Sanguinis Sigillum

Sanguinis Sigillum Décio Gomes




Resenhas - In nomine patris


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Cia do Leitor 27/07/2016

IN NOMINE PATRIS #2 - Sanguinis Sigillum
Julia Bergamo acaba de receber uma carta vindo da cidade de Belford. Seu remetente é o velho amigo e mentor Padre Mills que pede a Jullian uma visita urgente em sua paróquia sem informar o real motivo. Mas, o selo da Ordem Mundial de Venatores denunciava que algo não ia bem e como um habilidoso e astuto venator, Julian não precisou de mais palavras para decifrar que sua visita em Belford não seria a passeio e sim, um árduo e perigoso trabalho estava por vir.

Ao reencontrar padre Mills na pacata cidade cercada por uma vasta floresta, Julian percebeu que o amigo apresentava sinais de velhice, estava cansado e sua memória falhava em alguns momentos. Por este motivo, Julian considerou que o velho padre não conseguiria enfrentar sérios problemas sozinho, por isso o pedido de ajuda.

Padre Mills narrou que jovens meninas estavam sendo sequestradas de seus lares e que ninguém via o sequestrador e nem sabia a verdadeira razão para esse ato desumano. Seria um caso isolado se não fosse a desconfiança de Mills que ligara os desaparecimentos com terríveis acontecimentos do passado e com os sinais que estavam cada vez mais evidentes. O velho padre apresentou os fatos, e deixou toda a responsabilidade a cargo de Jullian, sem dar muita satisfação Pe. Mills vai para outra cidade.

Jullian estava só, na verdade podia contar apenas com Noah, o cocheiro e ajudante de Mills, e também teve grande ajuda da misteriosa e esquentada Romani, a dona de uma pensão que ficava isolada da cidade. Ela foi muito solicita e demostrou uma preocupação quase que maternal por Bergamo, de forma que o jovem padre logo criou um laço de amizade com a robusta jovem senhora.

Já nas primeiras noites em que Jullian resolve investigar o caso e ele tem o seu primeiro contato com o sobrenatural. Coisas de fato acontecem na calada da noite, principalmente em uma comunidade cercada por uma floresta assombrada. As histórias narradas por Pe.Mills sobre o passado sombrio de Belford de fato provam-se verdadeiras diante dos olhos assustados de Jullian Bergamo. O mal em pessoa estaria despertando para tirar o sono e a paz daquele que cruzasse o seu caminho. E não iria poupar nenhuma alma viva, até mesmo de um corajoso e incansável venator.

Como eliminar algo que aos olhos do homem é impossível de ser eliminado?
"Vozes horrendas, que preenchiam a brisa fria e faziam-se ouvir em lamentos melancólicos, quase fúnebres como uma elegia."

IMPRESSÃO:

Já falei pra você que sou fã de Décio Gomes? Pois é, tenho que reforçar isso aqui.
Décio tem um jeito único de escrever e levar seus fãs ao delírio com suas historias cada vez mais criativas e convincentes. Ele consegue nos arrancar de nossa realidade, nos tira do conforto de nossas camas, pra nos levar aos lugares e situações sombrias e assustadoras contando apenas com a ajuda de um confiável e corajoso padre. Me sinto familiarizada com Jullian Bergamo, sei que apesar dos percalços, dos sustos, dos momentos de perigo, ele estará lá pra ajudar e salvará o dia.

Padre Jullian conquistou uma legião de fãs desde seu primeiro aparecimento no livro "Albertine" da série "As Crônicas Ridell" onde sorrateiramente ele vai saindo de seu casulo e mostrando sua real identidade. Os mistérios por trás de um padre que caça demônios e ainda tem a proeza de... Não, não posso falar. *risos* Esse é o cara que gostaria de ter como guarda-costas, ele transmite segurança no que faz e confiança para seus protegidos.

Por causa dessa sua apresentação tão singular, que os fãs de Albertine intimaram solicitaram ao autor que escrevesse um livro contando as sombrias aventuras do padre venator. e como um bom autor que se preze, Décio Gomes resolveu atender aos inúmeros ameaças pedidos e nos agraciou com uma série de tirar o chapéu.

