A Joia

A Joia Amy Ewing




Resenhas - A Joia


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Carolina 28/02/2015

"Queria não ter nascido uma substituta."

A primeira coisa que pensei quando vi a capa de “A Joia” foi: A Seleção! Sem nem me importar com a sinopse, quis logo ler esse livro porque achei que seria algo bastante parecido com o mundo “perfeito” de A Seleção. Mas, logo no inicio, percebi o quanto estava errada e o quanto a trama poderia me surpreender – e surpreendeu.

Em A Joia, primeiro volume da série “Cidade Solitária”, nos deparamos com uma cidade totalmente isolada por uma grande muralha que mantém o oceano do outro lado. Essa cidade é dividida em cinco círculos, A Joia –realeza–, O Banco, A Fumaça, A Fazenda e, por fim, o círculo mais pobre, O Pântano. Esses círculos são como “classes sociais” que rotulam cada um dos cidadãos da Cidade Solitária.

As mulheres da Joia, por alguma razão desconhecida, não conseguem ter filhos e, quando os têm, eles nascem com alguma anomalia e acabam morrendo em alguns dias. É por isso que existem as substitutas. É por isso que a cidade possui quatro institutos para treiná-las. As mulheres dos círculos mais baixos são capazes de ter filhos e, no Pântano, algumas delas possuem uma genética diferente e dons que ajudam a definir cor, forma e até mesmo o caráter de “seu” bebê. Essas são as substitutas, são crianças que foram submetidas a se afastarem da família para serem treinadas e vendidas em um evento anual, O Leilão, para as mulheres da realeza. Vendidas para terem filhos que nem serão delas.

O livro é narrado em primeira pessoa por Violet Lasting, uma substituta de 16 anos que acaba de ser vendida para uma das Duquesas da Joia. Ao chegar em sua nova casa, Violet acaba percebendo que a vida na Joia é ainda pior do que ela esperava, cheia de inveja, traições, assassinatos e competições que as substitutas são obrigadas a participar. No mundo da riqueza e do glamour, garotas como Violet são vistas como objetos descartáveis, usadas apenas para gerar a vida de um novo filho da realeza e depois sumir, sem jamais poder voltar para sua família. Além disso, Violet irá descobrir coisas que poderão acabar com O Leilão para sempre e, quem sabe, mudar completamente a estrutura da Cidade Solitária.

Sem dúvidas, A Joia foi o melhor livro de 2015 até agora. Fiquei totalmente apaixonada por Violet que, apesar de ser submetida a essa vida, continua sendo uma garota forte, corajosa e determinada. Logo no inicio do livro soube que ia gostar dela, principalmente porque achei que ela ia ficar de muita choradeira por ter de ser vendida e tudo mais, mas na verdade ela encara muito bem esse fato e isso foi um ponto muito positivo (mesmo depois tento alguns momentos bem depressivos, o que é bem compreensível levando em conta a sua situação).

Adorei a forma que Amy Ewing escreveu e apresentou cada cena do livro. Sinceramente, sempre que achava que algo ia acontecer de um jeito, acontecia de outro. Quando um certo garoto é apresentado na história, logo pensei “nossa, já vi tudo. Eles vão se apaixonar e blábláblá”. Mas depois de algumas páginas e acontecimentos, eu refleti e disse a mim mesma: nunca pensei que ia ser otária. Fui otária.

Amei com todas as forças as surpresas e as reviravoltas de A Joia. Estava um pouco com medo de quando o romance aparecesse, tirasse o foco da situação de Violet como substituta e ficasse só na tecla do romance. Mas não, o romance, de alguma forma, só melhora e fortalece ainda mais a história. E o que dizer desse casal que eu mal conheço mas já considero pakas? A-M-E-I e já shippo com todas as forças.

O único ponto negativo do livro que, no final das contas nem foi tão negativo assim, é que a escritora solta umas coisas que não sabemos ainda o que é, algumas são explicadas ao decorrer do livro e outras não. Isso me deixou um pouco confusa, ou melhor, curiosa. Estou na esperança de que elas sejam explicadas nos próximos livros.

E, por falar no próximo livro: QUE FUKING FINAL FOI ESSE? MEU DEUS DO CÉU, O LIVRO ACABOU E EU FIQUE TIPO “NÃO PODE SER, ISSO NÃO ACABA ASSIM. O LIVRO NÃO PODE TER ACABADO AQUI, GENTE. QUERO MAIS PÁGINAS!”. Amy Ewing já pode escrever o próximo livro pra ontem. Estou aqui tentando descobrir como vou sobreviver até ler o segundo livro de Cidade Solitária e ver o que acontece depois desse final incrível.

