A Rainha Normanda

A Rainha Normanda Patricia Bracewell




Resenhas - A Rainha Normanda


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Paloma Casali 16/03/2015

Resenha de Paloma Casali, Blog Ilusões Noturnas / ENTREVISTA COM A AUTORA
Depois que acabei minha leitura, fiquei bastante triste por não ter o 2º livro ainda. A Rainha Normanda é uma estória única, com um enredo que prende o leitor da primeira página à última e deixa com gostinho de quero mais, além de a escrita ser impecável!!!

Como mostra a sinopse, Emma, uma menina que viu apenas 15 invernos (como eles dizem no livro), torna-se rainha de um grande reino, a Inglaterra, e de um poderoso rei, Æthelred II. A estrada percorrida por esta garota não foi fácil. E ao analisarmos o título original do livro – “Shadow on the Crown” -, que significa: “Sombra Na Coroa”, verificamos o quanto faz jus ao contexto em que Emma tem que se firmar como Rainha e as provações por quais ela passa depois de coroada.

Neste primeiro livro da trilogia Emma da Normandia, somos apresentados à uma Emma que luta para garantir e manter o seu espaço num reino diferente, em uma corte estranha, onde não tem amigos nem aliados, contra pessoas que querem ver a sua queda, e para manter escondido um amor proibido. Além de ter que conviver com um rei louco - não sei se a palavra certa seria louco, mas, talvez, desequilibrado, paranoico -; um rei assombrado por fantasmas/acontecimentos do passado; um rei desconfiado de tudo e de todos, que se acha autossuficiente e cruel.

Durante a leitura percebemos que A Rainha Normanda é descrito em terceira pessoa, porém por quatro pontos de vistas diferentes – o de Emma, o do Rei Æthelred II, o de Athelstan (o aetheling mais velho), e o de Elgiva (filha do conde de Northampton) – foi interessante de poder ver a estória por ângulos diferentes e tomar conhecimento acontecimentos particulares.


“... Emma teve a impressão de que haviam chegado a uma época em que o amor não tinha lugar. Que era algo a ser apagado, queimado e descartado, deixando espeço apenas para o ódio, o medo e, na melhor das hipóteses, uma fria aliança ocasional. O amor que ela própria sentira – pela criança que tinha perdido, por ..., até por seus parentes normandos – nada lhe trouxera além de dor. O amor pertencia a um outro mundo. Talvez pudesse ser encontrado após a morte, mas seria imprudente, pensou, procurá-lo durante a vida.” – Pág. 300


A autora, Patricia Bracewell, deixa claro na “Nota da Autora” que se baseou em fatos reais tirados da “Crônica Anglô-Saxã” (como, por exemplo, o Massacre do dia de São Brício, que foi datado em 13 de novembro de 1003, uma sexta-feira), mas que parte da estória contida no livro é pura ficção ou adaptação, uma vez que a Crônica não é completa, nem profunda em determinados pontos da história, além de deixar alguns vazios/buracos, o que incitou a imaginação dela.

A estória se desenvolve com algumas passagens de tempo longas, porém, eu acho, que é porque antigamente tudo ocorria de forma mais vagarosa devido aos meios de que dispunham – a exemplo das cartas, viagens, ordens.

....

Leia a resenha na íntegra no Blog Ilusões Noturnas.

Leia a entrevista com a autora: http://ilusoesnoturnas.blogspot.com.br/2015/04/entrevista-com-patricia-bracewell.html


site: http://ilusoesnoturnas.blogspot.com.br/2015/03/resenha-rainha-normanda-patricia.html
Hester 20/05/2016minha estante
Gostei da sua resenha e me interessei pelo livro, mas o detalhe que vc mencionou já no comeco da resenha tb me deixa triste. Nao há ainda o segundo volume. Estou ficando muito chateada com estes detalhes, Nós lemos o primeiro volume, ficamos muito interessados na continuacao e nao publicam o segundo livro. Às vezes , auando o fazem já esqueci parte do que li. É detestável isso!




Yasmin 31/03/2015

Uma personagem histórica forte, retratada de maneira justa e intrigante
Desde o momento que vi o livro em pré-venda fiquei curiosa com a trama. Sou apaixonada por ficção histórica e Emma da Normandia foi uma mulher que se destacou em uma época impossível. Patricia Bracewell mergulha em uma pesquisa cuidadosa para dar vida a Emma de sua trilogia. O título original dita bem o tom e os rumos da trama, algo como Sombras na Coroa, ou ainda Sombras no Reino. Conheçam essa fascinante personagem que sai da história para conquistar o leitor assim como conquistou a autora. Conheçam A Rainha Normanda.

