The Wrath and The Dawn

The Wrath and The Dawn Renée Ahdieh




Resenhas - The Wrath and the Dawn


13 encontrados | exibindo 1 a 13


Camila.FArias 01/11/2020

Tinha tudo pra ser ótimo, mas...
Uma bagunça! O começo é apressado e vários personagens são jogados pro leitor. Foi difícil ligar os nomes e os vários títulos a cada um. A personalidade da principal e suas atitudes não fazem sentido nenhum com oq ela se propôs a fazer! Extramente birrenta,beirando a imaturidade. Magia? Quase zero! Instalove? Yes! ( odeio!) Tariq foi transformado em vilão só pra gente não ter dúvidas em quem apoiar no triângulo amoroso super desnecessário! Tariq teria muito mais sentido na história se fosse um irmão. Rahim é figurante. Despina e jalal são interessantes,mas tem pouco tempo de cena. O grande mistério de khalid não achei grande coisa. Por sinal, ele foi um personagem interessante, mas razo como todo o resto. O livro tem seus momentos q pra mim se resumiram nas interações entre khalid e shazi fora isso.... pensando se vale a pena ler o próximo.
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@virginiagraciela 29/02/2020

Mil e uma noites de terror
Como alguém que leu parte das mil e uma noites e estudou literatura árabe, me senti ofendida e enganada por esse livro. Não, eu não estava esperando uma releitura fiel nem nada disso, eu só queria me divertir com uma história baseada nas mil e uma noites, tem tanta história boa lá que dá pra fazer uma roupagem ya bacana. Mas não foi bem o que aconteceu aqui. As referências de mil e uma noites que essa autora tem se resumem a: filme alladdin da Disney, irmãos Grimm (sim, isso acontece) e alguma versão infantil adaptada das 1001 noites. Eu senti a falta de referências da próprias obra , já que ela se apropria da sherazad e da sua história de sobrevivência. Mas falando da história, o começo parecia legal, eu devorei a primeira metade muito rápido, mas depois coisas acontecem, e o negócio fica meio close errado e no final só estava querendo acabar logo aquilo. Enfim, não recomendo, nem como releitura de um clássico nem como livro ya. E nem lerei a continuação. Me poupe.
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Lauraa Machado 21/02/2018

Não vale a pena
Apesar da minha nota ser 2 estrelas, esse não foi um livro que me decepcionou realmente e ainda estou disposta a ler a continuação. Tenho muitas críticas a fazer, mas acho bom manter em mente que a leitura não foi terrivelmente desagradável, ainda que o livro não seja bom, e eu consegui gostar o suficiente para querer mesmo ler o segundo e descobrir o que acontece.

Só que tem muita coisa ruim nesse livro, a começar pela ideia base. A sinopse dele é interessante, porque Mil e uma Noites é uma história interessante. Mas quando você lê uma releitura, quer ver como o autor interpreta detalhes importantes da história original, mas transforma em um livro novo. Infelizmente, A Fúria e a Aurora não é original o suficiente. A autora basicamente expandiu a história original, acrescentando detalhes paralelos que em nada realmente mudavam a base de Mil e uma Noites. Esse livro deve ser bem irritante para quem já leu e gostou do original.

Mas esse é dos menores problemas do livro. O maior deles é a escrita. Renée Ahdieh sabe, sim, descrever as coisas muito bem, com detalhes sensoriais e uma atmosfera intoxicante. Ela é ótima nessas partes, mesmo eu tendo achando que ela exagerou na quantidade delas (depois da vigésima descrição de roupa, comidas e lugares, eu já tinha perdido o interesse em imaginá-los). O problema começa quando ela tenta descrever ações das mais simples com toda essa poesia desnecessária. Tento sempre manter a mente aberta para o tipo de linguagem que o autor quer dar para a história, mas não consegui gostar de uma narrativa tão poética e exagerada, principalmente quando os diálogos deixavam a desejar nesse quesito de vez em quando.

