A Rainha Normanda

A Rainha Normanda Patricia Bracewell




Resenhas - A Rainha Normanda


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Babi (@multiverse_literary) 11/10/2019

Resenha "A rainha normanda"
Título: A rainha Normanda || Autor: Patricia Bracewell || Editora: @editoraarqueiro || N:4,5
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Um romance medieval de tirar o fôlego, a personagem principal é uma mulher esperta, corajosa e determinada, a narrativa vai intercalando entre alguns dos personagens importantes na drama, o que deixa mais interessante o desenvolver do enredo. E bem no meio de guerra e jogos de poder tem um romance proibido maravilhoso.
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A história do livro foi baseada na crônica Anglo-Saxã, e se passar a partir dos anos 1001 D.C, o livro conta a história de Emma, uma nobre de 15 anos, ela é a irmã mais nova do conde de normanda.
Emma foi a escolhida para se casar com o rei da Inglaterra e por sua família julgar que sua irmã mais velha não teria forças para suportar as dificuldades de ser uma rainha em um país desconhecido.
Emma ja esperava um casamento sem amor, simplesmente realizado por conveniência, mas tudo se mostrou ainda mais dificultoso, ela encontrou um rei bruto, desconfiado, e atormentado pelo fantasma do irmão que fora assassinado no passado, uma corte cheia de segredos na qual não se pode confiar em ninguém, e uma inimiga que almeja seu marido e sua coroa.
Para piorar a situação o rei Swein Forkbeard dos dinamarqueses, um rei guerreiro e feroz que saqueava as cidades que quisesse, está arquitetando um ataque ao rei da Inglaterra.

site: https://www.instagram.com/p/B2CxdB-jvle/
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Camilla 12/05/2019

Não gostei. O livro enrola demais. Só no final que acontece um mínimo de ação e mesmo assim não é lá grandes coisas. Achei que era um livro só, mas está sendo escrita a continuação. Sinceramente não vou ler. Não achei o desenvolvimento agradável.
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Renata 09/12/2018

A Rainha Normanda - Patricia Bracewell
"A Rainha Normanda" é o primeiro livro da trilogia Emma da Normandia da autora Patricia Bracewell e irá apresentar uma protagonista forte que passa por inúmeras provações graças aos jogos políticos.
O prólogo se passa em novembro de 1001, na véspera da festa de Santa Hilda, nas proximidades de Oxfordshire, onde uma vidente confidencia que uma jovem irá mudar toda a hierarquia da coroa inglesa.

A história tem início na véspera de natal do ano de 1001 em Fécamp, na Normandia, onde conhecemos o cotidiano de Emma, uma jovem de 15 anos. Ela é um espírito livre, ama sua irmã Mathilde, cavalgar e o seu lar. Seu irmão é o duque Richard, um homem que aparentemente é ambicioso e inteligente.

O duque Richard é esperto e oferece uma barganha estratégica para Aethelred, em troca da coroação de sua irmã como Rainha. Dessa forma, Emma é oferecida como esposa e se vê obrigada a deixar tudo o que conhece para trás, para se casar com um estranho.

A recepção de Emma não é calorosa. O próprio Aethelred a trata como uma prostituta, como se fosse escolha dela o casamento. Entre o péssimo relacionamento com o marido e antipatia de alguns de seus enteados, Emma vai começar a aprender os jogos de intrigas que a Corte reserva a ela.
Sua principal "adversária" é Elgiva, a filha do Conde de Nortumbria. Mimada, egocêntrica e sem escrúpulos, Elgiva quer a coroa a qualquer custo, não importando com quem tenha que dormir ou o que tenha que fazer.

A história conta os primeiros anos de Emma na Inglaterra e deixe-me dizer, não foram nada fáceis. São inúmeros personagens que ganham destaque nesse livro que dificulta comentar sobre todos eles.