Quando Emma percebeu a enorme movimentação no pátio do castelo sabia que havia chegado uma comitiva que solicitaria a presença de seu irmão o duque. Desde a grande nevasca e os hóspedes dinamarqueses que Emma vinha pensando no destino que aguardava sua irmã Mathilde. Ela seria a próxima irmã que o duque, seu irmão, casaria e apesar de saber que a mãe seria o mais justa possível estremecia ao lembrar do rei dinamarquês. O que Emma nem sonhava era que a chegada da comitiva inglesa terminaria com seu casamento. A mãe foi enfática ao dizer que ela era mais forte para enfrentar as agruras que a aguardava na Inglaterra. Emma seria rainha coroada, mais do que a primeira esposa de Æthelred II, mas isso só significava mais inimigos e mais perigo para si. Vinte anos mais velho do que Emma, o rei era perturbado por visões de seu irmão morto e não estava contente com sua "compra". Ele receava à todos, dos sete filhos a seus condes, para o rei todos planejavam roubar sua coroa e os saques dinamarqueses só piorava seu humor. Para piorar Emma era linda e isso tornaria difícil para o rei ignorá-la em todos os sentidos. O jeito era rezar para ela ter apenas garotas ou melhor, ser infértil. Com 15 anos e um talento para idiomas que guardava para si, Emma logo conquista a todos. Dos arcebispos ao povo, a nova rainha traz esperança para um reino saqueado. Ela logo se afeiçoa aos filhos mais novos do rei e rapidamente é adorada por alguns dos mais importantes membros da corte. Mas assim como muitos a amam outros planejam contra a rainha normanda. O poderoso conde da Nortúmbria quer a coroa para si e o primeiro obstáculo é a jovem e adorada rainha. Cego as ameaças o rei se recusa a preparar um exército. Seu filho mais a velho está revoltado com a apatia do pai e encantado com sua nova rainha. Entre tramas e intrigas Emma precisa abrir caminho e vencer nessa corte estranha ao mesmo tempo que se protege contra um rei instável e inimigos invisíveis.

É a partir dessa premissa que conhecemos uma personagem forte e cativante. Com um ritmo cadenciado que alterna quatro pontos de vistas Patricia Bracewell apoiada em uma pesquisa benfeita e extensa dá vida a uma das grandes mulheres que marcaram a História da ilha britânica. Emma é uma surpresa para o leitor que espera algo no mesmo estilo encontrado em outros históricos. A personagem é forte, mas sem ferir as barreiras temporais que cercam sua vida. A autora consegue acertar nesse que é um dos principais problemas de ficções históricas. Com uma ambientação que prima mais pelo real do que pelo desenhado e cenários que conquistarão o leitor por sua vividez a trama se desenrola com uma fluidez envolvente e em um fluxo só.

Bracewell foi inteligente ao apoiar a trama em quatro pontos contrastantes. Emma, a jovem lutando para abrir um caminho seguro para si, o rei, um homem perturbado por seu irmão, inseguro e instável, Athelstan o filho mais velho do rei e possível herdeiro e Elgiva, filha ambiciosa do conde da Nortúmbria, que é brevemente amante do rei e que luta para saber o que o pai arma e se manter forte em um mundo masculino. São pontos de vistas que em um primeiro momento estranhei, mas que a cada capítulo de mostraram acertados e perspicazes. Nessa trama de traição, poder e guerra ter a perspectiva dos lados opostos é foi fundamental e Bracewell só faltou ter dado voz ao implacável rei dinamarquês no epilogo para ser ainda melhor.

Leitura deliciosa, fluída, cativante e com momentos de tensão que fizeram eu gostar ainda mais de Emma a ponto de sair da cama três da madrugada depois de ler o livro em uma toada só, ligar o Ipad e pesquisar sobre sua vida e se seu filho conseguiu ser rei. Patricia Bracewell se mostra uma historiadora (...)

Termine o último parágrafo em:

site: http://www.cultivandoaleitura.com.br/2015/03/resenha-rainha-normanda.html
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Cris Paiva 02/06/2017

Eu tive um pouco de medinho do livro por achar que talvez ele fosse realista demais para o meu gosto, já que o romance vai seguir a trajetória da Emma da Normandia, que foi uma das poucas rainhas com protagonismo na história, e que escreveu a sua própria história no livro Emma Reginae, que é atualmente uma fonte de consulta para a politica da época (sim, eu consulto a Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/Emma_of_Normandy)

A história é romanceada, a autora vai costurando os fatos reais com as peripécias que ela acha que aconteram na época e dando vida aos personagens históricos.
Emma não se casou por amor, o casamento dela foi totalmente político, e seu marido o rei Aelthered era um bruto, que não estava nem um pouco interessado na esposa. A vontade dele era ter uma esposa que ficasse bem quietinha no canto dela, mas a Emma tinha personalidade demais para isso, e aos poucos, aos trancos e barrancos vai ganhando protagonismo dentro da trama política da época.

Como eu disse, a autora romanceou a história e arrumou até um interesse amoroso para a protagonista, o que a história não comprova, mas tudo bem, a gente perdoa porque senão a história ia ficar crua e intragável demais.

Vamos ver se a editora dá uma animada e publica a segunda parte da série, onde as coisas pioram um pouco mais para Emma antes de dar uma melhoradinha...
Leila 02/06/2017minha estante
Continuo com o "medinho" que fez você protelar a leitura. Será que encaro?


Cris Paiva 03/06/2017minha estante
É um histórico mais realista, baseado em fatos reais, então tem gente bruta, guerras, invasões e pouco romance. Alias, nem era para ter, mas a autora deu um jeito de enfiar no meio da história.
Eu encarei e não me arrependi.




Ju Zanotti 08/04/2015

Quando uma autora se iguala aos maiores nomes da Ficção Histórica atual vcs devem lê-la !!!
A primeira coisa que você precisa saber quando tem um livro histórico em mãos é que a narrativa pode tomar um rumo inesperado, principalmente quando a história mescla realidade e romance. Isto porque o que dita o desenvolvimento da narrativa são, óbvio, os fatos históricos. Então, geralmente o romance não é o pano de fundo, apesar de estar presente, ele não é um elemento central e pode tomar rumos inesperados. E é isto que torna o gênero histórico um dos meus preferidos, ele é muitas vezes imprevisível e não busca apresentar um final feliz, ele expõe fatos, romanceia a cerca destes fatos e transforma a história em um romance cheio de reviravoltas, aventura e simples realidade.