Aliás, a autora parece ter se preocupado tanto, mas tanto com a descrição de tudo e as palavras que usaria em cada frase, que ela se esqueceu de que estava escrevendo um livro, que precisava ter enredo, desenvolvimento e, mais importante de tudo, lógica. Praticamente nada nesse livro convence. É tudo tão mal explicado e sem sentido, que a cena em que a Shazi descobre "o grande segredo" perdeu seu peso quando eu não consegui entender por que ela esperaria algo diferente.

Ela foi inconsistente desde o começo com as explicações da situação, do que a protagonista pensava e queria, de tudo. É tudo tão vago, que fico me perguntando se alguém vive mesmo nessa cidade. Será que a autora deu por entendido que todo mundo saberia que é uma cidade e achou que não era necessário explicar como as mulheres antes dela eram levadas para se casar e que tipo de reação as pessoas tinham naqueles momentos? E que pessoas eram essas que viviam nessa cidade?

Sério, a criação do mundo se resume basicamente ao palácio. Se me falassem que o palácio ficava no meio do nada, sem qualquer cidade em volta, eu acreditaria, porque em nenhum momento qualquer informação contradiz isso. Não tenho ideia de quem é o povo dessa cidade, de como eles são e como vivem, que diferença faz para eles saber que 72 - setenta e DUAS, não dez, - garotas jovens foram mortas depois de um dia de casadas com o rei. Nenhum povo levaria tanto tempo assim para ter uma reação sem ao menos uma explicação. A autora se esqueceu de que devia ter outras pessoas morando nesse mesmo país?

O que mais não convence, aliás, são os personagens. Vou deixar claro aqui que eu adoro a Shazi, não acho ela realmente mimada, só teimosa e de personalidade forte, o que é bem bacana. Não tinha a menor vontade de vê-la facilitando tudo para todas as pessoas à sua volta, que a tratavam como alguém que não sobreviveria ao nascer do sol (coincidência, né?). A pergunta mais importante do livro inteiro não é nem "por que matar todas as outras", e sim "por que não ela?", e eu acho que ela tem personalidade para explicar de um jeito satisfatório (e só uso a palavra satisfatório, porque duvido que dentre as 71 garotas antes, não teve uma única com tanta personalidade. Me recuso a aceitar que a Shazi é a única especial e todas as outras mulheres do mundo não valem nada perto dela. Mas ainda é satisfatório, porque deixei de esperar que esse livro seja realista nesse ponto).

Como disse, eu gosto da Shazi, não me incomodei com suas histórias e gosto da relação dela com o Khalid. Só que, na primeira noite dos dois juntos, depois da qual ela deveria morrer, não teve absolutamente nada de especial entre os dois! Ela só teve tempo de mostrar sua força e sua personalidade bem depois! Ou seja, foi tão forçado e mal explicado por que ele a deixa sobreviver depois da primeira noite, que o resto ficou quase impossível de convencer.

Além disso, a inconsistência na criação da Shazi foi absurda! Ela chega no palácio sem qualquer plano, sem tentar criar planos, sem avisar ninguém e seu desenvolvimento de pensamento é cheio de falhas e não faz o menor sentido! Teria sido melhor se ela tivesse se preparado durante alguns dias, estudado venenos, sei lá. Ou pelo menos que ela tivesse se sacrificado por outra razão, ou até mesmo ter sido pega sem querer. Porque, vamos admitir, a tal Shiva, sua amiga, não é nada nessa história. Ela não tem personalidade, nem aparece em cena nenhuma (nem em memórias). A Shazi nem tenta lembrar de como era a relação entre elas, só diz que eram melhores amigas e que se importava com ela, como se o leitor fosse acreditar sem qualquer prova.

E é provável que a autora tenha feito isso só para diminuir o peso da traição quando o romance começasse. Talvez a Shazi conseguisse esquecer, mas os leitores teriam que perdoar também e isso não seria fácil.

