A Joia

A Joia Amy Ewing




Resenhas - A Joia


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Ellen Fidelis - @geekerela_ 31/01/2018

Surpeendente (Blog Livros, Séries e Arte Mania) SEM SPOILER
É mais uma história que me surpreendeu. Eu comecei a ler com a expectativa de que seria um livro infanto juvenil leve, assim como é descrito na categoria dada pela editora, no estilo A Seleção. Mas no decorrer das primeiras páginas vi que era algo diferente, que as semelhanças não condiziam muito com esta outra série e sim tratava de uma história de realeza de outro estilo, onde há magia e uma distopia de verdade. Sem querer desmerecer A Seleção, mas a obra de Kiera Kass é muito mais um romance do que uma distopia e não envolve questões sobrenaturais como é nesta outra.

É o livro de estreia da autora, e por isso é incrível pensar o quanto ela teve imaginação e conseguiu criar um mundo tão peculiar e organizado. A história tem uma ponto fraco, que mais para frente irei comentar, mas o que me surpreendeu foi o fato dela envolver tão bem o universo criado com o enredo e ter uma escrita simples, fluída e ainda assim não faltar nada grave nesse quesito. O livro tem 350 páginas e é uma leitura super rápida.

A magia apresentada na obra é algo mais naturalista, não é nada muito sobrenatural e de grandes feitos, esta ligada aos elementos da natureza, a biologia. Nesse primeiro ainda não dá para dizer muito sobre ela, porque pouco nos é mostrado sobre o universo ainda, vemos uma introdução rápida, cheia de intrigas e com muita coisa para desenvolver nos demais livros e é por isso que não vejo a hora de ler o segundo, principalmente depois desse final bombástico.
A Cidade Solitária é dividida em vários círculos, como se fossem várias pequenas cidades muradas formando uma só. A Joia é uma espécie de capital e é onde a realeza vive e governa. O "Banco" é um dos círculos onde vive o resto da nobreza, a "Fumaça", "Pântano" e "Fazenda" são os mais pobres e classe proletária, os que realmente movem o reino.

Violet é uma plebeia nascida no "Pântano" o círculo mais baixo. É uma das garotas escolhidas para serem "Substitutas". Substitutas são mulheres que nascem com o dom mágico e que são forçadas a servirem a nobreza substituindo assim as mulheres no momento de gerarem uma criança no ventre. Ou seja, as mulheres nobres por alguma razão são estéreis e a solução encontrada para que a elite não se extinguisse era de usar a magia das substitutas para darem a luz aos seus filhos. Achei tudo bem interessante nesse quesito, é como se fosse uma inseminação artificial onde as substitutas possuem o dom de manipularem o fenótipo dos fetos e fazerem com que eles sejam de acordo com o que os pais querem, ou seja, quase perfeitos e até mesmo se desenvolverem mais rapidamente. Mas tudo isso é ainda mais detalhado na história...
"Um: ver o objeto como é. Dois: ver o objeto em sua mente. Três: submetê-lo a sua vontade."

A outra protagonista, não tão protagonista assim, que realmente tem um desenvolvimento bom é a Raven, melhor amiga de Violet. E ela vai ser muito importante no desenrolar de toda a história, prevejo grandes acontecimentos para essa personagem ainda, ou senão uma grande tragédia mesmo haha. Com exceção dela e da Duquesa que é uma "pá virada" ou bipolar na minha opinião (risos) os demais não são tão desenvolvidos assim e isso pesou um pouco na hora de avaliar, pois vi personagens com grandes potenciais... A história nesse primeiro volume não se aprofundou muito nem neles e nem muito no universo em si e sim mais na política. Tenho questionamentos ainda, por exemplo, por que algumas mulheres possuem magia e outras não... Por que os homens não possuem esses dons... etc.

Então não é uma obra brilhante brilhante, poderia ser mais (Contudo, estamos tratando de um primeiro livro então acho que estou exigindo demais). Nada tira o merecimento de ser uma história realmente boa e por isso ela se encaixa perfeitamente com a categoria de infanto juvenil, pela falta de profundidade que podia ter dado com mais algumas 50 ou 100 páginas. O drama e a distopia já achei um tantinho pesada para ser considerado um livro infanto, para mim está muito mais para teen e juvenil só.