A Rainha Normanda é exatamente tudo isto que expus acima. E é justamente este fator que tornou este um excelente livro. Além disso, Emma, a personagem principal, tem a garra característica das mulheres fortes e que lutam pelo que acreditam. Porém, neste primeiro volume isso não é muito bem explorado, apesar de podermos perceber claramente estas característica, Emma ainda precisa entender isso sobre si mesma. Só quando isso acontece é que ela começa a agir de acordo com o que se espera dela, e é justamente neste momento que me dei conta que tinha uma história muito bem construída e desenvolvida em mãos.

Alternando pontos de vista durante a narrativa a autora amplia o universo que criou de forma a compreendermos o núcleo principal da narrativa, as ambições de cada um dos personagens e o que os faz ser o que são. Acompanhar este diversos pontos de vista amplia a percepção do leitor quanto a contrariedade da guerra. A narrativa em terceira pessoa é feita pelo ponto de vista de Emma, do Rei Æthelred II, de Athelstan (filho mais velho do Rei e possível herdeiro do trono), e o de Elgiva (personagem bastante ambiciosa e antagonista de Emma) e isto torna a narrativa muito mais interessante e fluída, pois através deste recurso enxergamos a história por ângulos opostos.

Contudo o início da narrativa me deixou um pouco desconcertada, pois a autora se utiliza de uma gama enorme de personagens e há uma breve confusão quanto a isso. Em um primeiro momento foi complicado me ater aos acontecimentos e aos personagens. Mas depois de um estranhamento inicial, de percebermos do que Emma é capaz e qual será seu destino tudo começa a tomar um novo rumo. Além disso, Bracewell soube criar e explorar muito bem todos os personagens e situações que nos apresentava, ela mescla romance, heroísmo, realidade e ficção dando cadencia a sua escrita. Ouso dizer que Patricia Bracewell se iguala a Follett e Cornwell sem precisar se esforçar demais.

Apesar de ter encontrado alguns erros de revisão não foi nada muito gritante e nem prejudica minha avaliação quanto a edição, que por sinal está muito bem feita. A capa expõe exatamente o que a narrativa pretende ser, um romance gótico, com elementos históricos e uma dose de romance que não chega a ser o foco central da narrativa. Enfim, A Rainha Normanda é um livro muito bem escrito e que se iguala aos grandes nomes da ficção histórica atual.

Melhor Quote:

"... Emma teve a impressão de que haviam chegado a uma época em que o amor não tinha lugar. Que era algo a ser apagado, queimado e descartado, deixando espeço apenas para o ódio, o medo e, na melhor das hipóteses, uma fria aliança ocasional. O amor que ela própria sentira – pela criança que tinha perdido, por ..., até por seus parentes normandos – nada lhe trouxera além de dor. O amor pertencia a um outro mundo. Talvez pudesse ser encontrado após a morte, mas seria imprudente, pensou, procurá-lo durante a vida."
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Lu 31/03/2015

Terminei de ler "A Rainha Normanda" morrendo de vontade de fazer uma maratona de "Vikings" nesta Páscoa e ver se tem alguma coisa sobre o período nas Crônicas Saxônicas, de Bernard Cornwell. Isso só confirma o meu vício atual pela ficção histórica, que encontrou mais uma representante apaixonante: Patricia Bracewell.

Não vou mentir para você: é um livro duro de se ler. É um livro cruel, ainda que não escape de algum romantismo em certos momentos. Patricia está mais próxima da Phillippa Gregory e da Nancy Byileau, do que de Bernard Cornwell. Sua narrativa é suave, detalhista e caprichada.... mas confesso que olhar para o início do capítulo e ver que é o ano de 1002 dá uma sensação surreal. Como o Brasil é jovem!

Voltando ao livro, Emma é uma boa protagonista. Ela tem um bom coração e é um tanto impulsiva... o que, por sinal, é o seu maior pecado. Sinceramente, dada às suas circunstâncias, não pude deixar de pensar em Sansa Stark e como foi importante para a jovem loba manter um controle rígido de suas emoções no período que foi refém dos Lannisters. Para sua própria sobrevivência. Eu ficava desesperada com a impulsividde e o temperamento de Emma. Por outro lado, não posso dizer que iria agir melhor do que ela.

Não posso deixar de mencionar Elgiva aqui. De longe, é a personagem mais interessante da história. Sim, ela não deixa de ser uma vilã: é capaz de fazer coisas horríveis por inveja ou para cumprir as ordens de seu pai.... Mas ela também tem seus problemas. Tenho muita curiosidade para saber como será sua história dali por diante.

No todo, é um livro que até superou as minhas expectativas. Não vou negar que estava com medo de ser uma bomba daquelas. Felizmente, não foi o que aconteceu... eu o li de forma compulsiva e só não o li em 3 dias, porque tenho obrigações do dia-a-dia.

Como é bom encontrar um bom livro novo e um autor interessante, não é verdade? Fiquei tão contete, que resolvi dar cinco estrelas redondas, sem ressalvas.

Recomendo!
Aline Memória 31/03/2015minha estante
Lu, o livro tem romance ou é mais histórico?
Tô lendo um histórico fantástico, Inés de minha alma, da Isabel Allende, já leu? É o primeiro que estou lendo dela e estou apaixonada... se passa na época da conquista espanhola da América, recomendo!