Existem outros problemas nos personagens. A Despina, por exemplo, que é a criada da Shazi, diz em uma parte que foi trazida para o país como escrava e ninguém nem se preocupa com isso. A Shazi diz se importar com ela, então por que a questão da garota ter sido tirada da mãe e trazida como escrava não faz com que ela nem pare e pense um pouco sobre sua vida? E, pior, ela não tem o menor respeito pela Shazi! As duas são bem parecidas (tem uma hora que a conversa delas não tem explicação de quem é quem, e eu não consegui identificar nenhuma delas) e desde a primeira interação com a Shazi, ela praticamente xinga a Shazi e briga com ela. Quando elas ficam amigas, esse jeito de elas se provocarem fica legal, mas antes de ter alguma intimidade ficou só deslocado, principalmente levando em conta que a Shazi era sua rainha (ok, ela teoricamente só seria por um dia, mas mesmo assim).

Além dela, Jalal e Rahim foram personagens que praticamente existem pelos melhores amigos e Tariq, apesar de eu entender a existência dele e não odiar triângulos amorosos, poderia muito bem não ter feito tanto parte da narração.

E o Khalid... Já disse que gosto do romance, mesmo que, na minha opinião, ele tenha sido tão rápido e inexplicado quanto o resto, mas o Khalid é um problema para mim. A culpa é totalmente minha, porque eu fiz a besteira de não perceber pela sinopse que ele seria bem do tipo de homem super poderoso, incompreendido e que sofre em silêncio, mas que é apaixonado pela protagonista a ponto de querer defendê-la até de coisas que não são realmente ameaças. Ou seja, um cara que está sempre a um fio de ser violento, mas que a autora deixa claro que nunca é violento com a Shazi. Eu definitivamente não consigo entender por que alguém gostaria de um cara assim e não gosto de histórias em que mulheres fortes "salvam" esse tipo de cara da solidão e desse tormento, como se eles não fossem homens adultos e responsáveis pelas suas próprias vidas.

O que mais me incomoda, aliás, é a violência dele. Ele não é um monstro só por matar as mulheres no dia seguinte do casamento, mas por todas as outras coisas violentas que faz e nem percebe (que, aliás, tem orgulho de fazer). Por que é necessário ele ser tão forte e letal? Alguém me explica por que tantos livros têm homens assim? Por que editoras e autores vêem isso como algo atraente? Quem quer um cara que vai bater no seu ex-namorado só porque ele está ali? Quem quer um cara que está disposto a matar alguém por olhar torto para ela? Por que essa violência é vista como aceitável?

Na vida real, caras assim não poupam a mulher da sua agressividade. Livros como este estão propagando a ideia de que essa violência em um cara não é um sinal de alerta, quando é. E isso seria ruim o suficiente sem minha próxima crítica.

Khalid tem dezoito anos. Shazi tem dezesseis. E isso está errado. Parece que queriam colocar o livro como Young Adult, então forçaram os personagens a serem novos. Eu me esforcei muito, muito mesmo, mas nunca consegui imaginar nenhum dos dois tendo menos de vinte. Não faz sentido nenhum eles serem tão novos, ficou bem ridículo esse detalhe, o que ajudou, mais uma vez, a impedir que a história ficasse convincente. E, pior de tudo, o livro é vendido para o público de YA, que definitivamente não deveria estar aprendendo com seus livros que o homem ideal é violento.

E, sim, eu tenho uma última crítica, um pouco menor. O livro é na terceira pessoa, mas o narrador não é onisciente. Ou seja, a narrativa é focada no ponto de vista de um personagem, na maior parte do tempo na Shazi. Só que a autora não dominou essa escrita ainda, porque ela colocou quase todos os pensamentos da Shazi com itálico, sem saber incorporá-lo à narrativa. Isso ficou um pouco amador, o que serviu de enorme contraste para a escrita dela em partes de descrição, que era tão boa.