Quanto à construção dos personagens, Patricia Bracewell realizou um trabalho espetacular. Os personagens e alguns eventos são baseados em fatos reais, mas a construção das personalidades, a forma como a autora conseguiu colocar a dualidade em todos eles, comprova o seu dom de escrever. É muito complicado classificar os personagens em mocinhos e vilões. A maioria deles demonstra que em determinadas situações, são capazes de realizar atos impensáveis em nome do amor e da proteção, enquanto outros se tornam omissos a atos inescrupulosos. É o cenário perfeito para a reflexão do comportamento humano.

Uma leitura imperdível sobre uma jovem que não teve escolha sobre o seu destino, mas que o enfrentou como uma rainha!
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Douglas 30/10/2018

A Rainha Normanda
Muito do que eu sei da história das ilhas britânicas se deve a romances históricos.
Cornwell me contou a época pré-romana com suas crônicas de Artur, o a alta idade média com Thomas de Hookton e até mesmo a história mais recente me foi revelada por ele com Sharpe e suas aventuras na europa napoleônica.

Mas havia uma lacuna, bem entre as invasões saxonicas e as vikings, da qual eu pouco conhecia. Então, por indicação, de alguem que sabe do meu amor por romances históricos britânicos, fui apresentado à Emma da Normandia de Patricia Bracewell.

Eu já havia lido uma mulher escrevendo romance histórico, mas era sobre um período muito mais pacífico e nos Estados Unidos. Aqui é possível ver a pesquisa de Bracewell e suas ambientações e arquiteturas nos trazem realmente para o período em questão.

Sua personagem Emma é carismática e ganha fácil a atração do leitor, o rei Aethelred se mostra perturbado e cheio de si, e todos os outros personagens apresentam boa personalidade e construção.

Para mim, o livro peca apenas na relação entre eles. Emma se apaixona sem muita explicação ou desenvolvimento por seu par romântico inusitado. O herdeiro do trono tem atitudes inconsequentes mal justificadas...e coisas assim.

Mas é uma leitura muito agradável e informativa e, sendo uma trilogia, espero que lancem logo a segunda parte.
maya 17/11/2018minha estante
Uma pena que a Arqueiro não pretenda lançar os livros por aqui ?
História incrível!!!


Douglas 26/11/2018minha estante
Eu mandei até um e-mail para eles. Mas parece que nao tem previsão mesmo =/
Vou ter que ler em ingles.


Giovan Marcante 02/07/2019minha estante
Douglas, gostei da resenha vou ler o livro por sua indicação.
Quando você diz que Cornwell contou a época pré-romana, não quis dizer PÓS romana, pois é nesse período que ele ambienta seu Artur, junto às invasões Saxãs.


Douglas 11/07/2019minha estante
Isso, Giovan, você tem razão. Sobre o livro, até hoje sua sequência não foi lançada aqui, infelizmente.




Ale 12/09/2018

Governando na época compreendida entre o rei Artur e a rainha Elisabeth I, a rainha Emma é uma heroína inesquecível cuja luta para encontrar seu lugar no mundo continua fascinante até hoje.


Após um acordo política, Emma, de apenas 15 anos é prometida em casamento ao rei da Inglaterra, Æthelred II. A garota então, sai da Normanda rumo a um lugar desconhecido para se casar com o rei e tornar-se rainha da Inglaterra.

Ao chegar, Emma encontra um rei frio e cruel, que não demonstra nenhuma afeição e confiança por ela, enteados que não gostam dela e uma presença constante na corte quer a todo custo tomar o seu lugar e é nesse mesmo cenário, hostil e traiçoeiro, que Emma conhece o amor, mas devido às circunstâncias, essa paixão nunca poderá ser vivenciada.


Por meio de muita pesquisa história, Patricia Bracewell construiu um romance único, repleto de detalhes acerca da época retratada no livro. Além disso, a autora conseguiu retratar os personagens históricos de forma excepcional. É impossível não se envolver com a história de Emma, que ao enfrentar um destino que não queria, realidade comum às mulheres daquela época, luta para conquistar seu lugar no mundo. Em todos os momentos na história, é impossível não torcer por ela e por sua felicidade que ela descobre ao vivenciar um amor proibido.