Lu 01/04/2015minha estante
Tem um pouco de romance, Aline. Mas é meio complicado... Não li nada da Isabel Allende, acredita? Acho que vi "A Casa dos Espíritos" quando era muito nova e acabei não gostando da história.


Desi Gusson 01/04/2015minha estante
Eu sei que, no momento que 'puser os pés' na terra da ficção histórica mais uma vez, não vou sair de lá tão cedo. Estou acumulando alguns livros para me preparar para isso e com certeza vou começar por esse!


Lu 02/04/2015minha estante
@Andhromeda: Tomara que vc goste! Depois me conte o que achou! Que coisa esse negócio da ficção histórica: não sabia que era tão viciante!

@Aline: Vou dar uma olhada nos títulos dela e escolher um. De repente, ela é outra Rick Riordan: uma autora favorita em potencial. Valeu pela dica!


Krous 11/07/2017minha estante
Sim, é um livro muito forte e definitivamente não é pra mim. Toda vez que o valor da mulher era mencionado, ou como se referiam à Elgiva porque ela queria ser mais do que a esposa de alguém - e se fosse, queria ser de um alguém importante -, eu ficava desconfortável - e com pena dela.

Parei de ler depois do casamento da Emma porque não tive estômago para a lua de mel dela com o marido. Mas a narrativa parecia boa e bom saber que não estava enganada


Lu 20/08/2017minha estante
Esses livros nunca são fáceis de ler, né, Krous? Mas acho que, apesar dos maus bocados que a Emma passa, ela ainda vai se dar bem. Acabei de comprar o segundo. Vamos ver.




dani 20/08/2015

A rainha normanda – Patricia Bracewell
Assumo que quando pedi esse livro acabei não me informando muito a respeito do enredo e fui achando que iria encontrar um romance de época, tive uma agradável surpresa ao me deparar com um romance sim, mas histórico, que trouxe personagens baseados em figuras reais, explorando (e romanceando) a história não tão conhecida de Emma, a rainha da Inglaterra, de origem normanda e que é o centro de uma época turbulenta e cheia de intrigas, sendo ao mesmo tempo o símbolo de uma esperança e paz e um ponto de desconfiança para toda uma corte.


Antes de começar pelo início do livro quero comentar uma parte do fim, dos comentários da autora, para deixar bem claro que ela se baseou sim em personagens reais e fatos históricos que realmente aconteceram, mas como ela própria assume essa fase da vida de Emma não é muito documentada e com isso ela teve uma liberdade de poder romancear (ou melhor dizendo, de criar) situações e personagens, então sim, esse é um romance histórico com base real mas com uma grande liberdade de ganhar asas e poder explorar o que a história deixou em branco.

No começo conhecemos Æthelred, rei da Inglaterra, que após a morte de sua esposa deve lidar com seu conselho dividido na escolha de uma nova mulher para o rei, uma que poderá ajudar na questão da invasão dos Dinamarqueses, responsáveis por ataques e assaltos às terras da Inglaterra ou uma que poderá estreitar os laços do rei com alguns nobres. Entre essa indecisão vemos ainda que Æthelred é assombrado por um fantasma de seu passado que o persegue e planta o medo em seu coração.

Outro ponto de vista é o de Emma, irmã do duque da Normanda, que vê sua vida sofrer uma brusca mudança ao receber a notícia de que foi escolhida para ser uma ponte entre a Inglaterra e a Normanda, e para isso ela terá que se casar com o rei Æthelred e entrar em um mundo de intrigas, desconfiança e lutas, onde ela é vista com desconfiança por ser estrangeira.

Temos nessa história mais dois pontos de vista, um deles é o de Elgiva, a filha de um poderoso conde, que seria a outra opção de casamento para o rei, ambiciosa e visando sempre o poder ela irá lutar para conseguir o que quer. E por fim, Athelstan, o filho mais velho do rei, que está tentando marcar seu lugar e ser respeitado pelo próprio pai, além de sofrer com a sombra de perder a herança ao trono.

No começo a narrativa demora um pouco para pegar ritmo, mas depois que o leitor percebe todas as tramas a leitura começa fluir, com o foco da tensão em Emma conhecemos bastante da história que é intercalada com acontecimentos reais. A narrativa altera entre os quatro pontos de vista e consegue ter uma visão maior dos fatos.

Os personagens são elementos importantes desse livro, primeiro Emma que prova toda a sua força e sua coragem mesmo em uma época que oprime as mulheres, a confusão de Æthelred que não o abandona e atrapalha sua função como rei, a determinação e frustração de Athelstan, que mesmo sabendo o que seria melhor para o reino não consegue se fazer ouvir e a ambição de Elgiva, que busca meios escusos para conseguir o que quer. Todos esses elementos constroem a história da Inglaterra e os laços que unem essa realeza.

Agora vou fazer uma observação que pode não ser segredo pra ninguém, mas pra mim foi uma surpresa. Fiquei perdida no fim quando o livro para em um grande ponto alto da história, aí quando li os comentários da autora descobri que essa história é uma trilogia, então teremos mais dois livros para contar a interessante história de Emma.

Apesar de ter gostado muito da leitura, achei a narrativa amarrada em certos pontos, mas a trama é bem estruturada, e mesmo ficando um pouco frustrada por não ser um livro único agora estou bem curiosa para conhecer o resto da história.


site: http://vintecincodevaneios.blogspot.com.br/2015/08/livro-rainha-normanda-patricia-bracewell.html
Andréia 29/09/2016minha estante
E qual seria a continuação desse livro ainda vi.