Nesse novo livro ele cita algumas situações que aconteceram no primeiro livro da série, mas nada que comprometa a leitura, dá pra tirar de letra. No entanto, você ficará curioso pra saber o que houve. Portanto, acho que seria melhor você mergulhar no primeiro livro para ficar por dentro dos acontecimentos e logo em seguida correr para o segundo livro e pirar!

Tem uma personagem no livro dois que é a estrela do livro Minueto da Madrugada, o segundo livro da saga "As Crônicas Ridell", portanto, vai minha segunda dica. Leia essa saga também!!!! Não tem jeito, você não tem pra onde correr senão de encontro com duas sagas MA-RA-VI-LHO-SAS!!!

Sanguinis Sigillum tem uma capa linda e significativa para o contexto da historia, suas páginas são amareladas, as queridinhas dos leitores, as 253 páginas são divididas em 27 capítulos que se iniciam com imagens em marca-d'água bem elaboradas. A diagramação está impecável, encontrei poucos errinhos de revisão, mas nada que comprometesse a leitura. No geral está obra além de ser fascinante, teve uma edição estupenda. Já estou muito ansiosa pelo terceiro livro, o autor deu margem para um próximo volume e isso me deixou muito feliz!

Parabéns ao escritor Décio Gomes, pelo capricho e dedicação. Ficarei aguardando o próximo livro com seu nome em maior destaque. Você já é um autor digno de ser chamado de mestre.

Indicadíssimo aos amantes de livros de suspense, mistério e terror. Agarre essa historia e não saia debaixo do edredom!

site: http://www.ciadoleitor.com/2016/07/resenha-in-nomine-patris-02-sanguinis.html
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Simone 16/05/2016

Instigante! Envolvente! Assustador!
Diferente do primeiro livro, onde a trama é narrada em meio à caça de um Mormo, um demônio necromante que faz o pandemônio em uma cidade, neste segundo livro temos o protagonista, Padre Jullian Bergamo, rumando para outra cidade, assim que recebe uma carta da Ordem Mundial de Venatores, mais especificamente do Padre Mills, que no passado foi o homem que o treinou para essa vida, onde o mesmo é destinado a caçar e eliminar demônios. Agora Jullian está em Bedford, uma cidade um pouco distante de onde reside temporariamente, adornada por muitas florestas e segredos sombrios.

"Tudo dentro da construção se resumia a trevas, e não fosse a pequena lamparina, seria impossível caminhar pelo local sem esbarrar a uma das paredes. Era um lugar realmente grande, antigo e aparentemente abandonado. De fato, mais parecia um imenso túmulo frio e habitado pela mais pura escuridão. Nenhum destes fatos, porém, parecia incomodar o visitante, que ainda decidido continuou o seu caminho, escolhendo passagens provavelmente por ele já conhecidas. Seus passos ecoavam em sons aterradores, mas nada por ali parecia capaz de assustar quem quer que estivesse por debaixo do capuz." (Livro: In Nomine Patris, Sanguinis Sigillum — Pág.8)

Jullian deixa a cidadezinha de Willinghill e também o seu mais novo amigo, George, partindo ao lado de Noah, que é um antigo morador de Bedford, o homem solicitado pelo seu antigo treinador para conduzi-lo à tal cidade e também a uma nova missão — e antes mesmo de adentrar a cidade, eles param em uma pousada para se aquecer e comer algo, acabando por conhecer Romani, uma mulher robusta e de pouca fé, vista por todos como a entregadora de leite e dona da pousada, além de ter um certo revés por Noah, algo que é recíproco.

P.S: Confira a resenha completa no link abaixo.

site: http://simonepesci.blogspot.com.br/2016/05/falando-em-in-nomine-patris-livro-2-de.html
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Nadja Moreno - Blog Escrev'Arte 05/05/2016

Fenomenal!!! leia!!!!!
Este é o segundo volume da Série In Nomine Patris do autor Décio Gomes. Depois de ler este livro posso dizer que ler Albertine, a primeira obra do autor, virou questão de honra para mim (principalmente depois que soube que o Padre Julian “nasceu” nesta obra…). Décio entrou para a seleta lista de “meus autores prediletos“. Encontrei nestas 253 páginas tudo que gosto: uma história elaborada e cheia de elementos obscuros que instigam a imaginação do leitor, personagens que te deixam na dúvida de que lado pertencem, ação e movimento que envolvem a tal ponto que quase dá para sentir os cheiros da história. Tudo emaranhado mas muito claro ao mesmo tempo. Há um fio condutor que vai trazendo tanto elementos quanto mistérios à medida que passamos as páginas. Eu simplesmente adorei este movimento que a trama apresenta.

