Sombras do medo

Sombras do medo Camila Pelegrini




Resenhas - Sombras do Medo


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@livrosmundofantastico 02/09/2018

Uma bela distopia
Um mundo está em caos não existe mais árvores só o chão árido e o sol queimando na pele. Quem vive trabalhando para ter o que comer são chamados ordinários e aqueles que comandam o pouco que resta do planeta são os singulares que construíram uma muralha para se diferenciar dos ordinários.

Anabelle é uma originária ela e a mãe trabalham de sol a sol para terem o que comer mas mesmo assim Anabelle tem um coração de ouro e sempre procura ajudar com o pouco que tem.

Henry é um forasteiro que chega na cidade e vive desaparecendo o tempo todo o que torna ele mistério mas ao mesmo tempo desperta os sentimentos de Anabelle.

Que distopia incrível!!! Já tinha lido Aos Olhos de Zoe da autora e ela usa bem as palavras mas essa história é tão real, fiquei impressionada com os personagens principalmente Anabelle, que garota guerreira. Os capítulos são curtos o que deixa a leitura mais confortável.

site: https://www.instagram.com/p/BnCpEAJH4XX/
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Camila 26/12/2016

Resenha: Sombras do Medo (Por Livros Incríveis)
Num futuro distópico, o mundo agora concentra-se em uma pequena parte de terra, se comparado com antigamente, e cercado por cinco muralhas. A sociedade divide-se entre Singulares, aqueles que detêm o poder e os bens naturais que restaram; e os Ordinários, que trabalham para que somente possam sobreviver. Entretanto, isso está para mudar. A população corre perigo, a ganância pode matar. Pessoas desaparecem, um fogo congelante vindo de algum lugar. O que pode destruir as Sombras do Medo?

Esse é o segundo livro que eu leio da Camila Pelegrini, apesar de ser o primeiro livro escrito por ela. Com uma premissa totalmente diferente de Aos Olhos de Zoe, a autora nos apresenta uma arriscada e bem sucedida distopia com fantasia.
Sombras do Medo nos apresenta Anabele, uma ordinária de coração puro, que sempre se coloca em último lugar. Mas quanto mais a sobrevivência fica difícil, quanto mais os singulares se afastam dos ordinários, pior a situação fica, principalmente quanto eventos misteriosos têm início. Primeiro vem o frio, congelante, por mais que eles vivam em uma parte onde é deserto, devido às besteiras que os humanos fizeram há muitos anos atrás. Depois, os demaios. Quando acordam, alguém sempre está desaparecido, e isso passa a ocorrer cada vez mais frequentemente.


“Tinham em si todos os sentimentos do mundo, conflitantes ou não, e eram capazes de alimentar todos eles, fazendo-os crescer, de modo que não poderiam, de forma alguma, serem somente maus ou somente bons.”


A primeira coisa que me chamou a atenção na obra foi que é uma história única! Boa notícia para os fãs de distopias, Sombras do Medo foi criado em apenas um livro, não há continuação! Ponto positivo, porque a autora consegue colocar toda a explicação necessária em quase trezentas páginas, e terminei a história sem dúvidas quanto aos acontecimentos. Além disso, ajuda o fato de ter uma linguagem simples, ainda que não seja informal, já que facilita o entendimento do universo criado.
Apesar do básico já conhecido e talvez esteriótipo de distopias, Pelegrini também consegue colocar originalidade, principalmente quanto a protagonista.
Anabele, extremamente importante na história, não é o foco dela. Além disso, é uma garota que mesmo com as adversidades da vida, não começa o livro sendo A protagonista poderosa. Amadurecendo aos poucos, Ane sente medo, receio e muitas dúvidas quanto ao futuro. Ainda assim, não é uma personagem que senti conexão, nem que me cativou ao longo das páginas.
Além disso, prepare-se, porque é uma guerra. Só aviso isso, mantenha lencinhos ao lado. Tive meu coração partido em uma das cenas.
Há um triângulo amoroso, que felizmente não é o foco da trama. Na verdade, eu diria até mesmo que ou você shippa (gosta do casal) Anabele com um dos personagens, ou não shippa ela com ninguém.

A autora trabalhou muito em cima das questões reflexivas abordadas no livro. É uma característica das distopias em geral, e possui presença muito forte em Sombras do Medo. Me arrisco a dizer que a obra é sobre tais questões filosóficas, abrindo espaço para debates importantes, que são muito comentados em nossa sociedade, mas pouco debatidos, de fato. Não quero falar muito para não dar spoilers.

O final não é de muitas surpresas, e meio clichê, eu diria. Entretanto, é um bom desfecho para uma boa história. Camila Pelegrini teve muito sucesso em seu primeiro livro, que possui uma ótima história e escrita, com bons personagens que convencem. Recomendo principalmente para quem adora ou simplesmente gosta de distopia para conhecer uma que se diferencia das demais em diversos aspectos, mas de forma muito positiva.

Leia mais resenhas em:

site: http://porlivrosincriveis.blogspot.com.br/2016/12/resenha-sombras-do-medo-camila-pelegrini.html
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Thamires 14/09/2016

Sombras do Medo
Com uma escrita envolvente e surpreendente, Camila Pelegrini nos apresenta uma distopia onde a fantasia também tem seu lugar. O risco parece grande, mas o resultado é incrível.

Acompanhando a história de Anabele, moradora da terceira província, descobrimos um mundo destruído onde tudo o que sobrou foi o palpável egoísmo do ser humano. As cinco regiões onde o mundo se fragmenta tem uma desigualdade gritante, onde singulares e ordinários (as duas classes sociais) são separados por uma gigantesca muralha construída literalmente por suor e sangue - dos trabalhadores ordinários.

