Uma casa no meio do caminho

Uma casa no meio do caminho Barry Martin...




Resenhas - Uma casa no meio do caminho


20 encontrados | exibindo 16 a 20
1 | 2


zabela 16/11/2015

Edith Macefield, uma história de amor e amizade, Up e... Ocupe Estelita?
Edith Macefield é... incrível. E assim também foram os últimos anos de sua vida.

“Uma Casa no Meio do Caminho” é um livro que fala de altruísmo e amor, mas não o romântico. Barry Martin propõe-se a documentar sobre sua amizade com Edith anos após a morte desta, uma velhinha durona que se recusou a vender sua pequena casa por um milhão de dólares para uma empreiteira (a qual o objetivo – que foi alcançado, exceto pela área da casa de Edith – era construir um shopping no quarteirão), valor extremamente acima do avaliado para o terreno. É uma história real, por mais que aparente ser fictícia. Foi com a casa de Edith, inclusive, que se deu a divulgação da animação Up! – Altas Aventuras.

Barry descreve como, para muitas pessoas, especialmente militantes, Edith era tida como um foco de resistência contra as construtoras e contra a verticalização da cidade. Lembra muito movimentos como o Ocupe Estelita, não é? Mas só lembra, uma vez que, para Edith, a relutância para sair da casa não se dava por questões sociais, como era de se imaginar, mas sentimentais. Ao longo do livro nós vamos descobrindo os verdadeiros motivos para essa velhinha não querer sair do seu lugar, mas querer morrer ali, em seu sofá, no mesmo lugar que sua mãe, muitos anos antes, havia morrido.

Aliás, é sobre isso que o livro, em muitas de suas passagens, fala: a morte, ou como nos prepararmos para perder pessoas queridas. E o mais importante disso talvez seja como aprender com essas pessoas, e como tirar o melhor de cada experiência. O tempo que Barry passou com Edith não deve ser traduzido só como um ato altruísta, tampouco como simples amizade, mas sim como aprendizagem. Desde o começo, o autor fala sobre como o tempo que ele passou com a velhinha ajudou-o a aprender a lidar com seu pai, também idoso, portador de Alzheimer. Mas é preciso enfatizar que não só Barry consegue tirar lições de vida do seu tempo com Edith, como também o leitor pode fazê-lo, e talvez seja por isso que o livro seja tão simples e, ao mesmo tempo, complexo: os dois anos de convivência de Edith e Barry e a documentação desse tempo serve também de aprendizagem para pessoas que convivem com pessoas idosas e, erroneamente, as infantilizam ou negligenciam.

Ao longo das suas 240 páginas – ao menos na edição de 2015, capa azul, da Sextante – aprendemos um pouco mais da vida de Edith e de sua trajetória. Seu livro sob o pseudônimo de Domilini – Where the Yesterday Began –, o parentesco com Benny Goodman, o romance com Richard Tauber, a amizade com Jimmy e Tommy Dorsey e inúmeros outros famosos, a juventude no período da Segunda Guerra Mundial e como escapou de um campo de concentração, o orfanato e as crianças das quais cuidou... Enfim, choramos e nos emocionamos com Edith, mesmo sem nunca tê-la conhecido. Talvez, no final das contas, o maior legado da vida dela tenha sido essa história brilhante contada por Barry Martin. Porque, como a própria velhinha diria, prédios e casas vêm e vão, uma vez que em 25 anos são destruídos para dar espaço para outras construções mais luxuosas, mas uma história como essa, a história de Edith Wilson Macefield, não vai – ou ao menos não deveria – se apagar com tanta facilidade.

"Obrigado, Edith. Por todas as lições que me ensinou.
Por todas as suas histórias.
E por mudar a minha vida."
comentários(0)comente



Jzanella 27/08/2018

Enfim...
Coloquei muita expectativa, a história é até que interessante no começo mas logo se torna entediante e cansativa. Porém gosto não se discuti.
comentários(0)comente



Edna @bagagem.literaria 19/11/2017

Abnegação
Uma casa no meio do caminho - A dramática história autobiográfica de Barry Martin e de Edite Wilson Macefield, narrada por ele mesmo com Philip Lerman.
.
Edith é uma velhinha de 84 anos que insiste em continuar morando sozinha em uma casa que mesmo sendo a única que não fora vendida para a construção de uma grande obra, desprezando as ofertas de milhões de dólares oferecida pela Empresa Construtora.
.
Barry é responsável pela Supervisão Arquitetônica do Shopping e designado para continuar as tentativas de negociação com a Velhinha durona como é chamada pela mídia.
.
Com a aproximação Barry conhece uma pessoa maravilhosa e trava uma história de amizade e altruísmo e conforme as visitas vão se intensificando, ela vai contando pedaços soltos de seu passado, como era musicista foi fácil para ser admitida como Expiã Nazista e após ter sido descoberta fora enviada à Dachau um campo de concentração de onde fugiu com 13 crianças mesmo não tendo sobrevivido todos, ela os adotou e criou-os em um Castelo na Cornualla na Inglaterra, perdeu o filho de 13 anos fruto de um grande amor, retornando após muitos anos para cuidar da mãe idosa nos Estados Unidos.
.
Ela é escritora, fato que Barry ao ouvir suas histórias de tão incríveis o faz imaginar verdadeiras ou ficção, e vai descobrir tantas verdades como o Livro que escreveu um calhamaço "Weber the Yester Day Began" (Onde o ontem começou, assim como objetos sentimentais com dedicatórias e passa a ama-la como a própria família, vai aprender com ela, vai entender o que sente um idoso e o respeito que eles precisam, sabem que são dependentes mas não querem perder a dignidade.
.
Você vai chorar, vai ler desde as especificações da editora, prólogo ao epílogo e vai se emocionar com os agradecimentos do autor e desejar que ñ tivesse terminado. 5/5
.
Citações:
1. Ñ sei se eu estava pronto p/dar um nome àquele sentimento, mas sabia que era o que a maioria das pessoas tem que. pensa em Deus.
2. Na verdade é td.muito simples. Vc.descobre qual a coisa certa a fazer e faz.
3. Coloquei meus pensamentos aqui escondidos nestas págs. então agora sei que vai me visitar qdo.quiser.
.
O livro que inspirou a divulgação do filme "Up: Altas Aventuras.
comentários(0)comente