O Padre Jullian está tranquilo em sua casa quando recebe um chamado urgente. Como venator, ele não pode se esquivar de ajudar quem quer que seja, quando se trata de demônios. Ainda mais quando este chamado vem com o selo da Ordem Mundial dos Venatores. Viaja imediatamente para Bedford sem imaginar o que o espera. E há muito naquela pequena cidade esperando por ele…

Se você já leu a minha resenha para In Nomine Patris – Livro 1, já sabe que gostei demais da primeira obra. Mas nada se compara a esta continuação. Há uma densidade muito maior neste segundo livro e a aventura do Padre Jullian é mais cheia de elementos e suspense. Vários símbolos aparecem aqui e ali deixando pistas do que aguarda o leitor nas páginas seguintes. Tudo que uma boa história precisa!

Mais uma vez a escrita do autor é rápida e fluída. Dá para vislumbrar cada cena com muita facilidade e o envolvimento é imediato, tanto com os cenários quanto com a postura dos personagens. Interessante que vários deles te deixam com, como dizem, “uma pulga atrás da orelha”, mas nada determinante. Durante várias páginas eu coloquei diversos personagens em suspenso em minha análise: ainda sem decidir se confiava ou não neles. Assim foi também como o desdobramento. Em diversos pontos tinha a certeza de saber o que vinha a seguir. Como toda boa obra do gênero, eu estava redondamente equivocada. Excelente sensação literária!

De forma diferente do primeiro volume, que apresentava tão somente um demônio a ser combatido, nesta obra a situação se complica. Temos desde pessoas – estas de carne e osso mesmo – mal intencionadas, até seres alados de enorme força, passando por lugares funestos, magia e poções regadas a sangue, claro… afinal temos sangue até no título, não? “Sanguinis Sigillum“.

Em geral eu não gosto dos vilões, por questões óbvias. Mas há uma vilã aqui que me cativou. Acho que sua história ou algum detalhe dela me prendeu e eu nem mesmo sei explicar o porquê… só sei que agora estou, literalmente, entre a cruz e a espada (quem ler saberá que é literal mesmo) ao gostar tanto de Padre Julian quanto da vilã… (citar o nome dela geraria spoiler… Deus me livre de quebrar o encanto!). rogo a Deus que Décio já esteja às vias de terminar a sequência para, quem sabe, eu poder entender porque gostei tanto dela… 🙂

Em suma, pessoal, eu gostaria de mais que indicar. Gostaria de pedir a vocês que leiam esta obra! Raramente releio algum livro, por questão de tempo, mas In Nomine Patris é um que leria com gosto!

Ah, em tempo: a edição da Tribo das Letras ficou bacana, a capa continua na mesma temática do volume 1 e tudo foi feito para contribuir com uma leitura prazerosa. Mas preciso dizer: eu queria ver esta obra em capa dura e edição luxo… ela valeria o esforço! Fica a dica, Tribo das Letras e Décio Gomes. 😉

site: http://www.escrevarte.com.br/2016/03/in-nomine-patris.html
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Pedro 25/04/2016

"O conflito não é entre o bem e o mal, mas sim entre o conhecimento e a ignorância" (Buda)

"Ninguém é mau, e quanto mal foi feito". (Victor Hugo)

O bem e o mal tem a mesma face, o mesmo rosto, tudo depende da época, do momento, do instante em que cruzam o caminho de cada ser humano. (Paulo Coelho)


Eis o principal duelo de todas as boas histórias que já foram contadas: a eterna luta entre o bem e o mal. Décio Gomes (Pernambucano, 27 anos) sabe disso e, portanto, acaba de nos apresentar a mais nova aventura do padre Julian em In Nomine Patris - Sanguinis Sigillum (São Paulo, Tribo das Letras).

