A Joia

A Joia Amy Ewing




Resenhas - A Joia


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Letícia Lopes 24/12/2018

Assim né....
A proposta do livro é ótima, tem tudo para ser uma história incrível, mas esperava bem mais. A escrita da autora é ótima e super fluída, acho que ela poderia ter aprofundado mais no universo incrível que ela criou, ter explorado mais os personagens.
O romance não me prendeu nem um pouco, achei bem romance fanfic, eles se conheceram e já tavam falando eu te amo. Achei tudo muito corrido, acho que deveria ter mais páginas para deixar a história mais completa . Mas de geral é um livro ok, espero que a sequência seja melhor.
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Likka 29/11/2018

A Cidade Solitária, onde os fatos ocorrem, é divida em cinco círculos, cada um deles separado por uma muralha. O círculo externo, o Pântano, é onde vivem os operários e as pessoas mais humildes, o quarto círculo é a Fazenda, o terceiro é a Fumaça, onde as fábricas se localizam. Já segundo círculo é o Banco, onde ficam as lojas e o comércio em geral, e o círculo mais interno, a Joia, é o centro da cidade, onde vive a realeza.

Tudo parece muito organizado. Porém, a nobreza passa por um grande problema, porque as mulheres têm dinheiro e muito luxo, mas passaram a ter muita dificuldade para engravidar, o que gerou grande preocupação, já que as famílias queriam deixar herdeiros para ficar com suas riquezas e continuar a linhagem. O estranho é que algumas garotas do Pântano que vivem em extrema miséria têm algumas características que as tornam especiais. Algumas meninas nascem com poderes, chamados de Presságios, e, por conta disso, podem gerar filhos. Então, as garotas que demonstram ter essa habilidade são levadas para um local, onde aprendem a usar e desenvolver seus presságios. Assim, todo ano acontece um leilão, no qual a nobreza escolhe uma jovem que possa gerar um bebê para sua família. Quanto mais alta a classificação de uma jovem, que é dada de acordo com suas habilidades, mais cara ela é.
"A Joia" conta a história de Violet Lasting que foi comprada por uma das mais ricas e influentes mulheres, a Duquesa do Lago. A jovem se torna um bem da Duquesa, a qual promete cuidar bem de Violet desde que ela sem comporte e faça sua determinada função. A garota é muito humilhada pela Duquesa, sofre violência e é exposta para a sociedade como um animal de estimação, mas enfrenta isso tudo e tenta realizar sua função da melhor forma possível. Além disso, Violet tem que lidar com Garnet, filho da nobre, que parece ser meio descontrolado, a sobrinha que nunca consegue casar e Ash Lockwood, o acompanhante da sobrinha, por quem a protagonista acaba se interessando. A única chance de Violet sobreviver a essa confusão parece ser alguns dos funcionários da casa, que podem vir a se tornar cúmplices da jovem.
"A Joia" é narrado por Violet, de modo que conhecemos bem a personagem e seus sentimentos durante o acontecimento de todos os fatos. Além disso, os personagens criados pela autora são interessantes e alguns podem ser muito misteriosos. A leitura demora a ficar dinâmica, mas terminei com muita vontade de já começar a ler a continuação.
10/12/2018minha estante
Oi, tudo bem? Por acaso não teria interesse em trocar esse livro comigo? Faço troca livroxlivro... se tiver interesse, por favor, me chame que conversamos!! Você pode olhar os livros marcados como "lidos" na minha estante e nos marcados como "troco" e também pode me mandar sua lista de desejados para ver se disponibilizo de algum... aguardo seu contato! :)




Estela | @euviestrelas 23/10/2018

A Joia é o lugar onde vivem os membros da realeza da Cidade Solitária, é o centro de tudo. Mas as mulheres da realeza possuem algum problema que faz com que não possam ter filhos, e para que possam ter herdeiros, precisam de uma certa ajuda.

Violet nasceu no Pântano, um dos cinco círculos da Cidade Solitária, mas por ser fértil é considerada uma pessoa especial, e por isso foi levada ainda criança de casa para ser treinada. As garotas como Violet treinam os presságios, poderes que as fazem conseguir controlar a mudança das coisas, para que possam influenciar nas características dos bebês que irão gerar.

Depois de treinadas, as garotas são leiloadas para os membros da realeza, e Violet será umas das várias garotas a participar do próximo leilão. Aos dezesseis anos então, ela é leiloada e vai viver na Jóia para ser uma substituta, mas acaba descobrindo que na realeza há muita crueldade e batalha por poder entre cada família, e isso pode ser extremamente perigoso para as substitutas, podendo leva-las até mesmo a morte.

A Joia é uma distopia como qualquer outra, temos uma sociedade com a política abusiva, temos as vítimas do sistema e claro, temos rebeldes. Apesar dos elementos comuns em outras histórias, o livro já chegou com uma forte crítica ao sistema, com tudo muito bem construído e planejado.

O horror que as substitutas passam é algo que incomoda muito durante a história, é algo bem presente e enfatizado. A história é bem rápida de ler e te prende muito, você acaba se importado com todas as garotas que estão presente na Joia e não somente com a Violet.

Apesar de ter amado a história, acabei tirando meia estrela pelo instalove (amor instantâneo), eu gosto de romance nos livros, mas a pressa nisso me incomoda apesar de esse não ser o foco. Pela capa o livro por ser bem parecido com A Seleção e ainda por envolver a realeza, mas as semelhanças param aí, é uma história bem diferente com um pouco de fantasia.