Não bastasse o caos que presenciam no mundo cotidiano, ordinários passam a desaparecer misteriosamente, deixando para trás um rastro de gelo apenas. O medo evolui a novos patamares e a justificativa que descobrimos no decorrer da história é completamente satisfatória, sem deixar pontas soltas.

Anabele e sua mãe vivem do lado de fora da muralha e trabalham numa luta constante, como todos os outros ordinários, pela sobrevivência que é fornecida aos poucos pelos singulares, os privilegiados que vivem dentro das muralhas e controlam as vidas dos que ralam para fornecer-lhes conforto. Anabele nutre ódio pelos singulares na capital, sua necessidade de mudar o que acha errado consegue ser tão genuína que nos passa as sensações de raiva e inconformidade que sente.

Fugindo do básico, do clichê, Camila trata de temas como desigualdade social, a perda de empatia com o próximo, banalização da vida e o medo constante frente um governo totalitário. Traz também personagens que simpatizamos e nos apaixonamos perdidamente, afinal, cada um reflete muito bem um pouco de nós. É dessa forma que conseguimos nos aproximar da história e traçar relações com nossa vida e como tratamos cada um dos assuntos abordados, com uma narração em terceira pessoa que facilita tais vínculos.

Expondo a pior parte do ser humano, fruto de suas más escolhas, Camila nos faz enxergar a possibilidade de vivenciar esse futuro distópico muito em breve, já que as ações que levaram a tal fim estão muito presentes no nosso dia-a-dia - ao nosso redor e dentro de nós mesmos.

De fazer pensar muito em nossas ações, Sombras do Medo se tornou um dos meus favoritos. É de se encantar com a leveza natural de cada personagem, mas principalmente da principal que desde o início assinala sua marca registrada (e contagia os outros personagens) com as principais características que de forma alguma podemos perder.
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LT 24/08/2016

Sabe quando você termina um livro e não tem a mínima ideia de como irá escrever a resenha do mesmo?

Então!

É o meu caso agora...

A minha vontade é de contar tudo, tudo e tudo... é discutir, falar, minha nossa gente: que livro!

Sombras do Medo conta a história do mundo e da sua população em um futuro bem distante. Imagine o mundo lá na frente totalmente devastado e habitado por seres humanos em sua minoria.

Água a vontade?

Comida Farta?

Árvores?

São direitos para poucos, por isso, foi feita uma grande divisão no mundo e cinco grandes capitais foram fundadas. Sendo que, dentro do seu território vivem os singulares, aqueles que possuíam todas as regalias e a proteção das grandes muralhas que custaram a vida de muitos ordinários; estes que são o povo trabalhador que vive do outro lado da muralha lutando diariamente para sobreviver.

Ordinários queriam a sobrevivência. Singulares queriam o mundo para si. Tinham propósitos diferentes.

Anabele, nossa protagonista é uma ordinária que não se conforma com a situação do mundo atual e de seu modo ela tenta ajudar todos ao seu redor. Devo dizer que a Ane é uma das personagens mais altruístas que conheci até hoje na literatura, e acredite, me encantei com ela logo no início. Ela não tem aquelas características de mocinhas indefesas, fresquinha, não, ela é uma guerreira que luta dia-a-dia para sobreviver e pela vida daqueles que ama. Assim como ocorreu com Henry, o forasteiro gato que trabalha com sarcasmo e bom humor ao seu lado. Ele pode ser um cretino, seu jeito irrita, mas ao mesmo tempo ele é um fofo e ganhou meu coração.

- Não deveria, mas acho que é inevitável apaixonar-se por você.

A vida dos ordinários já não é fácil tendo que lidar com o sol escaldante, calor intenso, miséria, fome e a sede. Imagine adicionar nessa equação o medo?

Pois é, ninguém sabe o que acontece, de onde vem ou o por que, mas simplesmente pesadelos tenebrosos passaram a dominar o sono da população e ordinários começam a desaparecer logo após gritos assustadores serem ouvidos e a temperatura cair bruscamente.

Quem está fazendo isso? São os singulares? É o fim do mundo? Todos morrerão? Para onde os desaparecidos vão? Quem são aquelas criaturas? Que pesadelos são esses?

E agora era a última chance.
Enquanto não olhassem para dentro de si, estariam em desvantagem.
Enquanto não conhecessem suas forças e reconhecessem suas fraquezas estariam fadados ao fim.
E o fim já havia começado.

São tantas, mais tantas perguntas que se eu escrevesse aqui, acho que deixaria vocês doidos e estragaria completamente a leitura dessa obra incrível para vocês.

Sombras do Medo chegou até mim através do Book tour que a Camila promoveu. E, é a segunda distopia que leio na vida.

Não é mentira quando digo que não sei descrever os meus sentimentos enquanto eu lia o livro, porque o leitor é totalmente envolvido pelo enredo. No início quando ninguém está entendendo nada do que está acontecendo, você também não entende e solta interjeições no estilo: "Como Assim?" ou "Não é possível!" ou "Ai Jesus, não pode ser..." Sim, essa era eu lendo Sombras do Medo.

E isso tudo só aconteceu porque a Camila, conseguiu criar nesse mundo distópico um misto de gêneros que consegue agradar todo e qualquer leitor. Pois ela nos proporciona uma história de aventura, suspense, mistério e romance que te prende do início ao fim. Em sua escrita simples e envolvente, o livro é narrado em terceira pessoa e conta as visões de várias personagens o que nos dá a oportunidade de ver e entender a situação como um todo, seja pelos singulares ou pelos ordinários.

