A Bela e a Fera

A Bela e a Fera Madame de Beaumont
Madame de Beaumont
Madame de Villeneuve




Resenhas - Bela e a Fera


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Pedro Azevedo | @arquivos_pe 07/12/2016

A Beleza dos Contos de Fadas
Os contos de fadas passaram por muitas adaptações até se transformarem nas histórias que nós conhecemos, alguns deles originalmente eram contados ao redor das fogueiras em versões um pouco mais sérias, pois eram contadas para adultos.

Nessa Black Friday eu comprei a versão de A Bela e Fera publicada pela Editora Zahar em sua coleção de Clássicos. É uma edição de bolso de luxo, contendo a Versão Clássica e a Original da história. A apresentação da edição tem um breve estudo sobre as duas versões, vida das autoras e provável fontes de inspiração, feita pelo Rodrigo Lacerda, diretor da Clássicos Zahar, os textos dele são sempre muito ricos de informação. A edição também contem ilustrações de Walter Crane e outros.

A versão que conhecemos e amamos (que originou musicais e o desenho da Disney) é baseada no clássico escrito por Madame de Beaumont em 1756, acontece que essa versão é uma adaptação da história original escrita por Madame de Villeneuve em 1740.

A versão Clássica é bem curta, com um pouco menos de 30 páginas ela conta de forma clara e leve a história da moça que para salvar a vida do pai, se coloca para ser devorada por uma fera horrível. Apesar de ser versão que se popularizou, tem alguns pontos bem diferentes do que nós estamos acostumados, como a família de Bela e a situação do castelo encantado. A leitura flui de forma bem rápida e remete aos contos de fadas que eu lia na biblioteca da escola quando criança.

A versão Original foi uma surpresa muito boa, bastante comprida e recheada de ricos detalhes sobre as vidas dos personagens, a história tem uma mitologia vasta, bem explorada e desenvolvida ao longo da narrativa. Temos três pontos de vista na história, o de Bela, o da Fera e o da Fada. Essa versão é mais adulta, possui mais intrigas e deixa algumas coisas subentendidas durante a narrativa.

A Bela e a Fera é um mergulho dentro do mundo mágico dos contos de fadas, um retorno a infância em uma edição que com certeza irá para os meus filhos!

site: http://www.conversaurbana.com/single-post/2016/12/06/A-Bela-e-a-Fera
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Caroline 28/12/2016

Interessante, mas ainda prefiro a versão da Disney
A Bela e a Fera é, sem dúvidas, meu conto de fadas preferido da Disney. Sempre me encantei com a transformação da Fera através da bondade da Bela e com a mensagem de que o amor e pequenos gestos de carinho podem mudar as pessoas.

A edição da Zahar traz duas versões do conto e diz, inclusive, que a história pode ter sido baseada em fatos reais, numa suposta fera. A versão mais conhecida e a que deu origem ao desenho da Disney é de 1756, uma adaptação de Madame de Beaumont da versão "original", escrita por Madame de Villeneuve em 1740. A "original" tem cerca de 160 páginas e um linguajar mais adulto, enquanto a chamada "clássica" é bem curtinha, menos de 30 páginas, e claramente voltada para o público infantil.

A clássica é parecida com a história que conhecemos, mas com muitos detalhes diferentes e bem menos românticos. Não temos a mendiga que transforma o príncipe em Fera, não temos Gaston, que enciumado tenta matar a Fera, não temos os objetos falantes e a linda e gigantesca biblioteca não passa de uma estante. As circunstâncias que levam o pai de Bela ao castelo são diferentes da do filme, assim como a que leva Bela a rever o pai e a decidir retornar para a Fera. A Bela, prisioneira da Fera, recebe todas as noites um pedido de casamento, o que deixa tudo muito forçado.

A versão original começa maravilhosamente bem, com um linguajar elegante, rica em detalhes e parecia que ia me conquistar. Mas... não foi bem assim. Até a metade a história vai bem, mas depois se perde em um mar de explicações mirabolantes e uma genealogia confusa. A Bela era uma princesa (e prima da Fera) e a bruxa era uma fada que criara o príncipe; havia ainda uma segunda fada, que comandava os sonhos (muitos sonhos) da Bela para que ela se apaixonasse pela Fera e, assim, quebrasse o feitiço. Ou seja, não há aquela transformação natural que tanto me encantou no filme da Disney. A Bela, simplesmente, do nada, puff, se apaixona pela Fera, que incansavelmente lhe perguntava todas as noites se Bela aceitava "dividir o leito com ela".