O tema é tão presente nessa obra que já no prólogo do volume I do In Nomine Patris (Dominus Mortuorum) Décio nos mostra sua versão para o início dessa briga. Entretanto, engana-se quem pensa que já viu embates suficientes desse conflito, Décio conseguiu provar que sempre há algo novo a descobrir, mesmo quando já vimos todo o conteúdo da embalagem.

Pois bem, a história possui uma premissa simples. Mais uma vez o padre Jullian é envolvido em uma trama conduzida pelas trevas e pela luz. Um dia qualquer o padre é surpreendido por um chamado urgente de seu antigo mestre venator (um tipo de padre exorcista) para ajudá-lo com um "problema" em sua cidade, Nova Bedford.

Após uma recepção bem menos calorosa do que a esperada, Jullian é conduzido pelo padre Mills para uma excursão por Velha Bedford, cenário de uma lenda criada dentro da igreja católica e espalhada pelas pessoas no último século. Entre as ruínas da velha cidade, hoje abandonada, Jullian descobre que nem todos os mitos são de todo inventados e que o pior lado daquela história pode estar de volta, já que crianças - meninas - estão sendo sequestradas todas as noites na nova Bedford.

Pensando que sua última aventura lhe ensinara o suficiente, padre Jullian aceita a incumbência. Junto da destemida Romani, do corajoso Noah e do seu velho amigo, George, Jullian passa a enfrentar aquele que seria o maior de seus tormentos. Quando tudo parecia caminhar tranquilamente, padre Mills desaparece sem deixar vestígios, mais crianças somem e mortes começam a acontecer.

Da pior maneira possível Jullian descobre que nem tudo é o que parece e que sempre há algo novo a aprender. Mesmo estando preparado para enfrentar aquele mal das trevas já acostumado a combater; mesmo preparado para devolver demônios às profundezas do inferno, nada poderia ter preparado Julian para enfrentar um novo mal, um mal que agora está vivo, é de carne e osso, um mal que resplandece na luz do luar e que criatura nenhuma fugiria tamanha é sua beleza. Um mal que tem nome e sobrenome e que atende pelo nome de Irvine Aurish.

Décio é autor de várias outras obras: as crônicas Ridell (Albertine, Minueto da Madrugada e Elegia - a ser publicado), Equilibrium, In Nomine Patris - Vol. I e de vários contos publicados na Internet. Para mim, que gostei tanto de Albertine e dos outros, é um pouco difícil chegar a uma conclusão e dizer o que achei de In Nomine Patris - Sanguinis Sigillum.

Tecendo um comentário, como se não conhecesse outras obras do autor, fica fácil dizer que In Nomine Patris - Sanguinis Sigillum é um livro para quem busca uma boa aventura entre a Igreja e as forças do Mal. Décio conseguiu pegar um tema bastante clichê, fazer a sua versão e nos contar uma empolgante história. A escrita é impecável, claramente se ver que o dom do escritor é natural e tal qual todo bom escritor, consegue prender a atenção do leitor do início ao fim (mesmo com algumas partes maçantes no decorrer do livro).

Acontece que eu conheço suas outras obras e isso me impede de tecer apenas elogios. In nomine Patris é uma obra feita para o público em geral. E isso para mim é um ponto negativo.

Quem conhece Albertine, por exemplo, se surpreende com o nível de história apresentado por Décio. Não sei se consigo explicar isso, mas, quem lê as suas obras, talvez entenda o que eu falo. Albertine, assim como sua prequela, Minueto da Madruga, imerge o leitor em um ambiente fantástico (ainda que assustador) ao ponto de fazer o leitor realmente se esquecer que não está nele. O ambiente é extremamente convidativo, os personagens são extraordinariemente cativantes e realísticos e a trama é digna de um roteiro de cinema. Em Equilibrium ele também fez algo assim, criou um mundo novo, com uma trama super original e surpreendeu. Mas, infelizmente, não senti nada disso em In Nomine Patris.

Apesar desse segundo volume ter conseguido o que o primeiro não fez (me dar vontade de ler), ainda não atingiu o ápice do talento e qualidade que já sei que Décio possui ao criar suas histórias. Infelizmente me vi cercado de referências outras e isso me incomodou. Das Brumas de Avalon, passando pelas obras de Dan Brown, visitando Salem e caindo na séria as Aventuras do Caça-feitiço, durante todo o livro me peguei lembrando de uma história que já li ou assisti em filme. Mas, como eu falei, apesar de todo esse clichê, Décio consegue sim criar uma nova e boa história.