Intensidade gera expectativa. Expectativas geram decepções.
Razão era conforto. Emoções significavam riscos.


Os personagens são cativantes, não importa se seja o mocinho sarcástico, ou a mocinha altruísta, ou a mãe conselheira, o melhor amigo apaixonado ou até mesmo o infeliz do "dono" do mundo. Todos os personagens tem a sua essência e a sua importância.

Obrigada por me mostrar que somos tao menos do que pensamos ser e que temos tanto mais a aprender.


Mas falando sinceramente, o que eu mais gostei no livro foi a mensagem que ele conseguiu passar do início ao fim. Esse mundo futurista que ela criou, querendo ou não pode até se tornar uma realidade, deixando claro que estou falando da situação do planeta Terra e não dos demais pavores que acontecem, que por sinal, ainda quero descobrir como uma mente conseguiu imaginar algo tão diferente e assustador assim, mas voltando... A lição que aprendi com Sombras do Medo é de que o próprio ser humano arca com as consequências das suas escolhas. Atualmente estamos tendo um descaso tão grande com a natureza que dá até dó. Aprendi na escola que todos os recursos naturais são escassos, a Camila mostrou isso no livro para nós e apresentou também o que acontece quando os perdemos em decorrência de atitudes como as nossas atuais.

O livro nos mostra que o nosso futuro é traçado através do nosso presente, por isso, temos que ser mais conscientes com as nossas atitudes perante a natureza e saber valorizar e agradecer o que temos em mãos, pois um dia podemos não ter mais, como em alguns lugares do mundo já são escassos.

Mas de certa forma, se você analisar, o ser humano é um ser egoísta e o descaso não está só na natureza, mas sim também com a sua própria espécie. Olha o tanto de assassinatos, roubos, estupros, olha a desigualdade social gritante que existe. Uns tem tão pouco e outros tem em excesso... é para isso que temos que abrir os olhos, para as nossas atitudes como seres humanos.

Talvez um dia a gente deixe de alimentar o caos e passe a alimentar a vida.

Agora, voltando a falar do livro, recomendo a todos vocês a leitura e espero do fundo do meu coração que apreciem com a mesma intensidade que eu o fiz. Tanto que teve momentos nos quais ri, momentos nos quais roí as minhas unhas e outros momentos nos quais chorei absurdamente e quis "matar" a Camila por ter feito isso comigo. Até briguei com ela pelo facebook! rs

Vou deixar aqui para encerrar a resenha uma frase que na qual acredito tanto, mas tanto e que quando li no livro, me emocionei até por ver que tem outras pessoas que tem o mesmo pensamento e amor aos animais.

- Antes fôssemos mais cachorros do que humanos.

Resenhista: Mayara Milesi.

site: http://livrosetalgroup.blogspot.com.br/
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Thaís Andrade 11/07/2016

Linda história
A distopia inicia mostrando uma grande tragédia causada pela raça humana, onde o mundo foi dividido em 5 regiões, e os humanos eram distinguidos por ordinários e singulares. Os ordinários eram aqueles mais necessitados, que trabalhavam duro para ter uma pequena parcela da água que existia em grande quantidade na capital e o pouco de comida que os ofereciam, tentavam apenas sobreviver. Os singulares eram o mais privilegiados, pois após a divisão das províncias, herdarem a melhor parte do mundo, desfrutam da pequena parte boa que ainda resta em nosso planeta.
No meio de toda essa destruição era difícil acreditar que pessoas boas ainda existiam, mas Anabele e Amanda sua mãe, tinham um grande coração onde havia espaço para todos. Ambas não mediam esforços para ajudar o próximo, afinal, a capital os deixaram na miséria!
Ane, uma garota doce, gentil, muitas das vezes tirava o pouco alimento que tinha para ajudar e dar aos mais necessitados. Ela tinha esperança, fé e principalmente amor ao próximo, principalmente por Henry, um forasteiro que chegou do nada arrancando suspiros. Um cara todo convencido, com humor ácido e irônico, conseguiu conquistar a todos, principalmente Ane, que fica toda corada quando está perto dele. No início da história a relação deles é um tanto quanto engraçada, pois Henry escondia qualquer resquício de sentimento por Ane e ainda pega em seu pé deixando-a sempre corada ou irritada. Ele tem um grande segredo! Onde esse segredo pode definitivamente afastá-lo de Ane. Vincent, mais conhecido como Vi, ficaria mega contente se isso acontecesse, pois sempre fora apaixonado em segredo por ela, e não conseguia entender o encanto que ela tinha por esse forasteiro misterioso recém chegado!
O mundo é dominado por sombras e medo, onde apenas a bondade podem salvá-los desse mal. Será que após tudo ter chegado onde chegou as pessoas ainda seriam capazes de ajudar o próximo e fazer o bem sem olhar a quem? Bom, você irá descobrir isso lendo Sombras do Medo, esse livro incrível que tive o prazer de participar do Booktour, me encantei com a história, principalmente com Jhou

site: http://mundoliterariodathais.blogspot.com.br/2016/01/resenha-sombras-do-medo-camila-pelegrini.html
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Tati Duraes 10/07/2016