Gostei do fato de que as histórias são contadas sem que ninguém tenha um nome próprio. As pessoas são a bela, a fera, a fada, a rainha, o velho, as irmãs. Gostei, no geral, do texto e adorei as ilustrações (coloridas!) da edição da Zahar. No entanto, não senti que a Fera merecia, nem por um segundo, o amor da Bela. Nem tampouco senti que a Bela havia se apaixonado, afinal, nem tinha um porquê!

Não levem minhas palavras tão a sério, não é tão ruim assim, rs, apenas me decepcionei um pouco. [Poxa, cadê o amor da Bela pelos livros?! Cadê a magia?!] Contudo, foi bom conhecer a história original. Nada de extraordinário, apenas interessante.

3/5 corações
3.5/5 estrelas

site: www.historiadepapel.com.br
Andreza 13/03/2017minha estante
Eu estava presa à história até chegar na parte da história da Fera. Viajei daquela parte até o final. haha




Renata (@renatac.arruda) 09/04/2017

Por que A Bela e a Fera não é sobre Síndrome de Estocolmo
Trecho:

"Escrita por Gabrielle Villeneuve, e mais tarde adaptada em conto educativo para crianças por Madame Jeanne-Marie de Beaumont, a história original de A Bela e a Fera é um romance voltado para o público adulto. Nela, o príncipe se torna uma Fera não como lição de humildade, mas devido a uma vingança cometida por uma bruxa que se apaixona por ele e não pode desposá-lo. Ele não se torna uma Fera por ser selvagem, mas sim para se tornar um pária da sociedade.

Uma das inspirações da vida real real pode ter sido a historia do espanhol Pedro González, nascido com hipertricose, a chamada "síndrome do lobisomem". Pedro não recebeu educação formal até os 10 anos de idade, quando foi vendido pelo próprio pai ao rei Carlos I da Espanha. Tendo o navio em que viajava sido atacado por piratas franceses, estes o mandaram para o rei Henrique II, da França, como animal de estimação - naquela época, possuir criaturas provenientes de terras distantes era simbolo de status e fonte de prestígio para seus "proprietários".

Nos domínios de Henrique II, o rei francês resolveu submetê-lo a uma experiência para saber se ele poderia ser humanizado. Assim, Pedro ganhou o nome latino de Petrus Gonsalvus, foi vestido com roupas nobres e recebeu educação sofisticada. Surpreendendo a corte, Pedro aprendeu a ler, a escrever, a falar várias línguas e agir com etiqueta - afinal, era um ser humano como qualquer outro. Dessa forma, o rei passou a pagá-lo para que prestasse serviços diplomáticos junto a estrangeiros na corte. Com a morte do rei, a viúva Catarina de Médici resolveu casá-lo com uma bela mulher -- curiosidade era saber se o casal poderia gerar filhos e como eles nasceriam. A noiva, que desmaiou ao avistar Pedro pela primeira vez, acabou se acalmando devido aos bons modos do marido e viveram em uma relação amorosa e um bom casamento, segundo conta a história.

A partir disto, fica mais fácil entender como a Fera é uma metáfora para uma pessoa marginalizada pela sociedade e vista como uma besta, neste caso, devido a uma condição física atípica. Quando a bruxa transforma o príncipe em Fera, ela não o condena a ser mau nem grosseiro, nem ele era nada disso antes da maldição. Ela retira dele as características físicas humanas e ainda o obriga a se mostrar como uma pessoa burra, justamente porque se Bela descobrir que na verdade a Fera é um ser inteligente e refinado, pode se afeiçoar a ele. A única coisa de terrível que a Fera possui é sua aparência e Bela é a mulher predestinada a enxergar o ser que existe além disso, o que ela de fato faz, devido a sua natureza piedosa e compreensiva."