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pedrorwho 28/02/2015minha estante
Resenha muito boa, parabéns!


Hiago @sfhuerta 28/02/2015minha estante
Parabéns pela resenha, já quero outras. *-*


Bia 01/03/2015minha estante
Adorei!! Estou louca para ler!


Hellen (@literatucracia) 22/03/2015minha estante
Comprei na quinta-feira esse livro, li só o primeiro parágrafo e decidi parar e concluir minhas outras leituras e depois continuar 'A Joia'. Depois dessa resenha, quero começar a ler hoje. Hahahah


Gabi Moreira 26/03/2015minha estante
Quando vi a capa também lembrei d'A Seleção, mas apesar da sua resenha mostrar que é bem diferente, continuo bastante interessada para lê-lo.


Carolina 28/03/2015minha estante
Hellen, leia o mais rápido possível! Ahahaha
Eu tava com medo de não gostar muito, mais no decorrer da leitura eu fui me apaixonando *-*


Carolina 28/03/2015minha estante
Gabrielle, leia!! Apesar de ser diferente, é ótimo!


Tai 04/05/2015minha estante
Mds,que capa linda de morrer... Adorei,simples assim!Amo distopia,é um dos meus gêneros favoritos! Nossa,super quero essa belezura..haha!! Ótima resenha


Minha Fabulosa Biblioteca 07/05/2015minha estante
Inicialmente me encantei com a capa e tb associei à capa do livro A Herdeira da série A Seleção da Kiera. Depois da sua resenha quero ler o livro já. Muito boa resenha.


Lillica 03/09/2016minha estante
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Fran Vila Nova 16/10/2015

Preferia não ter lido
A sinopse é bem interessante, e amei o livro até metade da leitura (bem no meio do livro mesmo) e até aí não houve muito desenvolvimento na história, embora a escrita estivesse ótima, e toda a questão de ser uma substituta fosse a melhor parte, pra mim o que realmente gongou com tudo foi o romance, achei que saiu do nada no meio de um grande nada a ver.

Ash (?) é um acompanhante, o que ao meu ver já dizia tudo por si só, mas ao longo do livro ele explica sua função mais adequadamente, não é bem um prostituto mas chega aos arredores. Mas a autora não soube vender o romance, totalmente sem sal, e Ash não tinha absolutamente nada de atrativo (além de um rosto bonito). Violet é muito infantil e ingênua de doer, e nutre uma paixão maluca (só sei descrever assim) por Ash. O livro tinha TUDO pra deslanchar mas não me "convenceu" com esse romance meia boca.

Já toda a distopia a parte é muito interessante! A duquesa é uma personagem forte e bem construída, Hazel pra mim foi a estrela merecia ser a protagonista, forte, rebelde e determinada. Bom o final? O que foi aquilo? Achei apelação da autora deixar tão inacabado, não fechou o ciclo simplesmente foi interrompido, me senti lendo e lendo e lendo pra nada, ter que esperar um próximo volume só pra entender um pouquinho básico do que interessa é no mínimo desnecessário, ainda mais quando não se pretende continuar (o que é o meu caso). Muita gente aqui amou, 99% eu acho, mas não rolou pra mim.
Franny 03/05/2017minha estante
Finalmente uma opinião compatível com a minha! O romance estragou bastante o livro. Ao contrário de você, eu gostei do livro do início ao fim. Excluindo toda e qualquer parte em que o romance aparece. "Violet é muito infantil e ingênua de doer", exatamente. Só reclama, mas levantar a bunda da poltrona dela que é bom nada. E outra: ela passa de "nunca gostei de nenhum garoto" para "tudo o que eu quero é me entregar pra você" em questão de dias, com um cara que ela mal conhecia, num lugar macabro, onde a vida dela estava constantemente por um fio. E justo quando ela encontra alguém disposto a ajudá-la, ela joga tudo pra cima por causa de um MENINO? Alguém me explica? Tudo bem ela ter 16 anos (a idade da imbecilidade, rs). Mas ter 16 anos no Brasil e ter 16 anos na Joia são coisas diferentes. Ela não teve criação de liberdade, garotos e sexualidade desde nova. Muito pelo contrário! Então eu não entendo esse "desejo ardente" que bate. Não consigo fazer isso entrar na minha cabeça. Enfim, apoiadíssima quando diz que a Hazel deveria ser a protagonista. Seria mais forte que a Violet pelo menos. Infelizmente vou ler os próximos livros porque a trama é boa. Espero que matem o Ash kkkkk




Izandra 02/02/2015

Distopia 5 estrelas
Olá pessoas!