O livro não teve grande atenção no Brasil e acabou não tendo todos os volumes publicados por aqui, mas mesmo assim ainda recomendo para os fãs de uma boa distopia.
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rosanyvieira 20/09/2018

A história trás uma sociedade em um futuro apocalíptico vivendo na chamada Cidade Solitária, a qual é dividida em círculos: quanto mais afastado do centro, mais pobre e vulnerável a população residente de determinado círculo será.

No centro da Cidade Solitária fica a Joia, onde vive a nobreza. As mulheres nobres não podem gerar filhos e para que a linha de descendentes continue existindo, as moças do círculo do Pântano (o mais pobre de todos) servem como ?barrigas de aluguel?. Treinadas durante toda a vida, as jovens substitutas desenvolvem seus poderes (que são chamados de presságios), que influenciarão nas características do futuro bebê.

É nesse cenário que iremos conhecer Violet ? uma substituta que nunca foi capaz de aceitar o seu infeliz destino, de servir para sempre outras pessoas e viver longe da sua família por toda a vida. Mesmo assim, Violet será leiloada e vendida para a Duquesa da Casa do Lago, que possui planos muito específicos em relação ao nascimento da sua segunda filha, exigindo sempre o máximo da jovem, que se vê desesperadamente aprisionada nessa infeliz missão.

Com algum tempo vivendo na Joia e se preparando para engravidar, Violet irá conhecer pessoas perversas e descobrirá como aquela sociedade nobre é suja. Mas uma esperança de escapar de tudo surge na sua vida, além da moça sentir o peso de poder começar uma revolução e salvar várias meninas daquela vida.

Muitos acreditam que A Joia se assemelha bastante à A Seleção, mas embora eu tenha encontrado algumas características em comum, não achei que as histórias são levadas para o mesmo caminho. Amy Ewing trouxe nesse primeiro livro uma narrativa mais voltada para o distópico/fantástico e não para os relacionamentos amorosos, além das críticas sociais serem melhor desenvolvidas. Com um final muito cheio de aflição e instigante, fiquei empolgada para realizar a leitura da continuação, também já lançada aqui no Brasil, A Rosa Branca.
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Natália | @tracandolivros 23/06/2018

Distopia + Romance + Fantasia
Violet vive em uma sociedade separada por círculos, quanto mais afastado do centro mais pobre. Porém, nessa sociedade a nobreza não pode engravidar, seus genes estão corrompidos por algum problema e todos os bebês morriam ou nasciam com problemas genéticos. Para resolver este problema e não extinguir a nobreza eles descobriram que algumas moças do Pântano - a parte mais pobre da sociedade - tem a capacidade de desenvolver alguns poderes - chamados de Presságios no livro - que podem ajudar no desenvolvimento do bebê, com isso eles treinam essas meninas desde jovens para serem substitutas e gerarem os bebês da nobreza.

Violet é uma dessas substitutas e a história começa quando ela vai ser leiloada entre os membros da nobreza para assim desempenhar seu papel na sociedade.

No começo a escritora não explica muito bem o mundo, e aos poucos a gente vai recebendo todas as informações de acordo com o que Violet vai aprendendo já que ela é a narradora. A narração é bem leve e fluída, logo no início já me prendi na história.

De todo eu adorei o enredo, uma coisa que me incomodou foi o instalove que ocorreu, eu simplesmente detesto isso de "amor à primeira vista", eu acredito que sim, pode rolar uma atração, mas não uma paixão desenfreada. Mas no resto a história foi muito legal, e o final é simplesmente uma bomba.

site: https://www.instagram.com/p/BO2MP8lgRq3/?taken-by=tracandolivros
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Fabi | @psamoleitura 13/06/2018

{resenha feita no blog PS Amo Leitura}
Um: ver o objeto como é. Dois: ver o objeto em sua mente. Três: submetê-lo à sua vontade. E foi assim que os dias de Violet Lasting chegaram ao fim e agora ela é uma substituta; é o lote 197.

“A Joia” é o primeiro livro da série “a cidade solitária”, escrito por Amy Ewing e nele nós vamos conhecer a personagem Violet Lasting que tem seus dias contados com seu nome. Ela não será mais a Violet que nasceu e cresceu no Pântano, um dos círculos da Cidade Solitária. Ela foi vendida para a Joia e terá que servir para a Duquesa.

O problema que “servir a Duquesa” não é em serviços domésticos, não. Quando as substitutas são vendidas, elas possuem apenas uma única função: ser barriga de aluguel; e nada mais. Por Violet ser fértil, ela é especial e precisa ser separada da família após sua mudança de criança para mulher, nesse caso, ela tem apenas dezesseis anos.

Violet começa a questionar se tudo que ela aprendeu no decorrer da sua vida sobre a realeza é verdade e que muitas informações foram omitidas durante muitos anos. E após um leilão, onde ela foi comprada por milhões de diamantes, sua vida não será mais a mesma. Ela passará a descobrir coisas horripilantes e a crueldade que há por trás de toda beleza que a Joia reluz.

Porém, em todo fim de túnel há uma luz, não é mesmo? Quando Violet acredita que sua vida será completamente destinada a ficar naquele local e conviver diariamente com coisas inaceitáveis, assim como servir para sempre a realeza, uma incrível e improvável amizade aparece em sua vida e irá te mostrar um caminho. Porém, assim como a amizade surge, um intenso e inexplicável amor também. A escolha de seguir em frente dependerá apenas de Violet.