Greice Negrini 09/04/2015

Um livro tão bom quanto sua rainha!
Emma tem apenas 15 anos quando vê o lendário viking Swein Forkbeard pela primeira vez em sua casa. Na realidade, ele estava por lá para negociar com o seu irmão mais velho, Richard que tinha o título de duque da Normandia. Todos sabiam que eram impossível impedir os dinamarqueses de invadir qualquer lugar. Eram bárbaros completos. Entravam, saqueavam, matavam e estupravam as mulheres. O que Richard fazia então era proteger seu povo dando cobertura aos navios dos dinamarqueses em suas costas marítimas quando os mesmos precisavam.

Emma sabia também que a Inglaterra negociava longamente com a Normandia. Os dinamarqueses eram os vilões que toda a primavera e verão entrava no país britânico e levava o ouro do rei sem que este pudesse se defender já que quase não tinha soldados para isto.

Aethelred II era o novo rei da Inglaterra após o assassinato de seu irmão Edward. O ano de 1001 estava se provando um ano de mortes e perdas lastimáveis para a corte e agora que o rei também ficara viúvo, precisava se casar novamente, mas desta vez precisava pensar em uma boa aliança. Não precisava pensar em herdeiros já que com sua última esposa foi gerado 11 filhos e como não tinha sido coroada rainha, tinha menos ainda que se preocupar com quem ia ficar em seu lugar quando morresse. Mas precisava pensar em sua segurança e a do país. Estava cercado de inimigos.

Da Nortúmbria vinha o conde Aelfhelm que mesmo sendo seu conselheiro, disponibilizava uma linda filha e assim conseguiria uma aliança importante para o lado norte do país. Mas o que mais importava era que os vikings continuariam atacando e levando o ouro que lhe era sagrado. E mesmo que tenha dado terras, muito ouro e prata e que estivessem vivendo próximo a ele, não tinha sido o suficiente.

Quando Aethelred II pediu a mão de Mathilda, irmã de Emma em casamento, a alegria reinou no coração de Emma. A irmã tão doente, agora conseguiria ter um marido e talvez a troca de ares poderia curar seu corpo. Mas a felicidade de Emma não durou. Emma é quem seria enviada em seu lugar e ela sabia que algo muito perigoso e difícil ia ser imposta a ela e que talvez a felicidade nunca sorriria ao seu futuro. Emma sabia que seu irmão não podia deixar de atender os dinamarqueses e quando o rei descobrisse, ela seria punida.

Inglaterra, novo povo, novas regras, novas ordens. Emma vai encontrar o terror, o medo, a escravidão, a fúria de um rei e aos poucos vai conseguir conquistar um pedaço do que é seu por direito. mas também há uma profecia que lançará aos céus sangue, lágrimas e dor.
Qual a capacidade de uma rainha para tramar ou evitar uma tragédia?

O que falo sobre o livro?

O que você pode pensar sobre uma história que ocorre no ano de 1001 em diante? Eu nunca havia lido uma história que retrocedesse tanto no tempo e posso confessar que não desejo nunca sair do conforto de banhos elétricos, comidas prontas e conquistas femininas. O que além disto não resume em nada o que este livro tem em seu melhor. Depois da tal piada sobre aquele vestido ser dourado e branco ou azul e preto e até ter caído sobre este vestido azul da capa eu vos digo: "a beleza do vestido vai além da capa". Como assim?

A Rainha Normandia chegou como mais um lançamento épico da Arqueiro. É estranho imaginar como são os costumes e tradições daquele tempo? Depois de ter lido Outlander, o volume 1 e 2 posso considerar que a autora não utilizou muitos exemplos para criar uma imaginação fértil de como a época pode ser ruim em questão de ambiente ou conforto, em compensação em tratamento, as dores e frustrações são as mais crucificantes.

Em primeiro plano temos Emma, uma jovem garota que entende de uma forma como funciona o mundo da crueldade e sobrevivência em que os homens precisam estar, já que seu irmão cuida de uma parte da Normandia e negocia com alguns povos. O que Emma não imaginava porém era ter que se casar com o rei da Inglaterra e ter que vir a servir a ele como mulher e propriamente como escrava.

O mais legal disto é que a rainha realmente existiu e a autora utiliza partes da realidade para ir traçando os passos da ficção, inserindo alguns personagens que existiram com outros que não. No final do livro ela explica bem sobre a rainha e como ela viveu, o que me deixou com bastante curiosidades, afinal, como é que tudo se desenvolve de uma maneira tão forte e como foi tudo tão bem tramado pode estar entrelaçado à real história, são coisas que sempre me deixam envolvida.

A leitura traz líderes sangrentos, suspeitos cruéis, profecias devastadoras e muito de mim às vezes tentou pensar o que poderia ser feito ao contrário para mudar certa eventualidade. Será que era tão difícil medir as consequências? E percebo que as tomadas de decisão que constam no livro foram agregando mais valor e mais túneis intrigantes.

A autora criou esta obra em 2013 e está com o lançamento do segundo volume agora em 2015. Ainda há um terceiro volume e já não aguento de curiosidade para ver o que vai acontecer. Fiquei muitas vezes com raiva com o jeito com que Emma agia e aceitava as situações e ao mesmo tempo pensava se ela teria outras opções. A história acontece rápido e termina precisando de uma continuação, deixando a perceber com certeza absoluta que é uma trilogia.