E por falar em romance, a autora conseguiu retratar o amor de maneira doce, mesmo com todas as adversidades presentes na história. Porém, pelas próprias circunstâncias, sabemos que esse amor é impossível e isso é extremamente doloroso.


Vale destacar também a grandiosidade da narrativa da autora e da sua capacidade de descrever os lugares. Me vi imersa na leitura e diversas vezes, parecia que eu estava vendo os cenários descritos, tamanha a sua capacidade de detalhar os ambientes e lugares que os personagens frequentam.


O livro vai em uma narrativa crescente, mas não espere grandes cenas de ação, temos muito mais tramas políticas e em nenhum momento, a história ficou cansativa, muito pelo contrário, cada vez que avançava mais na história, queria saber mais sobre os personagens e o que o destino reservava para Emma. Ao final, posso dizer que A Rainha Normanda foi uma grata surpresa.


Nota: ‘A Rainha Normanda’ é o primeiro livro de uma trilogia,o segundo ‘The Price of Blood’,
infelizmente não tem previsão de lançamento no Brasil.



site: https://www.paginasdolivro.com.br/2018/09/resenha-rainha-normanda.html
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Minha Velha Estante 24/05/2018

Resenha da Adriana Medeiros
Oi, gente,

A Rainha Normanda foi uma grata surpresa. Devo confessar que me deixei levar pela capa e pelo título e nem li toda a sinopse porque já tinha me apaixonado pelo livro. Então foi apenas no final que descobri que a história de Emma da Normandia é baseada em fatos reais.

Em 1002, Emma da Normandia, com apenas 15 anos, é enviada para Æthelred II, rei da Inglaterra, com o intuito de selar a paz entre Normandia e Inglaterra em um grande acordo de interesses mútuos. A escolhida tinha sido a sua irmã mais velha Mathilde, mas a mãe de Emma acredita que Mathilde não suportaria as exigências da vida de uma rainha e envia Emma em seu lugar, por saber que ela é uma mulher forte. E ela estava certa! Emma é surpreendente!

“O amor pertencia a outro mundo. Talvez pudesse ser encontrado após a morte, mas seria imprudente, pensou, procura-lo durante a vida.”

Emma parte para Inglaterra e só conhece o seu marido na hora da cerimônia, já que o mesmo nem foi recebê-la quando chegou. Assim se inicia a vida de Emma como Rainha da Inglaterra. Casada com um homem bem mais velho do que ela e pai de muitos filhos, grosseiro, cruel e vingativo, longe de sua família e tudo o que conhece como familiar, Emma ainda desperta o ódio de seus enteados mais velhos e terá que lutar contra uma inimiga que ameaça a estabilidade do seu casamento.

É praticamente impossível não se deixar prender pela história de Emma. Ela é a nossa mocinha, sim. Mas também é nossa heroína. Inteligente, perspicaz, estrategista, sabe quando avançar e quando recuar mesmo que isso pareça que ela está indo contra os seus princípios ou está recuando.

O livro é muito bem escrito e alterna alguns diferentes pontos de vista. Temos o de Emma, que o principal. Mas outras pessoas, como: Elgiva, inimiga de Emma que tenta seduzir o rei para propósitos pessoais e filha do conde da Nortúmbia; o rei Æthelred II, atormentado pela memória do seu irmão morto; Athelstan o filho mais velho do rei que será a grande surpresa do livro e a própria Emma. Dessa forma poderemos enxergar os conflitos sob vários pontos de vista.

“No entanto, ele a amava – o que ainda o deixava perplexo. Apesar das leis de Deus e do homem, apesar até mesmo da própria vontade, ele a amava. E não sabia o que fazer...”

Capa linda, diagramação perfeita, revisão impecável como já é característica dos livros lançados pela Arqueiro.