Texto completo: http://prosaespontanea.blogspot.com.br/2017/04/por-que-bela-e-fera-nao-e-uma-historia.html


site: http://prosaespontanea.blogspot.com.br/2017/04/por-que-bela-e-fera-nao-e-uma-historia.html
Ju 10/02/2018minha estante
Já vi uma teoria que A Bela e a Fera é inspirada no mito de Eros e Psiquê também




Ana :) 29/11/2016

Uma história, centenas de alegorias
Já conhecia a versão clássica da Bela e a Fera, mas só fui ler a versão original da história (um breve romance dividido em três partes) nessa edição da Zahar.
Com certeza foi uma das leituras que mais me surpreenderam nos últimos tempos. Não fazia ideia de que a versão original era tão rica, repleta de personagens e enredos entrelaçados. Madame de Villeneuve constrói um universo próprio para sua história (muito antes disso virar moda) e consegue desenvolver uma trama intrincada, com múltiplas possibilidades de interpretação.
Recomendo fortemente que todos aqueles que criticam essa história baseados apenas no(s) filme(s) da Disney ou na versão clássica de Madame de Beaumont não se privem da oportunidade de conhecer o romance que as originou, cujo enredo, ao contrário das adaptações que a ele se seguiram, não é apoiado em sexismo ou preconceitos. Pelo contrário, há críticas e discussões muito claras sobre essas problemáticas.
Uma leitura que era apenas para me distrair e sanar uma "dívida literária" acabou me colocando para pensar...e é assim que deve ser, não? :)
Lua 13/09/2017minha estante
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Danne ( Nas Entrelinhas dos Livros) 03/01/2017

A Bela e a Fera, melhor livro!
Livro: A Bela e a Fera
Autor: Madame de Beaumont e Madame de Villeneuve
Páginas: 238
Editora: Clássicos Zahar

Sinopse: A versão original do clássico que inspirou o novo filme da Disney, estrelado por Emma Watson Adaptado, filmado e encenado inúmeras vezes, o enredo de A Bela e a Fera vai muito além da jovem obrigada a casar com uma horrenda Fera que no final se revela um lindo príncipe preso sob um feitiço. Nessa edição bolso de luxo da coleção Clássicos Zahar você encontra reunidas duas variantes da história. A versão clássica, escrita por Madame de Beaumont em 1756, vem embalando gerações e inspirou quase todos os filmes, peças, composições e adaptações que hoje conhecemos. A versão original, que Madame de Villeneuve publicara em 1740, é de uma riqueza espantosa, que entre outras coisas traz as histórias pregressas da Fera e da Bela e dá voz ao monstro para que ele mesmo narre seu destino. Toda em cores e ilustrada, essa edição conta com ótima tradução do premiado André Telles, uma apresentação reveladora e instigante assinada por Rodrigo Lacerda e cronologia das autoras. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.

Resenha: eu sou suspeita para falar a respeito da história "A Bela e a Fera", é uma das minhas preferidas. Assim que a Zahar lançou essa edição de luxo eu fiquei enlouquecida para comprar. Com duas versões a Clássica e a versão original, para falar a verdade eu gostei das duas, embora a versão original é a que mais chama a atenção para os detalhes. E o mais encantador foi saber que as duas são versões que podem ter sido retiradas de uma história verídica. Vale a pena a leitura. Embora as adaptações para o cinema sejam lindos e emocionantes, ainda fico com a história do livro. A tradução está um primor e as ilustrações coloridas deixaram o livro ainda mais sofisticado. A obra como um todo é de uma elegância na escrita, impossivel não se apaixonar. ?????

Http://Instagram.com/nasentrelinhasdoslivros
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GlaydMesquita 01/05/2017

Quase um embuste...
A edição da Zahar é de encher os olhos, uma qualidade pouco vista vinculada a um preço acessível.
Mas vamos ao que interessa, o livro é de fácil leitura, levando a uma leitura rápida e leve, esbarrando apenas quando já estamos na terceira parte escrita por Madame Villeneuve.
Nessa parte temos as explicações de como a história chegou aquele momento, que acontecimento levaram ao encontro da Bela e a Fera, nessa parte a história se torna cansativa e massante, chegando a quase fazer o leitor desistir de tudo que viu até ali.
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Pâm 21/03/2017