Após concluir duas leituras seguidas e completamente emocionantes, eu precisava de uma leitura que fosse mais leve, que abordasse fantasia e qualquer coisa do gênero e preciso dizer que “a joia” foi uma excelente perdida. Apesar de tratar de assuntos delicados como envenenamento e aborto, a autora soube como colocar isso de uma forma mais leve, o que tornou a leitura bem prazerosa.

Eu já havia lido algumas resenhas deste livro e confesso que algumas até me desmotivou um pouco para ler, mas, como sempre, eu adoro me aventurar em livros que não são tão conhecidos ou até mesmo criticados e preciso dizer: ainda bem que li! O livro apresenta um mundo distópico onde podemos perceber a força que a Joia exerce sobre toda cidade, assim como as pessoas inferiores a ela que acabam sendo suas “subordinadas”.

Começo dizendo que eu fiquei completamente chocada por fazer leilão dessas meninas férteis, assim como também elas são classificadas em lotes, sendo que o lote 200 é o mais valioso. Tudo isso depende da beleza e dos testes realizados quando elas passam para essa fase adulta. Ok, isso me chocou um pouco, mas acho que o que mais me chocou foi o que acontece no decorrer das páginas e tudo que Violet descobriu e presenciou. É incrível como o poder e a necessidade de estar sempre em primeiro lugar é capaz de fazer com as pessoas, não é mesmo?

Mas, saindo um pouco desses acontecimentos marcantes, vamos falar do romance. Acredito que a Amy Ewing explorou o romance na medida certa! Foi algo que aconteceu aos poucos e desencadeou novas emoções e novos pontos de vista na personagem. Claro que se ela não tivesse conhecido o amor, sua vida teria tomado um rumo completamente diferente. De qualquer forma, tenho certeza que isso determinará o rumo da próxima história – o segundo livro da série, já publicado pela editora Leya, é “A Rosa Branca”.

Preciso citar apenas um pontinho que me incomodou um pouco no decorrer da leitura. Em alguns momentos a autora fez algumas repetições o que me deixou um pouco incomodada, mas nada que estragasse a beleza do enredo. Talvez essas repetições fossem necessárias? Talvez. De qualquer forma, o livro vale a pena ser lido e vale a pena conhecer esse mundo abordado por Amy.

O final deste livro é realmente um BOOM de acontecimentos e eu fiquei completamente chateada em chegar na última página, após tudo que aconteceu, e não ter o segundo livro para saber qual será o destino de Violet e todos os outros envolvidos. Tenho a convicção de que o segundo livro dessa série é ainda melhor! Estou aguardando ansiosamente a oportunidade em lê-lo.

Enfim, para quem gosta de distopia, fantasia e livros infanto-juvenil, eu super recomendo o livro “a joia”. Ele vai abordar assuntos polêmicos e ao mesmo tempo vai fazer seu coração aquiescer com o romance. É um livro empolgante, repleto de reviravoltas e intrigas. Um livro que todos deveriam conhecer.

site: http://psamoleitura.blogspot.com/2018/06/resenha-joia-de-amy-ewing.html
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Carol Santos 14/04/2018

M A R A V I L H O S O
Gosto demais quando um livro foge totalmente do que é proposto na sinopse. A fuga é de tal maneira que você espera encontrar muito um elemento, e no final vê a importância e o enfoque em outro. A Joia é assim: possui uma sinopse onde aparenta ter somente romance, no entanto a história tem um viés fantástico e político sem igual. Estou até agora de queixo caído!

Violet Lasting não é mais seu nome. Vendida para ser substituta da Casa do Lago — as substitutas tem como única e exclusiva função ser “barriga de aluguel” — ela percebe que nem tudo que aprendeu, nem tudo que soube é a verdade. Violet sempre questionou a vida que teve, sempre contestou o modo como o sistema funciona, e ela se vê mais questionadora quando acaba se apaixonado por Ash Lockwood. Ash é um acompanhante da sobrinha da Duquesa, e por isso o amor vivido pelos dois é proibido. Ela se verá em um dilema onde sua vida é importante para tentar mudar a realidade de várias substitutas, e a Duquesa do Lago parece ter planos específicos para o nascimento do próximo filho. Tendo fantasia inserida — toda substituta possui uma espécie de magia em 3 níveis de Presságios que ajudam a melhorar e interferem no bebê gerado — esta é uma história surpreendente.

Juro que nunca fui tão enganada no resumo — só Os Garotos Corvos vence. O foco descrito com o foco real é uma comparação de água e vinho: são opostos. Enquanto se espera algo voltado mais ao romance, o desenvolvimento se estende para a fantasia/distopia de forma fenomenal. Me senti “enganada”, mas no bom sentido porque os gêneros embasados estão entre meus favoritos. No entanto, o quanto já ouvi de comparação com A Seleção e que faz muita gente fugir me deixa triste, porque em conteúdo eles são realmente diferentes.

Trazendo informações do universo criado de forma gradual na narrativa, lemos as páginas querendo saber mais e mais dos elementos de base daquele mundo, além dos acontecimentos do dia-a-dia da protagonista. Primeiro que muita coisa que a autora traz é única — mulheres como barrigas de aluguel, magia ligada a algo específico, a hierarquia do reino, a forma como o mundo é divido — e isso por si só é um dos motivos que te suga para as páginas; segundo que nossa personagem principal, apesar da pouca idade, tem temperamento que traz tensões pontuais no desenvolvimento; terceiro que ainda temos um romance, que abala muitas situações e dá motivos para outros acontecerem. 300 páginas parece que é muito, entretanto torna-se pouco com o quão maravilhoso tudo é.