Um ponto forte são as várias reviravoltas e novas descobertas que existem. A história flui bastante por conta disso, queremos sempre saber mais e mais e o que está prestes a acontecer, ficamos roendo as unhas e com o coração apertado por quase todo o livro e isso aconteceu mesmo com as coisas até mais óbvias que a nós deduzimos com a própria leitura. Mas a maioria das revelações para mim foram inesperadas e creio que o segundo terão ainda mais.

O maior ponto fraco da história infelizmente é o romance. Pois é. Isso é lamentável, porque se fosse melhor desenvolvido teria sido uma obra 5 estrelas e muito melhor do que foi. O casal demora demais para se conhecer. Até metade do livro é quase todo sobre a protagonista e os dramas envolvidos e lá para frente é que o personagem entra em cena e eu pensei: "Sério isso?". Já tava até procurando shipp para a protagonista onde não tinha (hahaha) e no fim não achei lá muito emocionante, porém não desgostei totalmente do rapaz. Exemplo perfeito para a expressão "nem fede e nem cheira". Para mim tanto faz se ele ficar ou não com a Violet. Na verdade eu tenho mais curiosidade sobre outro personagem que no final me deixou de queixo caído, e fiquei muito muito grata pela autora por isso, porque estava torcendo demais para ele ter um papel mais importante.

"Quero botar esse lugar abaixo. Minha raiva injetou na planta uma vida nova, mais forte, e tenho a sensação de que minha cabeça está pegando fogo, cada fio de cabelo vibrando com a energia."

Super recomendo essa leitura, principalmente para quem mantem baixas expectativas sobre este livro. Foi um dos melhores livros que li em janeiro e que é bem o estilo que gosto de conhecer.


https://livrosserieseartemania.blogspot.com.br




site: https://livrosserieseartemania.blogspot.com.br/2018/01/6-resenha-joia-amy-ewing-1-cidade.html
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Gis De Wain 21/12/2016

Mais ou meeeeenos
Gente ou eu tô ficando muito xarope mas não me surpreendeu o final da Jóia não... Ganhei o que era num determinado momento do livro e sei lá... Cuén.
Eu achei legal a construção da idéia da autora, principalmente como ela joga pequenos pedaços de informação para depois se encaixarem quando ela decide revelar o porquê daquilo tudo... Mas nenhum personagem me marcou... Nem me apeguei a nenhum. Acho que ela soube escrever/desenvolver a idéia que teve mas não soube escrever seus personagens de maneira q a própria idéia precisava.... Sei lá é a minha sensação.
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Raeli 05/08/2016

Promissor
Não é nenhuma novidade que os bailes encantadores, os vestidos bufantes e as carruagens elegantes vem tomando espaço na literatura YA. A fórmula adotada por inúmeros escritores vem se provando eficaz, porém nada original.


Joia não foge dos clichês que circundam a temática. Temos a mesma protagonista jovem, talentosa, bondosa, teimosa, pobre e linda de morrer com a síndrome do patinho feio. Assim como uma sociedade completamente desigual dividida em castas. (No livro denominado como Círculos.)


Confesso que, no começo, pensei que a obra seria mais do mesmo. No entanto, o livro de estréia de Amy Ewing e o primeiro da série Cidade Solitária, provou-se muito mais promissor que o esperado.


Violet, a protagonista, diferente das demais "mocinhas" é bastante carismática e, apesar da pouca idade (16 anos), igualmente sensata, demostrando segurança e força em situações imensamente complicadas.


O romance me agradou bastante, embora tenha se dado de maneira muito rápida, o casal pareceu-me bastante envolvido. O contexto social também contribuiu para o desencadeamento do sentimento de ambos.


A problemática do livro também foi uma grata surpresa. No universo da Cidade Solitária, governada por um monarca absolutista, denominado Executor e sua consorte a Eleitora. A realeza formada pelas casas fundadoras e pelos demais nobres que compõe o círculo Joia, detém todos os privilégios possíveis, porém não são capazes de gerar uma prole saudável.


Por isso, são necessárias as substitutas, jovens do Pântano(círculo mais pobre) que são obrigadas a gerar os filhos da realeza por serem detentoras de um elemento exclusivo chamado Presságio que garante a exuberância física, emocional e intelectual dos bebês reais.