Muito bom!
Num futuro não muito distante, o mundo sofre com a falta de recursos naturais. Água se tornou escassa, levando a humanidade a beira da extinção.
Não existem mais árvores em meio as ruas, nem rios ou lagos e o calor é extremo.
O ser humano, numa atitude de egoísmo e crueldade, resolveu que poucos deveriam usufruir do que restara de bom no planeta, criando assim, duas categorias de pessoas; os ordinários, meros trabalhadores, aqueles que precisam plantar e trabalhar doze horas por dia, para poder dar o que produzem em troca de água. E os singulares, os ricos, aqueles que ainda detêm água.
Numa atitude ainda pior, o presidente, desse mundo distópico, ordenou a construção de muralhas para, teoricamente, proteger os recursos que sobraram. Deixando do lado de fora, é claro, os ordinários. Muitas pessoas pereceram de fome, sede e doentes na construção, porém isso não os amoleceu. Na certeza de que estava se protegendo, o presidente manteve a ordem e a muralha foi finalizada.
É, então, que coisas estranhas começam a acontecer. Gritos são ouvidos, desmaios são relatados e desaparecimentos acontecem sem explicações, deixando apenas pequenas pedrinhas de gelo nos lugares. Mas gelo não existe mais!
No meio dessa calamidade, conhecemos Annabelle e Henry.
Em meio a tentativa de sobreviver, ajudar quem precisa, e entender o que poderia estar acontecendo, nossa protagonista acaba descobrindo que o ser humano pode ser o pior dos inimigos.
***
Enquanto eu lia, ficava imaginando isso tudo acontecendo em nossa realidade. O que não é muito difícil, já que o ser humano dá mais valor a calçada limpa do que a uma árvore. Já perdi as contas de quantas árvores vi serem cortadas nas calçadas da cidade onde moro. Simplesmente pelo fato de que as folhas caem e fazem sujeira ou que as raízes estão quebrando todo o cimento.
O egoísmo, o descaso, a maldade, a falta de coragem... tudo isso resume o que vemos nos noticiários. Bebê recém-nascido abandonado, criança morta pelos próprios pais, mulher estuprada ao chegar tarde do trabalho, assalto acaba em morte, cachorro é morto a pauladas, resgate de animais selvagens do tráfico, consumo sem controle ou responsabilidade de produtos industrializados, toneladas de lixo nos lixões, vazamento de óleo no mar.... O que estamos fazendo com nosso planeta? Se tornamos a Terra um planeta inabitável, iremos morrer junto com ela!

Achei a história bem trabalhada, leve, fácil de ser lida e compreendida. A escrita da Camila é fluída, o que faz com que as folhas passem rapidamente e o fim chegue sem que você note.
Quando você finaliza, para para pensar sobre tudo o que ali estava escrito e o quanto de verdade, aquelas palavras carregam. Dá um pouquinho de medo que tudo isso se torne realidade.

Enfim, super recomendo para quem gosta de distopias e também para quem curte fantasia.
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Nanáh Zoti 01/07/2016

Declínio sem Fim??
................
Tudo começa com o relato de como está o mundo. Das mudanças que nossas atitudes trouxeram para o futuro. Do sofrimento que as pessoas passam e a injustiça na hora de distribuir recursos essências para a sobrevivência.

Mocinha boazinha, empática, caridosa.
Mocinho extrovertido, misterioso.

Sim, já vimos um monte disso, certo?

A forma como a Camila apresenta o romance dos dois, a delicadeza com que descreve é o ponto forte do livro, o que fez minha animação aumentar de forma maravilhosa.
O desenrolar do livro até a metade foi estupenda, mas de uma hora para outra as coisas desandaram.
................

site: http://nanahzotirecomenda.blogspot.com.br/2016/07/resenha-sombras-do-medo-camila-pelegrini.html
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Giuliana Sperandio 28/05/2016

Resenha do Blog Clube do Livro e Amigos - Escrita por Giuliana Sperandio
Medo...
Olhe para cima veja essa palavra e pense, o que mais te faz ter medo?
Futuro incerto?
Aquecimento global?
Desastres naturais?
Fome, miséria, sede, mortes...
Maldade humana e ganância...????
Agora feche os olhos e imagine todas as opções acima juntas, imaginou? Um caos total, não é mesmo?

Esse é o cenário de sombras do medo. Em um futuro (provavelmente não muito distante) onde os sinais claros de socorro da natureza são ignorados e a ganância toma mais uma vez o lugar da razão, acontece o impensável, a escassez de recursos naturais e com isso os ricos subjugam os mais pobres os escravizando para construção de muros em troca de menos que o mínimo adequado para a sobrevivência, mais uma vez o dinheiro falando a voz mais alta, a voz que oprime.

De um lado os ordinários seres que vivem para sobreviver e do outro singulares que vivem da exploração dos mais pobres se isolando e fechando os olhos para um mundo que sua própria ganância destruiu. Eles dividiram o mundo em 5 áreas e em todas há a parte rica onde não falta nada dos Singulares, e a área onde tudo é escaço, quente e onde vidas valem menos que um copo água, a parte onde ficam os ordinários
Vamos conhecer um mundo devastado, corações divididos , amor, ódio, medo e esperança.

Camila nos transporta para a história, apesar do livro estar em terceira pessoa por me identificar plenamente com a personagem principal comecei a enxergar tudo através do olhos bondosos e justo da personagem Anabele Godhet, ela que viu a transformação drástica acontecer, não entende porque vidas são diferenciadas e separadas como raças superiores e inferiores, quando somos apenas todos feitos da mesma matéria, somos todos apenas humanos. (já vi isso, hein...um tal de Hitler tentou fazer isso...)



Se você quer saber como foi seu passado, olhe para quem você é hoje. Se quer saber como vai ser seu futuro, olhe para o que está fazendo hoje.
Provérbio Chinês
Bem, e como humano que somos, mais uma vez cometemos os mesmos erros afinal...
Enfim, então no meio de tanta devastação, nem ao menos sobra espaço para ambição a mais do que a própria sobrevivência entre os ordinários, ela vive com sua mãe desde a morte do seu pai na construção de um dos muros.