Não, eu não recomendo esse livro para ninguém. Só não me decepcionei, porque já tinha lido tantas críticas ruins, que esperava que fosse ainda pior e quero ler o segundo por curiosidade.
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Camilla 06/12/2016

O ápice de overhype
BE STILL MY HEART PORQUE TEM POUCO ANGU PRA ESSE CAROÇO.
Eu tinha certeza de que eu ia gostar desse livro, era uma questão de "quando", não de "se". Antes de começar, eu já sabia sobre o que era, para onde ia, e os pontos positivos (a escrita como um deles).
Começando por esse ponto: a escrita da Renée Ahdieh é dita bonita, lírica e descritiva. Concordo em discordar. Existe uma coisa chamada limite. Pra mim, Tahereh Mafi chega nesse limite. A Ahdieh simplesmente abusou do recurso pra nada. Se você não acredita, tá aqui como a narração desse livro é 90% do tempo:
"Shahrzad remained in the wasteland of her thoughts, studying the prisms of light from the lamp of latticed gold. When she could no longer feel any sensation in the soles of her feet, she rose to a standing position,"
Me desculpa, mas se tem um ponto em uma escrita tão indireta, eu não peguei. Eu tive que reler vários trechos várias vezes, pra chegar no final do parágrafo e pensar "mas era só isso que ela queria dizer com TANTAS PALAVRAS??". E essa escrita tão lírica e poética me afastou da história e dos personagens. Eu notei que no final do livro, eu não sei uma característica sobre a personalidade do Khalid. E ELE É DOS PERSONAGENS PRINCIPAIS.
A construção de mundo é um dos pontos que as pessoas mais dizem gostar desse livro, enfatizando a descrição do cenário. Porém, esse cenário, 70% do livro, é de quartos. DE ESPAÇOS FECHADOS, QUANDO TINHA UMA PÉRSIA INTEIRA PRA SER USADA.
E o romance? Afinal de contas, no início do livro, Shahrzad se casa com Khalid com intenção de matá-lo. Uma palavra: instalove. Na verdade, a protagonista vai pro palácio sem ideia alguma de como ela vai matar o califa. Pra uma mulher pintada como tão esperta, isso me parece errado. Mas enfim, depois de dois dias interagindo com o assassino da melhor amiga, Shahrzad se apaixona, desconsiderando que ela já tinha um namorado (de muitos anos, inclusive). Não é só isso que impressiona: a amizade de Shiva e Shahrzad é inteiramente virtual; em nenhum momento houve cenas com as duas, nem flashbacks, nem memórias, nada.
Eu também queria falar que esse livro não passa no Teste de Bechdel. São mais de 10 personagens homens e apenas TRÊS MULHERES. E essas mulheres não falam sobre nada além de homens. Tanto os diálogos entre Despina e Shahrzad, quanto a cena entre Yasmine e Shahrzad foram sobre HOMENS.
Não pretendo terminar a duologia (mesmo o primeiro livro terminando em cliffhanger).
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Juliane L 23/07/2016

Opinião
O livro tinha tudo pra ser ótimo, mas eu senti como se tivesse começado a ler o livro na metade da história. Interessante ter sido do jeito que foi, mas parece que ficou faltando uma peça pra completar ali a relação dos dois. Como sem ter quase nenhum contato, ela passa a duvidar do que acreditava e começa a se apaixonar ? Faltou uma peça bem grande ali que pra mim estragou um pouco a leitura. Sem contar a relação de Sharzhad e Despina? Oi? Na primeira vez que se encontram conversam como se se conhecessem ha tanto tempo e a Despina se sente tão confortável assim em tratar sua rainha de forma tão banal? Sem contar que, pra mim, Despina e Sharzhad são exatamente a mesma pessoa. Não vi nenhuma diferença entre as duas, nem na forma de falar, agir e nem mesmo o que falavam. Em alguns momentos durante a leitura eu precisava voltar pra ver quem estava falando o que e pra mim, ficou claro, como a autora não conseguiu criar duas personagens diferentes. Ainda quero ler o segundo livro, mas tinha tanta certeza de que amaria essa leitura que estou um pouco triste de estar me sentindo assim decepcionada.



site: https://www.instagram.com/ju_reads/
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Samira Zorkot 19/06/2016

