar que ela seja levada para uma casa de repouso. E ele aprende muitas coisas com a Srta. Macefield também. Ele passa a ter paciência com os idosos, algo muito útil em sua vida posteriormente, e uma lição excelente para nós também. Além disso, Edith tem uma história de vida surpreendente que, tenho que confessar, em boa parte do livro, acreditei que fosse invenção dela.

A relação entre os dois claro que não é um mar de rosas. Edith é bastante geniosa e, em algumas partes, você chega a sentir raiva dela. Apesar disso é uma amizade linda, um amor puro e sincero, que é tocante de presenciar, mesmo através da leitura. Edith é uma mulher ímpar, notável e Barry um homem incrível.

O livro é uma leitura rápida, fácil e muito gostosa. Com toda a lição que ele passa, ainda te faz rir, ficar triste ou com raiva em questão de páginas. É inspirador, cativante, emocionante e uma super lição de vida! Recomendo que todos leiam, deem de presente, indiquem para amigos e parentes...

site: http://madminds.weebly.com/blog/resenha-uma-casa-no-meio-do-caminho
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Manuella 08/08/2016

Uma história que resgata o valor das lembranças e a importância de manter-se fiel aos sentimentos. Que fala de altruísmo. Esta é a premissa do livro Uma Casa no Meio do Caminho (Sextante, 240 páginas): um apanhado de lições que o autor, Barry Martin, oferta ao leitor a partir de sua convivência com a octogenária Edith.

A dependência de um idoso, nos últimos anos da vida, envolve todos os familiares. Enquanto vivencia a decadência física, também as pessoas que o cercam são abaladas e levadas a pensar na própria vida, na inevitável finitude, além dos aspectos mais práticos que a perda da autonomia impõe.

Barry é um engenheiro, supervisor encarregado da obra de um shopping center em um antigo bairro de Seattle. Em meio à demolição de antigas propriedades uma casinha resiste bravamente. Edith Wilson Macefield, 85 anos, não vai sair, não vai. A casa tem um valor sentimental importante demais para ela. Edith não se desfaz dos objetos que contam sua trajetória: vinis dos músicos que conheceu, livros que supostamente escrevera, quadros e souvenirs de viagens, bibelôs que acumulou durante uma vida intensa e cheia de aventuras. Teria mesmo sido uma espiã infiltrada entre os nazistas na segunda guerra? Teria vivido em um castelo e cuidado de crianças? Barry não sabe se acredita nas histórias que a velhinha conta aos poucos e sem detalhes. Cabe a ele costurar as informações que recebe para reconstruir uma personagem curiosa, corajosa e muito, muito ranzinza.

Como seu trailer fica pertinho da casa de Edith, Barry passa a visitá-la diariamente, para saber se precisa de alguma coisa. Toda a área circunvizinha será do shopping, que envolverá a casinha antiga de Edith, porque ela não quer vender, não aceita os altos valores que são oferecidos. Não precisa de dinheiro, precisa ficar onde esteve durante boa parte de seus últimos anos. E onde está o seu coração.

Percebendo as dificuldades que ela enfrenta, começa a ajudá-la em pequenas tarefas diárias e, quando percebe, está fazendo as refeições de Edith, levando-a ao médico e preocupando-se tanto, como se fosse alguém da família... Um lindo laço de amizade e afeto os une, mas é Barry quem luta para que a harmonia predomine. Edith não é fácil, não é mesmo!

A leitura é reflexiva, especialmente para o leitor que convive com um idoso. Mostra como Edith vai perdendo a capacidade de fazer coisas simples, mas não aceita ajuda e não quer reconhecer que não pode mais permanecer sem auxílio.

Há momentos divertidos, especialmente quando Barry tenta manter a calma diante da impertinência, teimosia e até grosseria de Edith. E há também passagens onde sentimos uma compaixão imensa pelo homem que se dedica incansavelmente ao bem-estar da velhinha que só reclama. Barry passa, aos poucos, a cozinhar para Edith, a cuidar dos pormenores que a mantêm saudável e confortável. Cada vez mais ela exige a presença dele, que, enquanto dirige a grandiosa obra no entorno da casa, fica de olho nas necessidades da velha senhora. A coisa vai tomando dimensões sufocantes: Barry deixa de jantar com a família e, às vezes, até dorme na casa de Edith... Uma relação um tanto mal conduzida, mas que trará preciosas lições sobre a liberdade e os limites de cada um, dentre outras tantas, além de fazê-lo experimentar uma melhor relação com o pai, que adoece e precisa dele.

(...)
Continue lendo no blog e deixe seu comentário: http://www.lerparadivertir.com/2015/07/uma-casa-no-meio-do-caminho-barry-martin.html
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Van Ribeiro 19/05/2016

Relacionamentos que mudam a forma de ver as pessoas
O relacionamento de amizade e respeito entre Barry e Edith os ajudaram a ter uma visão diferente um do outro e de si mesmo.
Sim, indico esse livro. É uma leitura agradável e proveitosa.

Existe uma resenha completa desse livro no Blog Enchendo a Caixa. Link aqui embaixo!

site: http://enchendoacaixa.blogspot.com.br/2016/05/resenha-uma-casa-no-meio-do-caminho.html
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Mar 19/03/2016

Leitura leve, cotidiana e reflexiva
Mais do que uma história sob a persistência de uma casa que se ofuscou perante a construção de um shopping center, é a história de Barry Martin, que ficou totalmente transformada após o encontro com a velhinha Edith Wilson Macefield. O livro traz um emaranhado de situações cotidianas. Por se tratar de uma história real, a leitura em muitos pontos tem ritmo pacato e apesar de ser leve, traz boas reflexões. Boas questões são levantadas a partir da valorização das relações interpessoais: até que ponto é possível ajudar um idoso sem atentar contra sua independência, dignidade e individualidade? Barry Martin traçou essa linha algumas vezes enquanto lidava com uma velhinha impetuosa, rabugenta e... doente. Outra questão que traz grande reflexão é o altruísmo. Nessa história intrigante a convivência de B. Martin com a velhinha inicialmente desconhecida chegou a ser maior do que com a própria família. Durante três anos o autor abdicou da convivência com os filhos, dos jantares com a esposa, dos cuidados com o pai que tinha Alzheimer para que pudesse se dedicar inteiramente à relação com a senhora Edith Wilson Macefield. A leitura desse livro com certeza acrescenta uma outra visão sobre o mundo, sobre as pessoas a sua volta e, especialmente, sobre o tratamento aos idosos.
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21/01/2016

Uma história comovente e um exemplo
O livro conta a história de Barry Martin, um homem de 50 anos que é um dos responsáveis pela construção de um shopping center. Um dos principais problemas da obra é uma casinha no meio da construção. Eles tentaram de tudo para compra-la, mas quem disse que Edith, uma idosa com temperamento difícil, queria vende-la? E é assim que Barry conhece uma das pessoas mais importantes da sua vida. Ele narra como ficou amigo dela ao longo do tempo e como foi a sua experiência dedicando grande parte do seu tempo para cuidar dessa senhora.
O livro faz você, de uma certa forma, parar e pensar em assuntos que não damos tanto valor como devíamos: a situação dos idosos na sociedade. Será que temos no mínimo um amigo, com pelo menos mais de 70 anos, sem ser algum parente? E se sim, damos devida atenção a ele?
Outro aspecto importante na leitura é em como devemos tratar os idosos, dando para eles o direito de tomar suas própria decisões.
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