Apesar de toda dor que temos na história também temos bálsamos para nos deixar um pouco menos tensos durante a leitura, como a relação linda de amor e amizade entre Anabele e sua mãe Amanda, ou a amizade entre ela e Vicent, seu amigo de infância e eterno apaixonado (sem que ela saiba claro), além disso temos o cachorrinho Jhou que Anabele trata escondido tirando de sua própria subsistência para mantê-lo vivo em uma amizade emocionante e que vai te fazer refletir sobre o futuro dos animais também...

O que seriam as boas histórias caso não houvessem os romances? Então para balançar o coração da nossa heroína eis que aparece o cavalheiro sarcástico e misterioso, o forasteiro Henry, claro que nada será fácil, nada será descomplicado, afinal estamos em uma distopia, então queridos leitores segurem seus forninhos e preparem se para cenas de farpas entre nossos queridos mocinhos e o adorável e ciumento Vicent...

Porém como se tudo isso já não fosse ruim o bastante, algo sombrio e desesperador começa a acontecer, ordinários somem, só se ouve um grito, sombras pairam por onde isso acontece e um som devastador como se de uma risada nefasta...

Haverá lutas, sangue, lágrimas, guerra, mentira, remissão e aprendizado.
Será que o amor vencerá o caos, será que o mundo sucumbirá as trevas, façam suas apostas e segurem seus forninhos, pois o final do livro é de tirar o fôlego...

Leia a resenha completa acessando o blog


site: http://clubedolivro15.blogspot.com.br/2016/04/resenha-nacional-sombras-do-medo-camila.html
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Bárbara @versosenotas 02/05/2016

Resenha: Sombras do Medo
Sombras do Medo é uma mistura de distopia e fantasia que traz um mundo futurista onde a Terra é cercada por sombras, medo, crueldade e desigualdades. Já não há mais o verde das plantas, não há mais água e alimentos em abundância e o que resta é contar com a compaixão do próximo. O que você faria nessa situação? Compartilharia os últimos recursos da Terra ou os monopolizaria?

O maior medo do homem se concretizou: a Terra já não resiste mais as incansáveis devastações, poluições e descuido e agora os recursos disponíveis para a vida humana não são suficientes para todos. Por consequência, um homem chamado Arthur divide a área boa em 5 grandes capitais e é nesse momento que dois grupos são formados: os singulares e os ordinários. Os singulares fazem parte de um grupo seleto que vive tranquilamente nas capitais, desfrutando os últimos recursos da Terra. Os ordinários, por outro lado, são os menos favorecidos, os excluídos que se submetem diariamente às condições precárias de vida. Eles trabalham de sol a sol, resistindo à fome e sede constante. Esses fatos demonstram claramente o mundo distópico criado pela autora, mas logo a história ganha um q de fantasia quando, estranhamente, os ordinários começam a desaparecer.

Gritos são ouvidos seguidos de desaparecimentos. Seriam os singulares criando um novo método de castigo? Até poderia ser, não fosse o fato dos ordinários começarem a ter pesadelos assustadores quase todas as noites e é dessa forma que Anabele e a mãe vivem: cercadas por muito trabalho ao longo do dia e por pesadelos terríveis durante a noite.

Nem mesmo nos sonhos parecia encontrar sossego (...). Tinha pesadelos em que a Terra, com tudo o que há nela, era engolida pela escuridão. Nessas ocasiões, acordava desesperada, como se uma sentença de morte houvesse sido decretada sobre todos e agora fosse só questão de tempo até que o carrasco chegasse.

Anabele é uma ordinária que apesar de sua vida triste sempre coloca as necessidades do próximo acima das suas. Prestes a fazer 21 anos, porém, ela começa a lidar com novos sentimentos ao conhecer o forasteiro Henry. Apesar de todos gostarem dele, ela sente que existe algo de estranho nele e, por isso, vive acalmando seu coração que insiste em pular do peito sempre que o vê.

Havia finalmente notado seus sentimentos. Eram intensos e isso a preocupava. Intensidade gerava expectativas, e expectativas geravam decepções. Não sabia se estava prepara para sair de sua zona de conforto.

Henry guarda um grande segredo que pode mudar completamente a vida de todos, mas ao conhecer Anabele ele esquece todas suas obrigações e só pensa em desfrutar a paz que exala dela. E é em meio a esse fim de mundo que um romance se inicia, como se fosse possível uma flor nascer em solo infértil. No entanto, os desaparecimentos continuam e a partir daí surge a possibilidade de uma união entre singulares e ordinários contra o autor dos sumiços. Será que isso seria possível?

Ordinários queriam a sobrevivência. Singulares queriam o mundo para si. Tinham propósitos muito diferentes.

Não vou falar mais porque o bacana desse livro são os mistérios presentes e as surpresas que nos pega desprevenidos. A narrativa é fluida, a leitura é rápida e o capricho da editora está visível na diagramação. As folhas são amarelas e o início de cada capítulo tem a imagem da criatura presente na capa cuspindo fogo o que é bem bacana. Porém, senti um pequeno incômodo com esse efeito, pois a fumaça é escura e fica em cima do texto, dificultando um pouco a leitura. Porém, isso só acontece no início de cada capítulo.

Não acho que existam pessoas completamente ruins ou completamente boas, Ane. Nós podemos optar por qualquer um desses lados.