COMO ASSIM?
Primeiramente essa edição da Zahar é muito linda. Contém as duas versões do conto, a original e a clássica. EU SOU MIL VEZES A CLASSICA, apesar de ainda assim ter algumas mudanças em relação a adaptação da Disney.
O que me deixou inconformada, foi o final do conto original. Pra que tudo aquilo? Pra que? Eu já tava tão na zona de conforto e me deparo com a mudança de tudo que eu acreditava. (Choro)
Sério. Não gostei desse final, mas é só minha opnião. As demais colocações me agradaram bastante. Se você não tá preparado para uma mudança drástica, não leia esse livro. Hahaha.
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Camila 25/02/2017

Resenha: A Bela e a Fera (Por Livros Incríveis)

O Clássicos da Zahar traz agora A Bela e a Fera, composto da versão mais famosa da história e a incrível e não tão conhecida versão original. Numa edição de bolso luxo que contém as duas histórias onde uma bela moça se apaixonada por uma terrível fera, a obra também apresenta inúmeras ilustrações coloridas e uma apresentação riquíssima em detalhes.

Já não é novidade que sou apaixonada por esse clássico. Ainda assim, quando a Zahar anunciou o lançamento, nem fiquei muito animada para comprar, e confesso que não procurei saber mais sobre. Entretanto, recentemente resolvi pesquisar e qual não foi a surpresa ao ver que além da história mais famosa, havia também a versão original? Não tinha tido interesse por achar que só haveria o conto, que também está disponível no volume “Contos de Fadas”, da mesma editora. Logo, não perdi a oportunidade e comprei meu exemplar, devorando ele rapidamente.

O exemplar já começa de forma muito satisfatória: uma apresentação feita pelo diretor da coleção Clássicos da Zahar, que é um excelente trabalho acadêmico. Há uma pequena biografia das duas autoras, a comparação entre as suas versões, além de narrar as possibilidades de A Bela e a Fera ter sido baseada em um episódio real e de onde vem essas histórias “animalescas”. Enriqueceu absurdamente a história, onde pude aplicar certas referências da apresentação durante minha leitura, e ter um conhecimento mais abrangente do tema.

A primeira história que temos é o já conhecido conto de A Bela e a Fera, escrito por Madame de Beaumont, que possui aproximadamente 30 páginas, com uma história mais enxuta e “realista” sem tanta fantasia além do feitiço da própria Fera.
A versão original é a grande surpresa. Possuindo quase 200 páginas, a história é longa e bem trabalhada nos detalhes. Muito fantasiosa, não possui os objetos animados da Disney nem um baile, mas animais conscientes, muitas estátuas e um salão que possui janelas mágicas. Além disso, é dividida em 3 partes, onde a primeira é a história que conhecemos; a segunda é a história da Fera contando o que lhe aconteceu – o que é um GRANDE e interessante diferencial; e a terceira é uma fada contando tudo o que de fato aconteceu. As duas primeiras são incrivelmente interessantes e passaram num piscar de olhos. Já a terceira é mais massante e apesar de bem intricada e criativa, não foi animadora o suficiente.

As semelhanças são nítidas, já que uma derivou da outra, e creio que a Disney tenha se utilizado das duas para fazer o famoso filme. Particularmente gostei mais da versão da Madame de Villeneuve, por ser mais longa e consequentemente, mais descrições e tempo para se acostumar com as personagens. Ainda assim, ambas as versões são ótimas.

Resumindo, o livro é must read para todos que são apaixonados pela história de A Bela e a Fera, pois o conteúdo é extremamente rico para qualquer fã. Mas recomendo também para quem quer conhecer a história original do clássico, que por si só, já vale o livro todo.

Leia mais resenhas em:

site: http://porlivrosincriveis.blogspot.com.br/2017/02/resenha-bela-e-fera-madame-de-beaumont.html?m=1
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Tracinhas 03/04/2017