Mil uma noites, só que melhor
Esse livro é diferente de tudo que eu já li. Primeiro pelo cenário onde acontece a história, o toque da cultura árabe, a mistura com os deuses gregos, mostrando a miscigenação que é o mundo.
Pensei que ia encontrar um romance clichê, onde a base da história é o amor de uma santa por um monstro e o que li nas páginas de The Wrath and the Dawn é bem longe disso.
Nossa mocinha é feroz e durante todo o livro me fez lembrar de uma leoa. Pronta para defender tudo que acredita com unhas e dentes, honesta, e com uma força assustadora para proteger aquele que ela ama. Frágil, talvez, mas jamais indefesa.
Adorei a imersão na cultura árabe, os termos usados referindo ao Rei e a Rainha, os detalhes explicando a vestimenta, que é super distante do nosso mundo ocidental. E ao contrário do que vimos na televisão, o mundo árabe está longe de ter mulheres submissas. Nossa calipha é o grande exemplo. Uma mulher pronta para rebater qualquer comentário machista ou insinuação direcionada a ela.
Apesar da inspiração no conto das mil e uma noites, a história vai muito mais além.
Somente lendo esse livro, a autora, Renée Ahdieh já entrou para minha lista de favoritos.
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Livros e Citações 21/01/2016

"Eu sei que o amor é frágil. E amar alguém como você é quase impossível."
Autora: Renee Ahdieh
Editora: Putnam’s Sons Books
Páginas: 388
Classificação: 3/5 estrelas

http://www.livrosecitacoes.com/?p=148943

The Wrath and The Dawn é uma recontagem de As Mil e Uma Noites e, como eu sou uma fracote quando se trata de retellings de contos que eu gosto, e esse livro ainda estava concorrendo na primeira etapa dos melhores do ano no Goodreads, resolvi experimentar. Ruim não podia ser, não é? Beeeem…

Não, o livro não é ruim. Só que também não é tudo que eu imaginava.

"Eu te amo, milhares de vezes. E eu nunca vou me desculpar por isso"

Todas as noites o califa se casa com alguma jovem, e todas as manhãs sua nova esposa é morta. Aparentemente, ele poderia fazer isso por quanto tempo quisesse, desde que não escolhesse a melhor amiga de Sharzad como noiva. Sharzad, aliás, é a nossa protagonista, uma jovem inteligente e corajosa, admirada por todos que a conhecem por sua determinação e força de vontade, e que não aceita que o assassino de Shiva, sua melhor amiga desde a mais tenra idade, saia impune, mesmo sendo o rei e, aparentemente, louco. Ela se voluntaria como noiva e promete para sua família e amigos que vai sobreviver a quantas noites forem necessárias para descobrir os segredos dele e matá-lo, não importam as consequências… E é assim que o livro começa.

Quando ela enroscou seus dedos no cabelo dele para puxar seu corpo contra o seu, ele pausou por um instante, e ela soube, como ele soube, que estavam perdidos. Perdidos para sempre nesse beijo. Esse beijo que mudaria tudo.
Khalid é o califa que Sharzad pretende matar por vingança. Atraente, jovem, introspectivo e misterioso, o povo o considera um monstro insano pelas atrocidades cometidas, porém o livro dificilmente aponta isso nele no presente, uma vez que bastam algumas horas em companhia de Sharzad pra que ele mostre que não é nada do que ela pensava. Era pra isso ser o charme, o atrativo dele, mas pra mim gritou instalove. Por outro lado, eu sinto quase prazer em não gostar de personagens que foram montados para ser amados, então a culpa provavelmente é minha mesmo hahaha

"Eu aprendi acima de tudo que nenhum indivíduo pode alcançar o topo de seu potencial sem o amor de outros. Não somos feitos para ficar sozinhos, Sharzad. Quanto mais uma pessoa afasta os outros, mais claro fica que ela precisa de amor mais que tudo."