Trago hoje um lançamento recente que me deixou com a cabeça pirada, mas que aconselho vocês a não lerem; ao menos, até a autora lançar o segundo livro, que só está prometido para outubro deste ano. Some o prazo para lançamento em território brasileiro, e vocês terão uma síncope causada pela ansiedade, como eu estou tendo no momento!

Eu havia prometido a mim mesma que não leria mais séries que ainda estão sendo escritas. Não digo nem pelo tempo de lançarem no Brasil – leio em inglês mesmo –, mas pelo autor ainda não ter escrito. Fico nessa espera maldita, sempre lembrando do livro com o passar dos meses, pensando no que acontecerá... E 99% das vezes (o 1% de exceção foi o Rick Riordan), eu me decepciono com a continuação. Parece que o autor não aguentou a pressão e não conseguiu fazer uma boa sequência, sabe? Senti isso com “A escolha”, da Kiera Cass, “Toda sua”, da Sylvia Day, “Divergente”, da Veronica Roth... Enfim, tem uma lista de livros que esperei ansiosa pela continuação e quebrei a cara -.-'

Mas estou divagando. Vamos voltar ao foco: “A Joia”, da Amy Ewing, é um mother-fucking de estourar a cabeça. O livro é uma distopia escrita em primeira pessoa, sob o ponto de vista de Violet, nossa protagonista. Infelizmente não tem troca de POVs, o que é uma pena, mas não tira os méritos da obra.

A autora construiu uma sociedade interessante, onde as mulheres parecem ser o centro de tudo. Vi algo parecido em “Joia Negra” da Anne Bishop, mas enquanto esse segundo era realmente pesado, em “A Joia” as coisas são mais leves – aparentemente.

A autora criou um traquejo social na realeza digno de George Martin em “A Guerra dos Tronos”. Estou usando muitas referências? Está difícil me concentrar em escrever essa resenha, confesso; mas se deixasse para depois, poderia deixar de apontar coisas que considero importantes.

A personalidade de Violet, por exemplo. Ela é muito forte e determinada, e na maior parte do livro eu esquecia que ela tinha apenas dezesseis anos. Daí, quando ela fazia alguma cagada-master, eu tinha que me lembrar que “ei! Ela tem só dezesseis anos, faz parte!”.

E a autora soube construir isso muito bem: as dúvidas e indecisões de Violet, a forma dela de agir.... Tudo foi muito coerente. Até mesmo a liberação das informações essenciais da história foi extremamente importante para a ordem em que as cenas ocorriam, o que deixou o final espetacular (do tipo que, inicialmente, não se previa até saber de determinado fato) e me deixou me remoendo para ler a continuação – ainda não escrita pela autora, repito.


Temos personagens incríveis, como Lucien, a “dama de companhia” da Eleitora (que é a, digamos, a rainha), e Annabelle, uma garotinha muda que é a dama de companhia de Violet. Temos a Duquesa dos Lagos, “dona” de Violet; Raven, melhor amiga de Violet e que também é uma substituta; e temos Ash, o garanhão da parada que arremata sem aviso o coração de Violet. Todos são incríveis, e todos são muito bem apresentados no decorrer do livro, fazendo difícil que os leitores não se afeiçoem a eles.

Mas nada é perfeito; apesar de eu ter dado a maior nota ao livro, tenho críticas a fazer (como sempre). Teve fios soltos – muitos. Daí a esperança de que, em uma continuação, essas informações faltantes sejam acertadas. Mas já avisei no início que perdi a esperança quanto à continuações, não? Pois é. Para dar um exemplo, é bem explicado no livro o motivo de existirem as substitutas – garotas que vão carregar e parir os filhos das mulheres de sangue real –, mas não explica porque não existe nada parecido com os homens, ou se sequer foi tentado. Achei um machismo digno de idade média, onde se culpava a mulher por não engravidar, quando muitas das vezes, a culpa estava na genética masculina... E dado ao arcabouço médico que a autora criou na sociedade do livro, esperava, ao menos, uma explicação de que tentativas e análises haviam sido feitas. Mas enfim...

Tenho a impressão de que não disse nada na resenha, então, me desculpem. Mas com um livro como esse, fica realmente difícil me expressar de forma coerente. O que posso fazer é indicar a leitura e, se o fizerem antes de outubro, saibam que vão ter a mesma ansiedade bizarra que estou tendo no momento, na espera da continuação ;)

Até logo! o/


site: Http://livros-cores.blogspot.com.br
Zizi 09/02/2015minha estante
Concordo com você Izandra, estou desesperada para que a continuação desta distopia não demore séculos para sair, como costuma ser.
Discordo de você em um ponto. Eu entendo porque a autora colocou somente as mulheres para o papel de "parideiras reais". Se você pensar pelo lado que é injetado nelas o óvulo já fecundado, ou seja, a menina passa a ser somente uma barriga de aluguel carregando o gene real masculino e feminino através do óvulo. Se pensássemos em colocar os homens do pântano nessa equação não haveria a oportunidade de juntar o gene masculino da realeza, além do que para homens seria muito menos complicado. Eles iriam somente fornecer o material gênico, sem que tivessem necessidade de serem comprados e viverem com a família real por algum tempo etc...
Mas entendo sua irritação...rs

Vou enlouquecer até achar um outro livro que me faça esquecer um pouco este até o próximo lançamento...rs




Pat 06/01/2016

Que livro decepcionante!