"Falam sobre nós como se fôssemos um animal de estimação ou um cavalo premiado. Como se não pudéssemos ouvi-las. Como se nem estivéssemos ali." pág. 97

E temos um final que te deixa ansiosa e louca para o próximo. Amy Ewing sabe fazer o leitor roer unhas. É um fim cheio de ação, cheio de drama que faz jus a tudo lido na trama. Se tem uma dosagem acertada entre fazer a narrativa andar ao mesmo tempo que situa o leitor no ambiente imaginado, é este aqui. É uma forma agradável e que não cansa durante a leitura. Se eu me perguntava o que algo significava, mais a frente tinha-se a explicação necessária.

Em grande número encontra-se plots twists, reviravoltas que mexem com o todo, com o planejado, mudando decisões e atitudes. Teve momentos que eu me perguntava em como algum ponto ia se reverter, se desenvolver e acabava sendo surpreendida. Acho que isso é o que mais me fez gostar da obra: ser diferente de várias coisas que li e por ter uma alta quantidade de revelações. Alguns assuntos são de grande relevância a serem debatidos e que trazem reflexão por trás. Principalmente esse papel da mulher pobre como servir apenas para procriação. Vale uma boa olhada sobre o assunto pois será de suma importância para o andamento da trilogia.

Violet foi uma protagonista que me deixou um pouco em dúvida do que esperar. Ela é inconstante em várias cenas, na iminência de ser irritante em alguns momentos. Atribuo isso a idade que ela foi caracterizada, porém quando começou a entender e a se rebelar contra o que lhe era imposto ficou melhor. Me lembrou um pouco a Katniss de Jogos Vorazes, principalmente quando não entendia a sua importância em função das outras substitutas. É alguém que torço muito para crescer nos sucessores e que se souber moldar, criará uma ótima personagem principal. Ash por mais que dê grande destaque no romance, ainda não mostrou para o que veio realmente. Espero vê-lo mais ativamente nos próximos.

De uma forma geral saio maravilhada com A Joia. Não era uma leitura planejada. Precisava de algo inovador e que me deixasse de boca aberta, e garanto que isto acontece do início ao fim. Fico triste pela pouca divulgação que tem sobre a mesma — cheguei a ir na sessão de autógrafos no Rio de Janeiro onde até o momento que fiquei tinha somente 2 pessoas para autografar — e tenho receios que talvez a editora não lance o terceiro. O que resta é esperar, e indicar a todos os fãs de fantasia/mistério e até os de romance podem arriscar! Não se arrependerão.

"Talvez eu seja egoísta demais para ser uma salvadora de substitutas. Não importa. Fiz uma escolha. Afora tenho que cuidar das reparações." pág. 341

Na parte física é que está o maior problema. A capa ficou comparativa com outra série, A Seleção, fazendo com que o cerne principal se perca. Mais uma vez falo que não se trata somente de um romance, e trazer uma capa que o enfoque é este, confunde o leitor. Eu mesma se não fosse pela vinda da autora não teria comprado. O título tem ligação com o conteúdo, então é bem encaixado. Não encontrei erro de revisão. A narrativa é feita em primeira pessoa pelo ponto de vista da nossa mocinha.

Saio tão maravilha que pretendo emendar no segundo volume. Espero que ele me conquiste tanto quanto o primeiro, e pelo final deixado tem bastante coisa boa pela frente. Ansiosa! Espero que tenham gostado!

site: http://diariasleituras.blogspot.com.br/2018/04/resenha-a-joia-amy-ewing-leya-fantasia-cidade-solitaria.html
Darcilene.Marques 17/12/2018minha estante
O segundo volume foi lançado no Brasil? Qual o título?


Carol Santos 17/12/2018minha estante
Sim foi lançado, e se chama A Rosa Branca :)




Amanda 06/03/2018

Uma resenha sob nova perspectiva, ao contrário de estar com o livro fresco na cabeça e vir comentar o que achei, eu demorei mais de três meses para desenrolar essa aqui. Confesso que não lembro de muita coisa (e só se passaram três meses), mas toda vez que eu tentava escrever essa resenha, um tédio supremo reinava sobre mim. Assim como quase metade dos livros que eu leio, eu chego neles meio de paraquedas, ouço uma resenha aqui, um comentário ali, uma sinopse acolá... Toda essa informação cai no submundo do meu inconsciente e, anos depois, eu deixo ele me guiar em alguns impulsos literários, foi assim que resolvi ler "A Jóia".

Se eu entendi (ou lembro) bem, tudo que conhecemos, até agora, está dentro de uma muralha que impede o mar de afogar as pessoas. Para começo de conversa, a autora fez o favor de não contar nada sobre o porquê do mundo estar assim e eles terem que viver dentro de uma bacia cercada por água, mas avaliando logicamente a situação criada, o maior problema que poderia acontecer seria a muralha romper e todo mundo morrer, mas a autora preferiu contar a história da mesquinharia humana brincando de deus, no interior da muralha em vez do problema fora dela. Ela fez qualquer rascunho de ideia e achou que estava bom, sem apresentar quase nada da complexidade social do lado de dentro. Eu não lembro de ler sobre soldados e guardas nas muralhas, por que o povo não pula de um círculo para outro? Por que não se rebelam, se são maioria? Eles trabalham nas fábricas, ou elas não fabricam armas?