Para conseguir continuar viva, Sharzad tenta conquistar o menino-rei com histórias durante as noites em que ficam juntos, prometendo a continuidade para o dia seguinte e apostando sua vida no interesse dele e sua capacidade de cativar. Eventualmente, ele deixa de considerar matá-la, mesmo que haja indícios de motivos muito fortes para que ele faça isso com suas noivas, e aí é que as coisas começam a se desenvolver melhor. Mas é claro que essa proximidade toda não amolece apenas o coração do califa… Isso acontece também com o de Sharzad, que não entende como ela pode se permitir isso, sentir compaixão ou até… algo mais, pelo assassino de sua amiga. Por um tirano que matou tanta gente? E, pior ainda, quando ela já tem alguém com quem se importa assim? É, porque você não achou que escaparia de um triângulo amoroso, achou?! (Eu achei.)

Tariq é a nossa terceira peça, o amigo de infância de Sharzad, alegre, cheio de energia, forte, bonito e, claro, completamente apaixonado por ela. Eles provavelmente teriam ficado juntos, se Sharzad não tivesse se voluntariado como noiva de Khalid, e eu passei o livro todo me perguntando se, ao levantar uma revolução entre as massas, ele estava realmente preocupado em salvar o povo da tirania de Khalid ou se era tudo dor de cotovelo porque a namorada o largou por um rapaz que ele não vê como mais do que um monstro.

"O amor é uma força por si só, sayyidi. Por amor, as pessoas consideram o impensável… e por vezes alcançam o impossível. Eu não zombaria de seu poder."

Eu esperava explorar a cultura arábica e conhecer mais sobre os costumes e lugares influenciados por ela, mas, mesmo havendo capítulos inteiros fora do palácio, quase não havia o que se visualizar. Os personagens não são ruins, gosto principalmente da dama de companhia de Sharzad, Despina, e Jalal, o primo de Khalid e capitão da guarda, mas os papéis são todos previsíveis. Quase dá pra ver a checklist que a autora fez ao montar o seu elenco. O ponto alto do livro, de fato, é a escrita da Ahdieh. Ela sabe criar bem suas frases, tem uma boa narrativa e os diálogos são ótimos, tornando as interações entre os personagens bastante envolventes, por mais clichê que seja a situação, em alguns momentos. A maior prova disso é que, no fim, ela ainda me deixou curiosa pelo fim da história, que deverá ser contada como duologia.

É um livro divertido de ler, se você gostar de triângulos amorosos, intriga e disputas reais, mas não estiver procurando nada realmente surpreendente e quiser algo rápido. A continuação, The Rose and The Dagger, sai em maio do ano que vem.

"Eu sei que o amor é frágil. E amar alguém como você é quase impossível. Como segurar algo quebrado durante uma tempestade de areia feroz. Se você quer que ela o ame, proteja-a dessa tempestade… E cuide pra que a tempestade não seja você."

Resenha por: Hanna

site: http://www.livrosecitacoes.com/
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Isa 08/01/2016

"Quanto mais uma pessoa empurra os outros para longe, mais claro se torna que ela está precisando de amor mais do que ninguém"

Esse livro foi INCRIVELLL! Eu estava esperando muito deste livro e estou MUITO feliz que não terminei decepcionada.
Shazi e Khalid são ótimos personagens e a estória foi tão cativante que eu li o livro inteiro em uma sentada. E ok, eu simplesmente amo qualquer livro que é uma adaptação de outros contos, mas esse foi MUITO bom. Adorei.

site: https://www.goodreads.com/review/show/1293262990
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Quel 14/10/2015

Eu te amo, mil vezes mais. E nunca me perdoarei.

Quando eu soube que a Editora Globo havia adquirido os direitos desta obra, não esperei muito para conferir do que se tratava, fui informada que era uma romance baseado no clássico " As Mil e uma Noites " , uma história que conheci muito pouco sobre, e quando li este livro de Renée Ahdieh, eu achei que havia poucos adaptações porém eu curiosa fui verificar mais informações sobre a obra original e percebi que realmente é uma adaptação e existe muitos detalhes diferentes, enfim, são histórias diferentes com algumas semelhanças.