A mistura entre distopia e fantasia que a autora criou foi genial e ela conseguiu fazer uma crítica ao homem e sua ganância desenfreada. Senti uma angústia ao perceber que os fatos narrados poderiam ser muito bem verdade e na mesma hora notei o quanto o ser humano é sortudo por ainda ter uma linda natureza que insiste em permanecer alegrando-o. Qual é o limite da ambição? Qual o limite do interesse próprio? Do egoísmo? Não quero presenciar isso, mas de uma coisa eu sei: sem amor, a única coisa que nos resta são as sombras, o vazio, a escuridão e um medo que pode tanto nos levar a lutar quanto o medo que pode nos consumir completamente.

Deixo aqui meu agradecimento à autora Camila Pelegrini pela parceria e confiança. Foi um prazer conhecer sua escrita e me deixar levar pelas reflexões que Sombras do Medo causou em mim. Indico a leitura aos fãs de distopia, aos fãs de fantasia, mas acima de tudo, a você que como eu concorda que o homem precisa parar antes que seja tarde demais e percamos nossa amada Terra.

O medo, como bem sabia ela, era capaz de fazer uma pessoa reagir, lutar, mas em uma diferente intensidade, era também capaz de tornar alguém tão inerte quanto um poste.

Visite o blog: http://versosenotas.blogspot.com.br/ onde tem essa resenha e muito mais!!


site: http://versosenotas.blogspot.com.br/
camila.pelegrin 05/05/2016minha estante
Linda




Clube do Livro 24/04/2016

Resenha Escrita por Giuliana Sperandio - Blog Clube do Livro e Amigos
Medo...
Olhe para cima veja essa palavra e pense, o que mais te faz ter medo?
Futuro incerto?
Aquecimento global?
Desastres naturais?
Fome, miséria, sede, mortes...
Maldade humana e ganância...????
Agora feche os olhos e imagine todas as opções acima juntas, imaginou? Um caos total, não é mesmo?

Esse é o cenário de sombras do medo. Em um futuro (provavelmente não muito distante) onde os sinais claros de socorro da natureza são ignorados e a ganância toma mais uma vez o lugar da razão, acontece o impensável, a escassez de recursos naturais e com isso os ricos subjugam os mais pobres os escravizando para construção de muros em troca de menos que o mínimo adequado para a sobrevivência, mais uma vez o dinheiro falando a voz mais alta, a voz que oprime.

De um lado os ordinários seres que vivem para sobreviver e do outro singulares que vivem da exploração dos mais pobres se isolando e fechando os olhos para um mundo que sua própria ganância destruiu. Eles dividiram o mundo em 5 áreas e em todas há a parte rica onde não falta nada dos Singulares, e a área onde tudo é escaço, quente e onde vidas valem menos que um copo água, a parte onde ficam os ordinários
Vamos conhecer um mundo devastado, corações divididos , amor, ódio, medo e esperança.

Camila nos transporta para a história, apesar do livro estar em terceira pessoa por me identificar plenamente com a personagem principal comecei a enxergar tudo através do olhos bondosos e justo da personagem Anabele Godhet, ela que viu a transformação drástica acontecer, não entende porque vidas são diferenciadas e separadas como raças superiores e inferiores, quando somos apenas todos feitos da mesma matéria, somos todos apenas humanos. (já vi isso, hein...um tal de Hitler tentou fazer isso...)



Se você quer saber como foi seu passado, olhe para quem você é hoje. Se quer saber como vai ser seu futuro, olhe para o que está fazendo hoje.
Provérbio Chinês
Bem, e como humano que somos, mais uma vez cometemos os mesmos erros afinal...
Enfim, então no meio de tanta devastação, nem ao menos sobra espaço para ambição a mais do que a própria sobrevivência entre os ordinários, ela vive com sua mãe desde a morte do seu pai na construção de um dos muros.

Apesar de toda dor que temos na história também temos bálsamos para nos deixar um pouco menos tensos durante a leitura, como a relação linda de amor e amizade entre Anabele e sua mãe Amanda, ou a amizade entre ela e Vicent, seu amigo de infância e eterno apaixonado (sem que ela saiba claro), além disso temos o cachorrinho Jhou que Anabele trata escondido tirando de sua própria subsistência para mantê-lo vivo em uma amizade emocionante e que vai te fazer refletir sobre o futuro dos animais também...

O que seriam as boas histórias caso não houvessem os romances? Então para balançar o coração da nossa heroína eis que aparece o cavalheiro sarcástico e misterioso, o forasteiro Henry, claro que nada será fácil, nada será descomplicado, afinal estamos em uma distopia, então queridos leitores segurem seus forninhos e preparem se para cenas de farpas entre nossos queridos mocinhos e o adorável e ciumento Vicent...

Porém como se tudo isso já não fosse ruim o bastante, algo sombrio e desesperador começa a acontecer, ordinários somem, só se ouve um grito, sombras pairam por onde isso acontece e um som devastador como se de uma risada nefasta...

Haverá lutas, sangue, lágrimas, guerra, mentira, remissão e aprendizado.
Será que o amor vencerá o caos, será que o mundo sucumbirá as trevas, façam suas apostas e segurem seus forninhos, pois o final do livro é de tirar o fôlego...

Leia a resenha completa acessando o blog

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camila.pelegrin 05/05/2016minha estante
Resenha mais sensacional do mundo!




Tais Cortez 27/02/2016

Ação e emoções do começo ao fim!
Para quem gosta de distopia a aventura, Sombras do Medo é uma parada obrigatória!

Com uma escrita excelente, Camila me surpreendeu ao criar uma história que também incluía romance, pois esse é um ingrediente que me prende mais do que qualquer outro!

E o final? Pura emoção! Quase matei a Camila quando ela me deu um BAITA susto!!