Dentro da muralha existem círculos de classes, que está mais para círculos de trabalho, e no centro de tudo o palácio real e seus membros. Outro problema com a livro começou aí, eu acho essa setorização de uma pobreza criativa, que olha... mas tá, depois de engolir a setorização fajuta, começou o meu problema matemático. JURO, que eu parei a leitura e me indaguei na época "mas por que o círculo mais externo não é o da fazenda?" Então gente, por quê? Eu ainda não sei. Penso que precisaria de uma baita área de cultivo para alimentar essa cambada toda, e pela lógica seria mais inteligente colocar esse setor no círculo com maior perímetro, já que não foi o caso, a falta de perímetro tem que ser compensada pela largura, e daí, JURO, eu me indagava durante a leitura "para ter lógica, tem que demorar horas para atravessar esse círculo". Eu era ingênua o suficiente para tentar encontrar uma explicação para as minhas próprias dúvidas (já que a autora falhou miseravelmente) "deve ser para criar uma barreira de espaço entre o povão e as classes altas", mas não né, porque o povão cruza essa barreira todo dia para ir trabalhar, gasta tempo de viagem, gasta recurso de transporte... eu não sei... Aaaahhh, fora que ela diz que o círculo chamado "Banco" é onde estão as lojas, aí se eu quiser comprar um pãozinho eu tenho que me despencar para esse círculo? Ou comprar sacas de farinhas para produzir o próprio pão, tem que ir lá, ou na fazenda? Gente, eu não sei... nada faz sentido!

Continuando, depois da lógica zero na organização espacial, vieram os meus questionamentos sobre os Presságios. Mutação genética. Ok. Mas por que diabos a mutação só afeta os pobres? É uma mutação bem seletiva né? E sobre as mulheres grávidas e não grávidas? SÓ as mulheres da realeza não conseguiam ter filhos. O que? outra mutação que olha para a carteira do indivíduo antes de atacar? Eu ficaria mais feliz se a autora explicasse que a nobreza não quer engravidar para não estragar o corpinho. Realmente espero que venha a "descoberta" da verdade nos próximos livros, mas o legal de vir a explicação certa mais para frente é que você estava sendo convencida e enganada pela explicação errada, assim como todos os ignorantes do mundo ficcional. Eu estou tão puta com tudo, que se vir a verdade, eu vou ficar mais para aliviada do que chocada.

Depois de eu ter problema com quase tudo que serviu de base para o universo ficcional, vieram os personagens... **respira fundo**... e que bela merda hein. Quase todos personagens bidimensionais, sem personalidade e nuances diferentes, embotados com clichê e esteriótipos, a principal quase não se indaga e procura por respostas, qualquer um que dá uma bom dia sem ser de forma ríspida ela já está toda amiga, essa menina não desconfia das pessoas, muitas tomadas de decisões duvidosas... Em nenhum momento da leitura eu me vi torcendo por ela ou por seus objetivos. E o melhor do livro, o instalove. AAAAHHHH, não sei porque ainda não baixaram um lei que proíba o uso deste artifício em livros, até porque o namoradinho dela é outro who que eu não me apeguei.

Enfim, não recomendo, mas livro ruim e chato também tem um propósito no mundo, o de fazer você valorizar os livros bons. Não é só de mel que se alimenta o homem.
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Andri 15/02/2018

Amooooo
Amei esse livro. ?
Tive vontade de ler só de ver a capa, pois parecia bastante com A seleção. Porem quando comecei a ler vi que não tinha nada que fizesse comparação com o livro da Kiera. Pois a Joia é um livro bem forte. E que as poucos seus personagem vão se mostrando.
Fabi 17/02/2018minha estante
quero ler esta série, mas só qd lançar o último livro.


Andri 17/02/2018minha estante
Poxa nem fala. Não vejo a hora de ser lançado




Tori 10/02/2018

A Jóia só tem um defeito
O único defeito desse livro é o fato de ele não ser popular, ele é muito bom e quase ninguém conhece. Ele me prendeu, a história é muito interessante, pena que pouca gente leu esse incrível livro.
Andri 15/02/2018minha estante
Também acho.




Sara.Otoni 05/02/2018

Se não tivesse o romance
A proposta do livro é muito boa. Gostei muito da escrita da autora, me prendeu no livro. Agora, o romance cagou tudo. Romance raso e infantil. No final, já tava pulando os diálogos do casal por ser chato demais. Se tirasse o romance e trabalhasse mais no universo e nos outros personagens seria perfeito.
Sophie 14/02/2018minha estante
O romance foi a pior parte do livro, fiquei com raiva da autora ter o incluído.


Sara.Otoni 04/03/2018minha estante
Eu também Sophie! E no segundo fica mais chato ainda o romance. Não to nem com vontade de ler o último de tão irritada que ele me deixou haha




Ellen Fidelis - @mania_livroseries 31/01/2018

Surpeendente (Blog Livros, Séries e Arte Mania) SEM SPOILER
É mais uma história que me surpreendeu. Eu comecei a ler com a expectativa de que seria um livro infanto juvenil leve, assim como é descrito na categoria dada pela editora, no estilo A Seleção. Mas no decorrer das primeiras páginas vi que era algo diferente, que as semelhanças não condiziam muito com esta outra série e sim tratava de uma história de realeza de outro estilo, onde há magia e uma distopia de verdade. Sem querer desmerecer A Seleção, mas a obra de Kiera Kass é muito mais um romance do que uma distopia e não envolve questões sobrenaturais como é nesta outra.