Lu 25/02/2015

"Uma casa no meio do caminho" conta a história da sra. Edith que, com 85 anos, se recusa a sair de sua casinha para dar lugar a um enorme shopping. Muitos acham que Edith está liderando algum movimento contra a urbanização do bairro, mas a verdade sobre tudo é que Edith não quer sair de onde está, não quer deixar sua casa por não ter, exatamente, outro lugar para ir. Edith pertence à sua casa e sua casa pertence a ela.

Estava ansiosíssima para ler esse livro. Não via a hora de ler o livro que fez parte da campanha de divulgação de "Up: Altas aventuras". Quem assistiu UP e não se emocionou? Talvez, por esses motivos, eu esperava mais do livro. Esperava mais animação, mais leveza e um pouco mais de diversão durante o livro que foi bem difícil para terminar de ler.

Um dos autores do livro, Barry Martin, foi superintendente encarregado do projeto de construção de um novo shopping que fica em volta da casa de Edith e eles se conhecem durante uma visita casual de apresentação de Martin para a senhora que vai enfrentar meses de obras e poeira durante a construção do shopping, mas desse pequeno encontro, nasce uma grande amizade. Edith tem muito para contar e Martin se dedica a ouvir cada história dela com atenção sem saber se são verdades ou apenas devaneios de uma senhora idosa e a cada história, a amizade deles cresce e Martin se torna o maior companheiro de Edith, sendo seu motorista, cozinheiro, mordomo, cuidador e, acima de tudo, amigo.

Engraçado como acabei me identificando com o Martin. Ele é um adulto normal, não um adulto totalmente seguro de si que sabe o que está fazendo como a maioria dos personagens dos livros de hoje. Ele tem medos, às vezes, se sente uma criança insegura e isso nos aproxima cada vez mais dele.

Martin e Edith acabam com uma amizade enorme, maior do que muitos filhos e mães por ai, mas quando Edith recebe a notícia de que está doente, Martin fica devastado e, a partir dai, ele e Edith ficam ainda mais ligados. Martin não tem muito a oferecer a Edith além de sua mais verdadeira amizade e companhia e nós acompanhamos os dois através das dificuldades da idade e da vida.

"Uma casa no meio do caminho" é um livro denso, difícil de ler e com pouquíssimos diálogos, mas com muitas histórias de amor, amizade e companheirismo.

site: http://lumartinho.blogspot.com.br/2015/02/uma-casa-no-meio-do-caminho-barry.html
comentários(0)comente



cris.leal.12 09/07/2018

Lição de fraternidade...
Edith Wilson Macefield, uma senhora de 84 anos, moradora do bairro de Ballard, em Seattle, recebeu atenção mundial depois que se recusou a vender sua humilde residência para uma construtora que planejava erguer um complexo comercial no local. Edith recusou 1 milhão de dólares e a construtora acabou construindo, em 2006, um shopping center em torno de sua pequena casa.

Barry Martin (à esquerda) trabalhava como superintendente encarregado do projeto de construção do shopping center. Ele supervisionava a obra de um trailer que ficava a apenas algumas dezenas de metros da casa de Edith e não demorou muito para que os dois se conhecessem e iniciassem uma bonita amizade. Ficamos conhecendo melhor o altruísta Barry e a durona Edith, através de suas muitas conversas. Edith não só contou para Barry o real motivo de querer permanecer na casa, como narrou detalhes fascinantes e intrigantes da sua história. Aos pouquinhos Barry foi ficando cada vez mais ligado à Edith e preocupado com o seu bem estar. Sempre por perto e à disposição, ele a levava ao salão de beleza, às consultas médicas, comprava seus remédios e preparava as refeições.

Barry cuidou de Edith até ela falecer em 2008. Foram dois anos de dedicação total e em retribuição, ela deixou para ele a tão disputada casa. Barry a vendeu por 300 mil dólares e usou o dinheiro para pagar a educação de seus filhos na faculdade.

Narrado pelo próprio Barry Martin, “Uma Casa no Meio do Caminho” comove por ser repleto de valores humanos reais e necessários, como fraternidade, respeito e amizade.


site: https://www.newsdacris.com.br/2018/07/resenha-uma-casa-no-meio-do-caminho-de.html
comentários(0)comente



20 encontrados | exibindo 16 a 20
1 | 2