As reflexões que a história provoca também são importantes.

Ah...e não podia deixar de comentar: o amor da protagonista por cachorro me fez lembrar da querida Camila, que sempre posta fotos dos seus bbs rsss...Acho que é normal (e legal!) quando levamos valores e gostos pessoais para os nossos personagens!

Bom, é isso! Leiam e se aventurem! :)

camila.pelegrin 05/05/2016minha estante
adoro essa resenha lindaaaa




Helena 18/02/2016

Após ser completamente devastado, o mundo foi reorganizado e dividido em cinco regiões. Nelas vivem ordinários e singulares. Os primeiros trabalham duro sob o sol escaldante para conseguir sobreviver com o mínimo enviado pela capital, onde vivem os singulares, aqueles que mandam em tudo e usufruem de todo o luxo proporcionado pelo sofrido trabalho dos ordinários. Os dois grupos são separados por uma imensa muralha, que, aliás, foi construída e é mantida pelos ordinários. Tudo começa quando pessoas começam a desaparecer, após todos ouvirem um grito e desmaiarem. O que será que está acontecendo? Nesse caso, você terá que ler para descobrir... Rsrs

Apesar de ser uma realidade triste, Camila soube muito bem como representar nossa atualidade nas páginas do seu livro. De uma forma um tanto metafórica, ela mostra que as nossas atitudes de hoje podem trazer consequências horríveis amanhã. Analisando o mundo como está atualmente, acredito que tal futuro não está longe de chegar não. Se compreendido da maneira certa, as situações abordadas fazem refletir bastante sobre o que estamos vivendo. E eu adorei isso.

Tratando-se da escrita da autora, achei bem simples e fácil de ler. Não tem nada de muito rebuscado ou aquela sensação de peso pela forma que é narrada a história. Pelo contrário, lembro de ter pensado na escrita dela como algo leve e calmo, sabe?! É aquele tipo de escrita gostosa de acompanhar, independente do que a trama conta. E se levarmos em consideração o tema abordado, isso é extremamente positivo, afinal não te deixa com aquela sensação de "nossa, preciso parar e digerir isso". Entendem?

Leiam a resenha completa: http://www.cafecomlivroo.com/2016/02/sombras-do-medo-camila-pelegrine.html

site: http://www.cafecomlivroo.com
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Camila 11/02/2016

Distopia nacional de primeira!
[Resenha completa no blog The Nerd Bubble]

Primeiro, devo comentar que minha resenha foi feita com base na primeira edição do livro - a com a capa branca e roxa que, apesar de linda, não tinha muita conexão com a história. Esta nova capa, no entanto, combina 100% com o enredo e está de matar!!

Em Sombras do Medo, o mundo como o conhecemos não existe mais. No lugar dele restou uma Terra árida, praticamente sem recursos naturais e dividida entre ordinários e singulares. O primeiro grupo, mais numeroso, é constituído pelos mais pobres, que levam uma vida miserável de trabalho duro e constante, tanto para subsistência quanto para usar como moeda de troca com o segundo grupo, que detém o controle dos recursos naturais. Pelo seu trabalho, os ordinários recebem (pouca) água, (pouca) comida e (pouquíssimas) roupas. Como símbolo de poder, os singulares mandaram construir muralhas em torno de suas cidades, de modo a proteger seus recursos e lembrar os ordinários que seus mundos são totalmente diferentes. Durante a construção dessas muralhas, muitos operários morreram - ordinários, obviamente -, e um desses foi o pai da nossa protagonista.

Anabele Godhet é uma ordinária que leva uma vida comum: trabalha todos os dias, come e bebe o mínimo para sua sobrevivência, divide uma casinha simples com sua mãe Amanda e se diverte com seu amigo de infância Vincent. Ao mesmo tempo que é de uma bondade marcante, a jovem de quase 20 anos não aceita essa divisão injusta de recursos, onde a maioria vive com quase nada e a minoria detém o controle de tudo que restou. Como se isso não bastasse, ela tem que conviver com terríveis pesadelos (assim como todos a seu redor) e uma novidade assustadora: ordinários começaram a sumir no meio da noite. Quem - ou o que - estaria por trás desses sumiços? Isso Ane logo descobrirá, com ajuda do forasteiro (bonitão), Henry, que parece estar tão interessado por ela quanto ela está por ele.

Para evitar spoilers, não vou dizer quem está levando os ordinários (embora a nova capa, da editora Arwen, dê uma pista), mas devo comentar que achei bem criativa a ideia da Camila. A história toda, na verdade, é bastante criativa e bem escrita. Além de uma narrativa fluída e que me prendeu do início ao fim, a autora soube dosar bem as cenas de ação e o romance, que, embora tenha um triângulo amoroso, não tem mocinha indecisa! Uhul!

O narrador em terceira pessoa nos permite ver as coisas pelos olhos dos ordinários com Ane e dos singulares, com o Presidente deste grupo - e ambos pontos de vista nos fazem odiar os singulares. A propósito, a mensagem do livro é simples, mas muito bonita e pertinente: o que estamos fazendo com o nosso planeta? O que estamos fazendo uns com os outros? Onde vamos chegar se continuarmos por esse caminho de ganância e egocentrismo? Posso dizer que fiquei refletindo sobre o assunto um bom tempo depois de terminar Sombras do Medo. (O final traz um belo complemento à essa mensagem.)