O ponto alto do livro é de longe sua vilã, Irvine Aurish (
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Amanda 17/04/2016

Sanguinis sigillum: uma obra para abrir mentes!
Em primeiro lugar, gostaria muito de agradecer aos meus colegas de equipe por me permitirem fazer a resenha desse livro, que é tão especial pra mim. É uma honra resenhar uma obra do autor Décio Gomes, que a cada dia se destaca com sua forma de abordar temas conhecidos, porém de uma forma diferente. Pessoalmente, tenho admiração por esse cara e pelo seu jeito tão carismático!
Trago pra vocês a o volume II da série In Nomine Patris, série essa, que traz as várias aventuras vividas pelo padre Jullian Bergamo. Sabemos que ele não é um simples padre, é um venator. Ou seja, um caçador de demônios, especialmente treinado pela igreja para combater os males desse mundo.
Em Sanguinis sigillum, Bergamo está em Willinghill ajudando na recuperação da cidade, que está um tanto abalada, após a tragédia vivida após a atuação do mormo, um demônio necromante. Tudo está caminhando na maior tranquilidade que se é possível ter após o incidente, até que Jullian recebe um chamado do padre Mills, um venator aposentado, que por sinal também é o seu mentor. Bergamo e Mills tem uma relação estreita desde a época do treinamento, por esse motivo, ao receber a carta que lhe convoca a comparecer a uma cidade distante, padre Julian estranha o distanciamento com que o velho Mills lhe trata. A carta está um tanto formal demais, para quem já lhe conhece há tanto tempo.
Julian parte para Bedford junto ao cocheiro Noah, funcionário do padre Mills, mas não antes de delegar ao seu fiel escudeiro, George, as tarefas que precisam ser executadas em relação à igreja de Willinghill. Durante a viagem, Noah explica a Jullian que o mentor deste não está muito bem. Sua idade avançada tem lhe comprometido um pouco de sua memória, comprometendo os seus trabalhos eclesiásticos, uma vez que está bastante distraído. Isso esclarece um pouco ao Jullian quanto ao fato de ter achado Mills um tanto disperso em seu mais recente contato.

...

Essa resenha continua no site da Host Geek, lá você também encontrará várias outras resenhas, notícias, críticas... dá uma passada lá e confere :D



site: http://www.hostgeek.net.br/resenha-in-nomine-patris-sanguinis-sigillum/
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Tatiana 02/12/2015

Sombrio... Tenso... Uma aventura que não se pode piscar o olho.
Na primeira aventura de nosso amado Pe. Jullian, ele se depara com inimigo nunca antes enfrentado por ele, o demônio chamado Mormo, que se usava de cadáveres para os transformar em mortos-vivos, mesmo nunca tendo se deparado com um desses, Jullian sabia muito bem como lidar com ele, uma vez que foi treinado para exterminar demônios e os aprisionar.

Nessa segunda aventura, o inimigo não é um demônio, mas sim uma terrível feiticeira, que deseja trazer a vida um dos demônios mais temidos que há cem anos foi aprisionado pelo grande e temido Pe. Zachary Blankenburg.

Jullian sabe exorcizar demônios, mata-los, aprisiona-los, e até domesticá-los! Sim! Nosso amado herói consegue fazer isso com uma dessas criaturas! Mas, a Igreja, por não acreditar em magia, e denominar bruxas de seres movidos pelas trevas, não ensinou a seus Venatores como lutar contra forças mágicas.

Tudo começa quando Pe. Jullian recebe o chamado de um grande amigo, o Pe. Mills, pois algo estranho está acontecendo no vilarejo de Bedford, e prontamente o destemido padre sai em viagem para ajudar seu amigo Venator a desvendar o que tanto aflige a pacata vila: todas as adolescentes meninas são levadas por um ser encapuzado, como que hipnotizadas por esse ser.

Jullian se hospeda na igreja do Pe. Mills, que misteriosamente sai em um viagem, e deixando Jullian aos cuidados de seu fiel amigo, Noah.