Outra coisa que gosto muito são livros com mapas e dados. este mapa eu utilizei muito já que os locais são bastante utilizados e eu sou bem ruim de noção em localização da mesma forma em decorar nomes. Também há uma lista completa com o nome das famílias e cada personagem e acredite, os nomes são uma complicação à parte.

É um bom livro de ficção misturado a uma aventura e um desejo de conquistas e vinganças. E sabe a cor do vestido? Ah, você nem vai lembrar que ele existiu quando estiver lendo este livro!

site: www.amigasemulheres.com
Dani 17/10/2018minha estante
Nossa que resenha incrível!
Ameiiiii!
entrou pra lista infinita de desejados.




@APassional 14/03/2015

* Resenha por: Rosem Ferr * Arquivo Passional
Patricia Bracewell nos conduz em uma viagem fascinante aos primórdios da Inglaterra medieval, para um mundo dominado por homens brutais e guerras sangrentas, onde duas mulheres irão destacar-se em ousadia, perspicácia, astúcia, sagacidade, docilidade, mas sobretudo coragem e determinação.

Ambientada na Inglaterra, a trama tem início em 1001, época da Invasão Viking, o romance segue os acontecimentos relatados na Crônica Anglo-Saxã, bem romantizados “of course”, e decorre até o ano de 1005, deste modo os capítulos destacam datas e lugares que podemos seguir no “detalhadíssimo” mapa incluso nas primeiras páginas, que dão um encanto todo especial à leitura [I love it].

Com uma escrita cativante, Bracewell entrelaça diversos acontecimentos paralelos e nos insere na dimensão histórica, com ênfase psicológica das personagens concedendo-lhes uma veracidade visceral, resultado de uma narração em 3ª pessoa que divide-se sob o ponto de vista intercalado e quase sempre [hahaha] completamente equivocado dos principais membros da corte: Rei Anglo-Saxão, Conde da Nortúmbria, Príncipe Anglo-Saxão, Emma da Normandia, Elgiva da Nortúmbria, entre outros. Assim o ritmo é constante, o conflito tanto interno como externo, e no fim, nada é o que parece, pois as intrigas transformam formigas em elefantes.

Uma luta pelo poder de tirar o fôlego nos surpreende com atitudes de revirar o estômago, aliás até comer e beber era muiiiiiiiito arriscado na corte Anglo-Saxã hahaha! Sim, venenos tem participação fundamental em mais de uma ocasião.

Entre o pecado e o desejo...

Apesar do Clero estar logicamente em cena, não há uma personagem exclusiva neste volume que carregue o cetro da religiosidade, forte característica do período, pelo simples fato deste “fervor/fardo” estar presente nos atos e pensamentos de TODAS personagens católicas, que mesmo atadas em um fervor que beira o tabu não medem seus atos: Pecam, pecam e pecam e depois arrastam a culpa com correntes descomunais, daí a questão do pecado fortíssima na trama porque a devassidão e o sexo correm soltos na corte do rei AEthelred, a começar por ele. No que tange ao desejo... embutido na trama um amor proibido, passional, româââântico... como nas canções de amor dos trovadores, e é claro torcemos pelos apaixonados:

“Iria guardá-la e protegê-la do que quer que acontecesse, sem pedir nada em troca...”

“Ela o entendia muito bem. Assim como entendia o próprio coração o suficiente para saber que, se estivessem juntos longe dos olhos e dos ouvidos curiosos da corte, ela correria um perigo muito maior...”

Emma, a heróica protagonista busca seu lugar de direito entre inúmeros desafios: uma corte desagregada que a vê como estrangeira, seu relacionamento conturbadíssimo com um Rei misteriosamente atormentado, uma eminente invasão Viking e, ainda sua super antagonista, a “poderosa”, bela e fatal Lady Elgiva, que a odeia incondicionalmente e fará “tudo” para tornar sua regência insuportável, assim o conflito entre as duas é extremo, as armas: o ardil e a estratégia, em um jogo de enxadristas.

Violência, caridade, intrigas, traição, lealdade, pureza, devassidão, submissão, insanidade, justiça, passionalidade, devoção, ousadia, egoismo, obsessão, o amor e o ódio andam de mãos dadas na dança do poder.

A belíssima capa é adornada por arabescos medievais com suave relevo brilhante, e no interior a citação dos originais da Crônica Anglo-Saxã também recebe a delicada ilustração de um arabesco, e o mapa... perfeito! Com legenda de localização de Abadias, Palácios, Burgo, Fortalezas e até do Círculo de Pedras... impossível não viajar no tempo hahaha!

A Rainha Normanda me encantou e envolveu de tal forma que estou curiosíssima pela continuação, afinal é a saga de uma das rainhas mais poderosas da Inglaterra.

Excelente leitura!

Resenha publicada no Blog Arquivo Passional em 14/03/2015.

site: http://www.arquivopassional.com/2015/03/resenha-rainha-normanda.html
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Piter 24/03/2015

A Rainha Normanda - Resenha
Mais uma super publicação da editora Arqueiro! “A Rainha Normanda” é o primeiro livro de uma trilogia que pretende contar a história de uma personagem real: Emma da Normandia, uma garota doce a quem foi imposto um fardo além de qualquer imaginação, um casamento que a tornaria a rainha de toda a Inglaterra.