Treinadas para serem propriedades de uma casa real, as substitutas são tratadas como objeto e descartadas assim que dão a luz ao filho de sua senhora.


Assim, acompanhar a história de Violet, uma substituta recém leiloada à uma das casas mais importantes da Joia, que descobre que há muito mais por trás da fachada elegante e amistosa da realeza, se torna extremamente empolgante.


Um ponto negativo que me incomodou um pouco foi a escrita da autora. Apesar de ser bem fluida , o começo do livro é um pouco confuso por apresentar termos e expressões desconhecidos para o leitor, assim como componentes do enredo que só são explicados ao longo do livro. Uma manobra arriscada que pode obter seu êxito, atiçando a curiosidade do leitor ou pode culminar em um desastre, provocando o desinteresse do mesmo.


Mas, apesar dos apesares, diferente de tudo já proposto no mundo distópico, a trilogia Cidade Solitária tem tudo para conseguir um lugar no coração e na estante dos leitores apaixonados por distopias, romances, épicos e, o mais importante, boas histórias.
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Portal JuLund 02/07/2015

A joia, resenha, @EditoraLeya
A última frase da sinopse é muito verdadeira: nós ficamos demasiadamente ansiosos para saber o destino de Violet Lasting, que será cruelmente chamada de lote 197. O livro é tão bom que ainda não o li todo, portanto ainda não sei o destino da protagonista. Mas, precisei compartilhar com vocês agora porque a história é espetacular.

Antes de tudo, quero agradecer à Editora Leya pela gentileza de me enviar como cortesia o livro impresso, uma carta e um belíssimo pingente preso a uma corrente. Tudo isso veio embrulhado em papel dourado, com muito carinho. Vamos à história?

As substitutas são garotas de dezesseis anos que foram examinadas aos doze. Dependendo do resultado, são isoladas em um internato por quatro anos, quando então serão vendidas no Leilão. Neste período de preparação, elas aprendem os Presságios, onde fazem o aperfeiçoamento dos seus dons. Ao todo são enviadas 200 garotas para a venda e as mais talentosas são as que valem mais. Estas costumam ser compradas pela Realeza, por condessas e duquesas.

Leia a resenha completa em nosso portal!

site: http://portal.julund.com.br/resenhas/a-joia-resenha-editoraleya
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Patricia.Pavie 05/09/2015

Simplesmente Perfeito!
Muitas comparações com A Seleção, mas nada faz com que esperemos essa história. Simplesmente perfeita, Violet surpreende com sua força e paixão. Estou ansiosa pelo próximo livro.
Nota máxima!
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Mayra 22/09/2016

Não me convenceu
Quando eu vi esse livro, achei que fosse uma continuação de A Seleção, ou uma coisa do tipo. Li a sinopse e achei interessante, então resolvi comprar.

O enredo e a história são muito interessantes e envolventes. Mas, fiquei o livro inteiro com uma sensação se dèja vu, parecia que eu já tinha lido algo assim antes. Isso porque o livro é clichê. Temos uma protagonista "forte e determinada", teimosa, que luta para salvar sua família e quem ama. Na verdade, é uma menininha chata e tolinha, que fica se fazendo de vítima.

O romance é meloso e apressado, um capítulo depois que a Violet conhece o Ash, eles já estão apaixonados, jurando amor eterno. A Violet passa o livro inteiro falando sobre seus vestidos de cintura império. O livro não teve muitas reviravoltas, então Amy Ewing jogou o clímax da história pro final, só pra te deixar curioso.

Enfim, a ideia é ótima, mas a autora não soube desenvolver muito bem. Apesar de tudo, eu gostei e recomendo.
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Bruna 18/10/2017

Fantástico! Como fiquei um pouco decepcionada ao ler Destino, fiquei receosa de ler outra distopia logo de cara, mas amei!
Violet Lasting é uma Substituta (basicamente uma barriga de aluguel) só que as substitutas não são apenas "encubadoras ambulantes" elas possuem poderes que podem acelerar o crescimento do feto e também moldar aspectos físicos e a personalidade...
Como a própria realeza não pode gerar os próprios filhos para continuar a linhagem as substitutas basicamente são leiloadas como pedaços de carne, quem der o lance maior leva. Mas Violet tem uma personalidade que pode comprometer não só a Joia mas como todo esse estilo de vida repugnante e opressivo.