É o livro de estreia da autora, e por isso é incrível pensar o quanto ela teve imaginação e conseguiu criar um mundo tão peculiar e organizado. A história tem uma ponto fraco, que mais para frente irei comentar, mas o que me surpreendeu foi o fato dela envolver tão bem o universo criado com o enredo e ter uma escrita simples, fluída e ainda assim não faltar nada grave nesse quesito. O livro tem 350 páginas e é uma leitura super rápida.

A magia apresentada na obra é algo mais naturalista, não é nada muito sobrenatural e de grandes feitos, esta ligada aos elementos da natureza, a biologia. Nesse primeiro ainda não dá para dizer muito sobre ela, porque pouco nos é mostrado sobre o universo ainda, vemos uma introdução rápida, cheia de intrigas e com muita coisa para desenvolver nos demais livros e é por isso que não vejo a hora de ler o segundo, principalmente depois desse final bombástico.
A Cidade Solitária é dividida em vários círculos, como se fossem várias pequenas cidades muradas formando uma só. A Joia é uma espécie de capital e é onde a realeza vive e governa. O "Banco" é um dos círculos onde vive o resto da nobreza, a "Fumaça", "Pântano" e "Fazenda" são os mais pobres e classe proletária, os que realmente movem o reino.

Violet é uma plebeia nascida no "Pântano" o círculo mais baixo. É uma das garotas escolhidas para serem "Substitutas". Substitutas são mulheres que nascem com o dom mágico e que são forçadas a servirem a nobreza substituindo assim as mulheres no momento de gerarem uma criança no ventre. Ou seja, as mulheres nobres por alguma razão são estéreis e a solução encontrada para que a elite não se extinguisse era de usar a magia das substitutas para darem a luz aos seus filhos. Achei tudo bem interessante nesse quesito, é como se fosse uma inseminação artificial onde as substitutas possuem o dom de manipularem o fenótipo dos fetos e fazerem com que eles sejam de acordo com o que os pais querem, ou seja, quase perfeitos e até mesmo se desenvolverem mais rapidamente. Mas tudo isso é ainda mais detalhado na história...
"Um: ver o objeto como é. Dois: ver o objeto em sua mente. Três: submetê-lo a sua vontade."

A outra protagonista, não tão protagonista assim, que realmente tem um desenvolvimento bom é a Raven, melhor amiga de Violet. E ela vai ser muito importante no desenrolar de toda a história, prevejo grandes acontecimentos para essa personagem ainda, ou senão uma grande tragédia mesmo haha. Com exceção dela e da Duquesa que é uma "pá virada" ou bipolar na minha opinião (risos) os demais não são tão desenvolvidos assim e isso pesou um pouco na hora de avaliar, pois vi personagens com grandes potenciais... A história nesse primeiro volume não se aprofundou muito nem neles e nem muito no universo em si e sim mais na política. Tenho questionamentos ainda, por exemplo, por que algumas mulheres possuem magia e outras não... Por que os homens não possuem esses dons... etc.

Então não é uma obra brilhante brilhante, poderia ser mais (Contudo, estamos tratando de um primeiro livro então acho que estou exigindo demais). Nada tira o merecimento de ser uma história realmente boa e por isso ela se encaixa perfeitamente com a categoria de infanto juvenil, pela falta de profundidade que podia ter dado com mais algumas 50 ou 100 páginas. O drama e a distopia já achei um tantinho pesada para ser considerado um livro infanto, para mim está muito mais para teen e juvenil só.

Um ponto forte são as várias reviravoltas e novas descobertas que existem. A história flui bastante por conta disso, queremos sempre saber mais e mais e o que está prestes a acontecer, ficamos roendo as unhas e com o coração apertado por quase todo o livro e isso aconteceu mesmo com as coisas até mais óbvias que a nós deduzimos com a própria leitura. Mas a maioria das revelações para mim foram inesperadas e creio que o segundo terão ainda mais.

O maior ponto fraco da história infelizmente é o romance. Pois é. Isso é lamentável, porque se fosse melhor desenvolvido teria sido uma obra 5 estrelas e muito melhor do que foi. O casal demora demais para se conhecer. Até metade do livro é quase todo sobre a protagonista e os dramas envolvidos e lá para frente é que o personagem entra em cena e eu pensei: "Sério isso?". Já tava até procurando shipp para a protagonista onde não tinha (hahaha) e no fim não achei lá muito emocionante, porém não desgostei totalmente do rapaz. Exemplo perfeito para a expressão "nem fede e nem cheira". Para mim tanto faz se ele ficar ou não com a Violet. Na verdade eu tenho mais curiosidade sobre outro personagem que no final me deixou de queixo caído, e fiquei muito muito grata pela autora por isso, porque estava torcendo demais para ele ter um papel mais importante.

"Quero botar esse lugar abaixo. Minha raiva injetou na planta uma vida nova, mais forte, e tenho a sensação de que minha cabeça está pegando fogo, cada fio de cabelo vibrando com a energia."