O mundo criado até parece ser interessante, mas achei a explicação dada pela autora bem fraca então não consegui entender muito bem como se chegou naquela situação. Sabemos que tem algo que as diferencia pra ter as filhas dos nobres, mas é o que exatamente? No DNA? Não consegui entender.

A construção e o desenvolvimento dos personagens é bem mais ou menos e a maioria deles é estereotipado. O livro é composto por vários clichês que vemos em outros livros, mas que nele não funciona.

Sobre o romance...... duas palavras: insta love. Se tem um plot que odeio e que infelizmente os autores continuam insistindo é personagens se apaixonando à primeira vista. Não é construído um relacionamento e aparentemente eles só se gostam devido que vieram de fora da Joia.

O final tem um mini plot twist, mas sinceramente a leitura foi tão cansativa que nem tenho vontade de continuar com a série - o que é uma pena porque a escrita da Amy Ewing é boa.
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Rascunho com Café 10/02/2015

O início estonteante de uma distopia
Primeiro volume da série “Cidade Solitária”, a Joia foi um livro que iniciei sem muitas pretensões, não por ele parecer ruim, mas porque distopias não me atraem muito. Decidi aceitar o desafio de ler esse lançamento da LeYa, e logo nas primeiras páginas imaginei que o livro seria bem morno, mas com o passar de cada capítulo fui tomada pela densidade das personalidades de cada personagem do livro.

Na trama, as mulheres da realeza são incapazes de ter filhos, e quando os tem, eles nascem com anomalias ou mortos. Por ironia do destino, as mulheres férteis se encontram justamente na região mais pobre da Cidade Solitária, o Pântano. Essas mulheres (na verdade garotas) também apresentam uma espécie de dom/ poder capaz de modificar a cor, forma e vida. A solução que a realeza encontra é basicamente escravizar essas jovens, para que com sua fertilidade, somada aos seus dons, aqui chamados de Presságios, deem à luz aos seus filhos perfeitos.

Narrado por Violet Lasting, o livro traz nitidamente como seria uma sociedade controlada puramente por mulheres. Os personagens masculinos são, em sua maioria, irrelevantes à trama, exceto por alguns poucos que se envolvem no cotidiano da Violet. A Joia é a divisão central da cidade, é isolada dos demais moradores e extremamente luxuosa, diferente da realidade de todo o resto da cidade.

As substitutas, como são chamadas as barrigas de aluguel, são literalmente tratadas como animais de estimação sendo, inclusive, ornadas com coleiras e desfiladas em eventos como um Yorkshire de madame. As damas da realeza tratam as substitutas com muita humilhação e grosseria, tirando-lhes inclusive a sua dignidade como seres humanos, obrigando-as a esquecerem de suas famílias e amigos, impedindo que interajam com qualquer pessoa além daqueles que elas autorizam. Enquanto isso, o restante da população não-rica é obrigada a trabalhar em fábricas e colheitas que abastecem a Joia, mas dão pouco retorno à população em si, que padece de fome e doenças que até são tratáveis, mas apenas dentro da Joia.

Lasting, desde o princípio, se mostra atormentada pela saudade da família e pela a ideia de gerar um filho que não é seu contra sua vontade, diferente de algumas de suas amigas que sonham com a vida de luxo na Joia, mesmo sem saberem do futuro que as aguarda após gerarem as tão desejadas crianças. Durante o livro Violet descobre que por trás do sistema de substitutas, há uma conspiração para "desumanizar" ainda mais essas garotas, despertando em si mesma o desejo de parar com a onda de tortura e desigualdade.

De quebra, Violet arranja um romance proibido com Ash Lockwood, um acompanhante da realeza (só acompanhante mesmo, porque ele também é pobre de marré-de-si). O romance dos dois é cativante e dificilmente você vai resistir ao charme do Ash, que diga-se de passagem, é l-i-n-d-o (apesar de eu shippar a Violet com outra pessoa que eu já até imagino que nunca vai acontecer, mas tudo bem, shippers frustrados são comigo mesmo). O que mais me agradou na história, foi sem dúvida, a desigualdade social e a visão de uma sociedade puramente matriarcal, com muitas intrigas e jogos psicológicos.