por Lídia Rayanne
Eu não pretendia comprar mais nenhum livro esse ano, não com a pilha gigantesca de “não lidos” que se acumula na minha estante. Mas depois de ver tantas fotos lindas no Instagram desse lançamento da Zahar, não resisti e arrematei o meu numa promoção.
Como a maioria dos jovens da minha geração, meu primeiro contato com a história d’A Bela e a Fera foi com o desenho animado da Disney, por isso sempre estranhava quando assistia alguma adaptação bem diferente da mesma. Quando cresci um pouco, despertou em mim o desejo de conhecer as histórias originais que inspiraram meus filmes favoritos, o que rendeu leituras maravilhosas. E com A Bela e a Fera não foi diferente.
Essa edição da editora Zahar, como não poderia deixar de ser, possui um acabamento maravilhoso, sem contar com as ilustrações, todas coloridas.
Na Apresentação do livro tem muitas curiosidades sobre as autoras - Madame de Beaumont, que adaptou a história de Madame de Villeneuve. Descobrimos também que o conto da Bela e Fera vem de uma tradição de contos chamados “noivos ou noivas animalescos”, mas que também pode ter uma inspiração na vida real – Petrus Gonzáles, nascido com a “síndrome do lobisomem”, foi tratado por muitos anos como uma fera até ser levado à corte de Henrique II e ser submetido à “experiências de humanização”, o que o tornou um homem culto e o levou a um casamento arranjado com uma bela moça.
O conto de Madame de Beaumont é a versão mais conhecida e reúne os principais pontos do conto da Madame de Villeneuve. Esse último, na minha opinião, é o mais bem escrito, embora seja repetitivo e um pouco cansativo às vezes, tem uma mitologia própria que instiga a nossa imaginação, além de explorar as origens da Bela, da Fera e da Fada.
Mais um clássico que além de ficar lindo na estante, enriquece o nosso coração com uma belíssima história sobre moralidade e a importância de nos apegarmos aos valores antes das aparências.

Para conferir as fotos dessa edição, entre no link abaixo.

site: http://jatracei.com/post/159149531267/resenha-248-a-bela-e-a-fera
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Blog MDL 04/02/2018

A Bela e a Fera por Jeanne-Marie Leprince de Beaumont
Bela é a mais jovem de seis irmãos, vivendo com eles e seu amado pai em uma casa confortável, vê a sua vida mudar de maneira abrupta quando a sua família perde a riqueza que possuía e todos são forçados a ir morar no campo. Entretanto, o que para as suas irmãs era algo pavoroso, para ela era apenas um novo desafio a ser enfrentado. Conhecida por sua beleza e gentileza, toda a sociedade se compadeceu de sua sorte. Muitos foram os cavalheiros que pediram a sua mão mesmo ela sendo pobre, porém, com o desejo de permanecer ao lado de seu pai, ela recusou cada uma das ofertas.

Após mudarem-se para o campo, ela logo se adaptou a rotina de trabalho braçal e fazia o máximo para manter todos bem. O tempo foi passando e o destino da família parecia ter mudado outra vez, pois agora havia a possibilidade de seu pai recuperar parte de sua riqueza. Feliz por poder dar aos seus filhos aquilo que mais desejavam, ele pediu que fosse feita uma lista de tudo o que queriam, mas para a sua surpresa, a sua filha mais querida não quis nada.

Ansioso para agradá-la, ele a questiona e ela lhe responder que a única coisa que desejava era uma rosa. Partindo para a cidade em busca da salvação de sua família, o pai de Bela sofre uma profunda decepção ao não conseguir aquilo que tanto sonhava. Abalado pela tristeza, ele não se atenta ao caminho que deveria seguir e acaba se perdendo na volta para casa, sem saber o que fazer, adentra cada vez mais na floresta sombria. No entanto, o que poderia ser seu fim, acaba sendo sua salvação, pois é dentro do coração daquele lugar que ele encontra um castelo esplendoroso no qual podia se abrigar.

Em momento algum de sua estadia ele é pertubado - ainda que tivesse comido um farto jantar e se deitado em uma das confortáveis camas que havia por lá. Com uma energia renovada, decide procurar o caminho de volta para casa, porém, antes de partir comete um erro fatal: rouba uma rosa do jardim. Atacado por uma fera horrenda que o condena a perecer no castelo, ele só tem uma chance de voltar para casa e se despedir dos seus filhos. No entanto, ao retornar para o seu lar e relatar o ocorrido, a sua filha Bela não aceita o castigo cruel imposto ao seu pai e decide encontrar com a Fera em seu lugar. Temerosa com o seu futuro, ela adentra no castelo sem imaginar que uma incrível e mágica jornada estava prestes a começar.