Além de Noah, Jullian conhece a destemida e alegre Romani. Uma mulher astuta, de personalidade forte, e desconfiada até de sua própria sombra. Romani logo se afeiçoa pelo padre e passa a ajudá-lo nesse novo mistério que aterroriza todos os seus amigos de Bedford.

Não passa muito tempo até Pe. Jullian e todo o vilarejo descobrirem a identidade do inimigo: Irvine Aurish. Uma linda mulher, branca como a neve, e lábios vermelhos como sangue. Essa poderosa bruxa quer ressuscitar um demônio, e espera desvendar o com o próprio Jullian a forma de despertar esse ser maléfico, que irá destruir não só Bedford, mas se tornará uma ameaça a toda a humanidade.

Jullian terá que aprender sozinho como lidar com magia, e longe de casa e sem Pe. Mills por perto para ajudar a pesquisar, o nosso herói irá ter que confiar em estranhos para poder restaurar a paz que está prestes a acabar.

Nós temos em Sanguinis Sigillum uma abordagem diferente de Dominus Mortuorum, onde no primeiro livro a aventura começa desde o primeiro capítulo, e todo o livro é cheio de ação, e as páginas são viradas sem nem percebermos, já nesse segundo, percebemos que a narrativa começa de forma sombria.

Passamos a conhecer cada personagem e suas histórias, que são desvendadas aos poucos. Segredos são revelados, laços de amor e sangue nos passam a pensar o que cada um seria capaz para proteger seus amados. Mentiras tentam ofuscar a verdade, a qual vem à tona a medida que a narrativa se desenrola.

Nem tudo é o que parece.

Jullian descobre sozinho que pessoas boas podem fazer atos “cruéis”, achando que estão fazendo o certo. E pessoas que são más, também possuem um pouco de humanidade dentro de si, e cabe ao padre resolver essa questão: Até que ponto a maldade pode consumir o ser humano a ponto de ele não ter mais salvação? Até por que a missão de Jullian é levar aos povos a salvação e liberdade eterna.

Por outro lado, Décio nos mostra até que ponto os humanos podem usar o nome de sua fé e cometer atos obscuros, se valendo de sua religião para apaziguar a maldade que tem em seu coração que nada tem a ver com a fé que professa.

Jullian é esse personagem, é o padre que consegue enxergar além de uma religião, além de dogmas, leis. Ele não segue regras, quando essas são para fazer maldade e destruir pessoas inocentes. Jullian tem uma luz, e tem o coração cheio de amor, e seu sentimento de justiça não o deixa praticar algum ato sem que ele tenha certeza de que é sua única alternativa. Talvez sua bondade uma dia será sua grande destruição.

E é desse ponto de vista que mais uma vez Décio nos faz adentrar num campo onde fé e fanatismo se misturam, e o que existe de correto no mundo é apenas fazer o bem ao seu semelhante, o resto, é apenas regras dos homens.

Quem leu Minueto da Madrugada irá ver esses nuances sombrios que engloba Sanguinis Sigillum, mas como a proposta dessa séria é ação e aventura, não se preocupem, pois nosso escritor nos reserva uma batalha surpreendente, que nos fará rir do Mormo.

A batalha final é digna de palmas. A justiça tem que ser feita. Só um poderá sair vivo. É a primeira vez que Jullian se vê em um confronto o qual ele terá que pensar bastante, pois Irvine é um ser humano. É sem dúvida a melhor aventura contada até hoje por Décio. Não vai faltar magia, lutas, sangue, rituais, e muito, muito mistério.

Um final surpreendente. Diálogos muito bem construídos. E um epílogo que vai te fazer ficar de boca aberta.

Só posso dizer que: Décio está aprendendo a ser muito, muito mau com seus personagens. Ele não tem mais pena de nenhum. Seja Jullian, seja qualquer outro. O cacete é grande. Fiquei com pena de Jullian, mas mesmo assim não tem como sentirmos ódio de Irvine. Ela talvez, seja uma de minhas vilãs favoritas. Uma diva! E sim! Ainda não esqueci do diário dela! Queremos saber mais sobre essa misteriosa e adorável bruxa!
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