Outra coisa que gostei muito foi da simplicidade e da sensibilidade da Violet, ela não é aquele tipo de mocinha que vive expondo a pobreza de sua família pra mostrar que veio de um lugar humilde mas cresceu com caráter, ela deixa o recado dela sem precisar disso. Suas ações mostram essa simplicidade de um modo sutil, sem se martirizar. Ela é doce e tem uma ligação forte com os seres vivos (plantas inclusive) e isso a torna muito sensitiva aos problemas sociais da Cidade Solitária, mesmo que ela mesma não se dê conta disso.

A leitura flui fácil, li as 352 páginas em dois dias e sem muitas dificuldades. Para quem gosta de distopias é uma boa pedida. Apesar de eu ter achado a trama um pouco morna, acredito que isso não será um problema, já que esse primeiro volume funciona como uma introdução ao universo da personagem que será abalado nos próximos livros.

Pra quem, assim como eu, também tem sérios problemas em esperar por continuações, sugiro que se prepare. O livro finaliza no meio do clímax da história e o segundo volume da série tem previsão para chegar ao Brasil apenas ano que vem. Vale a pena apostar nessa distopia? Sim, vale. Apesar do começo um pouco parado, pelo final desse primeiro livro, podemos esperar por uma trama intensa e com um forte teor político-social, além da luta contra uma forte ideologia ditatorial elitista camuflada nas páginas. É uma excelente leitura e a capa, como podem ver, é linda de morrer, agora só resta esperar a continuação em 2016.

site: http://www.rascunhocomcafe.com/
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Kah Gessy (@naoeaterradonunca) 18/06/2015

Sabe aqueles livros que você julga pela capa?Pensei que fosse detesta-lo,porém estou extremamente ansiosa pela continuação.
No começo você pode achar que já leu sobre a historia em algum lugar por ter similaridades com outras distopias,séries,o que seja.Mas a forma como autora usou algumas coisas já batidas e rebatidas em outros livros do gênero,é de surpreender.
Violet é uma protagonista de fibra e que embora esteja em uma situação delicada,sozinha em meio ao caos,consegue nos transmitir toda sua força.A historia empolga,nos deixa curiosos,e apaixonados também.
É uma leitura muito agradável que recomendo e muito.Você vai se surpreender,principalmente no final. O que foi aquilo?!
Minha Fabulosa Biblioteca 23/06/2015minha estante
Nossa... também julguei pela capa e achei que seria uma decepção, além de parecer muito com a Capa do livro A Herdeira da Kiera Cass.
Entretanto, tive uma grata surpresa e espero pela continuação.


Fer Kaczynski 04/07/2015minha estante
Outro livro que desconhecia, muito bom ler sobre ele, adorei sua recomendação




Pamela 19/03/2015

Chatinho.
Danie 24/05/2015minha estante
Chatissimo




LauraaMachado 21/01/2018

Melhor do que eu esperava
Faz tempo já que eu aprendi que a expectativa que o leitor tem para um livro antes de começar a ler sempre influencia no que ele vai achar. Esse foi um livro que eu comprei apesar de ver várias resenhas de pessoas em quem confio dizendo que não gostaram dele. Quando eu mesma resolvi ler, achava que seria uma história boba, sem grandes acontecimentos, só para passar o tempo. Admito que não esperava gostar muito.

E devo reconhecer que o livro não é excepcional, o enredo não é brilhante, os personagens não são complexos e muitos dos detalhes da vida da protagonista são bastante bobos e superficiais, talvez até amenizados para ser uma história para leitores mais jovens. Mas esse é um livro para adolescentes e sua melhor característica é que ele é bem divertido! Não dá para negar que eu adorei a leitura, que quero ler todos os livros da trilogia o quanto antes e ainda mais os contos extras. Talvez eu tenha dado uma nota mais alta do que o livro merece só por isso, só por ter me divertido tanto.

Ainda tenho críticas a fazer é claro, e quero começar pelos nomes dos personagens. Esse foi um detalhe que eu tive que me forçar a relevar, senão poderia ter estragado minha leitura. Na tradução para português, isso talvez nem seja uma questão, mas lendo em inglês é impossível não perceber a escolha da autora de dar a todos os personagens nomes de cores, flores, animais, pedras e outros substantivos, e foi uma péssima ideia. Ameaçou tirar toda a credibilidade da história mil vezes, porque todo mundo tinha um nome ridículo. Se fosse um ou outro personagem, ou sempre nomes que já são usados como nomes comuns hoje em dia (por exemplo, Violet), tudo bem. Mas Cobalt? Cinder? Foi complicado não me deixar irritar com isso.