O livro fala o tempo todo sobre como conquistar e manter o poder pode ser difícil e requer tanto dos homens e de suas alianças. Além disso, o livro fala a respeito de traições, guerra, culpa, o machismo, brutalidade e sobre a possibilidade de existir um amor verdadeiro onde não existia a menor possibilidade para isso acontecer.

“Ela o entendia muito bem. Assim como entendia o próprio coração o suficiente para saber que, se estivessem juntos longe dos olhos e dos ouvidos curiosos da corte, ela correria um perigo muito maior...”

Livro de estreia da Patricia Bracewell e o primeiro de uma trilogia. O segundo já foi lançado em inglês com o título The Price Of Blood, vamos aguardar sua chegada por aqui.

Se você gosta de romances de época, essa história é perfeita pra você! Personagens bem construídos, um enredo que te prende, conflitos e intrigas a serem resolvidos, um romance no ar. Leia e se apaixone!!!!

Trilogia Emma da Normandia - Patrica Bracewell

1- A Rainha Normanda


2- The Price Of Blood


3- Sem Título Ainda

site: http://www.minhavelhaestante.com.br/2015/03/resenha-da-drica-rainha-normanda.html
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Roberto.Proença 25/03/2018

Realidade Real Nua e Crua
Um Rei Bruto, Arrogante, Inseguro, Cruel e Atormentado pelos Fantasmas de sua traição ao irmão. Incapaz de gostar de filhos e família, e principalmente de sua nova esposa a quem vê com uma propriedade, uma mercadoria. Ele não precisava de uma mulher, muito menos de uma Rainha. Ela não era uma Rainha qualquer, mas sim Doce, Inteligente, Sagaz e Forte e ao mesmo tempo Frágil e Sensível. Viviam em uma época com costumes muito diferentes dos atuais, em que as mulheres não tinham poder de decidir seus destinos e principalmente com quem iriam dividir sua vida. Dois povos, muitos inimigos, muitos conflitos, muitos interesses, muita sedução e cobiça, muitas vidas em jogo, pouco amor para retribuir, muita falsidade para contornar. Ainda havia um Amor Proibido. O maior dos Pecados. A maior das Traições. Mesmo com muita riqueza e luxo, uma vida difícil, dura e rude. Uma história real, nos dois sentidos, mas muito bem contada. E uma realidade Real muito diferente dos Contos de Fadas. Mais Nua e Crua.
PS. Espero que haja a Publicação da continuidade da história. Muita curiosidade sobre o desenrolar dos destinos de Emma, seu Filho, seu Rei e sua corte.
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Edy 06/03/2018

Não é sobre uma história de amor...
Mas é um livro que instiga a reflexão sobre os valores que permeiam o ambiente da nobreza, que apesar de ser explorado por muitos autores, vem nessa obra com a força de uma menina/guerreira que enfrenta a si própria e seus desejos pelo bem comum, em nome de sua honra.
Nos labirintos de uma vivência pouco familiar e nada acolhedora, a Rainha Emma mostra que num passado não tão distante havia espaço para escrever um destino..
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Eclipsenamadrugada 30/10/2017

Krak!!!
Karáka!!! Ótimo livro, verei os outros dois com certeza.
Elda.Pimentel 06/02/2018minha estante
Estou no finalzinho mas já louca pela continuação...mas soube q não serão lançados no Brasil


Eclipsenamadrugada 07/02/2018minha estante
Será? Eu adorei essa história, na realidade eu não esperava que era tão bom. É um livro excelente.


Eclipsenamadrugada 07/02/2018minha estante
Mas e ai, esta gostando?


Elda.Pimentel 07/02/2018minha estante
Terminei agora e louca para ver os outros 02 livros, mas parece que realmente não teremos :( Amei o livro!