Super recomendo essa leitura, principalmente para quem mantem baixas expectativas sobre este livro. Foi um dos melhores livros que li em janeiro e que é bem o estilo que gosto de conhecer.


https://livrosserieseartemania.blogspot.com.br




site: https://livrosserieseartemania.blogspot.com.br/2018/01/6-resenha-joia-amy-ewing-1-cidade.html
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LauraaMachado 21/01/2018

Melhor do que eu esperava
Faz tempo já que eu aprendi que a expectativa que o leitor tem para um livro antes de começar a ler sempre influencia no que ele vai achar. Esse foi um livro que eu comprei apesar de ver várias resenhas de pessoas em quem confio dizendo que não gostaram dele. Quando eu mesma resolvi ler, achava que seria uma história boba, sem grandes acontecimentos, só para passar o tempo. Admito que não esperava gostar muito.

E devo reconhecer que o livro não é excepcional, o enredo não é brilhante, os personagens não são complexos e muitos dos detalhes da vida da protagonista são bastante bobos e superficiais, talvez até amenizados para ser uma história para leitores mais jovens. Mas esse é um livro para adolescentes e sua melhor característica é que ele é bem divertido! Não dá para negar que eu adorei a leitura, que quero ler todos os livros da trilogia o quanto antes e ainda mais os contos extras. Talvez eu tenha dado uma nota mais alta do que o livro merece só por isso, só por ter me divertido tanto.

Ainda tenho críticas a fazer é claro, e quero começar pelos nomes dos personagens. Esse foi um detalhe que eu tive que me forçar a relevar, senão poderia ter estragado minha leitura. Na tradução para português, isso talvez nem seja uma questão, mas lendo em inglês é impossível não perceber a escolha da autora de dar a todos os personagens nomes de cores, flores, animais, pedras e outros substantivos, e foi uma péssima ideia. Ameaçou tirar toda a credibilidade da história mil vezes, porque todo mundo tinha um nome ridículo. Se fosse um ou outro personagem, ou sempre nomes que já são usados como nomes comuns hoje em dia (por exemplo, Violet), tudo bem. Mas Cobalt? Cinder? Foi complicado não me deixar irritar com isso.

Outro problema do livro é o romance. A autora demorou tempo demais para introduzir um par romântico para a intensidade de sentimento que ela queria criar entre os dois personagens. Eles se apaixonam completamente rápido demais. Aliás, acho que teria sido muito mais crível e mais potente mesmo a relação dos dois se eles tivessem criado essa relação como aliados antes de chegar a ser algo romântico. Mas o único jeito de fazer isso seria ter feito o carinha entrar na história bem antes. Do jeito que ficou, não deu o menor tempo de eu me apaixonar pelo personagem também, aliás, mal o conheço e não faz muita diferença para mim se eles vão ficar juntos ou não. Essa é a parte mais fraca do livro, infelizmente.

Eu adorei o enredo, achei que tinha sempre algo acontecendo, várias reviravoltas e revelações que me surpreenderam na maior parte do tempo e, mesmo quando não eram tão inesperadas, ainda foram interessantes. Acho que existem alguns pequenos furos em tudo, como o fato de que, se essas mulheres são tão raras e únicas, por que seriam tratadas sempre como descartáveis e fáceis de substituir? Mas eu adorei o final, adorei a última revelação e estou louca pelo próximo livro por causa dela!

Minha parte favorita dessa história é a mágica, que eu nem sabia que tinha. Foi algo que me conquistou de verdade, me fez querer fazer parte desse mundo. Só teria sido melhor se a protagonista fosse mais investida em ser incrível nisso, se ela cultivasse seus poderes e tentasse evoluir por ambição própria. Como eu falei, os personagens do livro não são muito complexos ou têm grandes desenvolvimentos, mas não acho que ela chegou a ser uma personagem ruim ou mal feita. Minha favorita é a Duquesa, mas a Violet tem bastante potencial, e tinha nesse livro também, por exemplo, para negociar mais sua própria vida, para se impor mais. Ela não é tão submissa quanto poderia ter sido, mas eu preferia ter visto mais empoderamento nela.

Eu acho que essa história toda tem bastante potencial e espero que a autora o aproveite até o último livro, porque agora eu estou super animada com a trilogia e quero amá-la até o final!
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Mariana Fialho 06/01/2018

Surpreendente
Fico surpresa em pensar que esse é o livro de estreia da autora, pois ela escreve realmente bem! A Joia é daqueles livros que merecem reconhecimento - para mim, se enquadra no mesmo "nível" de A Seleção, A Rainha Vermelha... Inclusive, se você gosta desse estilo, vai sem medo!

A autora foi muito inteligente ao construir essa sociedade doente. Embora a sinopse já tenha contado um pouco, tem umas coisinhas que quero explicar pra vocês. O Pântano é como se fosse a última casta do local. A Joia é a realeza. O que eles teriam a ver um com o outro? Bem, os nobres querem os filhos mais perfeitos do mundo, por questões de status e ascendência social, mas não tem a capacidade de fazê-los. Algumas jovens meninas do Pântano nascem com habilidades, eu diria até poderes, especiais. Podem gerar a criança que a realeza precisa. Por isso, foi criado o Leilão. Nele as meninas não tem mais identidade, são apenas lotes, disputados pelos mais ricos do local.

Violet é comprada, e percebe que não tem mais volta. Ela sabe que não verá mais sua família. Será um objeto, descartado depois que não tiver mais utilidade. Entretanto, ter uma substituta, o bichinho de estimação das duquesas e condessas, é a coisa mais normal do mundo para aquela sociedade. E as jovens não podem reclamar, afinal, as "donas" foram legais ao tirá-las da pobreza de onde vieram. Os valores são todos invertidos e isso é muito revoltante!