Só posso pensar em: Perfeito, Maravilhoso, Genial, Fantástico e Cativante.
Não consegui parar de ler...
Ele me fez querer ler rápido para terminar logo e ao mesmo tempo querer ter mais páginas para ler...
O fim pra mim foi bem abrupto eu estava esperando mais umas páginas e aí... Boom! Acabou!
E estou Precisando urgentemente de A Rosa Branca! *-*
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MdL 18/01/2017

Resenha: A Joia - Amy Ewing
A realeza nunca foi tão cruel
A cidade solitária dividida em cinco circulo separados por uma muralha, o quinto é o Pântano o mais pobre de todos; o quarto a Fazenda, o terceiro a Fumaça, o segundo o Banco, e o primeiro é a Joia, onde as pessoas ricas vivem. Violet tem apenas 16 anos e vive no circulo mais pobre, o Pântano; porém num dia ela é chamada para viver na Joia.
Algumas jovens são escolhidas para viver nesse rico circulo, pois são férteis, Desde sempre as pessoas da realeza escolhem essas jovens, que são chamadas de substitutas para terem seus herdeiros saudáveis e continuar seus legados.
"Esperança é algo precioso, não é? No entanto, não damos a ela o devido valor até que a perdemos."
Quando chega na Joia, Violet será apenas mais um número no lote do leilão e ninguém irá saber quem ela realmente é – nome, de onde veio quem é sua família – e também nunca mais poderá ver sua família. Ela apenas irá servir a realeza. Mas Violet acaba descobrindo que tem muito mais coisa em jogo do que ela imaginava, e que ela não pode confiar em absolutamente ninguém. Porém quando seu coração é colocado em jogo ela descobrirá coisas que não deveria saber nesse mundo cheio de traições e ambição.
" — Sempre achei... impressionante como uma pequena gota de extrato de planta pode destruir por completo um ser humano. Somos tão frágeis, não somos? Um golinho de vinho, e depois... nada. A vida é uma chama fácil de apagar."
Quando peguei esse livro eu me apaixonei logo pela capa, e fiquei um tanto receosa em relação a história, mas isso mudou quando eu comecei a lê-lo. A Joia é uma distopia bem diferente das outras, com uma temática bastante impressionante, Amy Ewing conseguiu criar um sistema onde a realeza é muito perversa e cruel. Os personagens são muito bem construídos e evoluem junto com o livro de uma maneira bastante equilibrada, eles conseguiram me conquistar até o fim dessa história. Além de que o final desse livro termina de uma maneira muito tensa e que me deixou com o coração na mão e bastante ansiosa para a continuação
"Falam sobre nós como se fossemos um animal de estimação ou um cavalo premiado. Como se não pudéssemos ouvi-las. Como se nem estivéssemos ali."
A Joia é uma trilogia que já tem o seu primeiro livro publicado aqui no Brasil pela editora Leya, e está sem previsão para o lançamento do segundo. O título do segundo livro em inglês se chama White Rose.

site: http://mdl-magodoslivros.blogspot.com.br/2016/07/resenha-joia-amy-ewing.html
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Kenia 09/02/2016

"Falam sobre nós como se fôssemos um animal de estimação ou um cavalo premiado. Como se não pudéssemos ouvi-las. Como se nem estivéssemos ali."

A Cidade Solitária é divida em cinco círculos separados por uma muralha. O círculo denominado Pântano, é onde os operários e as pessoas mais humildes moram. A Fazenda é onde a comida é cultivada. Já na Fumaça é onde ficam as fábricas. O Banco é onde os comerciantes têm suas lojas e finalmente a Jóia, é onde vive a realeza.

As mulheres da realeza têm todo o poder e status, mas não têm a capacidade de ter filhos. Porém, algumas meninas do Pântano, que vivem na miséria, possuem algumas características que as tormam super especiais: com os Presságios elas podem gerar filhos para a realeza.

E é assim que, todo ano, na cidade solitária, acontece um Leilão onde a realeza escolhe uma garota. entre várias, que possa gerar um bebê para eles. Quanto mais alta a classificação de uma garota, mais especial ela é.