Desde tempos imemorais o homem utilizou as fábulas para tratar de temas considerados importantes na sua época de uma forma mais acessível e porque não, encantadora. Na introdução do conto "A Bela e a Fera", a estudiosa Maria Tatar diz que essa história em especial foi escrita para ajudar as meninas a aceitarem de modo menos relutante o casamento com homens mais velhos - o que era algo que ocorria com frequência na época. Entretanto, não é apenas essa interpretação que podemos retirar desse conto. Apesar da simplicidade da história e do toque de magia presente nos acontecimentos, a situação peculiar da Fera e a personalidade poderosa de Bela sempre foram objeto de estudo e apreço.

Como leitora assídua, sempre pude ver referências dessa histórias em outras obras, também já pude ler algumas releituras que me fizeram amar ainda mais esse conto, tais como, "Beleza Perdida" e "A Fera" (já estou me programando para ler "Corte de Rosas e Espinhos"). E se vocês me perguntassem o porquê desse ser o meu conto de fadas favoritos, eu poderia começar a responder falando sobre o poder incrível do amor que permeia a vida desses personagens. Se dedicar e ser devota a alguém cuja aparência é aprazível não é um sacrifício, ainda mais se isso vier acompanhado de uma personalidade encantadora, mas quando o essencial é invisível aos olhos, poucos são os perspicazes a perceber o valor inerente a cada indivíduo. Observar Bela se encantando com quem a Fera era em seu mais íntimo ainda que o exterior dele fosse terrível, me faz pensar que muitas vezes o fator de julgamento humano principal é coordenado tão somente pelo aspecto fisico.

Não foram poucas as vezes em minha vida que vi de perto pessoas serem sentenciadas por sua aparência ainda que não tivessem tido a oportunidade de mostrarem quem verdadeiramente eram. Então sim, pode parecer piegas, mas essa capacidade de ver além tornou Bela a minha princesa favorita. Um ponto que me deixa pensativa, no entanto, é no que concerne ao seu pai. Se partimos da interpretação oferecida por Tatar, podemos entender que a sua permissão para Bela partir foi um incentivo para que ela encarasse os seus medos e vivesse uma vida longe de sua família. Porém, analisando as coisas de modo frio, considero ele um dos personagens mais egoístas da literatura. Como ver nele um coração bom e gentil, quando ele permite que a filha sofra uma punição em seu lugar? Sinceramente, eu não consigo e posso, inclusive, ver de onde vem os traços de egoísmo tão latentes nas personalidades das irmãs de Bela.

Sobre a Fera, me considero incapaz de falar sobre o quão intrigante considero a sua situação. É verdade que sabemos que uma fada o amaldiçoou, mas todo o cenário por trás disso fica no imaginário. Resta-nos imaginar hipóteses e consumir aquelas oferecidas pela indústria do entretenimento. Uma versão que eu gosto bastante é a do filme francês lançada em 2014, no roteiro, a Fera mata uma ninfa que era filha do deus da floresta e este, por sua vez, o sentencia a viver naquela forma inumana para pagar pelo que fez. Vivendo naquelas condições extremas, o personagem é impulsionado a rever seus valores e princípios de modo que se torna alguém diferente ainda que seu exterior permaneça imutável. Como alguém um tanto quanto idealista, amo esse conceito de mudança! Certamente viveriamos em um mundo muito melhor se ainda que permanecemos os mesmos por fora, o aprimoramento da nossa essência fosse constante.

Entretanto, é interessante saber que apesar dessa versão de Beaumont ser a mais conhecida, ela não é a única que se tem conhecimento. Ao que se sabe, a autora reescreveu um conto escrito por Gabrielle-Suzanne Barbot e que apesar de não estar presente no livro "Contos de Fadas", pode ser encontrado no livro "A Bela e a Fera" também lançado pela editora Zahar. Além disso, estudos apontam que independente da versão que se leia, é certo que a origem dessa história está estritamente ligada a mitologia grega cujos personagens Eros e Psiquê, viveram uma situação similar a de a Bela e a Fera.