Eclipsenamadrugada 11/02/2018minha estante
TAMBÉM ADOREI, É UM FILME SEM MUITAS FRESCURAS, A HISTÓRIA É RETA E SEM FIRULAS. E ELA SOFRE COM UM REI MUITO IDIOTA. É JOVEM MAS É MUITO INTELIGENTE, E NÃO SEI POR QUE ESSE REI IDIOTA NÃO CONSEGUIU SE APAIXONAR... TADINHA QUE VIDA MAIS SOFRIDA !!! SE EU CONSEGUIR ALGO SOBRE OS DOIS ÚLTIMOS LIVRO VOU FAZER QUESTÃO DE TE PASSAR. E ESPERO QUE SE LEMBRE DE MIM SE CONSEGUIR ALGO POSITIVO PRA GENTE EM RELAÇÃO AOS OUTROS DOIS LIVROS. UM ABRAÇO MINHA AMIGA?? QUER DIZER COLEGA DE LEITURA DE UMA MESMA HISTÓRIA.


Elda.Pimentel 13/02/2018minha estante
Tá bem, se eu encontrar te falo :)


Eclipsenamadrugada 13/02/2018minha estante
Ficarei feliz se você encontrar. Precisamos ler os dois últimos livros.




Francine 27/07/2017

Um romance histórico avassalador!
Este romance histórico é sobre uma nobre ainda adolescente chamada Emma que vive na Normandia, cujo acordo (casamento) para selar a paz entre a Normandia e Inglaterra a fará atravessar o Mar Estreito.

Apesar de estar casada com o rei da Inglaterra (rei Aethelred II), não será fácil a convivência com o próprio marido, enteados e clero.

Na corte,um ambiente cercado pela inveja e ambição, ela se tornará muito influente e conquistará também a simpatia de toda sociedade inglesa. Porém a paixão avassaladora por um outro cavalheiro e uma possível invasão viking põem em risco a coroa e sua própria vida.

Sendo apenas uma peça num enorme jogo de xadrez, Emma só conseguirá garantir sua sobrevivência e coroa dando um herdeiro ao rei, porém uma outra mulher fará de tudo para arruinar seus planos.

É importante dizer que a história é baseada em fatos reais cercados de mistérios que se passam na era medieval (entre o Rei Arthur e a Rainha Elisabeth I). É uma história bastante movimentada, e a protagonista é bem forte, uma heroína para a época em que as mulheres não tinham muita voz mesmo fazendo parte da realeza. Outro ponto importante do enredo é a luta entre o amor e o poder.

Vale lembrar que esse é o primeiro volume da trilogia, e os demais livros até o momento estão sem tradução para o português.

Nota: 5/5

site: https://paragrafoseguintej.wixsite.com/felicidadeepalavras/single-post/2017/07/25/A-Rainha-Normanda
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Ingrid Micthell 10/07/2017

Resenhado por Mariene
Emma vivia tranquilamente no palácio Ducal da Normândia com sua família, quando um acordo feito entre seu irmão Duque Richard e o Rei da Inglaterra Æthelred a promete em casamento que a fará rainha. Mesmo não sendo a irmã mais velha e próxima noiva da família, a jovem foi levada a formar essa aliança entre os países. Seu casamento foi preparado às pressas, com a constante ameaça dos cruéis vikings liderados pelo temido rei dinamarquês Swein Forkbeard, que mesmo recebendo valiosos tesouros em prata, para que não atacasse, espreitava por possibilidades para saquear e queimar cidades inglesas.

A jovem sempre soube que não seria nada fácil ser uma rainha, pois o reino de Æthelred era amaldiçoado pelo assassinato de seu irmão mais velho, o rei anterior Edward, porém nada que Emma imaginou se comparava com o que vivia. Seu marido era um homem rude e desconfiado, e os inimigos da corte que o tachavam por sua coroa sentiam-se ameaçados em suas ambições. Dentre seus rivais havia Elgiva, filha do poderoso Duque de Nortùmbia. Ambos ávidos por poder, riquezas e possivelmente à retomada da Inglaterra. Os filhos do rei também a temiam por sua influencia sobre os populares ingleses e imaginavam que Emma poderia de alguma forma, tomar o Trono e o Cetro da realeza, sobretudo se ela tivesse um filho homem, mas ao perder a criança que esperava, alguns deixaram de temê-la.