Outro problema do livro é o romance. A autora demorou tempo demais para introduzir um par romântico para a intensidade de sentimento que ela queria criar entre os dois personagens. Eles se apaixonam completamente rápido demais. Aliás, acho que teria sido muito mais crível e mais potente mesmo a relação dos dois se eles tivessem criado essa relação como aliados antes de chegar a ser algo romântico. Mas o único jeito de fazer isso seria ter feito o carinha entrar na história bem antes. Do jeito que ficou, não deu o menor tempo de eu me apaixonar pelo personagem também, aliás, mal o conheço e não faz muita diferença para mim se eles vão ficar juntos ou não. Essa é a parte mais fraca do livro, infelizmente.

Eu adorei o enredo, achei que tinha sempre algo acontecendo, várias reviravoltas e revelações que me surpreenderam na maior parte do tempo e, mesmo quando não eram tão inesperadas, ainda foram interessantes. Acho que existem alguns pequenos furos em tudo, como o fato de que, se essas mulheres são tão raras e únicas, por que seriam tratadas sempre como descartáveis e fáceis de substituir? Mas eu adorei o final, adorei a última revelação e estou louca pelo próximo livro por causa dela!

Minha parte favorita dessa história é a mágica, que eu nem sabia que tinha. Foi algo que me conquistou de verdade, me fez querer fazer parte desse mundo. Só teria sido melhor se a protagonista fosse mais investida em ser incrível nisso, se ela cultivasse seus poderes e tentasse evoluir por ambição própria. Como eu falei, os personagens do livro não são muito complexos ou têm grandes desenvolvimentos, mas não acho que ela chegou a ser uma personagem ruim ou mal feita. Minha favorita é a Duquesa, mas a Violet tem bastante potencial, e tinha nesse livro também, por exemplo, para negociar mais sua própria vida, para se impor mais. Ela não é tão submissa quanto poderia ter sido, mas eu preferia ter visto mais empoderamento nela.

Eu acho que essa história toda tem bastante potencial e espero que a autora o aproveite até o último livro, porque agora eu estou super animada com a trilogia e quero amá-la até o final!
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Jéssica - @cjessferreira 18/05/2015

Esqueçam tudo que vocês já leram sobre distopia e sejam bem vindos a Joia!
Em um lugar onde tudo reluz e deslumbra riqueza, existe um sistema cruel de gestação dos bebês da realeza. As mulheres nobres são estéreis e seus filhos são gerados pelas substitutas – mulheres arrancadas de suas famílias ainda jovens e treinadas no Pântano, onde aprendem e desenvolvem dons especiais. Uma delas é a protagonista Violet – que me encantou logo de primeira pela humanização e pela personalidade, tão próximo de qualquer pessoa real, e não uma idealização de uma heroína.
No início, o livro mostra como a Cidade Solitária é dividida por ordem de poder e vemos Violet prestes a sair do Pântano onde foi treinada por anos para ir ao leilão e ser vendida como objeto para uma das mulheres da Joia. Violet então perde seu nome, sua antiga vida e seus sonhos.
O livro mescla muito bem a vida na Joia a partir da chegada de Violet, com as políticas do lugar e a cultura da realeza para que possamos entender como cada coisa ali funciona. Posso dizer que nenhuma informação é desnecessária. Tudo foi muito bem colocado na hora certa. Posso dizer mais uma vez que Violet me encantou? A senhora que a comprou a via como rebelde e desafiadora, mas esse era justamente o diferencial de Violet. Ela não abaixava a cabeça em todo momento, não era submissa, e quando era, era por uma causa mais importante. Mas a vida de Violet não se resume em ser submetida às vontades de sua dona, aos procedimentos repugnantes de fertilização e ao luxo do palácio. Em meio a essa prisão, ela encontra a liberdade em Ash, um amor avassalador capaz de fazer com que Violet perca o controle da situação em diversos momentos e fique a mercê de situações que podem arriscar sua própria vida.
Com cenários riquíssimos, detalhados e facilmente de ser imaginados, A Joia me prendeu do início ao fim. Sou sincera a dizer que foi minha primeira experiência com distopia (em livros) e estou mais do que satisfeita. Amei tudo, principalmente o romance encantador de Violet e Ash e o final do livro que foi... SURPREENDENTE!

site: www.arosadoprincipe.blogspot.com.br
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Sara.Otoni 05/02/2018

Se não tivesse o romance
A proposta do livro é muito boa. Gostei muito da escrita da autora, me prendeu no livro. Agora, o romance cagou tudo. Romance raso e infantil. No final, já tava pulando os diálogos do casal por ser chato demais. Se tirasse o romance e trabalhasse mais no universo e nos outros personagens seria perfeito.
Sophie 14/02/2018minha estante
O romance foi a pior parte do livro, fiquei com raiva da autora ter o incluído.