Como vocês podem perceber, detalhes e informações instigantes sobre este conto não faltam. E por mais que se escreva sobre o assunto, o tema não se esgota facilmente e pode assumir caminhos variados. Por isso se vocês ainda não tenham lido esta história, não demorem muito mais. Vale super a pena saber quais as origens, as influências e o contexto histórico que ditaram os contornos desse conto de fada que vem encantando leitores de todas as idades através do tempo.

site: http://www.mundodoslivros.com/2017/02/resenha-especial-bela-e-fera-por-jeanne.html
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Deborah 03/01/2017

Muito bom!!
Primeiramente preciso dizer que essa edição está muito linda! Repleta de ilustrações de diferentes artistas, com informações sobre as duas autoras e análises sobre a história.
O primeiro conto, eu já havia lido, tem realmente um ar de "contos de fada", é curto e com uma mensagem bem clara sobre as aparências, bondade, caráter e condenação da inveja e frivolidade.
Agora o pequeno romance que o segue é maravilhoso! Uma história muito rica, com personagem bem mais elaborados do que a versão do conto, e a história preenche várias lacunas para aqueles que conhecem o conto tradicional, ou as várias adaptações que a história ganhou. Também tem um ar mais adulto, o que vai agradar à muitos leitores por trazer maior profundidade à história.
O romance também traz uma história que contém várias críticas à sociedade da época, não apenas a questão "não se deixar enganar pelas aparências", mas também critica a forma como se davam os casamentos na época, de uma forma que poucas mulheres tinham a audácia de criticar.
Vale super a pena, com certeza boa parte das pessoas que lerem já conhece a versão da Disney, e apesar de diferentes, passarão a gostar muito do livro!
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Monique.Medeiros 01/11/2017

Leitura maçante
Leitura pesada e confusa
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Camille.Pezzino 24/04/2019

OS SONHOS ENTRE BELEZA E MONSTRUOSIDADE
A narrativa elaborada por Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve é considerada por todos – e assim conhecida – como o conto original de A Bela e a Fera (1740). Ao contrário das demais histórias que se baseiam nesse enredo, parece-me que essa é a versão mais completa e complexa já criada, visto que a maioria das outras narrativas se baseiam na versão resumida feita por Beaumont (1756).

Os detalhes trabalhados nessa trama, que jazem esquecidos pelas demais, são muito elaborados e surpreendentes, sendo um enredo tão bem encaixado que, ao esquecer um detalhe na adaptação, é possível que a narrativa perca o sentido. Talvez também seja por conta disso que a versão de Beaumont seja a mais revisitada, na hora de criar adaptações do conto, do que a de Villeneuve.

O princípio da trama conta a respeito de uma família rica que perde todas as posses e precisa viver no campo, pois não podem mais suportar a cidade, seja pela falta de luxo ou por toda a exclusão social de alguém que deixou de fazer parte da elite. Nesse momento, a obra explora o interesse humano e como as relações podem ser frágeis quando o incentivo se perde, no caso, o monetário.

A história adaptada por Beaumont segue a mesma linha, comentando sobre as invejas das irmãs e a existência de todos esses irmãos que existem dentro da narrativa de Villeneuve. Até esse ponto, todos estão aconchegados e conhecedores o suficiente para saber como se desenvolve.

Entretanto, o resto da narrativa possui aspectos muito distintos do que conhecemos da narrativa, e que são muito importantes para o desenvolvimento da história. Além disso, também são detalhes extremamente simbólicos, como os sonhos.

Bela, assim chamada por sua aparência e por sua bondade, ao se hospedar na casa da Fera em troca da vida de seu pai, que parou lá – ao contrário do desenho animado da Disney (1991) – por roubar uma rosa para presentear a filha, possui diversos sonhos. A cada noite, naquele mesmo castelo em que está aprisionada, ela sonha com um belo homem.

QUER SABER MAIS? ACESSE EM: https://gctinteiro.com.br/resenha-80-os-sonhos-entre-beleza-e-monstruosidade/

site: https://gctinteiro.com.br/resenha-80-os-sonhos-entre-beleza-e-monstruosidade/
Aida.Carla 28/07/2019minha estante
Olá, acabei de cadastrar uma nova tradução. Talvez você se interesse.




Brenda 20/01/2019

Clássico!!!
É um livro clássico, como nunca tinha lido, achei um pouco cansativo, mas a bela e a fera é a história que mais amo, então li bem rápido, esse livro tem duas versões da autora, uma mais curta, e a outra mais longa e com mais aventuras dos dois. Amei, gostei de conhecer a verdadeira história de a bela e a fera s2
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Cris 04/04/2017

Um clássico é um clássico!
"Consegue imaginar… eu esposa daquele brutamontes, ignorante?"