A Jóia é o primeiro volume da série Cidade Solitária e leva o leitor ao mundo distópico onde mágica é ambos, tanto uma benção quanto uma maldição. Acompanhamos então a história de Violet, uma garota de 16 anos, que é tirada de sua família para ser treinada como 'Substituta' (barriga de aluguel) para uma das famílias da realeza. Na Jóia, ela será banhada em riqueza e bens, porém o preço que vai pagar é alto já que Violet deve aprender a contornar as intrigas e crueldade entre as senhoras da nobreza. Será que Violet conseguirá escapar desse mundo que ela foi tragada? Ou será que ela vai ser mais uma vítima das crueldades que rondam a realeza? Magia, amores proibidos e assassinatos cercam Violet nesse romance apaixonante!
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Jussier 01/05/2015

A realeza nunca foi tão cruel
Em um universo distópico temos a Cidade Solitária que é dividida em 5 círculos, o centro desses círculos é A Joia, onde a realeza mora. As mulheres da realeza não podem ter filhos por algum problema genético que até então ninguém descobriu o motivo de só as atingir, fazendo com que elas recrutem garotas do Pântano, o círculo mais pobre da cidade, que possuem uma genética favorável para ter os filhos da realeza, elas são detectadas por um exame de sangue quando chegam na puberdade e são levadas para um internato onde serão treinadas por anos até que chegue o dia do seu Leilão. Nessa fase de Leilão e imersão na Joia é que encontramos nossa protagonista, Violet, e acompanhamos essa história tensa e cruel.

site: https://instagram.com/oqueli_/
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Carol Barros 31/07/2017

Mais do mesmo
Acho que se esse fosse o primeiro YA que eu estivesse entrando em contato , seria realmente emocionante.

Mas, depois de um tempo e de leituras repetitivas nós começamos a ficar meio "de novo isso?" A joia não me impactou muito, e digo isso porquê ele não conseguiu deixar nenhum detalhe especial ou emocionante na minha cabeça. Hoje mesmo me peguei tendo que ler uns trechinhos para poder escrever sobre e eu tenho uma memória de elefante!

Às vezes temos uma receita : Heroína exótica com o nome da cor dos olhos , especial, herói gatão, sociedade distópica , uma nobreza esnobe e maléfica (tá aí nosso livro YA).

Não tem nada errado no clichê em si, quando ele é muito bem contado a fórmula pode ser repetida e adorada várias vezes , pra isso funcionar a narrativa tem que ter um "q" a mais.
Só que para mim aqui, ficou faltando bastante no aspecto romance, não sei se isso será mais bem desenvolvido no próximo livro.

O que eu achei diferente em "A joia" é o fato de ser uma história atual e explorar o lado reprodutivo da coisa, feito o clássico o conto da Aia. É bem envolvente o fato de imaginar uma sociedade que explore a capacidade da mulher de reproduzir e escravize-as por conta disso, aqui tem umas cenas bem agoniadas , isso eu posso garantir!

A personagem principal também não é chata, me peguei em vários pontos gostando dela o que me deixou um pouco brava (é, reclamo de novo) foi o romance ~agoniadíssimo~ deu vontade de dar uns cascudos nela gritando ' de onde vem esse amor todo menina?!' esse amor que muitas vezes não engoli tirou um pouco do desenvolvimento do "fundo da história em si"

Mas, não me leve a mal de jeito nenhum é um livro ruim.

É um livro bem rápido , bem escrito e a leitura é leve do tipo 'vou deitar na minha rede e ler ele todinho de uma vez' , e tem um final em aberto. Espero que tudo se desenvolva e seja melhor explicado no próximo ;)





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Bru 01/09/2016

Paixão que incomoda
O instalove me deixou MUITO incomodada. A premissa do livro é boa mas não achei que a autora soube aproveitar bem.
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Rascunho com Café 10/02/2015

O início estonteante de uma distopia
Primeiro volume da série “Cidade Solitária”, a Joia foi um livro que iniciei sem muitas pretensões, não por ele parecer ruim, mas porque distopias não me atraem muito. Decidi aceitar o desafio de ler esse lançamento da LeYa, e logo nas primeiras páginas imaginei que o livro seria bem morno, mas com o passar de cada capítulo fui tomada pela densidade das personalidades de cada personagem do livro.