O que ninguém poderia esperar, era que o ódio que o filho mais velho do rei, Athelstan, se tornaria em paixão por sua rainha, e ainda mais que ela o correspondia, porém eles nunca poderiam ficar juntos graças as suas posições reais que impossibilitaria até mesmo os encontros furtivos.

Em uma decisão precipitada, o rei inglês decide marcar o dia santo de São Bricio com a realização de uma matança de dinamarqueses que viviam como camponeses no interior da Inglaterra, tendo entre os assassinados a irmã do rei Forkbeard. A retaliação viking se dá em ataques isolados em todo o território e a tentativa de seqüestro de Emma, porém os segredos guardados dentro dos palácios são capazes de causar reviravoltas inimagináveis e cada um faz o possível para manter escondido seu maior pecado.

Apesar da pouca idade Emma é uma mulher astuta e inteligente. Seu carisma e fortuna são capazes de conquistar seu povo e a ascender como rainha ungida por Deus. Athelstan é o rebelde filho mais velho do rei ansiando pelo trono, sua sagacidade o fazia crer que seria um rei melhor que seu pai, e sempre buscava alianças que pensavam o mesmo. Elgiva é uma mulher extremamente interesseira, e usa de seu corpo para tentar conseguir o que quer, mas sua pressa não a permite alcançar nenhum objetivo.

A Rainha Normanda é baseado em um manuscrito feito pela própria rainha Emma, segundo nota da autora e com muitos detalhes adicionados por Patricia Bracewell. Durante todo a leitura, havia fragmanetos que me lembravam a Trilogia das Joias Negras, mas exatamente por conter uma idéia central tão contraria à historia da rainha Emma, que também será um trilogia.

O conteúdo se mostra bem completo por sua riqueza em detalhes, existe uma relação de todos personagens no inicio do livro. A obra é muito bem escrita, e a linguagem coloquial e culta fornece ao leitor uma historia de fácil compreensão. O enredo e escrito em terceira pessoa, o que possibilita o conhecimento das variadas tramas que acontecem ao mesmo tempo em locais isolados. A leitura segue com seriedade e tensão por relatar o período medieval e pela ausência de humor. A historia contém um teor levemente violento, e a infelicidade dos personagens torna a historia um pouco amarga, mas ainda é bela misteriosa, me deixando ansiosa por sua continuação.


site: https://resenhaatual.blogspot.com.br/2017/06/resenha-rainha-normanda-patricia.html
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Cris Paiva 02/06/2017

Eu tive um pouco de medinho do livro por achar que talvez ele fosse realista demais para o meu gosto, já que o romance vai seguir a trajetória da Emma da Normandia, que foi uma das poucas rainhas com protagonismo na história, e que escreveu a sua própria história no livro Emma Reginae, que é atualmente uma fonte de consulta para a politica da época (sim, eu consulto a Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/Emma_of_Normandy)

A história é romanceada, a autora vai costurando os fatos reais com as peripécias que ela acha que aconteram na época e dando vida aos personagens históricos.
Emma não se casou por amor, o casamento dela foi totalmente político, e seu marido o rei Aelthered era um bruto, que não estava nem um pouco interessado na esposa. A vontade dele era ter uma esposa que ficasse bem quietinha no canto dela, mas a Emma tinha personalidade demais para isso, e aos poucos, aos trancos e barrancos vai ganhando protagonismo dentro da trama política da época.

Como eu disse, a autora romanceou a história e arrumou até um interesse amoroso para a protagonista, o que a história não comprova, mas tudo bem, a gente perdoa porque senão a história ia ficar crua e intragável demais.

Vamos ver se a editora dá uma animada e publica a segunda parte da série, onde as coisas pioram um pouco mais para Emma antes de dar uma melhoradinha...
Leila 02/06/2017minha estante
Continuo com o "medinho" que fez você protelar a leitura. Será que encaro?