Sara.Otoni 04/03/2018minha estante
Eu também Sophie! E no segundo fica mais chato ainda o romance. Não to nem com vontade de ler o último de tão irritada que ele me deixou haha




Ketilin - @amornapagina 17/02/2017

A joia
Em “A Joia”, primeiro livro da série Cidade Solitária, conhecemos Violet, uma garota nascida e criada de forma humilde no Pântano. A cidade onde vive é dividida da seguinte forma: o Pântano, onde vivem as pessoas humildes; a Fazenda, onde cultiva-se os alimentos; a Fumaça, onde estão instaladas todas as fábricas; o Banco, onde ficam os comerciantes; e por fim a Joia, onde vive a realeza.

As mulheres da realeza são extremamente ricas, porém nenhum dinheiro no mundo é capaz de fazê-las gerar seu próprio filho, ou eles morrem ao longo da gestação, ou nascem com deformidades. Entretanto, as mulheres do Pântano são capazes de gerar seus filhos sem nenhuma deformidade e com muita saúde, porém, as mulheres do Pântano possuem presságios, que são dons raros.

Pode parecer bizarro, mas todos os anos, a Joia realiza leilões a fim de vender as garotas do Pântano para gerar os filhos da realeza. E quanto mais alta a classificação, maior é o seu dom, mais especial será a criança gerada.

E a Violet tinha um presságio muito bom, o que fez com que a garota ficasse em um dos lotes mais altos do leilão daquele ano, e foi '‘comprada’' por uma das mulheres mais influentes da Joia.

Durante o decorrer do livro, que é narrado em primeira pessoa, ficamos chocados com os relatos de como acontece a fecundação, dos testes que são obrigadas a fazer, da dor que passam para realizar um presságio e principalmente pela forma que ocorrem as mortes (sim, têm algumas mortes no livro). Mas nem tudo é tristeza nessa distopia, também vemos um amor florescer, Violet se apaixona por um acompanhante, Ash Lockwood, o que deixa algumas partes do livro muito fofas e mais leve, é aquele momento em que respiramos aliviados.

O final desse livro é de te fazer enlouquecer, você imagina que tudo vai acabar de forma previsível, porém acontece uma reviravolta gigantesca.

Mais do que recomendada essa leitura!


site: https://www.instagram.com/p/BPs454bj-yQ/?taken-by=amornapagina
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Clã 19/04/2015

Clã dos Livros - A Joia
"- A seguir, senhoras, temos o lote 197. Lote 197, por favor em seu lugar. ( ... )
Vejo um X prateado no meio do palco circular. Meus joelhos tremem quando me aproximo dele, e esta caminhada é, sem dúvida, a mais longa de todas as que já fiz hoje. "

Violet Lasting não existirá mais. A partir do momento no qual embarcar em direção à Joia, ela será apenas um número. #197.

Ela cresceu pobre, mas cercada de amor no Pântano, um dos cinco círculos da Cidade Solitária, onde morava com sua família, até descobrirem que era uma das escolhidas. Violet, como poucas, tinha potencial para gerar os filhos da realeza e por isso foi afastada da família e treinada durante anos para aprender a se comportar e desenvolver os presságios.
Só as escolhidas tem o poder dos presságios e eles são úteis na sobrevivência dos fetos.

A realeza deseja manter o sangue real e precisa das escolhidas para isso, já que são incapazes de conceber. Mesmo assim, as moças são tratadas como mobília ou animais de estimação, até gerarem seus bebês.

"Falam sobre nós como se fossemos um animal de estimação ou um cavalo premiado. Como se não pudéssemos ouvi-las. Como se nem estivéssemos ali."

Violet não se conforma com essa condição humilhante e totalmente abusiva, mas não acredita que possa fazer muito para se libertar, até que uma pessoa inesperadamente se oferece para levá-la para longe de todo aquele terror. Mas para isso, ela terá que abandonar sua amiga Raven, que parece estar se abatendo mais a cada dia e também abrir mão de um amor proibido, que nasceu repentinamente quando um rapaz viu nela, a verdadeira Violet e não a substituta #197.

"O que está acontecendo comigo? É só um garoto. Só um garoto incrivelmente bonito que conhece música e conversou comigo por alguns minutos como se eu fosse alguém, me fez vibrar e ..."