A História de " As Mil e umas Noites " relata que um rei após ser traído por sua amada esposa, ao saber da traição manda matar-lhe e o rapaz em que ela tinha um caso. Após o episodio da traição o rei jurou a se mesmo que jamais iria confiar em nenhuma outra mulher, e em consequência disso todas as noites era visitado por várias mulheres e todas ao amanhecer eram mortas. Está chacina dura 3 anos, e durante esses anos cetenas de jovens morreram, até o surgimento de uma jovem chamada Xerazade, está visando dar fim aos anos de sofrimento se alto voluntária para ser a nova esposa do rei Xariar, após muita insistência o rei a aceita e ao passar sua noite de nupcias Xerazade pede permissão para contar uma extraordinária história, o rei permite e escuta a história atentamente porém ela não termina e deixa o rei curioso, e a autoriza contar a continuação na noite seguinte. Desta forma todas as noites Xerazade conta histórias ao rei e ao fim de suas histórias ela permaneceu viva por anos e deu 3 filhos ao rei. Após esses anos o rei percebeu que Xerazade era digna de sua confiança e ela continuou sendo a sua rainha.

Na história de Renée Ahdie, conhecemos um país chamado Khorasan, governado por um jovem de dezoito anos chamado Khalid. Khalid como o rei de " As Mil e uma Noites " todas as noites mata uma esposa ao amanhecer. Diferente da obra original, o rei Khalid aparentemente não tem uma justificativa, um motivo que justifique seus atos de crueldade por matar jovens que chegam até ele para amá-lo. E é motivada por está curiosidade e um sentimento de vingança que uma jovem de dezesseis anos chamada Shahrzad se voluntária para ser sua nova esposa. Shahrzad odeia o rei Khalid, pois sua melhor amiga como qualquer outra jovem que teve contato com ele foi brutalmente morta.

Shahrzad não consegue compreender porque o rei simplesmente mata suas esposas, e após o casamento e sua noite nupcial faz a mesma estrategia de Xerazade da obra original, ao iniciar uma história. Shahrzad, tenta seduzir o rei Khalid, despertando sua curiosidade para saber o final de sua história, e apesar de Khalid perceber sua estrategia a mantem viva prometendo mais um dia.

Shahrzad, teme a morte porém suas histórias é tudo que tem para manter-se viva a cada amanhecer. Como eu já disse, Shazi’s é uma jovem de dezesseis anos e diferente das esposas anteriores de Khalid, é deslumbrante sendo dona de uma incrível beleza, o rei jamais mantéu uma esposa após uma noite, e Shahrzad nota que apesar do interesse por suas histórias o rei se encontra interessado em desvendar seus segredos. Todas as noites o rei tenta fazer com que ela diga o motivo de seu real interesse em ser sua esposa.

Todos do palácio começam a ver a sutil mudança do rei após o seu novo casamento o que fez surgir uma fagulha de esperança ao horizonte, ainda muito distante mas já é uma promessa que um dia todo reino estará salvo desta terrível maldição. Shahrzad e Khalid ainda conheceram muitas histórias até terem a oportunidade de se vangloriarem com o final feliz que merecem.

The Wrath and the Dawn, é um dos melhores livros que li este ano e me sinto muito orgulhosa de ter lido está incrível está obra. Shahrzad e Khalid são maravilhosos e eles me envolveram tanto neste drama que senti vontade de conhecê-los. Recomendo que adicione e grave o nome desta talentosíssima autora, pois em breve a Editora Globo estará lançando ele aqui no Brasil.

site: http://raquel-ebooks.blogspot.com.br/
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Jéssica 11/06/2015

Este é o primeiro livro da saga Shahrzad and Khalid. Sim, fui enganada achando que era um livro único.
Mesmo assim, é uma história envolvente. Baseada em As Mil e Uma Noites, a história é muito bem escrita, com personagens bem desenvolvidos que amadurecem e são responsáveis por alguns momentos de tirar o fôlego. Mas, como um primeiro livro de uma série (?) é bem introdutório e quando as coisas começam a esquentar pra valer.... acaba.
Agora esperar a sequência.
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