Na trama, as mulheres da realeza são incapazes de ter filhos, e quando os tem, eles nascem com anomalias ou mortos. Por ironia do destino, as mulheres férteis se encontram justamente na região mais pobre da Cidade Solitária, o Pântano. Essas mulheres (na verdade garotas) também apresentam uma espécie de dom/ poder capaz de modificar a cor, forma e vida. A solução que a realeza encontra é basicamente escravizar essas jovens, para que com sua fertilidade, somada aos seus dons, aqui chamados de Presságios, deem à luz aos seus filhos perfeitos.

Narrado por Violet Lasting, o livro traz nitidamente como seria uma sociedade controlada puramente por mulheres. Os personagens masculinos são, em sua maioria, irrelevantes à trama, exceto por alguns poucos que se envolvem no cotidiano da Violet. A Joia é a divisão central da cidade, é isolada dos demais moradores e extremamente luxuosa, diferente da realidade de todo o resto da cidade.

As substitutas, como são chamadas as barrigas de aluguel, são literalmente tratadas como animais de estimação sendo, inclusive, ornadas com coleiras e desfiladas em eventos como um Yorkshire de madame. As damas da realeza tratam as substitutas com muita humilhação e grosseria, tirando-lhes inclusive a sua dignidade como seres humanos, obrigando-as a esquecerem de suas famílias e amigos, impedindo que interajam com qualquer pessoa além daqueles que elas autorizam. Enquanto isso, o restante da população não-rica é obrigada a trabalhar em fábricas e colheitas que abastecem a Joia, mas dão pouco retorno à população em si, que padece de fome e doenças que até são tratáveis, mas apenas dentro da Joia.

Lasting, desde o princípio, se mostra atormentada pela saudade da família e pela a ideia de gerar um filho que não é seu contra sua vontade, diferente de algumas de suas amigas que sonham com a vida de luxo na Joia, mesmo sem saberem do futuro que as aguarda após gerarem as tão desejadas crianças. Durante o livro Violet descobre que por trás do sistema de substitutas, há uma conspiração para "desumanizar" ainda mais essas garotas, despertando em si mesma o desejo de parar com a onda de tortura e desigualdade.

De quebra, Violet arranja um romance proibido com Ash Lockwood, um acompanhante da realeza (só acompanhante mesmo, porque ele também é pobre de marré-de-si). O romance dos dois é cativante e dificilmente você vai resistir ao charme do Ash, que diga-se de passagem, é l-i-n-d-o (apesar de eu shippar a Violet com outra pessoa que eu já até imagino que nunca vai acontecer, mas tudo bem, shippers frustrados são comigo mesmo). O que mais me agradou na história, foi sem dúvida, a desigualdade social e a visão de uma sociedade puramente matriarcal, com muitas intrigas e jogos psicológicos.

Outra coisa que gostei muito foi da simplicidade e da sensibilidade da Violet, ela não é aquele tipo de mocinha que vive expondo a pobreza de sua família pra mostrar que veio de um lugar humilde mas cresceu com caráter, ela deixa o recado dela sem precisar disso. Suas ações mostram essa simplicidade de um modo sutil, sem se martirizar. Ela é doce e tem uma ligação forte com os seres vivos (plantas inclusive) e isso a torna muito sensitiva aos problemas sociais da Cidade Solitária, mesmo que ela mesma não se dê conta disso.

A leitura flui fácil, li as 352 páginas em dois dias e sem muitas dificuldades. Para quem gosta de distopias é uma boa pedida. Apesar de eu ter achado a trama um pouco morna, acredito que isso não será um problema, já que esse primeiro volume funciona como uma introdução ao universo da personagem que será abalado nos próximos livros.

Pra quem, assim como eu, também tem sérios problemas em esperar por continuações, sugiro que se prepare. O livro finaliza no meio do clímax da história e o segundo volume da série tem previsão para chegar ao Brasil apenas ano que vem. Vale a pena apostar nessa distopia? Sim, vale. Apesar do começo um pouco parado, pelo final desse primeiro livro, podemos esperar por uma trama intensa e com um forte teor político-social, além da luta contra uma forte ideologia ditatorial elitista camuflada nas páginas. É uma excelente leitura e a capa, como podem ver, é linda de morrer, agora só resta esperar a continuação em 2016.

site: http://www.rascunhocomcafe.com/
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Beta 31/12/2015

gostei bastante
no começo achei o livro uma cópia de outras distopia, mas aos poucos fui me envolvendo com a história e acabei gostando bastante
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