"- Qual o seu nome?
Meu coração explode em um milhão de fragmentos cintilantes que se espalham pelo meu peito como fogos de artifício.
- Violet - sussurro.
Ele fecha os olhos e respira fundo como se a resposta fosse um enigma ou uma chave secreta.
- Violet - murmura. Em seguida sua boca toca a minha."

Com um enredo intenso e fascinante, acompanhamos Violet em sua busca por sentir-se dona de si mesma.
Ela sofre muito e vê o sofrimento e morte de outras meninas como ela. A realeza é muito cruel e egoísta e demonstra isso sem o menor pudor.
Ao longo da história, vemos que Violet vai encontrar muitas razões para lutar, mais do que apenas a sua própria liberdade.

A Série, sem dúvida tem características fortes de distopia (AMO) com um pouco de fantasia, já que as substitutas desenvolvem poderes especiais. Algumas mais que as outras.

Me apaixonei por A Joia. Devorei as páginas e fiquei atordoada com as reviravoltas e o final surpreendente. Cruzando os dedinhos para que a continuação saia logo.

"Nossos olhos se encontram, cruzo os dois dedos da mão direita e os coloco sobre o coração, o símbolo de respeito das substitutas do Portão Sul e um sinal de que, independente do que acontecer, eu nunca a esquecerei."

site: http://cladoslivros.blogspot.com.br/2015/03/resenha-joia-livro-1-da-serie-cidade.html
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GiuCalumby 09/09/2015

Resenha A Joia
Comecei a ler o livro sem nenhuma expectativa, li a sinopse na internet e decidi ler. O Confesso que achei o livro um pouco parado, mas nesse caso específico não foi algo que tenha me incomodado, pois este primeiro livro serve para apresentar o universo em que o enredo se desenvolve.
Fiquei surpresa com a personagem principal Violet. Adorei sua ousadia e rebeldia em relação as situações que a cercavam, mas também amei sua inteligência em saber quando se calar. O fato do livro nos apresentar uma sociedade matriarcal também foi extremamente interessante e inesperado, Mulheres poderosas, com opiniões fortes contrastando com personagens masculinos fracos ou pouco explorados até esse momento.
A Joia foi uma adorável surpresa. Uma história muito bem escrita, com bons personagens e um final que faz você desejar ainda mais a continuação. Meu único arrependimento é ter lido o livro agora e ter que esperar até 2016 para a chegada do segundo livro no Brasil.
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Patricia.Pavie 05/09/2015

Simplesmente Perfeito!
Muitas comparações com A Seleção, mas nada faz com que esperemos essa história. Simplesmente perfeita, Violet surpreende com sua força e paixão. Estou ansiosa pelo próximo livro.
Nota máxima!
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Carol Barros 31/07/2017

Mais do mesmo
Acho que se esse fosse o primeiro YA que eu estivesse entrando em contato , seria realmente emocionante.

Mas, depois de um tempo e de leituras repetitivas nós começamos a ficar meio "de novo isso?" A joia não me impactou muito, e digo isso porquê ele não conseguiu deixar nenhum detalhe especial ou emocionante na minha cabeça. Hoje mesmo me peguei tendo que ler uns trechinhos para poder escrever sobre e eu tenho uma memória de elefante!

Às vezes temos uma receita : Heroína exótica com o nome da cor dos olhos , especial, herói gatão, sociedade distópica , uma nobreza esnobe e maléfica (tá aí nosso livro YA).

Não tem nada errado no clichê em si, quando ele é muito bem contado a fórmula pode ser repetida e adorada várias vezes , pra isso funcionar a narrativa tem que ter um "q" a mais.
Só que para mim aqui, ficou faltando bastante no aspecto romance, não sei se isso será mais bem desenvolvido no próximo livro.

O que eu achei diferente em "A joia" é o fato de ser uma história atual e explorar o lado reprodutivo da coisa, feito o clássico o conto da Aia. É bem envolvente o fato de imaginar uma sociedade que explore a capacidade da mulher de reproduzir e escravize-as por conta disso, aqui tem umas cenas bem agoniadas , isso eu posso garantir!

A personagem principal também não é chata, me peguei em vários pontos gostando dela o que me deixou um pouco brava (é, reclamo de novo) foi o romance ~agoniadíssimo~ deu vontade de dar uns cascudos nela gritando ' de onde vem esse amor todo menina?!' esse amor que muitas vezes não engoli tirou um pouco do desenvolvimento do "fundo da história em si"

Mas, não me leve a mal de jeito nenhum é um livro ruim.

É um livro bem rápido , bem escrito e a leitura é leve do tipo 'vou deitar na minha rede e ler ele todinho de uma vez' , e tem um final em aberto. Espero que tudo se desenvolva e seja melhor explicado no próximo ;)





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