No começo do livro vemos como Emma é uma garota bonita, cativante e, acima de tudo, como ama a liberdade e a sua família. No entanto, em virtude do falecimento da esposa do Rei, este decide se casar às pressas e, seguindo as dicas do seu conselho real, escolhe ninguém menos que uma das Filhas de uma importante casa da Normandia, na tentativa de unificar os reinos e evitar as guerras entre aqueles povos e o seu.

No entanto, como a irmã mais velha de Emma estava sempre acometida de uma doença inexplicável, o irmão e a mãe mandam ela mesmo, uma adolescente de 15 anos, para se casar, em nome da Normandia, com um Rei viúvo muito mais velho que ela.

Chegando à corte, Emma descobre que nem tudo é o que parece e que as aparências finas e elegantes podem esconder muitas armadilhas cruéis.

Alvo de inimigos como Elgiva, uma das concorrentes preteridas para o casamento, que se aproxima para tentar roubar o rei de volta, mas qu também é manipulada para propósitos maiores; Emma também é alvo de intrigas e jogos pelo poder e vítima de um marido violento e que beira a insanidade em alguns momentos, Emma se torna uma prisioneira cativa em seu trono de ouro, cercada por muros e chacais.

Com o tempo a jovem aprende a se virar e não lhe falta inteligência, mas o seu pior inimigo não é nenhum dos aqui mencionados. Seu maior inimigo é seu coração, que resolve se apaixonar por um dos filhos do seu marido.

No meio disso tudo e na frágil condição em que ela se encontra, podendo inclusive ser acusada de traição, pois o rei é dado a loucuras e paranoias, ela precisa desesperadamente engravidar para ficar a salvo, mas nem tudo acontece como ela espera e a gente se pega também torcendo a cada página com ela para que esse bebê venha.

É um livro de muitos altos e baixos, a personagem principal sofre bastante, e todo esse sofrimento é transmitido muito claramente, no entanto constrói a sua força aos poucos, na dor, para se tornar a Rainha que todos esperam que ela se torne.

Continue lendo as minhas impressões a respeito do conteúdo e do produto físico em:
http://ciadoleitor.blogspot.com.br/2015/03/resenha-rainha-normanda-patricia.html
E descubra se vale a pena a compra!

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Bruna Britti 20/04/2015

***

A Rainha Normanda, de Patrícia Bracewell, traz ao leitor uma trama ambientada no ano de 1002, narrando a história de Emma, uma jovem normanda que se vê em meio a um embate político delicado. Baseado nas Crônicas Anglo-saxã, “A Rainha Normanda” é um desses livros envolventes que retrata, mesclando ficção e realidade, os acontecimentos de figuras importantes de um período histórico.

Aos quinze anos de idade, Emma nunca imaginou que acabaria tomando o lugar da irmã para se casar com Æthelred II, o rei da Inglaterra. O que era para ser um acontecimento importante em sua vida, torna-se seu pior martírio: a nova rainha precisará enfrentar inimigos na corte – incluindo a amante de seu marido. Além disso, será necessário conquistar a confiança dos filhos de Æthelred II, que não hesitam em demonstrar o rancor que sentem por ela. O rei, por sua vez, é um marido bruto que não confia nela.

Emma lutará com todas as suas armas para driblar os perigos de sua nova vida, mas uma paixão inesperada colocará em risco sua posição como rainha: Athelstan, o filho de Æthelred II, é um rapaz atraente e atencioso. O que começa como uma aproximação com intenções de se embrenhar nos planos de Emma, termina em uma paixão que nenhum dos dois conseguirá resistir. Entretanto, resta o dilema: Emma colocará sua posição como rainha em risco, por conta de um amor proibido?

Em “A Rainha Normanda”, as intrigas políticas no castelo tecem uma trama repleta de incertezas. A influência da corte e as pessoas a sua voltam exercem um peso sobre o modo de vida de Emma, e logo a jovem pueril – usada como peão entre o irmão e o marido – amadurece, cedendo espaço a uma mulher forte e determinada, que entrará na disputa pelo poder. Entretanto, o romance com o filho de Æthelred II abala suas estruturas.

O caminho de Emma é decidido somente nos momentos finais da trama. Assim, acompanhamos seu conturbado relacionamento com o rei, com a corte e com os filhos de Æthelred II. Emma também enfrenta um sequestro político que a aproxima de Athelstan, deixando sua situação ainda mais complicada. A rainha, entretanto, reluta em aceitar a paixão que nutre pelo filho do rei, e lutará com afinco para afastar esse sentimento.

Apesar do romance ser um forte atrativo, a relação entre os dois parece pouco explorada. Encontros breves, flertes com olhares mais ousados, mas nada que nos dê o vislumbre de uma paixão forte – pelo contrário. No primeiro empecilho após se envolver com Athelstan, Emma usa da sensatez e não se deixa levar pelo atraente e gentil filho do rei. Assim, sua paixão parece tão passageira quanto um piscar de olhos.

Apesar disso, “A Rainha Normanda” é uma história envolvente, retratando personagens bem construídos em uma trama tensa, apoiada em dados reais de uma pesquisa minuciosa feita pela autora. Patrícia Bracewell tem uma escrita envolvente, fluída, o que nos faz virar páginas e mais páginas em poucas horas. Como a própria autora escreve no final do livro, ainda há muito o que contar sobre a história da rainha da Inglaterra. Acredito, portanto, que a continuação, ainda sem data para publicação no Brasil, nos dará o gostinho de uma reviravolta interessante na história – tanto política quanto romântica. Resta a nós aguardarmos ansiosos por isso.

site: http://supremeromance.blogspot.com.br/2015/04/a-rainha-normada-patricia-bracewell.html
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Pri 05/06/2015

{Resenha} A Rainha Normanda- Blog As Meninas que leem livros
Amo, amo de paixão livros sobre mulheres fortes, que sobreviveram a um reino hostil a ela por ser mulher e estrangeira. Sabemos, por meio da história e de estórias, como o mundo medieval tratava as mulheres e ver como elas conseguiam sobreviver e ainda por cima se tornarem poderosas apesar de todos os tormentos, me deixa com um orgulho imenso de ser mulher.