O livro é narrado em primeira pessoa, pela protagonista. Dessa forma, vemos tudo aos olhos dela, o que torna a história mais real e mais próxima da gente, apesar de tudo. Violet tem a minha idade! Eu só conseguia pensar nisso quando via as situações que ela tinha que passar. Os sonhos, as perspectivas para o futuro, tudo isso foi tirado dela aos 12 anos. Tudo o que eu queria ao ler era ver aquela sociedade destruída.

Sobre o romance, não é aquele tipo que me agrada (é quase um amor a primeira vista), mas nesse caso é até aceitável. Afinal, a pobre moça estava sozinha, sendo tratada como parte dos móveis. E encontrou alguém que entendia o que ela estava passando.

Outra coisa que me chamou atenção foi o fato de Violet ser muito forte, mas não ter taaantos pensamentos revolucionários quanto protagonistas de histórias parecidas. É bem interessante ver a submissão dela em alguns momentos, apesar dos diversos atos de rebeldia. Isso a torna mais humana, o que é totalmente compreensível.

Amy Ewing conseguiu me revoltar, me encantar e me surpreender em 352 páginas. Espero que vocês tenham se interessado, porque é uma leitura que vale a pena e merece reconhecimento. ❤

site: http://coisinhasaleatorias.blogspot.com.br/2017/07/resenha-a-joia-amy-ewing.html
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Bela 01/12/2017

Surpreendente
Ganhei esse e-book em uma promoção da Amazon. Eu simplesmente nunca tinha ouvido falar nesse livro, mas a sinopse me interessou, então acabei por escolhê-lo dentre as opções dada pela Amazon. O enredo me lembrou um pouco das séries Eve e A Seleção, e apesar de eu achar a proposta um pouco confusa no inicio, tudo foi sendo explicado no decorrer da leitura, que terminou com uma leitora desesperada para ter a sequencia em mãos.

As substitutas são responsáveis por gerar os filhos da realeza da Jóia e Violet acabou de concluir o seu treinamento. Ela foi aprovada nos três presságios: cor, forma e crescimento, então, será leiloada para as mulheres da Jóia junto com outras 199 garotas. A Cidade Solitária é dividida em 5 círculos: Fumaça, Fazenda, Pantano, Banco e Joia (onde vive a nobreza). Cada dama da Joia tem direito a ter dois filhos, mas uma anomalia genética as impede de gerar suas próprias crianças. Portanto, foi um verdadeiro milagre descobrir que algumas meninas tinham dons especiais e ainda conseguiam gerar os óvulos das mulheres da realeza.

"-Esperança é algo precioso, não é? No entanto, não damos a ela o devido valor até que a perdemos."

Violet é arrematada pela Duquesa do Lago, uma mulher de personalidade forte e difícil convivência. Ela está determinada a ter sua bebê antes de qualquer outra para que ela possa se casar com o filho do Executor e levar a família de volta a posição de maior poder na Joia. Violet nunca desejou ser uma substituta e trocaria todo o luxo, vestidos, jóias e festas da Joia pela liberdade e pela convivência com a sua família, que ela ama de todo o coração. Entretanto, se verá em meio a um jogo de poder e mentiras, em que as damas da alta nobreza lutam com todas as armas, sejam elas lícitas ou não, para conquistar uma reputação e um lugar de destaque na sociedade. Um arranjo que está muito perto de desmoronar.

Apesar das aparentes semelhanças com outras séries do gênero distópico, A Joia alcança sua originalidade e nos prende do inicio ao fim da leitura. Amy nos surpreende diversas vezes ao longo do livro e eu só não gostei muito do romance que ela criou, na verdade estava esperando que ele acontecesse com uma outra pessoa... O romance acabou surgindo e crescendo de forma rápida e inesperada, mas até que ele me convenceu depois que aconteceu, e eu consegui entender o que os atraiu um no outro, não foi aquela coisa: 'por favor parem, vocês não tem nada a ver um com o outro', foi apenas: 'ok, não esperava por isso, mas ok'.

"Você me faz sentir inteira também. Neste lugar que tira algumas partes de nós, você me faz lembrar de quem eu sou. Quem eu era."

Violet é apenas uma menina de dezesseis anos, mas tudo o que já viveu tem lhe feito amadurecer às pressas, como se nunca houvesse tempo suficiente. Todos parecem ter grandes expectativas a seu respeito e ela não pode evitar se sentir um pouco perdida no meio de tudo isso. Ela é forte e teimosa, mas as vezes parece se sentir frustrada por ser tão pequena e insignificante, e por não poder ser quem realmente é ou fazer o que realmente gostaria de fazer, afinal, ela é uma substituta, ela foi vendida em um leilão e agora é uma propriedade da Duquesa. Por fim, posso dizer que o livro superou todas as minhas expectativas e, como disse antes, estou ansiosa para poder continuar acompanhando a série, ainda mais depois do final bombástico como Amy terminou A Joia.

"A sala a minha volta desaparece e tenho uma incrível sensação de libertação, todo o meu ser se altera quando toco. Eu sou a musica, e as cordas e meu corpo são tão ressonantes quanto o violoncelo. Somos um só instrumento, estamos em um lugar onde ninguém pode nos tocar, onde não há Joia ou substitutas, um lugar onde só existe a musica."

site: http://www.sigolendo.com.br/
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