Cris Paiva 03/06/2017minha estante
É um histórico mais realista, baseado em fatos reais, então tem gente bruta, guerras, invasões e pouco romance. Alias, nem era para ter, mas a autora deu um jeito de enfiar no meio da história.
Eu encarei e não me arrependi.




Cheiro de Livro 11/05/2017

A Rainha Normanda
O ano é 1002 e a Inglaterra sofre com saques e pilhagens constantes dos vikings, para tentar resolver o problema o Rei Æthelred aceita se casar com a irmã do duque da Normandia, Emma. Essa é a trama do primeiro livro da trilogia de Patricia Bracewell sobre a Rainha Emma da Inglaterra.

São raras as mulheres retratadas na idade media, afinal a historia dessa época é contada por homens e a eles só os próprios importam, mas a Rainha Emma, no final de sua vida, encomendou escritos que contam parte de sua vida, Encomium Emma Reginae, considerado um importante documento histórico. É baseado nesses escritos que Bracewell cria sua trilogia. O Encomium Emma Reginae não conta a história do casamento de Emma com Æthelred e, talvez por isso, Bracewell tome tantas liberdades históricas, liberdades que ela mesmo confessa no final do livro.

Independente da veracidade histórica, o livro é uma ótima leitura sobre as tramas políticas da Inglaterra medieval. Emma é uma inocente jovem que chega a uma terra estrangeira para se casar comum homem muito mais velho que, na verdade, não queria casar com ela. Para piorar ela é coroada rainha e é vista como uma ameaça pelos filhos mais velhos do marido. Tudo conspira contra a Rainha Emma e mesmo assim ela consegue se impor, conquistar aliados e muitos inimigos.

Dentro do universo da criação literária, Bracewell presenteia o leitor com uma rival para Emma, Elgiva, é filha de um nobre poderoso e tem como único objetivo na vida o poder. Para alcança-lo Elgiva faz qualquer coisa e ainda é usada como espiã pelo pai e os irmãos. É uma rival que perde poder ao longo do livro e poderia ser melhor explorada, principalmente no terço final do livro, mesmo assim é uma boa personagem que espero que volte no livro dois.

“A Rainha Normanda” me lembrou bastante a Saga Plantageneta, pega um rico período da história inglesa e o transforma em um envolvente romance, um livro que visa mais envolver o leitor do que ser rigoroso com a exatidão histórica e isso não é um problema, é um artifício que funciona e que, efetivamente, enreda o leitor. Ler sobre a era medieval sob a ótica feminina é interessante e a narrativa construída por Bracewell torna a experiência ainda melhor. Agora é esperar o segundo volume da trilogia chegar ao Brasil, ele foi lançado no inicio do ano nos EUA, e ver que outras aventuras aguardam a Rainha Emma.

site: http://cheirodelivro.com/a-rainha-normanda/
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mara sop 17/03/2017

O preço de uma Coroa
Uma jovem de 15 anos de ascendência normanda e dinamarquesa, Emma é irmã de um importante duque que é enviada como futura rainha da Inglaterra para se casar com um rei fraco, perturbado, e pior de tudo, cruel e que não confia nada, nada na nova esposa. Sua única maneira de conseguir conquistar seu lugar como soberana é lhe dando um herdeiro. Mas a salvação de Emma, também é uma faca de dois gumes, já que o bebê entraria na linha de sucessão competindo com os filhos do primeiro casamento do rei, pondo em risco a delicada relação que ela consegue manter com os enteados, e desestabilizando os poucos laços que fez com os nobres da corte.

Emma é uma mulher forte, determinada e muito, muito inteligente, e consegue, com um grande jogo de cintura, sobreviver às intrigas e perigos da corte inglesa, enfrentando a desconfiança de todos devido ao seu sangue dinamarquês, sangue esse que pertence ao pior inimigo de seu novo reino, sangue de guerreiros que invadem, matam, estupram, roubam e assolam o litoral inglês, sangue de uma ameaça que tem uma boa relação com o Duque da Normandia, seu irmão. Será que Emma conseguirá superar todos os desafios sem cicatrizes e sequelas de tudo que terá que enfrentar?