Patrícia Bracewell consegue prender o leitor em sua trama baseada em fatos históricos reais e é maravilhoso ver como ela preencheu as lacunas em branco da história que ela relata. Usando como base as Crônicas Anglo-Saxônicas, ela retrata a história de Emma numa narrativa que você simplesmente não consegue parar de ler. Desde a chegada da protagonista à Inglaterra, a entrada de uma rival à Coroa, Elgiva. Eu fiquei meio "assim" com ela... Não sei se gostei da influência dela na história, ou se definitivamente a detestei... É uma invejosa que passa por cima de todos para ter o que quer, mas analisando, sua família, você vê que não é realmente culpa dela, irmãos e pai abusadores e violentos, não é de se admirar que ela tentasse de tudo pra sair daquela vida. Emma lida com ela maravilhosamente, mostrando quem é a Rainha da Inglaterra.
[...]
Continue lendo no blog!

site: http://www.asmeninasqueleemlivros.com/2015/05/a-rainha-normanda-patricia-bracewell.html
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Douglas 30/10/2018

A Rainha Normanda
Muito do que eu sei da história das ilhas britânicas se deve a romances históricos.
Cornwell me contou a época pré-romana com suas crônicas de Artur, o a alta idade média com Thomas de Hookton e até mesmo a história mais recente me foi revelada por ele com Sharpe e suas aventuras na europa napoleônica.

Mas havia uma lacuna, bem entre as invasões saxonicas e as vikings, da qual eu pouco conhecia. Então, por indicação, de alguem que sabe do meu amor por romances históricos britânicos, fui apresentado à Emma da Normandia de Patricia Bracewell.

Eu já havia lido uma mulher escrevendo romance histórico, mas era sobre um período muito mais pacífico e nos Estados Unidos. Aqui é possível ver a pesquisa de Bracewell e suas ambientações e arquiteturas nos trazem realmente para o período em questão.

Sua personagem Emma é carismática e ganha fácil a atração do leitor, o rei Aethelred se mostra perturbado e cheio de si, e todos os outros personagens apresentam boa personalidade e construção.

Para mim, o livro peca apenas na relação entre eles. Emma se apaixona sem muita explicação ou desenvolvimento por seu par romântico inusitado. O herdeiro do trono tem atitudes inconsequentes mal justificadas...e coisas assim.

Mas é uma leitura muito agradável e informativa e, sendo uma trilogia, espero que lancem logo a segunda parte.
maya 17/11/2018minha estante
Uma pena que a Arqueiro não pretenda lançar os livros por aqui ?
História incrível!!!


Douglas 26/11/2018minha estante
Eu mandei até um e-mail para eles. Mas parece que nao tem previsão mesmo =/
Vou ter que ler em ingles.


Giovan Marcante 02/07/2019minha estante
Douglas, gostei da resenha vou ler o livro por sua indicação.
Quando você diz que Cornwell contou a época pré-romana, não quis dizer PÓS romana, pois é nesse período que ele ambienta seu Artur, junto às invasões Saxãs.


Douglas 11/07/2019minha estante
Isso, Giovan, você tem razão. Sobre o livro, até hoje sua sequência não foi lançada aqui, infelizmente.




giovana.andrema 06/02/2016

2016
tem continuação comprar
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Roberto.Proença 25/03/2018

Realidade Real Nua e Crua
Um Rei Bruto, Arrogante, Inseguro, Cruel e Atormentado pelos Fantasmas de sua traição ao irmão. Incapaz de gostar de filhos e família, e principalmente de sua nova esposa a quem vê com uma propriedade, uma mercadoria. Ele não precisava de uma mulher, muito menos de uma Rainha. Ela não era uma Rainha qualquer, mas sim Doce, Inteligente, Sagaz e Forte e ao mesmo tempo Frágil e Sensível. Viviam em uma época com costumes muito diferentes dos atuais, em que as mulheres não tinham poder de decidir seus destinos e principalmente com quem iriam dividir sua vida. Dois povos, muitos inimigos, muitos conflitos, muitos interesses, muita sedução e cobiça, muitas vidas em jogo, pouco amor para retribuir, muita falsidade para contornar. Ainda havia um Amor Proibido. O maior dos Pecados. A maior das Traições. Mesmo com muita riqueza e luxo, uma vida difícil, dura e rude. Uma história real, nos dois sentidos, mas muito bem contada. E uma realidade Real muito diferente dos Contos de Fadas. Mais Nua e Crua.
PS. Espero que haja a Publicação da continuidade da história. Muita curiosidade sobre o desenrolar dos destinos de Emma, seu Filho, seu Rei e sua corte.
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Camilla 12/05/2019

Não gostei. O livro enrola demais. Só no final que acontece um mínimo de ação e mesmo assim não é lá grandes coisas. Achei que era um livro só, mas está sendo escrita a continuação. Sinceramente não vou ler. Não achei o desenvolvimento agradável.
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