A história de 'A Bela e a Fera' não deve ser novidade para ninguém, além do nostálgico desenho da Disney, recentemente uma nova adaptação cinematográfica tocou o coração de milhares de fãs. Mas, você conhece a verdadeira trama por trás de todo encanto que estamos acostumados a ver nas telonas?

Na versão original de 1740 escrita por Madame de Villeneuve, Bela é a caçula de doze irmãos, e, por ser a mais inteligente e doce de todos, tem um lugar especial no coração de seu pai, um comerciante falido que após perder toda sua riqueza, se viu na obrigação de se mudar com todos os filhos para uma cidadezinha perto de uma floresta. Um dia quando decidido regressar a metrópole para conferir se o restante de suas mercadorias haviam retornado com segurança ao porto, todas suas cinco filhas exigiram do pobre presentes caros e totalmente supérfluos, indignada, Bela pediu uma simples rosa, nada mais. A viagem sofreu uma sequência de infortúnios e o comerciante teve de voltar para seus filhos mais pobre do que foi. No regresso acabou encontrando um lindo castelo aparentemente abandonado e viu nele a chance de descansar um pouco antes de voltar para casa. No dia seguinte, ao fundo do castelo encontrou um pequeno jardim e lembrou do pedido de sua filha mais nova, mas, antes que pudesse colher uma única rosa, uma terrível Fera apareceu pronta para matar o comerciante, que pediu misericórdia. A Fera por sua vez aceitou o pedido do homem se o mesmo lhe entregasse uma de suas filhas, especificamente aquela que solicitou a rosa...

Notou alguma semelhança? Um pouco, né? Porém, elas acabam por aí. Ao longo dos capítulos vamos conhecer uma história totalmente diferente e, obviamente, menos romanceada. Madame de Villeneuve me surpreendeu ao revelar o passado de Bela e o real motivo do príncipe ter sido amaldiçoado, quão rica e tão mais marcante é essa história. Claro que eu não contarei os pormenores da trama, no entanto, posso dizer que vocês vão estranhar. Sobretudo gostar.

Já a versão clássica de Madame de Beaumont foi escrita em 1756, a história inicialmente é a mesma, porém seu final em nada tem a ver com a versão original. Na verdade, foi esta quem inspirou o desenho e sucessivamente o filme da Disney. Por ser menor e sem muitos detalhes, acabou caindo no gosto do povo e sendo readaptada inúmeras vezes. Se me perguntassem qual prefiro, logicamente, ficaria com a primeira versão, contudo, analisando a época na qual as duas histórias foram escritas, devo e preciso tirar o chapéu para as duas madames rs!

"As que são as mais difíceis, são as mais doces presas.”

A escrita de ambas autoras é de fácil entendimento e, embora tenha sim uma palavra ou outra desconhecida, em nenhum momento me senti perdida ou receosa por continuar a leitura, posso até dizer que fiquei bem curiosa e encantada com a maneira de cada uma contar essa história que de longe é meu conto de fadas favorito. Levando o contexto geral para um nível metafórico, as entrelinhas de fato emocionam, eternizam e engrandecem o enredo. A Fera que, aparentemente, amedronta e simboliza o que é feio, na verdade guarda dentro de si a maior riqueza da vida: a bondade e a generosidade.

"O senhor é mesmo muito bondoso - disse Bela. - Tanta generosidade me comove. Quando penso nisso, o senhor não me parece mais tão feio.
- Oh, senhorita, é verdade! - respondeu a Fera. - Tenho o coração bom, mas sou um monstro.
- Há muitos homens mais monstros que o senhor - disse Bela -, prefiro o senhor com sua feiura àqueles que, sob a pele humana, escondem um coração falso, corrompido e ingrato."

Não poderia terminar esta resenha antes de parabenizar o excepcional trabalho da editora Zahar, além da edição ser em capa dura e toda ilustrada, temos as duas versões da história. E não somente, também temos a cronologia de vida e obra das autoras. Sem dúvida, este livro é belíssimo, item obrigatório em todas as estantes.
Bem, indico a leitura a todos, nem entrarei nesse mérito.
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