A Rainha Normanda é um livro recheado de perigos, intrigas, ataques vikings, conspirações contra a rainha e a possibilidade de um amor impossível, preenchendo as lacunas da vida de uma das mais importantes rainhas da Inglaterra. Um livro que prende do início ao fim, e que deixa aquele gostinho de quero mais, aumentando ainda mais a ansiedade pelo livro 2 da trilogia.

site: https://goo.gl/o6a4at
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Marina Garcia ( 07/02/2017

A Rainha Normanda escrito por Patricia Bracewell (Disponível no blog Um Reino Muito Distante)
Aos 15 anos, conforme a vontade do seu irmão, Emma da Normandia atravessou o Mar Estreito para se casar, no lugar de sua irmã mais velha, com o bruto e excêntrico rei da Inglaterra, Aethelred II. Porém, ela não estava preparada e nem pronta para enfrentar seu próprio marido, os filhos deste e a corte, além de todos aqueles, e aquela, que tentariam lhe usurpar a coroa. Ainda, em meio a tudo isso, a Inglaterra enfrentava a invasão dinamarquesa.

"Ela fez o circuito da clareira entre os carvalhos, três vezes ao redor e três vezes de volta, sussurrando feitiços de proteção. Houvera um presságio naquela noite (...)"

A Rainha Normanda foi um livro que, excepcionalmente, li em um dia, pois minha atual média de leitura é de somente um livro por semana, dependendo até mais. Mas, bem, aí veio uma terrível gripe que me colocou por um dia inteiro na cama, dolorida, sem paciência para assistir TV, mas pronta para ler um bom livro. Confesso que estava procurando por algo light, até mesmo um romance meloso, apenas para me entreter e esquecer da situação em que eu me encontrava (descabelada, olhos inchados, nariz escorrendo e já falei dolorida?). Bom, esse livro cumpriu magnificamente o seu papel, mas não pense que ele era o que eu esperava, tranquilo e sereno, do tipo Julia Quinn, ohhh... Não! Ele foi cheio de intrigas e disputas, condizente com a sua época e a ocasião em que a protagonista se encontrava.

Eles nos mostra o papel das mulheres em uma corte, o que não envolve guerreiras de espadas e línguas afiadas, mas a realidade crua do modo como haviam de se portar e se curvar perante as vontades dos homens, enquanto carregavam dentro de si uma força imensa para aguentar todos os obstáculos e forjar alianças. Assim, nada melhor do que observar o desenvolver da história de Emma desde quando ela chegou a Inglaterra como uma menina ingenua e despreparada para ocupar o lugar de rainha, caindo e levantando, conquistando a confiança e afeição do povo inglês, para enfim se tornar uma mulher mais forte.

Patrícia Bracewell como todo o autor de romance histórico se utiliza de pequenos furos que há na história para criar os personagens e suas personalidades, bem como seu envolvimento em determinados eventos. Ainda, para a criação dessa escrita envolvente os principais documentos utilizados foram a Crônica Anglo-Saxã e o Encominum Emmae Reginae, para o caso de você ser interessado em história.

"O amor pertencia a outro mundo. Talvez pudesse ser encontrado após a morte, mas seria imprudente, pensou, procurá-lo durante a vida."

Por fim, vale ressaltar que o enredo fechou certinho, quase sem pontas soltas. Contudo, esse é apenas o primeiro livro de uma trilogia e, pelo visto, Emma da Normandia, agora uma rainha consorte, tem ainda um longo caminho a seguir e um papel a desempenhar durante o período das invasões dinamarquesas.

site: http://umreinomuitodistante.blogspot.com.br/2016/01/a-rainha-normanda-escrito-por-patricia.html
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