Sobre os personagens, Amanda e Jhou são meus favoritos; Amanda por ser uma mulher forte, bondosa e uma mãe maravilhosa, e Jhou por ser a criatura mais linda e fiel possível. Chorei litros por causa desses dois. Ane e Henry são ótimos personagens também, bem construídos, verossímeis e fáceis de gostar - torci por Ane do começo ao fim e, embora eu tenha descoberto o segredo de Henry logo no começo, simpatizei com ele mesmo assim. E chorei com os dois também (acho que estou ficando muito mole!). Vincent, apesar de ser um bom personagem e eu ter gostado dele no começo, acabei com raiva dele no decorrer da história.

Os pontos negativos são poucos: a revisão deixou um pouco a desejar (o que eu acredito que tenha sido remediado na nova edição) e o livro deveria ser maior, o que permitiria que alguns eventos e situações fossem melhor abordados.

Só posso concluir minha análise dando os parabéns à escritora! Recomendo esse ótimo livro a todos que curtem uma distopia com ares de fantasia, um romance agradável (sem firulas e na dose certa!) e uma leitura rápida!

site: http://mynerdbubble.blogspot.com.br/2016/01/review-sombras-do-medo-camila-pelegrini.html
camila.pelegrin 05/05/2016minha estante
Helena! Me perdoa pela demora!
Queria ter lido antes para te agradecer




Philippe Alencar 05/02/2016

Distopia fantástica at its best!
Não sou a melhor pessoa do mundo para escrever resenhas, mas acho que Sombras do Medo, da Camila Pelegrini, merece algumas palavras :)

A autora utiliza diálogos e concisos trechos narrativos para apresentar cenários e personagens sem ser maçante, algo que já chama a atenção positivamente logo no começo do livro. A trama se desenvolve num ritmo naturalmente bom de se ler, sem ser lento e arrastado, mas também sem acelerar demais, o que proporciona uma experiência agradável de leitura. Eu normalmente sou um leitor lento, mesmo quando se trata de livros pequenos, mas li Sombras do Medo em um breve espaço de tempo, porque a leitura realmente é leve e a trama instiga naturalmente.

No fim, uma surpresa muito bem pensada e estruturada dá um "special touch" à história de um importante personagem e coloca mais drama no enredo, tornando os capítulos finais ainda mais interessantes.

As criaturas desenvolvidas para antagonizar a história são bem originais e possuem um significado muito mais profundo do que aparentam no começo, e também merecem destaque.

Bom, a edição é excelente e a capa é muito bonita, capaz de se comunicar com o leitor visualmente sem revelar demais.

O que mais dizer? Um excelente trabalho da Camila e da Editora Arwen, assim como uma ótima pedida para fãs de fantasia e distopia. Cada vez mais fica evidente que o Brasil conta com ótimos novos autores, capazes de escrever histórias originais com um excelente nível de escrita. Então, nada mais justo que apoiar a literatura nacional. Leiam Sombras do Medo! :D
camila.pelegrin 05/05/2016minha estante
amo amo sua escrita




Ge 26/01/2016

Eu não sei nem por onde começar, mas acho que vou pela capa, minha nossa essa capa. Posso começar dizendo que roxo é minha cor favorita e a combinação dele com o branco pra mim é demais, então já imaginem o quanto essa capa me prendeu, ficou mais do que perfeita na minha estante e eu queria ela pra mim (como eu queria meu Deus), mas tive que passa-lo adiante. Porém, esse livro me deixou uma mensagem, deixou em mim tanta emoção, despertou sentimentos que poucos livros conseguiram.

Um mundo injusto, desigual e totalmente desumano, era o mundo onde vivia Anabele, uma pequena ordinária filha de Amanda e melhor amiga de Vincent, dona de uma bondade encantadora em um lugar onde apenas o medo e o sofrimento reinam.

Henry é um forasteiro novo na cidade dos ordinários, cidade esta que fica ao lado de fora da muralha da terceira região, uma dentre as cinco existentes, um jovem encantador que aos poucos ganhou o coração de Ane.

As muralhas que dividem os ordinários dos singulares foram construídas pelos próprios sofredores do lado de fora, com muita dor, muita luta, acabando na morte de muitos dos moradores, famílias devastadas com suas perdas que deveriam ao menos poder enlutar por seus familiares, mas devem seguir em frente sem parar para nada ou nem comida e nem bebida receberiam, afinal, só recebe quem trabalha.

O lugar que fora destruído pelos próprios humanos egoístas passa a sofrer com sumiços misteriosos e gritos horrendos vindos de lugar nenhum, com apenas rastros de gelos deixados como um sinal passa a receber tais acontecimentos cada vez mais frequentes até que tudo se transforma, criaturas aparecem e a sobrevivência se torna quase que impossível. Será então que mentiras são suficientes para acabar com um sentimento tão forte como o amor? Será que o amor pode salvar quando o único sentimento que reina é o medo? Ou a sombra do medo vencerá?

É um livro curto, com uma história objetiva, uma escrita simples, que sem duvida prende qualquer um.

E eu posso dizer o quanto amei esse livro, posso digitar aqui por horas, mas palavra nenhuma vai conseguir expressar as emoções que senti enquanto lia o Sombras. Eu ri, chorei MUITO e me encantei a cada minuto com os personagens. Levarei sempre a mensagem que recebi desse livro, uma mensagem que todos deveriam ter em suas vidas, a mensagem de que só o amor e a bondade podem nos transformar, só como eles que podemos nos tornar realmente humanos!

Eu to encantada, apaixonada, emocionada, tudo que seja bom, eu estou!
Queria falar mil coisas, mas eu iria só enrolar, só eu sei o que senti com esse livro e só posso dizer: Camila, você realmente conseguiu ganhar o meu coração!


site: montesualivraria.wix.com/blog
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